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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742013000100015</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O uso de sistemas de informações em saúde no gerenciamento dos Programas de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus: estudo de caso do Sistema Remédio em Casa em uma unidade de saúde na cidade do Rio de Janeiro-RJ, Brasil, 2009]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of health information systems for the management of Blood Hypertension and Diabetes Programs: a case study of the Home Delivery Medication System in a health facility in Rio de Janeiro, 2009]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Instituto Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJETIVE: to analyze the use of the Information System of the Home Delivery Medication Project in managing the Hypertension and Diabetes Mellitus Programs in the Rio deJaneiro city. METHODS: Qualitative research based on document analysis, observation and semi-structured interviews with five managers at the three levels of municipal administration, from July to September 2009. RESULTS: at the local level, the Information System was filled in with patients' data without any integration with the regional level. The system presented only a few queries and reports necessary to the management of the programs and there was no regular routine for data analysis. CONCLUSION: Since the system had not achieved its objectives yet it can't be effectively considered to help managing the programs. It would be necessary that the Information System of the Home Delivery Medication Project could provide periodic and qualified information in order to enhance its use in municipal management.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de Informação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Qualitative Analysis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="left"><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a>O uso de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de no gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes Mellitus: estudo de caso do Sistema Rem&eacute;dio em Casa em uma unidade de sa&uacute;de na cidade do Rio de Janeiro-RJ, Brasil, 2009</font></b></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><b><font size="3" face="verdana">The use of health information systems for the management of Blood Hypertension and Diabetes Programs: a case study of the Home Delivery Medication System in a health facility in Rio de Janeiro, 2009</font></b></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"> <b>Maria Pappaterra Bastos<sup>I</sup>; Mariza Miranda Theme Filha<sup>I</sup><sup>I</sup></b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de Inform&aacute;tica do SUS, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ, Brasil     <br>     <sup>II</sup>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"> <b>OBJETIVO:</b> analisar a utiliza&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Projeto Rem&eacute;dio em Casa no gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes Mellitus na cidade do Rio de Janeiro-RJ, Brasil.     <br>     <b>M&Eacute;TODOS:</b> pesquisa qualitativa, baseada em an&aacute;lise documental, observa&ccedil;&atilde;o participante e entrevistas semiestruturadas com cinco profissionais ocupantes de cargo de ger&ecirc;ncia e coordena&ccedil;&atilde;o, nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o do Munic&iacute;pio, entre julho e setembro de 2009.     <br>   <b>RESULTADOS</b>: no n&iacute;vel local, o Rem&eacute;dio em Casa era alimentado com os dados dos pacientes, sem integra&ccedil;&atilde;o com o n&iacute;vel regional; o sistema apresentava poucas consultas e relat&oacute;rios necess&aacute;rios ao gerenciamento dos Programas e n&atilde;o possu&iacute;a uma rotina peri&oacute;dica para an&aacute;lise de seus dados.    <br>    <b>CONCLUS&Atilde;O</b>: o sistema todavia n&atilde;o atingira os objetivos propostos, portanto n&atilde;o era utiliz&aacute;vel no gerenciamento dos Programas; seria necess&aacute;rio que o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Rem&eacute;dio em Casa disponibilizasse informa&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas e qualificadas, potencializando seu uso na gest&atilde;o municipal.</font></p>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave:</b> Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o; Hipertens&atilde;o; Diabetes <i>Mellitus</i>; An&aacute;lise Qualitativa.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="verdana"> <b>OBJETIVE:</b> to analyze the use of the Information System of the Home Delivery Medication Project in managing the Hypertension and Diabetes Mellitus Programs in the Rio de Janeiro.     <br>     <b>METHODS:</b> Qualitative research based on document analysis, observation and semi-structured interviews with five managers at the three levels of municipal administration, from July to September 2009.     <br>     <b>RESULTS:</b> at the local level, the Information System was filled in with patients' data without any integration with the regional level. The system presented only a few queries and reports necessary to the management of the programs and there was no regular routine for data analysis.     <br>     <b>CONCLUSION:</b> Since the system had not achieved its objectives yet it can't be effectively considered to help managing the programs. It would be necessary that the Information System of the Home Delivery Medication Project could provide periodic and qualified information in order to enhance its use in municipal management.</font></p>     <p align="left"><font size="2" face="verdana"> <b>Key words:</b> Information Systems; Hypertension; Diabetes <i>Mellitus</i>; Qualitative Analysis. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O aumento da longevidade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, fruto das marcantes mudan&ccedil;as nos n&iacute;veis de fecundidade e mortalidade ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, provocou importantes mudan&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o, com predom&iacute;nio das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) sobre as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No in&iacute;cio dos anos 2000, DCNT correspondiam, aproximadamente, a 63,0% do total das mortes por causa conhecida ocorridas no Brasil, tendo as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio como principal causa de &oacute;bito. A an&aacute;lise das estat&iacute;sticas de mortalidade brasileiras indica que a propor&ccedil;&atilde;o de mortes por DCNT triplicou entre 1930 e 2006, e que os principais fatores de risco para doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio s&atilde;o a hipertens&atilde;o arterial e o diabetes <i>mellitus</i>.