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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Notificações de atendimento antirrábico humano na população do município de Garanhuns, Estado de Pernambuco, Brasil, no período de 2007 a 2010]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to describe the characteristics of human anti-rabies treatment notifications in Garanhuns, Pernambuco, Brazil, 2007-2010. METHODS: descriptive study using data from 1428 human anti-rabies medical record sheld on the Notifiable Diseases Information System. RESULTS: the canine species accounted for the highest number of notifications(67.5%), in healthy conditions (58.3%), causing single injuries (52.3%) to the hands/feet (38.2%) considered to be severe in 77.1 % of cases. A higherfrequency of adequate procedures was observed regarding serious injuries (69.4%), whereas inadequate procedures were revealed regarding minor injuries and indirect contact in most cases and in all years. CONCLUSION: limitations still exist in reporting form completion and the establishment of adequate procedures in human rabies prophylactic treatment, although gradual improvement was observed in them during the study period.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana"><a name="topo"></a>Notifica&ccedil;&otilde;es de atendimento antirr&aacute;bico humano na popula&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio de Garanhuns, Estado de Pernambuco, Brasil, no per&iacute;odo de 2007 a 2010</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Human anti-rabies treatment notifications in the municipality of Garanhuns, Pernambuco, Brazil, 2007-2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Gesika Maria da Silva<sup>I</sup>; Daniel Friguglietti Brandespim<sup>II</sup>; Maria Dulcineide Guilherme da Rocha<sup>III</sup>; Régia Maria Batista Leite<sup>IV</sup>; Júnior M&aacute;rio Baltazar de Oliveira<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Programa de Mestrado em Ciência Animal Tropical, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife-PE, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Garanhuns, Garanhuns-PE, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Secretaria Estadual de Saúde, Governo do Estado de Pernambuco, 5<sup>a</sup> Gerência Regional de Saúde, Garanhuns-PE, Brasil    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Setor de Epidemiologia, Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura Municipal de Garanhuns-PE, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>V</sup>Programa de Mestrado em Sanidade e Reprodu&ccedil;&atilde;o de Ruminantes, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Garanhuns, Garanhuns-PE, Brasil</font></p>     <p><a href="#endereco"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia </font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO: </b>descrever as caracter&iacute;sticas das notifica&ccedil;&otilde;es de atendimento antirr&aacute;bico humano no munic&iacute;pio de Garanhuns, Estado de Pernambuco, Brasil, no per&iacute;odo de 2007 a 2010.    <br> <b>M&Eacute;TODOS: </b>foi realizado estudo descritivo com dados de 1.428 fichas de atendimento antirr&aacute;bico humano do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan).    <br>   <b>RESULTADOS: </b>a espécie envolvida no maior número de notifica&ccedil;&otilde;es foi a canina (67,5%), sob condi&ccedil;&atilde;o sadia (58,3%), causando ferimentos únicos (52,3%) em m&atilde;os/pés (38,2%), considerados graves em 77,1% dos casos; observou-se maior frequência de condutas adequadas nos casos de les&otilde;es graves (69,4%); les&otilde;es leves e contatos indiretos revelaram condutas inadequadas na maioria dos casos, em todos os anos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>ainda existem limita&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao preenchimento das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o e estabelecimento de condutas adequadas no tratamento profil&aacute;tico humano da raiva, embora tenha sido observada progressiva melhora na frequência de condutas adequadas no per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Raiva, Preven&ccedil;&atilde;o &amp; Controle; Notifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as; Preven&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as; Epidemiologia Descritiva.