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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Bertholletia excelsa Humboldt & Bonpland (Lecythidaceae): aspectos morfológicos do fruto, da semente e da plántula]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bertholletia excelsa Humboldt & Bonpland (Lecythidaceae): morphological aspects of fruit, seed and seedling]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Bertholletia excelsa Humboldt & Bonpland is a tree that can reach up to 50m, known popularly as brazilian nut and castanha-do-pará, it happens in the whole Amazonian area; characteristic of the high forests, their nuts or seeds are very appreciated. Being known internationally, they constitute one of the main products of export of the Amazonian. It was aimed, at with this study, to describe the morphology of the fruit, of the seed and of the seedlings of the referred species; being used 30 fruits, 30 seeds and 10 seedlings. Enrolled the general morphology, the coloration, the texture, the consistence, the dehiscence and the indument of the fruits; of the seeds the tegument and the embryo, as well as the main vegetative elements of the seedlings. Was considered seedlings the development phase in that the first two eophylls were totally formed. The whole study was based in specialized literature and the main morphologic characters were illustrated with pictures. The studied species presents simple fruit, of the type poricidal capsule, in dehiscent, biseriate, opaque stalk, in brown tones, surface glabrous and fibrous; dark, opaque brown pericarp, crustacean, glabrous, slightly fibrous and septate; funiculus woody and in brown tones. Angular triangular seed axillary and estenospermic; tests clear brown, surface opaque, wrinkled and glabrous and of ligneous consistence; raphein tones chestnut tree darkness, rigid and salient, hilum oblong and in depression; embryo conferruminated. Gerrmination cryptocotylar hypogeous. Seedlings with simple eophylls, alternating, obovate, acute apex, margin serrate and brownish red, base symmetrical and attenuated, penniveined, broquidodromus and prevernal involute; hypocotyl is absent; epicotyl epigeous, orbicular, lenticeled, with many triangular cataphylls lanceolate and alternated.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Manejo florestal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><i><a name="topo" id="topo"></a>Bertholletia  excelsa </i>Humboldt &amp; Bonpland  (Lecythidaceae): aspectos  morfol&oacute;gicos do fruto,  da semente e da pl&aacute;ntula<sup><a href="#n1"><font size="3">1</font></a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b><i>Bertholletia  excelsa </i>Humboldt  &amp; Bonpland  (Lecythidaceae): morphological  aspects of fruit, seed and seedling</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Jo&atilde;o Ubiratan Moreira dos Santos<sup>I</sup>; Maria de Nazar&eacute; do Carmo  Bastos<sup>I</sup>; Ely Simone Cajueiro Gurgel<sup>I</sup>; Ana  Cristina Magalh&atilde;es Carvalho<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Museu  Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Cordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:bira@museu-goeldi.br">bira@museu-goeldi.br</a>) (<a href="mailto:nazir@museu-goeldi.br">nazir@museu-goeldi.br</a>) (<a href="mailto:esgurgel@museu-goeldi.br">esgurgel@museu-goeldi.br</a>)    <br>     <sup>II</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Cordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica.  Bolsista de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico Industrial/CNPq. Bel&eacute;m, Par&aacute;,  Brasil (<a href="mailto:anitacarval@yahoo.br">anitacarval@yahoo.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Bertholletia  excelsa </i>Humboldt &amp; Bonpland, conhecida popularmente  como castanha-do-par&aacute; e castanha-do-brasil, &eacute; uma &aacute;rvore que pode atingir at&eacute; 50 m,  ocorre em toda a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica,  sendo caracter&iacute;stica das matas altas de terra firme  n&atilde;o inund&aacute;veis. Suas castanhas ou sementes s&atilde;o muito apreciadas,  internacionalmente conhecidas, constituindo um dos principais produtos de  exporta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia.  