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> As DCNT tornaram-se um dos principais desafios para a Sa&uacute;de e o desenvolvimento global nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas: al&eacute;m de amea&ccedil;ar a qualidade de vida de milh&otilde;es de pessoas, representam grande impacto econ&ocirc;mico para os pa&iacute;ses, especialmente os de baixa renda.<sup>3</sup> Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de - OMS apesar de serem respons&aacute;veis pela maioria das mortes, as DCNT permanecem negligenciadas, n&atilde;o contempladas na agenda de prioridades dos governos em todo o mundo. No Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, reconhecendo o impacto das DCNT na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, lan&ccedil;ou em 2011 o Plano de A&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas para o Enfrentamento das Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis (DCNT), definindo as a&ccedil;&otilde;es e os investimentos priorit&aacute;rios para seu enfrentamento nos pr&oacute;ximos dez anos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O controle da epidemia das DCNT imp&otilde;e grandes desafios &agrave; Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil, e conhecer seu comportamento e distribui&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para implementar a&ccedil;&otilde;es efetivas de preven&ccedil;&atilde;o e instituir um sistema de vigil&acirc;ncia adequado para esses agravos. Para alcan&ccedil;ar esses objetivos, os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de (SIS) e o suporte metodol&oacute;gico da Epidemiologia tornam-se ferramentas essenciais &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para o cumprimento das fun&ccedil;&otilde;es da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, &eacute; imprescind&iacute;vel a disponibilidade de dados com qualidade, que sirvam de apoio ao processo de produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o para a a&ccedil;&atilde;o. A qualidade da informa&ccedil;&atilde;o depende, principalmente, da adequada coleta de dados gerados no local de ocorr&ecirc;ncia do evento sanit&aacute;rio, a serem tratados e estruturados de forma a proporcionar um processo din&acirc;mico de planejamento, avalia&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e aprimoramento das a&ccedil;&otilde;es. <sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A dissemina&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es geradas por um sistema tamb&eacute;m assume papel importante na melhoria da qualidade dos dados. Esta fase constitui a etapa final da cadeia de elabora&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es cujos dados foram definidos, coletados, armazenados e tratados. Entretanto, o foco da preocupa&ccedil;&atilde;o com a dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o deve estar presente desde o in&iacute;cio do processo, na defini&ccedil;&atilde;o dos sistemas, na incorpora&ccedil;&atilde;o da necessidade de integra&ccedil;&atilde;o das diferentes bases de dados, permitindo an&aacute;lises de tend&ecirc;ncias e da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar de toda a evolu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o, permanece uma defasagem entre esse avan&ccedil;o e sua incorpora&ccedil;&atilde;o ao processo de gest&atilde;o em sa&uacute;de no pa&iacute;s. A dificuldade no acesso e tratamento dos dados existentes de forma rotineira, com disponibiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es adequadas no momento necess&aacute;rio, ainda &eacute; comum, bem como a falta de articula&ccedil;&atilde;o entre os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de - SIS - e os processos de planejamento e gest&atilde;o da Sa&uacute;de.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ, os Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes foram criados a partir de 1987 e est&atilde;o implantados em unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, distribu&iacute;das por quase todos os bairros da cidade.<sup>9</sup> Diante da import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o dos SIS na gest&atilde;o da Sa&uacute;de, este estudo teve como objetivo analisar a utiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es do Sistema Rem&eacute;dio em Casa no gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o e Diabetes <i>Mellitus</i> da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">M&eacute;todos</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O sistema de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ est&aacute; estruturado em diferentes n&iacute;veis, de acordo com sua complexidade. Em seu n&iacute;vel prim&aacute;rio, est&atilde;o inclu&iacute;das as Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de e a Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. A Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &eacute; regionalizada, dividida em cinco &Aacute;reas de Planejamento segundo a divis&atilde;o administrativa e geogr&aacute;fica da cidade. Em cada &aacute;rea de planejamento existe uma coordena&ccedil;&atilde;o regional, intermediadora das rela&ccedil;&otilde;es entre as unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de e o n&iacute;vel central municipal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para an&aacute;lise da utiliza&ccedil;&atilde;o dos SIS no acompanhamento de pacientes hipertensos e diab&eacute;ticos, foi escolhida uma abordagem qualitativa, de car&aacute;ter descritivo e explorat&oacute;rio, para aplica&ccedil;&atilde;o neste estudo de caso do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Rem&eacute;dio em Casa em uma unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Realizou-se an&aacute;lise documental, observa&ccedil;&atilde;o