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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sífilis congênita no Rio Grande do Norte: estudo descritivo do período 2007-2010]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Congenital syphilis in the state of Rio Grande do Norte: a descriptive study in the period 2007-2010]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte Departamento de Enfermagem ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to describe the occurrence and profile of reported congenital syphilis cases in the state of Rio Grande do Norte, 2007-2010. METHODS: this is a descriptive study using data from the Live Births Information System and the Notifiable Diseases Information System. RESULTS: 598 congenital syphilis cases were reported in the period studied. The incidence rate was 2.7 per 1,000 live births in 2007 and 0.9 in 2010. 74.6% of notifications were concentrated in the city of Natal. Most notifications related to those with maternal schooling of up to 8 years (65.0%), those who had had an antenatal examination (72.2%) and those diagnosed at the time of delivery/curettage (41.0%). CONCLUSION: despite the decrease in the incidence rate in the period investigated, in 2010 the rate was still higher than the 0.5 per 1,000 live births target for elimination of the disease.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia Descritiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left"><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742014000200010</font></span></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>S&#237;filis cong&#234;nita no Rio Grande do Norte: estudo descritivo do per&#237;odo 2007-2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Congenital syphilis in the state of Rio Grande do Norte: a descriptive study in the period 2007-2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isaiane da Silva Carvalho; Rosineide Santana de Brito</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Departamento de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal-RN, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO:</b> descrever a ocorr&#234;ncia e o perfil dos casos notificados de s&#237;filis cong&#234;nita no estado do Rio Grande do Norte, Brasil, no per&#237;odo de 2007 a 2010. <b>    <br> M&Eacute;TODOS: </b>estudo descritivo, com dados do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan).     <br> <b>RESULTADOS: </b>no per&#237;odo avaliado, verificou-se 598 casos notificados de s&#237;filis cong&#234;nita e taxas de incid&#234;ncia de 2,7 e 0,9 por 1.000 nascidos vivos, respectivamente nos anos de 2007 e 2010; o munic&#237;pio de Natal-RN concentrou 74,6% das notifica&#231;&#245;es; a maioria das notifica&#231;&#245;es foi de nascidos vivos cujas m&#227;es tinham at&#233; 8 anos de estudo (65,0%), haviam realizado pr&#233;-natal (72,2%) e com diagn&#243;stico de s&#237;filis no momento do parto/curetagem (41,0%).     <br> <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>apesar da diminui&#231;&#227;o da taxa de incid&#234;ncia no per&#237;odo investigado, em 2010, ela ainda era superior ao valor de 0,5/1.000 nascidos vivos, meta estabelecida para elimina&#231;&#227;o da doen&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Epidemiologia Descritiva; S&#237;filis; S&#237;filis Cong&#234;nita; Nascimento Vivo.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJECTIVE: </b>to describe the occurrence and profile of reported congenital syphilis cases in the state of Rio Grande do Norte, 2007-2010.     <br> <b>METHODS: </b>this is a descriptive study using data from the Live Births Information System and the Notifiable Diseases Information System. <b>    <br>   RESULTS: </b>598 congenital syphilis cases were reported in the period studied. The incidence rate was 2.7 per 1,000 live births in 2007 and 0.9 in 2010. 74.6% of notifications were concentrated in the city of Natal. Most notifications related to those with maternal schooling of up to 8 years (65.0%), those who had had an antenatal examination (72.2%) and those diagnosed at the time of delivery/curettage (41.0%).     <br>   <b>CONCLUSION: </b>despite the decrease in the incidence rate in the period investigated, in 2010 the rate was still higher than the 0.5 per 1,000 live births target for elimination of the disease.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Descriptive Epidemiology; Syphilis; Congenital Syphilis; Live Birth.