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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A pesca no Estuário Amazônico: uma análise uni e multivariada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Amazon Estuary is a considered one of the most productive fishery regions of Brazil. Fisheries in this region are complex and multivariate techniques are useful for obtaining an integrated image of this activity. This study has the objective of characterizing fishing activities used in the state of Pará. Data on CPUE (kg/trip) were obtained (261 trips and 167 boats) from an enterprise based in Belém for the years 2001 and 2002. To characterize these fisheries, univariate (diversity) and multivariate techniques were applied. A total of 37 species of 24 families and eight orders were registered in the industrial and artisanal landings. Gill net catches were the most diverse, followed by trawler and long liner catches. The gear type was the main factor in discriminating groups, whilst the precipitation levels did not relevantly discriminate the groups. Fleets exploit the seasonality of the abundance of fishing resources throughout the year, adapting the fishing techniques accordingly.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>A pesca no Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico: uma an&aacute;lise uni e multivariada </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>The fishery in Amazon  Estuary: an uni-and multivariate analysis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Diogo Marques Oliveira<sup>I</sup>; Tierry  Fr&eacute;dou<sup>II</sup>; Fl&aacute;via Lucena<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Universidade  Federal do Par&aacute;. Centro de Geoci&ecirc;ncias. Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o, Din&acirc;mica e  Manejo dos Recursos Pesqueiros. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:oliveiradm_oceano@yahoo.com.br">oliveiradm_oceano@yahoo.com.br</a>)    <br>     <sup>II</sup>Universidade  Federal do Par&aacute;. Centro de Geoci&ecirc;ncias. Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o, Din&acirc;mica e  Manejo dos Recursos Pesqueiros. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:tfredou@ufpa.br">tfredou@ufpa.br</a>)    <br>   <sup>III</sup>Universidade Federal do Par&aacute;. Centro de Geoci&ecirc;ncias.  Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o, Din&acirc;mica e Manejo dos Recursos Pesqueiros. Bel&eacute;m,  Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:flucena@ufpa.br">flucena@ufpa.br</a>)</font></p>     <p><a href="#endereco"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico &eacute; considerado uma das regi&otilde;es  mais produtivas do pa&iacute;s na pescaria. A pesca nesta regi&atilde;o &eacute; complexa e t&eacute;cnicas  de an&aacute;lise multivariada s&atilde;o adequadas &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de uma imagem integrada da  estrutura desta atividade.  Com o objetivo de caracterizar as pescarias no estu&aacute;rio desembarcadas  no estado do Par&aacute;, foram coletadas  informa&ccedil;&otilde;es de captura por unidade de esfor&ccedil;o (CPUE - kg/viagem),  totalizando 261 viagens  e 167 embarca&ccedil;&otilde;es nos anos  de 2001 a 2002 em uma empresa de  pesca sediada em Bel&eacute;m.   Para tipificar estas pescarias, foram utilizadas t&eacute;cnicas de  an&aacute;lises univariada (diversidade) e multivariada. Um total de 37 esp&eacute;cies pertencentes  a 24 fam&iacute;lias, de oito  ordens, foram registradas nos desembarques da pesca industrial e artesanal. Os  resultados mostraram que a captura oriunda da rede de emalhar foi a mais  diversa, seguida pela captura da rede de arrasto e do espinhel. O tipo de arte  de pesca empregado foi o principal fator na discrimina&ccedil;&atilde;o dos grupos, enquanto  a pluviosidade mostrou ter pouca influ&ecirc;ncia nesta discrimina&ccedil;&atilde;o, o que se deve  ao fato das frotas pesqueiras explorarem a sazonalidade da abund&acirc;ncia do  pescado ao longo do ano, adaptando-se &agrave;s diferentes artes de pesca de acordo  com a safra.