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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>MEM&Oacute;RIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Em mem&oacute;ria de Paulo Bezerra Cavalcante    (1922-2006)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ricardo de S. Secco</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Curador do Herb&aacute;rio do Museu Emilio Goeldi    (<a href="mailto:rsecco@museu-goeldi.br">rsecco@museu-goeldi.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/1a14f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nasceu em 12 de julho de 1922, na cidade de Nova    Cruz, Rio Grande do Norte, mas ainda menino veio para Bel&eacute;m, tornando-se    um verdadeiro 'paraense de cora&ccedil;&atilde;o' e um dos mais dedicados pesquisadores    da biodiversidade amaz&ocirc;nica, concentrando seus estudos no ramo da Taxonomia    vegetal. Durante sua vida universit&aacute;ria foi estagi&aacute;rio do Dr.    Jo&atilde;o Mur&ccedil;a Pires, no Instituto Agron&ocirc;mico do Norte, atualmente    Embrapa Amaz&ocirc;nia Oriental, destacando-se como um bot&acirc;nico promissor.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Paulo Cavalcante formou-se em 1954, na primeira   turma de agr&ocirc;nomos da antiga Escola de Agronomia da Amaz&ocirc;nia, posteriormente    Faculdade de Ci&ecirc;ncias   Agr&aacute;rias do Par&aacute; (FCAP), hoje Universidade Federal   Rural da Amaz&ocirc;nia (UFRA). Logo em seguida, no   ano de 1955, ingressou no Museu Paraense Emilio   Goeldi, aliando-se ao c&eacute;lebre time de bot&acirc;nicos da   institui&ccedil;&atilde;o, trabalhando ao lado de Adolpho Ducke,   Walter Egler e Jo&atilde;o Mur&ccedil;a Pires. Em parceria com   Egler, organizou a se&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica do Goeldi,   sendo chefe a partir de 1961 e, com algumas   interrup&ccedil;&otilde;es, permaneceu no cargo at&eacute; meados de   1975, ano em que o renomado Mur&ccedil;a Pires veio   da Embrapa para o Goeldi.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Dr. Paulo exerceu tamb&eacute;m a fun&ccedil;&atilde;o    de Curador,   dedicando um cuidado todo especial ao Herb&aacute;rio do   Museu, que funcionava precariamente no pr&eacute;dio da   Avenida Magalh&atilde;es Barata. Acumulou in&uacute;meras vezes   a fun&ccedil;&atilde;o de Diretor do Museu, por ser um funcion&aacute;rio   de confian&ccedil;a de seus superiores. Ele sempre cultivou   uma personalidade modesta, apesar da grande   import&acirc;ncia de seus estudos sobre a diversidade das   plantas da Amaz&ocirc;nia, cujo reconhecimento pela   comunidade bot&acirc;nica nacional e internacional continua   sendo uma constante. Participou de in&uacute;meras   expedi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e levantamentos flor&iacute;sticos,   destacando-se os relevantes trabalhos nos estados do   Par&aacute; (nos munic&iacute;pios de Oriximin&aacute;, &Oacute;bidos,   Santar&eacute;m, em Caraj&aacute;s e na Zona Bragantina), no   Amazonas (em S&atilde;o Gabriel da Cachoeira) e no Amap&aacute;   (em Macap&aacute;, Cal&ccedil;oene e Oiapoque). A convite do   Dr. Warwick Kerr ministrou, em S&atilde;o Luiz, um   treinamento sobre coleta e guarda de material   bot&acirc;nico, que foi o germe da cria&ccedil;&atilde;o do Herb&aacute;rio    na   Universidade Estadual do Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Paulo Cavalcante tamb&eacute;m se dedicou &agrave;    orienta&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios estagi&aacute;rios, alguns dos quais    hoje est&atilde;o atuando como pesquisadores e professores em cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    Sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; refer&ecirc;ncia