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to describe the characteristics of human anti-rabies treatment notifications in Garanhuns, Pernambuco, Brazil, 2007-2010.    <br> <b>METHODS: </b>descriptive study using data from 1428 human anti-rabies medical record sheld on the Notifiable Diseases Information System.    <br>   <b>RESULTS: </b>the canine species accounted for the highest number of notifications(67.5%), in healthy conditions (58.3%), causing single injuries (52.3%) to the hands/feet (38.2%) considered to be severe in 77.1 % of cases. A higherfrequency of adequate procedures was observed regarding serious injuries (69.4%), whereas inadequate procedures were revealed regarding minor injuries and indirect contact in most cases and in all years.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>limitations still exist in reporting form completion and the establishment of adequate procedures in human rabies prophylactic treatment, although gradual improvement was observed in them during the study period.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words: </b>Rabies/Prevention &amp; Control; Disease Notification; Disease Prevention; Epidemiology, Descriptive.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raiva é uma antropozoonose viral que provoca uma encefalite progressiva aguda e letal (aproximadamente 100% de letalidade),<sup>1</sup> causada pelo v&iacute;rus r&aacute;bico pertence à fam&iacute;lia Rhabdoviridae, gênero <i>Lyssavirus, </i>de caracter&iacute;sticas neurotrópicas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transmiss&atilde;o urbana e rural da raiva pode ser dividida didaticamente, em quatro ciclos epidemiológicos: aéreo, rural, urbano e silvestre.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A infec&ccedil;&atilde;o pela inala&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, em pessoas que entram em cavernas densamente povoadas por morcegos infectados ou, acidentalmente, em laboratório é rara.<sup>3</sup> Outras vias de transmiss&atilde;o (sexual, vertical) também s&atilde;o relatadas, embora com probabilidades muito pequenas de ocorrência em seres humanos. Existe relato de transmiss&atilde;o por via digestiva somente em animais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de uma enfermidade pass&iacute;vel de elimina&ccedil;&atilde;o em seu ciclo urbano por existirem medidas eficientes de preven&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao ser humano e à fonte de infec&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, a vacina&ccedil;&atilde;o humana e animal, a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de soro antirr&aacute;bico de qualidade para o homem, bloqueios de foco, recolhimento de animais de rua, entre outras.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, o controle da enfermidade teve in&iacute;cio em 1973, quando foi criado o Programa Nacional de Controle da Raiva (PNCR) com os objetivos de eliminar a raiva humana transmitida por c&atilde;es e gatos e controlar a raiva canina. As principais linhas de a&ccedil;&atilde;o do PNCR s&atilde;o: vacina&ccedil;&atilde;o de c&atilde;es e gatos; tratamento profil&aacute;tico de pessoas expostas; vigilância epidemiológica; diagnóstico laboratorial; controle de popula&ccedil;&atilde;o animal; e educa&ccedil;&atilde;o em saúde.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raiva apresenta-se de maneira endêmica no Brasil. A regi&atilde;o Nordeste concentrou 54% dos casos humanos registrados no per&iacute;odo de 1980 a 2008, seguida pela regi&atilde;o Norte (19%).<sup>1</sup> Em 2009, foram registrados dois casos de raiva humana, ambos no estado do Maranh&atilde;o, e 26 casos caninos concentrados, principalmente, na regi&atilde;o Nordeste, fatos que demonstram ser essa a macrorregi&atilde;o de maior risco para ocorrência de raiva humana no pa&iacute;s.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2010, três casos humanos foram registrados no Brasil, na regi&atilde;o Nordeste: dois casos no Cear&aacute; e um terceiro caso no Rio Grande do Norte. Em 2011, foram relatados dois casos positivos de raiva humana no pa&iacute;s.