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>Frotas pesqueiras. Artes de pesca. Diversidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The Amazon Estuary is a considered one of the most  productive fishery regions of Brazil.  Fisheries in this region are complex and multivariate techniques are useful for  obtaining an integrated image of this activity. This study has the objective of  characterizing fishing activities used in the state of Par&aacute;. Data on CPUE  (kg/trip) were obtained (261 trips and 167 boats) from an enterprise based in Bel&eacute;m  for the years 2001 and 2002. To characterize these fisheries, univariate  (diversity) and multivariate techniques were applied. A total of 37 species of 24  families and eight orders were registered in the industrial and artisanal  landings. Gill net catches were the most diverse, followed by trawler and long  liner catches. The gear type was the main factor in discriminating groups,  whilst the precipitation levels did not relevantly discriminate the groups.  Fleets exploit the seasonality of the abundance of fishing resources throughout  the year, adapting the fishing techniques accordingly.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords: </b>Fishing fleets. Fishing techniques. Diversity.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesca &eacute; considerada uma das mais importantes fontes de gera&ccedil;&atilde;o  de empregos, renda e alimento. Globalmente, a pesca equivale a 15% do consumo total de prote&iacute;na animal, contribuindo com US$ 63  bilh&otilde;es ao mercado mundial em 2003 (FAO, 2005). Segundo IBAMA (2005),  no Brasil, em 2004, a  pesca extrativa estuarina e marinha comportou uma produ&ccedil;&atilde;o de 500.116 t. O  estado do Par&aacute; foi respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o de 88.980 t em 2004, o que lhe  assegurou o segundo lugar em termos de volume de desembarque da pesca extrativa  marinha.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os rios Amazonas e Tocantins des&aacute;guam no oceano Atl&acirc;ntico na costa  norte do Brasil, entre os estados do Par&aacute; e Amap&aacute;. Esta &aacute;rea, chamada de  Estu&aacute;rio do Amazonas, estende-se na linha de costa destes estados, formando um  ambiente aqu&aacute;tico complexo com uma alta produtividade biol&oacute;gica, que suporta  uma biomassa substancial de esp&eacute;cies de peixes exploradas por frotas artesanais  e industriais estabelecidas em ambos os estados. O Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico &eacute;  considerado uma das regi&otilde;es mais produtivas do pa&iacute;s (SANYO..., 1998),  estimando-se que cerca de 40% da produ&ccedil;&atilde;o brasileira seja origin&aacute;ria desta  &aacute;rea. Esta riqueza faz com que o local seja um grande p&oacute;lo industrial de  explora&ccedil;&atilde;o de recursos pesqueiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pescaria nesta regi&atilde;o recai sobre uma s&eacute;rie de esp&eacute;cies e as  artes de pesca e as frotas operantes s&atilde;o das mais diversas. A frota artesanal, com pescarias em pequena escala, emprega cerca de 70.000 pessoas e  tem como arte de pesca mais utilizada as redes de espera, enquanto a frota  industrial, melhor equipada, emprega cerca de 2.000 pessoas e tem como arte de  pesca principal a rede de arrasto (SANYO..., 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando a complexidade da pesca neste estu&aacute;rio, t&eacute;cnicas de  an&aacute;lise multivariada s&atilde;o adequadas &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de uma imagem integrada da  estrutura do sistema, identificando os fatores que caracterizam a atividade  pesqueira, tipificando-a e auxiliando, inclusive, na defini&ccedil;&atilde;o das categorias  tecnol&oacute;gicas para estat&iacute;sticas</font> <font size="2" face="verdana">pesqueiras (Fr&eacute;dou <i>et al., </i>no prelo). Apesar da gama de informa&ccedil;&otilde;es que se pode obter,  estudos envolvendo essas an&aacute;lises s&atilde;o raros na regi&atilde;o. Assim, o presente  trabalho visa a contribuir com a caracteriza&ccedil;&atilde;o da pesca efetuada no Estu&aacute;rio  Amaz&ocirc;nico atrav&eacute;s de uma abordagem estat&iacute;stica uni e multivariada. Tal estudo  possui import&acirc;ncia na qualifica&ccedil;&atilde;o e quantifica&ccedil;&atilde;o de fatores que influenciam  as capturas, auxiliando, assim, na compreens&atilde;o da din&acirc;mica das atividades  pesqueiras, essencial ao desenvolvimento de um plano de manejo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As informa&ccedil;&otilde;es obtidas referem-se &agrave; captura (quantidade capturada  por esp&eacute;cies) e ao esfor&ccedil;o provenientes de desembarques pesqueiros durante os  anos de 2001 e 2002 em uma empresa de pesca sediada em Bel&eacute;m, estado do Par&aacute;.  