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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Florística e fitossociologia de um trecho de um hectare de floresta de terra firme, em Caracaraí, Roraima, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A quantitative floristic and phytosociological inventory in a 1 ha of terra firme forest were conducted in the region of the lower rio Branco (01º01'43"S, 62º05'21"W), Roraima, Brazil. This study included trees, lianas and hemiepiphytes with DBH &#8805; 10 cm. The average height of the forest was 16,63 m, with canopy trees of 58, 48 e 47 m. The plot had 544 individuals, 194 species, of which five were represented by lianas and two by hemiepiphytes. The richest families were Leguminoseae, Cecropiaceae, Burseraceae, Chrysobalanaceae and Moraceae. The richest genera were Pourouma, Inga, Licania, Protium e Pouteria. The species with highest densities were Clathrotropis macrocarpa, Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea, Euterpe precatoria, Inga alba, Pourouma cf. tomentosa subsp. apiculata. A total of 17 families and 76 genera were represented by only one individual; 40 genera and 104 species by only one individual. The families with the highest important value (IV) were Leguminosae, Cecropiaceae, Lecythidaceae, Annonaceae e Arecaceae. The highest IV for the species was found in Clathrotropis macrocarpa, Goupia glabra, Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea, Euterpe precatoria. The basal area was 26,35 m². The Shannon index (H') found was 4,66 and the equitability (J) 0,88. This region, which is localized between the rivers Branco and Negro, is said to have been poorly studied with respect of the flora but of probable importance. The data and information presented shows the floristic importance of the forest of terra firme in this area and looks forward to provide tools that will allow to compare this study with similar ones carried out in the Amazon.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inventário florístico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a><font size="4">Flor&iacute;stica e fitossociologia de um trecho de um hectare de floresta de terra  firme, em Caracara&iacute;, Roraima, Brasil<sup><a href="#endereco"><font size="3">1</font></a></sup></font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>&nbsp;Floristic composition and structure in  one hectare of terra firme forest, Caracara&iacute;, state of Roraima, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Juan  Gabriel Soler Alarc&oacute;n<sup>I</sup>; Ariane Luna Peixoto<sup>II</sup></b></font></p>     <p> <font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do  Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil (<a href="mailto:juan@jbrj.gov.br">juan@jbrj.gov.br</a>)    <br>     <sup>II</sup>Instituto de  Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,  Brasil (<a href="mailto:ariane@jbrj.gov.br">ariane@jbrj.gov.br</a>)</font></p>     <p><a href="#endereco"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">S&atilde;o apresentados dados flor&iacute;sticos e fitossociol&oacute;gicos  de 1 ha de  floresta de terra firme localizada na regi&atilde;o do baixo rio Branco  (01<sup>o</sup>01'43&quot;S, 62<sup>o</sup>05'21&quot;W), Roraima, Brasil. A amostragem incluiu os  indiv&iacute;duos arb&oacute;reos, lianas e hemiep&iacute;fitas com DAP &#8805; 10 cm. A altura m&eacute;dia da floresta &eacute; de 16,63 m,  com &aacute;rvores emergentes que alcan&ccedil;aram alturas de 58, 48 e 47 m.  Foram encontrados 544 indiv&iacute;duos  pertencentes a 194 esp&eacute;cies,  das quais cinco estavam representadas por lianas e duas por hemiep&iacute;fitas. As  fam&iacute;lias de maior riqueza espec&iacute;fica foram Leguminoseae, Cecropiaceae,  Burseraceae, Chrysobalanaceae e Moraceae. Os g&ecirc;neros de maior riqueza  espec&iacute;fica foram <i>Pourouma, Inga, Licania, Protium </i>e <i>Pouteria. </i>As  esp&eacute;cies com densidades maiores foram <i>Clathrotropis macrocarpa, Bocageopsis  multiflora, Eschweilera coriacea, Euterpe precatoria, Inga alba, Pourouma </i>cf. <i>tomentosa </i>subsp. <i>apiculata. </i>Dezessete fam&iacute;lias e 76 g&ecirc;neros estiveram  representados por apenas uma esp&eacute;cie; 40 g&ecirc;neros e 104 esp&eacute;cies  representados por apenas um indiv&iacute;duo. As fam&iacute;lias com maiores valor de  import&acirc;ncia (VI) foram Leguminosae, Cecropiaceae, Lecythidaceae, Annonaceae e  Arecaceae. Os maiores VI para esp&eacute;cies foram de <i>Clathrotropis macrocarpa,  Goupia glabra, Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea, Euterpe  precatoria. </i>A &aacute;rea basal total foi 26,35   m<sup>2</sup>. O  &iacute;ndice de Shannon  (H') 4,66 e a equabilidade (J) 0,88. A regi&atilde;o de  interf&uacute;lvio entre o rio Branco e o rio Negro, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; flora, era dita como  insuficientemente conhecida, mas de prov&aacute;vel import&acirc;ncia. Os dados e  informa&ccedil;&otilde;es aqui apresentados e discutidos apontam a import&acirc;ncia flor&iacute;stica da  floresta de terra firme da &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>Invent&aacute;rio flor&iacute;stico. Estrutura fitosociol&oacute;gica.  Floresta de terra firme. Amaz&ocirc;nia brasileira.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A quantitative floristic and phytosociological  inventory in a 1 ha of  terra firme forest were conducted in the region of the lower rio Branco (01<sup>o</sup>01'43&quot;S,  62<sup>o</sup>05'21&quot;W), Roraima, Brazil. This study  included trees, lianas and hemiepiphytes with DBH &#8805; 10 cm. The average height of  the forest was 16,63 m,  with canopy trees of 58, 48 e 47   m. The plot had 544 individuals, 194 species, of which  five were represented by lianas and two by hemiepiphytes. The richest families  were Leguminoseae, Cecropiaceae, Burseraceae, Chrysobalanaceae and Moraceae. The richest genera were <i>Pourouma, Inga, Licania,  Protium </i>e <i>Pouteria. </i>The species with highest densities were <i>Clathrotropis macrocarpa, Bocageopsis multiflora,  Eschweilera coriacea, Euterpe precatoria, Inga alba, Pourouma </i>cf. <i>tomentosa </i>subsp. <i>apiculata. </i>A total of 17 families and 76 genera were  represented by only one individual; 40 genera and 104 species by only one  individual. The families with the highest important value (IV) were  Leguminosae, Cecropiaceae, Lecythidaceae, Annonaceae e Arecaceae. The highest  IV for the species was found in <i>Clathrotropis macrocarpa, Goupia glabra,  Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea, Euterpe precatoria. </i>The basal  area was 26,35 m<sup>2</sup>.  