<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742015000400023</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conquistas e desafios para o emprego das técnicas de record linkage na pesquisa e avaliação em saúde no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Achievements and challenges for employing record linkage techniques in health research and evaluation in Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia Medina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rejane Sobrino]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camargo Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kenneth Rochel de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Estudos em Saúde Coletiva ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de janeiro RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Medicina Social ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>24</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>795</fpage>
<lpage>802</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742015000400023&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742015000400023&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742015000400023&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: A disponibilidade em formato digital de bases epidemiológicas, administrativas e clínicas, assim como de técnicas de record linkage (RL) que permitem sua vinculação, consolidaram, nas últimas décadas, o uso de dados secundários na pesquisa e avaliação em saúde. Neste artigo, são discutidas as técnicas de RL, seus aspectos metodológicos e éticos e sua aplicação para a construção de registros populacionais. Por fim, reflete-se sobre os desafios para a pesquisa baseada no uso de técnicas de RL no Brasil, em função da adoção de um novo marco legal para a proteção de dados pessoais. Entre as conclusões, ressalta-se a necessidade de formular o quadro de referência legal e operacional para as atividades de vinculação de bases de dados em nosso país, quer para a pesquisa, quer para a gestão.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: The availability of epidemiological, clinical and administrative databases in digital format, in addition to the development of record linkage techniques (RL) which enable researchers to link them together, have helped to consolidate the use of secondary data in health research and evaluation in recent decades. In this article we present a discussion of RL techniques, addressing methodological and ethical aspects as well as their application in building population records. Finally, we consider the challenges for research based on the use of RL techniques in Brazil, due to the adoption of a new legal framework for personal data protection. In conclusion, we emphasize the need to develop a legal and operational framework as a foundation for activities involving record linkage in our country, whether it be for research or managerial purposes.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Registro Médico Coordenado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Bases de Dados como Assunto]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Privacidade]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Medical Record Linkage]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Databases as Topic]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Privacy]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742015000400023</font></span></p>     <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b> APLICA&Ccedil;&Otilde;ES DA EPIDEMIOLOGIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Conquistas e desafios para    o emprego das t&#233;cnicas de <i>record linkage</i> na pesquisa e avalia&#231;&#227;o    em sa&#250;de no Brasil<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Achievements and challenges for employing    record linkage techniques in health research and evaluation in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cl&#225;udia Medina Coeli<sup>1</sup>; Rejane    Sobrino Pinheiro<sup>1</sup>; Kenneth Rochel de Camargo Jr.<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> <sup>1</sup>Universidade Federal do Rio de Janeiro,    Instituto de Estudos em Sa&#250;de Coletiva, Rio de janeiro-RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>2</sup>Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Medicina  Social, Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJETIVO: </b>A disponibilidade em formato    digital de bases epidemiol&#243;gicas, administrativas e cl&#237;nicas, assim    como de t&#233;cnicas de record linkage (RL) que permitem sua vincula&#231;&#227;o,    consolidaram, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, o uso de dados secund&#225;rios    na pesquisa e avalia&#231;&#227;o em sa&#250;de. Neste artigo, s&#227;o discutidas    as t&#233;cnicas de RL, seus aspectos metodol&#243;gicos e &#233;ticos e sua    aplica&#231;&#227;o para a constru&#231;&#227;o de registros populacionais.    Por fim, reflete-se sobre os desafios para a pesquisa baseada no uso de t&#233;cnicas    de RL no Brasil, em fun&#231;&#227;o da ado&#231;&#227;o de um novo marco legal    para a prote&#231;&#227;o de dados pessoais. Entre as conclus&#245;es, ressalta-se    a necessidade de formular o quadro de refer&#234;ncia legal e operacional para    as atividades de vincula&#231;&#227;o de bases de dados em nosso pa&#237;s,    quer para a pesquisa, quer para a gest&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Registro M&#233;dico Coordenado;    Bases de Dados como Assunto; Privacidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>OBJECTIVE: </b>The availability of epidemiological,    clinical and administrative databases in digital format, in addition to the    development of record linkage techniques (RL) which enable researchers to link    them together, have helped to consolidate the use of secondary data in health    research and evaluation in recent decades. In this article we present a discussion    of RL techniques, addressing methodological and ethical aspects as well as their    application in building population records. Finally, we consider the challenges    for research based on the use of RL techniques in Brazil, due to the adoption    of a new legal framework for personal data protection. In conclusion, we emphasize    the need to develop a legal and operational framework as a foundation for activities    involving record linkage in our country, whether it be for research or managerial    purposes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Medical Record Linkage, Databases    as Topic; Privacy.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos &#250;ltimos anos, ocorreu uma expans&#227;o    sem precedentes do acervo de dados dispon&#237;veis para utiliza&#231;&#227;o    na pesquisa, vigil&#226;ncia e avalia&#231;&#227;o em sa&#250;de. Esse crescimento    &#233; resultado do aumento do uso da internet no acesso a informa&#231;&#245;es,    participa&#231;&#227;o em redes sociais e utiliza&#231;&#227;o de aplicativos    web, especialmente desde dispositivos m&#243;veis. Termos como <i>big data</i>,    minera&#231;&#227;o de dados (<i>data mining</i>), de texto (<i>text mining</i>)    e da <i>web</i> (<i>web mining</i>) passaram a fazer parte do vocabul&#225;rio    da pesquisa em sa&#250;de populacional.