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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Restingas do litoral amazônico, estados do Pará e Amapá, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coastal beach vegetation in the Amazon River delta (Pará and Amapá states, Brazil) occupies an estimated area of 1000 km², less than 0,1% of the area occupied by other types of Amazonian vegetation. This study aims to characterize beach ecosystems of the northern Brazilian states of Pará and Amapá, based on their floristic composition (including the first species checklist for the region), vegetation classification, and geomorphology, and to establish a classification of the different types of beach vegetation in Amazonian coastal areas. Ten areas of beach vegetation were investigated on the Pará and Amapá coasts. The checklist includes 365 plant species in 237 genera and 88 families, with information on life forms, popular names, predominant vegetation community, and geographical occurrences along the coast. Three phases of beach vegetation are recognized: (1) pioneer or establishment phase, (2) intermediate or transition phase, and (3) consolidation phase. Amazonian beach ecosystems are unprotected since they lie outside of any non-use conservation unit. It is urgent that they be included in protected areas because of their vulnerable and restricted floras, some species of which are threatened with local extinction due to current high levels of human exploitation of these areas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Restingas do litoral amaz&ocirc;nico,    estados do Par&aacute; e Amap&aacute;, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Amazonian coastline candy coastal in the Amap&aacute;    and Par&aacute; States, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>D&aacute;rio Dantas do Amaral<sup>I</sup>;    Maria Thereza Prost<sup>II</sup>; Maria de Nazar&eacute; do Carmo Bastos<sup>III</sup>;    Salustiano Vilar Costa Neto<sup>IV</sup>; Jo&atilde;o Ubiratan Moreira dos Santos<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi.    Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil    (<a href="mailto:dario@museu-goeldi.br">dario@museu-goeldi.br</a>)    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio    Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;,    Brasil (<a href="mailto:prost@museu-goeldi.br">prost@museu-goeldi.br</a>)    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio    Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;,    Brasil (<a href="mailto:nazir@museu-goeldi.br">nazir@museu-goeldi.br</a>)    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Instituto de Pesquisas Cient&iacute;ficas    e Tecnol&oacute;gicas do Estado do Amap&aacute;. Centro de Pesquisas Aqu&aacute;ticas.    Amap&aacute;, Macap&aacute;, Brasil (<a href="mailto:salustiano.neto@iepa.ap.gov.br">salustiano.neto@iepa.ap.gov.br</a>)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>V</sup>Universidade Federal Rural    da Amaz&ocirc;nia. Departamento de Ci&ecirc;ncias Florestais. Bel&eacute;m,    Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:bira@museu-goeldi.br">bira@museu-goeldi.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na Amaz&ocirc;nia brasileira, as restingas ocupam    uma &aacute;rea de aproximadamente 1.000 km<sup>2</sup>, correspondendo a menos de 0,1%    dos demais tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o ocorrentes na regi&atilde;o. O presente    estudo tem por objetivo caracterizar as restingas dos estados do Par&aacute;    e Amap&aacute;, com base em informa&ccedil;&otilde;es flor&iacute;sticas (incluindo    o primeiro <i>checklist</i> para a Amaz&ocirc;nia), fision&ocirc;micas e geomorfol&oacute;gicas,    e estabelecer uma classifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia    deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea na costa amaz&ocirc;nica.    Para tal, foram investigadas dez &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia de restinga    ao longo dos litorais do Par&aacute; e Amap&aacute;. O <i>checklist</i> compreende    um total de 365 esp&eacute;cies, 237 g&ecirc;neros e 89 fam&iacute;lias, com    respectivas indica&ccedil;&otilde;es de forma de vida, nome popular, comunidade    vegetal de ocorr&ecirc;ncia e localidades de coleta. Foram reconhecidas tr&ecirc;s    fei&ccedil;&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o:    (1) fei&ccedil;&atilde;o embrion&aacute;ria ou de estabelecimento; (2) fei&ccedil;&atilde;o    intermedi&aacute;ria ou de transi&ccedil;&atilde;o e (3) fei&ccedil;&atilde;o    de consolida&ccedil;&atilde;o. A vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga n&atilde;o    est&aacute; protegida em nenhuma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o    integral na Amaz&ocirc;nia, sendo necess&aacute;rio inclu&iacute;-la, visto    a fr&aacute;gil e espec&iacute;fica flora associada, com amea&ccedil;a de extin&ccedil;&atilde;o    local de algumas esp&eacute;cies, caso mantido o atual n&iacute;vel de agress&atilde;o    em curso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Amaz&ocirc;nia. Restinga.    Vegeta&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Coastal beach vegetation in the Amazon River    delta (Par&aacute; and Amap&aacute; states, Brazil) occupies an estimated area    of 1000 km<sup>2</sup>, less than 0,1% of the area occupied by other types of    Amazonian vegetation. This study aims to characterize beach ecosystems of the    northern Brazilian states of Par&aacute; and Amap&aacute;, based on their floristic    composition (including the first species checklist for the region), vegetation    classification, and geomorphology, and to establish a classification of the    different types of beach vegetation in Amazonian coastal areas. Ten areas of    beach vegetation were investigated on the Par&aacute; and Amap&aacute; coasts.    The checklist includes 365 plant species in 237 genera and 88 families, with    information on life forms, popular names, predominant vegetation community,    and geographical occurrences along the coast. Three phases of beach vegetation    are recognized: (1) pioneer or establishment phase, (2) intermediate or transition    phase, and (3) consolidation phase. Amazonian beach ecosystems are unprotected    since they lie outside of any non-use conservation unit. It is urgent that they    be included in protected areas because of their vulnerable and restricted floras,    some species of which are threatened with local extinction due to current high    levels of human exploitation of these areas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Amazonia. Sandy coastal. Vegetation    restinga.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O litoral amaz&ocirc;nico brasileiro ou equatorial    prolonga-se por mais de 1.500 km de extens&atilde;o, abrangendo os estados do    Par&aacute;, Amap&aacute; e Maranh&atilde;o (Suguio &amp; Tessler, 1984). A    faixa que compreende o nordeste do Par&aacute; apresenta caracter&iacute;sticas    ambientais singulares que a distinguem na costa brasileira, destacando-se por    suas formas recortadas com ilhas, pen&iacute;nsulas e ba&iacute;as, situadas    nas desembocaduras freq&uuml;entemente amplas de rios de curto percurso, onde    predominam as 'rias' com forma&ccedil;&otilde;es de pequenas fal&eacute;sias,    praias de sedimentos arenosos e/ou s&iacute;lticos-argiloso, manguezais e restingas    (Franzinelli, 1982; 1992; Farias <i><i>et al</i></i>., 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No conceito bot&acirc;nico, restinga corresponde    &agrave;   vegeta&ccedil;&atilde;o que ocorre adjacente ao oceano nas plan&iacute;cies   costeiras arenosas quatern&aacute;rias (Araujo &amp; Henriques, 1984).   