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo o Ministério da Saúde, no per&iacute;odo de 2000 a 2009, cerca de 425.400 pessoas procuraram atendimento médico por cada ano desse per&iacute;odo, em raz&atilde;o de terem sido expostas ou julgarem-se expostas ao v&iacute;rus da raiva; destas, mais de 64% receberam esquema de profilaxia de pós-exposi&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No munic&iacute;pio de Garanhuns-PE, os atendimentos médicos em casos de agress&otilde;es s&atilde;o realizados no Hospital Regional Dom Moura, que promove os cuidados com o ferimento e, se n&atilde;o dispensa o indiv&iacute;duo atendido, prescreve o tratamento, inicia a aplica&ccedil;&atilde;o de soro antirr&aacute;bico humano nos casos graves, em que é necess&aacute;ria sua aplica&ccedil;&atilde;o, e encaminha o paciente para a continua&ccedil;&atilde;o do tratamento nas unidades de Saúde da Fam&iacute;lia. Estas unidades também podem realizar o primeiro atendimento, notificar e encaminhar o caso ao Hospital Regional Dom Moura, onde é prescrito o soro antirr&aacute;bico humano.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se o número crescente de notifica&ccedil;&otilde;es de atendimento antirr&aacute;bico humano registradas anualmente, no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan) no munic&iacute;pio, o que revela a importância e necessidade de aten&ccedil;&atilde;o das equipes de saúde quanto ao atendimento adequado dos pacientes, este trabalho teve como objetivo geral descrever as caracter&iacute;sticas das notifica&ccedil;&otilde;es de atendimento antirr&aacute;bico humano e condutas indicadas em Garanhuns, estado de Pernambuco, no per&iacute;odo de 2007 a 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Métodos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado estudo epidemiológico descritivo, a partir do levantamento de dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o - Sinan -, nas fichas de notifica&ccedil;&atilde;o individual do atendimento antirr&aacute;bico humano entre a popula&ccedil;&atilde;o residente no munic&iacute;pio de Garanhuns, Estado de Pernambuco, localizado no Planalto da Borborema, distante 230km da capital do Estado, Recife, e que, em 2010, possu&iacute;a 129.408 habitantes.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram descritos dados presentes nas fichas de investiga&ccedil;&atilde;o de atendimento antirr&aacute;bico humano do Sinan, que caracterizaram as agress&otilde;es por animais e os procedimentos profil&aacute;ticos humanos pós-exposi&ccedil;&atilde;o referentes aos casos notificados no per&iacute;odo de 2007 a 2010. A partir de 2007, houve uma modifica&ccedil;&atilde;o no sistema de armazenamento de dados pelo Sinan da V Gerência Regional de Saúde (GERES) do Estado. Assim, estavam dispon&iacute;veis apenas os dados registrados a partir daquele ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a Portaria n&deg; 104, de 25 de Janeiro de 2011, o atendimento antirr&aacute;bico humano deve ser notificado e registrado no Sinan, segundo as normas e rotinas estabelecidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), sendo, portanto, evento de notifica&ccedil;&atilde;o compulsória. J&aacute; os casos suspeitos de raiva humana s&atilde;o de notifica&ccedil;&atilde;o compulsória imediata.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Sinan foi implantado a partir do ano de 1993, de maneira gradual e heterogênea. A SVS/MS, no n&iacute;vel federal, processa e consolida os dados enviados pelas Secretarias de Estado de Saúde, de onde podem ser obtidas as informa&ccedil;&otilde;es técnicas sobre o Sistema e o acesso a tabula&ccedil;&otilde;es <i>on line.<sup>10</sup></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram calculadas as frequências relativas e absolutas das seguintes vari&aacute;veis: notifica&ccedil;&otilde;es de atendimento antirr&aacute;bico humano; animal agressor; condi&ccedil;&atilde;o do animal; tipo de exposi&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o provocada; tipo de ferimento (profundo, superficial ou dilacerado); e número de ferimentos (único ou múltiplo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para instituir a profilaxia pós-exposi&ccedil;&atilde;o, seja pela utiliza&ccedil;&atilde;o de vacina e/ou soro, deve-se avaliar as condi&ccedil;&otilde;es do animal no momento da agress&atilde;o e as caracter&iacute;sticas do ferimento. No caso de agress&atilde;o por animais desaparecidos, como c&atilde;es/gatos de rua, animais de produ&ccedil;&atilde;o e animais selvagens - nas agress&otilde;es por morcegos, independentemente do tipo de ferimento -, deve-se indicar soro e/ou vacina em fun&ccedil;&atilde;o do caso atendido.