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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da implantação de uma Rede Estadual de Reabilitação Física em Pernambuco na perspectiva da Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência, 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to evaluate the implementation of the Public Physical Rehabilitation service in Pernambuco State-Brazil, from the perspective of the National Policy for Reducing Morbidity and Mortality from Accidents and Violence. METHODS: eight municipalities with more than 100,000 inhabitants and 27 physical rehabilitation services were studied. Investigation design was a case study with implementation type analysis. We analyzed 37 indicators from three dimensions: management, health care and social policy watch. RESULTS: implementation in Pernambuco was classified as intermediate, considering the established criteria. Both the political and the structural context were favorable for implementation at state level, differently to the municipal level which presented no favorable contexts. CONCLUSION: there were considerable efforts on the part of the state administration to move forward with the implementation of the Public Physical Rehabilitation System, although low commitment on the part of the municipal administrations was detected.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Health Evaluation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Avalia&#231;&#227;o da implanta&#231;&#227;o de uma Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco na perspectiva da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncia, 2009<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Evaluation of the Implementation of a Public Physical Rehabilitation service based on the National Policy for Reduction of Morbidity and Mortality from Accidents and Violence, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Luiza Lopes Tim&#243;teo de Lima</b></font><font face="Verdana" size="2"><b><sup>I</sup>; Maria Luiza Carvalho de Lima<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Departamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, Brasil</font>    <br> <font face="Verdana" size="2"><sup>II</sup>Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es, Funda&#231;&#227;o Instituto Oswaldo Cruz, e Departamento de Medicina Social, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>avaliar a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica de Pernambuco, Brasil, na perspectiva da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncia.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>foram estudados oito munic&#237;pios com mais de 100 mil habitantes e 27 servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica, no ano de 2009; o desenho da investiga&#231;&#227;o foi de um estudo de caso, com foco avaliativo do tipo de an&#225;lise de implanta&#231;&#227;o. Foram analisados 37 indicadores em tr&#234;s dimens&#245;es: gest&#227;o, aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de e controle social.    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>a implanta&#231;&#227;o da Rede em Pernambuco foi classificada como intermedi&#225;ria, considerando-se crit&#233;rios estabelecidos; tanto o contexto pol&#237;tico como o estrutural foram favor&#225;veis &#224; implanta&#231;&#227;o no n&#237;vel estadual, diferentemente dos munic&#237;pios, que apresentaram contextos de implanta&#231;&#227;o n&#227;o favor&#225;veis.    <br>     </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>observou-se consider&#225;vel empenho por parte da gest&#227;o estadual no sentido de avan&#231;ar com a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco, embora tenha-se detectado baixo engajamento dos munic&#237;pios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Acidentes de Tr&#226;nsito; Reabilita&#231;&#227;o; Pessoas com Defici&#234;ncia; Avalia&#231;&#227;o em Sa&#250;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>to evaluate the implementation of the Public Physical Rehabilitation service in Pernambuco State-Brazil, from the perspective of the National Policy for Reducing Morbidity and Mortality from Accidents and Violence.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>METHODS</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>eight municipalities with more than 100,000 inhabitants and 27 physical rehabilitation services were studied. Investigation design was a case study with implementation type analysis. We analyzed 37 indicators from three dimensions: management, health care and social policy watch.    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTS</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>implementation in Pernambuco was classified as intermediate, considering the established criteria. Both the political and the structural context were favorable for implementation at state level, differently to the municipal level which presented no favorable contexts.    <br>     </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUSION</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>there were considerable efforts on the part of the state administration to move forward with the implementation of the Public Physical Rehabilitation System, although low commitment on the part of the municipal administrations was detected.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Accidents, Traffic; Rehabilitation; Disabled Persons; Health Evaluation.