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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Óbitos por acidentes e violências relacionados ao trabalho no município de Palmas, Estado do Tocantins, Brasil, 2010 e 2011: série de casos e investigação por meio de autópsia verbal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Deaths from work-related accidents and violence in Palmas-TO, Brazil, 2010-2011: case series and investigation through verbal autopsy]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to describe deaths from work-related accidents and violence in Palmas-TO, Brazil, 2010-2011 and to verify the applicability of verbal autopsy for improving the quality of information on such deaths. METHODS: descriptive case series study of deaths from work-related accidents and violence in workers aged 18 or over using Mortality Information System (SIM) data and investigation through verbal autopsy. RESULTS: 14 of the 74 deaths investigated related to work. 4 of them were typical accidents, 5 resulted from commuting injuries, 2 could not be classified and 3 resulted from work-related violence. Fatal injuries at work were 100% underreported on the SIM. CONCLUSION: work-related deaths were not identified on death certificates and verbal autopsy proved to be instrumental in enhancing information about such deaths on the SIM.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Causas Externas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>&#211;bitos por acidentes e viol&#234;ncias relacionados ao trabalho no munic&#237;pio de Palmas, Estado do Tocantins, Brasil, 2010 e 2011: s&#233;rie de casos e investiga&#231;&#227;o por meio de aut&#243;psia verbal<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Deaths from work-related accidents and violence in Palmas-TO, Brazil, 2010-2011: case series and investigation through verbal autopsy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Patr&#237;cia Ferreira Nomellini<sup>I</sup>; </b></font><font face="Verdana" size="2"><b>Marta Maria Malheiros Alves<sup>II</sup>;</b></font><font face="Verdana" size="2"><b> Gessi Carvalho de Ara&#250;jo Santos<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Coordena&#231;&#227;o de Vigil&#226;ncia das Doen&#231;as e Agravos N&#227;o Transmiss&#237;veis, Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Palmas-TO, Brasil</font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><sup>II</sup>Ger&#234;ncia de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica, Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Palmas-TO, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font face="Verdana" size="2"><sup>III</sup>Universidade Federal do Tocantins, Palmas-TO, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJETIVO: </b>descrever os &#243;bitos por acidentes e por viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho e verificar a aplicabilidade da aut&#243;psia verbal para melhoria da qualidade da informa&#231;&#227;o sobre esses &#243;bitos no munic&#237;pio de Palmas, Estado do Tocantins, Brasil, em 2010 e 2011.    <br>  <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo descritivo de s&#233;rie de casos, sobre &#243;bitos por acidentes e viol&#234;ncias relacionados ao trabalho entre trabalhadores com 18 anos ou mais de idade, com dados do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM) e investiga&#231;&#227;o mediante aut&#243;psia verbal.    <br>  <b>RESULTADOS: </b>dos 74 &#243;bitos investigados, 14 foram relacionados ao trabalho, dos quais 4 foram por acidentes t&#237;picos, 5 por acidentes de trajeto, 2 n&#227;o puderam ser classificados e 3 foram resultantes de viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho; a subnotifica&#231;&#227;o de acidentes fatais no SIM foi 100%.    <br>  <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>os &#243;bitos por causas relacionadas ao trabalho n&#227;o eram identificados na declara&#231;&#227;o de &#243;bito e a aut&#243;psia verbal mostrou-se aplic&#225;vel para aprimorar as informa&#231;&#245;es sobre esses &#243;bitos no SIM.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Causas Externas; Sistemas de Informa&#231;&#227;o; Sa&#250;de do Trabalhador; Epidemiologia; Mortalidade Ocupacional.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><b><font size="2">ABSTRACT</font></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJECTIVE: </b>to describe deaths from work-related accidents and violence in Palmas-TO, Brazil, 2010-2011 and to verify the applicability of verbal autopsy for improving the quality of information on such deaths.    <br>  <b>METHODS: </b>descriptive case series study of deaths from work-related accidents and violence in workers aged 18 or over using Mortality Information System (SIM) data and investigation through verbal autopsy.     <br> <b>RESULTS: </b>14 of the 74 deaths investigated related to work. 4 of them were typical accidents, 5 resulted from commuting injuries, 2 could not be classified and 3 resulted from work-related violence. Fatal injuries at work were 100% underreported on the SIM.    <br>  <b>CONCLUSION: </b>work-related deaths were not identified on death certificates and verbal autopsy proved to be instrumental in enhancing information about such deaths on the SIM.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>External Causes; Information Systems; Occupational Health; Epidemiology, Occupational Mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os eventos acidentais ou violentos relacionados ao trabalho representam um problema priorit&#225;rio para a Sa&#250;de P&#250;blica, principalmente pela possibilidade de levar o trabalhador &#224; morte prematura.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Considera-se acidente de trabalho (AT) aquele 'evento s&#250;bito ocorrido no exerc&#237;cio de atividade laboral, independente da situa&#231;&#227;o empregat&#237;cia e previdenci&#225;ria do trabalhador acidentado'<sup>1</sup> e, como viol&#234;ncia relacionada ao trabalho, aquela desencadeada por toda a&#231;&#227;o volunt&#225;ria de um indiv&#237;duo ou grupo contra outro indiv&#237;duo ou grupo, que venha a causar danos f&#237;sicos ou psicol&#243;gicos, ocorrida no ambiente de trabalho ou que envolva rela&#231;&#245;es estabelecidas no trabalho ou concernentes a ele, e que traga danos f&#237;sicos ou psicol&#243;gicos para o(s) trabalhador(es).<sup>2</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dados apresentados pela Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho (OIT) no ano de 2004 indicaram que em todo o mundo, ocorreram cerca de 270 milh&#245;es de AT, e que 160 milh&#245;es dessas mortes por ano ocorriam por doen&#231;as ocupacionais.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, entre 1996 e 2006, 30.319 &#243;bitos decorrentes de AT foram notificados ao Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM), com o predom&#237;nio dos acidentes de trajeto que envolveram homens de 25 a 44 anos de idade. Embora o n&#250;mero de &#243;bitos fosse significativo, tal valor estaria subestimado, pois houve elevado percentual de informa&#231;&#227;o ignorada (82,9%) no campo AT, nesse per&#237;odo.<sup>4</sup> De 2006 a 2009, entre os &#243;bitos notificados ao SIM, quatro ocupa&#231;&#245;es de indiv&#237;duos que morreram em circunst&#226;ncias relacionadas a AT (trabalhadores de fun&#231;&#245;es transversais, trabalhadores da ind&#250;stria extrativista, trabalhadores da constru&#231;&#227;o civil e trabalhadores na explora&#231;&#227;o agropecu&#225;ria) foram respons&#225;veis, juntas, por mais de 50% dos &#243;bitos provocados por acidentes.<sup>5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, entre 2000 e 2007, observou-se redu&#231;&#227;o de 9,3% no n&#250;mero de &#243;bitos por AT - de 3.094 para 2.804 &#243;bitos - em trabalhadores segurados no banco de dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A redu&#231;&#227;o ocorreu tanto em homens (8,2%) como em mulheres (25,1%).<sup>6</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, ainda n&#227;o h&#225; um sistema de informa&#231;&#245;es sobre Sa&#250;de do Trabalhador.<sup>7</sup> Existem, entretanto, sistemas de informa&#231;&#245;es do setor Sa&#250;de que cont&#234;m dados capazes de identificar os agravos que atingem o trabalhador no pa&#237;s: o pr&#243;prio SIM, o Sistema de</font> <font face="Verdana" size="2">Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan), o Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SIH/SUS), os dados do Servi&#231;o de Atendimento M&#233;dico de Urg&#234;ncia (Samu) e a Vigil&#226;ncia de Viol&#234;ncias e Acidentes (Viva), essa &#250;ltima realizada mediante inqu&#233;ritos em unidades de urg&#234;ncia e emerg&#234;ncia.<sup>8 </sup>Esses sistemas de informa&#231;&#245;es fazem parte da rede de servi&#231;os da vigil&#226;ncia e da aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No sentido de auxiliar na defini&#231;&#227;o de prioridades de pol&#237;ticas p&#250;blicas,<sup>9</sup> o Minist&#233;rio da Sa&#250;de tem buscado qualificar as informa&#231;&#245;es sobre os &#243;bitos desde a implanta&#231;&#227;o de uma Declara&#231;&#227;o de &#211;bito -DO - padronizada, em 1976. Todavia, a qualidade dos dados informados na DO n&#227;o &#233; homog&#234;nea entre as macrorregi&#245;es do pa&#237;s. No per&#237;odo de 2000 a 2004, houve varia&#231;&#227;o de 72 a 80% nas regi&#245;es Norte e Nordeste, de 85 a 90% nas regi&#245;es Sudeste e Centro-Oeste e de 94 a 97% na regi&#227;o Sul.