Na costa brasileira, elas ocorrem de maneira descont&iacute;nua,   desde 4<sup>o</sup> N a 34<sup>o</sup> S, com maiores extens&otilde;es no Rio   Grande do Sul e na regi&atilde;o sudeste, nas desembocaduras   de grandes rios, como o Para&iacute;ba do Sul (Rio de Janeiro) e   o Rio Doce (Esp&iacute;rito Santo), com 3.000 km<sup>2</sup> e 2.500 km<sup>2</sup>,   respectivamente (Araujo, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na Amaz&ocirc;nia, as restingas ocupam uma &aacute;rea   estimada em 1.000 km<sup>2</sup> (Pires, 1973), correspondendo   a menos de 0,1% dos demais tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o da   Amaz&ocirc;nia. At&eacute; a d&eacute;cada de 80, a vegeta&ccedil;&atilde;o    de restinga na   Amaz&ocirc;nia era citada apenas nos estudos de classifica&ccedil;&atilde;o   de vegeta&ccedil;&atilde;o, conforme encontrado em Braga (1979),   que a descreve como &quot;med&iacute;ocre de baix&iacute;ssima riqueza de   esp&eacute;cies&quot;. Estudos espec&iacute;ficos sobre vegeta&ccedil;&atilde;o    de restinga   foram iniciados com Santos &amp; Ros&aacute;rio (1988), discorrendo   sobre a vegeta&ccedil;&atilde;o fixadora de dunas na ilha de Algodoal,   Par&aacute;. Estes autores listaram 171 esp&eacute;cies com informa&ccedil;&otilde;es   sobre forma de vida e abund&acirc;ncia relativa das esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s duas d&eacute;cadas desta publica&ccedil;&atilde;o,    houve uma   intensifica&ccedil;&atilde;o nos estudos sobre vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga   na Amaz&ocirc;nia, abordando, principalmente, composi&ccedil;&atilde;o   flor&iacute;stica e fitossociologia (Bastos, 1995; Bastos <i>et al</i>., 1995;   Bastos, 1996; Amaral <i>et al</i>., 2001; Costa-Neto <i>et al</i>., 1996; Costa-Neto, 1999;    Costa-Neto <i>et al</i>., 2001; Santos <i>et al</i>.,   2003), taxonomia (Amaral, 2001; Ros&aacute;rio <i>et al</i>., 2005;   Rocha, 2000; Rocha &amp; Secco, 2004; Rocha &amp; Bastos,   2004; Vicente <i>et al</i>., 1999), anatomia vegetal (Alvarez   <i>et al</i>., 2001; Alvarez &amp; Potiguara, 2002) e etnobot&acirc;nica   (Coelho-Ferreira, 2001; Coelho-Ferreira &amp; Jardim, 2005;   Coelho-Ferreira &amp; Silva, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O presente estudo tem por objetivo caracterizar    as restingas dos estados do Par&aacute; e Amap&aacute;, com base em informa&ccedil;&otilde;es    flor&iacute;sticas (incluindo o primeiro <i><i>checklist</i></i> para a Amaz&ocirc;nia),    fision&ocirc;micas e geomorfol&oacute;gicas, e estabelecer uma classifica&ccedil;&atilde;o    de padr&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o    litor&acirc;nea na costa amaz&ocirc;nica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>METODOLOGIA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>&Aacute;rea de estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram investigadas dez &aacute;reas de restinga    no litoral amaz&ocirc;nico, sendo nove no estado do Par&aacute; e uma no estado    do Amap&aacute; (<a href="#fig1">Figura 1</a>): 1) Reserva Biol&oacute;gica    Parazinho/Amap&aacute;, 2) Reserva Ecol&oacute;gica do Bacurizal/Salvaterra/Maraj&oacute;,    3) Ilha Nova/S&atilde;o Caetano de Odivelas, 4) Ilha Romana/Curu&ccedil;&aacute;,    5) Praia do Crispim/Marapanim, 6) Ilhas de Algodoal/ Maiandeua/Maracan&atilde;,    7) Praia do Atalaia e Ilhas do Marco/ Marieta/Salin&oacute;polis, 8) Ilha Canela/Bragan&ccedil;a,    9) &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Urumaj&oacute;/Augusto    Corr&ecirc;a e 10) &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental Jabotitiua/Jatium/Viseu.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es    vegetais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A classifica&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es    vegetais foi adaptada de   Araujo (2000) para as restingas do litoral fluminense.   Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es vegetais, levou-se   em considera&ccedil;&atilde;o os estudos locais realizados com esta   abordagem (Bastos <i>et al</i>., 1995; Bastos, 1996; Amaral,   1997; Costa-Neto <i>et al</i>., 2001), bem como informa&ccedil;&otilde;es   adicionais dos autores, a partir das experi&ecirc;ncias de campo.   Foi desenhado um perfil esquem&aacute;tico que visualiza a   localiza&ccedil;&atilde;o (sentido mar-continente) das forma&ccedil;&otilde;es   vegetais das restingas do litoral amaz&ocirc;nico aqui analisadas, tendo como    refer&ecirc;ncia a restinga de Algodoal, Par&aacute;, que   contempla todas as forma&ccedil;&otilde;es vegetais com registro para   esta regi&atilde;o, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o    hal&oacute;fila, plotada apenas   no perfil para fins did&aacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi elaborado um <i>checklist</i> de todas as esp&eacute;cies    com   ocorr&ecirc;ncia para as restingas dos estados do Par&aacute; e Amap&aacute;,   com base em registros oficiais no herb&aacute;rio do Museu   Paraense Em&iacute;lio Goeldi (MG). Estas esp&eacute;cies constam do   banco de dados do PROBAC (Projetos Bot&acirc;nicos em &Aacute;reas   Costeiras/Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica/Museu Paraense Em&iacute;lio   Goeldi) e, ainda, decorrentes de listagens de invent&aacute;rios   realizados, relatadas nas publica&ccedil;&otilde;es sobre este tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o    na regi&atilde;o (Santos &amp; Ros&aacute;rio, 1988; Bastos, 1995;   Bastos <i>et al</i>., 1995; Amaral <i>et al</i>., 2001; Bastos <i>et al</i>., 2001;   Costa-Neto <i>et al</i>., 2001; Santos <i>et al</i>., 2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> As grafias dos <i>taxa</i> foram atualizadas    mediante consulta ao herb&aacute;rio MG e ao banco de dados do Missouri Botanical    Garden. Para a classifica&ccedil;&atilde;o bot&acirc;nica, levou-se em considera&ccedil;&atilde;o    o sistema de Cronquist (1981).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A classifica&ccedil;&atilde;o das formas de    vida foi baseada em   Veloso <i>et al</i>. (1991), com o seguinte entendimento: &aacute;rvore   (planta lenhosa, tronco principal evidente, com primeiras   ramifica&ccedil;&otilde;es acima de 1,3 m de altura do n&iacute;vel do solo);   arbusto (planta lenhosa, com ou sem tronco principal   evidente, ramificando desde a base); erva (planta n&atilde;o   lenhosa); estipe (caule cil&iacute;ndrico das palmeiras que &eacute; indiviso    e termina com uma coroa de folhas); ep&iacute;fitas (plantas que   crescem sobre outras esp&eacute;cies vegetais, sem manter   contato com estas para a absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes); e lianas   (planta vol&uacute;vel, trepadeira, com estruturas para fixa&ccedil;&atilde;o,   desenvolvendo-se, geralmente, sobre outros vegetais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Defini&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es    de ocorr&ecirc;ncia das restingas amaz&ocirc;nicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com base na similaridade flor&iacute;stica,    informa&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas   e fitofisionomia das restingas estudadas, foram identificados   padr&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea   na Amaz&ocirc;nia. Estes padr&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia apresentam   caracter&iacute;sticas biof&iacute;sicas distintas, que s&atilde;o aqui discriminadas:   n&uacute;mero de forma&ccedil;&otilde;es vegetais, n&uacute;mero de esp&eacute;cies,   extens&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia da restinga (sentido mar-continente),   denomina&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es vegetais associadas, caracter&iacute;sticas   geomorfol&oacute;gicas e locais de ocorr&ecirc;ncia neste