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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dois anos de monitoramento dos atropelamentos de mamíferos na rodovia PA-458, Bragança, Pará]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The monitoring on PA-458 road was carried out in order to quantify mammal roadkills during two annual cycle and to identify the most susceptible species to these events. Three visits were made along the road from December, 2001 to December, 2003. The mammals killed were identified, sexed, weighed, and measured, as well as georeferenced the point where the animal was found on the road. A total of 44 medium and small-sized mammals was recorded, being distributed in three orders, six families, seven genera and seven species (Procyon cancrivorus, Cerdocyon thous, Eira barbara, Cyclopes didactylus, Tamandua tetradactyla, Euphractus sexcinctus and Didelphis marsupialis). The species which presented the highest number of individual's roadkill individuals was P. cancrivorus (n= 21). C. didactylus, E. barbara, and E. sexcinctus presented the lowest values (n=1). The variance analysis showed no significant difference for dead individuals during two years of monitoring (ANOVA, F=0.35; gl=1; p>0.05). However, the comparison between dead individuals per kilometer, along the road, showed a significant difference (K-S, DM=0.22; p<0.01), the kilometers 13th and 20th were the points where the highest roadkill numbers were registered. The comparative analysis of killroad between the wet and dry season, for both years, did not present significant difference (c²=0.151; gl=1; p>0.05), but records triple during June and July during those years. Considering that the traffic of vehicles tends to increased on this road during this period, due to an increase of turists in Ajuruteua's beach, it is reasonable to suggest that mortality of mammals associated to adjacent forests (for example, terra firme and mangal) may be directly related to the intensive traffic of vehicle during summer time.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo" id="topo"></a>Dois anos de monitoramento dos  atropelamentos de mam&iacute;feros na rodovia PA-458, Bragan&ccedil;a, Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Two-year monitoring of mammal roadkill on the  PA-458 highway in Bragan&ccedil;a, Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ana Paula Fernanda Guimar&atilde;es Pereira; Fernanda  Atanaena Gon&ccedil;alves Andrade; Marcus Emanuel Barroncas Fernandes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Universidade Federal do Par&aacute;. Campus de Bragan&ccedil;a. Instituto de  Estudos Costeiros. Laborat&oacute;rio de Ecologia de Manguezal. Bragan&ccedil;a, Par&aacute;, Brasil  (<a href="mailto:atanaena@ufpa.br">atanaena@ufpa.br</a>) (<a href="mailto:mebf@ufpa.br">mebf@ufpa.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O monitoramento na rodovia PA-458 foi realizado com o objetivo  de quantificar o n&uacute;mero de atropelamentos letais de mam&iacute;feros ao longo de dois  ciclos anuais e identificar as esp&eacute;cies mais suscet&iacute;veis a esses acontecimentos.  Foram realizadas tr&ecirc;s visitas semanais ao longo desta rodovia, durante o  per&iacute;odo de dezembro de 2001 a  dezembro de 2003. Os mam&iacute;feros mortos por atropelamento foram identificados,  sexados, pesados e medidos, bem como anotado o ponto onde o animal foi encontrado  na rodovia. Um total de 44 mam&iacute;feros de m&eacute;dio e pequeno porte foi registrado,  sendo distribu&iacute;dos em tr&ecirc;s ordens, seis fam&iacute;lias, sete g&ecirc;neros e sete esp&eacute;cies (<i>Procyon cancrivorus</i>, <i>Cerdocyon thous</i>, <i>Eira barbara</i>, <i>Cyclopes  didactylus</i>, <i>Tamandua tetradactyla</i>, <i>Euphractus sexcinctus </i>e <i>Didelphis marsupialis</i>)<i>. </i>A esp&eacute;cie que apresentou o maior  n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos foi <i>P. cancrivorus</i> (n=21). <i>C. didactylus</i>, <i>E. barbara </i>e <i>E. sexcinctus </i>apresentaram os  menores valores (n=1). A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia mostrou que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a  significativa entre