<sup>10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o da causa b&#225;sica de &#243;bito tamb&#233;m pode diferir entre as grandes regi&#245;es brasileiras. Com a finalidade de melhorar a qualidade da informa&#231;&#227;o sobre a causa b&#225;sica de &#243;bito, o Minist&#233;rio vem utilizando a t&#233;cnica de aut&#243;psia verbal na investiga&#231;&#227;o de &#243;bito com causas mal definidas.<sup>11</sup> Essa t&#233;cnica consiste na aplica&#231;&#227;o de question&#225;rio aos familiares de pessoas falecidas, com o prop&#243;sito de coletar informa&#231;&#245;es detalhadas sobre as circunst&#226;ncias que levaram ao &#243;bito.<sup>12</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo justifica-se diante da compreens&#227;o de que (i) h&#225; subnotifica&#231;&#227;o de &#243;bito por AT no SIM, (ii) a t&#233;cnica de aut&#243;psia verbal tem sido utilizada como ferramenta importante para melhorar a qualidade de informa&#231;&#227;o sobre &#243;bito e (iii) as informa&#231;&#245;es decorrentes dos &#243;bitos relacionados ao trabalho podem subsidiar e contribuir para a organiza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es realizadas e ou desencadeadas pelo setor Sa&#250;de. Seus objetivos s&#227;o descrever os &#243;bitos por AT e por viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho, em trabalhadores com 18 ou mais anos de idade, e verificar a aplicabili</font><font face="Verdana" size="2">dade da t&#233;cnica de aut&#243;psia verbal para a melhoria da qualidade da informa&#231;&#227;o sobre esses &#243;bitos ocorridos no munic&#237;pio de Palmas, Estado do Tocantins, Brasil, nos anos de 2010 e 2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&#233;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de estudo epidemiol&#243;gico descritivo de tipo s&#233;rie de casos. A popula&#231;&#227;o do estudo foi composta por todos os trabalhadores com idade de 18 anos ou mais, residentes em Palmas-TO, que tiveram causa b&#225;sica de &#243;bito relacionada a acidentes ou viol&#234;ncias, no per&#237;odo de junho de 2010 a maio de 2011.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Primeiramente, os dados do SIM foram tabulados para identificar o n&#250;mero de &#243;bitos por cap&#237;tulos da D&#233;cima Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de (CID-10).<sup>13</sup> Posteriormente, foi realizada a inspe&#231;&#227;o manual de todas as DO, para verificar se todos os &#243;bitos por acidentes ou viol&#234;ncias estavam adequadamente codificados no Cap&#237;tulo XX da CID-10, que trata das causas externas e descreve as causas acidentais e violentas de morte, relacionadas ou n&#227;o ao trabalho. Os dados foram transcritos em um formul&#225;rio similar &#224; DO.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram exclu&#237;das do estudo (i) as pessoas cuja DO estava digitada no SIM mas n&#227;o foram encontradas para a realiza&#231;&#227;o da aut&#243;psia verbal, (ii) as pessoas residentes na zona rural, (iii) aquelas cuja causa de &#243;bito foi definida como 'natural' ap&#243;s a investiga&#231;&#227;o e, portanto, estavam erroneamente codificadas e(iv) aquelas pessoas que foram declaradas na DO como residentes em Palmas-TO embora, durante a investiga&#231;&#227;o, fossem identificadas como residentes em outro munic&#237;pio. As perdas foram decorrentes da insufici&#234;ncia ou aus&#234;ncia da informa&#231;&#227;o sobre endere&#231;o nas DO; ou por n&#227;o terem sido encontradas (no endere&#231;o informado, ap&#243;s tr&#234;s visitas realizadas) pessoas que conhecessem a v&#237;tima e pudessem fornecer as informa&#231;&#245;es necess&#225;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista que, no per&#237;odo do estudo, nenhum &#243;bito por AT havia sido registrado no campo espec&#237;fico da DO e que n&#227;o h&#225; campo espec&#237;fico nesse instrumento para o registro do &#243;bito por viol&#234;ncia relacionada ao trabalho, fez-se necess&#225;ria a investiga&#231;&#227;o de &#243;bito. Nessa investiga&#231;&#227;o, foi utilizado um question&#225;rio previamente estruturado com o intuito de coletar informa&#231;&#245;es sobre as circunst&#226;ncias que levaram o</font> <font face="Verdana" size="2">trabalhador &#224; morte. O instrumento de aut&#243;psia verbal foi validado pela realiza&#231;&#227;o de investiga&#231;&#227;o de &#243;bito em popula&#231;&#227;o similar que foi a &#243;bito no m&#234;s anterior ao in&#237;cio deste estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o domiciliar foi realizada por profissionais com experi&#234;ncia