Objetivou-se, com este estudo, descrever a morfologia do fruto, da  semente e da pl&acirc;ntula da referida esp&eacute;cie, utilizando-se 30 frutos, 30 sementes e 10 pl&acirc;ntulas. Registrou-se, dos frutos, a  morfologia geral, a colora&ccedil;&atilde;o, a textura, a consist&ecirc;ncia, a deisc&ecirc;ncia e o  indumento; das sementes, o tegumento e o embri&atilde;o, bem como os principais  elementos vegetativos das pl&acirc;ntulas. Considerou-se pl&acirc;ntula a fase de  desenvolvimento em que os e&oacute;filos estavam totalmente formados. Fundamentou-se todo o estudo em  literatura especializada e ilustraram-se os principais caracteres morfol&oacute;gicos com fotografias.  A esp&eacute;cie estudada apresenta fruto simples, do tipo c&aacute;psula poricida,  indeiscente, bisseriado, ped&uacute;nculo opaco, em tons castanhos, superf&iacute;cie glabra  e fibrosa; pericarpo castanho escuro, opaco, crust&aacute;ceo, glabro, levemente fibroso  e septado; fun&iacute;culo em tons castanhos e lenhoso. Semente triangular angulosa  axilar e estenosp&eacute;rmica; testa castanho claro, superf&iacute;cie opaca, rugosa e  glabra e de consist&ecirc;ncia l&iacute;gnea; rafe em tons castanho escuros, r&iacute;gida e  saliente, hilo oblongo e em depress&atilde;o; embri&atilde;o conferruminado. Germina&ccedil;&atilde;o  criptocotiledonar hip&oacute;gea. Pl&acirc;ntula com e&oacute;filos simples, alternos, obov&oacute;ides,  &aacute;pice agudo, margem serreada e castanha avermelhada, base sim&eacute;trica e atenuada,  penin&eacute;rveos, craspedr&oacute;domos e prefolhea&ccedil;&atilde;o revoluta; hipoc&oacute;tilo ausente;  epic&oacute;tilo ep&iacute;geo, cil&iacute;drico, lenticelado, com muitos cat&aacute;filos triangulares e  lanceolados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: Manejo florestal.  Silvicultura. Identifica&ccedil;&atilde;o de pl&acirc;ntulas. Amaz&ocirc;nia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Bertholletia excelsa </i>Humboldt &amp;  Bonpland is a tree that can reach up to 50m, known popularly as brazilian nut  and castanha-do-par&aacute;, it happens in  the whole Amazonian area; characteristic of the high forests, their nuts or  seeds are very appreciated. Being known internationally, they constitute one of  the main products of export of the Amazonian. It was aimed, at with this study,  to describe the morphology of the fruit, of the seed and of the seedlings of  the referred species; being used 30 fruits, 30 seeds and 10 seedlings. Enrolled  the general morphology, the coloration, the texture, the consistence, the  dehiscence and the indument of the fruits; of the seeds the tegument and the  embryo, as well as the main vegetative elements of the seedlings. Was  considered seedlings the development phase in that the first two eophylls were  totally formed. The whole study was based in specialized literature and the  main morphologic characters were illustrated with pictures. The studied species  presents simple fruit, of the type poricidal capsule, in dehiscent, biseriate,  opaque stalk, in brown tones, surface glabrous and fibrous; dark, opaque brown  pericarp, crustacean, glabrous, slightly fibrous and septate; funiculus woody  and in brown tones. Angular triangular seed axillary and estenospermic; tests  clear brown, surface opaque, wrinkled and glabrous and of ligneous consistence;  raphein tones chestnut tree darkness, rigid and salient, hilum oblong and in  depression; embryo conferruminated. Gerrmination cryptocotylar hypogeous.  Seedlings with simple eophylls, alternating, obovate, acute apex, margin  serrate and brownish red, base symmetrical and attenuated, penniveined,  broquidodromus and prevernal involute; hypocotyl is absent; epicotyl epigeous,  orbicular, lenticeled, with many triangular cataphylls lanceolate and  alternated.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords</b>:  Forestry management. Silviculture. Seedlings identification. Amazon.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As  Lecythidaceae Neotropicais abrangem 197 esp&eacute;cies descritas em 11 g&ecirc;neros (PRANCE; MORI, 1979). A esp&eacute;cie mais  conhecida, principalmente pela import&acirc;ncia econ&ocirc;mica, &eacute; <i>Bertholletia excelsa </i>Humboldt  &amp; Bonpland.