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</front><body><![CDATA[ <p><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742015000400024</font></span></p>     <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>RESENHA</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Resenha do livro Sa&#250;de Brasil 2014: uma    an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e das causas externas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ant&#244;nio Carlos Figueiredo Nardi<sup>1</sup>;    Deborah Carvalho Malta<sup>1</sup>; Maria de F&#225;tima Marinho de Souza<sup>1</sup>;    Elisete Duarte<sup>1</sup>; Helena Luna Ferreira<sup>1</sup>; Elisabeth Carmen    Duarte<sup>2</sup>; Juan Jos&#233; Cortez Escalante<sup>3</sup>; Leila Posenato    Garcia<sup>4</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Secretaria    de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de, Bras&#237;lia-DF, Brasil    <br>   <sup>2</sup>Universidade de Bras&#237;lia, Faculdade de Medicina, Bras&#237;lia-DF,    Brasil    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana    da Sa&#250;de (Opas), Unidade T&#233;cnica de Doen&#231;as Transmiss&#237;veis    e An&#225;lise de Situa&#231;&#227;o em Sa&#250;de, Bras&#237;lia-DF, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>4</sup> </font><font face="Verdana" size="2">Instituto de Pesquisa Econ&#244;mica    Aplicada, Assessoria T&#233;cnica da Presid&#234;ncia, Bras&#237;lia-DF, Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A s&#233;rie <i>Sa&#250;de Brasil</i> tornou-se    uma refer&#234;ncia indispens&#225;vel no campo da Gest&#227;o e Pol&#237;ticas    de Sa&#250;de e da Sa&#250;de Coletiva no Brasil. Coordenada pela Secretaria    de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de do Minist&#233;rio da Sa&#250;de (SVS/MS),    &#233; um produto de constru&#231;&#227;o coletiva, envolvendo universidades,    centros de pesquisa, consultores, gestores e outros profissionais de sa&#250;de.    Tem como principal p&#250;blico-alvo os profissionais do Sistema &#218;nico    de Sa&#250;de (SUS) nas tr&#234;s esferas de governo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um dos seus objetivos &#233; valorizar as informa&#231;&#245;es    dispon&#237;veis nos Sistemas Nacionais de Informa&#231;&#227;o em Sa&#250;de    coordenados pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, fortalecendo assim essas bases    de dados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O livro <i>Sa&#250;de Brasil</i> 2014 est&#225;    organizado em tr&#234;s partes. Na primeira parte &#233; apresentada, de forma    geral, a situa&#231;&#227;o atualizada de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o    brasileira (cap&#237;tulos 1 a 8). S&#227;o discutidas as tend&#234;ncias das    taxas de natalidade e fecundidade no pa&#237;s, incluindo an&#225;lises do baixo    peso ao nascer e da prematuridade, da assist&#234;ncia pr&#233;-natal e das    propor&#231;&#245;es de nascimentos por ces&#225;rea (cap&#237;tulo 1). &#201;    abordada a estrutura&#231;&#227;o da Vigil&#226;ncia do &#211;bito, em especial    quanto aos &#243;bitos materno e infantil, salientando-se o &#234;xito alcan&#231;ado    na melhoria da qualidade da informa&#231;&#227;o, na integra&#231;&#227;o das    equipes de vigil&#226;ncia dos n&#237;veis federal, estadual e municipal e na    expressiva ades&#227;o &#224; atividade (cap&#237;tulo 2). A magnitude e distribui&#231;&#227;o    da taxa de mortalidade infantil (TMI) e das taxas padronizadas das principais    causas de morte s&#227;o apresentadas em detalhe nesta publica&#231;&#227;o,    segundo Unidades da Federa&#231;&#227;o (cap&#237;tulos 3 e 4). Al&#233;m disso,    destaca-se a an&#225;lise de doen&#231;as transmiss&#237;veis selecionadas segundo    sua relev&#226;ncia no cen&#225;rio nacional, merecendo especial debate a emerg&#234;ncia    de arboviroses, como a do v&#237;rus chikungunya e a do v&#237;rus zika em 2015    (cap&#237;tulo 5). Nesse contexto, &#233; ainda discutido o perfil epidemiol&#243;gico    do HIV/aids, da s&#237;filis e das hepatites virais, quanto a suas tend&#234;ncias,    distribui&#231;&#227;o e importantes diferen&#231;as regionais (cap&#237;tulo    6). Outro componente significativo desta parte da publica&#231;&#227;o &#233;    o debate da preval&#234;ncia e distribui&#231;&#227;o, segundo sexo e idade,    de importantes doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis, em 2013,    a partir da an&#225;lise da Pesquisa Nacional de Sa&#250;de (PNS) (cap&#237;tulo    7). Um debate relevante &#233; o aumento da popula&#231;&#227;o de idosos e    da carga de doen&#231;as nas pr&#243;ximas d&#233;cadas, com a amplia&#231;&#227;o    crescente da demanda pelos servi&#231;os de sa&#250;de. Finalmente, com respeito    &#224; sa&#250;de ambiental e &#224; sa&#250;de do trabalhador, &#233; tamb&#233;m    debatida a exposi&#231;&#227;o aos agrot&#243;xicos, &#224; luz das a&#231;&#245;es    de vigil&#226;ncia em sa&#250;de (cap&#237;tulo 8).