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A s&#237;filis &#233; uma doen&#231;a infectocontagiosa sist&#234;mica e sexualmente transmiss&#237;vel que se configura como um desafio para a sociedade, pois, apesar da exist&#234;ncia de tratamento eficaz e de baixo custo, mant&#233;m-se como um grave problema de Sa&#250;de P&#250;blica. Deste modo, destaca-se a exist&#234;ncia de um paradoxo, haja vista que doen&#231;as infecciosas de maior complexidade j&#225; foram controladas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Seu agente etiol&#243;gico &#233; a bact&#233;ria <i>Treponema palidum </i>e a evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a apresenta tr&#234;s fases, a saber: prim&#225;ria, secund&#225;ria e terci&#225;ria. A fase prim&#225;ria tem in&#237;cio, normalmente, ap&#243;s 21 dias da infec&#231;&#227;o. Nesta fase, ocorre o aparecimento de &#250;lcera genital indolor, que pode durar de 2 a 6 semanas. A fase secund&#225;ria &#233; marcada pelo aparecimento de les&#245;es cut&#226;neas por todo o corpo, associadas, por vezes, a febre e dores musculares. Esta fase tem a mesma dura&#231;&#227;o da prim&#225;ria; por&#233;m, &#233; seguida de um per&#237;odo de lat&#234;ncia com dura&#231;&#227;o de anos, caracterizado pela inexist&#234;ncia de sinais e sintomas. Por fim, a fase terci&#225;ria ocorre ap&#243;s v&#225;rios anos da infec&#231;&#227;o inicial e compreende, por exemplo, as formas nervosa, cut&#226;nea e cardiovascular da doen&#231;a.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na corrente sangu&#237;nea de uma mulher gr&#225;vida, existe a probabilidade de o agente etiol&#243;gico da s&#237;filis ser transmitido para o feto - transmiss&#227;o vertical -, principalmente na fase recente da infec&#231;&#227;o. Em geral, a infec&#231;&#227;o fetal ocorre entre a 16<sup>a</sup> e a 28<sup>a</sup> semana de gesta&#231;&#227;o, o que caracteriza a s&#237;filis cong&#234;nita.<sup>2</sup> No que se refere &#224; taxa de transmiss&#227;o vertical do <i>Treponema palidum </i>em mulheres n&#227;o tratadas, a incid&#234;ncia varia de 70 a 100%, considerando-se as fases prim&#225;ria e secund&#225;ria da doen&#231;a. Na terci&#225;ria, esse valor &#233; reduzido para aproximadamente 30%. No caso de gestantes n&#227;o tratadas, a doen&#231;a pode desencadear aborto espont&#226;neo, natimorto ou morte perinatal em cerca de 40% das crian&#231;as infectadas.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por essas caracter&#237;sticas, a ocorr&#234;ncia de s&#237;filis cong&#234;nita demonstra, claramente, defici&#234;ncias nos servi&#231;os de sa&#250;de, sobretudo da aten&#231;&#227;o pr&#233;-natal, uma vez que o diagn&#243;stico e o tratamento oportunos s&#227;o considerados como medidas relativamente simples e eficazes em sua preven&#231;&#227;o. O diagn&#243;stico sorol&#243;gico apresenta como prova de escolha a rea&#231;&#227;o de <i>Venereal Disease Research Laboratory </i>(VDRL), solicitada no 1<sup>o</sup> e no 3<sup>o</sup> trimestres de gesta&#231;&#227;o, e o tratamento &#233; feito com penicilina, sendo o esquema terap&#234;utico definido de acordo com a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica.<sup>4</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica da s&#237;filis, em n&#237;vel mundial, mostra-se vari&#225;vel, conforme aponta um estudo sobre estimativas globais da s&#237;filis na gravidez. Em 2008, por exemplo, as estimativas demonstraram que a distribui&#231;&#227;o de mulheres gr&#225;vidas com s&#237;filis era de 603.209 (44,3%) na &#193;sia, 535.203 (39,3%) na &#193;frica, 106.500 (7,8%) nas Am&#233;ricas, 53.825 (4,0%) no Pac&#237;fico, 40.062 (3,0%) no Mediterr&#226;neo e 21.602 (1,6%) na Europa.<sup>5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Calcula-se que, a cada ano, ocorram mais de 12 milh&#245;es de novos casos de s&#237;filis na popula&#231;&#227;o adulta, e desses, mais de 2 milh&#245;es s&#227;o de mulheres gr&#225;vidas.<sup>6 </sup>Como resultado, 25% dos casos de s&#237;filis gestacional resultar&#227;o em natimortos ou abortos espont&#226;neos e 25% dos nascidos vivos ter&#227;o baixo peso ou infec&#231;&#227;o grave, condi&#231;&#245;es que contribuem para aumentar o risco de mortalidade perinatal.<sup>2</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, entre janeiro de 1998 e junho de 2012, segundo o Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan), foram notificados 80.041 casos de s&#237;filis cong&#234;nita em menores de um ano. A maioria desses casos centrou-se nas regi&#245;es Sudeste - 36.770 (45,9%) - e Nordeste - 25.133 (31,4%) - do pa&iacute;s. Em 2011, a taxa de incid&#234;ncia nacional foi de 3,3 casos por 1.000 nascidos vivos e, mais uma vez, as regi&#245;es a apresentar os maiores valores foram o Nordeste e o Sudeste: 3,8 e 3,6 casos por 1.000 nascidos vivos, respectivamente.