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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742013000300015</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil dos óbitos de recém-nascidos ocorridos na sala de parto de uma maternidade do Rio de Janeiro, 2010-2012]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Profile of newborn baby deaths in a Rio de Janeiro maternity hospital delivery room, 2010-2012]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to describe the main characteristics of newborn babies who died in the delivery room of a maternity hospital in Rio de Janeiro (RJ). METHOD: a descriptive case series study using secondary data. We included all live births between January 1st 2010 and January 31st 2012 that died in the delivery room. RESULTS: one hundred and six infants died in the delivery room. Most deaths occurred in newborn females (51.9%), with low birth weight (77.0%), Apgar score of less than seven at one minute (98.1%), and at five minutes (99.0%) after birth, and congenital malformations (92.5%). CONCLUSIONS: the most common features among newborn babies who died included: low birth weight, presence of asphyxia and congenital malformations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mortalidade Infantil]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology, Descriptive]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Perfil dos &#243;bitos de rec&#233;m-nascidos ocorridos na sala de parto de uma maternidade do Rio de Janeiro, 2010-2012</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Profile of newborn baby deaths in a Rio de Janeiro maternity hospital delivery room, 2010-2012</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Amanda Regina Ribeiro de Oliveira;</b></font> <font face="Verdana" size="2"><b>Juan Clinton Llerena Junior; Maria de F&#225;tima dos Santos Costa</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Instituto Fernandes Figueira, Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJETIVO: </b>descrever as principais caracter&#237;sticas dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto de uma maternidade no Rio de Janeiro (RJ).    <br>  <b>M&Eacute;TODO: </b>estudo descritivo, do tipo s&#233;rie de casos, com dados secund&#225;rios. Foram inclu&#237;dos todos os nascidos vivos entre 1<sup>o</sup> de janeiro de 2010 e 31 de janeiro de 2012 que foram a &#243;bito na sala de parto.    <br>  <b>RESULTADOS: </b>cento e seis rec&#233;m-nascidos foram a &#243;bito na sala de parto. A maioria dos &#243;bitos ocorreu em rec&#233;m-nascidos do sexo feminino (51,9%), com baixo peso ao nascer (77,0%), com Apgar &lt;7 no primeiro (98,1%) e no quinto (99,0%) minutos de vida, e com malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas (92,5%).    <br>  <b>CONCLUS&Otilde;ES: </b>as caracter&#237;sticas mais frequentes entre os rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito inclu&#237;ram: baixo peso ao nascer, presen&#231;a de asfixia e malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Mortalidade Infantil; Salas de Parto; Rec&#233;m-Nascido; Epidemiologia Descritiva.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana"><b><font size="2">ABSTRACT</font></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJECTIVE: </b>to describe the main characteristics of newborn babies who died in the delivery room of a maternity hospital in Rio de Janeiro (RJ).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <b>METHOD: </b>a descriptive case series study using secondary data. We included all live births between January 1st 2010 and January 31st 2012 that died in the delivery room.     <br> <b>RESULTS: </b>one hundred and six infants died in the delivery room. Most deaths occurred in newborn females (51.9%), with low birth weight (77.0%), Apgar score of less than seven at one minute (98.1%), and at five minutes (99.0%) after birth, and congenital malformations (92.5%). <b>    <br> CONCLUSIONS: </b>the most common features among newborn babies who died included: low birth weight, presence of asphyxia and congenital malformations.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Infant Mortality; Delivery Rooms; Infant, Newborn; Epidemiology, Descriptive.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A mortalidade infantil tem apresentando queda significativa no mundo nos &#250;ltimos anos, por&#233;m, com poucas altera&#231;&#245;es no componente neonatal precoce (at&#233; o sexto dia de vida).<sup>1</sup> Dados que confirmam a redu&#231;&#227;o na mortalidade apontam uma queda global, em menores de cinco anos, de 12,0 milh&#245;es de mortes por ano em 1990 para 6,9 milh&#245;es em 2011.