o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos nos dois anos de  monitoramento (ANOVA, F=0,35; gl=1; p&gt;0,05). No entanto, a compara&ccedil;&atilde;o do  n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos por quil&ocirc;metro ao longo da rodovia mostrou  diferen&ccedil;a bastante significativa (K-S, DM=0,22; p&lt;0,01), sendo os  quil&ocirc;metros 13 e 20 os pontos onde foram registrados os maiores &iacute;ndices de  atropelamentos. A an&aacute;lise comparativa do n&uacute;mero de atropelamentos entre o  per&iacute;odo chuvoso e seco para os dois anos n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a significativa  (c<sup>2</sup>=0,151; gl=1; p&gt;0,05), por&eacute;m os registros triplicaram durante  os meses de junho e julho nesses dois anos. Considerando que o tr&aacute;fego de  ve&iacute;culos tende a aumentar na rodovia PA-458 durante o ver&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do  aumento no n&uacute;mero de turistas atra&iacute;dos pelas praias de Ajuruteua, &eacute; razo&aacute;vel  sugerir que a mortalidade dos mam&iacute;feros associados &agrave;s florestas adjacentes, por  exemplo, terra firme e manguezal, poderia estar diretamente relacionada a este  intenso tr&aacute;fego durante este per&iacute;odo do ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: Manguezal. Mastofauna. Atropelamento. Bragan&ccedil;a. Par&aacute;.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The  monitoring on PA-458 road was carried out in order to quantify mammal roadkills  during two annual cycle and to identify the most susceptible species to these  events. Three visits were made along the road from December, 2001 to December,  2003. The mammals killed were identified, sexed, weighed, and measured, as well  as georeferenced the point where the animal was found on the road. A total of  44 medium and small-sized mammals was recorded, being distributed in three  orders, six families, seven genera and seven species (<i>Procyon cancrivorus</i>, <i>Cerdocyon thous</i>, <i>Eira barbara</i>, <i>Cyclopes didactylus</i>, <i>Tamandua tetradactyla</i>, <i>Euphractus  sexcinctus </i>and <i>Didelphis marsupialis</i>). The species which presented the highest number of  individual's roadkill individuals was <i>P. cancrivorus </i>(n= 21). <i>C.  didactylus, E. barbara, </i>and <i>E. sexcinctus </i>presented the lowest  values (n=1). The variance analysis showed no significant difference for dead  individuals during two years of monitoring (ANOVA, F=0.35; gl=1; p&gt;0.05).  However, the comparison between dead individuals per kilometer, along the road,  showed a significant difference (K-S, DM=0.22; p&lt;0.01), the kilometers 13<sup>th</sup>  and 20<sup>th</sup> were the points where the highest roadkill numbers were registered. The  comparative analysis of killroad between the wet and dry season, for both  years, did not present significant difference (c<sup>2</sup>=0.151; gl=1;  p&gt;0.05), but records triple during June and July during those years.  Considering that the traffic of vehicles tends to increased on this road during  this period, due to an increase of turists in Ajuruteua's beach, it is  reasonable to suggest that mortality of mammals associated to adjacent forests  (for example, terra firme and mangal) may be directly related to the intensive  traffic of vehicle during summer time.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords</b>: Mangal.  Mastofauna. Roadkill. Bragan&ccedil;a. Par&aacute;.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Brasil possui uma das maiores diversidades biol&oacute;gicas  se comparado outros pa&iacute;ses megadiversos do planeta (LEWINSOHN; PRADO,  2002). De acordo com estes &uacute;ltimos autores, s&atilde;o conhecidas 4.650 esp&eacute;cies de  mam&iacute;feros no mundo. No Brasil s&atilde;o registradas 524 esp&eacute;cies, das quais 70% &eacute;  encontrado na Amaz&ocirc;nia brasileira (FONSECA <i>et al</i>. 1996; FONSECA; HERMANN; LEITE,  1999). Para os manguezais da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, at&eacute; o momento foram registradas  apenas 19 esp&eacute;cies de mam&iacute;feros, de acordo com o levantamento realizado por  Fernandes (2000).