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Bertholletia  excelsa </i>tem v&aacute;rios nomes populares: <i>castanheira,  castanha-do-brasil, </i>era&iacute;(&iacute;ndios Caruchis), <i>ini&aacute; </i>(&iacute;ndios Chipayas) e <i>tocary </i>(&iacute;ndios Parecis) (LOUREIRO, 1979); <i>Brazilnut, Par&aacute;nut</i>(ingl&ecirc;s), <i>noix du Br&eacute;sil, noix de Par&aacute;, chat&atilde;igne du Br&eacute;sil </i>(franc&ecirc;s), <i>nuez del  Brasil </i>(espanhol), <i>paranuss </i>(alem&atilde;o) e <i>noce del Brasilie </i>(italiano)  (CAVALCANTE, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">S&atilde;o  &aacute;rvores de grande porte, vez que na fase adulta podem atingir mais de 60 m de  altura e a base do tronco pode alcan&ccedil;ar mais de 4 m de  di&acirc;metro. A castanheira-do-par&aacute; desenvolve-se em regi&otilde;es de clima  quente e &uacute;mido,  situadas nas &aacute;reas de terra firme, em solos argilosos  ou argilo-arenosos, podendo, tamb&eacute;m, ocorrer em concrecion&aacute;rio later&iacute;tico  (pi&ccedil;arra) (M&Uuml;LLER,  1995).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; uma  &aacute;rvore social, encontrando-se  em grupamentos mais ou menos extensos, conhecidos como  castanhais, associadas a outras esp&eacute;cies, florestais de grande porte  (CAVALCANTE, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  am&ecirc;ndoas (embri&otilde;es) possuem grande valor industrial, extraindo-se delas cerca  de 67% de &oacute;leo claro,  inodoro, ins&iacute;pido, comest&iacute;vel quando fresco, sendo excelente para saboaria  fina. O l&iacute;ber da casca fornece uma estopa excelente e fibras para cordoaria (LE  COINTE, 1947).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Possui tamb&eacute;m alto valor prot&eacute;ico devido &agrave; quantidade  e &agrave; qualidade dos amino&aacute;cidos contidos nas am&ecirc;ndoas. O ouri&ccedil;o, ap&oacute;s a retirada  das sementes, &eacute; usado na confec&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as de artesanato ou como combust&iacute;vel,  notadamente, para a defuma&ccedil;&atilde;o da borracha. Ao lado de outras ess&ecirc;ncias  florestais, &eacute; excelente alternativa para reflorestamento de &aacute;reas degradadas de  pastagens ou de cultivos anuais, tanto para a produ&ccedil;&atilde;o de frutos como para a extra&ccedil;&atilde;o de madeira (M&Uuml;LLER, 1995). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A madeira, apesar de muito boa para forros, paredes e  soalhos, n&atilde;o tem uso constante devido a seus frutos possu&iacute;rem maior valor  comercial (SILVA; LISBOA P.; LISBOA S., 1977), e em raz&atilde;o de estar protegida por  lei ambiental que impede sua comercializa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Moritz (1984), do in&iacute;cio do desenvolvimento dos  frutos &agrave; matura&ccedil;&atilde;o decorrem cerca de quinze meses, podendo ser encontrados  frutos da safra passada com os ainda imaturos; al&eacute;m disso, ressalta-se, no mesmo trabalho,  que os frutos s&atilde;o pix&iacute;dios arredondados, denominados ouri&ccedil;os, cujas sementes  n&atilde;o s&atilde;o nozes (castanhas), mas sim caro&ccedil;os de um pixidio; que a casca do  ouri&ccedil;o, o pericarpo, &eacute; dura e resistente; e as sementes est&atilde;o unidas, atrav&eacute;s  do fun&iacute;culo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mori e Prance (1990) fazem uma descri&ccedil;&atilde;o e uma  ilustra&ccedil;&atilde;o simples da pl&aacute;ntula, citando  a aus&ecirc;ncia de cotil&eacute;dones e um embri&atilde;o sem diferencia&ccedil;&atilde;o remanescente no  interior dos tegumentos. Os dados publicados neste trabalho podem ser  considerados complementares aos desses autores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo objetivou descrever e caracterizar a  morfologia do fruto, da semente, tipo de germina&ccedil;&atilde;o e a  pl&aacute;ntula de <i>Bertholletia excelsa </i>Humboldt &amp; Bonpland, visando a  subsidiar o seu reconhecimento (identifica&ccedil;&atilde;o) nas forma&ccedil;&otilde;es naturais e o seu  manejo, bem como embasar futuros trabalhos taxon&oacute;micos, filogen&eacute;ticos  e ecol&oacute;gicos referentes &agrave; esp&eacute;cie em estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Coletaram-se frutos maduros, diretamente da copa e no ch&atilde;o sob a matriz, de um esp&eacute;cime existente  no campus de pesquisas da Embrapa Amaz&oacute;nia Oriental, Bel&eacute;m, Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Procedeu-se a coleta de material bot&aacute;nico f&eacute;rtil para  confec&ccedil;&atilde;o de exsicatas e identifica&ccedil;&atilde;o. As exsicatas da planta matriz foram  incorporadas aos herb&aacute;rios sob os n&uacute;meros IAN 176.901 e MG 168.265 (Gurgel, E.S.C. 123).