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As causas externas apresentam-se como um enorme desafio ao sistema de sa&#250;de, principalmente pela magnitude e consequ&#234;ncias f&#237;sicas, emocionais e econ&#244;micas que geram para as v&#237;timas, fam&#237;lia e sociedade. Em 2011, no Brasil, elas representaram 8,6% do total de interna&#231;&#245;es no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), com maiores taxas entre homens de 20 a 39 anos de idade. Destacaram-se as propor&#231;&#245;es de interna&#231;&#245;es devidas a acidentes de transporte terrestre (ATT) (15,8%): entre 2002 e 2011, as taxas de interna&#231;&#227;o por ATT tiveram incremento de 25,5%.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os servi&#231;os de sa&#250;de, entre eles os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o, podem detectar a mudan&#231;a no aspecto epidemiol&#243;gico da sa&#250;de dos brasileiros a partir do perfil dos usu&#225;rios. Estudo com 171 pacientes atendidos no Ambulat&#243;rio da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, identificou que 30,1% deles apresentavam les&#245;es causadas por arma de fogo e 17,5%, em decorr&#234;ncia de quedas.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com a institui&#231;&#227;o da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncia (PNR-MAV) pela Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 737, de 16 de maio de 2001, com vistas ao enfrentamento da quest&#227;o, o tema passou a ser respaldado por uma pol&#237;tica espec&#237;fica, que contempla desde a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de at&#233; a reestrutura&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Minayo e Deslandes<sup>4</sup> evidenciaram em estudo o quanto &#233; necess&#225;rio avan&#231;ar a organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de em todo o Brasil, especialmente os de reabilita&#231;&#227;o. Em todas as capitais estudadas, os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o, comparados aos de aten&#231;&#227;o pr&#233;-hospitalar e hospitalar, foram os que mais evidenciaram d&#233;ficit de oferta, sendo detectada a &#225;rea de reabilita&#231;&#227;o como a de maior fragilidade na implanta&#231;&#227;o da PNRMAV.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o s&#227;o organizados a partir dos tipos de defici&#234;ncia, que podem ser classificadas em: defici&#234;ncia f&#237;sica; auditiva; visual; intelectual; ou</font> <font face="Verdana" size="2">m&#250;ltiplas defici&#234;ncias.<sup>5</sup> As defici&#234;ncias f&#237;sicas s&#227;o associadas aos acidentes e viol&#234;ncias, justificando-se, assim, a import&#226;ncia de se estudar os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Portaria do Minist&#233;rio da Sa&#250;de GM/MS n<sup>o</sup> 818, de 5 de junho de 2001, preconiza a estrutura&#231;&#227;o das Redes de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica e orienta as Secretarias Estaduais de Sa&#250;de e o Distrito Federal a organizarem suas redes integradas por servi&#231;os hierarquizados, com diferentes n&#237;veis de complexidade.<sup>6</sup> No ano de 2009, os diferentes est&#225;gios de implanta&#231;&#227;o da Rede de Reabilita&#231;&#227;o existentes revelavam em que medida o atendimento &#224;s pessoas com defici&#234;ncia era objeto de preocupa&#231;&#227;o dos gestores locais.<sup>7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As in&#250;meras sequelas decorrentes dos acidentes e viol&#234;ncias demandam, cada vez mais, o uso de servi&#231;os de sa&#250;de, tanto na fase hospitalar como na de reabilita&#231;&#227;o. O objetivo deste estudo foi avaliar a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica de Pernambuco no ano de 2009, na perspectiva da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&#233;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O delineamento da pesquisa foi uma avalia&#231;&#227;o do tipo de an&#225;lise de implanta&#231;&#227;o, mediante estudo de caso &#250;nico, com diferentes n&#237;veis de an&#225;lise: na gest&#227;o, na aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de e no controle social.<sup>8,9</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pernambuco, que possui uma das maiores redes p&#250;blicas de sa&#250;de do pa&#237;s,<sup>10</sup> contava, em 2001, com 6.868 estabelecimentos de sa&#250;de e 595 servi&#231;os especializados, que poderiam dispor de servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica: 461 servi&#231;os de fisioterapia; 90 de dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses e pr&#243;teses; 17 de traumatologia e ortopedia; 17 servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o; e 10 de alta complexidade e neurocirurgia.<sup>11</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram selecionados os 10 munic&#237;pios com popula&#231;&#227;o superior a 100 mil habitantes: Camaragibe; Caruaru; Cabo de Santo Agostinho, Garanhuns; Jaboat&#227;o; Olinda; Paulista; Petrolina; Recife; e Vit&#243;ria de Santo Ant&#227;o. Destes, dois munic&#237;pios foram exclu&#237;dos, Cabo de Santo Agostinho e Petrolina, pelo fato de n&#227;o terem indicado servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica que atendessem v&#237;timas de acidentes e viol&#234;ncias. A op&#231;&#227;o de trabalhar com munic&#237;pios desse porte justifica-se por apresentarem as mais altas taxas de viol&#234;ncia no estado de Pernambuco.