<sup>7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando-se a necessidade de diminuir a incid&#234;ncia de s&#237;filis cong&#234;nita, &#233; importante que os profissionais de sa&#250;de e gestores tenham acesso a informa&#231;&#245;es demonstrativas da magnitude do problema em cada localidade, com base na situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica, e assim disponham de subs&#237;dios para o planejamento e monitoramento das interven&#231;&#245;es a serem empreendidas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo objetivou descrever a ocorr&#234;ncia e o perfil dos casos notificados de s&#237;filis cong&#234;nita no estado do Rio Grande do Norte, Brasil, entre 2007 e 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&#233;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado estudo descritivo, com dados secund&#225;rios referentes aos casos de s&#237;filis cong&#234;nita notificados no estado do Rio Grande do Norte, no per&#237;odo de 2007 a 2010.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em 2010, de acordo com dados do Censo Demogr&#225;fico daquele ano, disponibilizados pela Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), o Rio Grande do Norte ocupava uma &#225;rea de 52.811,047 km<sup>2</sup> e reunia uma popula&#231;&#227;o de 3.168.027 habitantes, com densidade demogr&#225;fica de 59,99 hab./km<sup>2</sup>. O estado contava com 167 munic&#237;pios, distribu&#237;dos administrativamente em sete regionais de sa&#250;de, sendo a cidade de Natal sua capital.<sup>8</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As informa&#231;&#245;es sobre s&#237;filis cong&#234;nita foram obtidas no Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan) do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, consolidado em 4 de fevereiro de 2013, considerando-se apenas os casos confirmados e notificados no referido sistema. Foram empregadas vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas e assistenciais:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) faixa et&#225;ria da crian&#231;a (at&#233; 6 dias, 7 a 27 dias, 28 dias at&#233; menos de 1 ano, 1 ano (12 a 23 meses), 2 a 4 anos, 5 a 12 anos);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) cor da pele/ra&#231;a (branca, preta, parda, ignorada/ em branco);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) sexo (masculino, feminino, ignorado/branco);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">d) regional de sa&#250;de (A&#231;&#250;, Caic&#243;, Jo&#227;o C&#226;mara, Metropolitana, Mossor&#243;, Pau dos Ferros, Santa Cruz, S&#227;o Jos&#233; de Mipibu);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">e) munic&#237;pios de notifica&#231;&#227;o (os cinco primeiros em n&#250;mero de casos notificados, outros);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">f) zona de resid&#234;ncia (urbana, rural, periurbana, ignorada/em branco);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">g) escolaridade da m&#227;e (nenhuma, at&#233; 8 anos, acima de 8 anos, n&#227;o se aplica, ignorado/branco);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">h) realiza&#231;&#227;o de pr&#233;-natal (sim, n&#227;o, ignorada/em branco);</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">i) per&#237;odo de diagn&#243;stico da s&#237;filis materna (durante o pr&#233;-natal, no momento do parto/curetagem, ap&#243;s o parto, n&#227;o realizado, ignorado/em branco); e</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">j) tratamento do parceiro (sim, n&#227;o, ignorado/em branco).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dados dos nascidos vivos foram obtidos do Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Nascidos Vivos (Sinasc), implantado pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de em 1990 com o objetivo de agregar informa&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas sobre os nascimentos ocorridos no pa&#237;s, tendo a Declara&#231;&#227;o de Nascidos Vivos como documento de entrada no sistema.<sup>9</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para o c&#225;lculo das taxas de incid&#234;ncia anual, considerou-se o n&#250;mero de casos de s&#237;filis cong&#234;nita por 1.000 nascidos vivos em cada ano do per&#237;odo 2007-2010. A an&#225;lise e o processamento desses dados deram-se por meio dos aplicativos TabWin &#91;Tab para Windows, do Departamento de Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (Datasus)&#93; e Excel (Microsoft&reg;). Os resultados foram descritos por meio de frequ&#234;ncias relativa e/ou absoluta.