litoral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As listas das esp&eacute;cies das restingas    estudadas foram   obtidas nas seguintes fontes: Canela (Amaral <i>et al</i>., 2001a),   S&atilde;o Caetano de Odivelas (banco de dados de vegeta&ccedil;&atilde;o   de restinga/CBO-MPEG), Viseu (Santos <i>et al</i>., 2003), Rebio   do Parazinho (Costa-Neto &amp; Silva, 2005), Crispim (Amaral   <i>et al</i>.,2001b; Costa-Neto <i>et al</i>., 1996), Salinas (banco de dados   de vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga/CBO-MPEG), Urumaj&oacute; (Bastos <i>et al</i>.,   2001), Salvaterra (Lisboa <i>et al</i>., 1993), Curu&ccedil;&aacute; (Almeida, 2006),   Algodoal-Maiandeua (Bastos <i>et al</i>., 1995; Bastos, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Similaridade flor&iacute;stica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Objetivando o conhecimento das rela&ccedil;&otilde;es    flor&iacute;sticas entre as restingas investigadas, foi realizada an&aacute;lise    de similaridade, utilizando o &Iacute;ndice de S<img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03tx1.gif" border="0" align="middle">rensen    (Mueller- Dombois &amp; Ellenberg, 1974), atrav&eacute;s do programa FITOPAC    (Shepherd, 1988).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Flor&iacute;stica</b><a name="ap00"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A listagem flor&iacute;stica das restingas dos    estados do Par&aacute; e Amap&aacute; compreende um total de 365 esp&eacute;cies,    237 g&ecirc;neros e 89 fam&iacute;lias (<a href="#apen">Ap&ecirc;ndice 1</a>).    As dez fam&iacute;lias de maior riqueza em esp&eacute;cies foram Fabaceae (43),    Poaceae (36), Cyperaceae (35), Rubiaceae (18), Myrtaceae (16), Euphorbiaceae    (10), Eriocaulaceae (9), Melastomataceae (8), Asteraceae (7) e Convolvulaceae    (7) (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Tais fam&iacute;lias albergam 189 esp&eacute;cies,    correspondendo a 51,8% do total das esp&eacute;cies registradas. As demais fam&iacute;lias    (79) agrupam o restante das 176 esp&eacute;cies (48,2% do total).</font> </p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A flora das restingas &eacute; bem conhecida    no litoral   fluminense, com registro de 1.005 esp&eacute;cies, 479 g&ecirc;neros   e 112 fam&iacute;lias (Araujo, 2000), praticamente tr&ecirc;s vezes o   listado neste estudo para a Amaz&ocirc;nia, que correspondeu   a 365 esp&eacute;cies, das quais 45 (11,4%) s&atilde;o comuns &agrave;s duas   regi&otilde;es litor&acirc;neas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas das fam&iacute;lias aqui registradas    como de maior   riqueza espec&iacute;fica (Fabaceae, Cyperaceae, Poaceae,   Rubiaceae, Myrtaceae e Asteraceae) tamb&eacute;m foram   indicadas neste mesmo sentido para as restingas do litoral   fluminense (Araujo, 2000). Todavia, existem fam&iacute;lias   com poucas esp&eacute;cies no litoral amaz&ocirc;nico que s&atilde;o bem   representadas no Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Cactaceae, por exemplo, aparece nas restingas    do Rio de Janeiro entre as 20 fam&iacute;lias mais importantes em n&uacute;mero    de esp&eacute;cies, estando associada aos ambientes secos litor&acirc;neos (Araujo,    2000). No presente estudo, tal fam&iacute;lia &eacute; representada por apenas    uma esp&eacute;cie (<i>Cereus jaracaru</i>), o que pode ter rela&ccedil;&atilde;o    com a maior disponibilidade de umidade das restingas amaz&ocirc;nicas, condi&ccedil;&atilde;o    pouco prop&iacute;cia ao desenvolvimento deste grupo de plantas. Situa&ccedil;&atilde;o    similar ocorre com Bromeliaceae e Orchidaceae. Tais fam&iacute;lias ocupam,    nas restingas fluminenses, respectivamente, a terceira e quinta posi&ccedil;&otilde;es    em riqueza espec&iacute;fica, junto com 112 esp&eacute;cies. No presente estudo,    estas fam&iacute;lias ocorrem de forma discreta, Bromeliaceae com apenas duas    representantes (<i>Aechmea beeriana</i> e <i>Ananas ananasoides</i>) e Orchidaceae    com seis esp&eacute;cies (<i>Catasetum discolor, Encyclia granitica, Epidendron    noturno, Habenaria longipedicellata, Oeceoclades maculata</i> e <i>Sobralia    liliastrum</i>), 31<sup>a</sup> e 16<sup>a</sup> posi&ccedil;&otilde;es, respectivamente,    em riqueza espec&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De fato, esta dessemelhan&ccedil;a da flora de    Cactaceae   e Bromeliaceae entre as restingas do litoral fluminense e   da Amaz&ocirc;nia pode ser constatada na pr&aacute;tica. Caminhar   pelas restingas fluminenses requer, via de regra, prote&ccedil;&atilde;o   aos p&eacute;s, em fun&ccedil;&atilde;o dos espinhos geralmente associados   a tais plantas, diferentemente das restingas amaz&ocirc;nicas,   que, em fun&ccedil;&atilde;o da pouca expressividade destes vegetais,   prazerosamente dispensam tal prote&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em contrapartida, Eriocaulaceae, que ocupa a   s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o em n&uacute;mero de esp&eacute;cies para    as restingas   aqui estudadas, n&atilde;o figura entre as 20 mais ricas no litoral   fluminense (Araujo, 2000).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Desperta aten&ccedil;&atilde;o, ainda, a relativa    riqueza das Sapotaceae, com seis representantes neste estudo. A afinidade (relativa)    desta fam&iacute;lia com o ecossistema de restinga parece ser um fato associado    ao litoral amaz&ocirc;nico. Com representantes de h&aacute;bito arb&oacute;reo,    as Sapotaceae n&atilde;o constam da listagem de Assis <i>et al</i>. (2004) para    a floresta de restinga do Esp&iacute;rito Santo e ocorrem com apenas duas esp&eacute;cies    (<i>Chrysophyllum marginatum</i> e <i>Sideroxylon obtusifolium</i>) nas matas    de restinga do Parque Estadual de Itapu&atilde;, no Rio Grande do Sul (Sherer    <i>et al</i>., 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Sapotaceae &eacute; uma das fam&iacute;lias    mais importantes   (riqueza e abund&acirc;ncia) das &aacute;rvores das florestas ombr&oacute;filas   da Amaz&ocirc;nia (Pennington, 1990). Al&eacute;m desta fam&iacute;lia, todas   as outras com representantes arb&oacute;reos aqui listadas s&atilde;o   igualmente comuns nestas florestas (Ribeiro <i>et al</i>., 1999),   com destaque, em riqueza espec&iacute;fica, para Fabaceae,   Euphorbiaceae, Chrysobalanceae, Myrtaceae e Rubiaceae,   fato que pode explicar, em parte, a origem da flora   destas restingas. Quando se compara com os cerrados   amaz&ocirc;nicos (Miranda &amp; Carneiro-Filho, 1994; Miranda   <i>et al</i>., 2006), algumas fam&iacute;lias t&iacute;picas deste bioma, como   &eacute; o caso de Vochysiaceae, Ebenaceae e Proteaceae, n&atilde;o   ocorrem nas restingas estudadas (Araujo, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Forma&ccedil;&otilde;es vegetais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cobertura vegetal das restingas dos estados    do Par&aacute; e   Amap&aacute; est&aacute; distribu&iacute;da em seis forma&ccedil;&otilde;es    vegetais distintas:   hal&oacute;fila, psam&oacute;fila reptante, brejo herb&aacute;ceo, campo de    dunas, forma&ccedil;&atilde;o aberta de moitas e floresta de restinga. As   mais pr&oacute;ximas &agrave; praia apresentam uma din&acirc;mica intensa,   regulada pela a&ccedil;&atilde;o de mar&eacute;s, ondas e ventos. As mais   internas e que apresentam uma cobertura vegetal herb&aacute;cea   predominante encontram-se fortemente reguladas pelo   regime pluviom&eacute;trico e varia&ccedil;&atilde;o do len&ccedil;ol fre&aacute;tico,    o que   lhes confere uma forte sazonalidade de esp&eacute;cies, enquanto   as de porte arb&oacute;reo s&atilde;o reguladas, mais intensamente, pelas   condi&ccedil;&otilde;es ed&aacute;ficas do solo. Existe uma n&iacute;tida zona&ccedil;&atilde;o    de   forma&ccedil;&otilde;es vegetais de restinga dentro da plan&iacute;cie litor&acirc;nea.   