Um total de 261 viagens realizadas por 167 embarca&ccedil;&otilde;es artesanais e industriais  foram consideradas neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para tipificar as pescarias efetuadas no Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico, uma  an&aacute;lise descritiva foi efetuada, utilizando-se o c&aacute;lculo do percentual relativo  das artes de pesca dentro do contexto total da pescaria e da participa&ccedil;&atilde;o  relativa de cada esp&eacute;cie para cada arte de pesca.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi estimada a abund&acirc;ncia dos principais recursos por meio de  dados da captura por unidade de esfor&ccedil;o (CPUE) para cada desembarque por m&ecirc;s.  Para esta an&aacute;lise, a unidade de esfor&ccedil;o utilizada foi o n&uacute;mero de viagens.  Assim, CPUE foi calculada como:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f0.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A rela&ccedil;&atilde;o entre a pluviosidade e a  abund&acirc;ncia das principais esp&eacute;cies foi determinada atrav&eacute;s da an&aacute;lise de  correla&ccedil;&atilde;o, na qual foram utilizadas as m&eacute;dias dos dados pluviom&eacute;tricos para os  anos de 2001 e 2002 obtidos no Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico, que foram correlacionados  com a varia&ccedil;&atilde;o mensal da CPUE (kg/viagem) das principais esp&eacute;cies capturadas,  utilizando o m&eacute;todo n&atilde;o param&eacute;trico de Spearman (R), descrito por Sokal e Rohlf (2000).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  varia&ccedil;&otilde;es trimestrais da diversidade, neste caso, a riqueza espec&iacute;fica por arte  de pesca, foram comparadas atrav&eacute;s da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) de dois fatores (Sokal; Rohlf,  2000).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a an&aacute;lise multivariada, foi formada uma matriz de dados  (esp&eacute;cies como descritores e CPUE mensal por arte de pesca como objetos). A  partir desta matriz, formou-se a matriz triangular com as dist&acirc;ncias entre os descritores. Para a formula&ccedil;&atilde;o desta matriz, os dados foram transformados  utilizando a raiz quadrada. Para a dist&acirc;ncia entre amostras, calculou-se o  coeficiente de similaridade de Bray-Curtis, por este ser uma dist&acirc;ncia considerada  satisfat&oacute;ria para dados de freq&uuml;&ecirc;ncia, uma vez que n&atilde;o &eacute; influenciado pelas  esp&eacute;cies ausentes. Esse coeficiente &eacute; fortemente influenciado pelas esp&eacute;cies  dominantes, tendo pouco acr&eacute;scimo ao seu valor a entrada de esp&eacute;cies raras. A  similaridade foi registrada como S= 1 - D (onde D &eacute; a dist&acirc;ncia de Bray-Curtis).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dist&acirc;ncia de Bray-Curtis entre dois pontos A e B:</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f00.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir da matriz triangular, foi feita a an&aacute;lise de ordena&ccedil;&atilde;o  multi-dimensional <i>scaling </i>(MDS), com o objetivo de  identificar os principais grupos aos quais os descritores s&atilde;o ordenados, ou  seja, posicionar os descritores ao longo de um eixo  representativo da escala de abund&acirc;ncia das esp&eacute;cies.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de percentual de similaridade (SIMPER) (Clarke; Warwick, 1994; Clarke; Gorley, 2001) permitiu indicar quais esp&eacute;cies foram as  principais respons&aacute;veis pelas similaridades dentro de cada grupo, definido no  MDS. Esta an&aacute;lise foi utilizada para testar a signific&acirc;ncia da varia&ccedil;&atilde;o dos  dados amostrais entre as capturas por arte de pesca de cada esp&eacute;cie  e, assim, determinar quais esp&eacute;cies discriminam os grupos (capturas de cada  tipo de arte de pesca).