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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações ecológicas sobre o fitoplâncton da baía do Guajará e foz do rio Guamá, Pará, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ecological considerations on phytoplankton from the Guajará bay and from the Guamá river estuary in Pará, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Phytoplankton composition, biomass and ecology were studied from samples bimonthly collected from December/1989 to October/1990 at Guajará Bay-Pará (Brazil). Analysis was based on plankton samples collected with a 65 µm mesh net, horizontal-surface hauled. Biomass was calculated by Utermohl method (cell/liter) and chlorophyll 'a' concentration. Water salinity, temperature, transparence and pH were measured for composition. Phytoplankton was composed of 116 specific and infraspecific taxa: 1 Cyanophyceae, 45 Chlorophyceae and 70 Bacillariophyceae. Most significatives were Polymyxus coronalis, amazonic brackishwater indicator. Quantitatively phytoplankton varied from 790000 cel/l to 4790000 cel/l, being phytoflagellate the most abundant followed by diatoms, blue green and green algae. Chlorophyll 'a' varied from 1.49 mg/m³ to 23.33 mg/m³. Guajará Bay water is characterized by small salinity variation, high temperature, law transparence and pH generally acid. These parameters annual variation is related to pluviometer regime that influences the phytoplankton quantitative values.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fitoplâncton]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Considera&ccedil;&otilde;es  ecol&oacute;gicas sobre o fitopl&acirc;ncton da ba&iacute;a do Guajar&aacute; e foz do rio Guam&aacute;, Par&aacute;,  Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Ecological considerations  on phytoplankton from the Guajar&aacute; bay and from the Guam&aacute; river estuary in  Par&aacute;,  Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Rosildo  Santos Paiva<sup>I</sup>; Enide Eskinazi-Le&ccedil;a<sup>II</sup>; Jos&eacute; Zanon de Oliveira Passavante<sup>III</sup>;  Maria da Gl&oacute;ria  Gon&ccedil;alves da Silva-Cunha<sup>III</sup>; Nuno Filipe Alves  Correia de Melo<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Universidade  Federal do Par&aacute;. Departamento de Biologia. Professor Doutor. Bel&eacute;m, Par&aacute;,  Brasil (<a href="mailto:rpaiva@ufpa.br">rpaiva@ufpa.br</a>)    <br>     <sup>II</sup>Universidade  Federal Rural de Pernambuco. Departamento de Bot&acirc;nica. Professora Doutora.  Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:enideleca@terra.com.br">enideleca@terra.com.br</a>)    <br>   <sup>III</sup>Universidade  Federal Rural de Pernambuco. Departamento de Oceanografia. Professor Doutor.  Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:zanon@ufpe.br">zanon@ufpe.br</a>)  (<a href="mailto:gloria10@bol.com.br">gloria10@bol.com.br</a>)    <br>   <sup>IV</sup>Universidade Federal do Par&aacute;. Centro de Geoci&ecirc;ncias.  Professor Doutor. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:nuno.melo@ufra.edu.br">nuno.melo@ufra.edu.br</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#endereco"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos sobre a composi&ccedil;&atilde;o, biomassa e ecologia do fitopl&acirc;ncton foram  realizados bimestralmente, no per&iacute;odo de dezembro de 1989 a outubro de 1990, na ba&iacute;a do Guajar&aacute;,  Par&aacute;, Brasil. A composi&ccedil;&atilde;o fitoplanct&ocirc;nica foi determinada a partir da an&aacute;lise  de amostras de pl&acirc;ncton coletadas  com rede de 65 <i>&#181;</i>m de abertura de malha,  arrastada horizontalmente &agrave; superf&iacute;cie. A biomassa foi calculada a partir da  determina&ccedil;&atilde;o da densidade fitoplanct&ocirc;nica (cel/l), segundo o m&eacute;todo de  Utermohl, e da determina&ccedil;&atilde;o dos valores de clorofila 'a'. Paralelamente foram  realizadas medidas de salinidade, temperatura, transpar&ecirc;ncia e pH da &aacute;gua.  Qualitativamente o fitopl&acirc;ncton da Ba&iacute;a do Guajar&aacute; apresentou-se composto por 116 t&aacute;xons espec&iacute;ficos e  infraespec&iacute;ficos, sendo 1 cianof&iacute;cea,  45 clorof&iacute;ceas e 70 diatom&aacute;ceas. Entre  esta, destaca-se <i>Polymyxus coronalis </i>por ser considerada  indicadora de &aacute;guas salobras da regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica. Quantitativamente, o fitopl&acirc;ncton  apresentou valores oscilando entre 790.000 cel/l e 4.790.000 cel/l, destacando-se os fitoflagelados por  serem os organismos mais abundantes, seguidos das diatom&aacute;ceas, cianof&iacute;ceas e  clorof&iacute;ceas. Os teores de clorofila 'a' apresentaram varia&ccedil;&otilde;es entre 1,49 mg/m<sup>3</sup> e 23,33 mg/m<sup>3</sup>. As  &aacute;guas da Ba&iacute;a do Guajar&aacute; caracterizam-se  pela estreita faixa de varia&ccedil;&atilde;o de salinidade,  temperaturas elevadas, pequena transpar&ecirc;ncia e pH geralmente &aacute;cido. A varia&ccedil;&atilde;o  anual destes par&acirc;metros est&aacute; relacionada ao regime pluviom&eacute;trico, que determina  tamb&eacute;m os valores quantitativos do fitopl&acirc;ncton.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave:</b> Fitopl&acirc;ncton. Biomassa. Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Phytoplankton composition,  biomass and ecology were studied from samples bimonthly collected from  December/1989  to October/1990 at Guajar&aacute; Bay-Par&aacute; (Brazil).  