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo foi realizado exclusivamente com dados secund&#225;rios de acesso livre, garantindo-se a preserva&#231;&#227;o da identidade dos sujeitos, em conson&#226;ncia com os preceitos &#233;ticos estabelecidos pela Resolu&#231;&#227;o do Conselho Nacional de Sa&#250;de CNS n<sup>o</sup> 466, de 12 de dezembro de 2012, que trata de pesquisas envolvendo seres humanos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Rio Grande do Norte, no per&#237;odo de 2007 a 2010, verificou-se um total de 194.488 nascidos vivos, dos quais 598 foram notificados com s&#237;filis cong&#234;nita. Destes, 578 (96,7%) tinham at&#233; 6 dias de vida, 284 (47,5%) eram pardos e 284 (47,5%) do sexo feminino. A m&#233;dia anual de casos de s&#237;filis cong&#234;nita foi de 149,5 e o ano de 2008 apresentou o maior n&#250;mero dessas ocorr&#234;ncias no estado: 214 (35,8%). A partir de ent&#227;o, observou-se uma diminui&#231;&#227;o nesses n&#250;meros, at&#233; o registro de 44 casos (7,4%) no ano de 2010. A taxa de incid&#234;ncia de s&#237;filis cong&#234;nita por 1.000 nascidos vivos no Rio Grande do Norte foi de 4,3 e 0,9 nos anos de 2008 e 2010, respectivamente (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a10t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre a regional de sa&#250;de onde residiam os casos confirmados, a regi&#227;o metropolitana de Natal destacou-se com 389 casos (65,1%). Entre os munic&#237;pios com maior n&#250;mero de notifica&#231;&#245;es, encontra-se a capital do estado, com 446 casos confirmados (74,6%). A zona de resid&#234;ncia que apresentou o maior n&#250;mero de casos foi a urbana: 499 (83,4%). Em 389 casos (65,0%), as mulheres tinham at&#233; 8 anos de estudo; entretanto, o n&#250;mero de casos de m&#227;es com registro de escolaridade ignorada e em branco correspondeu a 18,9%. A maioria das mulheres (72,2%) recebeu atendimento pr&#233;-natal. Em 245 (41,0%) casos, o diagn&#243;stico de s&#237;filis materna ocorreu no momento do parto/curetagem, e em 240 (40,1%), durante o atendimento pr&#233;-natal. O parceiro recebeu tratamento em apenas 151 (25,3%) casos, e o percentual de parceiros com registro de tratamento ignorado/em branco foi de 17,2% (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a10t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os casos de s&#237;filis cong&#234;nita no estado do Rio Grande do Norte merecem especial aten&#231;&#227;o. Apesar da diminui&#231;&#227;o da taxa de incid&#234;ncia no per&#237;odo investigado, de 2007 a 2010, os resultados obtidos n&#227;o est&#227;o em conson&#226;ncia com a meta da Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana da Sa&#250;de (OPAS) para elimina&#231;&#227;o da doen&#231;a. Entre os Objetivos e Metas do Mil&#234;nio, espera-se uma incid&#234;ncia de s&#237;filis cong&#234;nita menor do que 0,5/1.000 nascidos vivos at&#233; 2015.<sup>10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um estudo sobre incid&#234;ncia de s&#237;filis cong&#234;nita em todo o Brasil, considerando-se o per&#237;odo de 2003 a 2008, apresentou taxas que variaram de 1,7 a 2,1 casos para cada 1.000 nascidos vivos, valores aqu&#233;m daqueles identificados no estado do Rio Grande do Norte.<sup>11</sup> Como signat&#225;rio de um acordo internacional para eliminar a s&#237;filis cong&#234;nita, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil tem empreendido a&#231;&#245;es para o alcance desse objetivo, com foco no tratamento adequado, integra&#231;&#227;o com outros programas de sa&#250;de, sistemas de vigil&#226;ncia locais atuantes e consequente interrup&#231;&#227;o da cadeia de transmiss&#227;o.<sup>4</sup> Nesse sentido, para o alcance da meta proposta, s&#227;o imprescind&#237;veis melhorias na qualidade da vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, associadas &#224; correta aplica&#231;&#227;o das condutas preconizadas para o atendimento de gestantes e rec&#233;m-nascidos acometidos pela doen&#231;a.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A regional de sa&#250;de Metropolitana, composta pelos munic&#237;pios de Extremoz, Maca&#237;ba, Natal, Parnamirim e S&#227;o Gon&#231;alo, foi destaque no n&#250;mero de casos de nascidos vivos com s&#237;filis. Cinco munic&#237;pios com maior n&#250;mero de casos notificados - Natal, Parnamirim, Mossor&#243;, Cear&#225;-Mirim e S&#227;o Jos&#233; de Mipibu - foram respons&#225;veis por 43,8% dos nascimentos.