The Shannon index (H') found was 4,66 and the  equitability (J) 0,88. This region, which is localized between the rivers Branco  and Negro, is said to have been poorly studied with respect of the flora but of  probable importance. The data and information presented shows the floristic  importance of the forest of terra firme in this area and looks forward to  provide tools that will allow to compare this study with similar ones carried  out in the Amazon.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords: </b>Floristic composition. Structure phytosociology.  Terra firme forest.  Brazilian Amazon.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A regi&atilde;o amaz&ocirc;nica ocupa uma &aacute;rea aproximada de 6 milh&otilde;es de km<sup>2</sup>  na Am&eacute;rica do Sul, dos quais cerca de 60% encontram-se em territ&oacute;rio brasileiro  (Pires, 1980). O relevo &eacute; um dos fatores principais para determinar o tipo de  vegeta&ccedil;&atilde;o, a qual est&aacute; dividida em dois grupos principais: a vegeta&ccedil;&atilde;o de terra  firme e a vegeta&ccedil;&atilde;o que sofre inunda&ccedil;&atilde;o (Pires; Prance, 1985).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra forma pr&aacute;tica para expressar as diferen&ccedil;as entre tipos de  vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; correlacionar as diferen&ccedil;as entre &iacute;ndices de biomassa: tipos de  vegeta&ccedil;&atilde;o similares cont&eacute;m aproximadamente a mesma biomassa (&aacute;rea basal por  hectare) (Pires; Prance, 1985). Com estes dois fatores, Pires e Prance (1985)  classificam os principais tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia. O presente estudo foi  desenvolvido em floresta densa de terra firme, segundo esta classifica&ccedil;&atilde;o, e  muitas vezes chamada na literatura simplesmente de floresta de terra firme (Milliken, 1998; Campbell <i>et al., </i>1986; Ferreira; Prance, 1999, entre  outros).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora a literatura hoje dispon&iacute;vel sobre invent&aacute;rios flor&iacute;sticos  e fitossociol&oacute;gicos em florestas de terra firme, v&aacute;rzea e igap&oacute; seja  consider&aacute;vel, muitas vezes, &eacute; dif&iacute;cil comparar os resultados entre os  diferentes invent&aacute;rios devido &agrave; diferen&ccedil;a entre os m&eacute;todos empregados, os  crit&eacute;rios de inclus&atilde;o de indiv&iacute;duos e a grande diversidade local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Campbell <i>et al. </i>(1986) tecem coment&aacute;rios sobre a  dificuldade de fazer compara&ccedil;&otilde;es entre diferentes invent&aacute;rios realizados na  Amaz&ocirc;nia porque muitos deles utilizam distintos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o.  Apresentam uma tabela contendo 20 invent&aacute;rios realizados, incluindo o deles,  que amostraram entre 0,5 e 3,8   ha com formato de &aacute;rea variado e crit&eacute;rio de inclus&atilde;o  entre 8 e 15 cm  de di&acirc;metro a 1,3 m  do solo (DAP).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Oliveira e Nelson (2001) fazem uma an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o  flor&iacute;stica em n&iacute;vel gen&eacute;rico entre 12 localidades da Amaz&ocirc;nia brasileira, uma  na Bol&iacute;via e uma na costa atl&acirc;ntica brasileira, com base em invent&aacute;rios  publicados. N&atilde;o analisaram os dados em n&iacute;vel espec&iacute;fico por reconhecerem a  exist&ecirc;ncia de problemas de identifica&ccedil;&atilde;o bot&acirc;nica e nomenclatura das esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nelson e Oliveira (2001), escrevendo sobre o estado de  conhecimento flor&iacute;stico da Amaz&ocirc;nia, comentam sobre invent&aacute;rios quantitativos  de &aacute;rvores em florestas de terra firme e em florestas periodicamente inundadas,  desde os primeiros realizados na regi&atilde;o, em 1934, at&eacute; os mais recentes.  Apresentam uma tabela s&iacute;ntese de 37 destes invent&aacute;rios. Tamb&eacute;m comentam sobre  as dificuldades nas compara&ccedil;&otilde;es entre os diferentes estudos devido &agrave; variedade  de metodologias, principalmente quanto &agrave; forma e tamanho da &aacute;rea amostral e  di&acirc;metro de inclus&atilde;o. Ressaltam as dificuldades de se obter boas amostras de  material testemunho e a complexidade de identifica&ccedil;&otilde;es destas amostras, o que  dificulta ainda mais as compara&ccedil;&otilde;es flor&iacute;sticas e estruturais ao n&iacute;vel de  esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora j&aacute; seja significativo o conhecimento sobre a flor&iacute;stica e a  estrutura da floresta amaz&ocirc;nica, quando se considera o tamanho e a diversidade  biol&oacute;gica da regi&atilde;o, a informa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; insuficiente para uma interpreta&ccedil;&atilde;o  satisfat&oacute;ria da fitogeografia e da fitossociologia da regi&atilde;o. Na revis&atilde;o de  literatura sobre invent&aacute;rios apresentada por Nelson e Oliveira, n&atilde;o h&aacute; nenhuma  cita&ccedil;&atilde;o para trabalhos realizados em Roraima. Entretanto,  a regi&atilde;o de interf&uacute;lvio  rio Branco - rio Negro, onde o presente trabalho  foi realizado, &eacute; apontada como &aacute;rea de alta import&acirc;ncia biol&oacute;gica, priorit&aacute;ria  para biodiversidade, com aus&ecirc;ncia de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e reconhecida como  de alta import&acirc;ncia biol&oacute;gica para aves, mam&iacute;feros, r&eacute;pteis e anf&iacute;bios. Suas  florestas tamb&eacute;m s&atilde;o ditas como priorit&aacute;rias para invent&aacute;rios e reconhecidas  como &aacute;rea insuficientemente conhecida, mas de prov&aacute;vel import&acirc;ncia (Capobianco,  2001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo objetivou a busca de conhecimento sobre a  estrutura e a composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica de 1 ha da floresta de terra firme,  considerando-se apenas &aacute;rvores, lianas e hemiep&iacute;fitas arb&oacute;reas com DAP &#8805; 10 cm. A pesquisa integra um estudo  etnobot&acirc;nico que visou a identificar a utiliza&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies desse mesmo  trecho de floresta pela comunidade ribeirinha da vila de Caicubi; e responder  duas quest&otilde;es principais: quais as esp&eacute;cies que ocorrem no trecho estudado e  como est&atilde;o representadas suas popula&ccedil;&otilde;es (dentro dos par&acirc;metros de