Analysis was based on plankton samples collected with a 65 <i>&#181;</i>m mesh  net, horizontal-surface hauled. Biomass was calculated by Utermohl method  (cell/liter) and chlorophyll 'a' concentration. Water salinity, temperature,  transparence and pH were measured for composition. Phytoplankton was composed  of 116 specific  and infraspecific taxa: 1 Cyanophyceae, 45 Chlorophyceae  and 70 Bacillariophyceae.  Most significatives were <i>Polymyxus coronalis, </i>amazonic brackishwater  indicator. Quantitatively phytoplankton varied from 790000 cel/l to 4790000  cel/l, being phytoflagellate the most abundant followed by diatoms, blue green  and green algae. Chlorophyll 'a' varied from 1.49 mg/m<sup>3</sup>  to 23.33 mg/m<sup>3</sup>.  Guajar&aacute; Bay water is characterized by small salinity  variation, high temperature, law transparence and pH generally acid. These  parameters annual variation is related to pluviometer regime that influences  the phytoplankton quantitative values.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Keywords:</b>  Phytoplankton. Biomass. Amazon estuary.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">A desembocadura do rio Amazonas abrange uma &aacute;rea de cerca de  60.000 km<sup>2</sup>, onde a parte sul forma um estur&aacute;rio com mais de 200 km  de extens&atilde;o, que inclui a ba&iacute;a do Maraj&oacute; e a parte sul do estu&aacute;rio do rio Par&aacute;,  no qual est&aacute; inserida a ba&iacute;a do Guajar&aacute;, com aproximadamente 35 km de extens&atilde;o  (PINHEIRO, 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Provavelmente a mais antiga entre todas as informa&ccedil;&otilde;es sobre a  ba&iacute;a do Guajar&aacute; data de 1616, oportunidade da chegada da expedi&ccedil;&atilde;o portuguesa  comandada por Francisco Castelo Branco, que resultou na constru&ccedil;&atilde;o do Forte do  Pres&eacute;pio, ponto que deu in&iacute;cio ao nascimento da cidade de Bel&eacute;m (CRUZ, 1973).  Alguns trabalhos, datados do in&iacute;cio do s&eacute;culo, fazem refer&ecirc;ncias a aspectos geol&oacute;gicos  da ba&iacute;a do Guajar&aacute;, dentre os quais se destacam os de Hartt (1885), von  Kraatz-Koschlau e Huber   (1900) e Katzer (1933).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Pinheiro (<i>op. cit.</i>) apresenta as caracter&iacute;sticas  hidrodin&acirc;micas e sedimentol&oacute;gicas do estu&aacute;rio nas adjac&ecirc;ncias da cidade de Bel&eacute;m,  abordando aspectos geomorfol&oacute;gicos, comportamento das ondas, ventos, mar&eacute;s,  correntes de mar&eacute;s e par&acirc;metros f&iacute;sico-qu&iacute;micos da &aacute;gua. Cordeiro (1987), por  sua vez, apresenta um levantamento hidrogeoqu&iacute;mico sistem&aacute;tico das &aacute;guas da  ba&iacute;a do Guajar&aacute;, al&eacute;m de determina&ccedil;&otilde;es f&iacute;sico-qu&iacute;micas e an&aacute;lise quantitativa e  qualitativa dos sedimentos em suspens&atilde;o. J&aacute; Moreira-Filho, Valente-Moreira e Trippia-Cecy (1974), realizaram o primeiro levantamento sobre a composi&ccedil;&atilde;o do  microfitopl&acirc;ncton da foz do rio Guam&aacute;, onde listaram, a partir da an&aacute;lise de  amostras colhidas no sedimento e pl&acirc;ncton na foz do rio, 24 g&ecirc;neros, 46  esp&eacute;cies e 1 variedade de diatom&aacute;ceas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Este trabalho objetiva caracterizar qualitativamente e quantificar  o fitopl&acirc;ncton da ba&iacute;a do Guajar&aacute;, al&eacute;m de determinar a sua varia&ccedil;&atilde;o temporal e  espacial, assim como somar informa&ccedil;&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas da  &aacute;gua deste ecossistema. Em um   segundo momento e considerando que os dados que ser&atilde;o apresentados  foram coletados nos anos de 1989 e 1990, espera-se que as informa&ccedil;&otilde;es aqui  contidas venham a ser consideradas b&aacute;sicas para acompanhar as crescentes  altera&ccedil;&otilde;es ambientais que a regi&atilde;o vem sofrendo em conseq&uuml;&ecirc;ncia de sua r&aacute;pida  industrializa&ccedil;&atilde;o e crescimento urbano desordenado.</font></p>     <p><b><font size="2" face="verdana"> LOCALIZA&Ccedil;&Atilde;O DA &Aacute;REA</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A ba&iacute;a do Guajar&aacute; enquadra-se dentro dos paralelos 1<sup>o</sup>10' Latitude S e 1<sup>o</sup>30' Latitude  S e dos meridianos 48<sup>o</sup>25' Longitude W e 48<sup>o</sup>35' Longitude W distante  aproximadamente 95 km do Oceano Atl&acirc;ntico (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a10f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">MATERIAL  E M&Eacute;TODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos  sobre a composi&ccedil;&atilde;o, biomassa e ecologia do fitopl&acirc;ncton foram realizados  bimestralmente em cinco pontos fixos de amostragem na ba&iacute;a do Guajar&aacute;, durante  o per&iacute;odo de dezembro de 1989 a  outubro de 1990. A  composi&ccedil;&atilde;o fitoplanct&ocirc;nica foi determinada a partir da an&aacute;lise de amostras de plancton  coletado com  rede de n&aacute;ilon  de 65 <i>&#181;</i>m de abertura de malha em arrasto horizontal &agrave;  subsuperf&iacute;cie. A biomassa foi calculada a partir da determina&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de  