<sup>2</sup> Contudo esses n&#250;meros ainda s&#227;o alarmantes, e est&#227;o aqu&#233;m da meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&#234;nio (ODM), que corresponde a uma redu&#231;&#227;o de dois ter&#231;os - ou um n&#250;mero m&#225;ximo de quatro milh&#245;es de mortes - at&#233; 2015.<sup>2</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; na primeira semana de vida, em especial no primeiro dia de vida, que se concentram as mortes infantis. No Brasil, os &#243;bitos na primeira semana representaram 25% do total da mortalidade infantil em 2011.<sup>1,3</sup> Portanto, maiores avan&#231;os na aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de da crian&#231;a s&#227;o necess&#225;rios, especialmente nesta faixa et&#225;ria.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, poucas publica&#231;&#245;es abordam o tema da mortalidade perinatal, especialmente os &#243;bitos ocorridos ainda na sala de parto, apesar de se tratar de um importante indicador da qualidade de vida de uma popula&#231;&#227;o.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os estudos que tratam da problem&#225;tica dos &#243;bitos na sala de parto abordam quest&#245;es relacionadas ao atendimento e reanima&#231;&#227;o dos rec&#233;m-nascidos. A cria&#231;&#227;o de espa&#231;os espec&#237;ficos com equipamentos direcionados &#224; fisiologia dos neonatos, como respiradores, incubadoras, e todo tipo de suporte, tamb&#233;m se encontra bem documentada.<sup>4,5</sup> Associados a estes espa&#231;os, condutas obst&#233;tricas cada vez mais desenvolvidas e os recentes avan&#231;os nos cuidados intensivos neonatais t&#234;m sido apontados como fatores redutores da mortalidade infantil, por&#233;m, h&#225; dificuldades de modifica&#231;&#227;o no componente neonatal precoce.<sup>6</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O percentual de mortes nas primeiras horas de vida extrauterina, que incluem os &#243;bitos na sala de parto, &#233; considerado um indicador da qualidade da assist&#234;ncia hospitalar oferecida, tanto em rela&#231;&#227;o ao fator qualidade do servi&#231;o prestado quanto ao tempo levado para oferec&#234;-lo.<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em seu Documento Cient&#237;fico do Programa de Reanima&#231;&#227;o Neonatal, aponta a import&#226;ncia do preparo para atender o rec&#233;m-nascido na sala de parto como uma</font> <font face="Verdana" size="2">das interven&#231;&#245;es estrat&#233;gicas para a diminui&#231;&#227;o da mortalidade infantil precoce.<sup>9</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estima-se que o atendimento ao parto por profissionais de sa&#250;de habilitados possa reduzir em 20,0% a 30,0% as taxas de mortalidade neonatal, enquanto o emprego das t&#233;cnicas de reanima&#231;&#227;o resulte em diminui&#231;&#227;o adicional de 5,0% a 20,0% nestas taxas, levando &#224; redu&#231;&#227;o de at&#233; 45,0% das mortes neonatais por asfixia, principal causa de mortalidade nessa faixa et&#225;ria.<sup>10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os problemas globais de sa&#250;de, a mortalidade infantil pode ser elencada como um grande desafio, j&#225; que se apresenta de maneira diversificada ao redor do mundo.<sup>1</sup> &#201; extremamente importante que se planejem e realizem a&#231;&#245;es conjuntas em n&#237;vel nacional, a partir de estudos que levem em conta as particularidades locais e regionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em um contexto no qual se sabe que os &#243;bitos de dif&#237;cil redu&#231;&#227;o ocorrem no per&#237;odo neonatal precoce,<sup>11 </sup>o desconhecimento quase absoluto do problema dos &#243;bitos na sala de parto justifica a abordagem localizada, como uma forma inicial de conhecimento das caracter&#237;sticas dessa popula&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo principal deste trabalho foi descrever as principais caracter&#237;sticas dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto de uma maternidade no munic&#237;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&#233;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudo descritivo, do tipo s&#233;rie de casos, com dados secund&#225;rios dos registros de nascidos vivos do Instituto Nacional de Sa&#250;de da Mulher, da Crian&#231;a e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) da Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz, localizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O Instituto &#233; voltado &#224; assist&#234;ncia materno-infantil e de adolescentes e oferece programas de resid&#234;ncia m&#233;dica em pediatria e neonatologia, sendo sua maternidade refer&#234;ncia para gesta&#231;&#227;o de alto risco para o beb&#234;. Possui sala de parto com recursos para reanima&#231;&#227;o neonatal, al&#233;m de estrutura f&#237;sica para o cuidado do rec&#233;m-nascido (RN) de alto risco.