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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Castanheira-do-brasil recuperando áreas degradadas e provendo alimento e renda para comunidades da Amazônia Setentrional]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of Brazil nut trees in restoring degraded forest areas and as a source of food and income for northern Amazonian communities]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The role of Brasil nut in the restoring degraded Amazonian forest and supplementing local income - Brazil nut trees (Bertholletia excelsa H. & B. - Lecythidaceae) - are the largest girthed trees in Amazonian forests. Trees can range from 4.34 to 5.25 cm in dbh (diameter at breast high). There is evidence that some reproductive Brazil nut trees can be over 1,000 years old. The objectives of study is to examine the growth rate of Brazil nut trees in a multi-species reforestation system of areas degraded by mining activities and estimate the seed yield for local communities in the Sacará-Taqüera National Forest of Pará, Brazil. The study was carried out in an area of 19.4 ha being restored since 1994 with several species including 482 Brazil nut trees. To evaluate seed production, a pilot study will be used to quantify seed production from 2003 to 2007. The average for Brazil nut trees was 24,8 trees/ha. The lowest diameter was 2.1 cm and the largest was 61.6 cm (= 19.4 cm). This resulted in a mean increment of 0.11 to 3.24 cm/year. The variation in height ranged from 3m to 28m (= 14.7m) and height increment varied from 0.16 to 1.47m/year (= 0.77m/year). To estimate fruit production, 84 trees were selected at one site with a high tree density (= 14 trees/ha). In 2003, 74 trees produced fruits (= 29 fruits/tree) with a mean of 16 seeds per fruit. The mean production was 477 seeds per tree, which was considered low. Normally, the seed production in this region is 800 hectoliters (34,000 kg) which is equivalent to US$22,666.67. The total income derived from the seed harvest per individual is US$755.67 for a 3 month period or US$252/month, which was higher than the background average of US$100.00/month. The plantation of Brazil nut trees in a multi-species restoration system in Eastern Amazon is an excellent opportunity to both forest conservation and local revenues. The selection of highly productive trees can result in trees attaining 60 cm dbh and 28 m height in only 19 yrs. In the 2003, 74 trees in primary forest produced an average of 247 kg of seeds which is equivalent to US$164.72/tree in the local market.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo" id="topo"></a>Castanheira-do-brasil  recuperando &aacute;reas degradadas e provendo alimento e renda para comunidades da Amaz&ocirc;nia  Setentrional<sup><a href="#n1"><font size="3">1</font></a></sup><a name="s1" id="s1"></a> </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>The role of Brazil nut trees  in restoring degraded forest areas and as a source of food and income for  northern Amazonian communities</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Rafael  de Paiva Salom&atilde;o<sup>I</sup>; N&eacute;lson Ara&uacute;jo Rosa<sup>I</sup>; Alexandre Castilho<sup>II</sup>; K&aacute;cio Andrey  C&acirc;mara Morais<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:salomao@museu-goeldi.br">salomao@museu-goeldi.br</a>)  (<a href="mailto:nelsonrosa@aol.com">nelsonrosa@aol.com</a>)    <br>       <sup>II</sup>Minera&ccedil;&atilde;o Rio do Norte.  Assessoria Ambiental. Porto Trombetas, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:alexandre@mrn.com.br">alexandre@mrn.com.br</a>)    <br>     <sup>III</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Bolsista. Graduando em Engenharia Florestal.   Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:kacio_andrey@yahoo.com.br">kacio_andrey@yahoo.com.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira-do-brasil (<i>Bertholletia excelsa </i>H.  &amp; B. -  Lecythidaceae) &eacute; a esp&eacute;cie de  maior di&acirc;metro entre todas as demais da floresta amaz&ocirc;nica. &Aacute;rvores com 5,25 m e 4,34 m de di&acirc;metro a 1,3 m do solo (DAP) j&aacute; foram registradas, assim como a  ocorr&ecirc;ncia, em um mesmo local, de mais de dez castanheiras com di&acirc;metros  superiores a 3 m. Existem fortes evid&ecirc;ncias de que alguns  exemplares de castanheira possam ser milenares e ainda produtivos. Este  trabalho objetivou informar  como se comporta a castanheira no que tange aos crescimentos do di&acirc;metro e da  altura em reflorestamentos heterog&ecirc;neos que visam a recuperar &aacute;reas degradadas pela atividade  de minera&ccedil;&atilde;o na Floresta Nacional  Sarac&aacute;-Taq&uuml;era, Instituto  Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (IBAMA) em Porto Trombetas,  estado do Par&aacute; e, tamb&eacute;m, avaliar qual &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de um castanhal primitivo,  em termos de safra e renda, para uma comunidade de castanheiros daquela regi&atilde;o.  Numa &aacute;rea de 19,4 ha, reflorestada em 1984 com diversas esp&eacute;cies florestais, foram registradas  e medidas (di&acirc;metro e altura) todas as 482 castanheiras ali plantadas. Para avaliar a safra de  castanha foi implantado, numa Reserva de Castanheiras dentro da Flona, um  estudo para quantifica&ccedil;&atilde;o e pesagem de ouri&ccedil;os e castanhas das safras de 2003 a 2007. Foram registradas 482 castanheiras (= 24,8 &aacute;rvores/ha). O menor di&acirc;metro foi de 2,1 cm e o maior de 61,6 cm (= 19,4 cm), gerando um incremento m&eacute;dio de 1,02  cm/ano; a amplitude do incremento  variou de 0,11 cm/ano  at&eacute; 3,24 cm/ano;  a menor altura total foi de 3 m e a maior de 28 m (=  14,7 m). Conseq&uuml;entemente, o incremento m&eacute;dio foi de 0,77  m/ano -  m&iacute;nimo de 0,16  m/ano e m&aacute;ximo de 1,47 m. Para estima&ccedil;&atilde;o a produ&ccedil;&atilde;o de ouri&ccedil;os e castanhas  foram avaliadas 84 &aacute;rvores com di&acirc;metros variando desde 48 cm  at&eacute; 226 cm (= 122 cm) e abund&acirc;ncia de 14 castanheiras/ha, excepcionalmente altas. Na safra  de castanha de 2003, 74 castanheiras produziram frutos (=  29 ouri&ccedil;os/castanheira). Cada ouri&ccedil;o  tinha em m&eacute;dia 16 castanhas (peso m&eacute;dio unit&aacute;rio de 7 g).  A produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia foi de 477 castanhas/&aacute;rvore, o que representou uma safra baixa. Uma safra normal na  regi&atilde;o produz 800 hectolitros,  correspondentes a 34,000 kg, que comercializados rendem R$68.000,00  (US$22,666.67). Divididos pelos 30 coletores, resulta em R$2.267,00 (US$755.67) por trabalhador para  os tr&ecirc;s meses de servi&ccedil;o (fevereiro, mar&ccedil;o e abril), ou R$756,00 (US$252.00)  por m&ecirc;s para cada trabalhador se a divis&atilde;o fosse igualit&aacute;ria, o que, &eacute; sabido,  n&atilde;o acontece, pois deste valor mensal o coletor recebe menos de 40%, pr&oacute;ximo de R$300,00/m&ecirc;s (US$100.00). A  castanheira-do-brasil, plantada em &aacute;reas degradadas da Amaz&ocirc;nia  setentrional, atrav&eacute;s de  reflorestamentos heterog&ecirc;neos, &eacute; uma esp&eacute;cie de comprovada adaptabilidade e excelente  crescimento. Uma sele&ccedil;&atilde;o da matriz de sementes possibilita a obten&ccedil;&atilde;o de  &aacute;rvores com 60 cm de di&acirc;metro e altura de 28 m  aos 19 anos,  ou seja, um incremento anual m&eacute;dio de crescimento do di&acirc;metro de 3,24  cm/ano e da altura de 1,47  m/ano. No ano de 2003,  num universo de 74  castanheiras em floresta  prim&aacute;ria, a produ&ccedil;&atilde;o total de castanha foi de 247,1 kg de castanhas (safra muito baixa), que renderia  R$494,17 (US$164.72) no caso de o quilo ser comercializado ao pre&ccedil;o de R$2,00  (US$0.67).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: <i>Bertholletia excelsa. </i>Castanha-do-brasil.  Plantios florestais. Floresta tropical prim&aacute;ria. Amaz&ocirc;nia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The role of Brasil nut in the restoring degraded Amazonian  forest and supplementing local income - Brazil nut trees (<i>Bertholletia excelsa </i>H. &amp; B. - Lecythidaceae) - are the largest  girthed trees in Amazonian forests. Trees can range from 4.34 to 5.25 cm in dbh (diameter at  breast high). There is evidence that some reproductive Brazil nut trees can be  over 1,000 years old. The objectives of study is to examine the growth rate of  Brazil nut trees in a multi-species reforestation system of areas degraded by  mining activities and estimate the seed yield for local communities in the Sacar&aacute;-Taq&uuml;era National Forest of Par&aacute;, Brazil. The study was carried out in an area of 19.4 ha being restored  since 1994 with several species including 482 Brazil nut trees. To evaluate  seed production, a pilot study will be used to quantify seed production from  2003 to 2007. The average for Brazil nut trees was 24,8 trees/ha. The lowest  diameter was 2.1 cm  and the largest was 61.6 cm  (= 19.4 cm).  This resulted in a mean increment of 0.11 to 3.24 cm/year. The variation in  height ranged from 3m to 28m (= 14.7m) and height increment varied from 0.16 to  1.47m/year (= 0.77m/year). To estimate fruit production, 84 trees were selected  at one site with a high tree density (= 14 trees/ha). In 2003, 74 trees  produced fruits (= 29 fruits/tree) with a mean of 16 seeds per fruit. The mean  production was 477 seeds per tree, which was considered low. Normally, the seed  production in this region is 800 hectoliters (34,000 kg) which is  equivalent to US$22,666.67. The total income derived from the seed harvest per  individual is US$755.67 for a 3 month period or US$252/month, which was higher  than the background average of US$100.00/month. The plantation of Brazil nut  trees in a multi-species restoration system in Eastern Amazon is an excellent  opportunity to both forest conservation and local revenues. The selection of  highly productive trees can result in trees attaining 60 cm dbh and 28 m height in only 19 yrs. In  the 2003, 74 trees in primary forest produced an average of 247 kg of seeds which is  equivalent to US$164.72/tree in the local market.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords</b>: <i>Bertholletia excelsa. </i>Brazil-nuts. Plantation  nut trees. Rain forest. Amazonia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira-do-brasil, castanheira-do-par&aacute; ou simplesmente castanheira (<i>Bertholletia  excelsa </i>H. &amp; B. - Lecythidaceae) &eacute; a esp&eacute;cie que apresenta o tronco mais  grosso entre todas as esp&eacute;cies da floresta amaz&ocirc;nica, ou seja, &eacute; a de maior di&acirc;metro; j&aacute; as mais altas  s&atilde;o as esp&eacute;cies do grupo dos angelins, que chegam a mais de 60 m de  altura enquanto que a castanheira chega a 50 m -  o piqui&aacute; e a samauma s&atilde;o sempre  menores. A castanheira, assim como piqui&aacute;, o bacur&iacute;, entre outras, &eacute;  considerada <i>esp&eacute;cie social, </i>pois suprir&aacute; frutos e renda para os  comunit&aacute;rios locais. Camargo <i>et al. </i>(1994) estimaram uma idade de 440  anos &#177; 60  anos para um exemplar com 233 cm de di&acirc;metro a 1,3 m do solo (DAP). Existem fortes evid&ecirc;ncias de que  alguns exemplares de castanheira possam ser milenares (SALOM&Atilde;O, 1991;  CAMARGO <i>et al., </i>1994).  Exemplares com 5,25 m e 4,34 m de DAP s&atilde;o  apresentados por Salom&atilde;o (1991). Num outro estudo no Plat&ocirc; Almeidas, na Flona Sarac&aacute;-Taq&uuml;era/Ibama, em Porto   Trombetas, estado do Par&aacute;, Salom&atilde;o <i>et al. </i>(2002a)  apresentam 10 castanheiras com di&acirc;metros superiores a 3 m.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira ocorre em agrupamentos mais ou menos extensos (<i>bolas </i>na  linguagem do caboclo) denominados castanhais. Sua &aacute;rea de ocorr&ecirc;ncia vai desde  o extremo sul das Guianas at&eacute; o Alto Beni - 14<sup>o</sup> de latitude Sul no sul do Mato Grosso (M&Uuml;LLER <i>et al., </i>1980);  seu limite leste encontra-se  a noroeste do Maranh&atilde;o, bacia do  rio Gurupi, estando ausente em toda a parte ocidental da hil&eacute;ia em ocorr&ecirc;ncia  espont&acirc;nea (DUCKE; BLACK, 1954).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Numa <i>bola de castanha </i>(express&atilde;o cabocla) ou castanhal, pode-se  encontrar de 1 a 15  castanheiras por hectare  (SALOM&Atilde;O, 1991; SALOM&Atilde;O <i>et al., </i>2002), sendo a m&eacute;dia geral para as &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia na Amaz&ocirc;nia  de 1,5 &aacute;rvore/ha. In&uacute;meros estudos sobre a esp&eacute;cie foram  compilados num banco bibliogr&aacute;fico por Pereira e Costa (1981).  