inclus&atilde;o  estabelecidos). Os dados e informa&ccedil;&otilde;es aqui apresentados e discutidos visaram a  contribuir, tamb&eacute;m, para uma futura interpreta&ccedil;&atilde;o mais acurada do vasto espa&ccedil;o  florestado da Amaz&ocirc;nia, fornecendo ferramentas para a conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O estudo foi realizado em 1 ha de floresta de terra firme, localizado  pr&oacute;ximo &agrave; vila Caicubi (com coordenada central de 01<sup>o</sup>01'43&quot;S e  62<sup>o</sup>05'21&quot;W, altitude de 50 msnm). Esta vila, habitada por 400 pessoas em  72 fam&iacute;lias (Orange Ferreira, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal), localiza-se na margem do  igarap&eacute; Caicubi, afluente do rio Jufari, na regi&atilde;o do  baixo rio Branco (interfl&uacute;vio rio Branco - rio Negro), munic&iacute;pio de Caracara&iacute;,  Roraima (<a href="#f1">Figura 1</a>). As cidades mais pr&oacute;ximas &agrave; vila de Caicubi s&atilde;o Barcelos e  Manaus, localizadas no rio Negro, e Caracara&iacute;, em Roraima, no rio Branco.  Segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Veloso <i>et al. </i>(1991), a &aacute;rea de estudo &eacute; coberta por floresta ombr&oacute;fila densa  das terras baixas e, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Pires e Prance (1985), floresta  densa de terra firme.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O clima da regi&atilde;o &eacute; tipicamente quente e &uacute;mido (Affi de K&#246;epen). Vila Nova <i>et al. </i>(1976) apresentam dados  clim&aacute;ticos de Barcelos (0<sup>o</sup>59'S, 62<sup>o</sup>55'W), onde se  localiza a esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica mais pr&oacute;xima a Caicubi, e apontam, em uma  s&eacute;rie de 30 anos (1931 a  1960), temperatura m&eacute;dia anual de 26<sup>o</sup>C;  pluviosidade m&eacute;dia anual de 1999   mm, sendo os meses mais chuvosos abril, maio e junho;  umidade relativa de 86%. O trecho estudado pertence &agrave; Forma&ccedil;&atilde;o Solim&otilde;es;  geomorfologicamente est&aacute; classificado como interfl&uacute;vio tabular de relevo de  topo aplainado e solo classificado como Latossolo Amarelo &Aacute;lico (RADAMBRASIL,  1978).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A escolha do trecho a ser estudado foi feita numa &aacute;rea que, de  acordo como a popula&ccedil;&atilde;o local, teve pouca interven&ccedil;&atilde;o, sendo apenas extra&iacute;dos  produtos n&atilde;o madeir&aacute;veis, principalmente a&ccedil;a&iacute; (<i>Euterpe precatoria</i>)<i>, </i>bacaba (<i>Oenocarpus bacaba</i>)<i>, </i>cip&oacute;-titica (<i>Heteropsis </i>cf. <i>flexuosa</i>), arum&atilde; (<i>Ishnosiphon </i>sp.), castanha (<i>Bertholletia excelsa</i>) e ubim (<i>Geonoma </i>spp.).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O m&eacute;todo escolhido para o estudo flor&iacute;stico e fitossociol&oacute;gico foi  o de parcelas, de modo geral, empregado em estudos similares na Amaz&ocirc;nia  (Campbell <i>et al., </i>1986; Milliken, 1998; Ferreira; Prance, 1999, entre outros).  Na &aacute;rea previamente escolhida, delimitou-se 1 ha em forma de ret&acirc;ngulo (200 m x 50 m) em dire&ccedil;&atilde;o Norte-Sul  subdividido em parcelas de 10 m  x 10 m.  Optou-se por um ret&acirc;ngulo, pois ao tentar-se delimitar um quadrado de 100 m x 100 m, foram encontrados  castanhais nos quais a popula&ccedil;&atilde;o local coleta frutos e para tal limpam  parcialmente um trecho correspondente ao di&acirc;metro das copas das castanheiras. A diferen&ccedil;a de forma da parcela entre quadrado e ret&acirc;ngulo, das  dimens&otilde;es empregadas, parece n&atilde;o influenciar significativamente em an&aacute;lises  relativas &agrave; riqueza de esp&eacute;cies; ret&acirc;ngulos mais estreitos (10 m x 1000 m), entretanto, podem  capturar maior riqueza (Laurance <i>et al., </i>1998).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dentro das parcelas, foram numerados, seq&uuml;encialmente, com  pequenas placas de material pl&aacute;stico, todos os indiv&iacute;duos arb&oacute;reos, lianas e hemiep&iacute;fitas com DAP &#8805; 10 cm.  Quando as &aacute;rvores apresentavam sapopemas, o DAP era medido acima destas. Para  todos os indiv&iacute;duos, foram anotados, em planilhas, dados de altura total,  altura do fuste, DAP e caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas, como cor do ritidoma,  exsudatos (l&aacute;tex, seiva, resina, goma), odor ou outros caracteres que pudessem  auxiliar na identifica&ccedil;&atilde;o, bem como o nome popular. Entre novembro de 2003 e  fevereiro de 2004, foram coletadas amostras das morfoesp&eacute;cies para  identifica&ccedil;&atilde;o e dep&oacute;sito em   herb&aacute;rios. A coleta foi realizada com tesoura de alta poda e,  para os indiv&iacute;duos com copas acima de 14 m, foi necess&aacute;rio escalar as &aacute;rvores  utilizando peconha, t&eacute;cnica amplamente utilizada pelos habitantes da regi&atilde;o,  para a coleta de alguns produtos das palmeiras de a&ccedil;a&iacute; (<i>Euterpe precatoria</i>)<i>, </i>bacaba (<i>Oenocarpus  bacaba</i>) e patau&aacute; (<i>Oenocarpus bataua</i>)<i>, </i>entre outras. As amostras bot&acirc;nicas foram prensadas em jornal e  preservadas em &aacute;lcool durante todo o per&iacute;odo de perman&ecirc;ncia no campo; ap&oacute;s,  foram secas em estufa nos laborat&oacute;rios do Instituto Nacional de Pesquisas da  Amaz&ocirc;nia (INPA). A cole&ccedil;&atilde;o completa das amostras foi depositada no herb&aacute;rio do  Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro (RB) e duplicatas de  exemplares f&eacute;rteis foram depositadas no herb&aacute;rio do INPA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A identifica&ccedil;&atilde;o taxon&oacute;mica foi  realizada inicialmente no campo, utilizando-se os livros de Gentry (1993) e Ribeiro <i>et al. </i>(1999), muito empregados em  identifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies vegetais. Ap&oacute;s esta etapa, as identifica&ccedil;&otilde;es foram  confirmadas com literatura especializada e comparando-se as amostras com os  exemplares depositados nos herb&aacute;rios do INPA e RB. Especialistas  em taxonomia confirmaram ou retificaram as identifica&ccedil;&otilde;es das fam&iacute;lias  Lauraceae, Burseraceae, Moraceae e Leguminoseae. N&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar  tr&ecirc;s esp&eacute;cimes que foram tratados como um grupo separado, denominado de  'indeterminadas'. Estes esp&eacute;cimes permaneceram desfolhados durante toda a  perman&ecirc;ncia em campo, o que impossibilitou tamb&eacute;m a coleta para constituir  exemplares testemunhos. Tr&ecirc;s morfoesp&eacute;cies id&ecirc;nticas a t&aacute;xons ainda n&atilde;o  descritos formalmente, por&eacute;m citados em Ribeiro <i>et al. </i>(1999), como <i>Ocotea </i>sp. E, <i>Aniba </i>aff. <i>Williamsii </i>e <i>Qualea </i>sp.1, s&atilde;o aqui citadas dessa forma.