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em resposta a uma consulta por escrito, as Secretarias Municipais e a Secretaria Estadual de Sa&#250;de de Pernambuco indicaram os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o, da rede pr&#243;pria ou conveniada, que ofereciam servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica. Foram estudados todos os servi&#231;os dos munic&#237;pios, 27, assim distribu&#237;dos: 7 servi&#231;os estaduais, 6 conveniados e 14 municipais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A coleta dos dados foi realizada com dois instrumentos: roteiro de entrevista com quest&#245;es abertas, para investiga&#231;&#227;o dos contextos pol&#237;tico e estrutural; e question&#225;rio com quest&#245;es fechadas, para investiga&#231;&#227;o da estrutura e processo de cada servi&#231;o. A entrevista foi realizada com: (i) coordenador estadual da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia; (ii) quatro coordenadores municipais da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia; (iii) dois gerentes dos servi&#231;os de dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o; e (iv) presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Defici&#234;ncia (CONED).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para explicar a organiza&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica de Pernambuco, foi constru&#237;do um modelo l&#243;gico composto por tr&#234;s dimens&#245;es: gest&#227;o; aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de; e controle social. Para cada um desses componentes, foram apresentadas as atividades e os poss&#237;veis resultados intermedi&#225;rios e finais (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v22n4/4a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A dimens&#227;o que englobou a gest&#227;o comportou as atividades ligadas &#224; organiza&#231;&#227;o da Rede Estadual que extrapolavam as compet&#234;ncias dos servi&#231;os de sa&#250;de. Na aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de, foram agrupadas as principais atividades a serem realizadas pelos servi&#231;os de sa&#250;de, de acordo com seu n&#237;vel de complexidade. A dimens&#227;o do controle social congregou as principais atividades a serem desenvolvidas por uma inst&#226;ncia de controle social, na forma de Conselho de Direitos. Tamb&#233;m foram levados em considera&#231;&#227;o o contexto pol&#237;tico e o contexto estrutural em que a Rede foi implantada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O modelo l&#243;gico foi constru&#237;do tomando como refer&#234;ncia os principais documentos na &#225;rea: Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia; Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncias; Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 818/01; e Regimento Interno do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Defici&#234;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir das atividades elencadas no modelo l&#243;gico, foram utilizados os indicadores e crit&#233;rios elaborados e recomendados pelo Centro Latinoamericano de</font> <font face="Verdana" size="2">Estudo em Viol&#234;ncia e Sa&#250;de Jorge Careli, da Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica Sergio Arouca, Funda&#231;&#227;o Instituto Oswaldo do Cruz/RJ (CLAVES/ENSP, Fiocruz/RJ), a partir de an&#225;lise diagn&#243;stica dos servi&#231;os que atendiam v&#237;timas de acidentes e viol&#234;ncia em cinco capitais brasileiras, realizada em 2006.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Alguns indicadores foram utilizados na &#237;ntegra, outros revisados ou inclu&#237;dos ap&#243;s debate realizado com o grupo de pesquisa. A lista com os indicadores encontra-se dispon&#237;vel em Minayo e Deslandes;<sup>4</sup> &#224; exce&#231;&#227;o dos indicadores de gest&#227;o e controle social (dimens&#245;es n&#227;o avaliadas no estudo anterior), inclu&#237;dos no presente estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise foi realizada com base no levantamento da frequ&#234;ncia das informa&#231;&#245;es obtidas dos question&#225;rios e posterior avalia&#231;&#227;o de adequa&#231;&#227;o, de acordo com os par&#226;metros estabelecidos. Para a an&#225;lise do conte&#250;do, foi realizada uma leitura de todos os depoimentos, seguida da categoriza&#231;&#227;o dos dados com destaque para n&#250;cleos de sentido. Em seguida, as informa&#231;&#245;es foram agrupadas por afinidade, criando-se subcategorias, para uma compreens&#227;o anal&#237;tica do tema abordado.<sup>13</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os principais n&#250;cleos tem&#225;ticos investigados foram:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o e implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares para locomo&#231;&#227;o;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) conhecimento da Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia, da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncia - PNRMMAV - e da Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 818/01; e</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">d) parceria com outras Secretarias Municipais de Sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O grau de implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica constitui um indicador sint&#233;tico, definido a partir de tr&#234;s dimens&#245;es: gest&#227;o, aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de e controle social. Foram analisados 37 indicadores, sendo 13 relacionados &#224; gest&#227;o, 17 &#224; aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de e sete ao controle social; desses indicadores, 11 eram ligados &#224; estrutura da rede e 19 aos