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; indiscut&#237;vel que o maior volume e    variedade de dados, juntamente com a aplica&#231;&#227;o de t&#233;cnicas para    extra&#231;&#227;o de conhecimento, contribui para a pesquisa e avalia&#231;&#227;o    em sa&#250;de. Entretanto, alguns problemas podem limitar os ganhos potenciais    do uso desse rico acervo de dados. O perfil selecionado de usu&#225;rios dos    servi&#231;os dispon&#237;veis na internet, a aplica&#231;&#227;o pelos gestores    desses servi&#231;os de filtros que n&#227;o s&#227;o divulgados e a vulnerabilidade    para a identifica&#231;&#227;o de correla&#231;&#245;es entre eventos explicados    somente pelo acaso s&#227;o quest&#245;es que devem ser consideradas.<sup>2,3</sup>    Iniciativas como, por exemplo, o programa Big Data to Knowledge (BD2K), implementado    pelo National Institute of Health dos Estados Unidos da Am&#233;rica (NIH/USA),    buscam explorar o potencial do <i>big data</i> na pesquisa em sa&#250;de populacional.<sup>4</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que a era do <i>big data</i> em sa&#250;de    se encontre em seu est&#225;gio inicial,<sup>5</sup> a disponibilidade em formato    digital de bases epidemiol&#243;gicas, administrativas e cl&#237;nicas, assim    como de t&#233;cnicas de <i>record linkage</i> que permitem sua vincula&#231;&#227;o,    consolidaram, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, o uso de dados secund&#225;rios    na pesquisa e avalia&#231;&#227;o em sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo tem por objetivo discutir as t&#233;cnicas    de <i>record linkage</i>, seus aspectos metodol&#243;gicos e &#233;ticos, assim    como sua aplica&#231;&#227;o na constru&#231;&#227;o de registros populacionais.    Por fim, &#233; feita uma reflex&#227;o sobre os desafios    para a pesquisa baseada no uso de t&#233;cnicas de RL no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b><i>Record linkage</i></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Record linkage</i> (RL) &#233; o processo de    (i) combina&#231;&#227;o de registros de um mesmo indiv&#237;duo presentes em    duas bases de dados distintas, ou de (ii) identifica&#231;&#227;o, em uma mesma    base, de registros que se referem ao mesmo indiv&#237;duo.<sup>6</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A combina&#231;&#227;o de bases de dados traz    como vantagem permitir que hip&#243;teses etiol&#243;gicas possam ser melhor    exploradas com o uso de dados secund&#225;rios, uma vez que torna dispon&#237;vel    para an&#225;lise um conjunto maior de vari&#225;veis, facilitando o ajuste    para vari&#225;veis de confus&#227;o. Outra vantagem da aplica&#231;&#227;o    do RL &#233; possibilitar a realiza&#231;&#227;o de estudos longitudinais, retrospectivos    ou prospectivos.<sup>7</sup> Pode-se, inclusive, acompanhar a ocorr&#234;ncia    de eventos de sa&#250;de no curso de vida de um indiv&#237;duo, desde o nascimento    at&#233; a morte.<sup>8</sup> O RL tamb&#233;m &#233; empregado na melhora da    qualidade de dados de bases de sa&#250;de, permitindo a identifica&#231;&#227;o    e elimina&#231;&#227;o de registros duplicados, o preenchimento de dados faltantes,    a corre&#231;&#227;o de campos registrados com valores n&#227;o v&#225;lidos,    assim como a corre&#231;&#227;o de subregistro.<sup>9</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>T&#233;cnicas de RL</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando as bases a serem vinculadas apresentam    um identificador un&#237;voco, o RL &#233; relativamente simples, pois a maioria    dos programas gerenciadores de bases de dados e dos pacotes estat&#237;sticos    trazem comandos para a realiza&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o baseada    em um campo-chave. Entretanto, a maioria das bases de interesse para estudos    na &#225;rea de sa&#250;de n&#227;o apresenta um identificador un&#237;voco    comum, sendo necess&#225;rio empregar m&#250;ltiplos campos que armazenam dados    pessoais. Nesse caso, o RL envolve v&#225;rias etapas, empregando distintas    estrat&#233;gias em cada uma delas. Uma discuss&#227;o abrangente e atualizada    sobre as diferentes estrat&#233;gias dispon&#237;veis pode ser encontrada no    livro de Peter Christen.<sup>6</sup> S&#227;o apresentadas a seguir, de forma    resumida, as principais etapas envolvidas em RL.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A primeira etapa consiste no pr&#233;-processamento    das bases, que abrange a limpeza de dados, a padroniza&#231;&#227;o de conte&#250;dos    e formatos, a quebra dos campos 'nome' e 'endere&#231;o' em seus componentes    (<i>parsing</i>) e a cria&#231;&#227;o de c&#243;digos fon&#233;ticos. O pr&#233;-processamento    &#233; realizado apenas uma vez em cada base, e as bases limpas e padronizadas    resultantes podem ser utilizadas em projetos futuros de vincula&#231;&#227;o    de dados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A etapa seguinte vem a ser a indexa&#231;&#227;o    ou blocagem (do termo em ingl&#234;s <i>blocking</i>), com o prop&#243;sito    de reduzir o n&#250;mero de <i>links</i> de registros que ser&#227;o enviados    para compara&#231;&#227;o e classifica&#231;&#227;o. O processo tradicional    consiste em particionar os dois arquivos, relativamente aos valores de um ou    mais campos constitutivos da chave de indexa&#231;&#227;o - por exemplo: sexo    + c&#243;digo fon&#233;tico do primeiro nome + c&#243;digo fon&#233;tico do    &#250;ltimo nome. As compara&#231;&#245;es de registros s&#227;o, ent&#227;o,    restritas a registros que concordam no valor dessa chave. A indexa&#231;&#227;o    &#233; um <i>trade-off</i> entre comparar muitos pares de registros e a vulnerabilidade    &#224; perda de <i>links</i> verdadeiros. Com o objetivo de minimizar essas    perdas, os projetos de vincula&#231;&#227;o de bases s&#227;o realizados em    m&#250;ltiplos passos, empregando-se, em cada um deles, uma chave de indexa&#231;&#227;o    formada por uma combina&#231;&#227;o diferente de campos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>links</i> formados na etapa anterior s&#227;o    processados nas etapas de compara&#231;&#227;o e classifica&#231;&#227;o. Na    compara&#231;&#227;o, s&#227;o empregadas fun&#231;&#245;es exatas ou aproximadas,    que indicam semelhan&#231;a entre dois atributos (concord&#226;ncia parcial).    As fun&#231;&#245;es de compara&#231;&#227;o s&#227;o espec&#237;ficas para    cada tipo de dado - por exemplo: cadeias de caracteres, n&#250;meros, datas.    Para cada <i>link</i> de registros, o resultado relativo &#224; similaridade    de cada atributo &#233; armazenado em um vetor num&#233;rico. Finalmente, o    vetor de similaridade &#233; empregado no processo de classifica&#231;&#227;o    autom&#225;tica, considerando-se que se a semelhan&#231;a entre dois registros    &#233; t&#227;o evidente, o mais prov&#225;vel &#233; ambos os registros referirem-se    ao mesmo indiv&#237;duo. O resultado final &#233; a classifica&#231;&#227;o    do <i>link</i> em par verdadeiro ou falso; sen&#227;o, em caso de d&#250;vida    sobre o par, os registros s&#227;o encaminhados para revis&#227;o manual.