Moritz (1984) estudou  detalhadamente os fatores biol&oacute;gicos da flora&ccedil;&atilde;o e frutifica&ccedil;&atilde;o da castanheira.  Cavalcante (1988) comenta  sobre diversos aspectos da &aacute;rvore e do fruto da castanheira. O papel econ&ocirc;mico  e, sobretudo, social dos  castanhais s&atilde;o discutidos e interpretados por Kitamura e M&uuml;ller  (1984), que prop&otilde;em algumas  medidas para a preserva&ccedil;&atilde;o, em detrimento da depreda&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Bentes,  Marin e Emmi (1988) documentaram  a destrui&ccedil;&atilde;o acelerada dos castanhais do Tocantins, apesar da proibi&ccedil;&atilde;o do  abate e da comercializa&ccedil;&atilde;o da castanheira desde 1987, atrav&eacute;s de Portaria do Ibama. Peres <i>et al. </i>(2003)  analisaram as amea&ccedil;as demogr&aacute;ficas  &agrave; sustentabilidade da explora&ccedil;&atilde;o da castanha em 21 popula&ccedil;&otilde;es espalhadas pela Amaz&ocirc;nia  brasileira, boliviana e peruana,  mostrando que o n&iacute;vel de coleta &eacute; o determinante principal da estrutura de tamanho das  popula&ccedil;&otilde;es. Informa&ccedil;&otilde;es sobre a estrutura e a fitossociologia de castanheiras  s&atilde;o citadas por Pires (1973, 1976), Radambrasil (1974, 1976), Campbell <i>et al. </i>(1986),  Salom&atilde;o, Silva e Rosa (1988).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na Floresta Nacional Sarac&aacute;-Taq&uuml;era, em   Porto Trombetas,  Par&aacute;, a Minera&ccedil;&atilde;o Rio do Norte (MRN) promove a lavra da bauxita desde 1979.  O min&eacute;rio encontra-se  no subsolo (entre 4  e 6 m de  profundidade) em &aacute;rea coberta pela floresta ombr&oacute;fila densa. De acordo com a  meta anual de produ&ccedil;&atilde;o, a empresa desmata, atualmente, &aacute;reas que variam de 400 a 500 ha por ano. Ap&oacute;s a lavra, inicia-se  o processo de restaura&ccedil;&atilde;o da  paisagem florestal atrav&eacute;s do reflorestamento com esp&eacute;cies arb&oacute;reas quase que  exclusivamente nativas da Amaz&ocirc;nia e, tamb&eacute;m, pela adi&ccedil;&atilde;o de solo superficial  'terra-preta' nas &aacute;reas de plantio. &Eacute; oportuno ressaltar que o ecossistema  artificial formado ap&oacute;s a lavra da bauxita pode ser classificado como o extremo  da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, pois as propriedades f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas do  solo foram profundamente alteradas, sendo superado somente pelos 'lagos de  rejeito' estudados por Franco <i>et al. </i>(1992).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao conjunto dos processos utilizados para recompor ecossistemas, tendo em  vista as condi&ccedil;&otilde;es iniciais naturais, as altera&ccedil;&otilde;es registradas e os progn&oacute;sticos  resultantes do monitoramento denominam-se restaura&ccedil;&atilde;o ambiental e para  floresta, especificamente, restaura&ccedil;&atilde;o florestal. Restaura&ccedil;&atilde;o &eacute; o retorno de  uma condi&ccedil;&atilde;o perturbada ou totalmente alterada a um estado anterior existente  naturalmente, ou seja, restaura&ccedil;&atilde;o refere-se ao retorno a um estado  pr&eacute;-existente sem, necessariamente, que o sistema retorne &agrave;s suas  caracter&iacute;sticas originais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Carpanezzi <i>et al. </i>(1990), ecossistema  degradado &eacute; aquele que, ap&oacute;s dist&uacute;rbios, teve eliminado, juntamente com a  vegeta&ccedil;&atilde;o, os seus meios de regenera&ccedil;&atilde;o bi&oacute;ticos, como o banco de sementes,  banco de pl&acirc;ntulas, chuva de sementes e rebrota. Apresenta, portanto, baixa  resili&ecirc;ncia, isto &eacute;, seu retorno ao estado anterior pode n&atilde;o ocorrer ou ser  extremamente lento. Nestes ecossistemas degradados, a a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica para a  recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, pois eles j&aacute; n&atilde;o mais disp&otilde;em daqueles eficientes  mecanismos de regenera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O paradigma da reabilita&ccedil;&atilde;o da paisagem  florestal deve aliar o reflorestamento &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es que propiciam a  sucess&atilde;o natural no menor espa&ccedil;o de tempo poss&iacute;vel e ao menor custo. Isso propiciaria  o m&aacute;ximo de acumula&ccedil;&atilde;o de biomassa aliada a uma alta biodiversidade, de tal  forma que os benef&iacute;cios sociais e ecol&oacute;gicos da recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas  degradadas, em regi&otilde;es originalmente cobertas por florestas, sejam otimizados  pela instala&ccedil;&atilde;o de sistemas agroflorestais (WANDELLI <i>et al., </i>1997) ou pela conserva&ccedil;&atilde;o  ambiental em si (CARPANEZZI <i>et al., </i>1990).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A recupera&ccedil;&atilde;o de um ambiente natural,  diferentemente da recomposi&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a restaura&ccedil;&atilde;o natural do ambiente sem a  interfer&ecirc;ncia do homem, necessita de t&eacute;cnicas silviculturais e de manejo  florestal para lograr &ecirc;xito. Nos processos de recupera&ccedil;&atilde;o podem ser usadas duas  t&eacute;cnicas distintas: restaura&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Viana (1990), a restaura&ccedil;&atilde;o refere-se ao  conjunto de tratamentos que visam a recuperar a forma original do ecossistema,  ou seja, a sua estrutura original, a din&acirc;mica e as respectivas intera&ccedil;&otilde;es  biol&oacute;gicas. Ela &eacute; geralmente recomendada para ecossistemas raros e amea&ccedil;ados,  demandando maior tempo e resultando em custos significativamente maiores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A reabilita&ccedil;&atilde;o diz  respeito a tratamentos que buscam a recupera&ccedil;&atilde;o de uma ou mais fun&ccedil;&otilde;es do  ecossistema, que podem ser basicamente econ&ocirc;mica ou ambiental (JESUS, 1997).  