<sup>11</sup> J&aacute; quando o contato é indireto, relacionado à manipula&ccedil;&atilde;o de utens&iacute;lios potencialmente contaminados e/ou lambedura da pele &iacute;ntegra, n&atilde;o se considera o acidente grave e, portanto, n&atilde;o se exige profilaxia da raiva.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As les&otilde;es foram classificadas e foi realizada avalia&ccedil;&atilde;o da conduta prescrita de acordo com as normas para profilaxia da raiva humana vigentes.<sup>4</sup> Para a avalia&ccedil;&atilde;o da conduta adotada, foram utilizadas classifica&ccedil;&otilde;es semelhantes ao estudo realizado no munic&iacute;pio</font> <font size="2" face="Verdana">de Campo Grande-MS, no ano de 2002: adequada, quando a conduta institu&iacute;da era a forma mais adequada para evitar o risco de infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus r&aacute;bico; inadequada, quando a conduta n&atilde;o estava de acordo com o tratamento vigente preconizado pelo Ministério da Saúde; conduta/dados em branco, quando n&atilde;o havia dados suficientes para classificar a les&atilde;o e analisar se foi adequado ou n&atilde;o o tratamento institu&iacute;do, ou quando n&atilde;o se havia indicado o tratamento e as fichas de atendimento se encontravam incompletas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi conduzida de acordo com os preceitos éticos. Foram utilizados dados secund&aacute;rios do Sinan, sem a identifica&ccedil;&atilde;o dos casos, n&atilde;o representando preju&iacute;zos aos indiv&iacute;duos afetados. Os autores n&atilde;o tiveram acesso às informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas dos casos. Os dados secund&aacute;rios foram obtidos com a ciência da V Gerência Regional de Saúde do estado</font> <font size="2" face="Verdana">de Pernambuco - V GERES.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram analisadas 1.428 fichas de atendimento antirr&aacute;bico humano. Observou-se um aumento de 160% no número de notifica&ccedil;&otilde;es entre 2007 e 2010, ou seja: 192 notifica&ccedil;&otilde;es em 2007; 303 em 2008; 434 em 2009; e 499 notifica&ccedil;&otilde;es em 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parte das agress&otilde;es foi provocada pela espécie canina, com uma propor&ccedil;&atilde;o de 67,5% no per&iacute;odo estudado, seguida pela espécie felina, com 22,6%. Também ocorreram agress&otilde;es provocadas por primatas, morcegos, raposas, herb&iacute;voros e outros animais - su&iacute;nos, roedores, fur&otilde;es, sagüis, selvagens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o à condi&ccedil;&atilde;o dos animais envolvidos nas agress&otilde;es-objeto de atendimento antirr&aacute;bico humano durante o per&iacute;odo estudado, observou-se que a maioria desses animais foram classificados como sadios -58,3% -, seguidos de animais caracterizados como mortos/desaparecidos - 21,5% -; porém, h&aacute; de se considerar que nos anos de 2007 e 2009, também ocorreram agress&otilde;es provocadas por animais considerados suspeitos e raivosos (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n1/1a10t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de exposi&ccedil;&atilde;o, observou-se que a mais comum foi a mordedura, representando 81,3% no per&iacute;odo de 2007 a 2010, seguida por arranhadura, com 7,3%. Os demais tipos de exposi&ccedil;&atilde;o representaram menos que 8,0% do total de notifica&ccedil;&otilde;es, do per&iacute;odo analisado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os ferimentos únicos, de acordo com a <a href="#t2">Tabela 2</a>, representaram maior propor&ccedil;&atilde;o dos casos - 52,3% - no per&iacute;odo de 2007 a 2010, enquanto os ferimentos múltiplos significaram 46,8%. Quanto ao tipo de ferimento, ocorreram ferimentos profundos em 41,0% dos casos; os ferimentos superficiais representaram 37,0% das notifica&ccedil;&otilde;es entre 2007 e 2010 (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Os demais tipos de ferimentos representaram menos que 8% do total de notifica&ccedil;&otilde;es do per&iacute;odo estudado (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n1/1a10t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n1/1a10t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observa-se na <a href="#t4">Tabela 4</a> que, em rela&ccedil;&atilde;o à localiza&ccedil;&atilde;o anatômica dos ferimentos registrados no per&iacute;odo de 2007 a 2010, os locais mais afetados foram m&atilde;os/ pés, com 38,2%, seguidos por membros inferiores, com 24,9%.