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O material foi transportado para o laborat&oacute;rio de  Bot&acirc;nica da Embrapa Amaz&ocirc;nia  Oriental, onde os frutos e as sementes foram  beneficiados at&eacute; a completa limpeza.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma subamostra com 30 frutos e 30 sementes foi retirada  aleatoriamente para a descri&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica. Dos frutos, registrou-se a morfologia geral,  classifica&ccedil;&atilde;o, colora&ccedil;&atilde;o, textura, consist&ecirc;ncia, posi&ccedil;&atilde;o, a deisc&ecirc;ncia e o  indumento do pericarpo; da semente, analisou-se o tegumento, o endosperma  e o embri&atilde;o. Quanto aos caracteres morfol&oacute;gicos da semente, foram analisados a  forma e borda, a consist&ecirc;ncia, cor e textura dos tegumentos, posi&ccedil;&atilde;o do hilo e  da micr&oacute;pila e o embri&atilde;o no que tange ao tipo e forma.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerou-se germina&ccedil;&atilde;o o per&iacute;odo entre o  entumescimento da semente at&eacute; antes que os e&oacute;filos estivessem totalmente  formados; e pl&acirc;ntula, a fase de desenvolvimento em que os e&oacute;filos estavam  totalmente formados. A defini&ccedil;&atilde;o de e&oacute;filo e met&aacute;filo foi feita com base na  an&aacute;lise da planta matriz, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o o conceito de Duke e  Polhill (1981). Para o processo germinativo e para a morfologia da pl&acirc;ntula utilizou-se vermiculita em bandeja de pl&aacute;stico com 80 x 40 x 20 cm.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  metodologia e a terminologia empregadas est&atilde;o de acordo com os trabalhos de  Martin (1946),  Systematics Association Committee for Descriptive  Terminology (1962),  Font-Quer (1965), Duke (1965, 1969), Van der Pijl (1972), Radford <i>et al. </i>(1974), Kuniyoshi (1983), Roderjan (1983), Van Roosmalem (1985),  Stern (1992), Oliveira (1993), Barroso <i>et al. </i>(1999) e Gurgel (2000).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os  frutos, as sementes e as fases do desenvolvimento, desde a emiss&atilde;o da rad&iacute;cula  at&eacute; a completa forma&ccedil;&atilde;o dos e&oacute;filos, foram fotografados. O material vegetativo,  relacionado ao processo germinativo e &agrave;s  pl&acirc;ntulas, foram desidratados em estufa para posterior confec&ccedil;&atilde;o de exsicatas,  com as suas respectivas etiquetas. As amostras foram incorporadas sob os  n&uacute;meros MG 168.204  (Gurgel, E.S.C. 162) e IAN 178.340 (Carvalho, A.C.M.,  90).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os  caracteres morfol&oacute;gicos dos frutos e sementes, do processo germinativo e das  pl&acirc;ntulas foram ilustrados com fotografias, feitas em lupa Zeiss Stemi  SV6, com capturador de imagem digital sound vision SV micro adaptado, e m&aacute;quina  fotogr&aacute;fica digital Nikon DIX, com lentes para aumentar as estruturas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Morfologia do fruto</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">C&aacute;psula  poricida simples, indeiscente, orbicular, levemente achatada, em corte  transversal apresenta-se  arredondada, n&atilde;o estipitada (<a href="#f1">Figura 1a</a>). Ped&uacute;nculo em  tons castanhos, hom&oacute;cromo, opaco, glabro, com ret&iacute;culos transversais. Fruto  estenoc&aacute;rpico, subgloboso (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Quando imaturo o fruto apresenta um  exudato na regi&atilde;o de inser&ccedil;&atilde;o do fruto com o ped&uacute;nculo (<a href="#f1">Figura 1b</a>). Exocarpo  castanho escuro, opaco, reticulado, com lenticelas estouradas, glabro, fibroso  e com 0,993 cm de  espessura (<a href="#f1">Figura 1c</a> e <a href="#f1">1d</a>); mesocarpo castanho claro, hom&oacute;cromo, mais espesso  que o exocarpo (2,422 cm), glabro, fibroso (<a href="#f1">Figura 1e</a>); endocarpo castanho escuro, semelhante ao  exocarpo, opaco, rugoso, glabro, cart&aacute;ceo, levemente fibroso e septado.  