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  an&aacute;lise de similaridade (ANOSIM) foi utilizada para testar a signific&acirc;ncia da  varia&ccedil;&atilde;o dos dados amostrais (p&lt;0,05) com mais de um fator. Como fatores, utilizaram-se as  artes de pesca arrasto, espinhel e rede de emalhar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Um  total de 37 esp&eacute;cies  pertencentes a 24 fam&iacute;lias,  de oito ordens, foram registradas nos desembarques amostrados provenientes da  pesca industrial e artesanal nos anos de 2001 e 2002. As ordens de maior  representatividade do total em peso foram Perciformes e Siluriformes, com 56% e 20%, respectivamente. As  fam&iacute;lias mais diversificadas, em n&uacute;mero de esp&eacute;cie, foram Carangidae,  Pimelodidae, Scianidae e Scombridae (quatro esp&eacute;cies); Ariidae e Xiphiidae  (tr&ecirc;s esp&eacute;cies); e Serranidae (duas esp&eacute;cies). As esp&eacute;cies mais abundantes  foram piramutaba (<i>Brachyplatystoma vaillantii</i>)<i>, </i>gurijuba (<i>Hexanematichthysparkeri</i>)<i>, </i>pescada amarela (<i>Cynoscion acoupa</i>) e tubar&otilde;es (<i>Carcharhinus </i>spp.),  sendo respons&aacute;veis por 70% e 66% do total desembarcado em peso em 2001 e 2002,  respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  an&aacute;lise da riqueza espec&iacute;fica da captura por arte de pesca mostrou a rede de  emalhar como a de maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies durante todos os trimestres  estudados, seguida pela rede de arrasto, enquanto o espinhel capturou a menor  riqueza espec&iacute;fica (<a href="#f1">Figuras 1</a>, <a href="#f2">2</a> e <a href="#f3">3</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A  ANOVA mostrou que a riqueza das esp&eacute;cies capturadas e as artes de pesca n&atilde;o  diferem significativamente com os meses (p &gt; 0,05) e que as varia&ccedil;&otilde;es ocorridas deveram-se ao acaso, por&eacute;m,  houve diferen&ccedil;a significativa entre as artes de pesca (p &gt; 0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para  todo o per&iacute;odo, ao considerar as artes de pesca como fator, foi poss&iacute;vel  distinguir quatro grupos (<a href="#f4">Figura 4</a>). Este padr&atilde;o repetiu-se para a an&aacute;lise dos  anos separadamente. Estas diferen&ccedil;as entre as artes de pesca foram comprovadas  atrav&eacute;s da ANOSIM (p &lt; 0.01).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A pescaria por rede de arrasto  apresentou a piramutaba como a principal esp&eacute;cie desembarcada e a dourada (<i>Brachyplatystoma rousseauxii</i>) como a segunda de maior desembarque (<a href="#f5">Figura 5a</a>). O  SIMPER mostrou a piramutaba com 70% de contribui&ccedil;&atilde;o para a forma&ccedil;&atilde;o do grupo  Arrasto', sendo esta, portanto, a esp&eacute;cie-alvo das pescarias, seguido da  dourada como fauna acompanhante (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em capturas por rede de emalhar, a  pescada amarela apresentou maior volume capturado, seguida da gurijuba para  ambos os anos de an&aacute;lise (<a href="#f5">Figura 5b</a>). O SIMPER apresentou, no grupo 'Rede', a  pescada amarela (49%) como maior contribuinte, tendo a gurijuba como fauna  acompanhante (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pescarias com espinhel, os tubar&otilde;es (Carcharhinidae) apresentaram maior volume de captura nos dois anos, enquanto a  segunda esp&eacute;cie de maior captura foi a gurijuba (<a href="#f5">Figura 5c</a>). O SIMPER aponta os  tubar&otilde;es como a maior contribui&ccedil;&atilde;o (96%) para o grupo 'Espinhel 1', sendo  considerado o grupo-alvo das capturas (<a href="#t1">Tabela 1</a>); enquanto no grupo 'Espinhel  2', a esp&eacute;cie de maior contribui&ccedil;&atilde;o foi a gurijuba (72%), considerada  esp&eacute;cie-alvo das pescarias desta arte, seguida da uritinga (<i>Hexanematichthys  proops</i>) como fauna acompanhante (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman (R)  entre os dados de pluviosidade  (mm/dia) e a CPUE (kg/viagem) das principais  esp&eacute;cies capturadas mostrou que n&atilde;o existe correla&ccedil;&atilde;o significativa entre essas  vari&aacute;veis, apesar das varia&ccedil;&otilde;es ocorridas na abund&acirc;ncia das esp&eacute;cies para os  dois semestres (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A piramutaba apresentou as maiores capturas no primeiro semestre  (abril de 2001 e maio de 2002), durante o per&iacute;odo entre esta&ccedil;&otilde;es (chuvosa para  a seca) (<a href="#f6">Figura 6</a>). Para a dourada, as capturas foram maiores no segundo  semestre, com picos durante o per&iacute;odo de menor pluviosidade (setembro de 2001 e  outubro de 2002) (<a href="#f6">Figura 6</a>). Para a pescada amarela, as maiores capturas foram  registradas em julho de 2001 e janeiro de 2002 (<a href="#f7">Figura 7</a>). A gurijuba  apresentou vulnerabilidade a duas artes de pesca (espinhel e rede de emalhar).  Para ambos os anos e artes, o pico de captura ocorreu no segundo semestre,  durante o per&iacute;odo de menor pluviosidade (dezembro de 2001 e setembro de 2002)  (<a href="#f8">Figura 8</a>).</font></p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f8"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Atrav&eacute;s da an&aacute;lise multivariada, utilizando o fator pluviosidade, n&atilde;o foi observado um padr&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o de grupos na an&aacute;lise de  MDS sem que fosse poss&iacute;vel identificar grupos, tanto na an&aacute;lise dos anos em  conjunto, quanto separados. Conseq&uuml;entemente, tal fator foi considerado pouco  representativo para discrimina&ccedil;&atilde;o das capturas (<a href="#f9">Figura 9</a>).</font></p>     <p><a name="f9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a02f9.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O uso de an&aacute;lises multivariadas tem se mostrado bastante eficiente  no objetivo de tipificar pescarias. Pelletier e Ferraris (2000)  comparam a pescaria de pequena escala senegalense e a do mar C&eacute;ltico e  enfatizam a import&acirc;ncia do local de pesca e os efeitos sazonais na  caracteriza&ccedil;&atilde;o das pescarias. Holley e Marchal  (2004) tipificaram a frota pesqueira do Atl&acirc;ntico Norte, investigando, tamb&eacute;m,  fatores externos, como estoque de biomassa, limites de captura e pre&ccedil;o, que  poderiam influenciar na mudan&ccedil;a das estrat&eacute;gias de pesca. Na Amaz&ocirc;nia, a  an&aacute;lise da pescaria com enfoque multivariado restringe-se ao trabalho de Isaac <i>et  al. </i>(1996), que mostraram que a atividade pesqueira na regi&atilde;o de Santar&eacute;m,  estado do Par&aacute;, est&aacute; influenciada pelo ciclo de vida das esp&eacute;cies-alvo,  condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, ciclo hidrol&oacute;gico e interesse econ&ocirc;mico do mercado  consumidor.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Estima-se que pesca a no Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico, segundo Sanyo Techno  Marine (1998), corresponde a cerca de 40% da produ&ccedil;&atilde;o brasileira e tal riqueza  faz com que o local seja um grande p&oacute;lo industrial de explora&ccedil;&atilde;o de recursos  pesqueiros. No presente estudo, a captura foi composta principalmente por  Perciforme e Siluriforme. Do total de 37 esp&eacute;cies capturadas, 76% representaram  estes grupos. Resultados semelhantes foram encontrados por Barthem (1985), em estudos  na ba&iacute;a de Maraj&oacute;, onde foram registradas 63 esp&eacute;cies capturadas, sendo 65%  destas pertencentes a Perciforme e Siluriforme. Torres (1999) reportou, em  estudos na regi&atilde;o do Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico, 91 esp&eacute;cies capturadas, com 62% deste  total pertencendo a Perciforme e Siluriforme.