Ela &eacute; aplicada, geralmente, em &aacute;reas onde o n&iacute;vel de degrada&ccedil;&atilde;o &eacute; elevado (como  nas &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o) e h&aacute; a necessidade de imediata recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os plantios de enriquecimento e o manejo da  regenera&ccedil;&atilde;o natural t&ecirc;m sido as pr&aacute;ticas mais recomendadas para a recupera&ccedil;&atilde;o  de fragmentos degradados e podem, ainda, ser utilizadas em &aacute;reas muito  degradadas e que n&atilde;o conservam nenhuma das caracter&iacute;siticas bi&oacute;ticas da  forma&ccedil;&atilde;o original (RODRIGUES; GANDOLFI, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho objetivou analisar como se  comporta a castanheira, em termos de crescimento do di&acirc;metro e da altura, em  plantios que visam &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o da paisagem florestal em &aacute;reas degradadas pela  minera&ccedil;&atilde;o a c&eacute;u aberto, assim como avaliar a produ&ccedil;&atilde;o de um castanhal em  um fragmento de floresta prim&aacute;ria no que se refere &agrave; safra e renda de uma  comunidade de castanheiros na regi&atilde;o de Porto Trombetas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;rea de estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &aacute;rea de estudo encontra-se inserida na  Floresta Nacional Sarac&aacute;-Taq&uuml;era, sob gest&atilde;o do Ibama,  onde est&aacute;  instalado o projeto de minera&ccedil;&atilde;o de bauxita da Minera&ccedil;&atilde;o Rio Norte (MRN) (1<sup>o</sup>40'  S - 56<sup>o</sup>27' W atitude de 180 m),  implantado na d&eacute;cada de 1970, no distrito de Porto Trombetas,  munic&iacute;pio de  Oriximin&aacute;, estado do Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Flona est&aacute; localizada na sub-regi&atilde;o dos baixos plat&ocirc;s da Amaz&ocirc;nia, dom&iacute;nio da floresta densa das baixas altitudes,  cuja fisionomia apresenta dois estratos distintos: um emergente e outro  uniforme. Trata-se de  uma floresta que se destaca no bioma amaz&ocirc;nico por apresentar altos valores de diversidade arb&oacute;rea  e biomassa e, tamb&eacute;m, elevado volume de madeira de grande valor comercial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O clima da regi&atilde;o &eacute; o AF1, que apresenta precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica m&eacute;dia  anual variante entre 2.500 mm e 3.000 mm. Como regra geral na Amaz&ocirc;nia,  o clima apresenta dois per&iacute;odos  clim&aacute;ticos distintos: inverno, de janeiro a maio, quando ocorrem as maiores  precipita&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas; e ver&atilde;o, de julho a dezembro, quando a estiagem &eacute;  acentuada. A temperatura m&eacute;dia, a precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica, a umidade  relativa e a insola&ccedil;&atilde;o anual para regi&atilde;o s&atilde;o, respectivamente, 26<sup>o</sup>C, 2.197 mm, 81% e 2.026 h.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na bacia amaz&ocirc;nica os  dep&oacute;sitos de bauxita s&atilde;o associados &agrave; s&eacute;rie Barreiras do Terci&aacute;rio,  constitu&iacute;dos de arenitos, siltitos e, ocasionalmente, conglomerados. As  lateritas s&atilde;o encontradas no topo dos plat&ocirc;s, fortemente dissecados pela  eros&atilde;o, remanescentes do peneplano Terci&aacute;rio, que se estendem ao longo do lado  nordeste do rio Amazonas, desde as vizinhan&ccedil;as de Oriximin&aacute; at&eacute; Jardil&acirc;ndia, no  rio Jari (LAPA, 2000). Estes plat&ocirc;s s&atilde;o bem definidos, t&ecirc;m os topos e planos  achatados, cuja eleva&ccedil;&atilde;o varia de 70 a 120 m, com altitude de 150 a 200 m em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do  mar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Geomorfologicamente, a regi&atilde;o encontra-se na unidade morfoestrutural do Planalto Dissecado  rio Trombetas - rio  Negro. Nas proximidades da margem direita do rio Trombetas h&aacute; relevos tabulares  onde ocorre a explora&ccedil;&atilde;o de bauxita (RADAMBRASIL, 1976).  Predominam na &aacute;rea o latossolo  amarelo distr&oacute;fico, textura muito argilosa, e o latossolo amarelo distr&oacute;fico,  textura argilosa, sob floresta densa de relevo plano com bordos dissecados  (RADAMBRASIL, 1976).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &aacute;rea acha-se inserida  na regi&atilde;o da Floresta Tropical Densa, sub-regi&atilde;o dos Baixos Plat&ocirc;s da Amaz&ocirc;nia, dom&iacute;nio da floresta densa das baixas altitudes,  cuja fisionomia refere-se &agrave; floresta localizada, principalmente, nos plat&ocirc;s  Terci&aacute;rios e terra&ccedil;os antigos e recentes, apresentando-se em dois estratos  distintos: um emergente e outro uniforme (RADAMBRASIL, 1976).  As principais esp&eacute;cies que  caracterizam o estrato emergente s&atilde;o: <i>Dinizia excelsa </i>(angelim-pedra), <i>Bertholletia  excelsa </i>(castanheira) e <i>Cedrelinga catanaeformis </i>(cedrorana). O  estrato uniforme &eacute; caracterizado por <i>Manilkara </i>spp. (ma&ccedil;arandubas), <i>Protium </i>sp. (breus) e Pouteria <i>spp. </i>(abius). Tratam-se de florestas com alto volume de madeira de grande  valor comercial. Comparada com outras &aacute;reas florestais da Amaz&ocirc;nia &eacute; uma das  mais belas, com sub-bosque limpo, boa regenera&ccedil;&atilde;o natural e f&aacute;cil penetra&ccedil;&atilde;o  (RADAMBRASIL, 1976).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &aacute;rea espec&iacute;fica de estudo do papel da castanheira na restaura&ccedil;&atilde;o da  paisagem florestal refere-se &agrave;quelas &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o a c&eacute;u aberto que se  encontram no extremo da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental quando comparadas com aquelas  oriundas do deficiente manejo para agricultura e pecu&aacute;ria no nordeste do Par&aacute; -  a mais antiga &aacute;rea de coloniza&ccedil;&atilde;o  agr&iacute;cola da Amaz&ocirc;nia brasileira  (VIEIRA <i>et al., </i>1996).