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n1/1a10t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de 1.428 casos analisados no per&iacute;odo de 2007 a 2010, verificou-se que 77,1% foram caracterizados como acidentes graves, seguidos pelos acidentes leves - 20,3% - e por contato indireto - 0,5%. Em 30 (2,1%) fichas, n&atilde;o foi poss&iacute;vel classificar o tipo de acidente, seja por ausência de dados, seja pelo espa&ccedil;o destinado ao tratamento prescrito encontrar-se em</font> <font size="2" face="Verdana">branco. Para todos os anos estudados, v&aacute;rias fichas de atendimento mostravam ausência de dados, achado que representava 7,9% dos casos atendidos em 2007, 2,6% em 2008, 0,7% em 2009 e 0,8% em 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à conduta adotada, observou-se que ela foi inadequada em 30,6% dos acidentes graves, no per&iacute;odo analisado. Para os acidentes leves, a frequência de condutas inadequadas foi de 75,5%. Por sua vez, em 6 dos 7 casos de contato indireto, houve conduta inadequada (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n1/1a10t5.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Grande propor&ccedil;&atilde;o dos acidentes registrados nas fichas de notifica&ccedil;&atilde;o de atendimento antirr&aacute;bico humano na popula&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio de Garanhuns, estado de Pernambuco, no per&iacute;odo de 2007 a 2010, foram classificados como graves e provocados, principalmente, pela espécie canina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi poss&iacute;vel notar também, durante o per&iacute;odo estudado, que houve um aumento no número de</font> <font size="2" face="Verdana">condutas adequadas, do ano de 2007 para o ano de 2010, além de uma redu&ccedil;&atilde;o das condutas consideradas inadequadas. Porém, em todos os anos do per&iacute;odo estudado, os pacientes que sofreram acidentes classificados como leves e os que tiveram contato indireto com os animais receberam condutas inadequadas de profilaxia antirr&aacute;bica por parte dos atendentes dos órg&atilde;os locais de saúde. O percentual superior de condutas inadequadas em rela&ccedil;&atilde;o às adequadas nos tratamentos de ferimentos leves re</font><font size="2" face="Verdana">vela o desconhecimento desses profissionais sobre a indica&ccedil;&atilde;o da profilaxia pelo Ministério da Saúde, nos postos de atendimento à comunidade, além do gasto desnecess&aacute;rio da vacina quando n&atilde;o h&aacute; a necessidade de sua aplica&ccedil;&atilde;o: a simples observa&ccedil;&atilde;o do animal é o encaminhamento correto e preconizado. A vacina&ccedil;&atilde;o de sujeitos que tiveram contato indireto, sem que exista indica&ccedil;&atilde;o, além do desperd&iacute;cio de insumos públicos, exp&otilde;e tais pacientes aos riscos desnecess&aacute;rios de uma rea&ccedil;&atilde;o vacinal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O maior percentual de agress&otilde;es foi provocado pela espécie canina, seguida pela felina, de maneira semelhante aos achados descritos na literatura sobre outros munic&iacute;pios do pa&iacute;s.<sup>1419</sup> Estudo realizado em Lublin, prov&iacute;ncia da Polônia, também relatou maior percentual de agress&otilde;es provocadas por c&atilde;es, seguidos por gatos.<sup>20</sup> Provavelmente, essas agress&otilde;es s&atilde;o provocadas por c&atilde;es e gatos devido ao contato mais próximo do homem com esses animais, domiciliados/ semi-domiciliados/comunidade/errantes, presentes no dia-a-dia da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à condi&ccedil;&atilde;o da espécie canina e felina e a possibilidade de sua observa&ccedil;&atilde;o, vale salientar a importância e necessidade da avalia&ccedil;&atilde;o do animal durante a anamnese do paciente agredido, direcionando-se perguntas ao acidentado no sentido de obter dele informa&ccedil;&otilde;es sob em que circunstâncias aconteceu a agress&atilde;o, para que a conduta seja feita de maneira adequada.<sup>9</sup> Neste trabalho, a maioria dos animais envolvidos foram considerados sadios, concordando com o descrito por outros autores.