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As t&#233;cnicas de <i>linkage</i> mais frequentemente    empregadas s&#227;o a determin&#237;stica e a probabil&#237;stica. As t&#233;cnicas    determin&#237;sticas usam fun&#231;&#245;es exatas de compara&#231;&#227;o e    abordagem classificat&#243;ria fundada em regras definidas e baseadas em conhecimento    especializado, sendo necess&#225;rio desenvolver rotinas de computa&#231;&#227;o    espec&#237;ficas para cada projeto. J&#225; a t&#233;cnica probabil&#237;stica,    baseada no modelo de Fellegi &amp; Sunter,<sup>10 </sup>utiliza fun&#231;&#245;es    de compara&#231;&#227;o aproximadas. Pesos diferentes s&#227;o atribu&#237;dos    a cada campo com base em seu poder de discrimina&#231;&#227;o e vulnerabilidade    ao erro, sendo calculado um escore indicativo do qu&#227;o veross&#237;mil &#233;    dois registros pertencerem ao mesmo indiv&#237;duo. Trata-se de uma solu&#231;&#227;o    geral, aplic&#225;vel a diferentes projetos de <i>linkage. </i>Uma s&#233;rie    de <i>softwares open source </i>e comerciais implementam essa t&#233;cnica,<sup>6</sup>    que n&#227;o requer habilidades especiais em programa&#231;&#227;o. O <i>software    </i>OpenReclink (<a href="http://reclink.sourceforge.net/" target="_blank">http://reclink.sourceforge.net/</a>),<sup>11    </sup>desenvolvido pelos autores deste artigo, implementa o modelo de Fellegi    &amp; Sunter e representa uma evolu&#231;&#227;o do <i>software </i>Reclink.<sup>12</sup>    A vers&#227;o <i>open, </i>al&#233;m do c&#243;digo aberto, traz como novidades    seu car&#225;ter de multiplataforma, multilinguagem e uma revis&#227;o da rotina    de deduplica&#231;&#227;o. A vers&#227;o Linux j&#225; est&#225; em uso corrente,    no laborat&#243;rio do Instituto de Estudos em Sa&#250;de Coletiva da Universidade    Federal do Rio de Janeiro (IESC-UFRJ) (LinkDataPop), no desenvolvimento de projetos    de grande porte, apresentando boa performance e estabilidade. Uma alternativa    aos modelos anteriormente descritos &#233; o uso de rotinas baseadas em aprendizado    de m&#225;quina <i>(machine learning). </i>Esse modelo &#233; implementado pelo    <i>software </i>ChoiceMaker (<a href="http://oscmt.sourceforge.net/" target="_blank">http://oscmt.sourceforge.net/</a>),    o mesmo adotado pelo The Centre for Health Record Linkage (CheReL) (NSW, Austr&#225;lia).<sup>13</sup>    O modelo de classifica&#231;&#227;o baseia-se na utiliza&#231;&#227;o de regras,    que s&#227;o ponderadas aplicando-se t&#233;cnicas de aprendizado de m&#225;quina.    O peso de cada regra &#233; empregado para o c&#225;lculo de um escore que indica    qu&#227;o veross&#237;mil &#233; dois registros pertencerem ao mesmo indiv&#237;duo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#f1">figura 1</a> ilustra a tela inicial    do programa OpenReclink.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v24n4/4a23f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Independentemente do modelo adotado, uma parte    dos <i>links </i>classificados como objeto de d&#250;vida na etapa de classifica&#231;&#227;o    autom&#225;tica necessitar&#225; ser submetida a revis&#227;o manual, para sua    classifica&#231;&#227;o definitiva. Esta etapa demanda, portanto, o maior consumo    de recursos humanos e horas para sua realiza&#231;&#227;o. Por exemplo, em um    estudo realizado por estes pesquisadores, com o objetivo de identificar o n&#250;meros    de filhos vivos anteriores de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos no    estado do Rio de Janeiro entre 2007 e 2008, foi processada uma base com cerca    de 2.400.000 registros, e consumidas cerca de 800 horas no processo de revis&#227;o.    Para otimizar o processo de revis&#227;o manual, tomando-se por base a experi&#234;ncia    de especialistas em revis&#227;o, foi desenvolvida uma rotina de classifica&#231;&#227;o    autom&#225;tica de <i>links </i>baseada em 20 crit&#233;rios distintos, gerando    uma nota final para cada <i>link. </i>O algoritmo foi testado em uma aplica&#231;&#227;o    envolvendo o <i>linkage </i>entre as bases do Sistema de Informa&#231;&#227;o    de Agravos de Notifica&#231;&#227;o - Aids (Sinan-Aids) e do Sistema de Informa&#231;&#245;es    sobre Mortalidade (SIM), demonstrando boa performance.<sup>14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A &#250;ltima etapa de um projeto de <i>linkage    </i>de bases de dados deve envolver a avalia&#231;&#227;o da qualidade do processo    em termos de propor&#231;&#227;o de pares que deixaram de ser formados, a despeito    de se referirem ao mesmo indiv&#237;duo, e de pares falsos, i.e., associando    indiv&#237;duos diferentes. Todavia, essa etapa &#233; pouco valorizada em estudos    brasileiros que empregam t&#233;cnicas de RL.<sup>15</sup> &#201; preciso dedicar    maior aten&#231;&#227;o &#224; avalia&#231;&#227;o dos processos de <i>linkage    </i>realizados no Brasil, haja vista a informa&#231;&#227;o sobre endere&#231;o    registrada em nossas bases de dados nem sempre permitir sua utiliza&#231;&#227;o    no processamento autom&#225;tico, e alguns sobrenomes (ex. Silva) e nomes (ex.    Maria) serem bastante frequentes no Brasil,<sup>16</sup> aumentando a vulnerabilidade    para a forma&#231;&#227;o de pares falso-positivos na etapa de classifica&#231;&#227;o    autom&#225;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>&#201;tica e privacidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desde a publica&#231;&#227;o dos artigos seminais    sobre RL de Newcombe e colaboradores<sup>17</sup> e de Fellegi &amp; Sunter<sup>18</sup> ao final das d&#233;cadas de 1950    e 1960, respectivamente, novas tecnologias de informa&#231;&#227;o foram introduzidas,    levando a um aumento expressivo da capacidade de armazenamento e processamento    de bases de dados. O livro de Peter Christen,<sup>6</sup> j&#225; mencionado    neste artigo, discute v&#225;rias solu&#231;&#245;es capazes de otimizar o RL,    tanto em termos de tempo de processamento como de acur&#225;cia. Hoje, a maior    barreira para a aplica&#231;&#227;o de t&#233;cnicas de RL na pesquisa e avalia&#231;&#227;o    em sa&#250;de n&#227;o reside na t&#233;cnica e sim na &#233;tica, uma vez que    a maioria dos processos de RL demanda o acesso a dados pessoais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios pa&#237;ses do mundo contam com legisla&#231;&#245;es    orientadas &#224; prote&#231;&#227;o individual, no que tange &#224; utiliza&#231;&#227;o    de dados pessoais em pesquisas e avalia&#231;&#245;es de sa&#250;de. Essas legisla&#231;&#245;es    determinam que o acesso aos dados somente possa ser feito mediante autoriza&#231;&#227;o    do indiv&#237;duo. Reconhecendo a necessidade da busca de um equil&#237;brio    entre a garantia dos direitos individuais e os potenciais