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Seguiu-se o sistema de  classifica&ccedil;&atilde;o de Cronquist  (1981), excetuando Leguminosae, que foi considerada  como fam&iacute;lia &uacute;nica, como indicado por Polhill e Raven (1981). Optou-se por este procedimento para possibilitar uma  melhor compara&ccedil;&atilde;o entre o trecho estudado e outros estudos realizados na regi&atilde;o  amaz&ocirc;nica. A grafia dos nomes das esp&eacute;cies foi conferida em revis&otilde;es taxon&oacute;micas ou no Index Kewensis, vers&atilde;o <i>on line. </i>Os nomes dos autores  das esp&eacute;cies encontram-se abreviados segundo Brummit e Powel (1992). Os nomes  populares foram indicados por 11 colaboradores da vila de  Caicubi que auxiliaram nos trabalhos de campo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O programa Fitopac 1 (Shepherd, 1995) foi utilizado para analisar os par&acirc;metros fitossociol&oacute;gicos.  No caso das esp&eacute;cies e das fam&iacute;lias, foram calculados os valores absolutos e  relativos de densidade, freq&uuml;&ecirc;ncia e domin&acirc;ncia e os valores de import&acirc;ncia (VI) (M&uuml;ller-Dombois; Ellenberg, 1974), assim como o &iacute;ndice de diversidade de Shannon (H')  e a equabilidade  (J) (Magurran, 1988).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="3" face="verdana">RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No trecho de 1 ha  de floresta de terra firme, foram encontrados 544 indiv&iacute;duos, distribu&iacute;dos em  43 fam&iacute;lias, 106 g&ecirc;neros e 192 esp&eacute;cies. Em real&ccedil;&atilde;o ao h&aacute;bito, 185 eram de  esp&eacute;cies arb&oacute;reas (em 100 g&ecirc;neros), seguido pelas lianas com cinco esp&eacute;cies (em  quatro g&ecirc;neros e uma indeterminada) e hemiep&iacute;fitas com duas esp&eacute;cies (em dois g&ecirc;neros). Na <a href="#t1">Tabela 1</a>, s&atilde;o apresentadas  as esp&eacute;cies, em ordem alfab&eacute;tica de fam&iacute;lias, seus nomes populares e o n&uacute;mero  de coleta do exemplar testemunho.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A fam&iacute;lia com maior riqueza espec&iacute;fica foi Leguminosae, com 32  esp&eacute;cies, 17 delas pertencentes &agrave; subfam&iacute;lia Mimosoideae, oito &agrave; subfam&iacute;lia  Papilionoideae e sete &agrave; subfam&iacute;lia Caesalpinoideae. As outras fam&iacute;lias com  maior riqueza de esp&eacute;cies foram Cecropiaceae (13 esp&eacute;cies), Burseraceae (11),  Chrysobalanaceae (11) e Moraceae (10). Foram encontradas 17 fam&iacute;lias  representadas por apenas uma esp&eacute;cie.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A fam&iacute;lia Leguminosae tamb&eacute;m se caracterizou por apresentar o  maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos (102), pertencendo 46 deles &agrave; subfam&iacute;lia  Papilionoideae, 43 &agrave; Mimosoideae e 13 &agrave; Caesalpinioideae. As outras fam&iacute;lias  com maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos foram Cecropiaceae (51), Lecythidaceae (46), Annonaceae (42) e Arecaceae (32). Foram encontradas dez fam&iacute;lias  representadas por apenas um indiv&iacute;duo (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os g&ecirc;neros que apresentaram maior riqueza de esp&eacute;cies foram <i>Pourouma </i>(11), <i>Inga </i>(dez), <i>Licania </i>(nove), <i>Protium </i>(sete) e <i>Pouteria </i>(seis). Estiveram representados por apenas uma  esp&eacute;cie 76 g&ecirc;neros. Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por g&ecirc;nero, <i>Pourouma </i>foi  o mais abundante, com 45 indiv&iacute;duos, seguido por <i>Clathrotropis </i>(39), <i>Eschweilera </i>(35), <i>Bocageopsis </i>(30)  e <i>Inga </i>(29). G&ecirc;neros representados por apenas um indiv&iacute;duo totalizaram  40.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O g&ecirc;nero <i>Pourouma </i>destacou-se como mais abundante porque  somou os indiv&iacute;duos de dois t&aacute;xons bem representados na &aacute;rea, <i>P </i>cf. <i>tomentosa </i>subsp. <i>apiculata </i>(15 indiv&iacute;duos) e <i>P. minor </i>(13). As outras  nove esp&eacute;cies estiveram assim representadas: duas esp&eacute;cies com quatro  indiv&iacute;duos, duas esp&eacute;cies com dois indiv&iacute;duos e cinco esp&eacute;cies com apenas um  indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As esp&eacute;cies com maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos foram <i>Clathrotropis  macrocarpa </i>(39), <i>Bocageopsis multiflora </i>(30), <i>Eschweilera coriacea </i>(21), <i>Euterpe precatoria </i>(20), <i>Inga alba </i>(15) e <i>Pourouma </i>cf. <i>tomentosa </i>subsp. <i>apiculata </i>(15).  Estas seis esp&eacute;cies representaram 3% do total de esp&eacute;cies, por&eacute;m, 25,7% dos  indiv&iacute;duos amostrados (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Do total de 192 esp&eacute;cies, apenas 11 estiveram representadas por  dez ou mais indiv&iacute;duos, as quais, juntas, representaram 38,2% dos indiv&iacute;duos.  Tamb&eacute;m &eacute; interessante ressaltar que as 25 esp&eacute;cies com densidades maiores  representam 51,6% do total dos indiv&iacute;duos. Isto corrobora com Pires e Prance  (1985), quando afirmam que n&atilde;o existe uma esp&eacute;cie dominante nas florestas  &uacute;midas tropicais; entretanto, sempre vai existir um grupo de esp&eacute;cies  dominantes, entre cinco a dez ou, &agrave;s vezes, at&eacute; 30, que quando somados seus  indiv&iacute;duos ultrapassam 50% do total.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O surgimento progressivo de  novas esp&eacute;cies amostradas encontra-se representado na curva esp&eacute;cies/&aacute;rea  (curva do coletor) da <a href="#f3">Figura 3</a>. O n&uacute;mero de esp&eacute;cies amostradas em cada  subparcela de 10 m  x 10 m  variou de 1 a  10. Observa&shy;se  que, embora tenha havido dois pontos de aparente  estabilidade entre 0,52 a  0,56 ha  e entre 0,85 a  0,88 ha,  n&atilde;o h&aacute;, no final da amostragem, uma estabilidade, demonstrando que a &aacute;rea &eacute;  insuficiente para uma boa representa&ccedil;&atilde;o da riqueza da floresta de terra firme.  