processos envolvidos na gest&#227;o e aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pontua&#231;&#227;o m&#225;xima prevista para uma implanta&#231;&#227;o ideal foi de 100 pontos, distribu&#237;dos entre as tr&#234;s dimens&#245;es estudadas: 40 pontos para gest&#227;o; 50 pontos para aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de; e 10 pontos para controle social. As maiores pontua&#231;&#245;es foram destinadas &#224;s duas primeiras dimens&#245;es, gest&#227;o e aten&#231;&#227;o &#224;</font> <font face="Verdana" size="2">sa&#250;de, pelo fato de serem consideradas essenciais &#224; implanta&#231;&#227;o da Rede. A pontua&#231;&#227;o foi distribu&#237;da com igual valor para cada indicador: por exemplo, a dimens&#227;o da gest&#227;o, com pontua&#231;&#227;o m&#225;xima de 40 pontos, tinha 13 indicadores, sendo que cada indicador teve peso 3,1.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Houve grande diferen&#231;a no n&#250;mero de servi&#231;os por munic&#237;pios, especificamente para a dimens&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de, raz&#227;o porque foi adotada pondera&#231;&#227;o para cada munic&#237;pio, tomando como base a representa&#231;&#227;o desse servi&#231;o no total. O total de servi&#231;os foi de 27, cada um correspondeu ao peso 3,7 - valor multiplicado pelo n&#250;mero de pontos obtidos por cada munic&#237;pio na aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ao final da an&#225;lise das dimens&#245;es, considerando-se a pontua&#231;&#227;o gerada em cada uma delas, foi obtida uma pontua&#231;&#227;o final que indicou a situa&#231;&#227;o do estado de Pernambuco quanto ao grau de implanta&#231;&#227;o de sua Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica: 0 a 50 pontos - implanta&#231;&#227;o Incipiente -; 51 a 75 pontos - implanta&#231;&#227;o Intermedi&#225;ria -; e 76 a 100 pontos - implanta&#231;&#227;o Avan&#231;ada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Buscou-se em Denis e Champagne<sup>9</sup> uma orienta&#231;&#227;o te&#243;rica para an&#225;lise do contexto. Um contexto favor&#225;vel &#224; implanta&#231;&#227;o de uma interven&#231;&#227;o depende da abordagem pol&#237;tica de tr&#234;s fatores: (i) apoio dado &#224; interven&#231;&#227;o; (ii) controle suficiente para operacionalizar e tornar eficaz a interven&#231;&#227;o; e (iii) coer&#234;ncia entre o apoio dado e os objetivos associados. As categorias investigadas foram baseadas em subcategorias e crit&#233;rios propostos por Quinino,<sup>14 </sup>adaptados para este estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es/Fiocruz/PE, sob o Parecer n<sup>o</sup> 042/2008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De forma geral, os munic&#237;pios estudados apresentaram desempenho baixo quanto &#224; estrutura e organiza&#231;&#227;o da rede de aten&#231;&#227;o &#224; reabilita&#231;&#227;o. Contudo, a amplitude da pontua&#231;&#227;o foi grande, variando de 20,3 pontos no munic&#237;pio do Recife a 34,8 pontos em Paulista (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v22n4/4a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; dimens&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de, na pontua&#231;&#227;o relativa a processo, apenas um dos indicadores foi considerado inadequado (a&#231;&#227;o de preven&#231;&#227;o aos acidentes e viol&#234;ncias, sistematicamente) na maioria</font> <font face="Verdana" size="2">dos munic&#237;pios. Por sua vez, os indicadores considerados adequados em todos os munic&#237;pios foram: propor&#231;&#227;o de unidades que dispunham de dois turnos de funcionamento; e propor&#231;&#227;o de unidades que possu&#237;am mecanismos pr&#243;prios ou articulados com outros servi&#231;os para transfer&#234;ncia e transporte de pacientes (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A equipe m&#237;nima para funcionamento dos servi&#231;os foi considerada inadequada, na maioria dos casos, pela aus&#234;ncia de um m&#233;dico ou assistente social na equipe. A dimens&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de obteve uma pontua&#231;&#227;o de 22,5 pontos (valor m&#225;ximo de 50). A dimens&#227;o da gest&#227;o obteve uma pontua&#231;&#227;o total de 21,7 pontos (valor m&#225;ximo de 40). Dos 11 indicadores de gest&#227;o, apenas sete foram considerados adequados. A dimens&#227;o do controle social foi a que obteve melhor resultado: quase todos os indicadores foram considerados adequados, exceto a participa&#231;&#227;o em estudos e pesquisas sobre a melhoria da qualidade de vida do deficiente. O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Portadora de Defici&#234;ncia n&#227;o havia registrado qualquer participa&#231;&#227;o em pesquisas e estudos com tais objetivos, anteriormente a esta investiga&#231;&#227;o (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v22n4/4a06f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante dos pontos de corte estabelecidos, a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco foi avaliada como 'implanta&#231;&#227;o Intermedi&#225;ria' com 52,6 pontos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica e a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica, os entrevistados trouxeram mais quest&#245;es relacionadas aos servi&#231;os do que &#224; estrutura&#231;&#227;o da Rede propriamente dita. Foi comum a refer&#234;ncia aos N&#250;cleos de Apoio &#224; Sa&#250;de da Fam&#237;lia (Nasf), citados pelos participantes como uma novidade que apoiava e &quot;desafogava&quot; os servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Coordena&#231;&#227;o Estadual da Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia tinha uma vis&#227;o mais abrangente do Sistema de Sa&#250;de: foi a &#250;nica a mencionar a rela&#231;&#227;o com os munic&#237;pios como parte da estrutura&#231;&#227;o da Rede. Na abordagem sobre o funcionamento dos servi&#231;os de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o, houve consenso quanto &#224; refer&#234;ncia ser estadual, localizada no munic&#237;pio do Recife; o restante dos munic&#237;pios do estado n&#227;o dispunha de cobertura para tal servi&#231;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando os coordenadores foram questionados acerca da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com</font> <font face="Verdana" size="2">Defici&#234;ncia, todos afirmaram conhec&#234;-la. A Coordena&#231;&#227;o Estadual da Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia mencionou ter lido e feito uso rotineiro desse material, inclusive como documento de refer&#234;ncia para a constru&#231;&#227;o de uma proposta de Pol&#237;tica Estadual de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A parceria com outras Secretarias Municipais para o enfrentamento dos acidentes e viol&#234;ncias foi confirmada por todos os entrevistados. A Secretaria de Educa&#231;&#227;o apareceu como parceira em todos os depoimentos, seguida da Secretaria de Assist&#234;ncia Social, tamb&#233;m mencionada em alguns depoimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contexto pol&#237;tico e estrutural estadual contribuiu de forma favor&#225;vel para a implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica. Existiam v&#225;rias a&#231;&#245;es ligadas diretamente &#224; gest&#227;o estadual: implanta&#231;&#227;o da oficina de &#243;rteses e pr&#243;teses no Hospital Regional do Agreste; constru&#231;&#227;o do Plano Estadual de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia; capacita&#231;&#227;o dos agentes comunit&#225;rios de sa&#250;de sobre Reabilita&#231;&#227;o Baseada na Comunidade, em parceria com o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, inicialmente na Regi&#227;o do Sert&#227;o; e investimento em a&#231;&#245;es nos munic&#237;pios mais carentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As pessoas com defici&#234;ncia contaram com representa&#231;&#227;o no Conselho Estadual de Sa&#250;de, que elaborou o Plano Estadual de Sa&#250;de 2005-2007. No Plano, a Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia foi contemplada com cinco metas, em contraste, por exemplo, com a Pol&#237;tica de Sa&#250;de Mental, contemplada com dezoito metas.<sup>15</sup> No Plano Estadual de Sa&#250;de 2008-2011, a Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia foi contemplada com 20 metas.<sup>16</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a Coordena&#231;&#227;o Estadual da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia ter apresentado dados do trabalho que vinha sendo realizado por ela, n&#227;o houve confirma&#231;&#227;o de que a Pol&#237;tica de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia fosse uma prioridade dentro das a&#231;&#245;es da Secretaria Estadual de Sa&#250;de de Pernambuco. No que diz respeito ao contexto estrutural, a coordenadora possu&#237;a p&#243;s-gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de P&#250;blica ou &#225;reas afins. Os itens analisados constam da <a href="#f4">Figura 4</a>.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v22n4/4a06f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contexto pol&#237;tico e estrutural municipal apontou algumas a&#231;&#245;es ligadas diretamente a sua governabilidade, como: implanta&#231;&#227;o de servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o, seguindo a l&#243;gica de, pelo menos, um servi&#231;o por distrito sanit&#225;rio; organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os e defini&#231;&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">de fluxos por &#225;rea profissional; e mobiliza&#231;&#227;o para a cria&#231;&#227;o do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Defici&#234;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os coordenadores dos munic&#237;pios cuja estrutura inclu&#237;a a Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia, apenas quatro afirmaram conhec&#234;-la, embora n&#227;o detalhassem em que situa&#231;&#245;es ocorreu esse contato/conhecimento. A PNRMAV e a Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 818/01 eram menos conhecidas entre os coordenadores: apenas um referiu conhecimento desses documentos. Nenhum coordenador municipal conhecia os principais indicadores da &#225;rea da defici&#234;ncia, como, por exemplo: n&#250;mero de deficientes no munic&#237;pio; localidade com maior n&#250;mero de deficientes; n&#250;mero de deficientes atendidos nos servi&#231;os de sa&#250;de; e n&#250;mero de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o dispensados para a popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No aspecto estrutural, dos quatro coordenadores municipais supracitados, dois tinham p&#243;s-gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de P&#250;blica ou &#225;reas afins. N&#227;o foi identificada, uma aten&#231;&#227;o voltada para inova&#231;&#227;o, conforme se pode verificar na lista com as principais a&#231;&#245;es desenvolvidas pelas coordena&#231;&#245;es, em sua maioria dirigidas &#224; estrutura&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os