pr&#233;via, que passaram por um treinamento em que lhes foram explicados os objetivos do estudo e oferecidos esclarecimentos sobre cada quest&#227;o, as formas de abordagem, a utiliza&#231;&#227;o da t&#233;cnica de aut&#243;psia verbal e os aspectos &#233;ticos da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi entrevistada uma pessoa da fam&#237;lia, vizinho ou parente que tivesse maior proximidade com a pessoa falecida, ou um profissional da aten&#231;&#227;o b&#225;sica que tivesse informa&#231;&#245;es sobre a pessoa que foi a &#243;bito, nessa ordem de prioridade. Foi realizada an&#225;lise caso a caso, de cada question&#225;rio preenchido, para verifica&#231;&#227;o da qualidade da informa&#231;&#227;o coletada e esclarecimento de d&#250;vidas. No total, foram entrevistados 74 indiv&#237;duos.</font> </p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram estudadas as seguintes vari&#225;veis: sexo (feminino e masculino); faixa et&#225;ria (18-29, 30-39, 40-49, 50-59, 60 e mais anos); local de ocorr&#234;ncia do evento (domic&#237;lio, via p&#250;blica, local de trabalho, local de lazer, outro); causa b&#225;sica do &#243;bito (acidental ou violenta, com c&#243;digos descritos de V01 a Y87 do Cap&#237;tulo XX da CID-10); e circunst&#226;ncias da morte (tipo de causa externa - acidente, homic&#237;dio ou suic&#237;dio e acidente de trabalho).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os AT foram classificados em duas categorias, t&#237;pico e/ou de trajeto, quando as informa&#231;&#245;es foram insuficientes para classific&#225;-los. AT t&#237;picos s&#227;o os ocorridos na execu&#231;&#227;o do trabalho, tanto nas a&#231;&#245;es internas como externas &#224; institui&#231;&#227;o de trabalho, e AT de trajeto s&#227;o aqueles acontecidos no trajeto entre a resid&#234;ncia e o local de trabalho e vice-versa.<sup>14</sup> Foram considerados trabalhadores todas aquelas pessoas que trabalhavam para sustento pr&#243;prio e ou de familiares, tanto no mercado formal quanto no informal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados do SIM foram tabulados com aux&#237;lio do programa Tabwin. Os dados obtidos a partir das DO e de entrevista domiciliar foram digitados em planilha do programa Microsoft Office Excel 2007 e tabulados com aux&#237;lio do programa Epi Info 3.5.1. Foram calculadas estat&#237;sticas descritivas (m&#233;dia, mediana e propor&#231;&#245;es), bem como os seguintes indicadores: </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) Mortalidade Proporcional por Causas Externas</font> <font face="Verdana" size="2">(MPCE) em rela&#231;&#227;o a outras causas, utilizando-</font><font face="Verdana" size="2">se como denominador o n&#250;mero de &#243;bitos de</font> <font face="Verdana" size="2">pessoas com idade de 18 anos ou mais, residentes</font> <font face="Verdana" size="2">em Palmas-TO no per&#237;odo de ocorr&#234;ncia desses &#243;bitos; e</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">b) Coeficiente de Mortalidade por Acidente de Trabalho (CMAT), utilizando-se como denominador o n&#250;mero de &#243;bitos por AT em pessoas com idade de 18 anos ou mais residentes no munic&#237;pio, sendo utilizada a Popula&#231;&#227;o Economicamente Ativa e Ocupada (PEAO) espec&#237;fica para pessoas na mesma faixa et&#225;ria, fornecida pela Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE) para o ano de 2010; foram calculados tanto o indicador geral quanto o estratificado por sexo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Tocantins - UFT (Parecer n<sup>o</sup> 009/2011). Foi obtida assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) das pessoas que forneceram as informa&#231;&#245;es necess&#225;rias &#224; realiza&#231;&#227;o do estudo. A coleta de dados foi autorizada pela Comiss&#227;o de Avalia&#231;&#227;o de Pesquisas da Secretaria Municipal de</font> <font face="Verdana" size="2">Sa&#250;de de Palmas-TO.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De junho de 2010 a maio de 2011, 153 pessoas residentes no munic&#237;pio de Palmas-TO foram a &#243;bito em decorr&#234;ncia de causas acidentais ou violentas. A Mortalidade Proporcional por Causas Externas na popula&#231;&#227;o e no per&#237;odo definido pelo estudo foi de 19,9%, sendo a segunda causa proporcionalmente; a primeira foi a Mortalidade Proporcional por Doen&#231;as do Aparelho Circulat&#243;rio, que atingiu 23,5%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a sele&#231;&#227;o dos casos v&#225;lidos para o estudo (n=118), foram investigados 74 &#243;bitos registrados no SIM, sendo os demais considerados como exclu&#237;dos ou perdas (<a href="#f1">Figura 1</a>). Entre os casos investigados, foram identificadas 54 pessoas que trabalhavam &#224; &#233;poca do &#243;bito.