Tal informa&ccedil;&atilde;o corrobora com pesquisas realizadas por Campbell <i>etal. </i>(1986)  e Milliken (1998), que observaram tamb&eacute;m ser insuficiente os dados de 1 ha na floresta de terra firme da Amaz&ocirc;nia para uma avalia&ccedil;&atilde;o acurada da riqueza de esp&eacute;cies.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As  esp&eacute;cies representadas  por apenas um  indiv&iacute;duo somam 104, ou seja, 54,2% do total (<a href="#f4">Figura 4</a>). As cinco esp&eacute;cies de  lianas e as duas esp&eacute;cies de hemiep&iacute;fitas amostradas estiveram representadas  por apenas um indiv&iacute;duo. Considerando como esp&eacute;cies raras aquelas representadas  por apenas um indiv&iacute;duo em 1 ha,  Martins (1991) compara alguns trabalhos realizados em florestas brasileiras e  cita tr&ecirc;s invent&aacute;rios em &aacute;reas de 1   ha na Amaz&ocirc;nia que utilizaram, como crit&eacute;rio de  inclus&atilde;o, &aacute;rvores com DAP &#8805; 10 cm: Pires <i>et al. </i>(1953), em floresta de terra firme em  Castanhal, Par&aacute;, encontraram 45 esp&eacute;cies raras (25,14%);  Black <i>et  al. </i>(1950),  em floresta de terra firme em Tef&eacute;, Amazonas, encontraram 42 de esp&eacute;cies raras  (53,16%); e Porto <i>et  al. </i>(1976),  em 'mata de baixio' em Manaus, Amazonas, encontraram 58 esp&eacute;cies raras (50,88%).</font></p>     <p><a name="f4" id="f4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O &iacute;ndice de Shannon (H') encontrado  foi 4,652 e a equitabilidade (J) 0,885. Os altos valores para o &iacute;ndice de Shannon  e de equitabilidade podem ser atribu&iacute;dos ao grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies raras  (54,2%). Considerando apenas as esp&eacute;cies arb&oacute;reas, os valores para H' e J foram  4,616 e 0,884, respectivamente. O n&uacute;mero de esp&eacute;cies raras encontrado em  Caicubi, maior do que qualquer outro citado anteriormente, e os altos valores  do &iacute;ndice de diversidade e da equitabilidade corroboram com o coment&aacute;rio exposto  em Capobianco (2001), que o interfl&uacute;vio entre os rios Branco e Negro &eacute; uma &aacute;rea  de alta diversidade e estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para inventariar a sua biota.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As cinco fam&iacute;lias de mais alto VI no trecho estudado foram  Leguminosae (59,77), Cecropiaceae (24,91), Lecythidaceae (24,60), Annonaceae (19,79) e Arecaceae (14,26) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#t3">Tabela 3</a> s&atilde;o apresentadas  as esp&eacute;cies com seus respectivos par&acirc;metros fitossociol&oacute;gicos, em ordem  decrescente do VI. As cinco esp&eacute;cies com maior VI foram <i>Clathrotropis macrocarpa, Goupia glabra, Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea </i>e <i>Euterpe precatoria, </i>representando,  juntas, 21,87% dos indiv&iacute;duos amostrados</font> <font size="2" face="verdana">e 23,8% da &aacute;rea basal. <i>C. macrocarpa </i>foi a esp&eacute;cie de maior  VI pela sua abund&acirc;ncia (39 indiv&iacute;duos), tendo alcan&ccedil;ado as maiores densidade e  freq&uuml;&ecirc;ncia relativas. <i>C. macrocarpa, </i>&aacute;rvore de porte m&eacute;dio, teve a  varia&ccedil;&atilde;o na altura total de 8 a  28 m e  sua altura m&eacute;dia foi de 16 m;  o DAP variou de 10,2 a  37,9 cm  e DAP m&eacute;dio de 20 cm. <i>Bocageopsis multiflora, Eschweilera coriacea </i>e <i>Euterpe precatoria, </i>com 30, 21 e 20 indiv&iacute;duos, respectivamente,  tamb&eacute;m t&ecirc;m destaque por sua abund&acirc;ncia e freq&uuml;&ecirc;ncia  na &aacute;rea  estudada. Entretanto, <i>Goupia glabra, </i>com nove indiv&iacute;duos, e <i>Cedrelinga  cataeniformis, </i>com apenas um indiv&iacute;duo,  t&ecirc;m valores baixos de densidade e freq&uuml;&ecirc;ncia relativas, apresentando os maiores  valores de domin&acirc;ncia relativa (DoR), 10,44% e 7,55%, respectivamente, o que as  coloca entre as seis esp&eacute;cies de maiores VI. Este padr&atilde;o tamb&eacute;m se repete para <i>Caryocarglabrum </i>subsp. <i>parvifolium, </i>com  tr&ecirc;s indiv&iacute;duos e DoR 4,26%; <i>Parkia nitida </i>com tr&ecirc;s indiv&iacute;duos e DoR  3,26%; e <i>Ormosia grossa </i>com um indiv&iacute;duo e DoR 3,98%.</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m das quatro esp&eacute;cies de maiores popula&ccedil;&otilde;es (<i>C. macrocarpa,  B. multiflora, E. coriaceae e E. precatoria</i>)<i>, </i>as esp&eacute;cies <i>Inga alba </i>(15 indiv&iacute;duos), <i>Pourouma </i>cf. <i>tomentonsa </i>supbsp. <i>apiculata </i>(15), <i>Pourouma minor </i>(13), <i>Eschweilera  pedicellata </i>(12), <i>Symphonia globulifera </i>(12), <i>Ferdinandusa  rudgeoides </i>(12) e <i>Oenocarpus bacaba </i>(10) apresentaram popula&ccedil;&otilde;es com  mais de dez indiv&iacute;duos e valores elevados na freq&uuml;&ecirc;ncia relativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os 544 indiv&iacute;duos amostrados, dentro dos par&acirc;metros estabelecidos,  somaram uma &aacute;rea basal de 26,35   m<sup>2</sup>. Pires e Prance (1985) citam que florestas  densas podem ultrapassar 40 m<sup>2</sup>  de &aacute;rea basal e que florestas abertas encontram-se entre 18 a 24 m<sup>2</sup>. Os  resultados indicam que se trata de uma floresta densa com uma baixa &aacute;rea basal  aproximando-se de florestas abertas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na distribui&ccedil;&atilde;o das &aacute;rvores  por classes de di&acirc;metro (<a href="#f5">Figura 5</a>), observa-se uma predomin&acirc;ncia de indiv&iacute;duos  (45,96%) na classe diam&eacute;trica de 10-15 cm; 23,35% dos indiv&iacute;duos est&atilde;o inseridos na  classe de &gt;15-20 cm;  10,85% na classe &gt;20-25 cm;  6,6% na classe de &gt;25-30; 3,49% na classe de &gt;30-35; 3,3% na classe  &gt;35-40; os demais, totalizando 6,43%, dividem-se em classes diam&eacute;tricas  acima de 40 cm.  O maior di&acirc;metro foi de 159,15   cm, encontrado no &uacute;nico indiv&iacute;duo de <i>Cedrelinga cataeniformis. </i>O di&acirc;metro m&eacute;dio foi 20,15 cm, incluindo todos os indiv&iacute;duos da  amostragem; excluindo as lianas, o di&acirc;metro foi 20,24 cm. A curva formada  pelos valores no conjunto de classes estabelecidas mostra a configura&ccedil;&atilde;o de J  invertido, demonstrando que h&aacute; uma maior quantidade de indiv&iacute;duos de menor  porte e poucos indiv&iacute;duos emergentes. Isto &eacute; esperado que ocorra com o  incremento do di&acirc;metro dos indiv&iacute;duos, pois a distribui&ccedil;&atilde;o de classes de  tamanho &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da din&acirc;mica da floresta, onde a quantidade de espa&ccedil;o  constringe o n&uacute;mero de &aacute;rvores que podem se acomodar em um determinado tamanho  de classe (Swaine, 1989).