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No ano de 2012, o hospital funcionou com 25 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI neonatal) e oito leitos de cuidado intermedi&#225;rio neonatal. O hospital possui o t&#237;tulo de &quot;Hospital Amigo da Crian&#231;a&quot; e funciona de acordo com as normas do Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil (MS) e da SBP, em rela&#231;&#227;o a recursos materiais e humanos.<sup>12</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado levantamento do registro de todos os nascidos vivos entre 1<sup>o</sup> de janeiro de 2010 e 31 de janeiro de 2012. A popula&#231;&#227;o do estudo foi formada por todos os beb&ecirc;s nascidos no IFF que foram a &#243;bito na sala de parto, excluindo os rec&#233;m-nascidos admitidos no alojamento conjunto ou em UTI neonatal, e os lactentes nascidos em outras institui&#231;&#245;es e posteriormente transferidos para o IFF.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram utilizados como fontes de informa&#231;&#227;o os sistemas de informa&#231;&#227;o institucional de cadastro de pacientes, o censo hospitalar, o sum&#225;rio neonatal e a Declara&#231;&#227;o de Nascido Vivo (DNV). Para dados n&#227;o contemplados em nenhuma das bases anteriormente descritas, a fonte de informa&#231;&#227;o foi o prontu&#225;rio m&#233;dico. A compila&#231;&#227;o dos dados foi realizada entre junho e agosto de 2012.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algumas vari&#225;veis foram selecionadas para descri&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas dos rec&#233;m-nascidos, entre as quais a idade da m&#227;e e dados do RN (sexo, peso de nascimento, tipo de parto, gemelaridade, Apgar primeiro e quinto minuto, malforma&#231;&#227;o cong&ecirc;nita).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A vari&#225;vel idade materna foi categorizada em tr&ecirc;s grupos: m&#227;es adolescentes (&lt;20 anos), m&#227;es adultas (20 a 34 anos) e m&#227;es tardias (&#8805;35 anos).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os RN foram classificados segundo a distribui&#231;&#227;o de peso ao nascer, por faixas, em: peso normal (RNPN &#8805;2.500 gramas), baixo peso (RNBP &lt;2.500 gramas e &#8805; a 1.500 gramas), muito baixo peso (RNMBP &lt; 1.500 gramas e &#8805; a 1.000 gramas), e extremo baixo peso (RNEBP &lt;1.000 gramas).<sup>7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao tipo de parto, a categoriza&#231;&#227;o foi: parto vaginal, ces&#225;reo ou com uso de f&#243;rceps. O tipo de nascimento foi categorizado em &#250;nico ou m&#250;ltipo (gemelaridade).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O &#237;ndice de Apgar, no primeiro e quinto minutos, foi categorizado em &#8805;7 (sem asfixia) e &lt;7 (indicador de asfixia).<sup>13</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas foram registradas de acordo com as categorias de tr&ecirc;s d&#237;gitos do Cap&#237;tulo XVII da Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica Internacional de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de - 10<sup>a</sup> Re</font><font face="Verdana" size="2">vis&#227;o (CID10), em malforma&#231;&#245;es: do sistema nervoso (Q00-Q07); do olho, do ouvido, da face e do pesco&#231;o (Q10-Q18); do aparelho circulat&#243;rio (Q20-Q28); do aparelho respirat&#243;rio (Q30-Q34); fenda labial e fenda palatina (Q35-Q37); outras malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas do aparelho digestivo (Q38-Q45); dos &#243;rg&#227;os genitais (Q50-Q56); do aparelho urin&#225;rio (Q60-Q64); malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas e deformidades do aparelho osteomuscular (Q65-Q79); outras malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas (Q80-Q89); e anomalias cromoss&#244;micas n&#227;o classificadas em outra parte (Q90-Q99). Dentro dos grandes grupos de malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas da CID-10, foram considerados os seis tipos de malforma&#231;&#245;es mais frequentes no grupo estudado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todas as vari&#225;veis que apresentaram indica&#231;&#227;o &quot;ignorado&quot; ou que n&#227;o apresentaram o campo preenchido foram consideradas como n&#227;o informadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Todos os dados obtidos foram transcritos para uma Ficha de Capta&#231;&#227;o e armazenados em um banco no programa Epi Info (vers&#227;o 3.5.3.), utilizado para realiza&#231;&#227;o de an&#225;lise descritiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A proposta e os procedimentos deste estudo foram elaborados de acordo com as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos (Resolu&#231;&#227;o n<sup>o</sup> 196/1996), do Conselho Nacional