participante e entrevistas semiestruturadas, estas com atores sociais respons&aacute;veis pelo gerenciamento e avalia&ccedil;&atilde;o dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes na cidade do Rio de Janeiro-RJ: cinco profissionais que ocupavam cargos de dire&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o ou ger&ecirc;ncia nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o do munic&iacute;pio. Os informantes-chave foram os gerentes dos Programas de Hipertens&atilde;o e Diabetes da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro-RJ (n&iacute;vel central), o coordenador de programas de uma Coordena&ccedil;&atilde;o de &Aacute;rea de Planejamento (n&iacute;vel regional), o diretor e o coordenador de programas de uma unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de pertencente &agrave; &Aacute;rea de Planejamento escolhida (n&iacute;vel local). A escolha da Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de para o estudo de caso deveu-se ao fato de ter sido a primeira unidade a implantar um sistema informatizado de entrada de dados referentes ao atendimento ambulatorial no Munic&iacute;pio &#91;Gerenciador de Informa&ccedil;&otilde;es Locais (GIL)&#93;, utilizado como <i>proxy</i> de conhecimento e habilidade no uso de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A coleta de dados, realizada no per&iacute;odo de julho a setembro de 2009, iniciou-se com a observa&ccedil;&atilde;o participante, sem roteiro pr&eacute;-definido, na unidade de sa&uacute;de escolhida para a pesquisa. Essa observa&ccedil;&atilde;o teve como objetivo acompanhar e compreender o fluxo dos pacientes dos Programas de Hipertens&atilde;o e Diabetes na unidade de sa&uacute;de, al&eacute;m de identificar os   documentos utilizados para o registro de seus dados. Durante o per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o, estabeleceu-se uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a pesquisadora e os profissionais envolvidos tanto no atendimento dos pacientes (m&eacute;dicos e enfermeiros) como no registro de suas informa&ccedil;&otilde;es em sistemas informatizados ou manuais (profissionais t&eacute;cnico-administrativos). As situa&ccedil;&otilde;es observadas foram anotadas pela pesquisadora, para serem analisadas posteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As entrevistas com os gestores foram agendadas e seguiram roteiros pr&eacute;-definidos. As perguntas norteadoras das entrevistas com os gestores da unidade de sa&uacute;de visavam apreender a import&acirc;ncia do sistema de informa&ccedil;&otilde;es no processo de trabalho di&aacute;rio, particularmente sua influ&ecirc;ncia nos cuidados com o paciente e na avalia&ccedil;&atilde;o de sua evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Em rela&ccedil;&atilde;o aos gestores dos n&iacute;veis regional e central, o foco era dirigido &agrave; qualidade das informa&ccedil;&otilde;es e sua dissemina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a an&aacute;lise documental, por suas vez, n&atilde;o se utilizou um roteiro pr&eacute;-definido. Os documentos referentes aos dados dos pacientes, para inclus&atilde;o no sistema de informa&ccedil;&atilde;o - como modelos de receitu&aacute;rios e planilhas -, foram apresentados pelo coordenador dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes da unidade de sa&uacute;de estudada, no decorrer do processo de observa&ccedil;&atilde;o. O mesmo ocorreu no n&iacute;vel central, onde documentos internos - com as diretrizes desses Programas e do Projeto Rem&eacute;dio em Casa - foram obtidos junto aos gestores dos Programas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados obtidos desses documentos, da observa&ccedil;&atilde;o participante e das entrevistas foram objeto de an&aacute;lise t&eacute;cnica de conte&uacute;do, seguindo a modalidade da an&aacute;lise tem&aacute;tica, mais apropriada para investiga&ccedil;&otilde;es qualitativas em sa&uacute;de.<sup>10</sup> As entrevistas gravadas foram transcritas e analisadas juntamente com os dados coletados. Logo, foi realizada a classifica&ccedil;&atilde;o do material em quatro categorias, posteriormente agrupadas em temas para apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A primeira categoria, 'O sistema informatizado', foi definida com o prop&oacute;sito de se conhecer o hist&oacute;rico e o funcionamento do sistema de informa&ccedil;&otilde;es desenvolvido pelo munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ, desde sua implanta&ccedil;&atilde;o at&eacute; o per&iacute;odo da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A defini&ccedil;&atilde;o da segunda categoria, 'Capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais', teve o objetivo de apresentar o processo</font> <font size="2" face="verdana">de treinamento oferecido aos profissionais do Munic&iacute;pio envolvidos no Projeto Rem&eacute;dio em Casa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados de cadastro e acompanhamento dos pacientes no sistema de informa&ccedil;&otilde;es municipal foram agrupados na terceira categoria, definida como 'Dados do Rem&eacute;dio em Casa'.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A quarta categoria, 'Gerenciamento', foi dividida em tr&ecirc;s subcategorias: local; regional; e central. Esta quarta categoria foi criada com o prop&oacute;sito de se conhecer a forma de gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o e Diabetes nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ap&oacute;s a distribui&ccedil;&atilde;o do material coletado pelo esquema de classifica&ccedil;&atilde;o, as categorias supracitadas foram analisadas e agrupadas em dois temas, para a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados: 'O Sistema Rem&eacute;dio em Casa' e 'O gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes'.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O projeto do presente estudo foi aprovado pelos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz) no Rio de Janeiro-RJ (Protocolo n&deg; 0085.0.031.000-09) e da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil   do Rio de Janeiro-RJ (SMSDC-Rio) (Protocolo n&deg;  0098.0.314.031-09). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>O Sistema Rem&eacute;dio em Casa</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2002, a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro-RJ - SMSDC-Rio -criou o Projeto Rem&eacute;dio em Casa com o objetivo de facilitar o controle da hipertens&atilde;o arterial e do diabetes mellitus nos pacientes inscritos nos respectivos Programas, por meio da entrega domiciliar de medicamentos. Essa estrat&eacute;gia possibilitaria a redu&ccedil;&atilde;o do abandono do tratamento e, no longo prazo, a diminui&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade cardiovascular e cerebrovascular.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para dar suporte ao Projeto, foi desenvolvido um sistema informatizado, o Sistema Rem&eacute;dio em Casa, implantado em toda a rede b&aacute;sica do Munic&iacute;pio, interligando as unidades de sa&uacute;de &agrave; SMSDC-Rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Rem&eacute;dio em Casa, eram cadastrados apenas os pacientes em uso de medicamentos e clinicamente est&aacute;veis, justamente os que atendiam aos crit&eacute;rios de   elegibilidade para a entrega domiciliar dos medicamentos. Posteriormente, todos os pacientes inscritos nos Programas de Hipertens&atilde;o e Diabetes deveriam ser cadastrados, inclusive os que n&atilde;o faziam uso de medicamentos, medida que fez ampliar a cobertura do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na proposta inicial do Projeto Rem&eacute;dio em Casa, estava previsto o desenvolvimento de funcionalidades no sistema informatizado que gerenciariam a capta&ccedil;&atilde;o, abandono, agendamento de consultas e exames, evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos pacientes e controle dos estoques de medicamentos das farm&aacute;cias das unidades de sa&uacute;de. No entanto, at&eacute; o per&iacute;odo da pesquisa, o sistema era utilizado apenas para o cadastramento dos pacientes e inclus&atilde;o dos seus dados ap&oacute;s as consultas m&eacute;dicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por n&atilde;o contar com uma ficha espec&iacute;fica, o cadastramento dos pacientes no sistema era realizado pelo usu&aacute;rio, ap&oacute;s ser inscrito no respectivo Programa, ao informar seus dados de identifica&ccedil;&atilde;o diretamente ao digitador do aplicativo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es de acompanhamento cl&iacute;nico, os dados eram inseridos no sistema ap&oacute;s cada consulta, a partir das receitas m&eacute;dicas espec&iacute;ficas do Projeto, apresentadas pelo paciente diretamente ao digitador. No receitu&aacute;rio, n&atilde;o existia um lugar espec&iacute;fico para registro do est&aacute;gio da hipertens&atilde;o (leve, moderada ou grave) e o tipo de diabetes (tipo I ou tipo II), informa&ccedil;&otilde;es que, obrigatoriamente, deveriam ser inseridas no sistema por serem indispens&aacute;veis &agrave; futura atualiza&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A informa&ccedil;&atilde;o do peso e da altura tamb&eacute;m era obrigat&oacute;ria no sistema informatizado e, embora existisse um campo espec&iacute;fico para seu registro na receita, era auto-referida pelo paciente. A press&atilde;o arterial s&oacute; era registrada para os hipertensos. No caso dos pacientes diab&eacute;ticos, ainda que fosse poss&iacute;vel informar o valor da glicemia e da hemoglobina glicada, apenas o primeiro exame era de registro obrigat&oacute;rio. N&atilde;o havia obrigatoriedade de informar a circunfer&ecirc;ncia da cintura, embora houvesse um campo destinado a esse registro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No receitu&aacute;rio do Rem&eacute;dio em Casa, podiam ser registradas e atualizadas algumas complica&ccedil;&otilde;es decorrentes do diabetes, como a presen&ccedil;a de retinopatia diab&eacute;tica e dados mais detalhados a respeito do p&eacute; diab&eacute;tico e de amputa&ccedil;&otilde;es decorrentes da doen&ccedil;a. Al&eacute;m disso, podia ser realizada a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos e o registro da distribui&ccedil;&atilde;o de insumos para pacientes diab&eacute;ticos (fitas, glicos&iacute;metros, agulhas e seringas).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Como o projeto inicial n&atilde;o inclu&iacute;a o registro de informa&ccedil;&otilde;es sobre fatores de risco e complica&ccedil;&otilde;es decorrentes do diabetes e da hipertens&atilde;o arterial, foi institu&iacute;do em 2007 um novo instrumento de coleta de dados, independentemente da receita m&eacute;dica: a Ficha de Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de, com o objetivo de coletar informa&ccedil;&otilde;es, particularmente as relacionadas a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, infarto agudo do mioc&aacute;rdio, acidente vascular cerebral e doen&ccedil;a renal. Contudo, a Ficha de Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de n&atilde;o era utilizada na unidade de sa&uacute;de pesquisada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar da orienta&ccedil;&atilde;o de cadastramento de todos os pacientes inscritos nos Programas (independentemente do uso de medicamentos), na unidade de sa&uacute;de pesquisada, apenas aqueles em tratamento medicamentoso eram cadastrados no sistema. Diariamente, os dados eram transmitidos para o n&iacute;vel central da SMSDC-Rio, onde eram consolidados em uma base com todas as informa&ccedil;&otilde;es do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os profissionais envolvidos no Projeto Rem&eacute;dio em Casa n&atilde;o recebiam treinamento regular para exercer suas atividades e o sistema informatizado n&atilde;o disponibilizava manuais aos usu&aacute;rios com esse objetivo. A capacita&ccedil;&atilde;o desses profissionais s&oacute; ocorreu em dois momentos: em 2002, no in&iacute;cio do Projeto; e em 2007, quando foi introduzida a Ficha de Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de. Se em 2002, durante o processo de implanta&ccedil;&atilde;o do Projeto, foram capacitados todos os profissionais envolvidos, n&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar um treinamento t&atilde;o abrangente em 2007. Nesse segundo treinamento, as modifica&ccedil;&otilde;es foram apresentadas apenas aos coordenadores de Programas, para que pudessem repass&aacute;-las aos demais profissionais respons&aacute;veis pelo atendimento aos pacientes. Para os m&eacute;dicos