<sup>14-18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tipo mais comum de exposi&ccedil;&atilde;o foi a mordedura, provavelmente relacionada ao maior número de agress&otilde;es provocadas pela espécie canina, dado este também relatado por outros autores em suas pesquisas.<sup>14,17,19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos ferimentos foram únicos, no per&iacute;odo analisado, resultado semelhante ao descrito em estudo realizado no munic&iacute;pio de Pinhais-PR, no per&iacute;odo de 2002 a 2005, e no munic&iacute;pio de Salgueiro-PE, no ano de 2007; contudo, diferem dos relatados em estudo localizado em Olinda-PE, no per&iacute;odo entre 2002 e 2006.<sup>14,17,21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos anos de 2007 e 2008, ocorreu um maior percentual de ferimentos superficiais, como refletem os dados descritos por alguns autores para outros munic&iacute;pios do pa&iacute;s.<sup>13,17</sup> J&aacute; nos anos de 2009 e 2010, a maioria dos ferimentos foram caracterizados como profundos, concordando com os dados no munic&iacute;pio de Salgueiro-PE para o ano de 2007.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o à anatomia dos feridos, os locais mais afetados foram m&atilde;os ou pés. Acredita-se que a maior propor&ccedil;&atilde;o de ocorrências com ferimentos nessa regi&atilde;o do corpo, verificada neste trabalho, esteja relacionada ao posicionamento das v&iacute;timas para sua própria defesa, no momento da agress&atilde;o, ao dirigir suas m&atilde;os e/ou coloc&aacute;-las sobre o animal para tentar contê-lo. Dados semelhantes foram descritos no mesmo estudo realizado no munic&iacute;pio de Salgueiro-PE; entretanto, diferem dos relatados em pesquisa realizada no munic&iacute;pio de Osasco-SP, no per&iacute;odo de 1984 a 1994.<sup>14,15</sup> No presente estudo, o maior percentual de acidentes graves e a presen&ccedil;a de fichas onde n&atilde;o foi poss&iacute;vel classificar e avaliar a conduta prescrita s&atilde;o semelhantes aos dados descritos em trabalho realizado no munic&iacute;pio de Campo Grande-MS, no ano de 2002.<sup>13</sup> Após a an&aacute;lise dos casos de profilaxia antirr&aacute;bica humana, observou-se que o c&atilde;o ainda é a principal espécie agressora na regi&atilde;o, provocando acidentes graves e que necessitam da institui&ccedil;&atilde;o de profilaxia antirr&aacute;bica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Além desses achados, foi poss&iacute;vel observar que persistem falhas relacionadas ao preenchimento dos campos das vari&aacute;veis estudadas nas fichas de atendimento. Principalmente nos anos de 2007 e 2008, foram encontradas v&aacute;rias fichas com a presen&ccedil;a de vari&aacute;veis, como condi&ccedil;&atilde;o do animal, condi&ccedil;&atilde;o, tipo e localiza&ccedil;&atilde;o do ferimento, com dados ignorados e/ou em branco, e entre estes, uma grande quantidade de tratamentos prescritos também em branco. Nota-se</font> <font size="2" face="Verdana">uma redu&ccedil;&atilde;o de tais falhas, menos frequentes a partir de 2009, ainda que presentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A falta de preenchimento é uma limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo, realizado com dados secund&aacute;rios. A poss&iacute;vel subnotifica&ccedil;&atilde;o dos eventos estudados também pode ser considerada uma limita&ccedil;&atilde;o, além da falta de acesso aos dados demogr&aacute;ficos que n&atilde;o permitiu a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas dos pacientes atendidos pelo servi&ccedil;o local de saúde.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para solucionar esses problemas, sugere-se que os profissionais respons&aacute;veis pela profilaxia antirr&aacute;bica humana, preenchimento e investiga&ccedil;&atilde;o das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o, conhe&ccedil;am a situa&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa desse atendimento e tenham seus servi&ccedil;os avaliados, para que possam se sensibilizar e melhorar a qualidade do atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, mediante a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de capacita&ccedil;&atilde;o das equipes a partir da implementa&ccedil;&atilde;o de cursos de atualiza&ccedil;&atilde;o para seus profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Silva GM realizou o levantamento dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Brandespim DF, Rocha MDG, Leite RMB e Oliveira JMB contribu&iacute;ram conjuntamente para a an&aacute;lise dos dados, confec&ccedil;&atilde;o de tabelas e reda&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os autores aprovaram a vers&atilde;o final do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias: guia de bolso. 