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sintetizando a descri&ccedil;&atilde;o da paisagem predominante, tem-se que, para a lavra  do min&eacute;rio, &eacute; necess&aacute;ria a remo&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o (no caso de Porto Trombetas trata-se  da floresta ombr&oacute;fila) e a  retirada de uma camada de solo que varia de 4 a 6 m a  fim de chegar ao min&eacute;rio (bauxita). Ap&oacute;s a lavra, a terra retorna ao buraco da  cava sendo espalhada por um trator de esteira. Na finaliza&ccedil;&atilde;o do preparo do  solo &eacute; incorporada a <i>terra-preta </i>(serrapilheira +  horizonte A), formando uma camada  de 10 a 20 cm. A seguir, inicia-se o processo de recomposi&ccedil;&atilde;o da  paisagem florestal atrav&eacute;s dos reflorestamentos, com o emprego de v&aacute;rias  esp&eacute;cies, entre elas, a castanheira, piqui&aacute;, bacuri e uxi, consideradas  'esp&eacute;cies sociais', pois suprir&atilde;o frutos e renda para os comunit&aacute;rios locais, e  da facilita&ccedil;&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o natural atrav&eacute;s do banco de sementes que se encontra na  'terra-preta' (SALOM&Atilde;O <i>et al., </i>1997). Na avalia&ccedil;&atilde;o desse processo, fica  evidenciado que todas as propriedades qu&iacute;micas, f&iacute;sicas, biol&oacute;gicas e  ecol&oacute;gicas do solo foram dr&aacute;stica e extremamente alteradas, da&iacute; conclui-se que  as &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o encontram-se no extremo da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo da avalia&ccedil;&atilde;o da safra de castanha foi  realizado em uma das quatro reservas fragmentadas de castanheiras  do Plat&ocirc;  Almeida. A delimita&ccedil;&atilde;o dessas reservas atende a uma das condicionantes do Ibama para  o licenciamento de lavra naquele local. A reserva escolhida situa-se a leste  por propiciar maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por unidade de &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o  do crescimento em di&acirc;metro e altura em &aacute;rea degradada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o do crescimento em di&acirc;metro e altura  de castanheiras em reflorestamentos heterog&ecirc;neos teve por base o  plantio florestal efetuado pela MRN, em 1984, quando foram empregadas 67  esp&eacute;cies arb&oacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Num bloco de 19,4 ha procedeu-se o  levantamento de todas as castanheiras presentes na &eacute;poca  (fevereiro de 2003). A &aacute;rea foi dividida em faixas de 20 m de largura com  comprimento vari&aacute;vel, na dire&ccedil;&atilde;o norte-sul. Cada faixa foi subdividida em  quadras de 25 m  (500 m<sup>2</sup>)  e balizadas com tubos de pvc (1   m de comprimento por <i>&#189; </i>de di&acirc;metro) pintados na  cor laranja.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todos os indiv&iacute;duos, independentemente do di&acirc;metro,  foram registrados recebendo uma placa de alum&iacute;nio cuja numera&ccedil;&atilde;o acusava a  quadra de ocorr&ecirc;ncia e o respectivo n&uacute;mero da &aacute;rvore, como, Q-10-&Aacute;rv 67. As  placas foram fixadas nos troncos com arame inoxid&aacute;vel. Foi medido o DAP (di&acirc;metro  a 1,3 m  do solo) e estimadas as alturas do fuste e da copa atrav&eacute;s de uma  vara de 5 m  dividida a cada metro (essas alturas eram fornecidas sempre pelo mesmo  auxiliar). A fenofase de cada indiv&iacute;duo foi tamb&eacute;m anotada. Todos os indiv&iacute;duos  registrados foram monitorados a intervalos de dois anos para acompanhamento do  crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o  da safra de castanha em floresta prim&aacute;ria</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para avalia&ccedil;&atilde;o da safra anual de castanheiras em floresta prim&aacute;ria foi implantado, em 2003, um estudo para  monitorar a safra anual, por um per&iacute;odo de cinco anos (2003 a 2007), na Reserva  Leste de Castanheira (6 ha), no Plat&ocirc; Almeidas.  Foram  registradas e plaqueadas todas as &aacute;rvores com DAP<sup>3</sup>  10 cm  e tamb&eacute;m medidos o DAP e as alturas do fuste e copa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando que a safra regional &eacute; de janeiro a  maio, com pico em mar&ccedil;o, foram feitas contagens e pesagens  de ouri&ccedil;os e  castanhas (am&ecirc;ndoas) nos meses de fevereiro, abril e junho. Na &aacute;rea de proje&ccedil;&atilde;o  da copa, foram contados todos os ouri&ccedil;os e marcados com tinta <i>spray </i>nas  cores vermelha, amarela e azul, respectivamente, para aqueles meses de  monitoramento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para cada 15 ouri&ccedil;os de uma mesma &aacute;rvore,  coletava-se um para pesagem (tanto do ouri&ccedil;o quanto das castanhas) e  contagem do n&uacute;mero de castanhas em cada ouri&ccedil;o. Quando uma castanheira apresentava menos de 15 e mais de sete ouri&ccedil;os, coletava-se um  para amostragem, ou seja, quando havia de 1 a sete ouri&ccedil;os descartava-se da amostragem e  de 8 a 15  considerava-se.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Crescimento em di&acirc;metro em  &aacute;rea degradada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na  &aacute;rea de 19,4 ha  do reflorestamento de 1984, foram registradas 482 castanheiras  vivas, aos  19 anos de idade (considerando-se um ano no viveiro para germina&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o  da muda), acarretando uma abund&acirc;ncia de 24,8 &aacute;rvores/ha.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O menor di&acirc;metro  mensurado foi de 2,1 cm, o maior de 61,6 cm (<a href="#f1">Figura 1</a>) e o di&acirc;metro m&eacute;dio foi de 19,4 cm. Nove indiv&iacute;duos apresentaram di&acirc;metro inferior a 5 cm,  enquanto, no outro extremo, tr&ecirc;s &aacute;rvores apresentaram DAP superior a 50 cm.  Abaixo de 20 cm observou-se 362 &aacute;rvores (75,1%); entre 20 cm e 40 cm outras 110 (22,8%); e acima de 40 apenas 10 &aacute;rvores (ou 2,1%); a maioria (282 indiv&iacute;duos), equivalente a 58,5%,  apresentou di&acirc;metro inferior a 15 cm (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2" id="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O incremento m&eacute;dio  anual do crescimento diam&eacute;trico apresentou uma amplitude muito grande, variando  de 0,11 cm/ano  (DAP de 2,1 cm) at&eacute; 3,24 cm/ano (DAP de 61,6 cm) - m&eacute;dia de 1,02 cm/ano, equivalente a um DAP m&eacute;dio de 19,4 cm. No extremo inferior (DAP &pound;  5 cm) obteve-se cinco exemplares com incremento m&eacute;dio  de 0,26 cm/ano, enquanto que  no extremo superior (DAP <sup>3</sup> 60 cm) h&aacute; um incremento de 3,24 cm/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Existem 120  &aacute;rvores (24,9%  do total) com di&acirc;metros  superiores a 20 cm  e incremento anual superior a 1 cm/ano. Duas castanheiras apresentaram  incremento diam&eacute;trico anual superior a 3 cm/ano (3,24 cm/ano e 3,03 cm/ano);  oito apresentaram incrementos entre 3 cm/ano e 2 cm/ano; 190 (ou 38,4%)  apresentaram incremento entre 2 cm/ano e 0,9 cm/ano, enquanto a maioria, 282  (58,5%), apresentaram incrementos entre 0,1 cm/ano e 0,7 cm/ano. Percebe-se que  praticamente 42% das castanheiras t&ecirc;m incremento diam&eacute;trico m&eacute;dio anual  superior a 0,9 cm/ano.  