cl&iacute;nicos, foram enviadas cartas para seu conhecimento e ci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia do preenchimento correto dos documentos relativos ao Rem&eacute;dio em Casa. Na unidade de sa&uacute;de investigada, os profissionais respons&aacute;veis pela digita&ccedil;&atilde;o dos dados no Rem&eacute;dio em Casa recebiam treinamento de sua chefia imediata, para a opera&ccedil;&atilde;o do sistema; por&eacute;m, esses mesmos profissionais desconheciam o m&oacute;dulo destinado ao cadastramento de fatores de risco e complica&ccedil;&otilde;es - apesar de esse m&oacute;dulo estar dispon&iacute;vel para entrada de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A partir do segundo semestre de 2008, os medicamentos deixaram de ser enviados para a resid&ecirc;ncia dos pacientes. N&atilde;o obstante, o Sistema Rem&eacute;dio em Casa continuava a ser alimentado com os dados dos pacientes e, portanto, considerado pela SMSDC-Rio como o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>O gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>N&iacute;vel local</b></font></p>     <p><b><font size="2" face="verdana"> Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As informa&ccedil;&otilde;es do Rem&eacute;dio em Casa n&atilde;o eram utilizadas no gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes, embora o sistema fosse alimentado com os dados das receitas de seus pacientes e disponibilizasse algumas consultas e relat&oacute;rios. As informa&ccedil;&otilde;es geradas na unidade de sa&uacute;de estudada n&atilde;o eram divulgadas internamente, nem utilizadas pelos gestores locais. A unidade tampouco possu&iacute;a mecanismos para avaliar a qualidade dos dados cadastrados no sistema; por&eacute;m, considerava que as informa&ccedil;&otilde;es haviam melhorado, justificando as altera&ccedil;&otilde;es feitas no sistema informatizado em decorr&ecirc;ncia das avalia&ccedil;&otilde;es realizadas pela SMSDC-Rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Os pacientes s&oacute; eram cadastrados nos Programas a partir do momento quando iniciassem a utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos. O controle das consultas e abandonos era feito manualmente, pela equipe de enfermagem da cl&iacute;nica m&eacute;dica, sobre fichas arquivadas no setor. Mensalmente, os quantitativos das consultas realizadas em pacientes cadastrados eram enviados aos gestores da unidade de sa&uacute;de, a partir da contagem manual das fichas de cadastro. Al&eacute;m dos dados informados pela cl&iacute;nica m&eacute;dica, a farm&aacute;cia tamb&eacute;m encaminhava os totais de medicamentos distribu&iacute;dos por cada Programa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>N&iacute;vel regional </b></font></p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Coordena&ccedil;&atilde;o de &Aacute;rea de Planejamento</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Durante a pesquisa, o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Rem&eacute;dio em Casa n&atilde;o era utilizado pelas coordena&ccedil;&otilde;es regionais para avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes, pois n&atilde;o havia uma vers&atilde;o do sistema para esse n&iacute;vel gerencial. Ademais, n&atilde;o havia uma rotina peri&oacute;dica e eficiente de</font> <font size="2" face="verdana">procedimentos, por parte do n&iacute;vel central da SMSDC-Rio, que disponibilizasse os dados do sistema para o n&iacute;vel regional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na Coordena&ccedil;&atilde;o estudada, os dados enviados pela SMSDC-Rio em 2008 n&atilde;o puderam ser analisados por falta de profissionais dispon&iacute;veis. Como as planilhas eletr&ocirc;nicas com os dados das unidades de sa&uacute;de n&atilde;o eram mais enviadas para a Coordena&ccedil;&atilde;o, esta n&atilde;o dispunha de informa&ccedil;&otilde;es suficientes para o gerenciamento dos Programas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>N&iacute;vel central</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A SMSDC-Rio tinha o objetivo de mudar a forma de gerenciamento dos dois Programas com a implanta&ccedil;&atilde;o do Rem&eacute;dio em Casa em 2002. Por&eacute;m, as unidades de sa&uacute;de continuaram a manter o controle manual das informa&ccedil;&otilde;es at&eacute; dezembro de 2007. Esse controle baseava-se no registro dos cadastros em livro e em fich&aacute;rio tradicional, assim como o envio de planilhas consolidadas para o n&iacute;vel regional. A partir de janeiro de 2008, esse controle manual foi descontinuado e todas as informa&ccedil;&otilde;es passaram a ser digitadas no sistema informatizado. O &uacute;nico procedimento manual que permaneceu foi o cadastramento dos pacientes nos livros referentes aos Programas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto &agrave; qualidade dos dados do Rem&eacute;dio em Casa, a SMSDC-Rio n&atilde;o possu&iacute;a uma rotina peri&oacute;dica para sua an&aacute;lise. Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Projeto, s&oacute; foi realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o completa dos dados do sistema no ano de 2006, e seu resultado foi apresentado aos profissionais envolvidos em dois momentos: primeiramente, para as coordena&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas de planejamento e coordenadores dos Programas nas unidades de sa&uacute;de; e em um segundo momento, para os m&eacute;dicos cl&iacute;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Essa an&aacute;lise foi quantitativa e qualitativa, ao incluir o perfil dos pacientes cadastrados e inconsist&ecirc;ncias observadas nos dados. Como alguns problemas encontrados estavam relacionados &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, tamb&eacute;m foram apresentados os protocolos vigentes para tratamento cl&iacute;nico da hipertens&atilde;o e do diabetes, na exposi&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;dicos cl&iacute;nicos. Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o do resultado dessa an&aacute;lise, foram enviados relat&oacute;rios &agrave;s coordena&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas de planejamento com a rela&ccedil;&atilde;o dos pacientes que apresentavam problemas no cadastro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2008, foi realizada apenas uma avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa nos dados dos pacientes hipertensos, sem   uma an&aacute;lise qualitativa dos cadastros. Em seguida a essa avalia&ccedil;&atilde;o, enviou-se, em meio magn&eacute;tico, uma c&oacute;pia da base de dados a cada n&iacute;vel regional, para que fossem realizadas as devidas an&aacute;lises. Contudo, a falta de infraestrutura necess&aacute;ria impediu algumas coordena&ccedil;&otilde;es de utilizarem esses dados para sua an&aacute;lise. A SMSDC-Rio n&atilde;o tinha como afirmar se a qualidade dos dados do sistema melhorou depois da avalia&ccedil;&atilde;o de 2006, pois n&atilde;o foram realizadas novas an&aacute;lises do mesmo porte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> No per&iacute;odo do estudo, a SMSDC-Rio realizava algumas an&aacute;lises que eram utilizadas no gerenciamento dos Programas, tais como: quantitativo de medicamentos prescritos; utiliza&ccedil;&atilde;o de uma ou mais drogas associadas; distribui&ccedil;&atilde;o de glicos&iacute;metros e situa&ccedil;&atilde;o do p&eacute; diab&eacute;tico (evento-sentinela de gravidade da doen&ccedil;a). Essas informa&ccedil;&otilde;es eram fornecidas diretamente pela equipe de inform&aacute;tica, j&aacute; que o sistema disponibilizava poucas consultas e relat&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Independentemente do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Rem&eacute;dio em Casa, a SMSDC-Rio realizava um controle espec&iacute;fico do p&eacute; diab&eacute;tico a partir de planilhas mensais elaboradas pelas unidades de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia para o tratamento do problema. Contudo, as informa&ccedil;&otilde;es das planilhas n&atilde;o eram compat&iacute;veis com os dados sobre o p&eacute; diab&eacute;tico existentes no sistema. O mesmo ocorria com o registro da distribui&ccedil;&atilde;o de glicos&iacute;metros, n&atilde;o compat&iacute;vel com o cadastro dos pacientes que faziam uso de insulina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A gest&atilde;o dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes em um munic&iacute;pio populoso como o Rio de Janeiro-RJ era considerada bastante complexa pela SMSDC-Rio. Outrossim, a car&ecirc;ncia de infraestrutura administrativa e tecnol&oacute;gica, a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios sistemas de informa&ccedil;&otilde;es paralelos e a falta de qualidade de seus dados dificultava - ainda mais - sua gest&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Discuss&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Inicialmente, o objetivo principal do Munic&iacute;pio era garantir a entrega domiciliar de medicamentos aos pacientes inscritos no Programa de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes. No decorrer do Projeto Rem&eacute;dio em Casa, veio a preocupa&ccedil;&atilde;o em se conhecer melhor o perfil cl&iacute;nico e epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o-alvo cadastrada pelo Munic&iacute;pio em seus Programas de aten&ccedil;&atilde;o a essas doen&ccedil;as. Embora a SMSDC-Rio tivesse</font> <font size="2" face="verdana">desenvolvido um sistema informatizado, competente na previs&atilde;o de funcionalidades capazes de subsidiar os gestores municipais na ger&ecirc;ncia desses Programas, isso n&atilde;o ocorreu.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; evidente, aqui, a limita&ccedil;&atilde;o inerente ao estudo de caso, que n&atilde;o se apresenta como um desenho adequado no sentido de inferir resultados para outras unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ. Entretanto, a an&aacute;lise das entrevistas com os gestores do n&iacute;vel central demonstra que o uso insuficiente do sistema de informa&ccedil;&otilde;es parece ocorrer de forma generalizada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre os v&aacute;rios problemas encontrados, destaca-se o cadastramento apenas dos pacientes em uso de medicamentos e a falta de uma ficha de cadastro que contemple informa&ccedil;&otilde;es sobre quadro cl&iacute;nico e evolu&ccedil;&atilde;o; al&eacute;m do fato de v&aacute;rias informa&ccedil;&otilde;es serem fornecidas ao digitador diretamente pelos pacientes, portanto sujeitas a um poss&iacute;vel vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o comprometedor de sua validade. Da mesma forma, o atrelamento da digita&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es contidas nas receitas m&eacute;dicas inviabilizava o cadastro de pacientes sem uso de medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outros problemas detectados estavam relacionados ao registro do quadro cl&iacute;nico e evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes. Um dado relevante refere-se ao registro da press&atilde;o arterial, importante fator de risco para doen&ccedil;as cardiovasculares. No Munic&iacute;pio, esse registro s&oacute; era exigido dos pacientes hipertensos quando estes fizessem uso de medica&ccedil;&atilde;o e o dado constasse do receitu&aacute;rio m&eacute;dico. Sendo assim, haveria, particularmente, um impedimento para o registro da press&atilde;o arterial em pacientes diab&eacute;ticos n&atilde;o hipertensos. Estudos mostram que mesmo em n&iacute;veis normais - embora no limite superior da normalidade -, a press&atilde;o arterial pode constituir fator de risco para complica&ccedil;&otilde;es graves no indiv&iacute;duo diab&eacute;tico, como nefropatia e retinopatia.<sup>11 </sup>Tal fator justifica a necessidade do registro da press&atilde;o arterial para pacientes diab&eacute;ticos no sistema de informa&ccedil;&otilde;es, uma vez que esse registro pode subsidiar a&ccedil;&otilde;es direcionadas a esse grupo populacional de forma a retardar o aparecimento de complica&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, decorrentes da press&atilde;o arterial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto &agrave; aferi&ccedil;&atilde;o da circunfer&ecirc;ncia da cintura, este registro n&atilde;o era obrigat&oacute;rio no sistema informatizado, estimulando ou induzindo o desinteresse na coleta do dado. &Eacute; sabido que a disposi&ccedil;&atilde;o de gordura na regi&atilde;o   abdominal &eacute; fator de risco importante para doen&ccedil;as cardiovasculares, mais que a obesidade calculada pelo &iacute;ndice de massa corporal e a rela&ccedil;&atilde;o cintura-quadril.