de Sa&#250;de e o estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &#201;tica em Pesquisas com Seres Humanos, do Instituto Nacional de Sa&#250;de da Mulher, da Crian&#231;a e do Adolescente Fernandes Figueira - Fiocruz, sob refer&ecirc;ncia n<sup>o</sup> 32115/2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo entre 1<sup>o</sup> de janeiro de 2010 e 31 de janeiro de 2012, dos 2.310 rec&#233;m-nascidos que nasceram vivos no IFF, 106 (4,6%) foram a &#243;bito na sala de parto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Caracter&#237;sticas dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto e de suas m&#227;es s&#227;o descritas nas <a href="#t1">Tabelas 1</a> e <a href="#t2">2</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a15t1.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><a name="t2"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a15t2.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria das m&#227;es foi classificada como adulta 57,6% (n=61). Em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas dos rec&#233;m-nascidos do grupo, a maioria era do sexo feminino (51,9%), com m&#233;dia de peso de 1.850 gramas (g), considerado como baixo peso ao nascer. Mais de 70,0% dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto apresentaram peso abaixo do conside</font><font face="Verdana" size="2">rado normal ao nascerem, e cerca de 11,0% deles eram gemelares. A maioria dos partos realizados no grupo foi vaginal (57,5%), e em apenas dois casos (1,8%) foi utilizado o f&#243;rceps (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Os valores do Apgar do primeiro para o quinto minutos foram praticamente iguais. A presen&#231;a de asfixia, indicada pelo Apgar&lt;7 (especialmente no quinto minuto), verificou-se em quase todos os rec&#233;m-nascidos (99,0%, n=105) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dados sobre o percentual de malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas por grupos da CID-10 e os seis tipos de</font> <font face="Verdana" size="2">malforma&#231;&#245;es mais frequentes est&#227;o apresentados na <a href="#t3">Tabela 3</a>. A grande maioria dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto apresentaram malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas (92,5%). Segundo a classifica&#231;&#227;o por grupo da CID-10, foram mais frequentes anomalias dos grupos outras anomalias (Q80-Q89) (41,5%) e anomalias do sistema nervoso central (Q00-Q07) (25,5%). Segundo o tipo, foram mais frequentes malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas </font><font face="Verdana" size="2">m&#250;ltiplas (Q897) (32,0%) e anencefalia (Q000)</font> <font face="Verdana" size="2">(25,5%).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v22n3/3a15t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&#237;sticas mais frequentes encontradas entre os rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto, no presente estudo, foram: baixo peso ao nascer, Apgar &lt;7 no primeiro e quinto minutos de vida, e presen&#231;a de malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em um estudo sobre mortalidade perinatal, foi encontrada maior associa&#231;&#227;o entre &#243;bitos no per&#237;odo perinatal e presen&#231;a de prematuridade, seguida pelo baixo peso ao nascer. Outras vari&#225;veis, como idade da m&#227;e superior a 34 anos, hospital de nascimento pertencente ao Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) e escolaridade materna, mantiveram-se como fatores de risco.<sup>14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, a m&#233;dia de peso dos rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto ficou dentro da defini&#231;&#227;o de BPN, sendo que 77,0% nasceram com peso abaixo do esperado. A literatura associa o &#243;bito infantil com o BPN, principalmente quando esse evento ocorre precocemente.<sup>15,16</sup> Entre os neonatos que faleceram antes de 168 horas de vida, foi observada maior frequ&ecirc;ncia de peso ao nascer menor que 1.000 g e &#237;ndice de Apgar &lt;7 no quinto minuto de vida.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados deste estudo s&#227;o consoantes com a associa&#231;&#227;o relatada na literatura entre valores baixos dos &#237;ndices de Apgar, tanto no primeiro quanto no quinto minutos, mas especialmente no quinto minuto, com a ocorr&ecirc;ncia de &#243;bito neonatal.<sup>15,16,17</sup> Dos 106 rec&#233;m-nascidos que foram a &#243;bito na sala de parto, 98,1% apresentaram Apgar abaixo de 7 no primeiro minuto de vida, e em 99,0% deste mesmo grupo o &#237;ndice permaneceu abaixo de 7 no quinto minuto. Isso indica uma quase aus&ecirc;ncia de recupera&#231;&#227;o do &#237;ndice de Apgar baixo ocorrido no primeiro minuto de vida, sugerindo que a gravidade dos RNs continuou elevada, sem recupera&#231;&#227;o do &#237;ndice no quinto minuto, o que poderia justificar, em parte, o &#243;bito como desfecho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diversos estudos relataram forte associa&#231;&#227;o entre escore de Apgar entre 0 e 6 no quinto minuto, e ocorr&ecirc;ncia de &#243;bito neonatal precoce.