8a ed. rev. Bras&iacute;lia: Ministério da Saúde; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica - Vigilância em Saúde: zoonoses. Bras&iacute;lia: Ministério da Saúde; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Takaoka NY. Raiva: controle e profilaxia. S&atilde;o Paulo: Instituto Pasteur; 2003 &#91;acessado em 16 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pasteur.saude.sp.gov.br" target="_blank">www.pasteur.saude.sp.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em saúde. Normas técnicas de profilaxia da raiva humana. Bras&iacute;lia: Ministério da Saúde; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Ministério da Saúde. Avalia&ccedil;&atilde;o do programa nacional de controle da raiva no Brasil. 2010 &#91;acessado em 18 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:lBFNq0gK9KIJ:www.paho.org/cdmedia/hdmvp01/docs.rabia/paises/EVAL.RABIA.BRASIL.pdf+Programa+nacional+de+pesquisa+da+ raiva&hl=pt-BR&gl=br" target="_blank">http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:lBFNq0gK9KIJ:www.paho.org/cdmedia/hdmvp01/docs.rabia/paises/EVAL.RABIA.BRASIL.pdf+Programa+nacional+de+pesquisa+da+ raiva&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Situa&ccedil;&atilde;o epidemiológica das zoonoses de interesse para a saúde pública. Bol. Eletr. Epidemiol. 2010; 10(2): 2-25 &#91;acessado em 10 fev. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/ano10_n02_sit_epidemiol_zoonoses_br.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/ano10_n02_sit_epidemiol_zoonoses_br.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Nota técnica n<sup>o</sup> 25. Campanha de vacina&ccedil;&atilde;o antirr&aacute;bica 2011 &#91;acessado em 11 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/area.cfm?id_area=1498" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/area.cfm?id_area=1498</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Cidades. &#91;acessado em 20 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Portaria n<sup>o</sup> 104, de 25 de janeiro de 2011. Define as terminologias adotadas em legisla&ccedil;&atilde;o nacional, conforme o disposto no Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional 2005 (RSI 2005), a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, agravos e eventos em saúde pública de notifica&ccedil;&atilde;o compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es aos profissionais e servi&ccedil;os de Saúde. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 37, 26 jan. 2011. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&atilde;o para a Saúde. Indicadores b&aacute;sicos para a saúde no Brasil: Conceitos e aplica&ccedil;&otilde;es. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o PanAmericana da Saúde; 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Costa WA, Ávila CA, Valentine EJG, Reichman ML, Cunha RS, Guidolin R, et al. Profilaxia da raiva humana. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Instituto Pasteur; 2000. (Manuais; n<sup>o</sup> 4).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 7<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Ministério da Saúde; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Rigo L, Honer MR. An&aacute;lise da profilaxia da raiva humana em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, em 2002. Cad. de Saude Publica. 2005; 21(6) &#91;acessado em 26 set. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/csp/v21n6/34.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/csp/v21n6/34.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Filgueira AC, Cardoso MD, Ferreira LOC. Profilaxia antirr&aacute;bica humana: uma an&aacute;lise exploratória dos atendimentos ocorridos em Salgueiro - PE, no ano de </font><font size="2" face="Verdana">2007. Epidemiol. Serv. Saude. 2011; 20(2): 233-244 &#91;acessado em 20 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v20n2/v20n2a12.pdf" target="_blank">http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v20n2/v20n2a12.