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A parte 2 (cap&#237;tulos 9 a 16) da publica&#231;&#227;o    versa sobre as &quot;causas externas&quot; de morbidade e de mortalidade, com    &#234;nfase nas viol&#234;ncias e acidentes, tema este persistente no cen&#225;rio    epidemiol&#243;gico nacional. Estima-se que as causas externas foram respons&#225;veis    por 151.683 &#243;bitos em 2013 (cap&#237;tulo 9), que houve crescimento da    mortalidade proporcional atribu&#237;vel ao &#225;lcool no per&#237;odo de 2000    a 2013 (cap&#237;tulo 10), e que a taxa de homic&#237;dios entre homens foi    15 vezes maior que a das mulheres, na faixa et&#225;ria de 20 a 24 anos (cap&#237;tulo    11). &#201; analisada, ainda, a viol&#234;ncia dom&#233;stica, com foco naquela    que ocorre entre os membros da fam&#237;lia e parceiros &#237;ntimos, frequentemente,    mas n&#227;o exclusivamente, no domic&#237;lio (capitulo 12), e o discreto,    mas consistente, crescimento dos suic&#237;dios consumados e tentativas de suic&#237;dios    notificadas no per&#237;odo de 2000 a 2013 (cap&#237;tulo 13). Al&#233;m disso,    o perfil e a evolu&#231;&#227;o da morbidade e da mortalidade por acidentes    de transporte terrestre entre 2004 e 2013 s&#227;o objeto de debate minucioso    (cap&#237;tulo 14), sendo enfatizado, no cap&#237;tulo seguinte, o importante    incremento dos acidentes de transporte envolvendo motociclistas. Em contraponto,    a publica&#231;&#227;o discute o impacto de interven&#231;&#245;es para redu&#231;&#227;o    da morbimortalidade no tr&#226;nsito, com destaque &#224;s interven&#231;&#245;es    mais recentes, tais como a Lei seca (Lei n&deg; 11.705/2008 e Lei n&deg; 12.760/2012),    a Lei da cadeirinha (Resolu&#231;&#227;o n&deg; 277/ 2008, do Conselho Nacional    de Tr&#226;nsito - Contran), o Projeto Vida no Tr&#226;nsito (PVT) e a opera&#231;&#227;o    Rodovida (cap&#237;tulo 16).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na parte final, o pen&#250;ltimo cap&#237;tulo    examina a qualidade das informa&#231;&#245;es sobre causas externas notificadas    ao Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM) e ao Sistema de    Informa&#231;&#245;es Hospitalares (SIH)/SUS, e das viol&#234;ncias notificadas    no Sistema de Informa&#231;&#227;o de Agravos de Notifica&#231;&#227;o/Sistema    de Vigil&#226;ncia de Viol&#234;ncias e Acidentes (Sinan/Viva), bem como levanta    a necessidade de aprimoramento nos registros hospitalares sobre essas causas.    O &#250;ltimo cap&#237;tulo trata das a&#231;&#245;es educativas no campo da    vigil&#226;ncia em sa&#250;de materno-infantil e discorre sobre evid&#234;ncias    de impacto de um projeto piloto realizado em S&#227;o Luis/MA.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises contidas no <i>Sa&#250;de Brasil    2014</i> s&#227;o de extrema utilidade para a gest&#227;o em sa&#250;de e para    o controle social, com enorme potencial para nortear os processos de decis&#227;o    no &#226;mbito do SUS em todos os n&#237;veis de gest&#227;o. Ademais de produzir    conhecimento, &#233; um processo interno valioso para instigar reflex&#227;o    e aprimoramento institucional, fortalecer a capacidade anal&#237;tica dos profissionais    envolvidos, retroalimentar os sistemas de informa&#231;&#227;o em sa&#250;de,    e nutrir um espa&#231;o de debate que aproxima o pensamento acad&#234;mico das    necessidades e modos de operar dos servi&#231;os de sa&#250;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">1. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria    de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de. Departamento de Vigil&#226;ncia de Doen&#231;as    e Agravos N&#227;o Transmiss&#237;veis e Promo&#231;&#227;o da Sa&#250;de. Sa&#250;de    Brasil 2014: Uma an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e das causas    externas. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2015.</font></p>      ]]></body>
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