ganhos para a sa&#250;de    da coletividade, essas mesmas legisla&#231;&#245;es, geralmente, tratam o uso    para pesquisa como uma exce&#231;&#227;o leg&#237;tima, permitindo que o    acesso a dados pessoais seja feito sem esse consentimento, desde que o projeto    de pesquisa atenda a uma s&#233;rie de requisitos. Entre esses requisitos, a    proposta do estudo deve estar de acordo com certas diretrizes &#233;ticas para    ser aprovada por um comit&#234; de &#233;tica em pesquisa habilitado. As diretrizes    &#233;ticas para estudos epidemiol&#243;gicos adotadas pelo Council for International    Organizations of Medical Sciences (CIOMS)<sup>19 </sup>preveem a libera&#231;&#227;o    da exig&#234;ncia do consentimento livre e esclarecido quando: a pergunta da    pesquisa &#233; relevante para a sociedade; a pergunta implica risco m&#237;nimo    para o sujeito da pesquisa; os pesquisadores asseguram a n&#227;o viola&#231;&#227;o    de direitos individuais e coletivos; s&#227;o adotadas normas que garantem a    seguran&#231;a, a privacidade e o anonimato das informa&#231;&#245;es; e a solicita&#231;&#227;o    de consentimento inviabilizaria o estudo, pela dificuldade em operacionaliz&#225;-lo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em uma revis&#227;o sistem&#225;tica, encontrou-se    uma propor&#231;&#227;o elevada de pedidos de consentimento para RL na maioria    dos estudos observados,<sup>20</sup> embora quase todos os casos em que o consentimento    foi solicitado envolvessem coleta de dados prim&#225;rios. A experi&#234;ncia    com a solicita&#231;&#227;o de consentimento diretamente &#224; popula&#231;&#227;o    geral - por exemplo, em programas de doa&#231;&#227;o de &#243;rg&#227;os -    sugere que sua operacionaliza&#231;&#227;o seja mais problem&#225;tica ainda,    sofrendo, inclusive, influ&#234;ncia do tipo de quest&#227;o apresentada pela    solicita&#231;&#227;o - consentimento expl&#237;cito (<i>opt in) versus </i>consentimento    impl&#237;cito (<i>opt </i>out).<sup>21</sup> Um relat&#243;rio elaborado pelo    Committee on Health Research and the Privacy of Health Information/Institute    of Medicine<sup>22</sup> recomenda que a solicita&#231;&#227;o do consentimento    esclarecido sobre o uso de informa&#231;&#245;es pessoais para fins da pesquisa    e avalia&#231;&#227;o em sa&#250;de seja substitu&#237;da por uma maior &#234;nfase    na implementa&#231;&#227;o de medidas que garantam transpar&#234;ncia ao uso,    seguran&#231;a e confidencialidade das informa&#231;&#245;es utilizadas. Austr&#225;lia,<sup>23</sup>    Canad&#225;<sup>24</sup> e Pa&#237;s de Gales,<sup>25</sup> por exemplo, t&#234;m    experi&#234;ncia consolidada na implanta&#231;&#227;o de unidades de vincula&#231;&#227;o    de dados, que proporcionam um ambiente seguro para o armazenamento e processamento    de dados identificados, e ao mesmo tempo, adotam modelos de governan&#231;a    de dados que asseguram um equil&#237;brio entre a preserva&#231;&#227;o do direito    &#224; privacidade e os ganhos potenciais advindos de seu uso na avalia&#231;&#227;o    e pesquisa populacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, em 2011, foi promulgada a Lei de Acesso    &#224; Informa&#231;&#227;o (Lei ordin&#225;ria no 12.527, de 18 de novembro    de 2011),<sup>26</sup> que regulamenta o direito ao acesso &#224; informa&#231;&#227;o    p&#250;blica. No que diz respeito &#224;s informa&#231;&#245;es pessoais, a    Lei determina que esse acesso seja feito exclusivamente com o consentimento    da pessoa. A mesma Lei admite, entretanto, a desobriga&#231;&#227;o desse consentimento    em algumas situa&#231;&#245;es, incluindo a realiza&#231;&#227;o de pesquisa    cient&#237;fica. Em julho de 2015, foi encerrado o per&#237;odo de consulta    p&#250;blica ao anteprojeto de lei para a prote&#231;&#227;o de dados pessoais    (<a href="http://pensando.mj.gov.br/dadospessoais/" target="_blank">http://pensando.mj.gov.br/dadospessoais/</a>).    O texto desse anteprojeto tamb&#233;m prev&#234; que a pesquisa cient&#237;fica    seja tratada como exce&#231;&#227;o no que tange &#224; exig&#234;ncia do consentimento,    sem apresentar maiores detalhes - a serem definidos, provavelmente, mediante    regulamenta&#231;&#227;o complementar. J&#225; a Resolu&#231;&#227;o do Conselho    Nacional de Sa&#250;de (CNS) n<sup>o</sup> 466, de 12 de dezembro de 2012, ao    regulamentar a pesquisa envolvendo seres humanos (<a href="http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf</a>),  prev&#234; a dispensa do consentimento em seu cap&#237;tulo IV, item 8:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93; Nos casos em que seja invi&#225;vel a obten&#231;&#227;o    do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ou que esta obten&#231;&#227;o    signifique riscos substanciais &#224; privacidade e confidencialidade dos dados    do participante ou aos v&#237;nculos de confian&#231;a entre pesquisador e pesquisado,    a dispensa do TCLE deve ser justificadamente solicitada pelo pesquisador respons&#225;vel    ao Sistema CEP/CONEP, para aprecia&#231;&#227;o, sem preju&#237;zo do posterior    processo de esclarecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Portanto, de forma semelhante a outros pa&#237;ses,    a legisla&#231;&#227;o brasileira, ao mesmo tempo que busca assegurar o direito    &#224; privacidade, admite a libera&#231;&#227;o do pedido de consentimento    de indiv&#237;duos para utiliza&#231;&#227;o de suas informa&#231;&#245;es em    situa&#231;&#245;es de pesquisa, buscando alcan&#231;ar um equil&#237;brio entre    a necessidade de prote&#231;&#227;o dos direitos individuais e os potencias    ganhos para a sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Unidades de vincula&#231;&#227;o de dados    (<i>data linkage units</i>)</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&#231;&#227;o &#224;s aplica&#231;&#245;es    de RL, uma das mais interessantes &#233; sua utilidade para a constru&#231;&#227;o    de registros de sa&#250;de. Esses registros s&#227;o formados pela integra&#231;&#227;o    rotineira de bases de sa&#250;de (vitais, administrativas, cl&#237;nicas...)    e de outros setores (educa&#231;&#227;o, por ex.). Uma vez constitu&#237;dos,    os registros permitem, de forma eficiente    e preservando a privacidade, gerar bases espec&#237;ficas capazes de responder    a quest&#245;es de interesse para a pesquisa e a avalia&#231;&#227;o em sa&#250;de.    Ademais, o RL permite que dados coletados primariamente possam ser integrados    com as bases do registro, auxiliando o seguimento longitudinal de participantes.    Os registros s&#227;o implantados em unidades dotadas de infraestrutura suficiente    para garantir o processamento e a cust&#243;dia segura de grande volume de dados    identificados. Lembre-se que todas as unidades realizam a governan&#231;a dos    dados, segundo protocolos publicizados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os pa&#237;ses com experi&#234;ncias mais consolidadas    na implanta&#231;&#227;o desse modelo de unidade de vincula&#231;&#227;o de    dados s&#227;o Austr&#225;lia, Canad&#225;, Pa&#237;s de Gales e Esc&#243;cia.    