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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização das vítimas e dos acidentes de trabalho com material biológico atendidas em um hospital público do Paraná, 2012]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to describe the characteristics of accidents with biological material and their victims treated at a public hospital in Paraná, Brazil, in 2012. METHODS: a descriptive study was conducted using Notifiable Diseases Information System data on accidents at work with biological material and their victims treated at a referral hospital in the year 2012. RESULTS: 1.217 accidents were identified. 83.3% occurred among women, 59.6% among those aged 20-34 years and 48.8% among nursing professionals. The most frequent types of exposure were percutaneous (65.7%) involving intact skin (20.5%) and mucosa (12.6%). Blood was the most frequently involved biological material (78.9%). CONCLUSION: the main victims of accidents with biological material were women, young adults and nursing team workers. Most accidents involved blood.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left"><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742014000200015</font></span></p>     <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Caracteriza&#231;&#227;o das v&#237;timas e dos acidentes de trabalho com material biol&#243;gico atendidas em um hospital p&#250;blico do Paran&#225;, 2012<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Characterization of accidents at work with biological material and their victims treated at a public hospital in Paran&#225;, Brazil, 2012</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Geanna Mendon&#231;a Giancotti<sup>I</sup>; Rafael Haeffner</b></font><font face="Verdana" size="2"><b><sup>II</sup>; Neri Lucia dos Santos Solheid<sup>III</sup>; Fernanda Moura D'Almeida Miranda<sup>IV</sup>; Leila Maria Mansano Sarquis<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Hospital Evang&#233;lico de Curitiba e Departamento de Enfermagem, Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba-PR, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font face="Verdana" size="2"><sup>II</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&#225; e Hospital S&#227;o Jos&#233;, Secretaria Municipal de Sa&#250;de de S&#227;o Jos&#233; dos Pinhais, Curitiba-PR, Brasil</font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><sup>III</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&#225; e Hospital de Cl&#237;nicas, Curitiba-PR, Brasil</font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><sup>IV</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&#225; e Hospital do Trabalhador, Secretaria Estadual de Sa&#250;de do Paran&#225;, Curitiba-PR, Brasil</font>    <br> <font face="Verdana" size="2"><sup>V</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba-PR, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJETIVO: </b>descrever as caracter&#237;sticas dos acidentes de trabalho com material biol&#243;gico atendidos em um hospital p&#250;blico do estado do Paran&#225;, Brasil, no ano de 2012.     <br> <b>M&Eacute;TODOS: </b>foi realizado estudo descritivo, utilizando-se registros das fichas de notifica&#231;&#227;o de acidentes de trabalho com material biol&#243;gico do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan) relacionadas aos trabalhadores atendidos no hospital de refer&#234;ncia em 2012.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>RESULTADOS: </b>dos 1.217 acidentes, 83,3% ocorreram entre mulheres, 59,6% na idade de 20 a 34 anos e 48,8% entre profissionais de enfermagem; os tipos de exposi&#231;&#227;o mais frequentes foram os percut&#226;neos (65,7%), em pele &#237;ntegra (20,5%) e em mucosa (12,6%); o material biol&#243;gico mais frequentemente envolvido foi o sangue (78,9%).     <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>as principais v&#237;timas dos acidentes de trabalho com material biol&#243;gico foram mulheres, adultos jovens e trabalhadores da equipe de enfermagem, destacando-se os acidentes envolvendo sangue.