Fun&iacute;culo lenhoso, em tons castanho e glabro.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Morfologia da semente</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Descri&ccedil;&atilde;o  externa: estenosp&eacute;rmica; triangular angulosa; trisseriada; base, margem e &aacute;pice  angulosos (<a href="#f2">Figura 2a</a>). Constitu&iacute;da por duas camadas de tegumento, a testa, mais  externa, em tons castanho claros, opaca, rugosa, glabra e l&iacute;gnea, com linhas de  fratura por toda a sua extens&atilde;o (<a href="#f2">Figura 2a</a> e <a href="#f2">2d</a>); a camada mais interna, o  t&eacute;gmen, &eacute; membranoso e castanho mais escuro que a testa (<a href="#f2">Figura 2b</a>). Hilo em  depress&atilde;o, subapical, grande, oblongo, castanho mais claro que a testa, rafe  r&iacute;gida e saliente, em tons castanhos escuros e hom&oacute;croma (<a href="#f2">Figura 2a</a>) (<a href="#t2">Tabela  2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Descri&ccedil;&atilde;o  interna: embri&atilde;o at&iacute;pico, triangular, conferruminado, n&atilde;o havendo distin&ccedil;&atilde;o de  cotil&eacute;dones, eixo hipoc&oacute;tilo-rad&iacute;cula e pl&uacute;mula (<a href="#f2">Figura 2c</a> e <a href="#f2">2d</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Morfologia da germina&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Criptocotiledonar,  hip&oacute;gea e com emerg&ecirc;ncia reta (<a href="#f3">Figura 3b</a>). Aproximadamente 10 meses depois, a  semente (<a href="#f3">Figura 3a</a>) come&ccedil;a a germinar; inicialmente, a rad&iacute;cula, em corte  transversal, &eacute; arredondada, branca amarelada, crassa, glabra, medindo 5,21 x 1,09 mm. Ap&oacute;s  30 dias, com o decorrer do alongamento, mede 47,61   mm, &eacute; mais espessa e  n&atilde;o apresenta modifica&ccedil;&otilde;es quanto &agrave;s outras caracter&iacute;sticas (<a href="#f3">Figura 3c</a>). Coifa  e coleto s&atilde;o impercept&iacute;veis (<a href="#f3">Figura 3c</a>). Observa-se a presen&ccedil;a de cat&aacute;filos  alternos (<a href="#f3">Figura 3e</a>) em  toda a extens&atilde;o do epic&oacute;tilo.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Morfologia da pl&acirc;ntula</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Sistema  radicular embrion&aacute;rio, raiz principal cil&iacute;ndrica, base mais espessa que a  regi&atilde;o mediana, que &eacute; mais espessa que o &aacute;pice, apresenta cor castanha,  sublenhosa e glabra; ra&iacute;zes secund&aacute;rias presentes em pequena quantidade,  filiformes, castanhas, sublenhosas e glabras (<a href="#f4">Figura 4a</a>). Colo, hipoc&oacute;tilo e  cotil&eacute;dones impercept&iacute;veis (<a href="#f4">Figura 4a</a>). Epic&oacute;tilo ep&iacute;geo, il&iacute;ndrico, no &aacute;pice  da semente, base em tons castanhos com muitas lenticelas estouradas, da regi&atilde;o  mediana at&eacute; o &aacute;pice apresenta-se castanho arroxeado (viridiscente). Cat&aacute;filos  triangulares, arroxeados, alternos e pilosos (<a href="#f4">Figura 4a</a>). E&oacute;filo um simples,  obov&oacute;ide, prefolhea&ccedil;&atilde;o involuta (<a href="#f4">Figura 4b</a>), nerva&ccedil;&atilde;o broquid&oacute;droma (<a href="#f4">Figura  4c</a>), com nervuras imersas na face adaxial (<a href="#f4">Figura 4d</a>) e impressas na face  abaxial, &aacute;pice agudo, margem levemente serreada em tons castanho avermelhados,  base sim&eacute;trica e atenuada; pec&iacute;olo levemente  canaliculado e subs&eacute;ssil, pulvino  ausentes. Segundo e&oacute;filo um, semelhante ao primeiro, com filotaxia alterna em  rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo (<a href="#f4">Figura 4b</a>).