<sup>15,16,17,19</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A associa&#231;&#227;o entre as malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas e &#243;bito neonatal precoce tem sido demonstrada em v&#225;rios estudos.<sup>15,16,20,21</sup> Neste estudo, a frequ&ecirc;ncia de malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas entre os rec&#233;m-nascidos foi muito alta (92,5%), mostrando a sua import&#226;ncia nos &#243;bitos precoces.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados apontam para pelo menos tr&ecirc;s quest&#245;es importantes. A primeira &#233; a elevada propor&#231;&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">de rec&#233;m-nascidos com BPN entre aqueles que foram a &#243;bito ainda na sala de parto, indicando uma necessidade de interven&#231;&#227;o, visto que esse fator &#233; pass&#237;vel, at&#233; certo grau, de ser influenciado pela assist&ecirc;ncia pr&#233;-natal adequada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Castro et al. ressaltaram a import&#226;ncia da qualidade da assist&ecirc;ncia pr&#233;-natal ofertada para melhores resultados no parto e no nascimento. Para eles, fatores como infraestrutura adequada, recursos f&#237;sicos, materiais humanos e financeiros, atendimento multidisciplinar, orienta&#231;&#245;es e condutas, podem fazer uma diferen&#231;a positiva nos desfechos.<sup>22</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A segunda quest&#227;o &#233; em rela&#231;&#227;o ao grande percentual de rec&#233;m-nascidos com Apgar no quinto minuto menor 7, o que sugere um alto &#237;ndice de asfixia perinatal e necessidade de aten&#231;&#227;o. A maioria dos eventos que causam asfixia ocorre durante a gravidez. Por isso, a implanta&#231;&#227;o de servi&#231;os com um bom atendimento de pr&#233;-natal &#233; importante para identificar os problemas que podem ser associados com a asfixia, entre os quais est&#227;o hipertens&#227;o durante a gesta&#231;&#227;o, retardo de crescimento intrauterino, problemas placent&#225;rios etc. Existem, no entanto, casos agudos de asfixia, dif&#237;ceis de prever e prevenir.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma terceira quest&#227;o &#233; a elevada preval&ecirc;ncia de malforma&#231;&#245;es cong&ecirc;nitas no grupo estudado, o que aponta para a import&#226;ncia da vigil&#226;ncia dessas malforma&#231;&#245;es, seu registro e a preven&#231;&#227;o sempre que poss&#237;vel, tendo em vista que elas est&#227;o relacionadas aos &#243;bitos precoces e de dif&#237;cil controle.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo apresenta uma limita&#231;&#227;o inerente a estudos do tipo s&#233;rie de dados - o fato de ter sido feita a descri&#231;&#227;o apenas do grupo que foi a &#243;bito na sala de parto, n&#227;o existindo grupo de compara&#231;&#227;o. Outras limita&#231;&#245;es est&#227;o relacionadas ao uso de dados secund&#225;rios, o que pode implicar em incorre&#231;&#245;es devido a falhas no preenchimento dos prontu&#225;rios e &#224; falta de informa&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disto, a natureza da institui&#231;&#227;o investigada, de caracter&#237;stica terci&#225;ria, portanto de refer&ecirc;ncia, favorece a possibilidade de atendimento de casos mais graves, com complica&#231;&#245;es, o que pode estar relacionado a uma maior ocorr&ecirc;ncia de &#243;bitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante das reflex&#245;es apresentadas, reveste-se de fundamental import&#226;ncia a realiza&#231;&#227;o de outros estudos sobre sa&#250;de neonatal, utilizando diferentes enfoques e abordagens. Entre eles, encontra-se o estudo mais aprofundado dos fatores associados aos &#243;bitos na sala de parto, tema ainda pouco explorado no pa&#237;s,</font> <font face="Verdana" size="2">apesar de sua indiscut&#237;vel import&#226;ncia no cen&#225;rio da mortalidade infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, mais pesquisas devem ser realizadas na &#225;rea de sala de parto, com foco nos fatores associados ao &#243;bito nesse ambiente, onde as medidas devem ser tomadas de forma r&#225;pida e eficaz e minutos fazem a diferen&#231;a entre a vida e a morte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colabora&#231;&#227;o dos autores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todos os autores participara da concep&#231;&#227;o do estudo, an&#225;lise dos dados, reda&#231;&#227;o e aprovaram a vers&#227;o final do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Lawn JE, Cousens S, Zupan J. 4 Million Neonatal Deaths: when? where? why? For The Lancet Neonatal Survival Steering Team. Lancet. 