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De acordo com os resultados encontrados, a falta de signific&acirc;ncia da correla&ccedil;&atilde;o entre a pluviosidade e a  abund&acirc;ncia relativa (CPUE - kg/viagem) das principais esp&eacute;cies parece ser  devido ao fato de estas pescarias serem de esp&eacute;cies com h&aacute;bitos migrat&oacute;rios. No  per&iacute;odo mais chuvoso, elas podem ser capturadas tanto pela frota artesanal como pela industrial, enquanto no per&iacute;odo seco a captura pela  frota artesanal  predomina, pois esta pode atuar tanto na parte mais  interna do Estu&aacute;rio, como nos canais fluviais, para onde essas esp&eacute;cies migram.  Desta maneira, o fornecimento de pescado n&atilde;o &eacute; prejudicado diretamente, apenas  na quantidade desembarcada. Isto, juntamente com os resultados da an&aacute;lise  multivariada, mostra que as pescarias mant&ecirc;m-se constantes durante o ano  inteiro e que, possivelmente, ocorra uma varia&ccedil;&atilde;o no esfor&ccedil;o de opera&ccedil;&atilde;o de  pesca, em termos de tempo de procura, em fun&ccedil;&atilde;o da acessibilidade das  esp&eacute;cies-alvo relacionada com a pluviosidade. Estes resultados corroboram com o  obtido por Isaac e Barthem (1995), que mencionam que as frotas pesqueiras exploram a  sazonalidade da abund&acirc;ncia do pescado nas &aacute;guas interiores, no estu&aacute;rio, na  costa e no oceano, em diferentes per&iacute;odos ao longo do ano, Isto  foi evidente no presente estudo, que revelou como o principal fator que define  uma pescaria a arte de pesca, e n&atilde;o a &eacute;poca da captura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A diversidade espec&iacute;fica da captura da rede de emalhar foi a mais alta quando  comparada com as outras artes de pesca.  A rede de emalhar, do tipo malhadeira, &eacute; direcionada &agrave; pescada amarela, capturando um  grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies componentes da fauna acompanhante, que tamb&eacute;m s&atilde;o  aproveitadas pelos pescadores artesanais, como  a gurijuba, a corvina (<i>Cynoscion steindachneri</i>) e o camorim (<i>Centropomus undecimalis</i>) (Matos, 2003). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pescada amarela,  registrou-se neste estudo que esta apresenta maior volume desembarcado no  segundo semestre, com pico no m&ecirc;s de julho, por&eacute;m, tamb&eacute;m houve capturas  relevantes, apesar de menores, no primeiro semestre. Este resultado &eacute;  corroborado por Sanyo Techno Marine (1998), que reportou uma maior abund&acirc;ncia  para a pescada amarela no segundo semestre.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da captura da rede de arrasto ter registrado uma  diversidade inferior ao obtido para a rede de emalhar, esta  informa&ccedil;&atilde;o pode estar mascarada pelo elevado n&iacute;vel de descarte, uma vez que  apenas esp&eacute;cies de interesse econ&ocirc;mico s&atilde;o desembarcadas. Em rela&ccedil;&atilde;o a esta  arte de pesca, a principal esp&eacute;cie capturada foi a piramutaba, seguida da  dourada. A piramutaba ocupa lugar de maior import&acirc;ncia na pesca no Estu&aacute;rio  Amaz&ocirc;nico e em seus desembarques normalmente s&atilde;o registradas capturas de  dourada como fauna acompanhante, que &eacute; aproveitada tamb&eacute;m para comercializa&ccedil;&atilde;o (IBAMA, 1999). A piramutaba apresentou maiores valores de captura no  primeiro semestre. Esta esp&eacute;cie pode acompanhar a descarga do rio Amazonas e  alcan&ccedil;ar a parte externa do estu&aacute;rio, onde &eacute; mais capturada pela frota industrial;  por&eacute;m, no m&ecirc;s de maio, ela inicia a migra&ccedil;&atilde;o rio acima, ficando, assim, mais  suscet&iacute;vel &agrave;s capturas pela frota artesanal (Barthem; Goulding,  1997). A dourada (<i>Brachyplatystoma rousseauxii</i>) apresentou maiores  desembarques no segundo semestre, quando os &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos foram  menores. Esta esp&eacute;cie tem car&aacute;ter migrat&oacute;rio, deslocando-se pr&oacute;ximo da  superf&iacute;cie (Barthem; Goulding, <i>op. cit). </i>Esta migra&ccedil;&atilde;o &agrave; longa dist&acirc;ncia  depende de certos fatores como diminui&ccedil;&atilde;o da pluviosidade e da pluma de &aacute;gua doce no estu&aacute;rio e intrus&atilde;o da cunha salina, em certa  &eacute;poca do ano, que invade o estu&aacute;rio, a partir do fundo, limitando a piramutaba.  