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nos manguezais da costa norte do Brasil, a presen&ccedil;a dessas  esp&eacute;cies parece ser determinada pelo seu ciclo de vida e pela utiliza&ccedil;&atilde;o dos  recursos dispon&iacute;veis no mosaico de ecossistemas cont&iacute;guos. Fernandes (2000)  prop&ocirc;s categorias de <i>status</i> de resid&ecirc;ncia para os animais que de alguma forma est&atilde;o  associados ao ecossistema manguezal. Este mesmo autor ressaltou que a  utiliza&ccedil;&atilde;o de diversos ecossistemas pelas esp&eacute;cies que ocupam grandes &aacute;reas de  vida pode ser um dos resultados da press&atilde;o ocasionada pela ocupa&ccedil;&atilde;o humana  nesses ambientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De acordo com Vivo (1996), a explora&ccedil;&atilde;o desordenada e, muitas  vezes, predat&oacute;ria dos recursos naturais faz com que ocorra uma altera&ccedil;&atilde;o na  biodiversidade local. Corroborando esta id&eacute;ia, Panitz e Porto Filho (2003)  afirmaram que as atividades antr&oacute;picas, tais como polui&ccedil;&atilde;o, desmatamento,  constru&ccedil;&otilde;es de rodovias e pontes, causam desequil&iacute;brio ecol&oacute;gico,  comprometendo, assim, a qualidade do ambiente local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Poucos estudos foram realizados sobre acidentes letais com  animais em rodovias ao redor do mundo (OXLEY; FENTON; CARMODY, 1974). Estes mesmos  autores, por exemplo, descreveram um estudo de caso registrado para a rodovia  BR-262, no Mato Grosso do Sul, cujos resultados confirmaram que 41,7% dos  acidentes com choques nas estradas envolvem animais dom&eacute;sticos ou silvestres.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Par&aacute;, a constru&ccedil;&atilde;o da rodovia PA-458, que liga a cidade de  Bragan&ccedil;a &agrave; vila de Ajuruteua, ocasionou a obstru&ccedil;&atilde;o de canais de mar&eacute;,  principalmente no Km 17, gerando um grande desequil&iacute;brio no fluxo h&iacute;drico e,  conseq&uuml;entemente, afetando a vegeta&ccedil;&atilde;o e a fauna caracter&iacute;stica de boa parte  dos manguezais por onde a rodovia foi constru&iacute;da (FERNANDES <i>et al</i>., 2002). Al&eacute;m disso, o tr&aacute;fego de ve&iacute;culos proporcionado pela  constru&ccedil;&atilde;o dessa rodovia tem promovido cont&iacute;nuos acidentes letais com diversas  esp&eacute;cies de animais silvestres associadas &agrave;s florestas de mangue e terra firme.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo em vista a necessidade de monitora&ccedil;&atilde;o o efeito da  constru&ccedil;&atilde;o da PA-458 sobre a fauna de mam&iacute;feros associada ao manguezal, este  trabalho tem como objetivos quantificar o n&uacute;mero de acidentes letais por  atropelamento ao longo de dois ciclos anuais e identificar as esp&eacute;cies mais  suscet&iacute;veis a esses acontecimentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;rea de estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo foi realizado na rodovia PA-458, que liga a cidade  de Bragan&ccedil;a &agrave; vila de Ajuruteua, com 36 km de percurso (<a href="#f1">Figura 1</a>),  sendo que nos 10 primeiros quil&ocirc;metros a &aacute;rea &eacute; caracterizada por capoeiras com  presen&ccedil;a de casas em pequenas localidades, enquanto, nos outros 26 quil&ocirc;metros  restantes, a &aacute;rea &eacute; principalmente vegetada por florestas de mangue, fragmentos  de terra firme e manchas de campo salino.</font></p>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n3/3a09f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Esta rodovia foi constru&iacute;da em 1974  (LARA; COHEN, 2003), possuindo uma superf&iacute;cie asfaltada e apresentando o seu  percurso integralizado pela presen&ccedil;a de seis pontes. Nas proximidades destas  s&atilde;o encontrados ranchos. A &uacute;ltima ponte d&aacute; acesso &agrave; vila dos pescadores em Ajuruteua. De acordo  com Martins e Souza Filho (2001), esta rodovia foi constru&iacute;da para escoar a  produ&ccedil;&atilde;o dos pescados da vila de Ajuruteua e desenvolver o ecoturismo potencial  da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A regi&atilde;o &eacute; caracterizada por clima bi-sazonal, com