Desde 2007, a Austr&#225;lia vem implementando uma rede nacional de unidades    de <i>linkage </i>de dados (The Population Health Research Network &#91;PHRN&#93;) (<a href="http://www.phrn.org.au/about-us/overview" target="_blank">http://www.phrn.org.au/about-us/overview</a>).    Mais recentemente, foi implantada no Reino Unido uma rede formada por quatro    unidades de <i>linkage </i>de dados, The Farr Institute of Health Informatics    Research (<a href="http://www.farrinstitute.org/" target="_blank">http://www.farrinstitute.org/</a>).    Embora os modelos dessas unidades variem em alguns aspectos,<sup>27</sup> todos    t&#234;m como miss&#227;o (i) integrar bases de dados de natureza diversa e    (ii) disponibilizar bases derivadas n&#227;o identificadas para fins de avalia&#231;&#227;o    e pesquisa. Essas unidade tamb&#233;m s&#227;o encarregadas de desenvolver t&#233;cnicas    de processamento e an&#225;lise de dados secund&#225;rios, al&#233;m de promover    a capacita&#231;&#227;o de t&#233;cnicos em sa&#250;de e pesquisadores nas tem&#225;ticas    de RL e an&#225;lise de dados secund&#225;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 2008, foi criada a International Health Data    Linkage Network (IHDLN) (<a href="http://www.ipdln.org/" target="_blank">http://www.ipdln.org/</a>),    uma rede internacional com o prop&#243;sito de estimular a coopera&#231;&#227;o    entre pesquisadores e unidades de <i>data linkage </i>em temas como tecnologia    de informa&#231;&#227;o, RL e an&#225;lise de dados secund&#225;rios. Em 2014,    no sentido de melhor caracterizar o tipo de pesquisa realizada pelos membros    dessa rede internacional, ela passou a se denominar The International Population    Data Linkage Network (IPDLN). Atualmente, s&#227;o afiliadas &#224; rede 23    unidades <i>linkage </i>de dados, localizadas na Austr&#225;lia (nove), Canad&#225;    (sete), Reino Unido (cinco), Alemanha (uma) e Nova Zel&#226;ndia (uma). Considerando-se    o pa&#237;s de origem dos pesquisadores membros - 34 pa&#237;ses -, a representatividade    geogr&#225;fica &#233; maior. O Brasil, at&#233; o momento da elabora&#231;&#227;o    deste artigo, &#233; o &#250;nico pa&#237;s da Am&#233;rica do Sul com membros    participantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Experi&#234;ncia brasileira em RL</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Artigos sobre RL em sa&#250;de no Brasil come&#231;aram    a ser publicados em meados da d&#233;cada de 1990.<sup>28</sup> Desde ent&#227;o,    essa produ&#231;&#227;o vem aumentando, em n&#250;mero e variedade de autores    e institui&#231;&#245;es de origem. Uma busca realizada na base PubMed em 11    de outubro de 2015, empregando a chave 'record linkage AND (Brasil OR Brazil)',    levantou 68 artigos. Contudo, &#233; importante considerar que esse n&#250;mero    n&#227;o reflete a produ&#231;&#227;o total de manuscritos, muitos publicados    em peri&#243;dicos n&#227;o indexados na base PubMed. Um exemplo destes &#233;    o n&#250;mero tem&#225;tico do peri&#243;dico <i>Cadernos de Sa&#250;de Coletiva    </i>dedicado ao RL (<a href="http://www.cadernos.iesc.ufrj.br/cadernos/index.php/features-sp-417739839/2006/no2-abr-jun" target="_blank">http://www.cadernos.iesc.ufrj.br/cadernos/index.php/features-sp-417739839/2006/no2-abr-jun</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Concomitantemente &#224;s aplica&#231;&#245;es    de RL na pesquisa, tamb&#233;m houve interesse de gestores na incorpora&#231;&#227;o    do RL para reduzir a subnotifica&#231;&#227;o de eventos e melhorar a qualidade    das bases de dados em sa&#250;de. A parceria entre pesquisadores e gestores    dos n&#237;veis federal, estadual e municipal aconteceu via projetos voltados    ao desenvolvimento de solu&#231;&#245;es de RL, seja no apoio &#224; vigil&#226;ncia    e monitoramento em sa&#250;de, seja na capacita&#231;&#227;o de t&#233;cnicos    de sa&#250;de sobre o tema. Resultado positivo dessa parceria foi a ado&#231;&#227;o,    a partir de 2004, de t&#233;cnicas de RL para corre&#231;&#227;o da subnotifica&#231;&#227;o    de casos de aids no Sinan.<sup>29</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Frente &#224;s in&#250;meras possibilidades da    utiliza&#231;&#227;o do RL e seu potencial de contribui&#231;&#227;o para o    aprimoramento da qualidade da informa&#231;&#227;o em sa&#250;de, e aos recentes    avan&#231;os no marco legal e regulat&#243;rio (Lei de Acesso &#224; Informa&#231;&#227;o    e Resolu&#231;&#227;o CNS n<sup>o</sup> 466/2012), mostram-se necess&#225;rias    mudan&#231;as na forma como a pesquisa em RL vem sendo realizada no pa&#237;s.    &#201; mister que o Brasil adote um modelo nacional de vincula&#231;&#227;o    de bases de dados populacionais, e a experi&#234;ncia internacional, baseada    em unidades de vincula&#231;&#227;o de dados, pode servir como uma refer&#234;ncia    para a constru&#231;&#227;o do modelo brasileiro. &#201; fundamental que quest&#245;es    como a especificidade da legisla&#231;&#227;o do pa&#237;s, nossa experi&#234;ncia    na produ&#231;&#227;o e dissemina&#231;&#227;o de dados secund&#225;rios, al&#233;m    do grande volume e abrang&#234;ncia nacional das bases brasileiras sejam considerados    na formula&#231;&#227;o do modelo a ser adotado. Tamb&#233;m &#233; importante    criar mecanismos que permitam a pesquisadores, gestores, custodiantes de dados    e representantes da sociedade civil trabalharem juntos, na adapta&#231;&#227;o    do modelo internacional &#224;s especificidades    brasileiras. Uma iniciativa nesse sentido foi o 'Semin&#225;rio sobre Vincula&#231;&#227;o    de Bases de Dados na Sa&#250;de', realizado no Rio de Janeiro-RJ, em outubro    de 2014. Organizado pelo Departamento de Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico    de Sa&#250;de (Datasus)/Minist&#233;rio da Sa&#250;de, o semin&#225;rio contou    com a participa&#231;&#227;o de atores envolvidos no processo de gera&#231;&#227;o,    cust&#243;dia e an&#225;lise de dados no &#226;mbito da sa&#250;de, al&#233;m    de representantes convidados de tr&#234;s pa&#237;ses com marcante desenvolvimento    nessa &#225;rea: Canad&#225;, Pa&#237;s de Gales e Austr&#225;lia. &#201; importante    que essa iniciativa tenha seguimento, na formula&#231;&#227;o de um quadro de    refer&#234;ncia legal e operacional para as atividades de vincula&#231;&#227;o    de bases de dados em nosso pa&#237;s, quer para a pesquisa e an&#225;lise, quer    para a gest&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o pelo pa&#237;s de seu pr&#243;prio    modelo institucional para uma quest&#227;o t&#227;o complexa demandar&#225;    algum tempo. Entretanto, a simples manuten&#231;&#227;o do <i>status quo </i>&#233;    indesej&#225;vel, tendo em vista que algumas pr&#225;ticas, de uso corrente    at&#233; aqui, podem conflitar com uma nova legisla&#231;&#227;o sobre acesso    a dados. Por isso, &#233; fundamental que se estabele&#231;a, o mais brevemente    poss&#237;vel, um conjunto de regras de transi&#231;&#227;o para o acesso a    bases de dados identificadas que sejam compat&#237;veis com a legisla&#231;&#227;o    vigente, sem preju&#237;zo &#224; continuidade dos projetos em andamento, at&#233;    que se disponha de um novo modelo, capaz de garantir os avan&#231;os e ganhos    conquistados com a pesquisa baseada em RL no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Salath&#233; M, Bengtsson L, Bodnar TJ, Brewer    DD, Brownstein JS, Buckee C, et al. Digital epidemiology. PLoS Comput Biol.    2012 Jul;8(7):e1002616.