constante    para a bot&acirc;nica tropical, destacando-se o cl&aacute;ssico tratamento sobre    as 'Frutas Comest&iacute;veis da Amaz&ocirc;nia', um trabalho de f&ocirc;lego    logo associado ao nome do not&aacute;vel pesquisador. Al&eacute;m deste, destacam-se    os ensaios taxon&ocirc;micos para os g&ecirc;neros <i>Simaba</i>, <i>Diospyros</i>    e <i>Gnetum</i>, a Farmacop&eacute;ia Tiry&oacute; (este com o antrop&oacute;logo    Prot&aacute;sio Frykel), as Convolvulaceae da Amaz&ocirc;nia (com o bot&acirc;nico    americano Daniel Austin) e a s&eacute;rie Flora Amaz&ocirc;nica, iniciando com    as Pterid&oacute;fitas (samambaias). Ele descreveu v&aacute;rias esp&eacute;cies    novas para a Ci&ecirc;ncia, como <i>Centrosema carajasensis, Diospyros manausensis,    Diospyros piresii, Diospyros acreana</i>, entre outras. Foi homenageado com    a descri&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cie <i>Ipomoea cavalcantei</i> , pelo    seu ilustre colega Daniel Austin, <i>Vismia cavalcantei</i>, pela Dra. Elisabeth    van den Berg, e recentemente com <i>Diospyros cavalcantei</i>, por Cinthia Sothers,    do Royal Botanic Gardens, e <i>Coryanthes cavalcantei</i>, uma orqu&iacute;dea,    pelos colegas Manoela Silva e Avaldir Oliveira, do Museu Goeldi.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um detalhe importante a salientar, &eacute; que    o Dr. Paulo foi o pioneiro no Museu a produzir obras destinadas ao grande p&uacute;blico,    sendo de sua autoria os volumes 2 e 6 da s&eacute;rie Para Voc&ecirc; Colorir,    o Guia Bot&acirc;nico do Museu Goeldi e o Arboretum Amazonicum- V D&eacute;cada,    obra esta iniciada por Jacques Huber, fundador do Herb&aacute;rio do Museu.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Mesmo tendo que for&ccedil;osamente se aposentar,   devido a uma gradual perda da vis&atilde;o, Paulo   Cavalcante continuou sendo um s&iacute;mbolo para as   novas gera&ccedil;&otilde;es de bot&acirc;nicos da regi&atilde;o, que nele   sempre viram um exemplo a ser seguido. Tanto   era assim que, qualquer d&uacute;vida que t&iacute;nhamos em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria do Herb&aacute;rio do Museu ou    quanto   &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o ou localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    e utiliza&ccedil;&atilde;o   de alguma planta da regi&atilde;o, logo nos vinha &agrave; mente   o nome do Dr. Paulo, que sempre nos atendia com   a maior aten&ccedil;&atilde;o. Mas no dia 18 de janeiro de 2006,   fomos surpreendidos pela triste not&iacute;cia do   falecimento deste ilustre colega, cujo saber se   ombreava ao de um Adolfo Ducke, de um Jacques   Huber, de um Mur&ccedil;a Pires, e de alguns outros   not&aacute;veis bot&acirc;nicos que tanto dignificaram a institui&ccedil;&atilde;o   Museu Paraense Emilio Goeldi.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Pelo seu pioneirismo e dedica&ccedil;&atilde;o    constante &agrave; ci&ecirc;ncia de Martius, &eacute; que prestamos as nossas    homenagens &agrave; mem&oacute;ria do querido mestre e amigo Dr. Paulo Bezerra    Cavalcante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v1n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Editora do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br>   Av. Magalh&atilde;es Barata, 376 S&atilde;o Braz    <br>   CEP 66040-170    <br>   Caixa Postal 399    <br>   Telefone/fax: 55-91-3219-3317    <br>   E-mail:<a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font>  </p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font><font size="2" face="verdana"></font></p>     ]]></body>
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