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A utiliza&#231;&#227;o da aut&#243;psia verbal possibilitou (i) a correla&#231;&#227;o do trabalho com o local de ocorr&#234;ncia do evento acidental ou violento que levou a morte e (ii) a identifica&#231;&#227;o de execu&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o relacionada ao trabalho no momento de ocorr&#234;ncia, estivesse ela</font> <font face="Verdana" size="2">sendo desenvolvida dentro ou fora (no espa&#231;o urbano) do evento que levou o trabalhador a morte.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dos &#243;bitos estudados, 14 foram relacionados ao trabalho. Houve predom&#237;nio do sexo masculino (n=13) e da faixa et&#225;ria de 31 a 40 anos (n=6) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O risco de morrer mensurado pelo Coeficiente de Mortalidade por Acidente de Trabalho para a popula&#231;&#227;o geral foi de 11,8/100 mil habitantes, para a popula&#231;&#227;o masculina de 20,1/100 mil habitantes e para a feminina de 1,8/100 mil habitantes. A mediana da idade dos trabalhadores v&#237;timas de AT e viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho foi de 35 anos, com amplitude entre 23 e 70 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do total de &#243;bitos relacionados ao trabalho, 11 foram considerados AT, 4 foram definidos como t&#237;picos e 5 de trajeto (<a href="#f2">Figura 2</a>). Em dois dos acidentes de</font> <font face="Verdana" size="2">transporte ocorridos em via p&#250;blica, as informa&#231;&#245;es fornecidas foram insuficientes para classific&#225;-los como t&#237;picos ou de trajeto. Tr&#234;s &#243;bitos foram considerados decorrentes de viol&#234;ncia relacionada ao trabalho e, portanto, n&#227;o receberam classifica&#231;&#227;o.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sete das v&#237;timas de &#243;bitos relacionados ao trabalho eram trabalhadores formais. Em via p&#250;blica, 9 &#243;bitos ocorreram em raz&#227;o de acidente de transporte. Dos &#243;bitos decorrentes de acidentes de transporte, o ve&#237;culo mais utilizado foi a motocicleta (n=6) e a m&#233;dia de idade desses motociclistas foi de 31,5 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o aos &#243;bitos por AT, a ocupa&#231;&#227;o mais frequente foi a de trabalhadores da constru&#231;&#227;o civil (n=4); e em rela&#231;&#227;o &#224;s viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho, a de vigia (n=2) foi a mais presente. Em todos os &#243;bitos por viol&#234;ncia relacionada ao tra</font><font face="Verdana" size="2">balho, a arma de fogo foi o instrumento utilizado. Houve um caso a ser destacado, pelo longo per&#237;odo de tempo decorrido entre o evento e o &#243;bito: seis meses. Nesse tipo de caso, pode ser dif&#237;cil a correla&#231;&#227;o do evento com as atividades relacionadas ao trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na DO, apenas um &#243;bito havia sido informado como sendo relacionado ao trabalho. Tratava-se de um caso de viol&#234;ncia - agress&#227;o por arma de fogo - relacionada ao trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostraram que a aut&#243;psia verbal foi uma estrat&#233;gia de investiga&#231;&#227;o que permitiu melhorar a qualidade das informa&#231;&#245;es dos &#243;bitos por acidentes e viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho. A maioria dos &#243;bitos foi de pessoas do sexo masculino, na faixa et&#225;ria de 31 a 40 anos e por acidentes de trajeto, embora os acidentes t&#237;picos e as viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho tamb&#233;m tenham se destacado, assim como a subnotifica&#231;&#227;o no SIM de 100% dos &#243;bitos investigados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A propor&#231;&#227;o de &#243;bitos por AT foi de uma em cada cinco mortes de trabalhadores do sexo masculino, propor&#231;&#227;o pr&#243;xima &#224; de um estudo similar, voltado ao mesmo sexo masculino, realizado na cidade de Campinas-SP,<sup>15</sup> que encontrou um AT fatal para cada quatro v&#237;timas de acidente no trabalho ou em seu trajeto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O predom&#237;nio de acidentes e viol&#234;ncias em pessoas do sexo masculino acontece tanto na popula&#231;&#227;o geral - dados compat&#237;veis com os resultados de estudo realizado em capitais brasileiras e no Distrito Federal -<sup>16</sup> quanto na popula&#231;&#227;o espec&#237;fica de trabalhadores.