Desta forma, possivelmente a dourada, que habita em profundidade menor, fica  mais tempo dispon&iacute;vel no estu&aacute;rio para a pesca comercial. Pinheiro (2004) cita  que os picos de captura da dourada ocorrem no per&iacute;odo de maio a setembro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao espinhel, foram evidenciados dois tipos de  explora&ccedil;&atilde;o, um deles direcionado &agrave; captura de tubar&otilde;es (Cacharhinidae). Segundo Morais (2004), na costa do Par&aacute;, a pesca de tubar&otilde;es  ocorre em captura direcionada e como fauna acompanhante pela frota artesanal e  industrial, com as capturas aumentando ao longo dos anos devido &agrave; import&acirc;ncia  comercial. Pough <i>et al. </i>(2003) destacam o elevado valor comercial das  barbatanas de tubar&otilde;es, o que torna este grupo bastante interessante sob o  ponto de vista econ&ocirc;mico. Outro grupo evidente na categoria espinhel teve como  esp&eacute;cie-alvo a gurijuba, seguida da uritinga (<i>Hexanematichthys proops</i>)<i>.</i> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A gurijuba demonstrou ser vulner&aacute;vel &agrave;s duas artes (espinhel e  rede de emalhar).  A captura da gurijuba (<i>Hexanematichthys parkeri</i>) ocorre durante todo o ano, por&eacute;m, no per&iacute;odo de menor precipita&ccedil;&atilde;o,  setembro a dezembro, h&aacute; aumento dos n&iacute;veis de captura. De acordo com Silva  (2004), a esp&eacute;cie possui h&aacute;bitos costeiros e com per&iacute;odo de desova durante  novembro a mar&ccedil;o, levando a gurijuba a se aproximar de &aacute;guas costeiras pr&oacute;ximas  a manguezais, local onde Ara&uacute;jo (2001) cita a exist&ecirc;ncia aparente de menor  &iacute;ndice de predadores e maior cuidado parental por parte dos machos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O uso das t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas uni e multivariadas foram &uacute;teis  para identificar as esp&eacute;cies mais exploradas na regi&atilde;o pelas frotas artesanal e  industrial, assim como tipificar as pescarias e entender as adapta&ccedil;&otilde;es das  frotas &agrave;s caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e ecol&oacute;gicas das esp&eacute;cies-alvo. Estas  ferramentas contribuiram para o melhor conhecimento da din&acirc;mica das pescarias  no Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico e podem ser perfeitamente utilizadas em outras &aacute;reas e  pescarias na regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao MSc. Marcelo Ferreira Torres, pelas cr&iacute;ticas e sugest&otilde;es ao  trabalho; ao Sr. Carlos Barbosa, pelo fornecimento dos dados de desembarque; ao  Dr. Alexandre Casseb, pelo fornecimento dos dados pluviom&eacute;tricos; &agrave; ocean&oacute;grafa Andr&eacute;a  Pontes Viana, por auxiliar nas etapas de campo e processamento dos dados. Ao  Laborat&oacute;rio de Din&acirc;mica, Avalia&ccedil;&atilde;o e Manejo de Recursos Pesqueiros, por  proporcionar o espa&ccedil;o necess&aacute;rio ao desenvolvimento deste trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ARA&Uacute;JO, A. R. R. <b>Din&acirc;mica populacional e pesca da gurijuba,  Arius parkeri  (TRAILL, 1824 - Siluriforme: Ariidae), na costa atl&acirc;ntica do Estado do Amap&aacute;. </b>2001. 72 f.  Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia de Pesca). Universidade Federal do Cear&aacute;,  Fortaleza, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> BARTHEM,  R. B. Ocorr&ecirc;ncia,  distribui&ccedil;&atilde;o e biologia dos peixes da Ba&iacute;a do Maraj&oacute;, Estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico. <b>Bol.  Mus. Para. Em&iacute;lio Goeldi, s&eacute;rie Antropologia, </b>Bel&eacute;m, v. 6, n. 1, p. 15-28,  1985.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BARTHEM, R.; GOULDING, M. <b>Os bagres balizadores: </b>ecologia, migra&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de peixes amaz&ocirc;nicos. Tef&eacute;:  Sociedade Civil Mamirau&aacute;, CNPq/IPAAM. 1997. 140 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CLARKE,  R.; GORLEY, R. N. <b>PRIMER v5: </b>User  Manual/Tutorial. &#91;S. I.&#93;: Plymouth,  2001. 