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Garcia RCM, Vasconcellos AS, Sakamoto SM, Lopez AC. An&aacute;lise de tratamento antirr&aacute;bico humano pós-exposi&ccedil;&atilde;o em regi&atilde;o da Grande S&atilde;o Paulo, Brasil. Rev. de Saude Publica. 1999; 33 (3):295-301 &#91;acessado em 20 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/rsp/v33n3/0301.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rsp/v33n3/0301.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Rolim RLP, Lopes FMR, Navarro IT. Aspectos da vigilância epidemiológica da raiva no munic&iacute;pio de Jacarezinho, Paran&aacute;, Brasil, 2003. Rev. Cienc. Agrar. 2006; 27(2):271-280 &#91;acessado em 29 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/viewFile/2431/2076" target="_blank">http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/viewFile/2431/2076</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Fortes FS, Wouk AF, Biondo AW, Barros CC. Acidentes por mordeduras de c&atilde;es e gatos no </font><font size="2" face="Verdana">Munic&iacute;pio de Pinhais, Brasil de 2002 a 2005. Archives of Veterinary Science. 2007; 12(2): 1624 &#91;acessado em 06 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/view/9904/6814" target="_blank">http://www.zoonoses.agrarias.ufpr.br/revistas/ARCHIVESMordedurasPinhais2002-2005.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Frias DFR, Lages SLS, Carvalho AA. Avalia&ccedil;&atilde;o da conduta de profilaxia antirr&aacute;bica indicada para pessoas envolvidas em agravos com c&atilde;es e gatos no Munic&iacute;pio de Jaboticabal, SP, no per&iacute;odo de 2000 a 2006. Rev. Bras. Epidemiol. 2011; 14 (4):722-732 &#91;acessado em 12 jan. 2013&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v14n4/18.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v14n4/18.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Ayres JA, Paiva BSR, Barravierra B. Retrospective animals of post-exposure to humans anti-rabies treatment in Botucatu, S&atilde;o Paulo State, Brazil. </font><font size="2" face="Verdana">J. Venom. Anim. Toxins Incl. Trop. Dis. 2010; 16(1):166-169 &#91;acessado em 12 jan. 2013&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-91992010000100016&lng=en&nrm=iso&tlng=en" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1678-91992010000100016&amp;script=sci_arttext</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Krzowska-Firych J, Tomasiewicz, K, Sukhadia T, Weierzchowska-Opaka M, Khoury S. Post-exposure anti-rabies prophylaxis in humans exposed to animals in Lublin province (Eastern Poland) in 2006-2011. Ann. Agric. Environ. Med.. 2012; 19(2):275-278 &#91;acessado em 12 jan. 2013&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22742801" target="_blank">www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22742801</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Dantas-Torres F, Oliveira Filho EF. Human exposure to potential rabies virus transmitters in Olinda, State of Pernambuco, between 2002 and 2006. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 2007; 40(6):617-621 &#91;acessado em 06 out. 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v40n6/a03v40n6.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/</a></font><a href="http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v40n6/a03v40n6.pdf"><font size="2" face="Verdana">rsbmt/v40n6/a03v40n6.pdf</font></a><font size="2" face="Verdana">.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n2/seta.gif" border="0"></a></b><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><b>Daniel Friguglietti Brandespim</b></font>    <br>  - <font size="2" face="Verdana">Universidade Federal Rural de Pernambuco,    <br> Unidade Acad&ecirc;mica de Garanhuns, Av. Bom Pastor, s/n,    <br> Boa Vista, Garanhuns-PE, Brasil.    <br> CEP: 55296-901    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> E-mail: <a href="mailto:daniel@uag.ufrpe.br">daniel@uag.ufrpe.br</a>; <a href="mailto:dbrandespim@terra.com.br">dbrandespim@terra.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 30/10/2012    <br> Aprovado em 24/02/2013</font></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Vigilância em Saúde</collab>
<source><![CDATA[Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso]]></source>
<year>2010</year>
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