c&eacute;lulas por litro, segundo o m&eacute;todo de Utermol, descrito por Vollenweider,  Talling e Westlaka (1969)  e Hasle (1978), e da determina&ccedil;&atilde;o da clorofila  'a' total segundo o m&eacute;todo de Richards e Thompson (1952), modificado por  Creitz e Richards (1955). No que se refere aos  aspectos f&iacute;sico-qu&iacute;micos da &aacute;gua na  superf&iacute;cie, foram tomadas <i>in situ </i>medidas de pH e temperatura,  utilizando-se um aparelho de marca WTW (Wissenschaftliche Technische  Werkstatten) modelo pH 91; salinidade  segundo o m&eacute;todo de Mohr-Knudsen, descrito por Strickland e Parsons (1965); e transpar&ecirc;ncia, com  o aux&iacute;lio de um disco de Secchi de 30 cm de di&acirc;metro, a partir da qual  foram calculados os coeficientes de extin&ccedil;&atilde;o da luz segundo a f&oacute;rmula de Poole  e Atkins (1929).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> RESULTADOS  E DISCUSS&Atilde;O</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As  &aacute;guas da ba&iacute;a do Guajar&aacute; mostraram uma homogeneidade t&eacute;rmica, com temperaturas  variando entre 27,1<sup>o</sup>C e 33,7<sup>o</sup>C, normalmente &aacute;cidas, com m&eacute;dias variando entre 5,5 e 7, baixos teores de  salinidade, com m&iacute;nima de 0 e m&aacute;ximo de 4,5, n&atilde;o fugindo, assim, do padr&atilde;o dos  estu&aacute;rios amaz&ocirc;nicos.  Estes resultados confirmam as   observa&ccedil;&otilde;es  realizadas por Pinheiro (<i>op. cit.</i>) e Cordeiro (1987) no que concerne ao  alto grau de mistura das &aacute;guas, cuja salinidade na boca do estu&aacute;rio n&atilde;o atinge  valores superiores a 5. Este  fato, entretanto, n&atilde;o impede que se instale no estu&aacute;rio uma popula&ccedil;&atilde;o  fitoplanct&ocirc;nica semelhante &agrave;quela j&aacute; observada em outros estu&aacute;rios brasileiros,  ou seja, uma presen&ccedil;a consider&aacute;vel de diatom&aacute;ceas marinhas eurialinas, as quais  dominam durante todo o ano sobre os demais grupos. De acordo com Ryley (1967) e Smayda (1983), as diatom&aacute;ceas  destacam-se como os principais organismos do microfitopl&acirc;ncton estuarino e, na  maioria dos casos, elas constituem a maior percentagem das microalgas  presentes. Popula&ccedil;&otilde;es assim constitu&iacute;das foram observadas em Canan&eacute;ia, S&atilde;o  Paulo (KUTNER, 1972),  &aacute;rea estuarina de Itamarac&aacute;, Pernambuco  (ESKINAZI-LE&Ccedil;A, 1974; BARROS-FRANCA,  1980), estu&aacute;rio  do Rio Poteng&iacute;, Rio   Grande  do Norte (OLIVEIRA, 1985) e Bacia do Pina-PE (FEITOSA, 1988). Patrick (1967)  admite   que,  nos estu&aacute;rios, as diatom&aacute;ceas estariam representadas principalmente por  esp&eacute;cies marinhas ner&iacute;ticas, al&eacute;m de algumas oce&acirc;nicas verdadeiramente  planct&ocirc;nicas. Completando este pensamento, Lackei (1967) acrescenta que os  ecossistemas estuarinos n&atilde;o possuem uma flora diatomol&oacute;gica com caracter&iacute;sticas  pr&oacute;prias, estando constitu&iacute;da principalmente por esp&eacute;cies marinhas,  destacando-se aquelas litorais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A composi&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica do microfitopl&acirc;ncton da ba&iacute;a  do Guajar&aacute; revelou as diatom&aacute;ceas como o grupo de maior representa&ccedil;&atilde;o, as quais  apresentaram uma participa&ccedil;&atilde;o de 56,2% na composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica,  distribu&iacute;dos em 1 classe, 2 subclasses, 6 ordens, 13 fam&iacute;lias, 30 g&ecirc;neros, 68  esp&eacute;cies, 2 variedades  e 1 forma:</font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n2/2a10f2.gif" border="0"></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  diatom&aacute;ceas formam o grupo mais abundante, compondo 56,2% do microfitopl&acirc;ncton  da ba&iacute;a do Guajar&aacute;. Entre os g&ecirc;neros, os que apresentaram maior representatividade, em  termos de diversidade, foram <i>Coscinodiscus </i>(14 spp e 1 variedade), <i>Surrela </i>, (10 spp), <i>Actinoptychus </i>(4  spp)<i>, Biddulphia, </i>(4 spp)<i>,  Actinocyclus, </i>(3 spp), <i>Triceratium, </i>(3 spp e 1 forma), <i>Bacteriastrum, </i>(2 spp)<i>,  Cyclotella, </i>(2 spp)<i>,  Eunotia, </i>(2 spp)<i>,  Melosira, </i>(2 spp)<i>,  Pinnularia, </i>(<i>2 </i>spp)<i> e  Rhaphoneis, </i>(2 spp).  Os demais g&ecirc;neros,  como <i>Actinella, Amphiprora, Bacillaria, Cerataulus,  Ditylium, Eupodiscus, Hyalodiscus, Hydrosera, Navicula, Nitzschia, Pleurosigma,  Polymyxus, Rhizosolenia, Skeletonema, Terpsinoe, Thalassionema, Thalassiosrra </i>e<i> Thalassiothryx, </i>ocorreram com uma &uacute;nica esp&eacute;cie.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O  segundo grupo melhor representado qualitativamente foi o das clorof&iacute;ceas<i>,</i> com 2 classes, 3 ordens, 10 fam&iacute;lias, 23 g&ecirc;neros, 45 esp&eacute;cies e 2 variedades,  compondo 38,8% da  flora. Em termos de diversidade, os g&ecirc;neros mais representativos  foram: <i>Staurastrum </i>(12 spp e 1 variedade), <i>Pediastrum,  </i>(4 spp)<i>, Staurodesmus </i>(4 spp)<i>, Hyalotheca </i>(3 spp)<i>, Micrasterias </i>(3 spp)<i>, Desmidium </i>(3 spp)<i>, Dictyosphaerium </i>(2 spp)<i> e  Xantithidium </i>(2 spp).  Os demais g&ecirc;neros,  como <i>Closterium, Dimorphococcus, Oocystis,  Pleurotaenium, Radiococcus, Scenedesmus, Sphaerocystis, Sphaerozosma,  Spirotaenia, Treubaria, Triploceras, Mougeotia e Eudorina,</i> estiveram  representados por apenas uma esp&eacute;cie.