<sup>12 </sup>Por sua vez, um dado de registro obrigat&oacute;rio em um sistema de informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o garante sua qualidade, haja vista o registro do peso e da altura, feito na unidade de sa&uacute;de pesquisada, ser baseado em informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos pr&oacute;prios pacientes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sobre os fatores de risco para hipertens&atilde;o e diabetes, bem como as complica&ccedil;&otilde;es decorrentes dessas doen&ccedil;as, a SMSDC-Rio considerava invi&aacute;vel sua coleta em todas as consultas. A falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre o quadro cl&iacute;nico desses pacientes j&aacute; foi relatada em estudo anterior, tamb&eacute;m realizado no Munic&iacute;pio,<sup>13 </sup>quando foi constatado baixo registro da presen&ccedil;a de fatores de risco e de les&otilde;es em &oacute;rg&atilde;os-alvo, nos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos de pacientes hipertensos. Entretanto, esses dados s&atilde;o extremamente importantes porque permitem a defini&ccedil;&atilde;o da conduta terap&ecirc;utica baseada no risco cardiovascular adicional, a abordagem mais recente na terap&ecirc;utica cardiovascular.<sup>14 </sup>Ademais, s&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es fundamentais para a Sa&uacute;de P&uacute;blica, pois alguns fatores de risco s&atilde;o modific&aacute;veis ou control&aacute;veis por mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos de vida, e a presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es pode estar a sinalizar falta de acompanhamento dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os investimentos no monitoramento dos fatores de risco para as DCNT s&atilde;o os mais importantes, pela possibilidade de suas a&ccedil;&otilde;es promoverem o rompimento da cadeia epidemiol&oacute;gica das doen&ccedil;as, alcan&ccedil;ando-se benef&iacute;cios n&atilde;o ating&iacute;veis pela preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e terci&aacute;ria.<sup>15 </sup>Ressalta-se a import&acirc;ncia do cadastramento e acompanhamento dos indiv&iacute;duos que todavia n&atilde;o se utilizam de medica&ccedil;&atilde;o: o monitoramento dos fatores de risco, aliado a efetividade de outras interven&ccedil;&otilde;es, pode retardar o uso de medicamentos, o aparecimento de complica&ccedil;&otilde;es e consequentemente, a necessidade de n&iacute;veis mais complexos de atendimento.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a defini&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es preventivas deve estar associada ao grau de risco de cada indiv&iacute;duo e n&atilde;o ao valor de um fator isolado. Como n&atilde;o existe um instrumento de c&aacute;lculo para a estratifica&ccedil;&atilde;o desse risco desenvolvido ou adaptado para o contexto brasileiro, o Minist&eacute;rio recomenda a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo de Framingham, que leva em considera&ccedil;&atilde;o a idade, o valor da press&atilde;o arterial, os n&iacute;veis de colesterol total e suas fra&ccedil;&otilde;es (LDL e HDL),</font> <font size="2" face="verdana">assim como a presen&ccedil;a de diabetes e tabagismo. A partir desse c&aacute;lculo, os indiv&iacute;duos s&atilde;o ou n&atilde;o classificados sob risco de desenvolver um evento cardiovascular maior - definido por infarto do mioc&aacute;rdio ou morte por causa cardiovascular - em um per&iacute;odo de dez anos.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tanto o risco cardiovascular adicional quanto o escore de Framingham refor&ccedil;am a necessidade do registro da presen&ccedil;a de fatores de risco e de doen&ccedil;as relacionadas &agrave; hipertens&atilde;o e ao diabetes nos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, dados que n&atilde;o eram contemplados no Rem&eacute;dio em Casa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Embora o sistema n&atilde;o estivesse realizando sua principal fun&ccedil;&atilde;o, o controle da entrega domiciliar de medicamentos, o Rem&eacute;dio em Casa era alimentado diariamente e utilizado no gerenciamento dos Programas de Hipertens&atilde;o Arterial e Diabetes pelo n&iacute;vel central da SMSDC-Rio. O mesmo n&atilde;o ocorria nos outros dois n&iacute;veis de gest&atilde;o municipal, que n&atilde;o utilizavam os dados do sistema no gerenciamento dos Programas, reflexo da n&atilde;o incorpora&ccedil;&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o da Sa&uacute;de no Brasil.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para que um sistema de informa&ccedil;&otilde;es possa subsidiar o planejamento, a programa&ccedil;&atilde;o, o gerenciamento e a avalia&ccedil;&atilde;o de programas de sa&uacute;de, &eacute; fundamental que o n&iacute;vel local tenha interesse nos dados registrados e nas informa&ccedil;&otilde;es produzidas por esse sistema, de forma a estimular os profissionais na sua alimenta&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o com qualidade. Al&eacute;m disso, como gerador do dado, o n&iacute;vel local deveria se responsabilizar por seu aprimoramento.<sup>18 </sup>Para isso, necessitaria ter acesso a sua base de dados, para os controles necess&aacute;rios, e dispor de profissionais capacitados para essa atividade. A falta do registro adequado representa um entrave importante para a an&aacute;lise de qualidade dos atendimentos e, embora a qualidade dos registros seja frequentemente considerada proporcional &agrave; qualidade da assist&ecirc;ncia, &eacute; dif&iacute;cil fazer infer&ecirc;ncias sobre a qualidade na aus&ecirc;ncia de dados.