<sup>17</sup> Os trabalhadores do sexo masculino encontram-se sob maior risco, imposto pelas atividades desenvolvidas na Constru&#231;&#227;o civil, na Ind&#250;stria e na Seguran&#231;a, &#225;reas em que os homens constituem a grande maioria; e tamb&#233;m em fun&#231;&#227;o do pr&#243;prio comportamento, espec&#237;fico de cada g&#234;nero, dependente de fatores culturais e sociais.<sup>18</sup> Outrossim, os acidentes de trajeto merecem destaque pela maior ocorr&#234;ncia no pa&#237;s<sup>19</sup> e por terem, como fatores de risco, o comportamento no tr&#226;nsito e a utiliza&#231;&#227;o da motocicleta como ve&#237;culo.<sup>20</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mesmo tendo encontrado apenas um &#243;bito de mulheres trabalhadoras nesse estudo, esse &#250;nico caso n&#227;o retira a import&#226;ncia do acompanhamento das</font> <font face="Verdana" size="2">tend&#234;ncias de morbimortalidade para o sexo feminino: atualmente, mulheres est&#227;o a executar atividades em profiss&#245;es de maior risco e, com isso, semelhan&#231;as nas frequ&#234;ncias de AT j&#225; v&#234;m sendo observadas em estudos que relacionam g&#234;nero e morbidade.<sup>21</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A mediana de idade dos trabalhadores (35 anos) que foram a &#243;bito, embora esteja acima da faixa et&#225;ria encontrada em outros estudos,<sup>8,14</sup> mostra o impacto social desses eventos nos anos de vida perdidos precocemente. Al&#233;m da pequena amostra, alguns &#243;bitos de trabalhadores idosos fizeram com que houvesse um aumento na mediana de idade das v&#237;timas. No caso dos acidentes t&#237;picos, al&#233;m da necessidade de um olhar espec&#237;fico sobre os processos de trabalho e os riscos aos quais os trabalhadores est&#227;o expostos, os resultados indicam a import&#226;ncia de focar o alvo de interven&#231;&#245;es na capacita&#231;&#227;o de trabalhadores. Programas de educa&#231;&#227;o permanente, acompanhamento e avalia&#231;&#227;o, aliados a a&#231;&#245;es sistem&#225;ticas de vigil&#226;ncia em ambientes e processos de trabalho, contribuem para a efetiva&#231;&#227;o de um Sistema de Informa&#231;&#245;es em Sa&#250;de do Trabalhador.<sup>7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os acidentes de trajeto foram os eventos de maior frequ&#234;ncia, situa&#231;&#227;o coerente com o que tem sido observado no pa&#237;s,<sup>14</sup> onde motoristas de caminh&#227;o e pedreiros s&#227;o os grupos de profiss&#245;es que mais levaram o trabalhador a &#243;bito no per&#237;odo de 2006 e 2009.<sup>5</sup> Ainda que ocorridos em vias p&#250;blicas, os acidentes poderiam estar fortemente relacionados com o trabalho, seja pelo estresse, seja pelos desgastes f&#237;sicos e psicol&#243;gicos desencadeados pelas condi&#231;&#245;es de trabalho.<sup>22</sup> Assim sendo, empregadores e trabalhadores devem estar inseridos em discuss&#245;es de estrat&#233;gias proativas para a redu&#231;&#227;o dos acidentes no percurso de ida e volta do trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O homic&#237;dio foi o tipo de viol&#234;ncia encontrada nesse estudo e chama aten&#231;&#227;o para a vulnerabilidade dos trabalhadores da &#225;rea de Seguran&#231;a (vigias, seguran&#231;as, etc.). Estudo realizado em Campinas-SP tamb&#233;m evidenciou a mortalidade decorrente da viol&#234;ncia urbana, no que diz respeito ao grupo de vigias, seguran&#231;as privados, policiais civis e militares mortos em confrontos com assaltantes, nos espa&#231;os de trabalho ou nas ruas.<sup>15</sup> Estudos sobre mortalidade por viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho ainda s&#227;o escassos, o que dificulta discutir a diversidade e a complexidade existentes na rela&#231;&#227;o entre viol&#234;ncia e trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto aos aspectos relacionados &#224; dimens&#227;o que envolve tanto os AT quanto as viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho, evidenciou-se a necessidade de expandir a forma de analisar e contextualizar esses agravos, de forma a incorporar an&#225;lises que evidenciem as 'especificidades do espa&#231;o urbano'<sup>23</sup> e que acrescentem ao trabalhador riscos similares &#224;queles aos quais todas as pessoas, trabalhadores ou n&#227;o, est&#227;o expostas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto aos acidentes t&#237;picos, mesmo com a queda na mortalidade no pa&#237;s,<sup>17</sup> ainda h&#225; necessidade de desenvolvimento de a&#231;&#245;es que reduzam os acidentes e visem a sua preven&#231;&#227;o nos locais de trabalho,haja vista os riscos relativos &#224; seguran&#231;a e &#224; sa&#250;de no ambiente laboral. Essas a&#231;&#245;es devem ser desenvolvidas tanto intra como intersetorialmente. Portanto, extrapolam o setor Sa&#250;de e requerem 'uma compreens&#227;o transdisciplinar',<sup>24 </sup>a ser exercida pelos diferentes atores envolvidos com a quest&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A subnotifica&#231;&#227;o de acidentes de transporte identificada neste estudo &#233; uma realidade brasileira, igualmente observada por estudiosos em cidades como Porto Alegre-RS,<sup>25</sup> Campinas-SP<sup>15</sup> e Belo Horizonte-MG.