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>As&nbsp; </i>cianof&iacute;ceas&nbsp; foram&nbsp;  as&nbsp; algas&nbsp; de&nbsp; menor  representatividade, com a identifica&ccedil;&atilde;o de 1 classe, 3 ordens, 4 fam&iacute;lias e  6 g&ecirc;neros (<i>Microcystis, Oscillatoria, Spirulina, Phormidium, Anabaena e  Hapalosiphon</i>), figurando com apenas 5% da flora.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>A </i>an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o da  diatomofl&oacute;rula revelou <i>que a grande maioria era marinha eurialina, seguida </i>pelas  de &aacute;gua doce e algumas reconhecidamente salobras. Na composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica da  &aacute;rea estudada, deve ser levado em considera&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m, a presen&ccedil;a significativa das clorof&iacute;ceas, principalmente desmidi&aacute;ceas, que estiveram presentes em todos os pontos e em todos os meses de  amostragem. Quanto &agrave;s cianof&iacute;ceas, foram pouco significativas qualitativa e  quantitativamente. Al&eacute;m destes grupos de algas, nenhum outro fez-se  representar, com exce&ccedil;&atilde;o dos chamados fitoflagelados, que n&atilde;o foram identificados a n&iacute;veis espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Surpreende, no fitopl&acirc;ncton local, a aus&ecirc;ncia dos dinoflagelados, organismos caracteristicamente marinhos oce&acirc;nicos, mas que t&ecirc;m sido  evidenciados em v&aacute;rias regi&otilde;es estuarinas  do Brasil (SASSI; WATANABE, 1980; OLIVEIRA, 1983; FEITOSA, 1988;  SANTANA, 2004), os quais s&atilde;o transportados pelas correntes de mar&eacute;s. Na &aacute;rea  estudada, esta aus&ecirc;ncia pode ser justificada pelos baixos valores de salinidade  e da baixa transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua, m&aacute;xima de 1 e m&iacute;nima de 0,2 m, condi&ccedil;&otilde;es que  n&atilde;o favorecem o desenvolvimento destes organismos, os quais, segundo Balech (1977), preferem ambientes com baixa turbidez.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto  &agrave; presen&ccedil;a das diatom&aacute;ceas no estu&aacute;rio guajarino, observa-se que a composi&ccedil;&atilde;o  destas microalgas muito se assemelha a levantamentos em ambientes costeiros  adjacentes realizados por Wood (1966), Muller-Melchers (1957) e Reyssac (1980), o que demonstra a  penetra&ccedil;&atilde;o destas algas no estu&aacute;rio, as quais podem atingir locais bastante afastados da desembocadura, j&aacute;  considerados limn&eacute;ticos. A este respeito, Mc Luscky (1971) sugere que  organismos marinhos s&atilde;o capazes de penetrar mais facilmente nos ambientes de  &aacute;gua doce tropical do que em locais de clima mais frio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No baixo Amazonas, Gesnner e Simonsen  (1967) fizeram refer&ecirc;ncia &agrave; presen&ccedil;a de v&aacute;rias carapa&ccedil;as de diatom&aacute;ceas, a uma  dist&acirc;ncia de 300 km da desembocadura, em locais considerados pelos autores como  limn&eacute;ticos. Eles acreditam que estas carapa&ccedil;as podem ter sido transportadas  passivamente, n&atilde;o s&oacute; pelas correntes de mar&eacute;s, mas principalmente pelos  sedimentos. Estes autores   chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o fato da alta resist&ecirc;ncia das fr&uacute;stulas das  diatom&aacute;ceas, que podem ser transportadas para locais distantes da desembocadura  estuarina, mascarando, assim, a real composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica local, visto que as  carapa&ccedil;as vazias chegam &agrave;s &aacute;reas distantes devido &agrave; alta turbul&ecirc;ncia das &aacute;guas.  Estes autores concluem que das 114 esp&eacute;cies de diatom&aacute;ceas citadas por Wood  (1966), para &aacute;guas marinhas e salobras do Amazonas, 15  delas consideradas polihal&oacute;bias foram transportadas pelas correntes at&eacute; a parte  mais baixa do Amazonas e foram significativamente mais importantes que as  diatom&aacute;ceas verdadeiramente oligohal&oacute;bias. Por isto, em virtude da alta  resist&ecirc;ncia de suas carapa&ccedil;as as diatom&aacute;ceas n&atilde;o podem ser seguramente  consideradas como indicadoras ambientais, principalmente em estu&aacute;rios  amaz&ocirc;nicos que s&atilde;o caracterizados por alta turbul&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Moreira-Filho, Valente-Moreira e Trippi-Cecy (1974) confirmaram as  observa&ccedil;&otilde;es dos autores acima citados, ao identificarem na foz do rio Guam&aacute; um  elevado n&uacute;mero de diatom&aacute;ceas que apresentavam valvas e fr&uacute;stulas vazias e  sugerindo estudos mais acurados nas particularidades de cada indiv&iacute;duo  encontrado no estu&aacute;rio, para que os resultados das pesquisas n&atilde;o indiquem  condi&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias &agrave;s verdadeiras existentes. Por este motivo, no  levantamento da florula diatomol&oacute;gica do estu&aacute;rio guajarino, especial aten&ccedil;&atilde;o  foi dada ao estado estrutural dos cromat&oacute;foros das esp&eacute;cies encontradas, para  que fosse relacionado apenas &agrave;quelas que apresentassem conte&uacute;do citoplasm&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o