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Acidentes de Trabalho; Exposi&#231;&#227;o Ocupacional; Exposi&#231;&#227;o a Agentes Biol&#243;gicos; Sa&#250;de do Trabalhador; Epidemiologia Descritiva.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJECTIVE: </b>to describe the characteristics of accidents with biological material and their victims treated at a public hospital in Paran&#225;, Brazil, in 2012. <b>    <br>   METHODS: </b>a descriptive study was conducted using Notifiable Diseases Information System data on accidents at work with biological material and their victims treated at a referral hospital in the year 2012.    <br>  <b>RESULTS: </b>1.217 accidents were identified. 83.3% occurred among women, 59.6% among those aged 20-34 years and 48.8% among nursing professionals. The most frequent types of exposure were percutaneous (65.7%) involving intact skin (20.5%) and mucosa (12.6%). Blood was the most frequently involved biological material (78.9%).     <br> <b>CONCLUSION: </b>the main victims of accidents with biological material were women, young adults and nursing team workers. Most accidents involved blood.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Occupational Accidents; Occupational Exposure; Exposure to Biological Agents; Occupational Health; Descriptive Epidemiology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de preconiza a notifica&#231;&#227;o compuls&#243;ria de 11 agravos &#224; sa&#250;de do trabalhador, entre eles os acidentes de trabalho com material biol&#243;gico (ATMB).<sup>1</sup> Acidentes de trabalho s&#227;o definidos como aqueles que ocorrem a servi&#231;o da empresa, ou pelo exerc&#237;cio do trabalho, provocando les&#227;o corporal ou perturba&#231;&#227;o funcional de car&#225;ter tempor&#225;rio ou permanente.<sup>2</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ATMB &#233; caracterizado pelo contato direto com fluidos potencialmente contaminados e pode ocorrer sob duas formas espec&#237;ficas: por (i) inocula&#231;&#227;o percut&#226;nea, provocada por objetos cortantes e/ou perfurantes, ou por (ii) contato direto com pele e/ou mucosa, com o comprometimento de sua integridade ap&#243;s arranh&#245;es e/ou cortes, ou por dermatites.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sabe-se que cerca de 20 tipos de pat&#243;genos diferentes podem ser transmitidos por meio de ATMB. Os v&#237;rus da hepatite C (HCV), da hepatite B (HBV) e da imunodefici&#234;ncia humana (HIV) s&#227;o os que representam maior problema de Sa&#250;de P&#250;blica no Brasil.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O risco para as soroconvers&#245;es ap&#243;s a exposi&#231;&#227;o ocupacional depende do grau de contato com o material biol&#243;gico. O risco m&#233;dio de infec&#231;&#227;o pelo HCV ap&#243;s acidente ocupacional percut&#226;neo &#233; de 1,8%, podendo variar de 1 a 10%. Quanto ao HBV, se o paciente-fonte for portador de hepatite B (HbsAg positivo), esse risco &#233; de 6 a 30%, podendo atingir at&#233; 40% quando nenhuma medida profil&#225;tica &#233; adotada ap&#243;s o acidente.<sup>3,7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os ATMB s&#227;o considerados preocupantes devido ao risco de adoecimento dos trabalhadores da &#225;rea da Sa&#250;de, podendo acarretar preju&#237;zos &#224;s institui&#231;&#245;es, em raz&#227;o dos custos trabalhistas e previdenci&#225;rios implicados. Os acidentes podem levar &#224; interrup&#231;&#227;o das atividades laborais e at&#233; representar um evento traum&#225;tico (tanto f&#237;sico quanto psicol&#243;gico), em fun&#231;&#227;o da espera dos resultados de exames sorol&#243;gicos e da possibilidade de soroconvers&#227;o para o acidentado e seus colegas, igualmente sujeitos aos mesmos riscos. O acidente de trabalho tamb&#233;m acarreta preju&#237;zo &#224; empresa, sendo capaz de levar a uma redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de trabalhadores por hora trabalhada e perda de produ&#231;&#227;o.<sup>4,8</sup> A gravidade do ATMB, al&#233;m de causar danos &#224; sa&#250;de f&#237;sica e mental dos trabalhadores -sentimento de medo e preocupa&#231;&#227;o quanto ao pr&#243;prio adoecimento e &#224; transmiss&#227;o da doen&#231;a a familiares -, interfere na organiza&#231;&#227;o do processo de trabalho, nas aus&#234;ncias impostas em dias de consultas de monitoramento ap&#243;s ATMB.