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Vale destacar que a aus&ecirc;ncia de uma rotina sistem&aacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o na base do Rem&eacute;dio em Casa praticamente impede a detec&ccedil;&atilde;o de problemas na qualidade dos seus dados. Isso tamb&eacute;m dificulta o controle do cumprimento das diretrizes cl&iacute;nicas   vigentes para o acompanhamento de pacientes hipertensos e diab&eacute;ticos. Somente um processo cont&iacute;nuo de dissemina&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es geradas por um sistema &eacute; capaz de garantir a qualidade dos dados. O uso adequado e sistem&aacute;tico da tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o pela Sa&uacute;de P&uacute;blica constitui uma ferramenta vital e um instrumento cr&iacute;tico para o moderno gerenciamento dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Problemas relacionados &agrave; qualidade dos dados podem ser decorrentes da falta de treinamento dos profissionais envolvidos, tanto na coleta como na digita&ccedil;&atilde;o no sistema informatizado do Projeto Rem&eacute;dio em Casa. Portanto, &eacute; imprescind&iacute;vel a exist&ecirc;ncia de um processo cont&iacute;nuo de capacita&ccedil;&atilde;o desses profissionais, apoiado na disponibilidade de manuais de opera&ccedil;&atilde;o do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apoiados em informa&ccedil;&otilde;es de qualidade, os servi&ccedil;os de sa&uacute;de monitoram sua implementa&ccedil;&atilde;o no sentido de suas metas, tornando-se tanto mais respons&aacute;veis pela sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es a que servem, quanto na formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas em sa&uacute;de que seguem. O principal desafio para o alcance dessas metas est&aacute; na capacidade de incorpora&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es produzidas rotineiramente, na melhoria dos sistemas e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Faz-se necess&aacute;rio, portanto, investir em estrat&eacute;gias eficientes de dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es que possibilitem abreviar o hiato existente entre a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e sua utiliza&ccedil;&atilde;o em benef&iacute;cio da popula&ccedil;&atilde;o. <sup>21 </sup>Sendo assim, para garantir melhor desempenho de seus Programas, &eacute; imprescind&iacute;vel que os respons&aacute;veis pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ priorizem o uso de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de - com a incorpora&ccedil;&atilde;o das melhores tecnologias dispon&iacute;veis -, de forma a poder subsidi&aacute;-los no processo de gest&atilde;o municipal da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="verdana"> Contribui&ccedil;&atilde;o dos autores</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Bastos MP participou da concep&ccedil;&atilde;o e delineamento do estudo, coleta e an&aacute;lise dos dados e reda&ccedil;&atilde;o do manuscrito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Theme Filha MM participou do delineamento do estudo, reda&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o cr&iacute;tica do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Schramm JMA, Oliveira AF, Leite IC, Valente JG, Gadelha AMJ, Portela MC, et al. Epidemiological transition and the study of burden of disease in Brazil. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva. 2004; 9(4):897-908.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Moura EC, Pacheco-Santos LM, Peters LR, Serruya SJ, Guimar&atilde;es R. Research on chronic noncommunicable diseases in Brazil: meeting the challenges of epidemiologic transition. Revista Panamericana de Salud Publica. 2012; 31(3):240-245.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Vigitel Brasil 2010: vigil&acirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico. Brasilia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. Plano de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas para   o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. A vigil&acirc;ncia, o controle e a preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis: DCNT no contexto do Sistema &Uacute;nico da Sa&uacute;de brasileiro. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. A experi&ecirc;ncia brasileira em Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Brasilia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Vasconcellos MM, Moraes IHS, Cavalcante MT. Pol&iacute;tica de sa&uacute;de e potencialidades de uso das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o. Sa&uacute;de em Debate. 2002; 26(61):219-235.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro. Programa de Hipertens&atilde;o Arterial. Como funciona o programa de hipertens&atilde;o arterial &#91;acessado em 29 em jul. 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/exibeconteudo?article-id=123720." target="_blank">http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/exibeconteudo?article-id=123720.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Minayo MCS. O Desafio do Conhecimento. 10a ed. S&atilde;o Paulo: HUCITEC; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Rodrigues TC, Pecis M, Azevedo MJ, Gross JL. Homeostase press&oacute;rica e complica&ccedil;&otilde;es microvasculares em pacientes diab&eacute;ticos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabolismo. 2005;   49(6):882-890.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Martins IS, Marinho PM. 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Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3280920/pdf/ijic2011-2011140.pdf" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3280920/pdf/ijic2011-2011140.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Preven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de doen&ccedil;a cardiovascular, cerebrovascular e renais  cr&ocirc;nica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Vasconcellos MM, Gribel EB, Moraes IHS. Registros em sa&uacute;de: avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do prontu&aacute;rio do paciente na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, Rio de Janeiro, Brasil. Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24 Suppl 1:S173-182.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Donabedian A. The quality of care. 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<body><![CDATA[<br>   Departamento de Inform&aacute;tica do SUS,     <br>   Rua M&eacute;xico, 128, sala 749,    <br>    Centro, Rio de Janeiro-RJ, Brasil.    <br>    CEP: 20031-142     <br>   <i>E-mail:</i> <a href="mailto: maria@datasus.gov.br">maria@datasus.gov.br </a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 24/09/2012     <br> Aprovado em 18/02/2013</font></p>      ]]></body><back>
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