Caso sejam escolhidas boas matrizes, pode-se facilmente obter esp&eacute;cies com incrementos superiores a  2 cm/ano, o que qualifica a castanheira como uma excelente  esp&eacute;cie para recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como  se comportam esses incrementos face aos de outras esp&eacute;cies utilizadas na  recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas em Porto Trombetas e, tamb&eacute;m, em rela&ccedil;&atilde;o a outros  locais da Amaz&ocirc;nia?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para  responder o primeiro item, analisaram-se os resultados relativos aos quatro  primeiros anos do monitoramento dos reflorestamentos anuais plantados entre 1981 a 1996, pela MRN, em Porto Trombetas. Salom&atilde;o e Rosa  (2000) e Salom&atilde;o, Matos e Rosa (2002) avaliaram o crescimento anual do di&acirc;metro  basal m&eacute;dio de 34 esp&eacute;cies que apresentaram 20 ou mais indiv&iacute;duos (n <sup>3</sup>  20) no referido per&iacute;odo de monitoramento. Para cada esp&eacute;cie foi calculado o  incremento peri&oacute;dico anual (IPA), entre 1996 e 1999, relativo ao crescimento  anual do di&acirc;metro basal de cada indiv&iacute;duo, gerando-se, a seguir, o IPA m&eacute;dio da  esp&eacute;cie (IPA <sub>M&Eacute;DIO SP</sub>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Procedeu-se  a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia desta vari&aacute;vel e aplicou-se o teste de Tuckey (95%  de probabilidade) para identificar aquelas esp&eacute;cies com IPA<sub>M&Eacute;DIO</sub>, semelhantes.  Quatro esp&eacute;cies foram consideradas como excelentes quanto &agrave; aptid&atilde;o ecol&oacute;gica  por apresentarem incremento anual superior ao dobro da m&eacute;dia geral; seis  esp&eacute;cies foram classificadas como boas (incremento entre a m&eacute;dia e o dobro  dela); exatos 50% das esp&eacute;cies analisadas foram consideradas com aptid&atilde;o  regular (incremento entre a m&eacute;dia e a metade dela); e sete esp&eacute;cies foram  enquadradas como de fraca aptid&atilde;o, com incremento inferior a metade da m&eacute;dia  (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1" id="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando-se  o incremento diam&eacute;trico m&eacute;dio calculado para as 482 castanheiras do  reflorestamento de 1984 (1,02 cm/ano), observa-se que esta esp&eacute;cie seria  considerada como de boa aptid&atilde;o. Caso se trabalhe com clones daqueles  indiv&iacute;duos de maior incremento (superior a 3,0 cm/ano), ter-se-&atilde;o indiv&iacute;duos de  castanheira com excelente performance na restaura&ccedil;&atilde;o da paisagem florestal em  &aacute;reas degradadas. Deve-se ressaltar, ainda, que os incrementos apresentados  pelas esp&eacute;cies da <a href="#t1">Tabela 1</a> foram calculados em fun&ccedil;&atilde;o do di&acirc;metro basal das  mudas (di&acirc;metro ao n&iacute;vel do solo) e n&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do DAP, como nas castanheiras. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao  segundo item do questionamento, sobre como estariam situados estes incrementos  do crescimento diam&eacute;trico em &aacute;reas degradadas em rela&ccedil;&atilde;o a outros  locais antropizados da Amaz&ocirc;nia (excetuando-se as &aacute;reas degradadas),  analisaram-se os resultados de Le&atilde;o, Ohashi e Vieira (2004) que retratam, entre outros, o  crescimento em di&acirc;metro e altura de 29 esp&eacute;cies plantadas em 22,63 ha do banco de  germoplasma <i>ex situ </i>da Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;, denominado Ilha de  Germoplasma, no munic&iacute;pio de Tucuru&iacute;, Par&aacute;. Os resultados referem-se ao per&iacute;odo  de crescimento desde o plantio (1985) at&eacute; o ano de 2000, correspondente a 15  anos (<a href="#t2">Tabela 2</a>). A ilha de Germoplasma, com 129 ha, &eacute; um empreendimento  ambiental mantido pela Eletronorte h&aacute; 20 anos que abriga, tamb&eacute;m, um banco de  germoplasma <i>in situ </i>que possibilita a conserva&ccedil;&atilde;o de material gen&eacute;tico  de esp&eacute;cies florestais submersas com a forma&ccedil;&atilde;o do lago da hidrel&eacute;trica.</font></p>     <p><a name="t2" id="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05t2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os  maiores crescimentos diam&eacute;tricos observados foram de 48,8 cm e 42 cm em exemplares de  parapar&aacute; (<i>J. copaia</i>) e virola (<i>V. surinamensis</i>)<i>, </i>respectivamente, enquanto  os menores foram de 6,7 cm  e 6,4 cm  em indiv&iacute;duos de cupua&ccedil;u (<i>T. grandiflorum</i>) e bacuri-pari (<i>R. gardneriana</i>)<i>, </i>respectivamente. Todas as demais 27  esp&eacute;cies apresentaram  DAP m&aacute;ximo inferior a 40   cm durante os 15 anos analisados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O  di&acirc;metro m&eacute;dio das esp&eacute;cies variou de 27 cm para o tapereb&aacute;  a 4,5 cm para o cupua&ccedil;u e o  acapu (<i>V. americana</i>) plantado na  sombra. Considerando-se o di&acirc;metro m&eacute;dio da castanheira (19,4 cm aos 19 anos), observa-se que apenas seis esp&eacute;cies arb&oacute;reas apresentam valores  superiores a ela: tapereb&aacute; (27 cm), morotot&oacute; - <i>S. morotottonii </i>(23,5 cm), fava de paca - <i>S. barbadetiman </i>(23,4 cm), parapar&aacute; (21,3 cm), angelim pedra - <i>D. excelsa </i>(19,9 cm) e virola (19,8 cm) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O maior incremento  m&eacute;dio anual do crescimento diam&eacute;trico (2,16 cm/ano) foi da palmeira maca&uacute;ba (<i>A. aculeata</i>)<i>; </i>entre  as &aacute;rvores o maior foi do tapereb&aacute; - <i>S. mombin </i>(1,80 cm/ano) e o menor foi do cupua&ccedil;u - <i>T. grandiflorum </i>(0,3  cm/ano). Nove esp&eacute;cies arb&oacute;reas  apresentaram incrementos superiores ao da castanheira (1,02  cm/ano), s&atilde;o elas: tapereb&aacute; (1,80  cm/ano), morotot&oacute; (1,57  cm/ano), fava de paca (1,56  cm/ano), parapar&aacute; (1,42  cm/ano), angelim pedra (1,33  cm/ano), virola (1,32  cm/ano), amarel&atilde;o  - <i>A. leiocarpa </i>(1,2  cm/ano), cajua&ccedil;u - <i>A. giganteum </i>(1,07 cm/ano) e copa&iacute;ba - <i>C. reticulata </i>(1,04 cm/ano); entre as palmeiras, al&eacute;m da maca&uacute;ba, a  bacaba (<i>O. bacaba</i>) tamb&eacute;m apresentou incremento superior, de 1,54  cm/ano (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Contrastando estes  valores (&aacute;reas n&atilde;o degradadas) com &agrave;queles observados pelas castanheiras de 19  anos plantadas em &aacute;reas  degradadas (DAP m&aacute;ximo de 61,6 cm, DAP m&eacute;dio de 19,4 cm e incremento m&eacute;dio anual do crescimento diam&eacute;trico de  1,02 cm/ano), fica evidenciada a boa adapta&ccedil;&atilde;o da castanheira em &aacute;reas  degradadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Crescimento em altura em &aacute;rea degradada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A altura m&eacute;dia das  &aacute;rvores de castanheira foi de 14,7   m; a menor altura total foi de 3 m e a maior de 28 m.  