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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamento hidrogeoquímico das águas do aqüífero Barreiras nos bairros centrais de Belém, Pará]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Between June 2000 and March 2002, nine campaigns of water sampling were carried out in residential wells of 3 quarters of Belém, Pará, Brazil. In order to have a better knowledge about the hydrogeochemistry behavior of representative water samples, several chemical parameters were statistically treated. The results show that the studied waters are differentiated if compared to other waters in a regional scale. The main parameters that marked this differentiation included the electric conductivity, contents of chloride, sodium, ammonium, and nitrate, and pH. It is stood out that joined ammonium and nitrate concentrations are above or next to the limit to effective potability and that such parameters are the main markers of water contamination through servants of domestic effluent. Nitrate has positive correlation with electric conductivity and weak positive correlation with chloride, sodium and calcium. Ammonium has shown positive correlation with chloride and negative correlation with calcium. This study permitted to indicate that, in the studied waters, the electric conductivity and the behavior of chloride and calcium are good markers for contamination through servants of domestic effluent. The factor analyses are consistent with the observed correlations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Comportamento hidrogeoqu&iacute;mico    das &aacute;guas do aq&uuml;&iacute;fero Barreiras nos bairros centrais de Bel&eacute;m,    Par&aacute; </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Hydrogeochemical behavior of the Barreiras    aquifer in the metropolitan region of Bel&eacute;m, state of Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Natalina Maria Tin&ocirc;co Cabral<sup>I</sup>;    Lilianne Maia Lima<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Universidade Federal do Rio Grande    do Norte Departamento de Engenharia. Laborat&oacute;rio de Recursos H&iacute;dricos    e Saneamento Ambiental. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil (<a href="mailto:natalinacabral@gmail.com">natalinacabral@gmail.com</a>)    <br>   <sup>II</sup>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria. Amaz&ocirc;nia    Oriental. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:lilianne_maia@yahoo.com.br">lilianne_maia@yahoo.com.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre junho de 2000 e mar&ccedil;o de 2002,    foram efetuadas nove campanhas de amostragem de &aacute;gua em po&ccedil;os    residenciais, localizados em tr&ecirc;s bairros de Bel&eacute;m, Par&aacute;,    Brasil. A partir dessa representativa amostragem e para melhor entender o comportamento    hidrogeoqu&iacute;mico dessas &aacute;guas, foram feitos tratamentos estat&iacute;sticos    dos dados anal&iacute;ticos dos diversos par&acirc;metros qu&iacute;micos considerados    nesse estudo. Os resultados mostram que as &aacute;guas estudadas est&atilde;o    diferenciadas se comparadas ao quimismo regional. Os principais par&acirc;metros    que marcaram essa diferencia&ccedil;&atilde;o foram a condutividade el&eacute;trica,    cloreto, s&oacute;dio, pH, am&ocirc;nio e nitrato. Ressalta-se que alguns teores    de am&ocirc;nio e nitrato encontrados est&atilde;o acima ou pr&oacute;ximos    ao limite de potabilidade vigente e que tais par&acirc;metros s&atilde;o um    dos principais indicadores da contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas por    efluentes dom&eacute;sticos. A correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis    apresentou para o nitrato uma correla&ccedil;&atilde;o positiva com a condutividade    el&eacute;trica e de forma mais discreta com o cloreto, s&oacute;dio e c&aacute;lcio.    Para o am&ocirc;nio, observa-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva com o    cloreto e correla&ccedil;&atilde;o negativa com o c&aacute;lcio. Esse estudo    permitiu indicar a condutividade el&eacute;trica, cloreto e c&aacute;lcio como    bons indicadores da contamina&ccedil;&atilde;o por efluentes dom&eacute;sticos    nas &aacute;guas estudadas. As an&aacute;lises fatoriais confirmam as observa&ccedil;&otilde;es    obtidas no estudo de correla&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: Aq&uuml;&iacute;fero Barreiras.    Hidrogeoqu&iacute;mica. Fossas s&eacute;pticas. Bel&eacute;m. Par&aacute;. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Between June 2000 and March 2002, nine campaigns    of water sampling were carried out in residential wells of 3 quarters of Bel&eacute;m,    Par&aacute;, Brazil. In order to have a better knowledge about the hydrogeochemistry    behavior of representative water samples, several chemical parameters were statistically    treated. The results show that the studied waters are differentiated if compared    to other waters in a regional scale. The main parameters that marked this differentiation    included the electric conductivity, contents of chloride, sodium, ammonium,    and nitrate, and pH. It is stood out that joined ammonium and nitrate concentrations    are above or next to the limit to effective potability and that such parameters    are the main markers of water contamination through servants of domestic effluent.    Nitrate has positive correlation with electric conductivity and weak positive    correlation with chloride, sodium and calcium. Ammonium has shown positive correlation    with chloride and negative correlation with calcium. This study permitted to    indicate that, in the studied waters, the electric conductivity and the behavior    of chloride and calcium are good markers for contamination through servants    of domestic effluent. The factor analyses are consistent with the observed correlations.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords</b>: Barreiras aquifer. Hydrogeochemical.    Septic systems. Belem. Par&aacute;. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na regi&atilde;o de Bel&eacute;m, grande parcela    dos condom&iacute;nios residenciais utiliza po&ccedil;os pr&oacute;prios para    seu abastecimento. Esses po&ccedil;os captam &aacute;gua do aq&uuml;&iacute;fero    Barreiras que, na sua grande extens&atilde;o, &eacute; de natureza livre a semiconfinada,    com n&iacute;vel est&aacute;tico variando de menos de 1 a 10 m, sendo, portanto,    muito vulner&aacute;vel &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m desses    aspectos, os po&ccedil;os s&atilde;o, na maioria das vezes, locados sem levar    em considera&ccedil;&atilde;o a proximidade das fossas s&eacute;pticas ou rudimentares.