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Ruths D, Pfeffer J. Social media for large    studies of behavior. Science. 2014 Nov;346(6213):1063-4.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Khoury MJ, Ioannidis JP. Medicine. Big data    meets public health. Science. 2014 Nov;346(6213):1054-5.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Kaplan RM, Riley WT, Mabry PL. News from the    NIH: leveraging big data in the behavioral sciences. Transl Behav Med. 2014    Sep;4(3):229-31.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Chiavegatto Filho ADP. Uso de big data em    sa&#250;de no Brasil: perspectivas para um futuro pr&#243;ximo. Epidemiol Serv    Saude. 2015 abr-jun;24(2):325-32.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Christen P. Data matching: concepts and techniques    for record linkage, entity resolution, and duplicate detection. New York: Springer-Verlag    Berlin Heidelberg; 2012.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Vidal EI, Coeli CM, Pinheiro RS, Camargo J&#250;nior    KR. Mortality within 1 year after hip fracture surgical repair in the elderly    according to postoperative period: a probabilistic record linkage study in Brazil.    Osteoporos Int. 2006 Oct;17(10):1569-76.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Kramer MR, Dunlop AL, Hogue CJ. Measuring    women's cumulative neighborhood deprivation exposure using longitudinally linked    vital records: a method for life course MCH research. Matern Child Health J.    2014 Feb;18(2):478-87.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Bartholomay P, Oliveira GP, Pinheiro RS, Vasconcelos    AMN. Melhoria da qualidade das informa&#231;&#245;es sobre tuberculose a partir    do relacionamento entre bases de dados. Cad Saude Publica. 2014 nov;30(11):2459-70.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Herzog TN, Scheuren FJ, Winkler WE. Data    quality and record linkage techniques. New York: Springer-Verlag; 2007.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Camargo J&#250;nior KR, Coeli CM. Going open    source: some lessons learned from the development of    OpenRecLink. Cad Saude Publica. 2015 Feb;31(2):257-63.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Camargo J&#250;nior KR, Coeli CM. Reclink:    an application for database linkage implementing the probabilistic record linkage    method. Cad Saude Publica. 2000 Apr-Jun;16(2):439-47.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Taylor LK, Irvine K, Iannotti R, Harchak    T, Lim K. Optimal strategy for linkage of datasets containing a statistical    linkage key and datasets with full personal identifiers. BMC Med Inform Decis    Mak. 2014 Sep;14:85.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Lucena F. Redes neurais artificiais na identifica&#231;&#227;o    de registros de um mesmo indiv&iacute;duo no relacionamento de bases de dados distintas    &#91;disserta&#231;&#227;o&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Universidade Federal do Rio de    Janeiro; 2013.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Coeli CM. A qualidade do linkage de dados    precisa de mais aten&#231;&#227;o. Cad Saude Publica. 2015 jul;31(7):1349-50.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Coeli CM, Camargo J&#250;nior KR. Avalia&#231;&#227;o    de diferentes estrat&#233;gias de blocagem no relacionamento probabil&#237;stico    de registros. Rev Bras Epidemiol. 2002;5(2):185-96.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Newcombe HB, Kennedy JM, Axford SJ, James    AP. Automatic linkage of vital records: computers can be used to extract &quot;follow-up&quot;    statistics of families from files of routine records. Science. 1959 Oct;130(3381):954-9.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Fellegi IP, Sunter AB. A theory for record    linkage. J Am Stat Assoc. 1969 Dec;64(328):1183-210.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Council for International Organizations of    Medical Sciences. International ethical guidelines on epidemiological studies.    Geneva: Council for International Organizations of Medical Sciences; 2009.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Silva ME, Coeli CM, Ventura M, Palacios M,    Magnanini MM, Camargo TM, et al. Informed consent for record linkage: a systematic    review. J Med Ethics. 2012 Oct;38(10):639-42.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Johnson EJ, Goldstein DG. Defaults and donation    decisions. Transplantation. 2004 Dec;78(12):1713-6.</font><p><font face="Verdana" size="2">22. Sharyl JN, Laura AL, Lawrence OG, editors;    Committee on Health Research and the Privacy of Health Information. Beyond the    HIPAA Privacy Rule: enhancing privacy, improving health through research &#91;Internet&#93;.    Washington, DC: The National Academies Press; 2009 &#91;cited 2015 Oct 9&#93;. Available    from: <a href="http://www.nap.edu/catalog/12458/beyond-the-hipaa-privacy-rule-enhancing-privacy-improving-health-through" target="_blank">http://www.nap.edu/catalog/12458/beyond-the-hipaa-privacy-rule-enhancing-privacy-improving-health-through</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Holman CD, Bass AJ, Rosman DL, Smith MB,    Semmens JB, Glasson EJ, et al. A decade of data linkage in Western Australia:    strategic design, applications and benefits of the WA data linkage system. Aust    Health Rev. 2008 Nov;32(4):766-77.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Pencarrick Hertzman C, Meagher N, McGrail    KM. Privacy by Design at Population Data BC: a case study describing the technical,    administrative, and physical controls for privacy-sensitive secondary use of    personal information for research in the public interest. J Am Med Inform Assoc.    2013 Jan;20(1):25-8.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Jones KH, Ford DV, Jones C, Dsilva R, Thompson    S, Brooks CJ, et al. A case study of the Secure Anonymous Information Linkage    (SAIL) Gateway: a privacy-protecting remote access system for health-related    research and evaluation. J Biomed Inform. 2014 Aug;50:196-204.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Ventura M. Lei de acesso &#224; informa&#231;&#227;o,    privacidade e a pesquisa em sa&#250;de. Cad Saude Publica. 2013 abr;29(4):636-8.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Silva M. Linkage de bases de dados identificadas    em sa&#250;de: consentimento, privacidade e seguran&#231;a da informa&#231;&#227;o    &#91;tese&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2012.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Almeida MF, Jorge MHPM. The use of the &quot;linkage&quot;    technique of information systems in cohort studies on neonatal mortality. Rev    Saude Publica. 