<sup>9</sup> &#192; exce&#231;&#227;o do munic&#237;pio de Mossor&#243;, os demais integram a regi&#227;o metropolitana de Natal e disp&#245;em de uma rede assistencial em melhores condi&#231;&#245;es, comparativamente a outros munic&#237;pios do interior. O mesmo ocorre com o munic&#237;pio de Mossor&#243;, refer&#234;ncia em atendimento para a mesorregi&#227;o do Oeste Potiguar, fato que justifica um maior n&#250;mero de notifica&#231;&#245;es por essas localidades. Maiores taxas de s&#237;filis cong&#234;nita foram observadas nos munic&#237;pios mais populosos, como a capital do estado, Natal. Uma pesquisa realizada para avaliar o perfil epidemiol&#243;gico da s&#237;filis cong&#234;nita, realizada naquela cidade entre 2004 e 2007, demonstrou problemas no controle da doen&#231;a, uma vez que se observaram taxas m&#233;dias de incid&#234;ncia de 6,0 casos para cada 1.000 nascidos vivos, valor acima dos par&#226;metros nacionais.<sup>13</sup> Por sua vez, munic&#237;pios com menor disponibilidade de recursos t&#234;m maiores chances de apresentar subnotifica&#231;&#227;o em seus registros, condi&#231;&#227;o que dificulta o real conhecimento da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e consequentemente, o planejamento de a&#231;&#245;es e o monitoramento de indicadores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre a zona de resid&#234;ncia, os resultados obtidos corroboram o cen&#225;rio brasileiro, onde, no ano de 2008, em 87 a 90% dos casos de s&#237;filis cong&#234;nita, as m&#227;es residiam na zona urbana.<sup>11</sup> Outro estudo, desenvolvido na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, demonstrou que 91,3% das gestantes infectadas tamb&#233;m residiam em &#225;rea urbana.<sup>14</sup> No que se refere &#224; escolaridade das m&#227;es, os casos de s&#237;filis cong&#234;nita ocorreram em maior n&#250;mero nas m&#227;es com baixo n&#237;vel de instru&#231;&#227;o, resultado identificado por outros trabalhos.<sup>11,15</sup> Possivelmente, as m&#227;es pertencentes a estratos sociais menos favorecidos contam com pouco acesso &#224;s informa&#231;&#245;es necess&#225;rias para evitar a infec&#231;&#227;o e consequente transmiss&#227;o vertical da <i>Treponema palidum, </i>ou, em caso de serem diagnosticadas com a doen&#231;a, desconhecem a import&#226;ncia de um tratamento completo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, chamou a aten&#231;&#227;o o achado de que em mais de dois ter&#231;os dos casos de s&#237;filis cong&#234;nita, havia-se realizado o atendimento pr&#233;-natal. Este fato configura-se como um indicativo de falha na assist&#234;ncia pr&#233;-natal, sinalizando a necessidade de uma maior aten&#231;&#227;o da Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia na identifica&#231;&#227;o, acompanhamento e tratamento dos casos.<sup>16</sup> Trata-se de uma realidade verificada no Brasil: entre os casos de s&#237;filis notificados no pa&#237;s, mais de 40% das m&#227;es iniciaram o pr&#233;-natal no primeiro trimestre, e mais de 60% realizaram cinco ou mais consultas, fato que evidencia fragilidades na qualidade do atendimento prestado.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A aten&#231;&#227;o pr&#233;-natal adequada &#233; uma ferramenta &#237;mpar para a diminui&#231;&#227;o da s&#237;filis cong&#234;nita, considerando-se suas diversas oportunidades de interven&#231;&#227;o. Entre suas a&#231;&#245;es, destacam-se a capta&#231;&#227;o oportuna da gestante, o acompanhamento da gravidez, a solicita&#231;&#227;o de um exame VDRL na primeira consulta e de mais um, este pr&#243;ximo &#224; 28<sup>a</sup> semana gestacional. Somam-se, ademais, o aconselhamento e tratamento da gestante e dos parceiros sexuais acometidos pela infec&#231;&#227;o.<sup>18</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O pr&#233;-natal representa um momento relevante para a identifica&#231;&#227;o de agravos que acometem a sa&#250;de materna e infantil, possibilitando aos profissionais de sa&#250;de - o que inclui toda a equipe multiprofissional - espa&#231;os para a discuss&#227;o e orienta&#231;&#227;o da sa&#250;de, com foco em um processo de cuidar dedicado aos aspectos biol&#243;gicos, psicol&#243;gicos e culturais da gestante. Essa assist&#234;ncia multiprofissional, obtida gra&#231;as &#224; expans&#227;o da Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia, permite um atendimento integral &#224; gestante e seu filho, e aos profissionais envolvidos, o compartilhamento de responsabilidades sobre o atendimento prestado nesse per&#237;odo.