</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Agruparam-se os indiv&iacute;duos amostrados em 12 classes de altura  (<a href="#f6">Figura 6</a>), variando a amplitude de alturas entre 3 a 58 m. O maior n&uacute;mero de  indiv&iacute;duos concentrou-se na segunda (31,25%) e terceira classes (30,15%). A  classe de maior altura apresentou apenas um indiv&iacute;duo de <i>Ormosia grossa, </i>representada na &aacute;rea por esse  &uacute;nico indiv&iacute;duo. O pequeno n&uacute;mero de amostras na primeira classe deveu-se ao  fato de v&aacute;rias &aacute;rvores desta classe apresentarem a copa quebrada (o que  diminuiu a sua altura total), e 46% dos indiv&iacute;duos desta classe possu&iacute;rem  alturas de 7 m,  encontrando-se pr&oacute;ximo &agrave; altura da segunda classe (&gt;7-12 m). A altura m&eacute;dia  encontrada foi de 16,41 m  (excluindo as lianas), sendo as &aacute;rvores emergentes, indiv&iacute;duos de <i>Ormosia  grossa </i>(58 m  de altura), <i>Jacaranda copaia </i>(48 m), <i>Laetia procera </i>(48 m) e <i>Cedrelinga cataeniformis </i>(47 m). <i>J. copaia </i>e <i>L. procera </i>estavam representadas por dois e cinco  indiv&iacute;duos, respectivamente, e as duas outras esp&eacute;cies por apenas um indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na Vila de Mar&eacute; (61<sup>o</sup>15W, 1<sup>o</sup>45&quot;S), em terras Waimin Atroari, Milliken (1998) inventariou 1   ha de floresta de terra firme, utilizando m&eacute;todo de  parcela e incluindo indiv&iacute;duos com DAP  &#8805; 10 cm, sendo esta a &aacute;rea mais  pr&oacute;xima &agrave;quela estudada em Caicubi. Encontrou 662 indiv&iacute;duos, em 216  esp&eacute;cies e 41 fam&iacute;lias das quais 17 lianas em 14 esp&eacute;cies e oito fam&iacute;lias. O  n&uacute;mero de esp&eacute;cies e de fam&iacute;lias foi aproximado ao encontrado no presente estudo.  O n&uacute;mero de indiv&iacute;duos, por&eacute;m, foi maior (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao comparar as dez fam&iacute;lias com maior VI apresentadas por Milliken  (1998) com &agrave;quelas do presente estudo, sete delas s&atilde;o comuns, sendo Leguminosae  a de maior VI em ambas as &aacute;reas. As demais aparecem em diferentes ordena&ccedil;&otilde;es.  Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s esp&eacute;cies, <i>Cathrotropis macrocarpa </i>&eacute; a de maior VI nas duas &aacute;reas: em Vila de Mar&eacute;  apresentou VI de 24,7 e 72 indiv&iacute;duos; em Caicubi apresentou VI de 18,87 e 39  indiv&iacute;duos. <i>Eschweilera coriacea </i>&eacute; a segunda esp&eacute;cie de maior VI em Vila  de Mar&eacute; (VI de 18,2 e 53 indiv&iacute;duos) e &eacute; a quarta de maior VI em Caicubi (VI de  11,77 e 21 indiv&iacute;duos). Al&eacute;m destas duas esp&eacute;cies, n&atilde;o h&aacute; outras comuns entre  as dez esp&eacute;cies de maior VI, em ambas as &aacute;reas. Dentre as dez de maior VI da  &aacute;rea de Vila de Mar&eacute;, quatro n&atilde;o foram amostradas em Caicubi. Na <a href="#t4">Tabela  4</a> est&atilde;o sintetizados os dados de Vila de Mar&eacute; e de outros dois estudos  realizados na Amaz&ocirc;nia Central e Sudeste.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ferreira e Prance (1999) amostraram 3 ha de floresta alta no  Parque Nacional Ja&uacute; (1<sup>o</sup> 90'-3<sup>o</sup> 00'S, 61<sup>o</sup> 25'-63<sup>o</sup>50'W), usando DAP &#8805; 10 cm. Encontraram uma m&eacute;dia  de 146,7 esp&eacute;cies/hectare e densidade m&eacute;dia de 673,7 &aacute;rvores/hectare; o mais  rico apresentou 159 esp&eacute;cies e o de maior densidade apresentou 713 indiv&iacute;duos.  Em dois dos hectares por eles amostrados, cinco das fam&iacute;lias de maiores VI  est&atilde;o inclu&iacute;das entre as dez de maiores VI em Caicubi (Leguminosae por eles  tratada em tr&ecirc;s fam&iacute;lias). No outro hectare, s&atilde;o seis fam&iacute;lias que est&atilde;o entre  as dez de maiores VI em   Caicubi. <i>Escweilera coriacea </i>&eacute; a &uacute;nica esp&eacute;cie  comum entre as dez de maiores VI entre um dos hectares estudados por Ferreira e  Prance (1999) e em   Caicubi. Esta tamb&eacute;m &eacute; a &uacute;nica esp&eacute;cie comum entre as dez de  maiores VI entre o estudo de Milliken (1998) e de Ferreira e Prance (1999). Os  outros dois hectares, de Ferreira e Prance (1999), n&atilde;o possuem esp&eacute;cies em  comum com Caicubi, quando se observam as dez esp&eacute;cies de maiores VI (<a href="#t5">Tabelas 5</a>  e <a href="#t6">6</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/bmpegcn/v2n2/2a04t6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Campbell <i>et al. </i>(1986), em 'O Deserto', no rio Xingu, Par&aacute;  (3<sup>o</sup> 29' S/ 51<sup>o</sup> 40' W), amostraram 3   ha de floresta de terra firme, utilizando tamb&eacute;m como  crit&eacute;rio de inclus&atilde;o DAP  &#8805; 10   cm. Encontraram 393, 567 e 460 indiv&iacute;duos em cada um dos  hectares estudados; 133, 162 e 118 esp&eacute;cies, respectivamente; e 33 fam&iacute;lias nos  tr&ecirc;s hectares estudados. Das dez fam&iacute;lias com maiores VI, cinco est&atilde;o entre as  dez de maiores VI em   Caicubi. Nenhuma esp&eacute;cie, entre as 10 de maiores VI, &eacute; comum  ao trecho estudado em Caicubi (<a href="#t5">Tabelas 5</a> e <a href="#t6">6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Boom (1986), em Beni, Bol&iacute;via (11o45'S, 66<sup>o</sup>02'W),  amostrou 1 ha  de floresta de terra firme, utilizando um DAP &#8805; 10 cm. Encontrou 649  indiv&iacute;udos, 94 esp&eacute;cies e 28 fam&iacute;lias. Das dez fam&iacute;lias com maiores VI, sete  est&atilde;o entre as dez de maiores VI em Caicubi, mas n&atilde;o h&aacute; esp&eacute;cie em comum entre  as dez de maiores VI (<a href="#t5">Tabelas 5</a> e <a href="#t6">6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados encontrados em Caicubi e nos quatro &uacute;ltimos trabalhos  citados corroboram com Nelson e Oliveira (2001), quando afirmam que a  composi&ccedil;&atilde;o das florestas amaz&ocirc;nicas varia em fun&ccedil;&atilde;o de sua fisionomia e da  dist&acirc;ncia entre s&iacute;tios amostrados, e trazem aporte de dados para a confirma&ccedil;&atilde;o  da hip&oacute;tese de que a floresta de terra firme &eacute; um mosaico de florestas com  variada composi&ccedil;&atilde;o e estrutura.