Esses valores geraram um incremento m&eacute;dio do crescimento em altura de 0,77  m/ano - m&iacute;nimo de 0,16 m/ano e m&aacute;ximo de 1,47 m. Esses valores referem-se a 365 indiv&iacute;duos e n&atilde;o ao  total registrado de 482 &aacute;rvores. Quatro indiv&iacute;duos apresentaram altura total inferior a 5 m, enquanto outras 11  apresentaram altura superior a 25   m. A classe modal para a altura total foi a de 15 a 19,9 m e para a altura do fuste, de 10 a 14,9 cm (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3" id="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05f3.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Tucuru&iacute;, a altura  m&aacute;xima variou de 5,9 m (bacuri pari) a 30,5 m (parapar&aacute;), enquanto a altura m&eacute;dia variou de 4 m  (cupua&ccedil;u) a 30,5 m (parapar&aacute;). Com altura m&eacute;dia superior a das  castanheiras do reflorestamento de 1984 (14,7 m), tem-se parapar&aacute; (22,7 m), morotot&oacute; (20,2 m) - ambas madeira mole  - amarel&atilde;o (17,0 m), fava tamboril -<i> E. maximum </i>e angelim pedra (16,8 m), fava de paca (16,5 m) e virola (15,8 m) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com incremento m&eacute;dio  anual do crescimento em altura total superior a 0,77 m, apresentado pelas  castanheiras do reflorestamento de 1984, h&aacute; 15 esp&eacute;cies florestais no banco de germoplasma de  Tucuru&iacute;: parapar&aacute; (1,51 m/ano), morotot&oacute; (1,35 m/ano), amarel&atilde;o (1,13 m/ano), fava tamboril (1,12 m/ano), angelim pedra  (1,12 m/ano), fava de paca (1,10 m/ano), virola (1,05 m/ano), maca&uacute;ba (0,98 m/ano), bacuri pari (0,30  m/ano), cupua&ccedil;u (0,27 m/ano), tapereb&aacute; (0,97 m/ano), cumaru -<i> D. odorata </i>(0,96  m/ano), copa&iacute;ba (0,91 m/ano), sapucaia - <i>L. pisonis </i>(0,90 m/ano), orelha de negro - <i>E. schomburgkii</i> (0,86  m/ano), cajua&ccedil;u (0,85  m/ano), copa&iacute;ba - <i>C. reticulata </i>e bacaba (ambos com  0,79 m/ano) (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Todavia, todas essas esp&eacute;cies t&ecirc;m incrementos  inferiores &agrave;queles apresentados pelas melhores castanheiras do reflorestamento  de 1984, que foram pr&oacute;ximos de 1,5 m/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da safra de  castanha em floresta prim&aacute;ria</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  estudo para avalia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de ouri&ccedil;os e castanhas (am&ecirc;ndoas) foram  registradas, plaqueadas e medidas, nos 6 ha da Reserva Leste de Castanheiras do Plat&ocirc; Almeida, 84 &aacute;rvores, gerando uma abund&acirc;ncia  excepcionalmente alta de 14 castanheiras/ha.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  amplitude diam&eacute;trica foi de 48   a 226   cm, enquanto o di&acirc;metro m&eacute;dio foi de 122 cm. As classes modais  s&atilde;o as de 100 a  109,9 cm  e 110 a 119,9 cm, ambas com 13  &aacute;rvores cada; 54,8% das &aacute;rvores t&ecirc;m di&acirc;metros inferiores a 120 cm. Quatro castanheiras apresentaram di&acirc;metros superiores a 200 cm (<a href="#f4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="f4" id="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a05f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na  avalia&ccedil;&atilde;o da safra de castanha do ano de 2003, ficou evidenciado que do total  de 84 &aacute;rvores, 74 produziram frutos. A produ&ccedil;&atilde;o variou de 1 a 172 ouri&ccedil;os por castanheira, com m&eacute;dia de 29 ouri&ccedil;os/castanheira e peso m&eacute;dio de 673 g. A m&eacute;dia de am&ecirc;ndoas  por ouri&ccedil;o foi de 16 castanhas e o peso m&eacute;dio unit&aacute;rio foi de 7 g. A produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia foi de  477 castanhas/&aacute;rvore produtiva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  sentido de se ter uma refer&ecirc;ncia da atividade castanheira na regi&atilde;o foram  feitas entrevistas com v&aacute;rios castanheiros. Sintetizando os dados colhidos em Porto Trombetas, observa-se que s&atilde;o coletados por 30  pessoas em uma &aacute;rea de coleta de castanhas, 800 hl (1 hl = 100 l), nos meses de  fevereiro, mar&ccedil;o (pico da produ&ccedil;&atilde;o) e abril. Um hectolitro  tem 50 kg de castanha, vendido a  base de R$ 2,00/kg. Ent&atilde;o, numa safra, colhem-se 40.000 kg. Para cada 200 kg de castanha s&atilde;o  retirados 30 kg  para consumo familiar, resultando um total de 6.000 kg para dividir  entre 30 coletores, ou seja, 200   kg para cada. Considerando-se, ent&atilde;o, os 34.000 kg restantes para  comercializa&ccedil;&atilde;o, apura-se com a venda R$ 68.000,00 que, divididos pelos 30  trabalhadores, totalizam R$ 2.267,00 por trabalhador para os tr&ecirc;s meses de  servi&ccedil;o, o que renderia R$ 756,00 por m&ecirc;s para cada trabalhador se a divis&atilde;o  fosse linear, o que n&atilde;o acontece. Desse valor mensal o coletor recebe menos de  40%, pr&oacute;ximo de R$ 300,00/m&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  ano de 2001, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE)  (2004), o Brasil produziu 6.266 t de castanhas, comercializadas ao pre&ccedil;o de R$  4.128.000,00 (m&eacute;dia de R$0,66/kg), enquanto em 2000 foram 33.431 t ao pre&ccedil;o de  R$ 18.556.000,00 (m&eacute;dia de R$ 0,56/kg). Considera-se que essas cifras est&atilde;o  muito subdimensionadas, pois, em sendo verdadeiras, e considerando como maior  valor aquela produ&ccedil;&atilde;o de Porto Trombetas, citada anteriormente (34.000 kg), renderiam R$  22.440,00 no total, ou