Todas as restingas investigadas neste estudo apresentam tal   zona&ccedil;&atilde;o (seq&uuml;&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia das forma&ccedil;&otilde;es    vegetais),   variando apenas o n&uacute;mero de forma&ccedil;&otilde;es vegetais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#tab1">Tabela 1</a> sintetiza as    principais caracter&iacute;sticas das forma&ccedil;&otilde;es vegetais discutidas    neste estudo, sistematizando informa&ccedil;&otilde;es, como riqueza de esp&eacute;cies,    proximidade do len&ccedil;ol fre&aacute;tico, dist&acirc;ncia do mar e forma    de vida predominante.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As ervas predominam como principal forma de    vida entre as forma&ccedil;&otilde;es vegetais investigadas, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o    da floresta de restinga, onde as &aacute;rvores s&atilde;o predominantes (<a href="#fig3">Figura    3</a>). Nesta forma&ccedil;&atilde;o, ocorrem as &uacute;nicas palmeiras (estipes)    registradas para o estudo: <i>Astrocaryum vulgare, Desmoncus orthacanthos, Maximiliana    maripa</i> e <i>Oenocarpus distichus</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Plantas ep&iacute;fitas s&atilde;o pouco comuns,    correspondendo a menor representatividade de forma de vida, geralmente representantes    das fam&iacute;lias Araceae e Orchidaceae. </font><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o    elas: <i>Anthurium sinuatum, Philodendron acutatum, Philodendron grandifolium,    Catasetum discolor, Encyclia granitica</i> e <i>Epidendrum nocturnum</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A forma&ccedil;&atilde;o vegetal mais pr&oacute;xima    &agrave; praia &eacute; denominada de hal&oacute;fila (<a href="#fig4">Figura    4</a>). Encontra-se sob influ&ecirc;ncia direta da a&ccedil;&atilde;o do mar,    logo ap&oacute;s a zona de estir&acirc;ncio (zona situada entre as mar&eacute;s    mais baixas e as mais altas do ano, conhecida tamb&eacute;m como zona de intermar&eacute;),    apresentando poucas esp&eacute;cies, adaptadas &agrave;s altas salinidades,    da&iacute; o nome da forma&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o elas <i>Sesuvium portulacastrum,    Blutaparon portulacoides</i> e <i>Sporobolus virginicus</i>, representantes    das fam&iacute;lias Aizoaceae, Amaranthaceae e Poaceae, respectivamente.</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Prop&aacute;gulos de esp&eacute;cies t&iacute;picas    de manguezais, como <i>Rhizophora mangle</i> L. e <i>Laguncularia racemosa</i>    Gaertn., s&atilde;o comumente encontrados nesta zona, lan&ccedil;ados &agrave;    praia pela preamar, por&eacute;m, n&atilde;o atingem o est&aacute;gio adulto,    visto as condi&ccedil;&otilde;es ed&aacute;ficas desfavor&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Logo ap&oacute;s esta faixa lim&iacute;trofe    com o mar, surgem as primeiras dunas (zona de supramar&eacute;), sobre as quais    se desenvolve a forma&ccedil;&atilde;o conhecida como psam&oacute;fila reptante    (<a href="#fig5">Figura 5</a>), representada por esp&eacute;cies estolon&iacute;feras,    rizomatosas e de r&aacute;pido crescimento. As esp&eacute;cies s&atilde;o resistentes    ao ac&uacute;mulo de areia, constante exposi&ccedil;&atilde;o ao vento e altas    temperaturas. Apenas 15 esp&eacute;cies t&ecirc;m ocorr&ecirc;ncia registrada    para esta forma&ccedil;&atilde;o vegetal (<a href="#11">Ap&ecirc;ndice</a>).</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Formam, em geral, um emaranhado capaz de reter    a areia deslocada pelo vento, atuando, desta forma, na fixa&ccedil;&atilde;o    destes cord&otilde;es de pequenas dunas, com destaque, principalmente, para    <i>Ipomoea pes-caprae, Ipomoea imperati, Canavalia rosea, Vigna luteola, Paspalum    vaginatum, Fimbristylis spadicea, Sporobolus virginicus, Cyperus ligularis,    al&eacute;m de Sesuvium portulacastrum</i> e <i>Ambrosia microcephala</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> o brejo herb&aacute;ceo (<a href="#fig6">Figura    6</a>) corresponde &agrave; forma&ccedil;&atilde;o subseq&uuml;ente. Ap&oacute;s    um pequeno talude voltado para o interior - que representa a borda interna de    depress&otilde;es alongadas - as plantas prosperam nas partes baixas inundadas    pelo len&ccedil;ol fre&aacute;tico durante a metade do ano (esta&ccedil;&atilde;o    chuvosa) e/ou pelas &aacute;guas pluviais. Nos demais meses do ano, o len&ccedil;ol    n&atilde;o aflora, por&eacute;m, fica a menos de 0,6 cm da superf&iacute;cie    do solo, disponibilizando relativa umidade ao ambiente.</font></p>     <p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A vegeta&ccedil;&atilde;o apresenta uma evidente    sazonalidade anual de composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica. No per&iacute;odo    de menor precipita&ccedil;&atilde;o (julho a dezembro), poucas esp&eacute;cies    sobrevivem, geralmente <i>Fimbristylis cymosa, Eleocharis geniculata, Pycreus    polystachyos</i> e <i>Iresine vermicularis</i>. Em contrapartida, nos per&iacute;odos    de chuva (janeiro a junho), al&eacute;m destas esp&eacute;cies, surge uma flora    mais diversificada, com destaque para <i>Paspalum vaginatum, Ludwigia hissopifolia,    Aeschynomene evenia, Killinga r&iacute;gida, Ipomoea littoralis</i> e muitas    outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m das herb&aacute;ceas, ocorrem alguns    arbustos isolados, como <i>Dalbergia ecastophyllum, Chrysobalanus icaco</i>    e <i>Entada polyphylla</i>. Surgem, eventualmente, esp&eacute;cies lenhosas    do manguezal, como <i>Rhizophora mangle, Laguncularia racemosa</i> e <i>Conocarpus    erectus</i> L., cujos prop&aacute;gulos s&atilde;o oriundos de <a name="ap1"></a>canais    que interligam esta forma&ccedil;&atilde;o ao mar. S&atilde;o registrados para    esta forma&ccedil;&atilde;o de restinga um total de 150 esp&eacute;cies (<a href="#apen">Ap&ecirc;ndice</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dentre as Cyperaceae mais freq&uuml;entes, ocorrem    <i>Cyperus ligularis, Eleocharis geniculata, Fimbristylis cymosa, Fimbristylis    spadicea, Fimbristylis annua, Pycreus polystachyos, Kyllinga pumila, Kyllinga    rigida, Rhynchospora riparia, Scleria lithosperma</i> e <i>Scleria macrogyne</i>.    As Poaceae s&atilde;o representadas comumente por <i>Axonopus capillaris, Axonopus    purpusii, Paspalum vaginatum, Reimarochloa acuta</i> e <i>Sporobolus virginicus</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Mais para o interior, ocorrem os campos de dunas    (<a href="#fig7">Figura 7</a>), que s&atilde;o regi&otilde;es campestres, formadas    por dunas altas intermedi&aacute;rias e interiores, estas formadas por areia    muito fina quartzosa. Podem apresentar depress&otilde;es interdunares, que possibilitam    a forma&ccedil;&atilde;o de pequenos lagos durante a esta&ccedil;&atilde;o de    chuvas, ou que permane&ccedil;am &uacute;midas devido &agrave; proximidade do    len&ccedil;ol fre&aacute;tico com a superf&iacute;cie do solo. Caracterizam-se    pela presen&ccedil;a de indiv&iacute;duos herb&aacute;ceos, com <i>Rhynchospora    riparia</i> e <i>Axonopus purpusii</i> prevalecendo entre as demais e alternando-se    entre si, em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo seco ou chuvoso. O n&uacute;mero    de esp&eacute;cies com registro para esta forma&ccedil;&atilde;o &eacute; de    260 (<a href="#apen">Ap&ecirc;ndice</a>), sendo a maior riqueza espec&iacute;fica    entre as demais forma&ccedil;&otilde;es de restinga.