<sup>19</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, destacam-se as atividades desenvolvidas pelas equipes de Sa&#250;de da Fam&#237;lia, nas quais diferentes profissionais - agente comunit&#225;rio de sa&#250;de; t&#233;cnico de enfermagem; enfermeiro; m&#233;dico; cirurgi&#227;o dentista -, juntos, podem atuar como agentes de preven&#231;&#227;o da s&#237;filis cong&#234;nita. As atribui&#231;&#245;es das equipes de Sa&#250;de da Fam&#237;lia incluem a busca ativa das gestantes faltosas (pelo agente comunit&#225;rio de sa&#250;de), a identifica&#231;&#227;o de vulnerabilidades e situa&#231;&#245;es de risco (pelo t&#233;cnico de enfermagem), a realiza&#231;&#227;o de consulta de pr&#233;-natal das gestantes de baixo risco (fun&#231;&#227;o intercalada entre m&#233;dico e enfermeiro) e o desenvolvimento de atividades educativas, estas sob a responsabilidade de toda a equipe.<sup>20</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dessa forma, ressalta-se a import&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o de pol&#237;ticas que busquem qualificar a assist&#234;ncia pr&#233;-natal, garantindo os recursos necess&#225;rios para o atendimento das gestantes e parceiros acometidos por s&#237;filis.<sup>21</sup> Estudo desenvolvido em um munic&#237;pio do Rio Grande do Norte h&#225; cerca de dez anos, sobre a preven&#231;&#227;o da s&#237;filis cong&#234;nita, j&#225; apontava diverg&#234;ncias entre o preconizado pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de e o que, de fato, imperava na pr&#225;tica do pr&#233;-natal, demonstrando a necessidade de aperfei&#231;oamento de enfermeiros e m&#233;dicos no que se refere &#224; s&#237;filis na gravidez, com foco na oferta de uma assist&#234;ncia de qualidade.<sup>22</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, um aspecto a chamar a aten&#231;&#227;o &#233; o fato de apenas 25,3% dos parceiros terem recebido tratamento. Uma pesquisa realizada em Sobral, estado do Cear&#225;, no ano de 2010, tamb&#233;m demonstrou que das nove gestantes identificadas com s&#237;filis no pr&#233;-natal, sete parceiros n&#227;o realizaram, ou n&#227;o se obteve informa&#231;&#245;es acerca do tratamento a que deviam se submeter.<sup>23</sup> Dos casos de s&#237;filis cong&#234;nita no Brasil, mais de 80% dos parceiros n&#227;o receberam tratamento, condi&#231;&#227;o desencadeadora de novas infec&#231;&#245;es.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, al&#233;m de melhorias assistenciais, &#233; imprescind&#237;vel que o parceiro seja sensibilizado a participar das consultas de pr&#233;-natal e compreenda a import&#226;ncia da realiza&#231;&#227;o do teste n&#227;o trepon&#234;mico, do tratamento e seguimento dos casos identificados de infec&#231;&#227;o, seja individualmente, seja na perspectiva do casal.<sup>23</sup> Al&#233;m disso, as gestantes demonstram satisfa&#231;&#227;o quando o homem participa do pr&#233;-natal e esse envolvimento deve ser cada vez mais estimulado, para que o c&#244;njuge possa desenvolver, ao longo do ciclo gestacional, uma postura ativa e facilitadora no sentido de uma maior compreens&#227;o das especificidades associadas a esse per&#237;odo.<sup>24</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma limita&#231;&#227;o referente ao presente estudo diz respeito ao percentual de informa&#231;&#245;es ignoradas ou em branco, como por exemplo, a escolaridade materna, o tratamento do parceiro e a realiza&#231;&#227;o do pr&#233;-natal. Soma-se a isso a quest&#227;o da subnotifica&#231;&#227;o, condi&#231;&#227;o poss&#237;vel de favorecer interpreta&#231;&#245;es err&#244;neas sobre caracter&#237;sticas epidemiol&#243;gicas relacionadas a uma determinada doen&#231;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo, &#233; dif&#237;cil afirmar, por exemplo, se a maior ou menor concentra&#231;&#227;o de casos em determinados munic&#237;pios representa a realidade local da doen&#231;a ou se &#233; reflexo de uma menor ou maior propor&#231;&#227;o de subnotifica&#231;&#245;es. Isto pode ser percebido, especialmente quando se considera a situa&#231;&#227;o dos munic&#237;pios de refer&#234;ncia ou integrantes da regi&#227;o metropolitana de Natal, que, normalmente, apresentam menor subnotifica&#231;&#227;o e, consequentemente, maior n&#250;mero de casos notificados. A maior concentra&#231;&#227;o do n&#250;mero absoluto de casos na regi&#227;o metropolitana de Natal tamb&#233;m se deve &#224; maior concentra&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o do estado nessa regi&#227;o, especialmente dentro dos limites da Capital. Da mesma forma, espera-se uma concentra&#231;&#227;o de casos em &#225;rea urbana, onde reside a maior parte da popula&#231;&#227;o. Tal realidade demonstra a necessidade de melhorias e avan&#231;os na qualidade dos sistemas de informa&#231;&#245;es, principalmente nos munic&#237;pios do interior, para que as informa&#231;&#245;es produzidas possam, efetivamente, orientar a tomada de decis&#227;o no &#226;mbito da Sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pesquisa desenvolvida em um hospital de Palmas-TO identificou que, dos 28 casos de s&#237;filis cong&#234;nita ocorridos em 2004, apenas dez foram notificados.