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Diversos trabalhos sobre as &aacute;guas do    aq&uuml;&iacute;fero Barreiras, na regi&atilde;o de Bel&eacute;m, j&aacute;    foram realizados, principalmente aqueles que est&atilde;o relacionados com a    avalia&ccedil;&atilde;o de sua qualidade por meio de par&acirc;metros f&iacute;sico-qu&iacute;micos    e bacteriol&oacute;gicos (BRAZ, 1985; MENEZES, 1985; VILHENA <i>et al</i>, 1991;    SAUMA FILHO, 1996). Pesquisas espec&iacute;ficas relacionadas &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o    das &aacute;guas do aq&uuml;&iacute;fero Barreiras por compostos nitrogenados    (NH<sup>+</sup><sub>4</sub> e NO<sup>-</sup><sub>3</sub>), oriundos do uso do    sistema de saneamento <i>in situ</i> e apoiado por um programa de monitoramento,    s&atilde;o ainda bastante restritas (LIMA, 2000; GASPAR, 2001; CABRAL, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse sentido, o objetivo deste estudo &eacute;    aprofundar o entendimento sobre o comportamento hidrogeoqu&iacute;mico dessas    &aacute;guas frente &agrave; atividade do sistema s&eacute;ptico, que &eacute;    a forma de saneamento comumente usada pelos condom&iacute;nios residenciais    para depositar seus dejetos. Com esse objetivo, monitorou-se, com um programa    de amostragem sistem&aacute;tica, entre junho de 2000 a mar&ccedil;o de 2002,    as &aacute;guas de po&ccedil;os residenciais em tr&ecirc;s bairros centrais    de Bel&eacute;m, Par&aacute;. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A partir dos par&acirc;metros analisados nessa    amostragem, foram feitos diversos tratamentos estat&iacute;sticos utilizando-se,    principalmente, recursos b&aacute;sicos da estat&iacute;stica descritiva, como    n&uacute;mero de amostras, m&eacute;dia, valores m&aacute;ximos e m&iacute;nimos,    desvio padr&atilde;o e coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o das diferentes    vari&aacute;veis hidroqu&iacute;micas, al&eacute;m de correla&ccedil;&otilde;es    de matrizes e an&aacute;lises de fatores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No presente estudo s&atilde;o apresentados os    resultados de parte desse tratamento estat&iacute;stico, considerando-se os    dados de todas as campanhas de amostragem, permitindo uma vis&atilde;o estat&iacute;stica    global de todas as vari&aacute;veis analisadas, independente da sazonalidade    regional. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>METODOLOGIA DE TRABALHO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Inicialmente foi elaborado um cadastro de po&ccedil;os    tubulares condominiais da &aacute;rea, os quais foram georeferenciados usando    Ground Position System (GPS), modelo GARMIN III. Esses po&ccedil;os foram plotados    na base cartogr&aacute;fica digital da Companhia de Desenvolvimento da &Aacute;rea    Metropolitana de Bel&eacute;m (CODEM, 1999), na escala 1:5.000. Na identifica&ccedil;&atilde;o    dos po&ccedil;os foram utilizadas as tr&ecirc;s primeiras letras do bairro seguidas    do n&uacute;mero de ordem do po&ccedil;o. Para o presente estudo utilizaram-se    35 po&ccedil;os, do universo de 69 po&ccedil;os cadastrados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos po&ccedil;os selecionados foram realizadas    nove campanhas de amostragem obedecendo &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    pluviom&eacute;trica da regi&atilde;o (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Dessa    forma, efetuaram-se coletas de &aacute;gua nos meses de junho de 2000, 2001    e 2002, per&iacute;odo que corresponde ao final do ciclo chuvoso, enquanto que    as coletas que ocorreram em setembro (2000 e 2001) e dezembro (2000 e 2001)    coincidem, respectivamente, com o per&iacute;odo de estiagem e com o in&iacute;cio    do per&iacute;odo chuvoso. As duas &uacute;ltimas amostragens foram realizadas    nos meses de fevereiro de 2002 e mar&ccedil;o de 2002 e representam o per&iacute;odo    chuvoso. A amostragem em dois meses seguidos teve por finalidade detectar e    comparar varia&ccedil;&otilde;es dos teores qu&iacute;micos, uma vez que, nos    citados meses, ocorrem as maiores precipita&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas    na regi&atilde;o. Nesse per&iacute;odo, a profundidade do n&iacute;vel d'&aacute;gua    do aq&uuml;&iacute;fero livre ou semi-livre torna-se mais raso e, portanto,    mais pr&oacute;xima das fontes de contamina&ccedil;&atilde;o (fossas s&eacute;pticas    e vazamentos da rede de esgoto).</font></p>     <p><font face="verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os procedimentos de coleta e preserva&ccedil;&atilde;o    das amostras seguiram os crit&eacute;rios American Public Health Association    (APHA, 1995). As medidas de condutividade el&eacute;trica (CE) e pH foram determinadas    <i>in situ</i>, utilizando, respectivamente, o condutiv&iacute;metro port&aacute;til    modelo 4200/Jenway e o pHmetro port&aacute;til CG837/Schott. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para os componentes do ciclo do nitrog&ecirc;nio    (NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>) e Cl<sup>-</sup> as    an&aacute;lises foram efetuadas pelo espectrofot&ocirc;metro, marca HACH &#8211;    DR/ 2000. Assim sendo, para o NH<sub>4</sub><sup>+</sup> utilizou-se o m&eacute;todo    Nessler/8038; para o NO<sub>3</sub><sup>-</sup>, a redu&ccedil;&atilde;o de    c&aacute;dmio/ 8039; e para o Cl<sup>-</sup>, o m&eacute;todo utilizado foi    o merc&uacute;rico thiocianato/8113. J&aacute; os &iacute;ons principais (Ca<sup>2+</sup>,    Mg<sup>2+</sup>, Na<sup>+</sup>, K<sup>+</sup>) foram analisados por espectrometria    de absor&ccedil;&atilde;o at&ocirc;mica. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados gerados nas diferentes an&aacute;lises    foram organizados e representados em gr&aacute;ficos diversos utilizando o recurso    do Statistic Staf Soft. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana"><b><font size="3">ASPECTOS HIDROGEOL&Oacute;GICOS DA &Aacute;REA    DE ESTUDO E LOCALIZA&Ccedil;&Atilde;O</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os sedimentos t&eacute;rcio-quatern&aacute;rios    que comp&otilde;em o arcabou&ccedil;o geol&oacute;gico da regi&atilde;o de Bel&eacute;m    e adjac&ecirc;ncias guardam tr&ecirc;s sistemas aq&uuml;&iacute;feros: P&oacute;s-    Barreiras, Barreiras e Pirabas, estando associados &agrave;s unidades geol&oacute;gicas    hom&ocirc;nimas (SEICOM, 1995; PEHRMB, 2001). No presente estudo o enfoque ser&aacute;    dado ao aq&uuml;&iacute;fero Barreiras, por ser o mais explotado por condom&iacute;nios    residenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O aq&uuml;&iacute;fero Barreiras corresponde    aos sedimentos do grupo Barreiras e &eacute; constitu&iacute;do por areias de    granulometria, variando de fina a grossa, &agrave;s vezes ocorrendo cascalhos.    Os n&iacute;veis arenosos est&atilde;o, geralmente, intercalados com argilas,    levando a uma limita&ccedil;&atilde;o de sua espessura &uacute;til. O contato    superior desse aq&uuml;&iacute;fero &eacute; delimitado por sedimentos do P&oacute;s-    Barreiras areno-argiloso, com espessura variando de 0,2 a 10 m, enquanto que    o contato inferior &eacute; marcado pelos sedimentos da Forma&ccedil;&atilde;o    Pirabas. Na &aacute;rea de estudo, dois po&ccedil;os profundos interceptaram    esse contato inferior a uma profundidade de cerca de 100 m. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Para o desenvolvimento do trabalho, foram selecionados    tr&ecirc;s bairros centrais da cidade de Bel&eacute;m, Par&aacute;: Reduto,    Nazar&eacute; e Umarizal, totalizando cerca de 15 km<sup>2</sup> (<a href="#fig2">Figura    2</a>). Esses bairros est&atilde;o, em parte, localizados pr&oacute;ximos a    igarap&eacute;s que cortam a cidade. Essas fei&ccedil;&otilde;es hidrogr&aacute;ficas    s&atilde;o marcantes na cidade e, com a expans&atilde;o e desenvolvimento urbano,    foram transformados em 'esgotos a c&eacute;u aberto', recebendo efluentes dom&eacute;sticos    e industriais sem nenhum tratamento pr&eacute;vio. </font></p>     <p><font face="verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na escolha destes bairros, levou-se em considera&ccedil;&atilde;o    v&aacute;rios fatores que poderiam caracterizar e relacionar melhor o tipo de    contamina&ccedil;&atilde;o em estudo, dentre os quais est&atilde;o citados que    parte da &aacute;rea estudada possui uma rede de esgoto antiga, grande densidade    populacional e alta concentra&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nios residenciais    de classe m&eacute;dia. Deve-se acrescentar, ainda, que a maioria dos condom&iacute;nios    residenciais existentes na &aacute;rea faz uso de sistema de saneamento <i>in    situ</i> e utiliza &aacute;guas subterr&acirc;neas provenientes de aq&uuml;&iacute;feros    rasos e semilivres. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A popula&ccedil;&atilde;o dos bairros em foco    &eacute; de 55.769 habitantes, sendo o bairro do Reduto o de menor densidade    demogr&aacute;fica (8.000 hab/km<sup>2</sup>) e o de Nazar&eacute; o mais densamente    habitado (12000 hab/km<sup>2</sup>), seguido por Umarizal (11344 hab/km<sup>2</sup>).    Quanto &agrave; cobertura da rede de esgoto p&uacute;blico, os bairros do Reduto    e Nazar&eacute; s&atilde;o os melhores assistidos, enquanto que as fossas s&eacute;pticas    s&atilde;o mais comuns </font><font size="2" face="verdana">no bairro de Umarizal,    com 2880 domic&iacute;lios atendidos por esse sistema (IBGE, 2000). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As <a href="#fig3">Figuras 3</a> e <a href="#fig4">4</a>    ilustram se&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gico-hidrogeol&oacute;gicas do aq&uuml;&iacute;fero    Barreiras na &aacute;rea de estudo. A primeira se&ccedil;&atilde;o tem disposi&ccedil;&atilde;o    W-E e engloba po&ccedil;os dos bairros do Reduto e Umarizal. Nessa se&ccedil;&atilde;o,    a primeira camada arenosa, mais superficial, est&aacute; interdigitada por uma    camada argilosa, levando a uma limita&ccedil;&atilde;o de sua espessura &uacute;til.    Essa primeira camada arenosa n&atilde;o apresenta continuidade ao longo da dire&ccedil;&atilde;o    Este, uma vez que os po&ccedil;os (Uma7, Uma8) localizados nesta dire&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o a interceptaram. A segunda camada arenosa, mais profunda, ocorre    de forma cont&iacute;nua ao longo de toda a se&ccedil;&atilde;o, sendo mais    expressiva na por&ccedil;&atilde;o Este, com espessura em torno de 20 m.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f3.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f4.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na segunda se&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig4">Figura    4</a>), posicionada no bairro de Nazar&eacute;, verifica-se, no sentido SW-NE,    que a primeira camada arenosa &eacute; mais delgada do que na se&ccedil;&atilde;o    anterior, principalmente na sua parte SW, apresentando boa continuidade lateral    e uma espessura m&aacute;xima de 20 m. Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo aq&uuml;&iacute;fero,    seu comportamento &eacute; semelhante ao verificado na primeira se&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> De acordo com as an&aacute;lises de se&ccedil;&otilde;es    geol&oacute;gico-hidrogeol&oacute;gicas em diferentes dire&ccedil;&otilde;es    da &aacute;rea de estudo, realizadas por Cabral (2004), &eacute; poss&iacute;vel    definir o aq&uuml;&iacute;fero Barreiras como do tipo raso e livre a semiconfinado,    pois apresenta espessura m&iacute;nima em torno de 5 m e m&aacute;xima de 16    m, enquanto que o n&iacute;vel est&aacute;tico varia de 1,5 at&eacute; 11 m.    A profundidade dos po&ccedil;os selecionados, para esse estudo, est&aacute;    na faixa de 30 a 40 m. Os filtros foram posicionados tanto no primeiro quanto    no segundo aq&uuml;&iacute;fero do Barreiras, sendo que, na maioria dos po&ccedil;os,    encontram-se localizadas entre as profundidades de 10 a 24 m. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Considerando que nos aq&uuml;&iacute;feros livres    e semilivres o fluxo d'&aacute;gua acompanha a topografia (FETTER, 1994),    Cabral (2004) analisou o mapa topogr&aacute;fico da &aacute;rea e definiu que    as principais linhas de fluxo est&atilde;o orientadas para o bairro do Reduto    e parte do bairro do Umarizal (<a href="#fig5">Figura 5</a>).</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f5.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Otilde;ES</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Comportamento global das vari&aacute;veis    hidroqu&iacute;micas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os par&acirc;metros estat&iacute;sticos das amostras    de &aacute;gua do aq&uuml;&iacute;fero Barreiras para as quinze vari&aacute;veis    hidroqu&iacute;micas, abrangendo nove per&iacute;odos de amostragem, est&atilde;o    mostrados na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. A maioria das vari&aacute;veis mostra    um n&uacute;mero em torno de 200 amostras analisadas. Para os &iacute;ons principais,    este valor foi inferior a 180 amostras porque eles n&atilde;o foram analisados    em todas as campanhas. </font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11t1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o (CV)    para o pH, s&oacute;lidos totais dissolvidos (STD) e condutividade el&eacute;trica    (CE) s&atilde;o menores que 30%, mostrando uma dispers&atilde;o de valores relativamente    pequena, principalmente para o pH, que est&aacute; em torno de 15%. Por outro    lado, existem vari&aacute;veis com coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o superiores    ou pr&oacute;ximos a 100%, como NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e HCO<sub>3</sub><sup>-</sup>,    que indicam a exist&ecirc;ncia de valores consideravelmente elevados, afastados    da m&eacute;dia, e uma significativa quantidade de valores baixos, pr&oacute;ximos    ao limite inferior (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise do coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o    (CV) permite, ainda, fornecer uma id&eacute;ia preliminar acerca da distribui&ccedil;&atilde;o    dos dados de cada vari&aacute;vel (KOCH; LINK, 1971). Assim, para valores de    CV menores que 30%, a distribui&ccedil;&atilde;o deve ser normal ou aproximadamente    normal, enquanto que para valores de CV maiores que 80%, a distribui&ccedil;&atilde;o    deve ser fortemente assim&eacute;trica ou lognormal. Para os valores entre 40    e 70%, no entanto, n&atilde;o se pode definir nenhuma tend&ecirc;ncia de distribui&ccedil;&atilde;o    de dados. Nesse sentido, esperar-se-ia que vari&aacute;veis com valores de CV    abaixo ou pr&oacute;ximos de 40% (Cl<sup>-</sup>, CE, pH, STD, NO<sub>3</sub><sup>-</sup>    e Na<sup>+</sup>) tivessem tend&ecirc;ncia a uma distribui&ccedil;&atilde;o    normal; assim como aquelas com valores acima ou pr&oacute;ximos de 70% (alcalinidade,    HCO<sub>3</sub><sup>-</sup>, NH<sub>4</sub><sup>+</sup>,Ca<sup>+2</sup> e Mg<sup>+2</sup>)    tivessem uma tend&ecirc;ncia para uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica    ou lognormal. Esse quadro de tend&ecirc;ncia de distribui&ccedil;&atilde;o de    valores ser&aacute; confirmado, de uma maneira geral, quando constru&iacute;dos    os histogramas das vari&aacute;veis em quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> De acordo com Licht (1998), a amplitude (diferen&ccedil;a    entre o valor m&aacute;ximo e m&iacute;nimo de um elemento)possui um interesse    apenas informativo, sendo utilizada apenas de forma qualitativa em trabalhos    geoqu&iacute;micos. Amplitudes elevadas refletem, normalmente, desvios padr&otilde;es    mais elevados. Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> isto &eacute; exemplificado,    principalmente, para o STD, CE e HCO<sup>-</sup><sub>3</sub>. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com base nos dados apresentados na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, verifica-se que a maioria dos par&acirc;metros possui valores relativamente    elevados se comparados aos dados f&iacute;sico-qu&iacute;micos regionais das    &aacute;guas do aq&uuml;&iacute;fero Barreiras que n&atilde;o est&atilde;o sendo    influenciados pela contamina&ccedil;&atilde;o de efluente dom&eacute;sticos    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). No caso dos par&acirc;metros CE, Cl<sup>-</sup>    e Na<sup>+</sup>, comumente utilizados como indicadores de contamina&ccedil;&atilde;o    proveniente de efluentes dom&eacute;sticos, os valores est&atilde;o 10, 25 e    30 vezes maiores, respectivamente, do que os resultados regionais correspondentes.    Outro par&acirc;metro com valor diferenciado do padr&atilde;o regional &eacute;    o pH, apresentando um valor m&eacute;dio (5,4) superior &agrave; m&eacute;dia    das &aacute;guas pot&aacute;veis, que &eacute; de cerca de 4,5. Os teores de    am&ocirc;nio (NH<sup>+</sup><sub>4</sub>) e nitrato (NO<sup>-</sup><sub>3</sub>),    principais indicadores desse tipo de contamina&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o    acima dos encontrados por Piratoba (2002) nas &aacute;guas n&atilde;o-contaminadas    do aq&uuml;&iacute;fero Barreiras na &aacute;rea do Aur&aacute;, nas proximidades    de Bel&eacute;m, que apresentam, respectivamente, teores de 1,0 mg/L - NO<sup>-</sup><sub>3</sub>    e 0,1 mg/L - NH<sub>4</sub><sup>+</sup>.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lises dos histogramas</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Para melhor visualizar e compreender o comportamento    hidroqu&iacute;mico dessas &aacute;guas e tamb&eacute;m confirmar a tend&ecirc;ncia    de distribui&ccedil;&atilde;o de valores definidos pelos coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o    (CV), foram constru&iacute;dos histogramas de valores reais para cada par&acirc;metro    envolvido. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#fig6">Figura 6</a> mostra os respectivos    histogramas de valores para o nitrato, am&ocirc;nio, pH e condutividade el&eacute;trica    (CE). O nitrato (<a href="#fig6">Figura 6a</a>) e a CE (<a href="#fig6">Figura    6d</a>) apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o aproximadamente normal, enquanto    que o am&ocirc;nio (<a href="#tab1">Figura 6b</a>) tem curva com estilo assim&eacute;trico    positivo, confirmando, assim, a tend&ecirc;ncia de distribui&ccedil;&atilde;o    de valores definida pelos CV. </font></p>     <p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> O histograma (<a href="#fig6">Figura 6a</a>)    do nitrato mostra que existe uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de amostras    com teores variando de 25 a 40 mg/L e menor com teores acima de 45 mg/L. A distribui&ccedil;&atilde;o    dos valores de am&ocirc;nio mostra uma grande quantidade de amostras com teores    abaixo de 1mg/L, o que torna o histograma assim&eacute;trico positivo. Entretanto,    um n&uacute;mero significativo de amostras apresenta concentra&ccedil;&otilde;es    acima de 3 mg/L, atingindo at&eacute; mais de 9 mg/L. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O histograma do pH (<a href="#fig6">Figura 6c</a>)    permite individualizar duas popula&ccedil;&otilde;es de amostras, sendo que    a posicionada mais &agrave; esquerda do histograma reflete um car&aacute;ter    &aacute;cido, com valores de 3 a 5. No sentido oposto, a outra popula&ccedil;&atilde;o    tende &agrave; neutralidade, com valores entre 5 e 7,5. Para a condutividade    el&eacute;trica (CE), o histograma exp&otilde;e uma pequena quantidade de amostras    com valores at&eacute; 200 &#181;S/cm. A maior concentra&ccedil;&atilde;o das    amostras est&atilde;o entre os valores de 250 &#181;S/cm a 400 &#181;S/cm    (<a href="#fig6">Figura 6d</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O histograma do cloreto, com valores reais,    produz uma curva relativamente normal, com grande parte das amostras concentradas    entre 20 e 25 mg/L (<a href="#tab2">Figura 7a</a>). A distribui&ccedil;&atilde;o    dos teores de cloreto ainda exibe uma significativa anomalia, com valores entre    50 e 65 mg/L. </font></p>     <p><a name="fig7"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> No histograma de c&aacute;lcio &eacute; poss&iacute;vel    individualizar duas popula&ccedil;&otilde;es (<a href="#fig7">Figura 7b</a>).    A primeira com teores abaixo de 15 mg/L e a outra acima de 15 mg/L, o que leva    a caracterizar uma distribui&ccedil;&atilde;o de teores aproximadamente normal.    Posicionados entre 55 a 70 mg/L, existe um grupo de amostras com resultados    nitidamente an&ocirc;malos para o c&aacute;lcio nas &aacute;guas do aq&uuml;&iacute;fero    Barreiras. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para o s&oacute;dio, o histograma de valores    reais apresenta curva aproximadamente normal, com as maiores concentra&ccedil;&otilde;es    entre 20 e 30 mg/L, o que representa cerca de 39% das amostras (<a href="#fig7">Figura    7c</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o ao pot&aacute;ssio e magn&eacute;sio, os dois    histogramas de valores normais apresentam assimetria positiva, com maior quantidade    de concentra&ccedil;&otilde;es das amostras nos intervalos de 0 a 10 mg/L para    o pot&aacute;ssio e de 0 a 4 mg/L para o magn&eacute;sio (<a href="#fig7">Figuras    7d</a> e <a href="#fig7">7e</a>). O histograma do sulfato mostra uma curva aproximadamente    normal, com maiores concentra&ccedil;&otilde;es nos intervalos de 20 a 40 mg/L    (<a href="#fig7">Figura 7f</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O comportamento dessas &aacute;guas, analisado    com aux&iacute;lio do recurso da estat&iacute;stica descritiva, bem como visualizado    nos histogramas para as diferentes vari&aacute;veis qu&iacute;micas, mostra    que suas caracter&iacute;sticas hidrogeoqu&iacute;micas s&atilde;o diferenciadas    quando comparados aos padr&otilde;es regionais (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).    Tais fatos sugerem que as &aacute;guas estudadas est&atilde;o sofrendo influ&ecirc;ncias    de fatores antr&oacute;picos, o que era previs&iacute;vel por se tratar de um    espa&ccedil;o urbano e com um conjunto de atividades potencialmente poluidoras.    Dentre essas atividades, destaca-se a utiliza&ccedil;&atilde;o do saneamento    <i>in situ</i> por grande parcela da popula&ccedil;&atilde;o, devido &agrave;    quase inexist&ecirc;ncia do sistema de esgotamento sanit&aacute;rio na cidade    de Bel&eacute;m. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>An&aacute;lises de correla&ccedil;&otilde;es</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#tab3">Tabela 3</a> mostra a matriz    de correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis qu&iacute;micas analisadas,    considerando os resultados obtidos nas 9 campanhas de amostragem. Analisando-se    os dados, observa-se que o nitrato apresenta &iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o    (r) positivos mais acentuados com CE (0,50) e STD (0,49). Em rela&ccedil;&atilde;o    ao am&ocirc;nio, os &iacute;ndices de correla&ccedil;&otilde;es indicaram uma    correla&ccedil;&atilde;o mais positiva com Cl<sup>-</sup> (0,43) e mais discreta    com Na<sup>+</sup> (0,31). O am&ocirc;nio mostra tamb&eacute;m correla&ccedil;&otilde;es    negativas significativas com Ca<sup>+2</sup> (-0,40) e SO<sub>4</sub><sup>-</sup>    (-0,32). </font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o e entendimento    dos graus de relacionamentos entre as vari&aacute;veis, foram elaborados diversos    diagramas de correla&ccedil;&atilde;o. A <a href="#fig8">Figura 8</a> exibe    os diagramas entre nitrato e as var&aacute;veis CE, Cl<sup>-</sup>, Na<sup>+</sup>, Ca<sup>+2</sup>, dureza e    K<sup>+</sup>; a <a href="#fig6">Figura 6</a> mostra a rela&ccedil;&atilde;o do am&ocirc;nio    com Ca<sup>+2</sup>, pH, SO<sub>4</sub> <sup>-</sup>, Na<sup>+</sup>, Cl<sup>-</sup> e dureza e a <a href="#fig7">Figura 7</a> apresenta    os diagramas de correla&ccedil;&otilde;es (<a href="#tab3">Tabela 3</a> e <a href="#fig6">Figuras    6</a>, <a href="#fig7">7</a> e <a href="#fig8">8</a>).</font></p>     <p><a name="fig8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#fig8">Figura 8a</a> o gr&aacute;fico    de correla&ccedil;&atilde;o entre NO<sub>3</sub><sup>-</sup> e CE, exibe uma    rela&ccedil;&atilde;o, em geral, positiva com &iacute;ndice de r=0,5, refletindo    em um aumento concomitante dos valores de ambos. H&aacute; uma discreta tend&ecirc;ncia    de positiva entre o NO<sub>3</sub><sup>-</sup> e Cl<sup>-</sup> e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>    e Na<sup>+</sup>, o que est&aacute; de acordo com os &iacute;ndices relativamente    baixos de correla&ccedil;&atilde;o, expostos nas <a href="#fig8">Figuras 8b</a>    e <a href="#fig8">8c</a>, respectivamente. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    dureza e ao c&aacute;lcio, os gr&aacute;ficos mostram, tamb&eacute;m, uma tend&ecirc;ncia    positiva com o nitrato (<a href="#fig8">Figuras 8d</a> e <a href="#fig8">8e</a>).    J&aacute; nos gr&aacute;ficos NO<sub>3</sub><sup>-</sup> e K (<a href="#fig8">Figura    8f</a>) e NO<sub>3</sub><sup>-</sup> e pH (<a href="#fig10">Figura 10g</a>),    a maioria das amostras est&aacute; posicionada como uma nuvem dispersa, sem    caracterizar, portanto, nenhuma rela&ccedil;&atilde;o n&iacute;tida desses par&acirc;metros    com o nitrato.</font></p>     <p><a name="fig10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f10.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os gr&aacute;ficos de correla&ccedil;&atilde;o    do am&ocirc;nio com outros elementos qu&iacute;micos foram elaborados levando    em considera&ccedil;&atilde;o os teores de am&ocirc;nio maiores do que 0,5 mg/L    (<a href="#fig9">Figura 9</a>). No gr&aacute;fico do am&ocirc;nio com o c&aacute;lcio    (<a href="#fig9">Figura 9a</a>), verifica-se uma rela&ccedil;&atilde;o tipicamente    negativa, com os teores de am&ocirc;nio decrescendo na medida que aumentam os    de c&aacute;lcio. O am&ocirc;nio tamb&eacute;m mostra rela&ccedil;&otilde;es    negativas com pH (<a href="#fig9">Figura 9b</a>), sulfato (<a href="#fig9">Figura    9c</a>) e dureza (<a href="#fig9">Figura 9f</a>). Esses tr&ecirc;s &uacute;ltimos    gr&aacute;ficos apresentam caracter&iacute;sticas relativamente semelhantes.    A maioria dos pontos posiciona-se nas proximidades de uma linha com inclina&ccedil;&atilde;o    para baixo, mas existe sempre um grupo subordinado de pontos que se coloca acima    da linha de tend&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o negativa e que corresponde    &agrave;s amostras com teores mais elevados de am&ocirc;nio. Por outro lado,    o gr&aacute;fico NH<sub>4</sub><sup>+</sup> x Cl<sup>-</sup> (<a href="#fig9">Figura    9e</a>) exibe uma rela&ccedil;&atilde;o positiva, confirmando o &iacute;ndice    de r (0,43), o que n&atilde;o acontece entre NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e Na    (<a href="#fig9">Figura 9d</a>), pois apesar de mostrar um &iacute;ndice de    correla&ccedil;&atilde;o positiva e baixo r (0,31), a distribui&ccedil;&atilde;o    das amostras, no gr&aacute;fico, n&atilde;o indica uma rela&ccedil;&atilde;o    linear clara.</font></p>     <p><a name="fig9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11f9.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos diagramas de correla&ccedil;&atilde;o    de pH com o Ca<sup>2+</sup> (<a href="#fig10">Figura 10c</a>), SO<sub>4</sub><sup>-</sup>    (<a href="#fig10">Figura 10d</a>) e HCO<sub>3</sub><sup>-</sup> (<a href="#fig10">Figura    10e</a>), esses mostram-se positivos, com &iacute;ndices de correla&ccedil;&otilde;es    (r) de 0,51, 0,48 e 0,38, respectivamente. Salienta-se que no gr&aacute;fico    HCO<sub>3</sub><sup>-</sup> x pH algumas amostras est&atilde;o discordantes,    com teores de bicarbonato fortemente an&ocirc;malas. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#fig10">Figura 10b</a> est&atilde;o    plotados os valores da condutividade el&eacute;trica (CE) em rela&ccedil;&atilde;o    ao cloreto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Verifica-se que o posicionamento das amostras    n&atilde;o exibe uma rela&ccedil;&atilde;o linear clara entre os dois elementos,    apesar do &iacute;ndice de correla&ccedil;&atilde;o r de 0,42. A outra correla&ccedil;&atilde;o    da CE &eacute; com o c&aacute;lcio (<a href="#fig10">Figura 10b</a>), mostrando    um r de 0,46 e uma distribui&ccedil;&atilde;o de pontos com uma tend&ecirc;ncia,    no geral, positiva. Os gr&aacute;ficos de correla&ccedil;&otilde;es restantes,    correspondendo a Cl<sup>-</sup> x Na<sup>+</sup> (<a href="#fig10">Figura 10a</a>)    e Ca<sup>2+</sup> x SO<sup>-</sup><sub>4</sub> (<a href="#fig10">Figura 10f</a>),    apresentam rela&ccedil;&atilde;o fortemente positiva, confirmados por seus respectivos    &iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o de 0,7 e 0,64. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Na an&aacute;lise global das vari&aacute;veis,    as &aacute;guas subterr&acirc;neas estudadas apresentam quantidades apreci&aacute;veis    de amostras com valores de condutividade el&eacute;trica (CE) variando de 250    a 400 &#181;S/cm, al&eacute;m de teores de nitrato e am&ocirc;nio acima de 30    mg/L e 1,6 mg/L, respectivamente. As presen&ccedil;as dessas subst&acirc;ncias    nitrogenadas com teores elevados e a mineraliza&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;guas    s&atilde;o ind&iacute;cios de que as mesmas est&atilde;o afetadas por atividades    urbanas, relacionadas ao sistema de disposi&ccedil;&atilde;o de efluentes dom&eacute;sticos    ou de vazamentos da rede de esgoto. Desse modo, fica evidente que os dados obtidos    nas correla&ccedil;&otilde;es podem permitir a identifica&ccedil;&atilde;o dos    melhores indicadores dessas contamina&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Assim, o nitrato apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva com a condutividade el&eacute;trica, refletindo no aumento proporcional    da salinidade das &aacute;guas (expresso em unidades de condutividade el&eacute;trica),    com o aumento dos teores de nitrato. Entretanto, com o cloreto e o s&oacute;dio,    o nitrato apresenta apenas uma discreta correla&ccedil;&atilde;o positiva. Por    outro lado, a rela&ccedil;&atilde;o entre am&ocirc;nio e cloreto mostra uma    correla&ccedil;&atilde;o positiva, que n&atilde;o &eacute; verificada quando    se relaciona o am&ocirc;nio com a condutividade el&eacute;trica. Ressalta-se,    ainda, que as correla&ccedil;&otilde;es entre CE e cloreto e nitrato e pH n&atilde;o    mostram qualquer tend&ecirc;ncia conjunta de crescimento ou diminui&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis envolvidas. Essas considera&ccedil;&otilde;es indicam que    a condutividade &eacute; um bom indicador da contamina&ccedil;&atilde;o nas    &aacute;guas estudadas, sendo seguido, de forma mais modesta, pelo cloreto.    Vale destacar que o comportamento do cloreto &eacute; importante nessas &aacute;guas,    pois se trata de um elemento bastante m&oacute;vel e de baixa ocorr&ecirc;ncia    natural na regi&atilde;o (teor m&aacute;ximo regional &eacute; de 2,2 mg/L,    conforme <a href="#tab2">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outras correla&ccedil;&otilde;es importantes    est&atilde;o relacionadas com os pares NO<sub>3</sub><sup>-</sup> e Ca<sup>2+</sup>    e NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e Ca<sup>2+</sup>. Observa-se no primeiro par uma    correla&ccedil;&atilde;o positiva, ou seja, h&aacute; um crescimento concomitante    dos teores de c&aacute;lcio e nitrato. Para o segundo par, a rela&ccedil;&atilde;o    &eacute; negativa, sugerindo, portanto, que a concentra&ccedil;&atilde;o do    am&ocirc;nio diminui enquanto a do c&aacute;lcio cresce (ZILBERBRAND; ROSENTHAL;    SHACHNAI, 2001). Desse modo, o c&aacute;lcio tamb&eacute;m &eacute; um bom indicador    desta contamina&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m do fen&ocirc;meno de nitrifica&ccedil;&atilde;o,    pois &agrave; medida que diminui o teor de am&ocirc;nio, aumenta o de c&aacute;lcio    e, por conseguinte, o de nitrato. &Eacute; importante destacar que o am&ocirc;nio    apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o negativa com o sulfato, pH e dureza,    enquanto que, para o nitrato, observa-se, mesmo que discretamente, uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva com a dureza e sulfato (SO<sub>4</sub><sup>-</sup>,) indicando, mais uma vez, um comportamento    de certa forma inverso ao do am&ocirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise fatorial</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nesse estudo, a an&aacute;lise fatorial foi    utilizada com os seguintes prop&oacute;sitos: definir fatores extra&iacute;dos    entre a maioria dos elementos analisados; estudar os significados hidrogeoqu&iacute;micos    dos fatores mais representativos; e comparar com os resultados obtidos dos estudos    estat&iacute;sticos anteriores, especialmente o de correla&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com esses prop&oacute;sitos, o m&eacute;todo    de extra&ccedil;&atilde;o utilizado foi o de an&aacute;lise de fatores principais    <i>cummunalities = multiple R<sup>2</sup></i>, m&eacute;todo preferencialmente    escolhido quando se quer detectar processos geol&oacute;gicos e geoqu&iacute;micos.    Na quantifica&ccedil;&atilde;o dos fatores que devem ser extra&iacute;dos, adotou-se    o crit&eacute;rio <i>Kaiser</i>, ou seja, reteve-se apenas os fatores com <i>eigenvalues</i>    maiores do que 1, fazendo-se, ainda, uma interpreta&ccedil;&atilde;o visual    com o gr&aacute;fico com valores de <i>eigenvalues</i> (teste de <i>Scree</i>).    Na obten&ccedil;&atilde;o do <i>factor loading</i>, utilizou-se a rota&ccedil;&atilde;o    de fator/<i>varimax</i> normalizado, objetivando definir uma clara fei&ccedil;&atilde;o    das cargas dos fatores extra&iacute;dos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nesse processo, duas an&aacute;lises de fator    foram executadas. Em uma primeira an&aacute;lise foram selecionados dez vari&aacute;veis    para serem trabalhadas: Cl<sup>-</sup>, SO<sub>4</sub><sup>-</sup>, HCO<sub>3</sub><sup>-</sup>,    CE, pH, NO<sub>3</sub><sup>-</sup>,  NH<sub>4</sub><sup>+</sup>, Ca<sup>2+</sup>,    Na<sup>+</sup> e Mg<sup>2+</sup>. </font><font size="2" face="verdana">Posteriormente,    efetuou-se nova an&aacute;lise fatorial abrangendo os par&acirc;metros que apresentavam    uma maior quantidade de amostras v&aacute;lidas, com isso, o grupo de amostras    tratadas ficou reduzido a oito vari&aacute;veis: Cl<sup>-</sup>, CE, pH, NO<sub>3</sub><sup>-</sup>,    NH<sub>4</sub><sup>+</sup>, Ca<sup>2+</sup>, Na<sup>+</sup> e Mg<sup>2+</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na primeira an&aacute;lise