as  caracter&iacute;sticas ecol&oacute;gicas da comunidade diatomol&oacute;gica, constatou-se que 84,4%  das esp&eacute;cies s&atilde;o marinhas, 11,3% s&atilde;o dulciaq&uuml;&iacute;colas e 4,3 % s&atilde;o verdadeiramente  estuarinas, o que demonstra a enorme penetra&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies marinhas ao longo  do trecho estudado. Considerando-se, ainda, que o ponto de amostragem mais  interno dista cerca de 130 km da desembocadura do estu&aacute;rio, conclui-se que as diatom&aacute;ceas  marinhas est&atilde;o bem adaptadas ao ambiente oligoalino desta &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por  outro lado, a distribui&ccedil;&atilde;o quantitativa espacial e temporal das diatom&aacute;ceas,  segundo grupo de maior import&acirc;ncia na biomassa, com uma densidade m&iacute;nima de 280.000 cel/l e uma m&aacute;xima de  1.310.000 cel/l,  tamb&eacute;m confirma a resist&ecirc;ncia destas microalgas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais  reinantes, notadamente ao regime de salinidade cujos valores encontram-se sempre abaixo de 5. Os valores  quantitativos apresentaram uma not&aacute;vel estabilidade durante os meses e esta&ccedil;&otilde;es  de coleta, comprovando a afirma&ccedil;&atilde;o de Patrick (1967) quanto ao car&aacute;ter de  eurialinidade das diatom&aacute;ceas, que s&atilde;o capazes de suportar grandes varia&ccedil;&otilde;es de  salinidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao  lado das diatom&aacute;ceas, as desmidi&aacute;ceas tamb&eacute;m se destacaram no fitopl&acirc;ncton da  &aacute;rea estudada. Estas clorof&iacute;ceas dulciaqu&iacute;colas t&ecirc;m sido consideradas como as  mais importantes dos ambientes limn&eacute;ticos do Amazonas e chegam mesmo a  caracterizar determinados locais da regi&atilde;o. Por isto h&aacute; bastante tempo tem  merecido a aten&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios pesquisadores, j&aacute; sendo sua flora bastante  conhecida na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica  (FORSTER, 1969, 1974; UHERKOVICH; SCMIDT, 1974; UHERKOVICH, 1976; UHERKOVICH; RAI, 1979).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Apesar  das condi&ccedil;&otilde;es oligoalinas que foram encontradas no trecho estudado, as  clorof&iacute;ceas n&atilde;o apresentaram a import&acirc;ncia quantitativa que era esperada, com  seus valores variando entre 10.000 cel/l e 310.000 cel/l. A &eacute;poca de maior  florescimento coincidiu, como esperado, com o final do per&iacute;odo menos chuvoso,  principalmente no m&ecirc;s de junho de 1990, acreditando-se que a grande quantidade  de material em suspens&atilde;o durante a &eacute;poca chuvosa seja o elemento inibidor do  florescimento destas algas, as quais, segundo Joly (1963), s&atilde;o caracterizadas  por preferirem &aacute;gua mais limpa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ainda  no que se refere aos aspectos quantitativos do fitopl&acirc;ncton do estu&aacute;rio  guajarino, os fitoflagelados   apresentaram  uma densidade que variou entre 80.000 cel/l e 3.190.000 cel/l. Este componente do  fitopl&acirc;ncton apresentou uma varia&ccedil;&atilde;o anual marcada, cujo per&iacute;odo de flora&ccedil;&atilde;o  coincidiu com os meses de menor precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica. Certamente este  fato tamb&eacute;m est&aacute; relacionado com a maior quantidade de material em suspens&atilde;o  durante a &eacute;poca chuvosa, que determina uma baixa transpar&ecirc;ncia, a qual nunca &eacute;  superior a 1 m ao  longo de todo o ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As  cianof&iacute;ceas constitu&iacute;ram o grupo de menor representa&ccedil;&atilde;o quantitativa no  fitopl&acirc;ncton da ba&iacute;a do Guajar&aacute;, com densidade variando entre 10.000 cel/l e 610.000 cel/l, e, de uma  maneira geral, n&atilde;o apresentaram uma varia&ccedil;&atilde;o anual marcada, sendo observada  constantes oscila&ccedil;&otilde;es entre os pontos e os meses amostrados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os 116 taxa espec&iacute;ficos e  infraespec&iacute;ficos, identificados entre diatom&aacute;ceas, clorof&iacute;ceas e cianof&iacute;ceas,  demonstraram uma flora planct&oacute;nica bastante  diversificada. Por&eacute;m, entre estes, apenas uma esp&eacute;cie de diatom&aacute;cea pode ser  considerada dominante, <i>Polymyxus coronalis, </i>pois, na maioria das vezes,  representou mais de 50% do  microfitopl&acirc;ncton total. A domin&acirc;ncia de determinadas esp&eacute;cies no fitopl&acirc;ncton  estuarino j&aacute; havia sido evidenciado por Riley (1967), o qual considerou o  microfitopl&acirc;ncton estuarino rico, por&eacute;m, com pequeno n&uacute;mero de esp&eacute;cies  dominantes. Segundo este autor, <i>Skeletonema costatum </i>pode ser  considerada como uma das esp&eacute;cies mais comuns em ambientes estuarinos, sendo a  mesma uma esp&eacute;cie caracter&iacute;stica de diversos estu&aacute;rios brasileiros (KUTNER, 1972; SASSI; WATANABE, 1980).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No caso do estu&aacute;rio guajarino, <i>P. coronalis </i>foi  a esp&eacute;cie de maior representa&ccedil;&atilde;o, a qual tem sido considerada como  caracter&iacute;stica da &aacute;guas salobras e indicadoras deste tipo de ambiente na regi&atilde;o  amaz&oacute;nica (MOREIRA-FILHO; VALENTE-MOREIRA;  TRIPPIA-CECY, 1974).  