1996 Apr;30(2):141-7.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria    de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.    Boletim Epidemiol&#243;gico HIV Aids. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de;    2014. Ano 3 n. 1</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&#231;o    para correspond&#234;ncia:</b></font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><b>Cl&#225;udia Medina Coeli    <br>   </b>Universidade Federal do Rio de Janeiro,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Instituto de Estudos em Sa&#250;de Coletiva,    <br>   Av. Hor&#225;cio Macedo, s/n    <br>   (Pr&#243;ximo a Prefeitura Universit&#225;ria da UFRJ),    <br>   Cidade Universit&#225;ria, Ilha do Fund&#227;o,    <br>   Rio de Janeiro-RJ, Brasil.    <br>   CEP: 21941-598    <br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:coeli@iesc.ufrj.br">coeli@iesc.ufrj.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Os autores recebem bolsa de pesquisa do Conselho    Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq)/Minist&#233;rio    da Ci&#234;ncia, Tecnologia e Inova&#231;&#227;o (MCTI) - Cl&#225;udia Medina    Coeli, Processo no 304101/2011-7; Rejane Sobrino Pinheiro, Processo no 309728/2012-6;    e Kenneth Rochel de Camardo Jr., Processo no 300686/2013-7 - e da Funda&#231;&#227;o    de Amparo &#224; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) - Cl&#225;udia    Medina Coeli, Processo no E26/102.771/2012; e Kenneth Rochel de Camardo Jr.,    Processo no E-26/102.900/2012.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Salathé]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bengtsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bodnar]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brewer]]></surname>
<given-names><![CDATA[DD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brownstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buckee]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Digital epidemiology]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS Comput Biol]]></source>
<year>2012</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>8</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>e1002616</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruths]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pfeffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social media for large studies of behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[Science]]></source>
<year>2014</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>346</volume>
<numero>6213</numero>
<issue>6213</issue>
<page-range>1063-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Khoury]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ioannidis]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medicine. Big data meets public health]]></article-title>
<source><![CDATA[Science]]></source>
<year>2014</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>346</volume>
<numero>6213</numero>
<issue>6213</issue>
<page-range>1054-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaplan]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riley]]></surname>
<given-names><![CDATA[WT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mabry]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[News from the NIH: leveraging big data in the behavioral sciences]]></article-title>
<source><![CDATA[Transl Behav Med]]></source>
<year>2014</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>4</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>229-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiavegatto Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[ADP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uso de big data em saúde no Brasil: perspectivas para um futuro próximo]]></article-title>
<source><![CDATA[Epidemiol Serv Saude]]></source>
<year>2015</year>
<month> a</month>
<day>br</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>325-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Data matching: concepts and techniques for record linkage, entity resolution, and duplicate detection]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer-Verlag Berlin Heidelberg]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vidal]]></surname>
<given-names><![CDATA[EI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camargo Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mortality within 1 year after hip fracture surgical repair in the elderly according to postoperative period: a probabilistic record linkage study in Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Osteoporos Int]]></source>
<year>2006</year>
<month> O</month>
<day>ct</day>
<volume>17</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1569-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kramer]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunlop]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hogue]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring women's cumulative neighborhood deprivation exposure using longitudinally linked vital records: a method for life course MCH research]]></article-title>
<source><![CDATA[Matern Child Health J]]></source>
<year>2014</year>
<month> F</month>
<day>eb</day>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>478-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bartholomay]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[GP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos]]></surname>
<given-names><![CDATA[AMN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Melhoria da qualidade das informações sobre tuberculose a partir do relacionamento entre bases de dados]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2014</year>
<month> n</month>
<day>ov</day>
<volume>30</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>2459-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herzog]]></surname>
<given-names><![CDATA[TN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scheuren]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Data quality and record linkage techniques]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer-Verlag]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camargo Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Going open source: some lessons learned from the development of OpenRecLink]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2015</year>
<month> F</month>
<day>eb</day>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>257-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camargo Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reclink: an application for database linkage implementing the probabilistic record linkage method]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2000</year>
<month> A</month>
<day>pr</day>