sem a apresenta&#231;&#227;o/sugest&#227;o de inova&#231;&#245;es. Quanto &#224; orienta&#231;&#227;o cosmopolita ou local, a busca por parcerias com outras Secretarias Municipais era uma preocupa&#231;&#227;o constante das coordena&#231;&#245;es. As respostas a essa quest&#227;o foram bastante enf&#225;ticas, sendo as parcerias mais frequentes com as Secretarias de Educa&#231;&#227;o e de Assist&#234;ncia Social (<a href="#f4">Figura 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi poss&#237;vel classificar Pernambuco em um n&#237;vel intermedi&#225;rio de implanta&#231;&#227;o, ou seja, em uma situa&#231;&#227;o m&#233;dia: o estado obteve pouco mais de 50 pontos (52,6), do total de 100 estipulados para uma situa&#231;&#227;o ideal. A implanta&#231;&#227;o n&#227;o tinha se completado, refletindo defici&#234;ncias na realiza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es recomendadas, tanto do ponto de vista da cobertura quanto da integralidade dos servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o, principalmente para as v&#237;timas de acidentes de tr&#226;nsito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma quest&#227;o que comprometeu a dimens&#227;o da gest&#227;o foi relacionada &#224; dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o. Apesar de haver um Manual Operativo, criado pelo estado como um dos</font> <font face="Verdana" size="2">requisitos para a habilita&#231;&#227;o dos primeiros servi&#231;os, ele n&#227;o era utilizado na rotina dos servi&#231;os estudados. O &#250;nico munic&#237;pio que realizava essa dispensa&#231;&#227;o - em dois servi&#231;os - era Recife.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em parte dos munic&#237;pios, n&#227;o havia o entendimento de que seus servi&#231;os compunham uma rede. Essa quest&#227;o ficou mais clara na dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o: n&#227;o existia o conhecimento ou responsabilidade como sendo do munic&#237;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dos 27 servi&#231;os, apenas dois realizaram alguma a&#231;&#227;o de preven&#231;&#227;o aos acidentes e viol&#234;ncia. Parece haver uma vis&#227;o estabelecida de que as a&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o n&#227;o eram de responsabilidade dos servi&#231;os de sa&#250;de. &#201; importante ressaltar que uma das diretrizes da PNRMAV preconiza a ado&#231;&#227;o de comportamentos e ambientes seguros e saud&#225;veis, como responsabilidade de toda a sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na an&#225;lise do contexto pol&#237;tico, foi poss&#237;vel identificar os fatores que podem ter favorecido</font> <font face="Verdana" size="2">a implanta&#231;&#227;o da Rede de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco, no n&#237;vel estadual. A coordena&#231;&#227;o demonstrou influ&#234;ncia nas decis&#245;es politicas, bom conhecimento do funcionamento da Rede e dos principais indicadores para a &#225;rea, planejamento e acompanhamento da maioria das a&#231;&#245;es realizadas, embora as quest&#245;es ligadas &#224; organiza&#231;&#227;o da rede como um todo ainda n&#227;o fossem suficientes para se implantar um modelo assistencial hierarquizado que funcionasse em rede, para atender desde o n&#237;vel municipal ou, no m&#237;nimo, regional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contexto pol&#237;tico, no &#226;mbito dos munic&#237;pios avaliados, n&#227;o foi favor&#225;vel &#224; implanta&#231;&#227;o da Rede. De forma geral, dos quatro crit&#233;rios gerais analisados no contexto pol&#237;tico, os munic&#237;pios atenderam apenas um, com total desconhecimento dos principais indicadores para a &#225;rea, al&#233;m da pessoa com defici&#234;ncia n&#227;o ter sido assumida como uma prioridade pela gest&#227;o local.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esperava-se que o estado tivesse habilitado os oito servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o f&#237;sica previstos para sua popula&#231;&#227;o, tomando por base a quantidade m&#225;xima de servi&#231;os previstos. Contudo, o estado atingiu 37,5% do previsto, aqu&#233;m dos percentuais de implanta&#231;&#227;o em todo Brasil, que, em 2009, correspondiam a 72% da Rede.<sup>7 </sup>Al&#233;m disso, no Plano Estadual de Sa&#250;de 2008-2011, foi estabelecido o compromisso de implantar tr&#234;s servi&#231;os para a Rede de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica<sup>17</sup> no estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Comparando-se o estado de Pernambuco com o de Alagoas, foi poss&#237;vel verificar o quanto &#233; preciso avan&#231;ar. Alagoas, com uma popula&#231;&#227;o inferior &#224; metade da popula&#231;&#227;o pernambucana, dispunha de quatro servi&#231;os habilitados, n&#250;mero maior do que estipula a Portaria n<sup>o</sup> 818/01.<sup>6,18</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outros estudos que investigaram a reabilita&#231;&#227;o para v&#237;timas de viol&#234;ncia j&#225; haviam apontado escassez de servi&#231;os para dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o em Pernambuco<sup>19,20 </sup>e em outros estados do Brasil.<sup>21</sup> A Portaria n<sup>o</sup> 818/01 prev&#234; que a dispensa&#231;&#227;o de &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o seja realizada por todos os servi&#231;os. O relat&#243;rio de gest&#227;o 2008 do Minist&#233;rio da Sa&#250;de indicava a insatisfa&#231;&#227;o das Secretarias de Estado e Municipais de Sa&#250;de, e de prestadores de servi&#231;os quanto aos valores repassados para &#243;rteses, pr&#243;teses e meios auxiliares de locomo&#231;&#227;o.