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo teve como objetivo descrever as caracter&#237;sticas dos acidentes de trabalho com material biol&#243;gico atendidos em um hospital p&#250;blico do estado do Paran&#225;, Brasil, no ano de 2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&#233;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este estudo descritivo foi realizado em um hospital de ensino p&#250;blico do Paran&#225;. O hospital atende exclusivamente ao Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) e conta com 220 leitos e 1.532 trabalhadores. Trata-se de hospital de refer&#234;ncia para o atendimento aos trabalhadores v&#237;timas de acidente de trabalho com exposi&#231;&#227;o a material biol&#243;gico no munic&#237;pio de Curitiba, capital do estado, e respectiva regi&#227;o metropolitana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No ano de 2012, Curitiba-PR contava com uma popula&#231;&#227;o estimada em 1.776.761 habitantes e sua regi&#227;o metropolitana, composta por 29 munic&#237;pios, 3.168.980 habitantes. Os dados que serviram de base ao estudo foram obtidos de uma base de dados secund&#225;rios fornecida pelo hospital de refer&#234;ncia em julho de 2013, contendo registros das fichas de notifica&#231;&#227;o de ATMB do Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o (Sinan) relacionadas aos trabalhadores atendidos no hospital, no per&#237;odo de 1<sup>o</sup> de janeiro de 2012 a 31 de dezembro de 2012.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Selecionaram-se as seguintes vari&#225;veis - e respectivos campos a serem preenchidos - presentes na ficha de notifica&#231;&#227;o de ATMB, relacionadas ao trabalhador acidentado e ao acidente propriamente dito, a saber:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> a) notifica&#231;&#227;o individual - idade (em anos: 17-19, 20-30, 31-40, 41-50, 51-60, &gt;60 anos, ignorado), sexo (masculino, feminino) e ocupa&#231;&#227;o (profissional de enfermagem, trabalhador de sa&#250;de, auxiliar de servi&#231;os gerais, acad&#234;mico, outros, n&#227;o informado) -;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) acidente com material biol&#243;gico - tipo de exposi&#231;&#227;o (percut&#226;nea, mucosa, pele &#237;ntegra, pele n&#227;o &#237;ntegra, outras) e material biol&#243;gico (sangue, l&#237;quor, l&#237;quido asc&#233;tico, fluido com sangue, soro/plasma, outros, em branco) -;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) situa&#231;&#227;o vacinal em rela&#231;&#227;o ao HBV (vacinado, n&#227;o vacinado, ignorado), resultado da soroconvers&#227;o da imuniza&#231;&#227;o contra o HBV (positivo, negativo, inconclusivo, n&#227;o realizado, ignorado), indica&#231;&#227;o de imunoglobulina humana contra o HBV (vacinado, n&#227;o vacinado, ignorado), status sorol&#243;gico para o HIV, HCV e HBV (positivo, negativo, inconclusivo, n&#227;o realizado, ignorado) e indica&#231;&#227;o de profilaxia p&#243;s-exposi&#231;&#227;o ao HIV (sim, n&#227;o, ignorado); e</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">d) conclus&#227;o do caso - evolu&#231;&#227;o do caso (alta sem soroconvers&#227;o, abandono, ignorado).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados levantados foram processados pelo TabWin e tabulados em planilha eletr&#244;nica. Realizou-se an&#225;lise descritiva, com apresenta&#231;&#227;o de frequ&#234;ncias absolutas e relativas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Secretaria da Sa&#250;de do Estado do Paran&#225;, mediante o Certificado de Apresenta&#231;&#227;o para Aprecia&#231;&#227;o &#201;tica (CAAE) n<sup>o</sup> 0027.0.429.091-10, e obedece &#224; Resolu&#231;&#227;o do Conselho Nacional de Sa&#250;de (CNS) n<sup>o </sup>466, de 12 de dezembro de 2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram identificados 1.217 acidentes de trabalho com material biol&#243;gico atendidos no hospital onde foi realizado o estudo, notificados no per&#237;odo de 1<sup>o</sup> de janeiro de 2012 a 31 de dezembro de 2012.