</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a07f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cavalcante  (1996) refere-se ao  fruto de <i>Bertholletia excelsa </i>como uma c&aacute;psula do tipo pix&iacute;dio  incompleto. M&uuml;ller  (1995) classifica-o como c&aacute;psula indeiscente, ou seja, que n&atilde;o se abre  espontaneamente. Oliveira e Daly (2001) classificam o fruto da  castanha-do-par&aacute; como secundariamente indeiscente, devido ao di&acirc;metro da  abertura do fruto ser menor que o di&acirc;metro da semente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo  Barroso <i>et al. </i>(1999),  o fruto de <i>Bertholletia </i>&eacute; uma c&aacute;psula poricida,  originado de ov&aacute;rio s&uacute;pero, com dois ou mais carpelos, cuja deisc&ecirc;ncia d&aacute;-se  por meio de poros, por&eacute;m, nem todos os frutos desse tipo liberam as sementes  atrav&eacute;s dessas aberturas, a exemplo de <i>Bertholletia, </i>cujo orif&iacute;cio do  pericarpo n&atilde;o possui dimens&otilde;es suficientes para permitir a sa&iacute;da da semente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Vale  ressaltar que o tipo carpol&oacute;gico pix&iacute;dio classificado por Moritz (1984) e Cavalcante (1996), segundo Barroso <i>et  al. </i>(1999),  &eacute; originado de ov&aacute;rio s&uacute;pero ou &iacute;nfero, com deisc&ecirc;ncia  transversal, dividindo o fruto em duas por&ccedil;&otilde;es distintas, o que n&atilde;o ocorre com <i>B.  excelsa.</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  fruto da esp&eacute;cie aqui estudada, atribui-se a denomina&ccedil;&atilde;o c&aacute;psula poricida  simples, indeiscente (por n&atilde;o liberar as sementes espontaneamente), de acordo  com a classifica&ccedil;&atilde;o de Barroso <i>et al. </i>(1999), devido &agrave;s  caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas do fruto dessa esp&eacute;cie.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Prance  e Mori (1979),  estudando a morfologia do fruto de <i>Bertholletia, </i>afirmam  que n&atilde;o foi observado fun&iacute;culo, por&eacute;m, neste trabalho foi observado fun&iacute;culo de  consist&ecirc;ncia lenhosa. Tamb&eacute;m Moritz (1984) cita que, nos quatro a cinco  l&oacute;culos existentes, as sementes est&atilde;o unidas, atrav&eacute;s do fun&iacute;culo, &agrave; coluna  central do ov&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Van  Roosmalen (1985)  e Oliveira e Daly (2001) caracterizam a dispers&atilde;o de <i>Bertholletia  excelsa </i>como sinzooc&oacute;rica, identificando como dispersores os roedores,  principalmente cutias <i>(Agoutis), </i>os quais removem as sementes roendo o  pericarpo duro e lenhoso do fruto e, posteriormente, enterram algumas para  refei&ccedil;&otilde;es futuras, permitindo, assim, quando esquecidas, a germina&ccedil;&atilde;o das  mesmas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">M&uuml;ller (1995) caracteriza o aspecto morfol&oacute;gico das sementes da  castanha-do-par&aacute; como de formato triangular anguloso, casca bastante dura e  rugosa, com p&oacute;lo radicular (base da semente), de onde se origina a raiz  prim&aacute;ria, mais largo que o caulicular, o qual origina a parte a&eacute;rea da planta.  Neste estudo, al&eacute;m destas caracter&iacute;sticas, tamb&eacute;m foram evidenciadas outras na  semente de <i>Bertholletia, </i>como posi&ccedil;&atilde;o axial da semente no fruto,  trisseriada, com testa l&iacute;gnea, aus&ecirc;ncia de arilo ou aril&oacute;ide, sendo que estes  &uacute;ltimos, segundo Barroso <i>et al. </i>(1999),  s&atilde;o  visualizados em v&aacute;rias sementes da fam&iacute;lia das Lecythidaceae.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O  embri&atilde;o de <i>Bertholletia excelsa </i>&eacute; at&iacute;pico. De acordo com Barroso <i>et  al. </i>(1999),  apresenta-se conferruminado, com estruturas ov&oacute;ides, elips&oacute;ides, globosas,  obov&oacute;ides ou claviformes, sem distin&ccedil;&atilde;o de cotil&eacute;dones, nem  do eixo hipoc&oacute;tilo-rad&iacute;cula. Mori e Prance (1990) denominam embri&atilde;o  indiferenciado, retido no interior da testa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  presente estudo tamb&eacute;m foi observado o embri&atilde;o sem distin&ccedil;&atilde;o de cotil&eacute;dones,  concordando, assim, com Barroso <i>et al. </i>(1999).