<sup>12 </sup>Ademais, quando se buscou o n&#250;mero de casos notificados a partir do Boletim Epidemiol&#243;gico da S&#237;filis, percebeu-se uma evidente inconsist&#234;ncia de dados, devida &#224; exist&#234;ncia de per&#237;odos com subestima&#231;&#227;o ou superestima&#231;&#227;o dos resultados: de acordo com o Boletim, no ano de 2007, foram notificados 126 casos de s&#237;filis cong&#234;nita em menores de um ano.<sup>7</sup> O Sinan, por sua vez, apresentou um quantitativo de 130 casos. No ano de 2010, segundo o Boletim Epidemiol&#243;gico, notificou-se 201 casos mas o Sinan apresentou apenas 44. Isto pode estar relacionado &#224; baixa qualidade no processo de obten&#231;&#227;o e digita&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es para a atualiza&#231;&#227;o do Sinan nos n&#237;veis municipal e estadual, com consequente perda ou acr&#233;scimo de dados. Portanto, uma maior aten&#231;&#227;o ao registro correto dessas informa&#231;&#245;es poder&#225; contribuir para o real conhecimento da problem&#225;tica e, por conseguinte, a instaura&#231;&#227;o de medidas pertinentes &#224; realidade estadual.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os achados deste estudo s&#227;o relevantes &#224; medida que denotam a necessidade da implementa&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es voltadas para a redu&#231;&#227;o dos casos de s&#237;filis cong&#234;nita no estado do Rio Grande do Norte. Assim, torna-se essencial a avalia&#231;&#227;o da qualidade da assist&#234;ncia pr&#233;-natal que vem sendo prestada, haja vista que, na maior parte dos casos observados, as m&#227;es realizaram consultas durante esse per&#237;odo. Nessa avalia&#231;&#227;o, merece destaque a regi&#227;o metropolitana de Natal e seus munic&#237;pios, respons&#225;veis por parcela consider&#225;vel do n&#250;mero de casos notificados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Especial aten&#231;&#227;o, igualmente, deve ser dada aos profissionais da equipe de sa&#250;de que realizam o pr&#233;-natal, oferecendo-lhes a devida capacita&#231;&#227;o e monitoramento das atividades desenvolvidas e associadas &#224; preven&#231;&#227;o da s&#237;filis cong&#234;nita. Tamb&#233;m faz-se necess&#225;rio intensificar mecanismos que busquem integrar o parceiro ao per&#237;odo grav&#237;dico e, consequentemente, favore&#231;am sua ades&#227;o ao tratamento proposto para os casos diagnosticados como positivos. Tais a&#231;&#245;es podem contribuir para o enfrentamento desse grave problema de Sa&#250;de P&#250;blica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Contribui&#231;&#227;o das autoras</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Carvalho IS participou da concep&#231;&#227;o e delineamento do estudo, an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos dados e reda&#231;&#227;o do manuscrito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Brito RS participou da concep&#231;&#227;o e delineamento do estudo, an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos dados e revis&#227;o cr&#237;tica do manuscrito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As autoras aprovaram a vers&#227;o final do manuscrito e s&#227;o respons&#225;veis por todos seus aspectos, incluindo a garantia de sua precis&#227;o e integridade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Matthes ACS, Lino APS, Costa CA, Mendon&#231;a CV, Bel DD. S&#237;filis cong&#234;nita: mais de 500 anos de exist&#234;ncia e ainda uma doen&#231;a em vig&#234;ncia. Pediatr Mod. 2012 abr;48(4):149-54.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de. Elimina&#231;&#227;o mundial da s&#237;filis cong&#234;nita: fundamento l&#243;gico e estrat&#233;gia para a&#231;&#227;o. Genebra: Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de; 2008.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Programa Nacional de DST e Aids. Diretrizes para controle da s&#237;filis cong&#234;nita: manual de bolso. 2. ed. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2006. 72 p. (Manuais; 24).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica. Doen&#231;as infecciosas e parasit&#225;rias: guia de bolso. 8. ed. rev. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2010. 444 p. (S&#233;rie B. Textos B&#225;sicos de Sa&#250;de).