fatorial desenvolvida    (10 vari&aacute;veis), foram consideradas v&aacute;lidas um total de 86 amostras    de um universo de 219. O m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o de fatores    permitiu a defini&ccedil;&atilde;o de dois fatores com <i>eigenvalues</i> maiores    que 1. A <a href="#tab4">Tabela 4</a> apresenta a carga (<i>factor loadings</i>)    dos fatores extra&iacute;dos. Considerando os <i>factor loadings</i> superiores    a 0,45, observa-se que o primeiro fator permite definir uma associa&ccedil;&atilde;o    composta por Ca<sup>2+</sup> (0,87), HCO<sub>3</sub><sup>-</sup> (0,79), SO<sub>4</sub><sup>-</sup>    (0,59) e pH (0,49); e o segundo fator separa um agrupamento constitu&iacute;do    por Na<sup>+</sup> (0,82), Cl<sup>-</sup> (0,78), CE (0,66) e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>    (0,49). Em uma an&aacute;lise mais abrangente, &eacute; poss&iacute;vel incluir    as vari&aacute;veis Mg<sup>2+</sup> (0,45) e SO<sub>4</sub><sup>-</sup> (0,42)    na associa&ccedil;&atilde;o do segundo fator. Dessa forma, a vari&aacute;vel    SO<sub>4</sub><sup>-</sup> poderia participar dos dois grupos selecionados pelos    fatores extra&iacute;dos.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; segunda an&aacute;lise    fatorial desenvolvida (oito vari&aacute;veis), foram consideradas v&aacute;lidas    um total de 155 amostras, de um universo de 219, correspondendo a um n&uacute;mero    mais representativo se comparado &agrave; an&aacute;lise anterior. O m&eacute;todo    de extra&ccedil;&atilde;o de fatores permitiu a defini&ccedil;&atilde;o de dois    fatores com <i>eigenvalues</i> maiores que 1. A <a href="#tab5">Tabela 5</a>    apresenta a carga (<i>factor loadings</i>) dos fatores extra&iacute;dos para    a an&aacute;lise com oito vari&aacute;veis.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a11t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando os <i>factor loadings</i> superiores    a 0,4, observa-se que o primeiro fator permite definir uma associa&ccedil;&atilde;o    composta por Na<sup>+</sup> (0,75), Cl<sup>-</sup> (0,74), CE (0,74), Mg<sup>+</sup>    (0,48) e NO<sub>3</sub><sup>-</sup> (0,43); ao passo que o segundo fator consiste    em um agrupamento constitu&iacute;do por Ca<sup>2+</sup> (0,72) e pH (0,54).    Ressalta-se que o segundo fator pode individualizar, ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o    com cargas negativas, abrangendo NH<sub>4</sub><sup>+</sup> (-0,61) e Cl<sup>-</sup>    (-0,33). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com base nas associa&ccedil;&otilde;es obtidas    dos fatores extra&iacute;dos nas duas formas de tratamentos e comparando com    os resultados do estudo das an&aacute;lises correla&ccedil;&otilde;es, podem    ser feitas algumas considera&ccedil;&otilde;es: </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> a) A associa&ccedil;&atilde;o do fator 1 da    primeira an&aacute;lise fatorial &eacute; constitu&iacute;da por Ca<sup>2+</sup>,    HCO<sub>3</sub><sup>-</sup>, SO<sub>4</sub><sup>-</sup> e pH, vari&aacute;veis que apresentam entre si, em geral, &iacute;ndices    de correla&ccedil;&otilde;es positivos, como pode ser comprovado pelos &iacute;ndices    de correla&ccedil;&atilde;o e pelos gr&aacute;ficos Ca<sup>2+</sup> x pH; pH x SO<sub>4</sub>; pH    x HCO<sub>3</sub><sup>-</sup> e SO<sub>4</sub> x Ca<sup>2+</sup> (<a href="#tab4">Tabela 4</a> e <a href="#fig10">Figura    10</a>). Mostra, assim, a influ&ecirc;ncia do pH no meio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> b) A associa&ccedil;&atilde;o do fator 2 da    primeira an&aacute;lise fatorial (Na<sup>+</sup>, Cl<sup>-</sup>, CE e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>) mostra que os tr&ecirc;s    primeiros par&acirc;metros s&atilde;o aqueles que possuem uma melhor correla&ccedil;&atilde;o    com NO<sub>3</sub><sup>-</sup>, tanto no aspecto de valores do &iacute;ndice r como na distribui&ccedil;&atilde;o    das amostras nos gr&aacute;ficos de correla&ccedil;&otilde;es (<a href="#fig8">Figura    8</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> c) A associa&ccedil;&atilde;o do fator 1 da    segunda an&aacute;lise fatorial &eacute; similar &agrave; reportada no item    anterior, acrescentando-se apenas o Mg<sup>2+</sup>, confirmando-se as observa&ccedil;&otilde;es    anteriores. Ressalta-se maior representatividade de amostras v&aacute;lidas    nesse segundo tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> d) A associa&ccedil;&atilde;o pH e Ca<sup>2+</sup> da associa&ccedil;&atilde;o    de carga positiva do fator 2, pertencente &agrave; segunda an&aacute;lise fatorial,    confirma mais uma vez um &iacute;ndice de correla&ccedil;&atilde;o positivo    entre essas duas vari&aacute;veis (<a href="#tab3">Tabela 3</a> e <a href="#fig10">Figura    10</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> e) A associa&ccedil;&atilde;o NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e Cl<sup>-</sup> obtida    tamb&eacute;m no fator 2 da segunda an&aacute;lise fatorial &eacute; muito interessante,visto    que o Cl<sup>-</sup> foi &agrave; &uacute;nica vari&aacute;vel que apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva com o am&ocirc;nio (<a href="#fig9">Figura 9</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Desse modo, as an&aacute;lises fatoriais vieram    confirmar as principais observa&ccedil;&otilde;es obtidas no estudo das correla&ccedil;&otilde;es.    Essas an&aacute;lises permitiram, ainda, selecionar as associa&ccedil;&otilde;es    (Na<sup>+</sup>, Cl<sup>-</sup>, CE e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>) e NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e Cl<sup>-</sup>, como bons indicadores da contamina&ccedil;&atilde;o    por efluentes dom&eacute;sticos nas &aacute;guas estudadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A an&aacute;lise conjunta da m&eacute;dia, valor    m&aacute;ximo e m&iacute;nimo, coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o e dos histogramas    dos diversos par&acirc;metros hidroqu&iacute;micos mostram que o comportamento    dessas &aacute;guas est&aacute; diferenciado quando comparado aos padr&otilde;es    regionais. Sugerindo, portanto, que essas &aacute;guas est&atilde;o recebendo    influ&ecirc;ncias do sistema de saneamento <i>in situ</i>, largamente utilizado    pela popula&ccedil;&atilde;o para depositar seus dejetos. Exemplos significativos    dessa situa&ccedil;&atilde;o podem ser vistos nos valores da condutividade el&eacute;trica,    pH, am&ocirc;nio, nitrato, cloreto e s&oacute;dio. Acrescenta-se que alguns    teores de am&ocirc;nio e nitrato s&atilde;o similares aos encontrados nas &aacute;guas    subterr&acirc;neas que est&atilde;o impactadas por sistema de deposi&ccedil;&atilde;o    de efluentes dom&eacute;sticos (ROBERTSON; BLOWS, 1995), estando, portanto,    acima ou pr&oacute;ximo do limite de potabilidade da Portaria 518 do Minist&eacute;rio    de Sa&uacute;de. O estudo de correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis    mostrou para o nitrato uma correla&ccedil;&atilde;o positiva com a condutividade    el&eacute;trica e, de forma mais discreta, com o cloreto, s&oacute;dio, c&aacute;lcio,    sulfato e dureza. Para o am&ocirc;nio, observa-se uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva com o cloreto e correla&ccedil;&atilde;o negativa com o c&aacute;lcio,    sulfato, pH e dureza. Esse estudo permitiu, ent&atilde;o, indicar a condutividade    el&eacute;trica e o cloreto como bons indicadores das contamina&ccedil;&otilde;es.    