</font></p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O per&iacute;odo chuvoso coincide com a flora&ccedil;&atilde;o    de <i>Utricularia amesthystina, Utricularia fimbriata</i> e <i>Utricularia subulata</i>,    cujas flora&ccedil;&otilde;es de um amarelo vistoso destacam-se na paisagem,    caracterizando um aspecto particular para a forma&ccedil;&atilde;o. Nos lagos,    proliferam esp&eacute;cies aqu&aacute;ticas como <i>Mayaca fluviatilis</i> e    <i>Nymphea</i> sp.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As dunas s&atilde;o de formatos e tamanhos variados,    podendo atingir mais de 20 m de altura. Geralmente, s&atilde;o vegetadas por    &aacute;rvores e arbustos, como <i>Anacardium occidentale, Chrysobalanus icaco,    Coccoloba latifolia, Dalbergia ecastophyllum, Entada polyphylla, Hymathanthus    articulatus</i> e outros. Em alguns trechos, esta vegeta&ccedil;&atilde;o lenhosa    assemelha-se &agrave; floresta de restinga, com &aacute;rvores de relativo porte    (5 m de altura e 30 cm de circunfer&ecirc;ncia), cujas copas est&atilde;o entrela&ccedil;adas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ocupando terrenos mais distantes da praia, ocorre    a forma&ccedil;&atilde;o aberta de moitas (<a href="#fig8">Figura 8</a>), caracterizada    pela presen&ccedil;a de moitas de tamanhos variados, intercaladas por &aacute;reas    abertas com vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea. Tratam-se, na realidade,    de forma&ccedil;&otilde;es dunares mais interiorizadas, menos caracter&iacute;sticas    do que as dunas frontais atl&acirc;nticas, mas freq&uuml;entemente desenvolvendo    perfis de solos podz&oacute;licos. Apenas em dois locais no litoral paraense    t&ecirc;m-se registros para tal forma&ccedil;&atilde;o vegetal: Praia do Crispim    e ilhas de Algodoal-Maiandeua. A flora registrada para esta forma&ccedil;&atilde;o    &eacute; de 110 esp&eacute;cies, metade arb&oacute;rea e metade ervas (Ap&ecirc;ndice).</font></p>     <p><a name="fig8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As moitas geralmente n&atilde;o ultrapassam    20 m<sup>2</sup> de &aacute;rea, podendo algumas apresentar tamanhos superiores    a este. Apresentam baixa diversidade de arbustos e &aacute;rvores, destacando-se    <i>Clusia grandiflora, Chrysobalanus icaco, Myrcia cuprea, Myrcia silvatica,    Protium heptaphyllum, Anacardium occidentale</i> e <i>Humiria balsamifera</i>.    Nas moitas maiores encontra-se maior riqueza, podendo estas apresentar at&eacute;    39 esp&eacute;cies (Amaral, 1997), com representantes comuns aos ambientes de    floresta de terra firme na Amaz&ocirc;nia, como <i>Copaifera martii</i> (copa&iacute;ba),    <i>Hymenolobium petraeum</i> (angelim), <i>Micropholis venulosa</i> (abiu),    <i>Glycoxylon pedicellatum</i> (abiu casca doce) e <i>Tapirira guianensis</i>    (tapiririca).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A floresta de restinga (<a href="#fig9">Figura    9</a>) est&aacute; localizada posteriormente ao campo de dunas, sob solos menos    arenosos (podzol-hidrom&oacute;rfico, em Algodoal) (Ruivo <i>et al</i>., 2002).    Faz limite com o mangue, no caso de Algodoal, ou com vegeta&ccedil;&atilde;o    secund&aacute;ria (capoeira), na restinga da praia de Marieta (Salin&oacute;polis),    sendo estes locais os &uacute;nicos com registro para esta forma&ccedil;&atilde;o    de restinga. Tem registro para a floresta de restinga um total de 140 esp&eacute;cies    (<a href="#apen">Ap&ecirc;ndice</a>).</font></p>     <p><a name="fig9"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f9.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Bastos (1996), no estudo das forma&ccedil;&otilde;es    vegetais   de Algodoal, denominou esta floresta como &quot;mata de   Myrtaceae&quot;, seguindo uma denomina&ccedil;&atilde;o anteriormente   empregada para alguns trechos do litoral sudeste brasileiro   (Ule, 1967; Pereira, 1990) em fun&ccedil;&atilde;o da expressividade   desta fam&iacute;lia (riqueza e abund&acirc;ncia). Todavia, preferiu-se   a designa&ccedil;&atilde;o de floresta de restinga, seguindo, assim, os   mais recentes trabalhos envolvendo, especificamente,   a vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea de restinga (Assis <i>et al</i>., 2004;   Sherer <i>et al</i>., 2005). Al&eacute;m disto, a denomina&ccedil;&atilde;o &quot;mata   de Myrtaceae&quot; valoriza unicamente esta fam&iacute;lia bot&acirc;nica,   em detrimento a outras mais de 40 que s&atilde;o igualmente   ocorrentes nesta forma&ccedil;&atilde;o vegetal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em outros locais, como nas restingas do Crispim    e   Urumaj&oacute;, ocorre uma vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea-arbustiva    que   pode ser confundida com as florestas de restinga, no   entanto, encontram-se sobre os solos arenosos das dunas,   relacionados ainda com a forma&ccedil;&atilde;o de campo de dunas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; formada por arbustos e &aacute;rvores    de troncos finos (&aacute;rea basal inferior a 16 m<sup>2</sup>/ha) de porte    baixo (em torno de 3-5 m de altura), com predom&iacute;nio (riqueza e abund&acirc;ncia)    de representantes da fam&iacute;lia Myrtaceae, basicamente <i>Eugenia</i> e    <i>Myrcia</i>, al&eacute;m de Fabaceae, Sapindaceae, Rubiaceae e Sapotaceae.    Os maiores destaques, em estrutura, s&atilde;o de <i>Saccoglotis guianensis</i>    e <i>Humiria balsamifera</i>, al&eacute;m de <i>Protium heptaphyllum</i> e <i>Anacardium    occidentale</i>, que podem atingir at&eacute; 10 m de altura e 20 cm de di&acirc;metro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Semelhante &agrave;s moitas descritas para a    forma&ccedil;&atilde;o vegetal anterior, estas florestas compartilham esp&eacute;cies    comuns &agrave;s florestas de terra firme da Amaz&ocirc;nia, como <i>Copaifera    martii</i> (copa&iacute;ba), <i>Hymenolobium petraeum</i> (angelim), <i>Micropholis    venulosa</i> (abiu), <i>Hymenaea parvifolia</i> (juta&iacute;), <i>Swartzia    lauriflora</i> (pita&iacute;ca), <i>Manilkara amazonica</i> (ma&ccedil;aranduba)    e <i>Licania octandra</i> (carip&eacute;).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas palmeiras fazem-se presentes, como <i>Astrocaryum    vulgare</i> e <i>Maximiliana maripa</i>, formando, em geral, grandes touceiras.    No sub-bosque, espa&ccedil;adamente, &eacute; comum a Bromeliaceae terrestre    <i>Ananas nanus</i>, juntamente com arbustos de <i>Turnera brasiliensis, Faramea    crassifolia, Psychotria barbiflora, Amasonia campestris, Duroia duckei</i> e    <i>Polygala spectabilis</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Das forma&ccedil;&otilde;es vegetais discutidas,    apenas duas ocorrem no litoral do Amap&aacute;, precisamente na restinga da    Reserva Biol&oacute;gica do Parazinho, sendo elas psam&oacute;fila reptante    e brejo herb&aacute;ceo, abrigando 22 esp&eacute;cies, sendo todas herb&aacute;ceas,    &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos arbustos <i>Hibiscus bifurcatus</i> e <i>Hibiscus    furcellatus</i> (Salustiano Vilar Costa-Neto, com. pess.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As restingas s&atilde;o caracterizadas pela    diversidade de   comunidades vegetais fisionomicamente distintas ao longo   do litoral brasileiro. O n&uacute;mero destas comunidades varia   conforme o trecho litor&acirc;neo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Rizzini (1979), no tratado de fitogeografia    do Brasil,   identifica e descreve cinco comunidades vegetais associadas   &agrave;s plan&iacute;cies litor&acirc;neas brasileiras. Na regi&atilde;o sudeste,    Araujo   &amp; Henriques (1984) e Araujo (2000) reconhecem 12   comunidades vegetais para o litoral fluminense. No litoral   do Rio Grande do Sul, Waechter (1990) identifica nove   tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea com caracter&iacute;sticas,    segundo o   autor, distintas quando comparadas com aquelas de outros   estados brasileiros. Para o litoral nordestino, Pinto <i>et al</i>.   (1984) reconhecem na costa norte da Bahia oito ambientes   distintos em aspectos flor&iacute;sticos e fision&ocirc;mico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Numa an&aacute;lise mais abrangente sobre as    restingas da costa brasileira, envolvendo observa&ccedil;&otilde;es fision&ocirc;micas,    flor&iacute;sticas e topogr&aacute;ficas, Araujo (1992) considera 12 comunidades    vegetais para as regi&otilde;es de plan&iacute;cies costeiras arenosas do pa&iacute;s,    tomando como exemplo os cord&otilde;es litor&acirc;neos e terrenos baixos de    Maric&aacute;, no Rio de Janeiro. Para as restingas amaz&ocirc;nicas aqui estudadas,    s&atilde;o identificadas seis comunidades vegetais (hal&oacute;fila, psam&oacute;fila    reptante, brejo herb&aacute;ceo, campo de dunas, forma&ccedil;&atilde;o aberta    de moitas e floresta de restinga), todas consideradas na an&aacute;lise de Araujo    (1992), com algumas varia&ccedil;&otilde;es de terminologia, como &eacute; o    caso da forma&ccedil;&atilde;o aberta de moitas, que no litoral sudeste &eacute;    denominado de <i>Thichet de Clusia</i> e <i>Thichet de Ericaceae</i> (tal fam&iacute;lia    n&atilde;o tem registro para as restingas do litoral amaz&ocirc;nico), de acordo    com a vegeta&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia. o campo de dunas mencionado    neste estudo compreende tanto a vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea que    ocorre na regi&atilde;o plana entre as dunas, como a vegeta&ccedil;&atilde;o    arbustiva sobre as dunas, diferentemente do considerado por Bastos <i>et al</i>.    (1995) para a restinga de Algodoal, optando por separar em comunidades distintas    (campo entre dunas e dunas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta varia&ccedil;&atilde;o de terminologias    &eacute; comentada por   Araujo (2000) como uma das dificuldades em estabelecer   uma classifica&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e/ou padronizada, onde se   enquadrariam todos os tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga   no Brasil, aliado &agrave; falta de conhecimento de extensos   trechos deste litoral, embora o autor considere, com   base em diferentes classifica&ccedil;&otilde;es regionais, que existem   semelhan&ccedil;as fision&ocirc;micas entre quase todos os tipos   vegetacionais, mesmo com pouca similaridade flor&iacute;sticas   ao longo do litoral brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Padr&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia das restingas    amaz&ocirc;nicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com dados de fitofisionomia, flor&iacute;stica    e geomorfologia, &eacute; poss&iacute;vel distinguir tr&ecirc;s fei&ccedil;&otilde;es    de ocorr&ecirc;ncia das restingas ao longo da costa paraense (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fei&ccedil;&atilde;o embrion&aacute;ria ou    de estabelecimento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Apresenta uma vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga    pouco expressiva,   com at&eacute; tr&ecirc;s forma&ccedil;&otilde;es vegetais distintas, sendo    elas   hal&oacute;filas (pode ou n&atilde;o estar presente), psam&oacute;fila   reptante e brejo herb&aacute;ceo. Considerando a flora destas   tr&ecirc;s forma&ccedil;&otilde;es, tem-se um n&uacute;mero total inferior a    160   esp&eacute;cies registradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ocupam, geralmente, locais sobre dep&oacute;sitos   litor&acirc;neos recentes, cobrindo pequenas extens&otilde;es   de &aacute;rea (at&eacute; 200 m de comprimento no sentido marcontinente),   como &eacute; o caso, no litoral paraense, da   Ilha Canelas, das praias de S&atilde;o Caetano de Odivelas e   das Ilhas de Jabotitiua-Jatium, em Viseu, al&eacute;m da Rebio   Parazinho, no Amap&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As modifica&ccedil;&otilde;es da linha da costa    (assoreamento   ou eros&atilde;o) t&ecirc;m influ&ecirc;ncia direta nestas restingas, que, na   realidade, s&atilde;o cord&otilde;es arenosos, cujo desenvolvimento   pode ser ef&ecirc;mero. Exemplos desse tipo s&atilde;o encontrados   na ilha de Mutucal (estu&aacute;rio dos rios Mojuim-Mocajuba, no   setor de S&atilde;o Caetano de Odivelas), onde a vegeta&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica   de restinga desenvolveu-se rapidamente em um cord&atilde;o   arenoso em contato com o manguezal adulto. As perspectivas   de perman&ecirc;ncia e de desenvolvimento de restingas desse tipo s&atilde;o    prec&aacute;rias, pois dependem diretamente da din&acirc;mica   costeira (ondas, correntes e macromar&eacute;s).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Fei&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria    ou de transi&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Congrega a maioria das &aacute;reas de restinga    deste litoral, com   at&eacute; cinco forma&ccedil;&otilde;es vegetais de ocorr&ecirc;ncia, dependendo   da restinga, sendo elas hal&oacute;filas (pode ou n&atilde;o estar   presente), psam&oacute;fila reptante, brejo herb&aacute;ceo, campo de   dunas e forma&ccedil;&atilde;o aberta de moitas (pode ou n&atilde;o estar   presente). Na restinga de Marieta, representante desta   fei&ccedil;&atilde;o, ocorre, ainda, a forma&ccedil;&atilde;o floresta de restinga.    A   riqueza espec&iacute;fica desta fei&ccedil;&atilde;o &eacute; mais expressiva,    com   pouco mais de 200 esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ocorre em &aacute;reas litor&acirc;neas extensas    (praias e   cord&otilde;es de dunas), com maior grau de perman&ecirc;ncia   espa&ccedil;o-temporal, ocupando trechos expressivos das   plan&iacute;cies litor&acirc;neas (o transecto mar-continente pode   atingir mais de 750 m de extens&atilde;o). Dentre os trechos mais   caracter&iacute;sticos deste padr&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia, s&atilde;o citados:   Crispim, Salinas, Marco-Marieta e Ajuruteua.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Fei&ccedil;&atilde;o de consolida&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este padr&atilde;o &eacute; representado exclusivamente    pelas ilhas   de Algodoal/Maiandeua. Ocorrem todas as forma&ccedil;&otilde;es   reconhecidas para o litoral do Par&aacute;, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das    hal&oacute;filas.   S&atilde;o elas: psam&oacute;fila reptante, brejo herb&aacute;ceo, campo de   dunas, forma&ccedil;&atilde;o aberta de moitas e a floresta de restinga.   A flora com registro para o local abrange 250 esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Correspondem aos dep&oacute;sitos litor&acirc;neos    com a maior perman&ecirc;ncia (mais est&aacute;veis na escala t&ecirc;mporo-espacial)    na regi&atilde;o fisiogr&aacute;fica do Salgado Paraense. No trecho mais afastado    da praia, os solos (podzois hidrom&oacute;rficos) apresentam um perfil mais    desenvolvido, com um horizonte <u>A</u> rico em mat&eacute;ria org&acirc;nica,    seguido por um <u>B</u> arenoso de lixivia&ccedil;&atilde;o, tendo na base uma    acumula&ccedil;&atilde;o rica em ferro, mais coerente, de tipo 'alios', o que    possibilita o estabelecimento de &aacute;rvores de m&eacute;dio porte formando    a floresta de restinga. A maior extens&atilde;o (a partir do mar) at&eacute;    esta floresta &eacute; de cerca de 750 m, fazendo limite com o manguezal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Similaridade flor&iacute;stica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O dendograma de similaridade flor&iacute;stica    (<a href="#fig10">Figura 10</a>) entre as restingas estudadas fundamenta o entendimento    de padr&otilde;es distintos de ocorr&ecirc;ncia deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o    na Amaz&ocirc;nia. Identificam-se dois agrupamentos, um primeiro, que separa    um maior grupo de restingas (Algodoal, Crispim, Salinas, Urumaj&oacute;, Curu&ccedil;&aacute;,    Salvaterra e S&atilde;o Caetano de Odivelas), e o outro agregando as restingas    de Canela, Rebio do Parazinho (a &uacute;nica restinga fora do Par&aacute;)    e Viseu. A &aacute;rea de Algodoal, embora esteja agrupada isoladamente ao Crispim,    ao n&iacute;vel de 66% de fus&atilde;o, ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o relativamente    &agrave; parte, com 220 esp&eacute;cies do total listado (55,28%), das quais    53 (14,52%) de ocorr&ecirc;ncia restrita a esta faixa litor&acirc;nea. Canela    e a Rebio do Parazinho, por outro lado, formam outra unidade bem definida ao    n&iacute;vel de 44%, representada pela baixa riqueza espec&iacute;fica, com    um total de apenas 39 esp&eacute;cies (7,95% do total), das quais somente 11    s&atilde;o comuns &agrave;s duas &aacute;reas.