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cavalcante  (1996) descreve  o limbo de <i>Bertholletia </i>na planta adulta como oblongo ou el&iacute;ptico  oblongo, base aguda e &aacute;pice obtuso-arredondado, ligeiramente acuminado e  margens onduladas. Neste trabalho, o limbo da pl&acirc;ntula &eacute; obov&oacute;ide, com base  sim&eacute;trica e atenuada, &aacute;pice agudo e margens levemente serreada. Percebe-se, assim, a diferen&ccedil;a da  estrutura (limbo) nas duas fases de desenvolvimento da esp&eacute;cie.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Bawa e  Hadley (1990)  fazem a descri&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de cinco tipos de  pl&acirc;ntulas pertencentes &agrave; fam&iacute;lia das Lecithydaceae, existentes na Floresta de  Gabon (&Aacute;frica), classificando a germina&ccedil;&atilde;o de <i>Petersianthus macrocarpus </i>(P.  Beauv.) Liben como fanerocotilar, epigeal com cotil&eacute;dones foli&aacute;ceos, o que  ressalta a grande diversidade dessa fam&iacute;lia, pois, a descri&ccedil;&atilde;o da germina&ccedil;&atilde;o de <i>Bertholletia excelsa </i>&eacute; bem diferenciada, classificada aqui como  criptocotiledonar, hip&oacute;gea e sem distin&ccedil;&atilde;o de cotil&eacute;dones.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ribeiro <i>et al. </i>(1999)  afirmam que os caracteres mais &uacute;teis para  identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies ocorrentes na &aacute;rea de estudo, pertencentes a  Lecythidaceae, s&atilde;o a forma de vena&ccedil;&atilde;o, broquid&oacute;dromas ou eucampd&oacute;dromas, o  padr&atilde;o do ritidoma e a cor da casca viva. Vale ressaltar que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  vena&ccedil;&atilde;o, neste estudo, <i>Bertholletia, </i>na fase de pl&acirc;ntula, &eacute;  broquid&oacute;droma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BARROSO, G. M. 1999. <b>Frutos  e sementes</b>: morfologia  aplicada &agrave; sistem&aacute;tica de dicotiled&ocirc;neas. Vi&ccedil;osa:  Editora UFV, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa. 443 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BAWA,  K. S.; HADLEY, M. 1990. Reproductive ecology of tropical forest plants. <b>Man and the biosphere series</b>, v. 7, p. 3-12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAVALCANTE, P. B. 1996. <b>Frutas  comest&iacute;veis da Amaz&ocirc;nia</b>. 6. ed. Bel&eacute;m: CNPq, Museu Paraense  Em&iacute;lio Goeldi. 279 p. (Cole&ccedil;&atilde;o Adolpho Ducke).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DUKE, J. A. 1965. Keys for  the identification of seedlings of some proeminent woody species in eight forest types in Puerto Rico. <b>Ann. Missouri Bot. Gard.</b>, v. 52, n. 3, p. 314-350.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DUKE,  J. A. 1969. On tropical tree seedlings, systems and systematics. <b>Ann. Missouri Bot. Gard.</b>,  v. 56, n.  2, p.  135-161.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DUKE,  J. A.; POLHILL, R. M. 1981. Seedlings  of Leguminosae. In: POLHILL, R. M.; RAVEN, P. H. (Ed.). <b>Advances in Legumes Systematics</b>. v. 2. Garden, Kew, Richmond: Surrey,   England, Royal Bot.  p. 941-949.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FONT-QUER,  P. 1965. <b>Dicion&aacute;rio de Bot&acirc;nica</b>. Barcelona:  Labor. 1244 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">GURGEL, E. S. C. 2000. <b>Morfologia de frutos, sementes, germina&ccedil;&atilde;o e pl&acirc;ntulas  de leguminosas presentes em uma vegeta&ccedil;&atilde;o de mata secund&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia Central</b>. 160 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Universidade do  Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia, Manaus.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">KUNIYOSHI, Y. S. 1983. <b>Morfologia da semente e da  germina&ccedil;&atilde;o de 25 esp&eacute;cies arb&oacute;reas de uma floresta com arauc&aacute;ria</b>. 232 f.  Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Paran&aacute;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">LE COINTE, P. 1947. <b>Amaz&ocirc;nia  Brasileira</b>: &aacute;rvores e Plantas &Uacute;teis. 2. ed.&nbsp; &#91;S.l.&#93;: Companhia Editora Nacional. v. 3. 506 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MARTIN, A. C. 1946. The  comparative internal morphology of seeds. <b>Am.  