uma m&eacute;dia  anual de precipita&ccedil;&atilde;o de 2.482   mm. O per&iacute;odo de janeiro a junho &eacute; caracterizado pela  esta&ccedil;&atilde;o chuvosa e de setembro a novembro pela esta&ccedil;&atilde;o seca, de acordo com a  esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica localizada na cidade de Tracuateua, a 16 km da cidade de Bragan&ccedil;a (MEDINA <i>et al</i>, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Monitoramento</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O monitoramento foi realizado tr&ecirc;s vezes por semana, durante o  per&iacute;odo de janeiro de 2002 a  dezembro de 2003, percorrendo-se toda a rodovia a uma velocidade m&eacute;dia de 60 km/h. V&aacute;rias  contribui&ccedil;&otilde;es de terceiros auxiliaram no acr&eacute;scimo das amostras do presente  trabalho, atrav&eacute;s de doa&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cimes de mam&iacute;feros atropelados ao longo da  rodovia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os mam&iacute;feros encontrados mortos na rodovia foram levados ao  laborat&oacute;rio da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), Campus de Bragan&ccedil;a,  identificados, sexados (apenas os indiv&iacute;duos que n&atilde;o apresentavam est&aacute;gio  avan&ccedil;ado de putrefa&ccedil;&atilde;o), pesados e medidos (comprimento da pata traseira,  cauda, corpo, cabe&ccedil;a e orelha), al&eacute;m de ser registrado o local da rodovia onde  o indiv&iacute;duo foi encontrado. A identifica&ccedil;&atilde;o dos esp&eacute;cimes foi feita de acordo  com a classifica&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica apresentada por Emmons (1997).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram testados quanto &agrave; normalidade, utilizando-se o  teste Lilliefors (k amostras). A varia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos por  esp&eacute;cie nos dois anos de monitoramento foi comparada atrav&eacute;s da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia ANOVA - um  fator. O n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos nos dois anos de monitoramento foi somado,  tanto para cada quil&ocirc;metro da rodovia quanto para cada m&ecirc;s do ano, sendo  efetuada a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia atrav&eacute;s do teste de ader&ecirc;ncia n&atilde;o param&eacute;trico  de uma amostra, Kolmogorov-Smirnov (K-S). Por &uacute;ltimo, comparou-se o per&iacute;odo ao  longo do ano onde foi registrado o maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos, atrav&eacute;s  do teste Qui-Quadrado com duas amostras independentes. Toda a an&aacute;lise  estat&iacute;stica foi realizada utilizando-se o programa BioEstat 3.0 (AYRES JR.; SANTOS,  2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta os registros do monitoramento efetuado ao longo da rodovia PA-458. Um  total de 44 mam&iacute;feros de m&eacute;dio e pequeno porte, pertencentes a sete esp&eacute;cies,  foi morto por atropelamento ao longo dessa rodovia. Separando os registros para  cada ano de monitoramento, os n&uacute;meros do primeiro ano (2002) perfazem um total  de 26 indiv&iacute;duos de seis esp&eacute;cies, enquanto os registros do segundo ano (2003)  totalizam 18 indiv&iacute;duos de seis esp&eacute;cies. A esp&eacute;cie <i>C. didactylus </i>foi registrada apenas no primeiro ano, ao  passo que <i>E. barbara </i>e <i>E. sexcinctus </i>s&oacute; foram listados durante o segundo ano de monitoramento. A  <a href="#t1">Tabela 1</a> tamb&eacute;m apresenta a esp&eacute;cie com maior n&uacute;mero de registros de  atropelamento, <i>P. cancrivorus</i> com 21  indiv&iacute;duos mortos, enquanto <i>C.  didactylus</i>, <i>E. barbara </i>e <i>E. sexcinctus</i>,com apenas um registro cada,  foram as esp&eacute;cies menos vitimadas.