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se que a maior parte dos trabalhadores acidentados (92,5%) encontrava-se na faixa et&#225;ria entre 20 e 50 anos, com m&#233;dia de idade de 32,9 anos. A maioria dos acidentes ocorreu com mulheres (83,3%) e profissionais da &#225;rea de enfermagem (48,8%), sendo que mais de metade desses profissionais eram t&#233;cnicos de enfermagem (51,4%) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a15t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as diferentes formas de exposi&#231;&#227;o a material biol&#243;gico. As exposi&#231;&#245;es percut&#226;neas (65,7%), em pele &#237;ntegra (20,5%) e em mucosa (12,6%) foram as mais frequentes. Em mais de tr&#234;s quartos dos casos, o sangue foi o material ao qual os trabalhadores ficaram expostos no acidente (79,0%) (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Em 340 notifica&#231;&#245;es (27,9%), a circunst&#226;ncia do acidente foi identificada como 'Outras'. Sobre as circunst&#226;ncias definidas, destacam-se a administra&#231;&#227;o de medicamentos (n=218; 17,9%) e os procedimentos laboratoriais/pun&#231;&#227;o/coleta (n=159; 13,1%).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a15t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os trabalhadores que sofreram ATMB, a maioria (n=1.059; 87,0%) havia sido vacinada contra hepatite B, embora 170 (13,9%) dos trabalhadores acidentados apresentassem resultado negativo para a comprova&#231;&#227;o de imunidade contra o HBV. Ademais, 278 (22,9%) acidentados, que relataram haver sido vacinados e estarem imunes ao v&#237;rus da HBV no momento do acidente, receberam a indica&#231;&#227;o de imunoglobulina humana contra hepatite B (<a href="#t3">Tabela 3</a>). No momento do acidente, os resultados das sorologias dos trabalhadores para HIV, HBV e HCV apresentavam-se positivos em, respectivamente, 8 (0,6%), 5 (0,4%) e 9 (0,7%) dos casos notificados (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a15t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a15t4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O uso de profilaxia p&#243;s-exposi&#231;&#227;o (PPE) foi indicado em 22 (1,8%) dos casos notificados. A maioria - 792 (65,1%) das v&#237;timas de ATMB - abandonou o acompanhamento (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v23n2/2a15t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No conjunto dos trabalhadores que, durante atividade laboral, sofreram alguma forma de exposi&#231;&#227;o a material biol&#243;gico e foram atendidos no hospital de refer&#234;ncia do Paran&#225; onde foi realizado o presente estudo, predominaram mulheres, jovens e trabalhadores da equipe de enfermagem, sendo os t&#233;cnicos de enfermagem os profissionais a sofrer mais acidentes. Destacaram-se os acidentes envolvendo sangue e os acontecidos durante a administra&#231;&#227;o de medicamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; poss&#237;vel compreender o fato de os acidentes ocorrerem com os profissionais de enfermagem, contingente atuante principalmente nos ambientes hospitalares, em permanente contato direto com pacientes ou auxiliando em procedimentos invasivos. Por conseguinte, esses profissionais est&#227;o expostos a v&#225;rios riscos potenciais, sujeitos a adquirir doen&#231;as ocupacionais, al&#233;m de les&#245;es decorrentes dos acidentes de trabalho.<sup>4</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Destaca-se que no Brasil, os profissionais de enfermagem s&#227;o divididos em tr&#234;s categorias: enfermeiros, t&#233;cnicos e auxiliares de enfermagem. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, os t&#233;cnicos de enfermagem s&#227;o a maioria entre esses profissionais (40,4%), seguidos pelos auxiliares de enfermagem (40,1%) e enfermeiros (18,7%).<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se predomin&#226;ncia do sexo feminino (83,3%) entre os acidentados. Historicamente, a enfermagem &#233; caracterizada como uma profiss&#227;o quase exclusivamente feminina, representada por mulheres com o desejo e a habilidade de cuidar, prevenir e promover a sa&#250;de do ser humano.