<sup>26</sup> A melhoria da qualidade dos dados de &#243;bitos relacionados ao trabalho na Declara&#231;&#227;o de &#211;bito amplia as possibilidades de an&#225;lise: as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis no Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade - SIM - podem ser cruzadas com dados de diversos bancos que disponibilizam informa&#231;&#245;es sobre a sa&#250;de do trabalhador, como o Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o - Sinan - e o Sistema de Comunica&#231;&#227;o de Acidente de Trabalho (CAT) do INSS. As informa&#231;&#245;es geradas em sa&#250;de do trabalhador devem oportunizar a avalia&#231;&#227;o dos riscos ocupacionais e a efic&#225;cia das medidas preventivas,<sup>9</sup> o que faz dessas informa&#231;&#245;es ferramentas indispens&#225;veis ao planejamento e avalia&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es voltadas &#224; sa&#250;de desse p&#250;blico espec&#237;fico.<sup>5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Reconhece-se, como limita&#231;&#227;o do presente estudo, a pequena propor&#231;&#227;o de &#243;bitos investigados e o poss&#237;vel vi&#233;s de mem&#243;ria com o uso de proxy responding (informa&#231;&#227;o de terceiros), o que impede</font> <font face="Verdana" size="2">inferir seus dados para outros locais. No entanto, trata-se de um estudo facilmente reproduz&#237;vel, de baixo custo e obten&#231;&#227;o de resultados fidedignos em um curto espa&#231;o de tempo. Outra limita&#231;&#227;o se encontra no longo per&#237;odo de tempo decorrido entre o &#243;bito e a realiza&#231;&#227;o da coleta de dados (maior que 180 dias, em alguns casos), o que impossibilita ampliar a quantidade de vari&#225;veis relacionadas ao trabalho. Mesmo diante dessas limita&#231;&#245;es, foi poss&#237;vel identificar &#243;bitos em decorr&#234;ncia de AT (t&#237;picos e de trajeto) e de viol&#234;ncias relacionadas ao trabalho, sendo relevantes as informa&#231;&#245;es encontradas, poss&#237;veis de serem compartilhadas pelos servi&#231;os de vigil&#226;ncia do &#243;bito, de vigil&#226;ncia da sa&#250;de do trabalhador e de vigil&#226;ncia das causas externas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com base nos achados deste estudo, sugere-se que se priorize o aprimoramento do SIM, na busca pela qualidade das informa&#231;&#245;es decorrentes dos eventos fatais relacionados ao trabalho, desde a coleta dos dados at&#233; sua an&#225;lise. A institui&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de avalia&#231;&#227;o formal e regular do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade pode significar uma estrat&#233;gia para o aprimoramento dos sistemas e melhoria da qualidade das informa&#231;&#245;es.<sup>27</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo apresentou um panorama da import&#226;ncia do SIM para o levantamento das informa&#231;&#245;es sobre os eventos fatais relacionados ao trabalho, no que se refere &#224;s causas externas de &#243;bito. Evidenciou, tamb&#233;m, a utiliza&#231;&#227;o da t&#233;cnica de aut&#243;psia verbal, que respondeu &#224; necessidade do presente estudo e mostrou-se como uma estrat&#233;gia a ser incorporada na investiga&#231;&#227;o dos &#243;bitos relacionados ao trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Contribui&#231;&#227;o dos autores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nomellini PF participou na elabora&#231;&#227;o e delineamento da pesquisa, coordenou a coleta de dados, participou da an&#225;lise e reda&#231;&#227;o do manuscrito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alves MMM participou da an&#225;lise dos dados e reda&#231;&#227;o do manuscrito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Santos GCA participou da orienta&#231;&#227;o da pesquisa e revis&#227;o cr&#237;tica do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Notifica&#231;&#227;o de acidentes de trabalho fatais, graves e com crian&#231;as e adolescentes. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2006. (S&#233;rie A. Normas e Manuais T&#233;cnicos).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Oliveira RP, Nunes MO. Viol&#234;ncia relacionada ao trabalho: uma proposta conceitual. Rev Saude Soc.</font> <font face="Verdana" size="2">2008;17(4):22-34.