</font></p>     <p><a name="t1" id="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n3/3a09t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia mostrou que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a  significativa entre o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos nos dois anos de  monitoramento (ANOVA, F = 0,35; gl = 1; p&gt;0,05). Por outro lado, a compara&ccedil;&atilde;o  da varia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos mortos ao longo de cada quil&ocirc;metro da  estrada foi bastante significativa (K-S, DM = 0,22; p&lt;0,01), sendo os Km 13  e 20 os pontos de ocorr&ecirc;ncia das maiores taxas de acidentes letais (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2" id="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n3/3a09f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A compara&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de acidentes entre o per&iacute;odo chuvoso e o  seco entre os dois anos de monitoramento n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a significativa  (c<sup>2</sup> = 0,151; gl = 1; p&gt;0,05). O mesmo resultado foi obtido  atrav&eacute;s do teste n&atilde;o param&eacute;trico Kolmogorov-Smirnov, utilizando-se o n&uacute;mero de  atropelamentos ao longo dos meses de estudo para os dois anos juntos (K-S,  p&gt;0,05), embora a freq&uuml;&ecirc;ncia dos acidentes tenha se concentrado nos meses de  junho e julho (<a href="#f3">Figura 3</a>). A curva formada com o n&uacute;mero de  atropelamentos para todas as esp&eacute;cies ao longo do ano, de fato, foi  influenciada pela curva de uma &uacute;nica esp&eacute;cie em particular, <i>P. cancrivorus</i>,cuja  flutua&ccedil;&atilde;o define a curva para todas as outras esp&eacute;cies juntas (<a href="#f4">Figura  4</a>).</font></p>     <p><a name="f3" id="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n3/3a09f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4" id="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bmpegcn/v1n3/3a09f4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados aqui apresentados mostraram que os acidentes letais  envolvendo os mam&iacute;feros de pequeno e m&eacute;dio porte ocorreram por quase todos os  trechos da PA-458, sendo que o maior &iacute;ndice foi registrado para o Km 13,  pr&oacute;ximo ao furo do Taici (primeira ponte da estrada), e para o Km 20, localizado pr&oacute;ximo  aos fragmentos de terra-firme. Isto pode ser explicado devido a esses dois  trechos da rodovia serem os mais pr&oacute;ximos aos bosques de terra firme, de onde  os mam&iacute;feros s&atilde;o oriundos. Por outro lado, os atropelamentos ao longo de todo o  percurso da rodovia tamb&eacute;m enfatizam a utiliza&ccedil;&atilde;o das florestas de mangue da  pen&iacute;nsula bragantina por essas esp&eacute;cies de mam&iacute;feros. Segundo Fernandes (1997),  esses animais provenientes das florestas adjacentes ao manguezal s&atilde;o exploradores  potenciais dos recursos dispon&iacute;veis neste ecossistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Procyon cancrivorus</i>,por exemplo, foi a esp&eacute;cie com maior n&uacute;mero registrado de  acidentes letais. A presen&ccedil;a desse carn&iacute;voro nos bosques de mangue &eacute; bastante  conhecida pela preda&ccedil;&atilde;o do caranguejo-u&ccedil;&aacute; (<i>Ucides cordatus</i>). Al&eacute;m do mais,  de acordo com Fernandes (2000), esta esp&eacute;cie tamb&eacute;m apresenta um comportamento  predat&oacute;rio sobre as popula&ccedil;&otilde;es de caranguejos do g&ecirc;nero <i>Uca</i>,sendo reconhecido como uma das  associa&ccedil;&otilde;es mais especializadas de mam&iacute;feros nos manguezais neotropicais. O fato de <i>P.  cancrivorus</i> ter sido registrada em doze pontos diferentes ao longo da  rodovia, desde o Km 3 at&eacute; o Km 30, confirma a ampla utiliza&ccedil;&atilde;o deste  ecossistema por esta esp&eacute;cie. Fernandes (2000) tamb&eacute;m observou que os mam&iacute;feros  exploram os recursos do manguezal, tanto por longos per&iacute;odos quanto atrav&eacute;s de  pequenas visitas durante um ciclo anual, classificando a mastofauna por <i>status </i>de resid&ecirc;ncia. Isto &eacute; o que provavelmente acontece com o  restante das esp&eacute;cies de mam&iacute;feros registradas por este estudo, cujas incurs&otilde;es  no manguezal parecem ser mais espor&aacute;dicas do que de forma sazonal ou de longo  termo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora as an&aacute;lises  estat&iacute;sticas tenham demonstrado que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre os  atropelamentos ao longo dos meses do ano, o n&uacute;mero de registros triplicou  durante os meses de junho e julho nos dois anos de estudo. Oxley, Fenton   e Carmody (1974) consideraram que as estradas, juntamente com  outros fatores, como o tr&aacute;fego, a superf&iacute;cie da estrada e a largura da mesma,  funcionam como uma barreira que inibe os movimentos de pequenos mam&iacute;feros.  