<volume>16</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>439-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[LK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irvine]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iannotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harchak]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lim]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Optimal strategy for linkage of datasets containing a statistical linkage key and datasets with full personal identifiers]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Med Inform Decis Mak]]></source>
<year>2014</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>14</volume>
<page-range>85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lucena]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Redes neurais artificiais na identificação de registros de um mesmo indivíduo no relacionamento de bases de dados distintas]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A qualidade do linkage de dados precisa de mais atenção]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2015</year>
<month> j</month>
<day>ul</day>
<volume>31</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>1349-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camargo Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de diferentes estratégias de blocagem no relacionamento probabilístico de registros]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Epidemiol]]></source>
<year>2002</year>
<volume>5</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>185-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Newcombe]]></surname>
<given-names><![CDATA[HB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kennedy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Axford]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[James]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Automatic linkage of vital records: computers can be used to extract "follow-up" statistics of families from files of routine records]]></article-title>
<source><![CDATA[Science]]></source>
<year>1959</year>
<month> O</month>
<day>ct</day>
<volume>130</volume>
<numero>3381</numero>
<issue>3381</issue>
<page-range>954-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fellegi]]></surname>
<given-names><![CDATA[IP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sunter]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A theory for record linkage]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Stat Assoc]]></source>
<year>1969</year>
<month> D</month>
<day>ec</day>
<volume>64</volume>
<numero>328</numero>
<issue>328</issue>
<page-range>1183-210</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Council for International Organizations of Medical Sciences</collab>
<source><![CDATA[International ethical guidelines on epidemiological studies]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Council for International Organizations of Medical Sciences]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ventura]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palacios]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magnanini]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camargo]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Informed consent for record linkage: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[J Med Ethics]]></source>
<year>2012</year>
<month> O</month>
<day>ct</day>
<volume>38</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>639-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goldstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[DG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Defaults and donation decisions]]></article-title>
<source><![CDATA[Transplantation]]></source>
<year>2004</year>
<month> D</month>
<day>ec</day>
<volume>78</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1713-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sharyl]]></surname>
<given-names><![CDATA[JN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laura]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lawrence]]></surname>
<given-names><![CDATA[OG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Committee on Health Research and the Privacy of Health Information. Beyond the HIPAA Privacy Rule: enhancing privacy, improving health through research]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The National Academies Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holman]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bass]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Semmens]]></surname>
<given-names><![CDATA[JB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glasson]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A decade of data linkage in Western Australia: strategic design, applications and benefits of the WA data linkage system]]></article-title>
<source><![CDATA[Aust Health Rev]]></source>
<year>2008</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>32</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>766-77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pencarrick Hertzman]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meagher]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGrail]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Privacy by Design at Population Data BC: a case study describing the technical, administrative, and physical controls for privacy-sensitive secondary use of personal information for research in the public interest]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Med Inform Assoc]]></source>
<year>2013</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>25-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ford]]></surname>
<given-names><![CDATA[DV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dsilva]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A case study of the Secure Anonymous Information Linkage (SAIL) Gateway: a privacy-protecting remote access system for health-related research and evaluation]]></article-title>
<source><![CDATA[J Biomed Inform]]></source>
<year>2014</year>
<month> A</month>
<day>ug</day>
<volume>50</volume>
<page-range>196-204</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ventura]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lei de acesso à informação, privacidade e a pesquisa em saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2013</year>
<month> a</month>
<day>br</day>
<volume>29</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>636-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Linkage de bases de dados identificadas em saúde: consentimento, privacidade e segurança da informação]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorge]]></surname>
<given-names><![CDATA[MHPM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of the "linkage" technique of information systems in cohort studies on neonatal mortality]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saude Publica]]></source>
<year>1996</year>
<month> A</month>
<day>pr</day>
<volume>30</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>141-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde (BR)^dSecretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais</collab>
<source><![CDATA[Boletim Epidemiológico HIV Aids]]></source>
<year>2014</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