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho. Relat&#243;rio para o dia mundial da seguran&#231;a e da sa&#250;de. 2012 &#91;citado 2013 jan 2&#93;. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/html/portugal_dia_seguranca_04_pt.htm" target="_blank">http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/html/portugal_dia_seguranca_04_pt.htm</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Iwamoto HH, Camargo FC, Tavares LC, Miranzi SSC. Acidentes de trabalho fatais e a qualidade das informa&#231;&#245;es de seus registros em Uberaba, em Minas Gerais e no Brasil, 1997 a 2006. Rev Bras Saude</font> <font face="Verdana" size="2">Ocup. 2011;36(124):208-15.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Rabello Neto DL, Glatt R, Souza CAV, Gorla AC, Machado JMH. As fontes de informa&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de para a sa&#250;de do trabalhador. In: Chagas AMR, Salim CA, Servo LMS (organizadores). Sa&#250;de e seguran&#231;a no trabalho no Brasil: aspectos institucionais, sistemas de informa&#231;&#245;es e indicadores. Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada; 2011.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Centro colaborador de vigil&#226;ncia dos acidentes de trabalho da Universidade Federal da Bahia. Boletim Epidemiol&#243;gico de Acidentes de Trabalho &#91;Internet&#93;. 2011 &#91;citado 2013 mar 27&#93;. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.fundacentro.gov.br/dominios/estatistica/anexos/ccvisat_ufbaboletim_3%20(2).pdf" target="_blank">http://www.fundacentro.gov.br/dominios/estatistica/anexos/ccvisat_ufbaboletim_3%20(2).pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Facchini LA, Nobre LCC, Faria NMX, Fassa AG, Thum&#233; E, Tomasi E. Sistema de Informa&#231;&#227;o em Sa&#250;de do Trabalhador: desafios e perspectivas para o SUS. Cienc Saude Coletiva. 2005;10(4):857-67.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de An&#225;lise em Situa&#231;&#227;o de Sa&#250;de. Vigil&#226;ncia de acidentes e viol&#234;ncias, 2006 e 2007. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Le&#227;o CLH, Vasconcelos LCF. Rede nacional de aten&#231;&#227;o integral &#224; sa&#250;de do trabalhador: reflex&#245;es sobre a estrutura da rede. Epidemiol Serv Saude. 2011;20(1):85-100.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Fran&#231;a E, Abreu DX, Rao C, Lopez AD. Evaluation of cause-of-death statistics for Brazil, 2002-2004. Int J Epidemiol. 2008 Aug;37(4):891-901.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Fran&#231;a E, Campos D, Guimar&#227;es MDC, Souza MFM. Use of verbal autopsy in a national health information system: effects of the investigation of ill-defined causes of death on proportional mortality due to injury in small municipalities in Brazil. Popul Health Metr. 2011 Aug;9:39.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de An&#225;lise em Situa&#231;&#227;o de Sa&#250;de. Manual para investiga&#231;&#227;o do &#243;bito por causa mal definida. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Organiza&#231;&#227;o Panamericana de Sa&#250;de. Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de. Centro Colaborador da OMS para a Classifica&#231;&#227;o de Doen&#231;as em Portugu&#234;s. Classifica&#231;&#227;o estat&#237;stica internacional de doen&#231;as e problemas relacionados &#224; sa&#250;de. 10. ed. rev. S&#227;o Paulo: EDUSP; 1993. v.1.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Minist&#233;rio da Previd&#234;ncia Social (BR). Anu&#225;rio estat&#237;stico da Previd&#234;ncia Social &#91;Internet&#93;. 2011 &#91;citado 2013 mar 29&#93;. Dispon&#237;vel em <a href="http://www. previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=1543" target="_blank">http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=1543</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Hennington EA, Cordeiro R, Moreira Filho DC. 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<body><![CDATA[<br> Palmas-TO, Brasil.     <br> CEP: 77023-414     <br> <i>E-mail: </i><a href="mailto:patinomellini@gmail.com">patinomellini@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 04/02/2013     <br> Aprovado em 30/07/2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Artigo elaborado a partir da disserta&#231;&#227;o apresentada para conclus&#227;o do Curso de Mestrado em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em junho de 2012. O estudo foi financiado mediante a concess&#227;o de bolsa de estudos de incentivo ao mestrado, fornecida pela Secretaria de Ci&#234;ncia e Tecnologia do Estado do Tocantins - Portaria SECT/GASEC n<sup>o</sup> 130/2010.</font></p>      ]]></body><back>
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