</font></p>     <p><a name="fig10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f10.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#tab3">Tabela 3</a> apresenta a matriz    de similaridade flor&iacute;stica entre as restingas analisadas. Apenas a similaridade    entre as restingas de Algodoal e Crispim (66,09%) foi maior que 50%. A menor    similaridade foi obtida entre as restingas de Salvaterra e da Rebio do Parazinho    (4,4%), com apenas duas esp&eacute;cies comuns, <i>Ipomoea pes-caprae</i> e    <i>Eleocharis interstincta</i>. A m&eacute;dia entre as 45 combina&ccedil;&otilde;es    poss&iacute;veis foi de 27%. Foram mais similares (&gt;40%) entre si tanto as    restingas que caracterizam a fei&ccedil;&atilde;o definida como embrion&aacute;ria    neste estudo (Canelas e Rebio do Parazinho &#8211; 44 %, Canela e Viseu &#8211;    43%), como aquelas que representam as outras duas fei&ccedil;&otilde;es (intermedi&aacute;ria/    transi&ccedil;&atilde;o e de consolida&ccedil;&atilde;o), que &eacute; o exemplo    de Crispim e Algodoal (66,09%), Salinas e Urumaj&oacute; (40,49%). Em contrapartida,    as menores similaridades (&lt;20%) foram obtidas entre combina&ccedil;&otilde;es    em que uma das restingas representava a fei&ccedil;&atilde;o embrion&aacute;ria    (Rebio do Parazinho e Algodoal &#8211; 8,89%, Canela e Salvaterra &#8211; 16,49    %).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es    de ocorr&ecirc;ncias das   restingas proposta neste estudo visa orientar an&aacute;lises   fitogeogr&aacute;ficas desta tipologia vegetal no litoral amaz&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tal iniciativa tem como refer&ecirc;ncia o estudo    de Araujo   &amp; Henriques (1984), que dividiu o litoral fluminense   em 10 faixas cont&iacute;nuas de ocorr&ecirc;ncia das restingas,   individualizando tr&ecirc;s agrupamentos distintos com base na   composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com o citado estudo, a similaridade   flor&iacute;stica entre restingas nem sempre est&aacute; condicionada   &agrave; dist&acirc;ncia entre &aacute;reas, fato igualmente observado no   litoral aqui analisado. S&atilde;o Caetano de Odivelas, no   extremo oeste do litoral paraense, embora com faixas   arenosas praticamente cont&iacute;guas &agrave; regi&atilde;o de Curu&ccedil;&aacute;,   apresenta uma similaridade de 23,14% entre suas   restingas. Em contrapartida, mostra-se mais similar   (25%) quando comparado a Canela, no outro extremo   deste litoral (mais de 500 km). A restinga da Rebio do   Parazinho, no Amap&aacute;, apresenta a maior similaridade   (44%) com a restinga de Canela, no extremo leste do   litoral do Par&aacute;, quase divisa com o estado do Maranh&atilde;o.   Logicamente, h&aacute; de se considerar problemas de   defici&ecirc;ncias de coletas nestas &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A baixa similaridade flor&iacute;stica entre    as restingas avaliadas neste estudo refor&ccedil;a a id&eacute;ia do quanto    &eacute; heterog&ecirc;nea a vegeta&ccedil;&atilde;o deste ambiente (Araujo,    2000), com apenas uma esp&eacute;cie (<i>Ipomoea pes-caprae</i>) comum a todas    as &aacute;reas investigadas, sendo a grande maioria (38,08%) de ocorr&ecirc;ncia    restrita de uma das &aacute;reas, com destaque &agrave; restinga de Algodoal/Maiandeua,    com registro de 53 esp&eacute;cies exclusivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os trechos mais extensos e representativos de   vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga na Amaz&ocirc;nia encontram-se   no litoral paraense, nas praias de Algodoal, Crispim,   Salinas e Ajuruteua, onde ocorrem todas as forma&ccedil;&otilde;es   vegetais associadas a esta tipologia vegetal, descritas   neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Embora no mesmo cen&aacute;rio (geogr&aacute;fico)    amaz&ocirc;nico, a ocorr&ecirc;ncia de vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga no    litoral amapaense &eacute; discreta (somente um trecho conhecido), sendo listadas    apenas 22 esp&eacute;cies para a regi&atilde;o, das quais <i>Cyperus corymbosus</i>    e <i>Hymenachne amplexicaulis</i> n&atilde;o foram registradas para o litoral    do Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Enquadrados na mesma subdivis&atilde;o litor&acirc;nea    do   Brasil, como &quot;litoral amaz&ocirc;nico ou equatorial&quot; (Suguio   &amp; Tessler, 1984), os estados do Par&aacute; e Amap&aacute; (litoral   guianense) apresentam costas distintas. Na costa do   Amap&aacute;, a sedimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; predominantemente lamosa,   enquanto na por&ccedil;&atilde;o oriental do litoral amaz&ocirc;nico,   freq&uuml;entemente, a linha de costa atinge pequenas fal&eacute;sias   de Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras (Suguio &amp; Tessler, 1984). De certo,   os dep&oacute;sitos arenosos que formam as restingas na costa   do Amap&aacute; s&atilde;o pouco expressivos, visto ser um litoral   predominantemente de sedimenta&ccedil;&atilde;o lamosa, t&iacute;pico da   foz do Amazonas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estes dep&oacute;sitos s&atilde;o decorrentes    de areias acrecion&aacute;rias e ocupam maiores extens&otilde;es nas proximidades    do rio Araguari, em especial na Rebio do Parazinho (Allison, 1993; Mendes, 1994;    Torres, 1997; Silveira, 1998). Correspondem &agrave;s fei&ccedil;&otilde;es    mais novas e est&atilde;o vegetadas por esp&eacute;cies principalmente rizomatozas    e estolon&iacute;feras, como <i>Sesuvium portulacastrum, Blutaparon portulacoides,    Canavalia rosea, Ipomoea pes-caprae, Paspalum vaginatum, Vigna luteola</i> e    <i>Sacciolepis vilvoides</i>, al&eacute;m de esp&eacute;cies t&iacute;picas    de campos inundados, como <i>Hydrolea spinosa</i> e <i>Hymenachne amplexicaulis</i>    (Salustiano Vilar Costa-Neto, com. pess.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Mais ao norte da plan&iacute;cie costeira do    Amap&aacute;, existe men&ccedil;&atilde;o para a ocorr&ecirc;ncia de plan&iacute;cies    de <i>cheniers</i>, no Parque Nacional do Cabo Orange (Silveira, 1998). Refer&ecirc;ncias    &agrave; presen&ccedil;a de cheniers na costa brasileira da Amaz&ocirc;nia v&ecirc;m    se ampliando na literatura, tendo sido estudado pela primeira vez por Price    (1955), na costa da Luisiana. Os <i>cheniers</i>, como lembram Reineck &amp;    Singh (1986), s&atilde;o compar&aacute;veis aos cord&otilde;es quanto &agrave;s    dimens&otilde;es, mas, ao contr&aacute;rio dos cord&otilde;es, os <i>cheniers</i>    encontram-se em &aacute;reas pantanosas. Eles devem sua origem a um suprimento    sedimentar vari&aacute;vel:</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"> Quando os rios vizinhos que transportam    sedimentos finos diminuem seu aporte, as ondas retrabalham sedimentos preexistentes    e forma-se uma praia. Mas quando novamente aumenta a carga de sedimentos finos,    uma zona lamosa, pantanosa, forma-se em frente da antiga praia, isolando-a do    mar: um <i>chenier</i> foi constitu&iacute;do (Reineck &amp; Singh, 1986).