<sup>10</sup> Segundo estimativas, 87,3% dos profissionais de enfermagem s&#227;o mulheres.<sup>11</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados aqui presentados s&#227;o semelhantes a outros, de estudos como o realizado no Centro de Refer&#234;ncia Regional em Sa&#250;de do Trabalhador de Florian&#243;polis,<sup>12</sup> onde 73,0% dos acidentados eram mulheres, e os t&#233;cnicos de enfermagem a classe identificada como a que mais sofria acidentes (38,3%). Na Santa Casa de Miseric&#243;rdia de Pelotas-RS,<sup>13</sup> 80,0% dos acidentes ocorreram com mulheres e 38,6% entre t&#233;cnicos de enfermagem. Em S&#227;o Jo&#227;o da Boa Vista-SP,<sup>3</sup> essas ocorr&#234;ncias, embora mantivessem a Enfermagem como a categoria profissional mais afetada, atingiam, predominantemente, auxiliares de enfermagem (49,4%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ressalta-se a quantidade elevada de acidentes entre acad&#234;micos: 9,1% das ocorr&#234;ncias foram representados por estudantes da enfermagem, odontologia e medicina, entre outros. Dado semelhante foi encontrado no estudo citado de Florian&#243;polis-SC,<sup>12</sup> baseado nas fichas de notifica&#231;&#227;o do Centro de Refer&#234;ncia Regional em Sa&#250;de do Trabalhador da Macrorregi&#227;o de Florian&#243;polis, onde 19,1% dos acidentados eram estudantes/estagi&#225;rios; ou no estudo sobre acidentes notificados pelos servi&#231;os de refer&#234;ncia da microrregi&#227;o de Votuporanga-SP,<sup>5</sup> em que os estudantes representaram 5,9% dos acidentados; e nos 10,4% de estudantes acidentados e investigados em pesquisa realizada com trabalhadores de sa&#250;de de Campos dos Goytacazes-RJ, apoiada no banco de dados do Laborat&#243;rio de Refer&#234;ncia Regional de Campos dos Goytacazes, do Hospital Geral de Guarus.<sup>4</sup> Estudantes representaram 8,2% das ocorr&#234;ncias de ATMB em um munic&#237;pio do interior de S&#227;o Paulo, cujos dados referentes ao bi&#234;nio 2008-2009 encontram-se arquivados no Centro de Refer&#234;ncia de Sa&#250;de do Trabalhador Regional de S&#227;o Jo&#227;o da Boa Vista; e tamb&#233;m estudantes eram 8,8% dos acidentados registrados em prontu&#225;rios da Unidade Municipal de Refer&#234;ncia em Sa&#250;de do Trabalhador de Santa Cruz do Sul-RS.<sup>3,14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os ATMB entre estudantes da &#225;rea da Sa&#250;de podem estar associados ao desconhecimento das normas de biosseguran&#231;a, ao estado de nervosismo diante do desafio de procedimentos, &#224; pr&#243;pria inexperi&#234;ncia, e tamb&#233;m &#224; indiferen&#231;a quanto aos riscos da exposi&#231;&#227;o biol&#243;gica.<sup>4,13</sup> S&#227;o achados de estudos a demonstrar a necessidade de um maior enfoque no ensino das normas de biosseguran&#231;a e na supervis&#227;o adequada de sua atua&#231;&#227;o, enquanto estudantes e estagi&#225;rios, por partes das escolas t&#233;cnicas e universidades.<sup>5,14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maior parte dos acidentes ocorreu entre trabalhadores de 20 a 30 anos (45,6%), seguidos por aqueles de 31 a 40 anos (29,7%), resultado semelhante ao encontrado por estudo realizado em um Centro de Refer&#234;ncia em Sa&#250;de do Trabalhador de Ribeir&#227;o Preto-SP, onde 57 (37,3%) dos acidentes afetaram profissionais na idade entre 20 e 29 anos.<sup>15</sup> Resultado parecido &#233; apresentado pelo estudo realizado em Campos dos Goytacazes-RJ,4 onde 69,4% dos acidentados situavam-se na faixa et&#225;ria dos 20 aos 40 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Corrobora os achados do presente estudo mais um, realizado em Pelotas-RS,<sup>13</sup> ao ter encontrado 79,2% das v&#237;timas de ATMB na faixa de idade dos 21 aos 40 anos. Pesquisa na Nig&#233;ria<sup>16</sup> observou que a maioria desses acidentes acometeu indiv&#237;duos de 25 a 34 anos, dos quais 84,0% (124) com idade m&#233;dia de 31 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A preval&#234;ncia dos acidentes entre 20 e 30 anos de idade pode estar relacionada &#224; falta de experi&#234;ncia e de habilidade na manipula&#231;&#227;o de instrumentos cujo risco de acidentes &#233; elevado, por parte de profissionais em in&#237;cio de carreira ou acad&#234;micos. Tal preval&#234;ncia pode ser justificada, igualmente, pela pr&#243;pria caracter&#237;stica da profiss&#227;o de enfermagem, com predominante atua&#231;&#227;o de profissionais na idade entre 26 e 35 anos.