Os resultados obtidos corroboram esta afirma&ccedil;&atilde;o, visto que consiste no &uacute;nico trabalho realizado de maneira peri&oacute;dica,  durante um per&iacute;odo anual e com v&aacute;rios pontos de amostragem. A esp&eacute;cie esteve  presente de maneira abundante desde a primeira at&eacute; a &uacute;ltima esta&ccedil;&atilde;o estudada e  em todos os meses amostrados, demonstrando estar bem adaptada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es salobras reinantes na ba&iacute;a do Guajar&aacute;. Na regi&atilde;o  amaz&ocirc;nica, esta esp&eacute;cie tamb&eacute;m j&aacute; foi encontrada em Gurup&aacute; e Breves, Par&aacute;, por  Gessner e Simonsen (1967) e na foz do rio Guam&aacute;, Par&aacute; por Moreira-Filho <i>et  al., </i>(1974), sempre de maneira abundante. Estudos recentes mostram que <i>P.  Coronalis </i>tem ampla distribui&ccedil;&atilde;o no estado do Par&aacute;, j&aacute; tendo sua ocorr&ecirc;ncia  registrada nos estu&aacute;rios dos rios Marapanim (SANTANA,  2004), Muri&aacute; (SILVA, 2005) e Guajar&aacute;-Mirim (COSTA, 2005; CARDOSO, 2005). Em  outros estu&aacute;rios do Brasil, <i>P. coronalis </i>foi encontrada esporadicamente  e, at&eacute; o presente, apenas assinalada em &aacute;guas estuarinas de Pernambuco (FEITOSA, 1988), o que demonstra ser uma esp&eacute;cie de distribui&ccedil;&atilde;o restrita no  Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa do fitopl&acirc;ncton do estu&aacute;rio guajarino foi estimada atrav&eacute;s da contagem direta dos  organismos e da medi&ccedil;&atilde;o do teor de clorofila 'a'  total. A conjun&ccedil;&atilde;o destes m&eacute;todos deveu-se &agrave; necessidade de avaliar a  quantidade de mat&eacute;ria org&acirc;nica dispon&iacute;vel aos demais n&iacute;veis tr&oacute;ficos e desta  forma, tra&ccedil;ar um perfil das condi&ccedil;&otilde;es e do potencial ecol&oacute;gico do estu&aacute;rio.  Estudos desta natureza s&atilde;o importantes n&atilde;o s&oacute; pelo significado biol&oacute;gico que  apresentam, mas tamb&eacute;m por que s&atilde;o m&eacute;todos consagrados na avalia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o  org&acirc;nica de ecossistemas aqu&aacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O fitopl&acirc;ncton da ba&iacute;a do Guajar&aacute; e foz do rio Guam&aacute; revelaram uma  rela&ccedil;&atilde;o proporcional entre o n&uacute;mero de c&eacute;lulas/litro nas diversas esta&ccedil;&otilde;es, com  valores variando entre 590.000 e 4.790.000 cel/l, demonstrando que a  contribui&ccedil;&atilde;o fluvial representa um est&iacute;mulo ao crescimento algal, j&aacute; que o  volume de &aacute;gua doce aportado nos rios locais proporciona uma homogeneidade a  toda a &aacute;rea estudada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os estudos f&iacute;sico-qu&iacute;micos realizados por Pinheiro (<i>op. cit.</i>) atestam  que, no estu&aacute;rio guajarino, as altas descargas fluviais impedem quase que  completamente a penetra&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas salobras provenientes do Atl&acirc;ntico,  imprimindo um car&aacute;ter oligoalino ao longo de toda a ba&iacute;a do Guajar&aacute;. Segundo  Ryther, Menzel e Corwin (1967) e Diegues (1972), a &aacute;gua doce &eacute; transportada at&eacute; dist&acirc;ncias  consideravelmente grandes da desembocadura dos rios da regi&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o  do rio Amazonas na mistura pode ser detectada pelas reduzidas salinidades  existentes &agrave; superf&iacute;cie.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nos per&iacute;odos de menores descargas fluviais, no final da vazante e  in&iacute;cio da enchente, as &aacute;guas provenientes dos rios Guam&aacute; e Guajar&aacute;-A&ccedil;&uacute;  apresentam valores de condutividade-salinidade relativamente baixos (100-300  <i>&#181;</i>mhos - 0,04-0,12) e ocupam todo o canal de vazante pela margem esquerda do  estu&aacute;rio. Por outro lado, no canal dito de enchente, adjacente &agrave; margem onde  est&aacute; a cidade de Bel&eacute;m, registram-se valores de condutividade-salinidade entre  350 a 1000 <i>&#181;</i>mhos / 0,15 a 0,42, indicando nitidamente a entrada de &aacute;guas mais  condutivas, salobras e n&atilde;o fluviais, portanto, nesta regi&atilde;o da ba&iacute;a do Guajar&aacute;.  Deve-se destacar que os valores mais elevados de condutividade-salinidade  ocorrem pr&oacute;ximos do fundo, indicando a penetra&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; salina sob a forma de  cunha (PINHEIRO, <i>op. cit.</i>)<i>. </i>Desta forma, as varia&ccedil;&otilde;es quantitativas  ocorridas no n&uacute;mero de c&eacute;lulas/litro est&atilde;o mais relacionadas aos per&iacute;odos  anuais, principalmente em se tratando de uma &aacute;rea de intera&ccedil;&atilde;o rio-mar.  Pode-se, ainda, atribuir grande import&acirc;ncia &agrave; influ&ecirc;ncia direta ou indireta da  precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica sobre a biomassa fitoplanct&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Como reportado anteriormente,  Pinheiro (<i>op. cit.