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Newman L, Kamb M, Hawkes S, Gomez G, Say L, Seuc A, et al. Global estimates of syphilis in pregnancy and associated adverse outcomes: analysis of multinational antenatal surveillance data. PLoS Med. 2013 Feb;10(2):e1001396.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Organizaci&#243;n Panamericana de la Salud. Gu&#237;a cl&#237;nica para la eliminaci&#243;n de la transmisi&#243;n maternoinfantil del VIH y de la s&#237;filis cong&#233;nita en Am&#233;rica Latina y el Caribe. Washington, DC: Organizaci&#243;n Panamericana de la Salud; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. 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Incid&#234;ncia da s&#237;filis no Brasil e sua rela&#231;&#227;o com a Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia. Rev Saude Publica. 2012 jun;46(3):479-86.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Komka MR, Lago EG. S&#237;filis cong&#234;nita: notifica&#231;&#227;o e realidade. Sci Med. 2007 out-dez;17(4):205-11.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Holanda MTCG, Barreto MA, Machado KMM, Pereira RC. Perfil epidemiol&#243;gico da s&#237;filis cong&#234;nita no Munic&#237;pio do Natal, Rio Grande do Norte-2004 a 2007. Epidemiol Serv Saude. 2011 abr-jun;20(2):203-12.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Figueir&#243;-Filho EA, Freire SSA, Souza BA, Aguena GS, Maedo CM. S&#237;filis e gesta&#231;&#227;o: estudo comparativo de dois per&#237;odos (2006 e 2011) em popula&#231;&#227;o de pu&#233;rperas. DST J Bras Doen&#231;as Sex Transm. 2012;24(1):32-75.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Melo NGDO, Melo Filho DA, Ferreira LOC. Diferenciais intraurbanos de s&#237;filis cong&#234;nita no Recife, Pernambuco, Brasil (2004-2006). Epidemiol Serv Saude. 2011 abr-jun;20(2):213-22.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Vidal SA, Samico IC, Frias PG, Hartz ZMA. An exploratory study of the costs and consequences of prenatal care in the Family Health Program. Rev Saude Publica. 2011 Jun;45(3):467-74.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Menezes MLB, Marques CAS, Leal TMA, Melo MC, Lima PR. Neuross&#237;filis cong&#234;nita: ainda um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica. DST-J Bras Doen&#231;as Sex Transm. 2007;19(3-4):134-8.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Organizaci&#243;n Panamericana de la Salud. Recomendaciones t&#233;cnicas para la elaboraci&#243;n de protocolos para estudios de prevalencia de sifilis y VIH en parturientas y/o puerperas. Montevideo: CLAP/SMR 2011.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Duarte SJH. Motivos que levam as gestantes a fazerem o pr&#233;-natal: um estudo das representa&#231;&#245;es sociais. Cienc Enferm. 2012 ago;18(2):75-82.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Departamento de Aten&#231;&#227;o B&#225;sica. Aten&#231;&#227;o ao pr&#233;-natal de baixo risco. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2012.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. S&#227;o Paulo. Secretaria de Estado da Sa&#250;de. Elimina&#231;&#227;o da transmiss&#227;o vertical do HIV e da s&#237;filis no estado de S&#227;o Paulo. Rev Saude Publica. 2011 ago;45(4):812-5.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Brito RS, Ferreira AKO. Preven&#231;&#227;o da s&#237;filis cong&#234;nita em um munic&#237;pio do Rio Grande do Norte. Rev RENE. 2003 jan-jun;4(1):30-5.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Mesquita KO, Lima GK, Filgueira AA, Fl&#244;r SMC, Freitas CASL, Linhares MSC, et al. An&#225;lise dos casos de s&#237;filis cong&#234;nita em Sobral, Cear&#225;: contribui&#231;&#245;es para assist&#234;ncia pr&#233;-natal. DST-J Bras Doen&#231;as Sex Transm. 2012;24(1):20-7.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Silva FCB, Brito RS. Percep&#231;&#227;o de gestantes acerca das atitudes do companheiro diante da sua aus&#234;ncia no pr&#233;-natal. Rev RENE. 2010 jul-set;11(3):95-102.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b></font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><b>Isaiane da Silva Carvalho    <br>  - </b>Rua Carlos Alexandre, n<sup>o</sup> 215,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  Bairro Frei Dami&#227;o, Nova Cruz-RN, Brasil.     <br> CEP: 59215-000     <br> <i>E-mail: </i><a href="mailto:isaianekarvalho@hotmail.com">isaianekarvalho@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 29/08/2013    <br> Aprovado em 17/03/2014</font></p>      ]]></body><back>
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