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A fam&iacute;lia Leguminosae, quando  considerada como um s&oacute; t&aacute;xon, &eacute;, de modo geral, a de mais destaque em  import&acirc;ncia fitossociol&oacute;gica nos estudos citados, excetuando Boom (1986), que encontrou Moraceae como a fam&iacute;lia dominante. A fam&iacute;lia  Leguminosae tamb&eacute;m &eacute; apontada como de grande import&acirc;ncia em outros estudos realizados na  Amaz&ocirc;nia (Nelson; Oliveira, 2001). Entretanto, em rela&ccedil;&atilde;o a esp&eacute;cies, n&atilde;o h&aacute;  nenhuma que possa ser considerada como de destaque no conjunto de trechos  estudados, o que corrobora com Campbel <i>et al. </i>(1986) quando afirmam que  a Amaz&ocirc;nia &eacute; um grande mosaico de florestas, e com Campbel <i>et al. </i>(1986)  e Nelson e Oliveira (2001), quando alertam para ter cuidado ao se tentar fazer  generaliza&ccedil;&otilde;es para a Amaz&ocirc;nia a partir de dados flor&iacute;sticos e estruturais  oriundos de amostras pontuais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A fam&iacute;lia Lecythidaceae  alcan&ccedil;a sua maior express&atilde;o nas florestas de terra firme da Amaz&ocirc;nia e a  presen&ccedil;a de muitas esp&eacute;cies dessa fam&iacute;lia pode ser considerada como indicadora  de florestas preservadas (Mori, 2001). Os dados  encontrados em Caicubi comprovam este fato. Foram encontradas nove esp&eacute;cies de  &aacute;rvores desta fam&iacute;lia, uma delas representadas por 21 indiv&iacute;duos (<i>Eschweilera coriacea), </i>uma por 12  indiv&iacute;duos (<i>E. pedicellata), </i>uma  com cinco indiv&iacute;duos (<i>Bertholetia excelsa), </i>duas com dois e  quatro por apenas um indiv&iacute;duo. <i>E. coriacea </i>&eacute; uma esp&eacute;cie comum e de  distribui&ccedil;&atilde;o ampla na Amaz&ocirc;nia e apontada entre as esp&eacute;cies com destaque em  diversos invent&aacute;rios (Salom&atilde;o <i>et al., </i>1988; Ferreira; Prance, 1999; Milliken, 1998), sendo a quarta esp&eacute;cie em VI no trecho estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Caicubi, Cecropiaceae foi a segunda fam&iacute;lia de maior VI. Das 13  esp&eacute;cies amostradas, 11 pertencem ao g&ecirc;nero <i>Pourouma, </i>uma a <i>Coussapoua </i>e uma esp&eacute;cie de <i>Cecropia. </i>Cecropiaceae  n&atilde;o aparece como fam&iacute;lia de destaque no trecho estudado por Milliken (1998), embora seja este o trecho mais pr&oacute;ximo de Caicubi. O mesmo  ocorre nos trechos estudados por Campbel <i>et al. </i>(1986). Em Ferreira e  Prance (1999) n&atilde;o ocorre com destaque em um dos trechos e &eacute; a d&eacute;cima em VI nos  outros dois trechos estudados por estes autores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O trecho estudado na vila de Caicubi, Caracar&iacute;, Roraima, em termos  de estrutura, diversidade e composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica, dentro dos limites  estabelecidos pela metodologia utilizada, corrobora com as caracter&iacute;sticas  estruturais apontadas por diferentes autores para as florestas de terra firme  da Amaz&ocirc;nia. As fam&iacute;lias mais importantes no estudo realizado s&atilde;o, de modo  geral, aquelas encontradas em outros trabalhos realizados na Amaz&ocirc;nia, sendo  elas Leguminosae, Cecropiaceae, Lecythidaceae, Annonaceae, Arecaceae, Moraceae, Myristicaceae, Burseraceae, Chrysobalanaceae,  Sapotaceae e Lauraceae. A import&acirc;ncia particular das Leguminosas, encontradas no trecho estudado, parece ser uma caracter&iacute;stica de  florestas de terra firme da Amaz&ocirc;nia, especialmente daquelas na bacia do rio  Negro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, a composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies encontradas difere  substancialmente de outros invent&aacute;rios conduzidos na Amaz&ocirc;nia, corroborando com  as premissas de que a floresta de terra firme &eacute; um mosaico de florestas. Assim,  embora os invent&aacute;rios em &aacute;reas de 1   ha, no contexto da Amaz&ocirc;nia, n&atilde;o pare&ccedil;am adequados para  mostrar toda a diversidade de esp&eacute;cies, como apontado pela curva esp&eacute;cie/&aacute;rea,  estudos em &aacute;reas deste tamanho podem espelhar a riqueza de esp&eacute;cies e as diferen&ccedil;as  em composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de distintos trechos de floresta de terra firme.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Devido  a diferen&ccedil;as em metodologias aplicadas em invent&aacute;rios na floresta de terra  firme da Amaz&ocirc;nia,  &eacute; dif&iacute;cil fazer compara&ccedil;&otilde;es entre resultados  encontrados por diferentes autores que estudaram estas florestas. Listagens  completas de esp&eacute;cies, seus exemplares de refer&ecirc;ncia e tabelas contendo dados  de estrutura s&atilde;o essenciais para a compara&ccedil;&atilde;o entre os trabalhos,  possibilitando conclus&otilde;es mais abrangentes sobre estas florestas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Ao  instituto Caiu&aacute;, por financiar o projeto, e principalmente a Walo  Leuzinger, por ter acreditado em nosso trabalho. &Agrave; comunidade Caicubi, pela  acolhida carinhosa, em especial a Ernane Fontes Barbosa, pela ajuda e dedica&ccedil;&atilde;o  ao campo. A C.A. Cid Ferreira, pelo inestim&aacute;vel apoio no herb&aacute;rio do INPA, bem como a Paulo Assun&ccedil;&atilde;o,  pelo aux&iacute;lio na confirma&ccedil;&atilde;o das identifica&ccedil;&otilde;es neste mesmo herb&aacute;rio. Aos especialistas  Alberto Vicentini, Douglas Daly, Jos&eacute; Eduardo Ribeiro, Michael Hopkins pela  identifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de fam&iacute;lias de suas especialidades. A Rejan Guedes  Bruni, pela leitura cr&iacute;tica do manuscrito. &Agrave; CAPES, pela bolsa de mestrado  concedida. Ao Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o do Instituto de Pesquisas Jardim  Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, pela oportunidade de realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">  BOOM,  B. M. A. Forest inventory in Amazonian Bolivia. <b>Biotropica, </b>v. 18, n. 4, p. 287-294, 1986.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BRUMMITT,  R. K.; POWEL, C. E. <b>Authors of plants names. </b>Kew, UK.: Royal Botanic Gardens,  1992. 732 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAMPBELL,  D. G.; DALY, D. C., PRANCE, G. T.; MACIEL, U. N. Quantitative ecological inventory  of terra firme and v&aacute;rzea tropical  forest on the Rio Xingu, Brazilian Amazon. <b>Brittonia, </b>v. 38, n. 4. p. 369-393, 1986.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAPOBIANCO, J. P. R. (Org.). <b>Biodiversidade  na Amaz&ocirc;nia Brasileira. </b>S&atilde;o Paulo: Instituto Socioambiental, 2001. 