</i>) observou que a precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica provoca uma  eleva&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel na concentra&ccedil;&atilde;o de material em suspens&atilde;o, na &aacute;gua da ba&iacute;a  do Guajar&aacute;, diminuindo consideravelmente a zona f&oacute;tica. Medidas realizadas no  per&iacute;odo de dezembro de 1989 a outubro de 1990 revelaram valores de  transpar&ecirc;ncia variando  entre 0,2 e 1 m e coeficiente de  extin&ccedil;&atilde;o de luz variando entre 1,7 e 8,5 m. Assim, o bin&ocirc;mio chuvas-material em suspens&atilde;o &eacute;  extremamente importante para a regi&atilde;o, estando a biomassa prim&aacute;ria condicionada  a esta conjun&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros. O maior aporte fluvial gerado pela elevada  precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica, durante os meses de dezembro/abril, contribui  intensamente para a diminui&ccedil;&atilde;o nos &iacute;ndices quantitativos do fitopl&acirc;ncton.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Desta  forma, a reduzida penetra&ccedil;&atilde;o da luz solar no ambiente pode inibir o  desenvolvimento fitoplanct&ocirc;nico, constituindo-se em fator limitante nesta &eacute;poca  do ano. Este tipo de rela&ccedil;&atilde;o foi detectada tamb&eacute;m em &aacute;guas costeiras de  Pernambuco, fortemente impactadas por  despejos fluviais (FEITOSA, 1988; RESSUREI&Ccedil;&Atilde;O, 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar  da radia&ccedil;&atilde;o fotossinteticamente ativa ter pouca influ&ecirc;ncia como fator limitante nas  regi&otilde;es tropicais, Tundisi (1986) acredita que nestas &aacute;reas a luz pode ser um fator  limitante quando os ambientes costeiros est&atilde;o sujeitos ao aporte de material em  suspens&atilde;o. Isto fica comprovado na &aacute;rea estudada, que se localiza em regi&atilde;o  reconhecidamente tropical e cujos valores de transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua n&atilde;o ultrapassam  1 m.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ressalte-se,  ainda, que durante o per&iacute;odo menos chuvoso, &eacute;poca em que as condi&ccedil;&otilde;es  climatol&oacute;gicas s&atilde;o mais amenas e a disponibilidade de ilumina&ccedil;&atilde;o no ambiente &eacute;  maior, aumentando a transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua, h&aacute; maior florescimento fitoplanct&ocirc;nico.  O crescimento da biomassa autotr&oacute;fica no per&iacute;odo de junho-agosto-outubro &eacute;  bastante significativo e coincide com o per&iacute;odo em que a precipita&ccedil;&atilde;o  pluviom&eacute;trica &eacute; menor, h&aacute; um aumento da transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua e os valores de  salinidade s&atilde;o relativamente maiores, ocasi&atilde;o em que foram registrados 4,51 de salinidade. Desta  maneira, o impacto do aporte terr&iacute;geno parece influir significativamente no  comportamento fitoplanct&ocirc;nico da &aacute;rea estudada, inibindo o crescimento da flora  planct&ocirc;nica no per&iacute;odo chuvoso, culminando em um comportamento inverso durante  o per&iacute;odo menos chuvoso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> De  acordo com Eskinazi-Le&ccedil;a (1990),  nas &aacute;guas costeiras tropicais podem ocorrer dois tipos  de varia&ccedil;&atilde;o anual: um ciclo com aumento consider&aacute;vel de biomassa durante o  per&iacute;odo chuvoso, caracter&iacute;stico de ambientes onde a influ&ecirc;ncia terr&iacute;gena &eacute;  amena e a maior disponibilidade de nutrientes favorece o crescimento algal; e  um ciclo com aumento consider&aacute;vel da biomassa durante o per&iacute;odo seco,  caracter&iacute;stico de ambientes onde a influ&ecirc;ncia terr&iacute;gena &eacute; forte durante o  per&iacute;odo chuvoso, a ponto de provocar a diminui&ccedil;&atilde;o da transpar&ecirc;ncia da &aacute;gua. Na  ba&iacute;a do Guajar&aacute; os dados obtidos demonstram que o ciclo anual fitoplanct&ocirc;nico  enquadra-se no segundo tipo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em  rela&ccedil;&atilde;o aos teores de clorofila 'a', estes n&atilde;o acompanharam as varia&ccedil;&otilde;es  observadas no n&uacute;mero de c&eacute;lulas/litro, apresentando um comportamento inverso,  principalmente com respeito aos dois per&iacute;odos anuais, ocasi&atilde;o em que foram  registrados valores m&eacute;dios de 11,28 mg/m<sup>3</sup>, para o per&iacute;odo chuvoso, e de 9,46 mg/m<sup>3</sup>,  para o per&iacute;odo menos chuvoso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> De  acordo com Sassi (1987)  e Gomes (1989), a presen&ccedil;a de clorofila <i>a </i>detrital  (feopigmentos) nas amostras de &aacute;gua pode superestimar as concentra&ccedil;&otilde;es reais de  clorofila 'a' ativa. Segundo o primeiro autor, os feopigmentos podem ser  originados da vegeta&ccedil;&atilde;o l&ecirc;ntica, a qual, em decorr&ecirc;ncia de varia&ccedil;&otilde;es nas  condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas locais, pode ser arrancada de seus <i>habitats </i>naturais  e entrar em decomposi&ccedil;&atilde;o. Os detritos ent&atilde;o formados e em suspens&atilde;o na massa  d'&aacute;gua poderiam ser retidos pelos filtros usados nas an&aacute;lises de pigmentos,  resultando na superestima&ccedil;&atilde;o da clorofila ativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> &Eacute; importante ressaltar que no, estu&aacute;rio guajarino,  encontram-se agindo v&aacute;rios fatores hidrodin&acirc;micos, como as fortes influ&ecirc;ncias  tidais e principalmente as altas descargas fluviais, as quais, durante o  per&iacute;odo das chuvas, provocam enchentes e inunda&ccedil;&otilde;es das margens, alagando a  densa vegeta&ccedil;&atilde;o marginal, sem contar, ainda, com as zonas permanentemente inund&aacute;veis (PINHEIRO, <i>op. cit.