<sup>11,16</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tipo de exposi&#231;&#227;o verificada durante o acidente com material biol&#243;gico e que mais se destacou foi a percut&#226;nea em pele &#237;ntegra. Resultado semelhante foi encontrado em estudo realizado na cidade de Goi&#226;nia-GO:<sup>17</sup> 87,0% das exposi&#231;&#245;es foram percut&#226;neas. Estudo com profissionais de enfermagem de um hospital universit&#225;rio da mesma Goi&#226;nia-GO<sup>18</sup> revelou 88,0% de exposi&#231;&#245;es percut&#226;neas, a exemplo de outro estudo, realizado no Hospital das Clinicas da Faculdade de Ribeir&#227;o Preto,<sup>19</sup> no qual a exposi&#231;&#227;o percut&#226;nea representou 81,9% dos ATMB.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A exposi&#231;&#227;o percut&#226;nea pode ser atribu&#237;da ao fato de os procedimentos e t&#233;cnicas realizadas pelos profissionais de enfermagem serem de car&#225;ter invasivo, e os materiais perfurocortantes representarem alguns dos principais instrumentos utilizados na pr&#225;tica di&#225;ria desses profissionais.<sup>20</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A exposi&#231;&#227;o percut&#226;nea &#233; um tipo de exposi&#231;&#227;o importante, envolve instrumentos perfurocortantes, portanto suscet&#237;veis a contamina&#231;&#227;o com fluidos biol&#243;gicos contaminados por pat&#243;genos como o HIV e os v&#237;rus das hepatites.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, o sangue foi o material biol&#243;gico ao qual os trabalhadores foram expostos com maior frequ&#234;ncia no momento do acidente. Este achado &#233; condizente com a frequ&#234;ncia encontrada pelo estudo de Votuporanga-SP,<sup>5</sup> de 98,0%, por sua vez repartida em propor&#231;&#245;es de 73,7% para um hospital filantr&#243;pico de grande porte e de 26,3% para uma entidade privada. Acidentes de trabalho com material biol&#243;gico ocorridos em unidades b&#225;sicas de sa&#250;de (UBS) representaram 29,3% da totalidade de registros de sua microrregi&#227;o de cobertura, segundo o estudo de Florian&#243;polis-SC supracitado, desenvolvido com as fichas de notifica&#231;&#227;o do Centro de Refer&#234;ncia Regional em Sa&#250;de do Trabalhador da Macrorregi&#227;o de Florian&#243;polis.<sup>12</sup> Ainda de acordo com o referido estudo, o contato com sangue correspondeu a 69,5% desses acidentes, possivelmente atribu&#237;dos ao fato de o sangue estar presente nos procedimentos invasivos, que representam maiores riscos entre os ATMB.<sup>13</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os ATMB, especialmente quando envolvem o sangue, s&#227;o considerado situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia, haja vista sua maior gravidade e risco de soroconvers&#227;o por pat&#243;genos veiculados no sangue, como o HIV e o HBV, devendo a profilaxia p&#243;s-exposi&#231;&#227;o - PPE - ser iniciada nas primeiras horas ap&#243;s o acidente, caso necess&#225;ria.<sup>6,12,19</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; situa&#231;&#227;o vacinal apresentada pelas v&#237;timas de ATMB deste estudo, a pesquisa realizada no Hospital Santa Casa de Miseric&#243;rdia de Pelotas,<sup>13 </sup>no per&#237;odo de janeiro de 2004 a junho de 2008, encontrou resultado semelhante: 88,3% dos acidentados haviam-se submetido &#224;s tr&#234;s doses indicadas de vacina contra hepatite B; contudo, 22,6% n&#227;o apresentaram comprova&#231;&#227;o imunol&#243;gica contra o HBV. Nota-se que a principal medida para a preven&#231;&#227;o da hepatite B &#233; a vacina&#231;&#227;o, raz&#227;o porque os servi&#231;os de sa&#250;de devem investir em programas de preven&#231;&#227;o contra HBV, como campanhas de vacina&#231;&#227;o, al&#233;m de a&#231;&#245;es educativas no ambiente do servi&#231;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Norma Regulamentadora (NR) 32, publicada pela Portaria do Minist&#233;rio do Trabalho e Emprego/GM n<sup>o</sup> 485, de 11 de novembro de 2005, assegura a todos os trabalhadores de sa&#250;de, gratuitamente, a vacina contra hepatite B e outras, quando necess&#225;rias, devendo essas vacinas constarem do Programa de Controle M&#233;dico de Sa&#250;de Ocupacional (PCMSO). Entretanto, deve-se realizar o exame sorol&#243;gico para a detec&#231;&#227;o de anticorpos protetores contra o HBV, visto que a vacina tem sua efic&#225;cia comprovada entre 95 a 99% dos casos.