540 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CRONQUIST, A. <b>An  integrated system of classification of flowering plants: </b>The New York Botanical Garden. New   York: Columbia   University Press, 1981.  1262 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">FERREIRA, L. V.; G. T.  PRANCE. Ecosystem recovery in terra firme forests after cutting and burning: a  comparison on species richness, floristic composition and forest structure in  the Ja&uacute; National   Park, Amazonia. <b>Botanical  Jounal of the Linnean Society, </b>v. 130, p. 97-110, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">GENTRY,  H. A. <b>A Field guide to the families and genera of wood plants of Northwest  South America (Colombia, Ecuador, Peru) with supplementary notes on  herbaceous taxa. </b>Washington:  Conservation International, 1993. 895 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">LAURANCE,  W. F.; FERREIRA, L. V.; RANKIN-DE-MERONA, J. M.; HUTCHINGS, R. W. Influence of  Plot Shape on Estimates of Tree Diversity and Community Composition in Central Amaz&ocirc;nia. <b>Biotropica, </b>v.  30, n. 4, p. 662-665, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MARTINS, F. R. <b>Estrutura de uma  floresta mes&oacute;fila. </b>Campinas:  UNICAMP,  1991. 246 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MAGURRAN, A. E. <b>Ecological  diversity and its measurement. </b>Princeton,  New Jersey: Princeton University  Press, 1988. 179 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MILLIKEN,  W. Structure and composition of one hectare of central Amazonian terra firme  forest. <b>Biotropica, </b>v. 30, n. 4, p. 530-537,  1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> MORI, S. A. A fam&iacute;lia da castanha-do-par&aacute;:  s&iacute;mbolo do Rio Negro. In: OLIVEIRA, A. A.; DALY, D. C. (Eds.). <b>Florestas do  Rio Negro. </b>&#91;S.l.&#93;: Companhia das Letras/UNIP 2001, p 119-141.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">MUELLER-DOMBOIS,  D.; ELLENBERG, H. <b>Aims and methods of vegetation ecology. </b>New York: John Wiley, 1974. 547 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">NELSON, B. W.; OLIVEIRA, A. &Aacute;rea de  Bot&acirc;nica. In: CAPOBIANCO, J. P. R. (Ed.) <b>Biodiversidade na Amaz&ocirc;nia Brasileira. </b>S&atilde;o Paulo: Instituto S&oacute;cio-ambiental, 2001. p. 132-153.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">OLIVEIRA, A.; NELSON, B. W. Floristic relationships of terra firme  forests in the Brazilian Amazon. <b>Forest Ecology and Management</b>, v. 146, p. 169-179, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PIRES, J. M. Tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia. <b>Vegetalia-Escritos  e Documentos, </b>(IBILCE. UNESP) v. 4, p. 1-31, 1980.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PIRES, J. M.; PRANCE, G. T.  The Amazon Forest: A Natural Heritage to be Preserved. In: PRANCE, G. T.;  ELLIAS, T. S. (Orgs.). <b>Extintion is forever. </b>New York: Botanical Garden, 1977. p. 158-194.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">PIRES, J. M.; PRANCE, G. T.  The vegetation types of the Brazilian Amazon. In: Prance, G. T.; Lovejoy, T. E.  (Eds.). <b>Key environments Amaz&ocirc;nia. </b>New York: Pergamon Press, 1985. p. 109-145</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">POLHIL,  R. M.; RAVEN, P. H. <b>Advances in Legume Systematics, </b>Part 1. Kew: Royal Botanical    Garden, 1981. 425 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">RADAMBRASIL. (Projeto Radambrasil, Minist&eacute;rio  das Minas e Energia). <b>Levantamento dos Recursos Naturais, </b>Volume 18.  Folha AS. 20 Manaus; Geologia, geomorfologia, pedologia, vegeta&ccedil;&atilde;o e uso  potencial da terra. Rio de Janeiro, 1978. 628 p., 7 mapas.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">RIBEIRO, J. E. L. S.; HOPKINS, M. J. G.; VICENTINI, A.; SOTHERS, C.  A.; COSTA, M. A. S.; BRITO, J. M.; SOUZA, M. A. D.; MARTINS, L. H. P.;  LOHMANN, L. G.; ASSUN&Ccedil;&Atilde;O, P. A. C. L.; PEREIRA, E. C.; SILVA, C. F.; MESQUITA, M.  R.; PROC&Oacute;PIO, L. C. <b>Flora da Reserva Ducke: </b>guia de identifica&ccedil;&atilde;o das  plantas vasculares de uma floresta de terra-firme na Amaz&ocirc;nia Central. Manaus: INPA/DFID,  1999. 800 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SALOM&Atilde;O, R. P.; SILVA, M. F. F.; ROSA, N. A. Invent&aacute;rio ecol&oacute;gico em floresta  tropical de terra firme, Serra Norte, Caraj&aacute;s, Par&aacute;. <b>Bol. Mus. Para. Em&iacute;lio  Goeldi, </b>Bel&eacute;m, v. 4, n. 1, p. 1-46, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SHEPHERD, G. I. <b>Fitopac 1: </b>manual  do usu&aacute;rio. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1995. 93  p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">SWAINE, M. D. Population  dynamics of tree species in tropical forests. In: HOLM-NIELSEN, L. B., NIELSEN,  I. C.; BALSLEV, H. <b>Tropical forests, botanical dynamics, speciation and  diversity. </b>Scotland: University of Aberdeen, 1989. p. 101-110.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">VELOSO,  H. P., RANGEL FILHO, A. L.  R.; LIMA, J. C. A. <b>Classifica&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o brasileira, adaptada a um  sistema universal. </b>Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o IBGE, 1991. 123 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">VILLA-NOVA, N. A.; SALATI, E.; MATSUI, E. Estimativa da evaporatranspira&ccedil;&atilde;o  na Bacia Amaz&ocirc;nica. <b>Acta Amazonica, </b>Manaus, v. 6, n. 2, p. 215-228, 1976.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/bmpegcn/v4n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br> Editor do Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais    <br> Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    <br> S&atilde;o Braz - CEP 66040-170    <br> Bel&eacute;m - PA - Brasil    <br> Caixa Postal 399    <br> Telefone/fax: 55-91- 3249 -1141    <br> E-mail: <a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Recebido: 09/11/2005    <br> Aprovado: 16/03/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup><a href="#topo">1</a></sup>Parte  da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado do primeiro autor,  desenvolvida na Escola Nacional de Bot&acirc;nica Tropical do Instituto de Pesquisas  Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, com o apoio financeiro e log&iacute;stico da  Funda&ccedil;&atilde;o Caiu&aacute; de Gest&atilde;o Ambiental.</font></p>      ]]></body><back>
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