91 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CLARKE,  R. K.; WARWIK, R. M. <b>Change in marine communities: </b>an approach to  statistical analysis and interpretation. UK:  Plymouth marine  laboratory, 1994. 144 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FAO. <b>The state of food  agriculture. </b>Roma: Sales and Marketing Group, 2005. 211 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FR&Eacute;DOU, T.; FERREIRA, B. P.;  LETOURNEUR, Y. Dynamics of reef fishery in the Northeast   Brazil: a univariate and multivariate approach. <b>ICES Journal of  Marine Science. </b>v. 63. &#91;20?&#93;. (no prelo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">HOLLEY,  J.; MARCHAL, P. Fishing strategy development under changing conditions: examples  from the French offshore fleet fishing in the North   Atlantic. <b>ICES  Journal of Marine Science, </b>v. 61, n. 8, p. 1410-1431, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">IBAMA. <b>V Reuni&atilde;o do Grupo Permanente  de Estudos Sobre a Piramutaba. </b>Bras&iacute;lia: Ed. IBAMA, 1999. 92 p. (Cole&ccedil;&atilde;o Meio Ambiente.  S&eacute;rie Estudos Pesca).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">IBAMA. <b>Estat&iacute;stica da Pesca 2005: </b>Brasil. Grandes regi&otilde;es e  unidades da federa&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia, 2005. p. 137.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ISAAC, V. J.; MILSTEIN, A.; RUFFINO, M. L. A pesca artesanal no baixo Amazonas: an&aacute;lise multivariada  da captura por esp&eacute;cie. <b>Acta Amazon., </b>Manaus, v. 26, n. 3, p. 185-208, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ISAAC, V. J.; BARTHEM, R. B. 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A multivariate approach for defining fishing tactics from commercial catch and  effort data. <b>Can. J. Fish. Aquat. Sci., </b>Ottawa, v. 57, n. 1, p. 51-65, 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PINHEIRO, L. <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da  pesca no Estado do Par&aacute;. </b>2004. 98f.  Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso (Gradua&ccedil;&atilde;o em Oceanografia) - Universidade  Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">POUGH, F. H.; JANIS, C. M.; HEISSER, J. B. <b>A vida dos  vertebrados. </b>3. ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2003. p. 113-130.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SANYO  TECHNO MARINE, INC. <b>Draft final report for the fishery resources study of  the Amazon and Tocantins river mouth areas in the federative republic of Brazil. </b>Tokyo, 1998. 334 p.</font><p><font size="2" face="verdana">SILVA, B. B. <b>Diagn&oacute;stico da pesca no litoral paraense. </b>2004.  137 f. Disserta&ccedil;&atilde;o  (Mestrado em zoologia) - Universidade Federal do Far&aacute;, Bel&eacute;m, 2004.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SOKAL,  R. R.; ROHLF, F. J. <b>Biometry. </b>3. ed. New York: W. H. Freeman, 2000. 887 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">TORRES, M. F. <b>Varia&ccedil;&atilde;o sazonal e espacial da estrutura de comunidades  dos peixes demersais da foz dos rios Amazonas e Tocantins - PA (0<sup>o</sup>50'S - 2<sup>o</sup>30'N; 47<sup>o</sup>50'W - 50<sup>o</sup>30'W) - Brasil. </b>1999. 72 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Universidade Federal do Par&aacute;,  Bel&eacute;m, 1999.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/bmpegcn/v4n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br> Editor do Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais    <br> Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    <br> S&atilde;o Braz - CEP 66040-170    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Bel&eacute;m - PA - Brasil    <br> Caixa Postal 399    <br> Telefone/fax: 55-91- 3249 -1141    <br> E-mail: <a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido:  14/06/2006    <br> Aprovado:  10/05/2007</font></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ocorrência, distribuição e biologia dos peixes da Baía do Marajó, Estuário Amazônico]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, série Antropologia]]></source>
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