</i>). Desta  forma, pode-se inferir que os elevados teores de clorofila 'a'  observados durante o per&iacute;odo chuvoso devem estar associados &agrave; clorofila detrital proveniente da decomposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; da vegeta&ccedil;&atilde;o marginal  inundada, mas tamb&eacute;m dos detritos trazidos pela correnteza.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ressalte-se, no entanto, que de acordo com Lorenzen (1967),  a concentra&ccedil;&atilde;o de clorofila 'a' fotossinteticamente ativa  pode ser superestimada atrav&eacute;s dos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do teor de pigmentos  clorofilianos, que n&atilde;o distinguem a fra&ccedil;&atilde;o de produtos de degrada&ccedil;&atilde;o presente  na amostra, como o m&eacute;todo de Parsons e Strickland (1963) empregado nesta pesquisa e, neste caso, &eacute; poss&iacute;vel que os dados de clorofila 'a'  estejam mascarados pelos feopigmentos, uma vez que os teores mais elevados  foram encontrados no per&iacute;odo em que ocorre maior mistura das &aacute;guas. N&atilde;o  obstante, Lorenzen (1971) recomenda a medi&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de clorofila 'a'  durante as investiga&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas nos ambientes aqu&aacute;ticos, como uma  estimativa r&aacute;pida e pr&aacute;tica do <i>Standing crop </i>do fitopl&acirc;ncton.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Considerando-se as condi&ccedil;&otilde;es geodin&aacute;micas da ba&iacute;a do Guajar&aacute;, seria  importante a continua&ccedil;&atilde;o dos estudos sobre a biomassa prim&aacute;ria, por m&eacute;todos que  possam estimar tanto a clorofila ativa como os feopigmentos, mesmo porque os  teores de clorofila 'a' que foram obtidos podem ser considerados elevados  quando comparados com o n&uacute;mero de c&eacute;lulas/litro, refor&ccedil;ando, assim, a id&eacute;ia de  que teria havido uma superestima&ccedil;&atilde;o dos teores de clorofila 'a', decorrente da  metodologia empregada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"> <b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O estu&aacute;rio guajarino apresenta-se como um corpo de &aacute;guas  ligeiramente &aacute;cidas, raramente chegando a alcalinas, com temperaturas elevadas,  de pouca transpar&ecirc;ncia e estreita faixa de varia&ccedil;&atilde;o nos teores de sais  dissolvidos. Estas condi&ccedil;&otilde;es sofrem varia&ccedil;&otilde;es anuais pouco acentuadas, ligadas  principalmente   aos padr&otilde;es sazonais de precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica e &agrave; forte  drenagem fluvial. Qualitativamente, sua flora planct&oacute;nica apresenta-se composta predominantemente por diatom&aacute;ceas, entre as  quais se destaca <i>Polymyxus coronalis, </i>por ser a esp&eacute;cie que caracteriza  o fitopl&acirc;ncton guajarino, sendo considerada indicadora de &aacute;guas salobras da  regi&atilde;o amaz&oacute;nica. Quantitativamente os fitoflagelados s&atilde;o os organismos mais  abundantes e respons&aacute;veis pelos per&iacute;odos de florescimento do fitopl&acirc;ncton. A biomassa fitoplanct&oacute;nica &eacute;  considerada elevada e apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o regular ao longo de todo o  estu&aacute;rio, com varia&ccedil;&otilde;es marcadas durante os dois per&iacute;odos anuais e com  expressivo aumento do n&uacute;mero de c&eacute;lulas/litro durante o per&iacute;odo menos chuvoso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> BALECH,  E. 1977. <b>Introducction  al Fitoplancton Marino</b>.   Buenos Aires: EUDEBA. 211 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> BARROS-FRANCA,  L. M. de. 1980.  <b>Composi&ccedil;&atilde;o e aspectos ecol&oacute;gicos do fitopl&acirc;ncton do Rio Botafogo (PE).</b> Disserta&ccedil;&atilde;o  (Mestrado) - Universidade Federal Rural de Pernambuco.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> CARDOSO, F. F. <i>et al. </i>2005. Composi&ccedil;&atilde;o e Varia&ccedil;&atilde;o Nictemeral  do Microfitopl&acirc;ncton  no Estu&aacute;rio do Rio Guajar&aacute;-Miri, Vigia de  Nazar&eacute;-Pa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OCEANOGRAFIA, 2., Vit&oacute;ria. <b>Anais...</b>  Vit&oacute;ria: &#91;s.n.&#93;. p. 657.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> CORDEIRO, C. A. 1987. <b>Estudo da saliniza&ccedil;&atilde;o do estu&aacute;rio do Rio  Par&aacute; no trecho Bel&eacute;m-Mosqueiro</b>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geoci&ecirc;ncias) -  Universidade Federal do Par&aacute;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> COSTA, B. O. da <i>et al. </i>2005. 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<body><![CDATA[<br>   Av.   Magalh&atilde;es Barata, 376    <br>   S&atilde;o Braz &ndash; CEP 66040-170    <br>   Caixa Postal   399    <br>   Telefone/fax: 55-91-3219-3317    <br> E-mail:<A title="mailto:boletim@museu-goeldi.br" href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</A></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido: 07/12/2001    <br> Aprovado: 19/05/2006</font></p>      ]]></body><back>
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