2005 Mar;365(9462):891-900.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Chopra M, Mason E, Borrazzo J, Campbell H, Rudan I, Liu L, Black RE, Bhutta ZA. Ending of preventable deaths from pneumonia and diarrhea: an achievable goal. Lancet. 2013 Apr;381(9876):1499-506</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Departamento de A&#231;&#245;es Program&#225;ticas e Estrat&#233;gicas. Aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de do rec&#233;m-nascido: guia para os profissionais de sa&#250;de. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de. 2011;1:192p.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Caldeira AP, Fran&#231;a E, Goulart EMA. Mortalidade infantil p&#243;s-neonatal e qualidade da assist&#234;ncia m&#233;dica: um estudo caso-controle. J Pediatr (Rio J) &#91;Internet&#93;. 2001 nov-dec &#91;citado 2011 jun 20&#93;;77(6):461-8. Dispon&#237;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572001000600008" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572001000600008</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Caetano, LC. Vivendo no m&#233;todo canguru: a tr&#237;ade m&#227;e-filho-fam&#237;lia &#91;tese&#93;. Ribeir&#227;o Preto (SP): Universidade de S&#227;o Paulo; 2004. 175p.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Rosa Neto F, Caon G, Bissani C, Silva CA, Souza M, Silva E. Caracter&#237;sticas neuropsicomotoras de crian&#231;as de alto risco neurol&#243;gico atendidas em um programa de follow-up. Pediatr Mod. 2006 mar-abr;42(2):79-85.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de An&#225;lise de Situa&#231;&#227;o de Sa&#250;de. Coordena&#231;&#227;o Geral de Informa&#231;&#227;o e An&#225;lise Epidemiol&#243;gica. Manual de vigil&#226;ncia do &#243;bito infantil e fetal e do comit&#234; de preven&#231;&#227;o do &#243;bito infantil e fetal &#91;Internet&#93;. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2009. 77 p. (S&#233;rie A. Normas e Manuais T&#233;cnicos). &#91;citado 2012 jan 15&#93;. Dispon&#237;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Manual_Infantil_Fetal.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Manual_Infantil_Fetal.pdf</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Arruda TA, Amorin MM, Souza AS. Mortalidade determinada por anomalias cong&#234;nitas em</font> <font face="Verdana" size="2">Pernambuco, Brasil, de 1993 a 2003. Rev Assoc Med Bras. 2008 mar-apr;54(2):122-6.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Almeida MFB, Guinsburg R. Reanima&#231;&#227;o neonatal em sala de parto: documento cient&#237;fico do programa de reanima&#231;&#227;o neonatal da sociedade brasileira de pediatria &#91;Internet&#93;. &#91;citado 2013 abr 1&#93;. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.sbp.com.br/pdfs/PRN-SBP-ReanimaçãoNeonatal-atualização-1abr2013.pdf" target="_blank">http://www.sbp.com.br/pdfs/PRN-SBP-Reanima%C3%A7%C3%A3oNeonatal-atualiza%C3%A7%C3%A3o-1abr2013.pdf</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Darmstadt GL, Bhutta ZA, Cousens S, Adam T, Walker N, de Bernis L. Evidence-based, cost-effective interventions: how many newborn babies can we save? Lancet 2005 mar;365(9463):977-88.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Lansky S, Fran&#231;a E, Leal MC. Mortalidade perinatal e evitabilidade: revis&#227;o da literatura. Rev Saude Publica &#91;Internet&#93;. 2002 dec &#91;citado 2012 jun 20&#93;;36(6):759-72. 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Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822007000300007&script=sci_arttext" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822007000300007&amp;script=sci_arttext</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Horovitz DD, Lierena JC, Mattos RA. Aten&#231;&#227;o aos defeitos cong&ecirc;nitos no Brasil: panorama atual. Cad Saude Publica &#91;Internet&#93;. 2005 jul-ago &#91;citado 2012 out 10&#93;; 21(4):1055-64. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/csp/v21n4/08.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/csp/v21n4/08.pdf</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Castro ME, Moura MAV, Silva LMS. Qualidade da assist&ecirc;ncia pr&#233;-natal: uma perspectiva das pu&#233;rperas egressas. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 07/04/2013     <br>  Aprovado em 12/07/2013</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[4 Million Neonatal Deaths: when? where? why? For The Lancet Neonatal Survival Steering Team]]></article-title>
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