O c&aacute;lcio tamb&eacute;m pode ser utilizado como indicador, especialmente    no processo de nitrifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Duas an&aacute;lises fatoriais foram desenvolvidas    dentro do tratamento global das amostras. A primeira an&aacute;lise fatorial,    utilizando dez vari&aacute;veis, permitiu individualizar uma associa&ccedil;&atilde;o    composta pelas vari&aacute;veis Ca<sup>2+</sup>, HCO<sup>-3</sup>, SO<sup>-4</sup>    e pH, que apresentam entre si &iacute;ndices de correla&ccedil;&otilde;es positivas.    Essa primeira an&aacute;lise definiu, ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da    por Na<sup>+</sup>, Cl<sup>-</sup>, CE e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>. Ressalta-se    que os tr&ecirc;s primeiros par&acirc;metros dessa associa&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o aqueles que possuem uma melhor correla&ccedil;&atilde;o com o nitrato.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A segunda an&aacute;lise fatorial, com oito    vari&aacute;veis, confirmou, em linhas gerais, as informa&ccedil;&otilde;es    do primeiro tratamento e acrescentou um novo agrupamento, constituindo por NH<sub>4</sub><sup>+</sup>    e Cl<sup>-</sup>. Essa associa&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa, visto que o Cl<sup>-</sup>    foi &agrave; &uacute;nica vari&aacute;vel que apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva com o am&ocirc;nio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Assim, as an&aacute;lises fatoriais vieram confirmar    as principais observa&ccedil;&otilde;es obtidas no estudo de correla&ccedil;&otilde;es.    Permitiram, ainda, selecionar as associa&ccedil;&otilde;es (Na<sup>+</sup>,    Cl<sup>-</sup>, CE e NO<sub>3</sub><sup>-</sup>) e NH<sub>4</sub><sup>+</sup> e Cl<sup>-</sup>, como bons indicadores    da contamina&ccedil;&atilde;o por efluentes dom&eacute;sticos nas &aacute;guas    estudadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> APHA. 1995. American Public Health Association.    <b>Standard methods for the examination of water and wastewater.</b> 19. ed.    Washington DC: American Water Works Association and Water environment Federation.    1268 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 2004.    <b>Portaria n<sup>o</sup>; 518 de 25 de mar&ccedil;o de 2004:</b> Estabelece    os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigil&acirc;ncia    da qualidade da &aacute;gua para o consumo humano e seu padr&atilde;o de potabilidade,    e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia: Gabinete do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> BRAZ, V. M. 1985. <b>Estudo da qualidade da    &aacute;gua de abastecimento da zona urbana de Bel&eacute;m.</b> 167 f. Disserta&ccedil;&atilde;o    (Mestrado) &#8211; Universidade Federal do Par&aacute;, Centro de Geoci&ecirc;ncias,    Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> CABRAL, N. M. T. 2004. <b>Impacto da urbaniza&ccedil;&atilde;o    na qualidade das &aacute;guas subterr&acirc;neas nos bairros do Reduto, Nazar&eacute;    e Umarizal-Bel&eacute;m/ PA</b>. 278 f. Tese (Doutorado) &#8211; Universidade    Federal do Par&aacute;, Centro de Geoci&ecirc;ncias, Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> CODEM. 1999. Companhia de desenvolvimento da    &aacute;rea metropolitana de Bel&eacute;m. &#091;S.l.:s.n.&#093;. l CD-ROM.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> CORTEZ, C. M. B.; TAGLIARINI, E. M.; TANCREDI,    A. C. F. N. S. 2000. Utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas minerais dos aqu&iacute;feros    do Grupo Barreiras na regi&atilde;o de Bel&eacute;m (PA). In: JOINT World Congress    on Groundwater. Fortaleza, CE: &#091;s.n.&#093;. v. 1. 1 CD-ROM.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FETTER, C. W. 1994. <b>Appliedt Hydrogeology</b>.    3. ed. New Jersey: Prentice-Hall. 691 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> GASPAR, M. T. 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Relat&oacute;rio final.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> PIRATOBA, M. G. 2002. <b>Avalia&ccedil;&atilde;o    ambiental dos recursos h&iacute;dricos, solos e sedimentos de abrang&ecirc;ncia    do dep&oacute;sito de res&iacute;duos do Aur&aacute;.</b> 240 f. Tese (Doutorado)    &#8211; Universidade Federal do Par&aacute;, Centro de Geoci&ecirc;ncias, Bel&eacute;m.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SAUMA FILHO, M. 1996. <b>As &aacute;guas subterr&acirc;neas    de Bel&eacute;m e adjac&ecirc;ncias: influ&ecirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o    Pirabas e par&acirc;metros f&iacute;sico-qu&iacute;micos para medidas de qualidade.</b>    128 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) &#8211; Universidade Federal do    Par&aacute;, Centro de Geoci&ecirc;ncias, Bel&eacute;m. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SEICOM. 1995. <b>Plano diretor de minera&ccedil;&atilde;o    em &aacute;reas urbanas:</b> regi&atilde;o metropolitana de Bel&eacute;m e adjac&ecirc;ncias.    &#091;S.l.:s.n.&#093;. 211 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> VILHENA, L. <i>et al.</i> 1991. Estudo Preliminar    da Ocorr&ecirc;ncia de Nitrato e Ferro na &Aacute;gua Subterr&acirc;nea de Bel&eacute;m.    In: ENCONTRO DE PROFISSIONAIS DE QU&Iacute;MICA DA AMAZ&Ocirc;NIA, 7., Bel&eacute;m.    <b>Anais...</b> &#091;Bel&eacute;m&#093;: Conselho Federal de Qu&iacute;mica. p. 185-193.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ZILBERBRAND, M.; ROSENTHAL, E.; SHACHNAI, E.    2001. Impact of urbanization on hydrochemical evolution of groundwater and on    unsaturated-zone gas composition in the coastal city of Tel Aviv, Israel. <b>Journal    of Contaminant Hydrology</b>, v. 50, p. 175-208.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Editora do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br>   Av. Magalh&atilde;es Barata, 376 S&atilde;o Braz    <br>   CEP 66040-170    <br>   Caixa Postal 399    <br>   Telefone/fax: 55-91-3219-3317    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail:<a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font>  </p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font><font size="2" face="verdana">Recebido:    19/11/2004    <br>   Aprovado: 21/11/2005</font></p>      ]]></body><back>
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