Midl. Nat.</b>, v. 36, n. 3, p. 513-660.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MORI,  S. A.; PRANCE, G. T. 1990. <b>Lecythidaceae</b>:  the zygomorphic-flowered New World Genera (Couropita, Corythophora,  Bertholletia, Couratari, Eschweilera, e Lecythis). &#91;S.l.:s.n.&#93;. With a study of  secondary xylem of Neotropical Lecythidaceae by Carl de Zeeuw.  Part II. (FL. Neotrop.  Monogr., 21).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MORITZ,  A. 1984. Estudos biol&oacute;gicos  da flora&ccedil;&atilde;o da Castanha-do-Brasil (<i>Bertholletia excelsa </i>H.B.K.).  Bel&eacute;m, Par&aacute;: EMBRAPA,  CPATU. (Documentos, 29). 82 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">M&Uuml;LLER,  C. H. 1995. <b>A cultura da castanha-do-brasil</b>.  Bras&iacute;lia: EMBRAPA-SPI. 65 p. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria.  Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amaz&ocirc;nia Oriental. (Cole&ccedil;&atilde;o Plantar, 23).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">OLIVEIRA, E. C. 1993. Morfologia de pl&aacute;ntulas florestais. In: AGUIAR, I. B.; PI&Ntilde;A-RODRIGUES, F. C. M.; FIGLIOLA, M. B. (Ed.). Sementes  florestais tropicais. Bras&iacute;lia: ABRATES. p. 175-214.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">OLIVEIRA, A. A. de; DALY, D. C. 2001. <b>Florestas do Rio Negro</b>. S&atilde;o Paulo:  Editora Cient&iacute;fica, Companhia das Letras.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PRANCE,  G. T.; MORI, S. A. 1979. <b>The actinomorphic-flowered  New World Lecythidaceae</b>. Lecythidaceae. p. 1-270. Part I. (Fl. Neotrop. Monogr., 21).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">RADFORD,  A. E. <i>et al. </i>1974. <b>Vascular plants  systematics</b>. New York:  Harper and Row. 877 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">RIBEIRO, J. E. L. S. <i>et al. </i>1999. <b>Flora da reserva Ducke</b>: guia de identifica&ccedil;&atilde;o de plantas vasculares de uma floresta de  terra-firme na Amaz&ocirc;nia Central. Manaus: INPA. 816 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">RODERJAN,  C. V. 1983. <b>Morfologia do est&aacute;dio juvenil de 24 esp&eacute;cies arb&oacute;reas de uma floresta com arauc&aacute;ria</b>. 148 f. Disserta&ccedil;&atilde;o  (Mestrado) - Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Paran&aacute;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SILVA, M. F. da; Lisboa, P. L. B.; Lisboa, R. C. L. 1977. <b>Nomes Vulgares de Plantas Amaz&ocirc;nicas</b>.  Bel&eacute;m: INPA. 222 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">STERN,  W. T. 1992. <b>Botanical latin. history,  grammar, syntax, terminology and vocabulary</b>. New York: Ed. Hafner Publishing  Company. 566 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SYSTEMATICS  ASSOCIATION COMMITTEE FOR DESCRIPTIVE TERMINOLOGY. 1962. <b>Terminology of simple symmetrical plane shapes (chart 1)</b>. &#91;S.l.:s.n.&#93;.  p. 104-109. (Taxon,  9).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">VAN  DER PIJL, L. 1972. <b>Principles  of dispersal in higher plants</b>. Berlin:  Springer Verlag. 162 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">VAN  ROOSMALEN, M. G. M. 1985. <b>Fruits of the  Guianan Flora</b>. Neetherlands: Utretcht Institute of Systematic Botany, Utretcht University. 483 p.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v4n1/seta.gif" border="0"></a></font><font face="verdana">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</font></b><font face="verdana">    <br> Editora do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br> Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> S&atilde;o Braz &ndash; CEP 66040-170    <br> Caixa Postal 399    <br> Telefone/fax: 55-91-3219-3317    <br> E-mail: <a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido: 29/11/2004    <br>   Aprovado: 11/07/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="n1" id="n1"></a><a href="#topo"><sup>1</sup></a>Embrapa  Amaz&ocirc;nia Oriental / Projeto Dendrogene (Conserva&ccedil;&atilde;o Gen&eacute;tica nas Florestas  Manejadas da Amaz&ocirc;nia / DFID).</font></p>      ]]></body><back>
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