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Conserva&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Existem, atualmente, no litoral amaz&ocirc;nico,    considerando os estados do Par&aacute; e Amap&aacute;, 19 Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o    (UCs), das quais 13 s&atilde;o federais e seis estaduais. Dentre as federais,    predominam as Reservas Extrativistas &#8211; Resex (9), enquanto nas estaduais    todas correspondem &agrave;s &Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental    (APAs), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do Parque Ambiental de Bel&eacute;m (<a href="#fig11">Figura    11</a>).</font></p>     <p><a name="fig11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a03f11.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este mapeamento das UCs litor&acirc;neas da   Amaz&ocirc;nia evidencia que as restingas correspondem   a um tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; protegido em   nenhuma unidade de prote&ccedil;&atilde;o integral na regi&atilde;o. O   Parque Nacional do Cabo Orange, no Amap&aacute;, poderia   ser a &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o &agrave; regra, visto que existem relatos   da ocorr&ecirc;ncia de uma pequena faixa de restinga na &aacute;rea,   contudo, faltam evid&ecirc;ncias geomorfol&oacute;gicas e da flora   que atestem se tratar realmente de restinga. Todavia,   as &aacute;reas mais expressivas desta vegeta&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia   est&atilde;o no litoral nordeste paraense, inclu&iacute;das apenas nas   unidades de uso sustent&aacute;vel, como APAs e Resex, pouco   eficazes (ampla flexibilidade de usos) &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o dos   ecossistemas nelas ocorrentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas &aacute;reas litor&acirc;neas, como    Salinas, Algodoal   e Ajuruteua, encontram-se bastante alteradas, devido a fatores como o turismo    desordenado, loteamento   de &aacute;reas de dunas para fins de constru&ccedil;&atilde;o civil,   soterramento dos lagos, lixo, retirada de areia e   vegeta&ccedil;&atilde;o, entre outros. O trecho mais representativo   das restingas amaz&ocirc;nicas est&aacute; na APA mais antiga do   estado (Lei Estadual n<sup>o</sup> 5.261/90) - Algodoal/Maiandeua,   e somente agora, ap&oacute;s 27 anos de cria&ccedil;&atilde;o, iniciam-se   os tr&acirc;mites legais para a elabora&ccedil;&atilde;o do plano de manejo   ambiental das ilhas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A diversidade de habitats nos ambientes   litor&acirc;neos os torna bastantes complexos e, ao mesmo   tempo, vulner&aacute;veis &agrave;s perturba&ccedil;&otilde;es e desequil&iacute;brios   ambientais. Este mosaico de habitats favorece o   desenvolvimento de uma flora de diversidade beta,   com grande concentra&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies exclusivas para   cada ambiente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 1 &#8211; As restingas do litoral amaz&ocirc;nico    (Par&aacute; e Amap&aacute;)   apresentam distin&ccedil;&otilde;es fision&ocirc;micas, geomorfol&oacute;gicas   e flor&iacute;sticas, conforme o trecho litor&acirc;neo de   ocorr&ecirc;ncia. Podem ser agrupadas, em fun&ccedil;&atilde;o destes   par&acirc;metros, em tr&ecirc;s fei&ccedil;&otilde;es: embrion&aacute;ria ou    de   estabelecimento; intermedi&aacute;ria ou de transi&ccedil;&atilde;o; e   de consolida&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 2 &#8211; A composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica    destas restingas &eacute;, de certa   forma, bem conhecida para a regi&atilde;o, supondo-se   que poucas s&atilde;o as esp&eacute;cies ainda n&atilde;o registradas.   O <i>checklist</i> compreende um universo de 365   esp&eacute;cies, a grande maioria ervas. Esta flora habita   seis diferentes forma&ccedil;&otilde;es vegetais: hal&oacute;fila,   psam&oacute;fila reptante, brejo herb&aacute;ceo, campo de   dunas e floresta de restinga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 3 &#8211; Medidas de prote&ccedil;&atilde;o    ambiental mais efetivas, como   cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o   integral, devem ser urgentemente implementadas no   litoral amaz&ocirc;nico, em especial no Par&aacute;, onde est&atilde;o   concentrados os trechos mais representativos de   vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga, com risco de desaparecimento   de esp&eacute;cies desta flora no extremo setentrional do   litoral brasileiro, caso mantido o n&iacute;vel de agress&atilde;o   atualmente em curso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos t&eacute;cnicos bot&acirc;nicos Luis Carlos    Batista Lobato e Carlos   Silva Ros&aacute;rio, pelas identifica&ccedil;&otilde;es bot&acirc;nicas; aos    colegas   pesquisadores Leandro Ferreira, pela elabora&ccedil;&atilde;o do   mapa das Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o, e William Overal,   pelo abstract; e, ainda, a Altenir Sarmento, pelo mapa de   localiza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> ALLISON, M. A., 1993. <b>Mechanisms of costal    progradadation and muddy strata formation adjacent to the Amazon river:</b>    322 p. Tese (Doutorado em Bot&acirc;nica) &#8211; State University or New York,    Marine Science Research Center, Marine Sceince Research Center, SUNY, New York.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALMEIDA, S. S., 2006. <b>Viabilidade ambiental    de empreendimento tur&iacute;stico e imobili&aacute;rio em &aacute;rea litor&acirc;nea    do Estado do Par&aacute;: diagn&oacute;stico preliminar </b>(conv&ecirc;nio    Peabiru/Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi/SZMPEG).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> ALVAREZ, A. &amp; R. V. POTIGUARA, 2002. Padr&atilde;o    de vena&ccedil;&atilde;o foliar de esp&eacute;cies do g&ecirc;nero Myrcia DC.    (Aulomyrcia) Berg. (Myrtaceae) da restinga de Algodoal/Maiandeua-Par&aacute;.    <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, s&eacute;rie Bot&acirc;nica</b>    18(2): 205-218.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> ALVAREZ, A., R. V. POTIGUARA &amp; J. U. M.    SANTOS, 2001. Arquitetura dos fol&iacute;olos de <i>Swartzia brachyrachis</i>    Harms var. <i>snethlageae</i> (Ducke) Ducke e <i>Swartzia laurifolia</i> Bentham    (Leguminosae-Papilionoideae), ocorrentes na restinga de Algodoal/Maiandeua-Par&aacute;.    <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, s&eacute;rie Bot&acirc;nica</b>    7(1): 93-106.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> AMARAL, D. D., 1997. <b>Contribui&ccedil;&atilde;o    ao estudo das forma&ccedil;&otilde;es abertas de moitas do litoral paraense.    Restinga do Crispim, munic&iacute;pio de Marapanim, Par&aacute;</b>: 171p. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    <br>   Editor do Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais    <br>   Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    <br>   S&atilde;o Braz &#8211; CEP 66040-170    <br>   Caixa Postal 399    <br>   Telefone/fax: 55-91- 3249 -1141    <br>   E-mail:<a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido: 17/04/2007    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana">Aprovado: 10/04/2008</font></p>      ]]></body><back>
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