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi tamb&#233;m recorrente a refer&#234;ncia, por parte dos gestores, de que a reabilita&#231;&#227;o vivia uma nova fase com a cria&#231;&#227;o dos Nasf. Os gestores tinham o entendimento de que os Nasf poderiam refor&#231;ar o programa de reabilita&#231;&#227;o baseado na atua&#231;&#227;o da comunidade, na medida em esse programa preconiza a reabilita&#231;&#227;o das pessoas com defici&#234;ncia no &#226;mbito das unidades b&#225;sicas de sa&#250;de, com o apoio de profissionais de sa&#250;de e de familiares.<sup>21</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como principais limita&#231;&#245;es do presente estudo, &#233; poss&#237;vel apontar o fato de a an&#225;lise do contexto haver considerado parte dos munic&#237;pios estudados, haja vista nem todos apresentarem uma coordena&#231;&#227;o local para a implementa&#231;&#227;o da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia. Al&#233;m disso, os indicadores utilizados apresentaram-se demasiado amplos, o que demonstra a necessidade de sua adequa&#231;&#227;o para uso espec&#237;fico em servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o. Seria importante que outros estudos avaliassem a organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de reabilita&#231;&#227;o a partir da &#243;tica dos usu&#225;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Conclui-se que h&#225; um movimento importante, por parte da gest&#227;o estadual, no sentido de avan&#231;ar na implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco. Por&#233;m, isso s&#243; ocorrer&#225; com o maior envolvimento e colabora&#231;&#227;o dos munic&#237;pios. Tamb&#233;m falta priorizar a descentraliza&#231;&#227;o desses servi&#231;os com qualidade, de modo a serem assumidos tamb&#233;m pelos munic&#237;pios, mediante um planejamento que contemple toda a popula&#231;&#227;o, de forma mais equ&#226;nime, sem priorizar determinadas regi&#245;es do estado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Contribui&#231;&#227;o das autoras</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Lima MLLT trabalhou na concep&#231;&#227;o, metodologia, pesquisa, an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos dados, e na reda&#231;&#227;o do artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Lima MLC trabalhou na orienta&#231;&#227;o do trabalho, revis&#227;o cr&#237;tica da pesquisa e aprova&#231;&#227;o da vers&#227;o a ser publicada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ambas as autoras aprovaram a vers&#227;o final do manuscrito, e s&#227;o respons&#225;veis por todos os aspectos do trabalho, incluindo a garantia de sua precis&#227;o e integridade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Brasil. Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de An&#225;lise de Situa&#231;&#227;o de Sa&#250;de. Sa&#250;de Brasil 2011: uma an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e a vigil&#226;ncia da sa&#250;de da mulher. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de, 2012; 227-248.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Gaspar AP, Ingham SJM, Viana PCP, Santos FPE, Chamlian TR, Puertas EB. Avalia&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica dos pacientes com les&#227;o medular atendidos no Lar Escola S&#227;o Francisco. Acta Fisiatr.2003; 10(2):73-77.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Portaria MS/GM n<sup>o</sup> 737 de 16 de maio 2001. Institui a Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncias. Di&#225;rio Oficial &#91;da Rep&#250;blica Federativa do Brasil&#93;, Bras&#237;lia, DF, n. 96, 18 maio 2001. Se&#231;&#227;o 1E.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Minayo MCS, Deslandes SF, organizadores. An&#225;lise Diagn&#243;stica da Pol&#237;tica Nacional de Sa&#250;de para Redu&#231;&#227;o de Acidentes e Viol&#234;ncias. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2007.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Brasil. Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Departamento de A&#231;&#245;es Program&#225;ticas Estrat&#233;gicas. Aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de da pessoa com defici&#234;ncia no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Bras&#237;lia, 2010.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Portaria MS/GM n<sup>o</sup> 818, de 5 de junho de 2001. Institui a Organiza&#231;&#227;o e implanta&#231;&#227;o de Redes Estaduais de Assist&#234;ncia &#224; Pessoa Portadora de Defici&#234;ncia F&#237;sica. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de, 2001b.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Brasil. Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Relat&#243;rio de Gest&#227;o 2009. Bras&#237;lia, 2010a &#91;acessado em 26 jan. 2011&#93;.Dispon&#237;vel em <a href="http://www.portal.saude.gov.br/portal/arquivos/.../relatorio_gestao_sas_2009.pdf" target="_blank">http://www.portal.saude.gov.br/portal/arquivos/.../relatorio_gestao_sas_2009.pdf</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Yin RK. Estudo de caso. Planejamento e m&#233;todos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman; 2005.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Denis JL, Champagne F. An&#225;lise de implanta&#231;&#227;o. In: Hartz ZMA, organizadores. Avalia&#231;&#227;o em Sa&#250;de: Dos modelos Conceituais &#224; Pr&#225;tica na An&#225;lise da Implanta&#231;&#227;o de Programas. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1997. p 49-88.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Pernambuco. Secretaria Estadual de Sa&#250;de. Diretoria Geral de Promo&#231;&#227;o, Monitoramento e Avalia&#231;&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">da Situa&#231;&#227;o de Sa&#250;de. Perfil sociodemogr&#225;fico e epidemiol&#243;gico de Pernambuco. Pernambuco. Recife, 2010.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Departamento de Inform&#225;tica do SUS. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa&#250;de. &#91;acessado em 11 ago.2011&#93;. Dispon&#237;vel em <a href="http://cnes.datasus.gov.br/Lista_Tot_Es_Municipio.asp?Estado=26&Nom%20eEstado=PERNANBUCO" target="_blank">http://cnes.datasus.</a></font><a href="http://cnes.datasus.gov.br/Lista_Tot_Es_Municipio.asp?Estado=26&Nom%20eEstado=PERNANBUCO" target="_blank"><font face="Verdana" size="2">gov.br/Lista_Tot_Es_Municipio.asp?Estado=26&amp;Nom eEstado=PERNANBUCO</font></a><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Pernambuco. Plano Estadual de Seguran&#231;a P&#250;blica. Recife, 2007. &#91;acessado em 13 de set. 2009&#93;. Dispon&#237;vel em <a href="http://www.pactopelavida.pe.gov.br" target="_blank">http://www.pactopelavida.pe.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Bardin L. An&#225;lise de conte&#250;do. Lisboa: Edi&#231;&#245;es 70; 2004.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Quinino LRM. An&#225;lise da implanta&#231;&#227;o do Programa de Controle da Esquistossomose em dois munic&#237;pios da Zona da Mata de Pernambuco, Brasil.&#91;Disserta&#231;&#227;o de Mestrado&#93;. Recife (PE): Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es, Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Pernambuco. Secretaria Estadual de Sa&#250;de. Secretaria Executiva de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Coordena&#231;&#227;o de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de da Pessoa com Defici&#234;ncia. Levantamento do perfil epidemiol&#243;gico da pessoa com defici&#234;ncia em Pernambuco. Recife; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Resolu&#231;&#227;o n<sup>o</sup>. 420 de 16 de fevereiro de 2009. Institui o Plano Estadual de Sa&#250;de 2008-2011. Recife; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Departamento de Inform&#225;tica do SUS. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa&#250;de. &#91;acessado em 6 jul. 2012&#93;. Dispon&#237;vel em <a href="http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Ind_Habilitacoes.asp?VEstado=27" target="_blank">http://cnes.datasus. gov.br/Mod_Ind_Habilitacoes.asp?VEstado=27</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Lima MLC, Souza ER, Lima MLLT, Barreira AK, Bezerra ED, Acioli RML. Assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de dos idosos v&#237;timas de acidentes e viol&#234;ncia: uma an&#225;lise da rede de servi&#231;os SUS no Recife (PE, Brasil). Ci&#234;ncia &amp; Sa&#250;de Coletiva. 2010; 15(6):2677-2686.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Lima MLLT, Lima MLC, Deslandes SF, Souza ER, Barreira AK. Assist&#234;ncia em reabilita&#231;&#227;o para v&#237;timas de acidentes e viol&#234;ncia: a situa&#231;&#227;o dos munic&#237;pios em Pernambuco, Brasil. Ci&#234;ncia &amp; Sa&#250;de Coletiva. 2012; 17(1):33-42.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Deslandes SF, Souza ER, Minayo MCS, Costa CRBSF, Krempel M, Cavalcanti ML, Lima MLC, Moys&#233;s SJ, Leal ML, Carmo CN. Caracteriza&#231;&#227;o diagn&#243;stica dos servi&#231;os que atendem v&#237;timas de acidentes e viol&#234;ncias em cinco capitais brasileiras. Ci&#234;ncia &amp; Sa&#250;de Coletiva. 2007; 11(Sup):1279-1290.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Fran&#231;a SX, Pagliuca LMF. Acessibilidade das pessoas com defici&#234;ncia ao SUS: fragmentos hist&#243;ricos e desafios atuais. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste 2008;9(2):129-137.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font face="Verdana" size="2"><b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b></font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><b>Maria Luiza Lopes Tim&#243;teo de Lima    <br>   </b>- Rua Jos&#233; Bonif&#225;cio, n<sup>o</sup> 125,    <br> apto. 502, Madalena, Recife-PE,    <br> Brasil. CEP: 50710-000    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <i>E-mail: </i><a href="mailto:mluizatimoteo@bol.com.br">mluizatimoteo@bol.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 02/05/2013    <br> Aprovado em 30/10/2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Este artigo foi baseado na tese de Doutorado em Sa&#250;de P&#250;blica 'Implanta&#231;&#227;o da Rede Estadual de Reabilita&#231;&#227;o F&#237;sica em Pernambuco: uma avalia&#231;&#227;o na perspectiva da Pol&#237;tica Nacional de Redu&#231;&#227;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&#234;ncia', de autoria de Maria Luiza Lopes Tim&#243;teo de Lima (2011; 192f.) e sob orienta&#231;&#227;o de Maria Luiza Carvalho de Lima, apresentada ao Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&#227;es, da Funda&#231;&#227;o Instituto Oswaldo Cruz, em 2011. O estudo foi financiado com recursos da Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Ci&#234;ncia e Tecnologia do estado de Pernambuco - Facepe - e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico - CNPq.</font></p>      ]]></body><back>
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