Esses autores, em um estudo de caso nas estradas do Canad&aacute;, comprovaram que  somente o tr&aacute;fego n&atilde;o &eacute; capaz de inibir o cruzamento dos animais pelas  estradas, mas tamb&eacute;m s&atilde;o considerados a quantidade e a velocidade dos ve&iacute;culos,  combina&ccedil;&atilde;o de fatores que acaba por provocar um aumento da mortalidade dos  animais. Esses mesmos autores apontaram para o fato de que como a superf&iacute;cie da  estrada influencia na velocidade e no volume de ve&iacute;culos, a largura reduzida da  estrada tamb&eacute;m aumenta o movimento dos mam&iacute;feros nestas, com a conseq&uuml;ente  ocorrendo uma eleva&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade desses animais. Considerando  que o tr&aacute;fego de ve&iacute;culos tende a aumentar nesta rodovia durante os meses de  junho e julho, em fun&ccedil;&atilde;o do aumento no n&uacute;mero de turistas atra&iacute;dos pelas praias  de Ajuruteua, &eacute; razo&aacute;vel sugerir que o aumento na taxa de mortalidade dos mam&iacute;feros associados &agrave;s  florestas de entorno (principalmente o manguezal) poderia estar diretamente  relacionada a este intenso tr&aacute;fego durante este per&iacute;odo do ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Oxley, Fenton e Carmody (1974) e Panitz e Porto Filho (2003) inferiram que as  constru&ccedil;&otilde;es de estradas devem ser consideradas como um impacto do homem sobre o  meio ambiente. Por fim, &eacute; importante ressaltar que o presente estudo &eacute; a  primeira an&aacute;lise do efeito da constru&ccedil;&atilde;o da rodovia PA-458 sobre a mastofauna  caracter&iacute;stica das florestas de entorno, sendo ainda necess&aacute;rio um  monitoramento a longo prazo para que o impacto causado seja melhor avaliado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">AYRES, M.; AYRES-JR., M.; SANTOS, A. S. 2003. <b>BioEstat 3.0</b>: aplica&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas nas &aacute;reas das  ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e m&eacute;dicas. Bel&eacute;m: Sociedade Civil Mamirau&aacute;. 290 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">EMMONS, L. H. 1997. <b>Neotropical  rainforest mammals</b>: a field guide. 2nd ed. Chicago,  London: The University of Chicago  Press. 307 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FERNANDES, M. E. 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The effects of roads on populations of  small mammals. <b>Journal of Applied  Ecology</b>, v. 11, p. 51-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PANITZ, C. M. N.; PORTO FILHO, E.  2003. As estradas e os manguezais. In: CONFER&Ecirc;NCIA INTERNACIONAL MANGROVE 2003: articulando pesquisa e  gest&atilde;o participativa de estu&aacute;rios e manguezais, 53., Salvador, Bahia. <b>Resumos</b>... Salvador, Bahia:  Intergraf. p. 298.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">VIVO, M.  de. 1996. How many species of mammals are there in Brazil? In: BICUDO, C. E.; MENEZES,  N. A. (Ed.). <b>Biodiversity in Brazil</b>: a  first approach. Campos do Jord&atilde;o, S&atilde;o    Paulo: &#091;s.n.&#093;. p. 313-321.  Proceedings of the Workshop Methods for the assessment of Biodiversity in  Plants and Animals.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v4n1/seta.gif" border="0"></a></font></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Editora do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br> Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    <br> S&atilde;o Braz &ndash; CEP 66040-170    <br> Caixa Postal 399    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Telefone/fax: 55-91-3219-3317    <br> E-mail: <a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido:  10/03/2005    <br>   Aprovado: 18/10/2006 </font></p>      ]]></body><back>
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