<sup>21,22</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os acidentes de trabalho com material biol&#243;gico poderiam ser evitados mediante a implementa&#231;&#227;o das medidas de biosseguran&#231;a asseguradas pela NR 32, com participa&#231;&#227;o dos trabalhadores e dos gestores, os quais devem cumprir as recomenda&#231;&#245;es da legisla&#231;&#227;o fornecendo os equipamentos de prote&#231;&#227;o individual (EPI) e os dispositivos de seguran&#231;a necess&#225;rios. Ressalta-se que a utiliza&#231;&#227;o dos EPI em procedimentos que envolvam sangue e outros fluidos biol&#243;gicos, al&#233;m de vestimentas adequadas de prote&#231;&#227;o como o avental, deve ser obrigat&#243;ria. Tamb&#233;m necess&#225;rias, medidas preventivas como a imuniza&#231;&#227;o pr&#233;via contra hepatite, adequa&#231;&#227;o das caixas de descarte de materiais perfurocortantes e educa&#231;&#227;o continuada sobre o tema podem reduzir ou minimizar os riscos de ATMB.<sup>3,20,21</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todavia merece destaque, conforme observado neste estudo, o elevado abandono do tratamento (65,1%) pelos trabalhadores acidentados e, como consequ&#234;ncia, a impossibilidade de determinar se os casos de sorologia positiva para HIV, HCV e HBV foram decorrentes de ATMB anteriores. Ao abandonarem o tratamento, as v&#237;timas de ATMB perdem direitos previdenci&#225;rios e trabalhistas aos quais fariam jus se houvesse a comprova&#231;&#227;o do nexo causal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre as limita&#231;&#245;es deste estudo, destaca-se a prov&#225;vel subnotifica&#231;&#227;o de casos de ATMB, n&#227;o permitindo conhecer a real dimens&#227;o da ocorr&#234;ncia desses acidentes. Acredita-se que tenham sido mais frequentes os registros dos acidentes de maior gravidade. O sub-registro desses acidentes, al&#233;m de impedir an&#225;lises mais robustas, impossibilita o acompanhamento adequado, pelos servi&#231;os de refer&#234;ncia, dos trabalhadores que sofreram ATMB mas n&#227;o notificaram o acidente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados apresentados neste estudo s&#227;o preocupantes e confirmam achados de estudos anteriores sobre a gravidade dos acidentes com exposi&#231;&#227;o biol&#243;gica. O perfil desses acidentes, mantido ao longo dos anos, precisa ser mudado, o que aponta a necessidade de mais investimento para sua preven&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a perspectiva de futuros estudos sobre o tema, poder&#227;o surgir recomenda&#231;&#245;es visando ao aperfei&#231;oamento do sistema de informa&#231;&#245;es vigente, &#224;s quais devem-se somar propostas de interven&#231;&#245;es no sentido de mudan&#231;a nos processos de trabalho e na atitude do trabalhador de sa&#250;de exposto aos materiais biol&#243;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O potencial de contamina&#231;&#227;o do material biol&#243;gico com material infectocontagioso guarda rela&#231;&#227;o direta com a qualidade dos cuidados em sa&#250;de. Especialmente para os profissionais de enfermagem, mais vulner&#225;veis e suas v&#237;timas mais frequentes desde sua forma&#231;&#227;o at&#233; o atendimento &#224; sa&#250;de da popula&#231;&#227;o, os acidentes de trabalho com fluidos biol&#243;gicos e suas consequ&#234;ncias constituem um tema da maior import&#226;ncia, aten&#231;&#227;o e estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Contribui&#231;&#227;o dos autores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Miranda FMD e Giancotti