seja, seguindo aquele racioc&iacute;nio cada coletor apuraria  R$ 99,73 por m&ecirc;s, o que inviabiliza a atividade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira,  plantada na Amaz&ocirc;nia setentrional  em &aacute;reas degradadas pela minera&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de reflorestamentos heterog&ecirc;neos,  &eacute; uma esp&eacute;cie de comprovada  adaptabilidade e excelente crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma sele&ccedil;&atilde;o  de matrizes, inclusive nas &aacute;reas  reflorestadas, possibilita a obten&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores com c.a. 60 cm de  di&acirc;metro e 28 m de altura, aos 19 anos, ou seja, incremento m&eacute;dio anual do crescimento  diam&eacute;trico superior a 3 cm/ano e de altura pr&oacute;ximo de 1,5 m/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A produ&ccedil;&atilde;o de mudas  de castanheiras clonadas (enxertadas) com material proveniente das castanheiras  mais desenvolvidas do reflorestamento de 1984 representa uma boa estrat&eacute;gia para os  reflorestamentos futuros que visem &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas pela  empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A safra de castanha  relativa ao ano de 2003, na Reserva Leste do Plat&ocirc; Almeidas, foi muito  reduzida, da&iacute; a necessidade de acompanhar essa produ&ccedil;&atilde;o por um per&iacute;odo m&iacute;nimo  de 5 ou 6  anos. Caso confirmada essa  produ&ccedil;&atilde;o nas pr&oacute;ximas safras pode-se atribuir tal fato, entre outros, &agrave;  fragmenta&ccedil;&atilde;o da floresta e, consequentemente, talvez na virtual aus&ecirc;ncia dos  principais agentes polinizadores da esp&eacute;cie, aos himen&oacute;pteros do g&ecirc;nero <i>Bombus.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Minera&ccedil;&atilde;o Rio do  Norte S.A. e ao Ibama/MMA, gestor da Fiona Sarac&aacute;-Taq&uuml;era.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BENTES, R. S.; MARIN,  R. A.; EMMI, M. F. 1988. Os cemit&eacute;rios das castanheiras do Toncantins. <b>Par&aacute; Desenvolv., Meio Ambientes</b>, Bel&eacute;m,  v. 23, p. 18-23,  jan./jun.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAMARGO, P. B. <i>et  al. </i>1994. How old are large Brazil-nut trees (<i>Bertholletia excelsa</i>) in the  Amazon? <b>Scientia Agricola</b>, v. 51,  p. 389-391.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAMPBELL, D. G. <i>et al. </i>1986. Quantitative ecological inventory of terra firme and v&aacute;rzea  tropical forest on the Rio Xingu, Brazilian Amazon. <b>Brittonia</b>, Ney York, v. 38, n. 4, p. 369-93.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CARPANEZZI, A. A. <i>et  al. </i>1990. Esp&eacute;cies pioneiras  para recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas: a observa&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios naturais.  In: CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, 6., Campos do Jord&atilde;o. <b>Anais</b>... Campos do Jord&atilde;o: SBS/SBEF p. 216-221.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAVALCANTE, P. B. 1988. <b>Frutas  comest&iacute;veis da Amaz&ocirc;nia</b>.  Bel&eacute;m: Museu Paraense Em&iacute;lio  Goeldi. p. 82-84. (Col.  Adolpho Ducke).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DUCKE, A.; BLACK, G. A. 1954. Notas sobre a fitogeografia da Amaz&ocirc;nia  brasileira. <b>Bol. T&eacute;c. Inst. Agron. Norte,</b> Bel&eacute;m, v. 29,  p. 1-62.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FRANCO, A. A.; <i>et al. </i>1992. <b>Revegeta&ccedil;&atilde;o de solos degradados</b>. Serop&eacute;dica:  Embrapa/Cnpab. 11  p. (Comunicado T&eacute;cnico, 9)</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">IBGE. 2004. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de  Geografia e Estat&iacute;stica. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/default.shtm" target="_blank">http//www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/defaut.shtm</a>&gt;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">JESUS, R. M. 1997. <b>Restaura&ccedil;&atilde;o  florestal na Mata Atl&acirc;ntica</b>. In:  SIMP&Oacute;SIO NACIONAL DE RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O DE &Aacute;REAS DEGRADADAS, 3., Ouro Preto. <b>Anais</b>... Ouro Preto: SOBRADE/ UFV. p.  544-557.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">KITAMURA, P. C.; MULLER, C. H. 1984. <b>Castanhais nativos de Marab&aacute;-PA</b>: fatores de depreda&ccedil;&atilde;o e bases para sua preserva&ccedil;&atilde;o. Bel&eacute;m: Embrapa. p.  1-32. (Documentos Embrapa/Cpatu, 30).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">LAPA, R. P. 2000. A bauxita e o rejeito da bauxita. In: BOZELLI, R. L.; ESTEVES, F. A.; ROLAND, F.  (Ed.). <b>Lago Batata</b>: impacto e recupera&ccedil;&atilde;o de um ecossistema amaz&ocirc;nico. Rio de Janeiro:  IB-UFRJ/ SBL. p. 27-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">LE&Atilde;O, N. V. M.; OHASHI, S. T.; VIEIRA, I. C. G.  2004. <b>Ilha de germoplasma da  Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;</b>: uma reserva da biodiversidade para o futuro.  Tucuru&iacute;: Eletronorte. 119 p. Relat&oacute;rio T&eacute;cnico.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">LEWIS, R. R. 1982. Mangrove forests. In: Ed:  Lewis, R. R. <b>Creation and restoration of  cosatal plant</b>. Boca Raton,  Florida: CRC Press. p. 154-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MORITZ, A. 1984.&nbsp;&nbsp; <b>Estudos biol&oacute;gicos da flora&ccedil;&atilde;o e frutifica&ccedil;&atilde;o  da castanha-do-Brasil</b>. Bel&eacute;m: Embrapa/Cpatu. p. 1-78. (Documentos Embrapa,  29).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MOSCATELLI, M.; DE'CARLI, C.; ALMEIDA, J. R. 1993.  Legalidade te&oacute;rica e realidade  pr&aacute;tica na defesa de manguezais: estudo de caso em Angra dos Reis, Rio de  Janeiro. In: SIMP&Oacute;SIO DE ECOSSISTEMAS DA COSTA BRASILEIRA SUBS&Iacute;DIOS A UM  GERENCIAMENTO AMBIENTAL, 3., S&atilde;o Paulo. <b>Anais</b>... S&atilde;o Paulo:  &#091;s.n.&#093;. p. 93-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MULLER, C. H.; <i>et al. </i>1980. <b>Castanha-do-Brasil</b>: resultados de pesquisa. Bel&eacute;m: Embrapa/Cpatu, p.  1-25. (Miscel&acirc;nia, 2).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PEREIRA, I. C. 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