GM contribu&#237;ram no delineamento do estudo, tabula&#231;&#227;o dos dados, interpreta&#231;&#227;o e discuss&#227;o dos resultados e reda&#231;&#227;o do artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Haeffner R contribu&#237;ram no delineamento do estudo, an&#225;lise estat&#237;stica, interpreta&#231;&#227;o e discuss&#227;o dos resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Solheid NLS e Sarquis LMM contribu&#237;ram no delineamento do estudo, interpreta&#231;&#227;o e discuss&#227;o dos resultados e revis&#227;o cr&#237;tica do artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todos os autores aprovaram a vers&#227;o final do manuscrito e declaram serem respons&#225;veis por todos os aspectos do trabalho, garantindo sua precis&#227;o e integridade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Gabinete do Ministro. Portaria n<sup>o</sup> 104, de 25 de janeiro de 2011. Define as terminologias adotadas em legisla&#231;&#227;o nacional, conforme o disposto no Regulamento Sanit&#225;rio Internacional 2005 (RSI 2005), a rela&#231;&#227;o de doen&#231;as, agravos e eventos em sa&#250;de p&#250;blica de notifica&#231;&#227;o compuls&#243;ria em todo o territ&#243;rio nacional e estabelece fluxo, crit&#233;rios, responsabilidades e atribui&#231;&#245;es aos profissionais e servi&#231;os de sa&#250;de. Sa&#250;de Legis&#91;Internet&#93;. 2011 jan 25 &#91;citado 2013 mai 27&#93;. Dispon&#237;vel em:<a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt0104_25_01_2011.html" target="_blank">http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt0104_25_01_2011.html</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Brasil. Lei n<sup>o</sup> 8.213, de 24 de julho de 1991. Disp&#245;e sobre os planos de benef&#237;cios da previd&#234;ncia social e d&#225; outras providencias. Di&#225;rio Oficial da Rep&#250;blica Federativa do Brasil &#91;Internet&#93;. Bras&#237;lia (DF), 1991 jul 25 &#91;citado 2014 mai 14&#93;. Dispon&#237;vel em:<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm</a></font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Valim MD, Marziale MHP. Avalia&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o ocupacional a material biol&#243;gico em servi&#231;os de sa&#250;de. Texto Contexto Enferm. 2011:20 esp:138-46.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Silva JA, Paula VS, Almeida AJ, Villar LM. Investiga&#231;&#227;o de acidentes biol&#243;gicos entre profissionais de sa&#250;de. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2009 jul-set;13(3):508-16.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Dias MAC, Machado AA, Santos BMO. Acidentes ocupacionais por exposi&#231;&#227;o a material biol&#243;gico. Medicina (Ribeir&#227;o Preto). 2012;45(1):12-22.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de. Departamento de A&#231;&#245;es Program&#225;ticas Estrat&#233;gicas. Exposi&#231;&#227;o a materiais biol&#243;gicos. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2006. (S&#233;rie A. Normas e Manuais T&#233;cnicos)</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Gir E, Caffer Netto J, Malaguti SE, Canini SRMS, Hayashida M, Machado AA. Acidente com material biol&#243;gico e vacina&#231;&#227;o contra Hepatite B entre graduandos da &#225;rea da sa&#250;de. Rev Latino-Am Enferm. 2008 mai-jun;16(3):&#91;6 p.&#93;.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Magagnini MAM, Rocha AS, Ayres JA. O significado do acidente de trabalho com material biol&#243;gico para os profissionais de enfermagem. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 20/09/2013    <br>  Aprovado em 02/04/2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>O presente artigo faz parte da pesquisa 'A ades&#227;o ao protocolo de monitoramento ap&#243;s acidente de trabalho por exposi&#231;&#227;o a material biol&#243;gico' e foi elaborado a partir da monografia de conclus&#227;o do curso de Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem da Universidade Federal do Paran&#225;, defendida por Geanna Mendon&#231;a Giancotti e aprovada em 2013.</font></p>      ]]></body><back>
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