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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmica da cobertura vegetal e uso da terra no município de São Francisco do Pará (Pará, Brasil) com o uso da técnica de sensoriamento remoto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dynamic of vegetal cover and land use in the city of San Francisco of Pará (Pará, Brazil) using the remote sensing technique]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper deals with integration of the remote sensing technique to vegetal cover and land use information about the city of San Francisco do Pará (Bragantina region, Pará, Brazil) which has a long history (more than a century) of land usage. Landsat TM5 (1995) and TM7 (1999) images were used, which were corrected and classified. The averages of gray level values were selected and used as parameters for grouping forests of three, six and ten years old (initial successional forest), 20 years old (intermediate successional forest) and 40 and 70 years old (advanced successional forest). After that, an interpretation key based on image visual characteristics (shape, texture, tonality) was created to distinguish among dense umbrophylous forest (terra firme and igapó), successional forests (initial, intermediate and advanced), pasture, crop, and exposed soil. The study revealed a decrease of 8.04% in forest areas. The land use study showed an increase of 5.80% for pasture, and a decrease of 2.81% for agricultural areas, characterizing a region that tends to show increased cattle breeding.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sensoriamento remoto]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cobertura vegetal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Din&acirc;mica da cobertura    vegetal e uso da terra no munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco do Par&aacute;    (Par&aacute;, Brasil) com o uso da t&eacute;cnica de sensoriamento remoto</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Dynamic of vegetal cover and land use in the    city of San Francisco of Par&aacute; (Par&aacute;, Brazil) using the remote    sensing technique</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Arlete Silva de Almeida<sup>I</sup>; Ima C&eacute;lia    Guimar&atilde;es Vieira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o    de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:arlete@museu-goeldi.br">arlete@museu-goeldi.br</a>)    <br>   <sup>II</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica.    Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil (<a href="mailto:ima@museu-goeldi.br">ima@museu-goeldi.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho enfatiza a integra&ccedil;&atilde;o    da t&eacute;cnica de sensoriamento remoto &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    de cobertura vegetal e uso da terra no munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco    do Par&aacute; (Regi&atilde;o Bragantina, Par&aacute;, Brasil), cuja &aacute;rea    possui uma hist&oacute;ria de uso da terra com mais de um s&eacute;culo. Foram    utilizadas imagens Landsat TM5 (1995) e TM7 (1999), as quais foram submetidas    a corre&ccedil;&otilde;es e classifica&ccedil;&otilde;es. Selecionou-se valores    das m&eacute;dias dos n&iacute;veis de cinza que serviram como par&acirc;metros    para agrupar florestas de idades tr&ecirc;s, seis e dez anos (floresta sucessional    inicial), 20 anos (floresta sucessional intermedi&aacute;ria) e 40 e 70 anos    (floresta sucessional avan&ccedil;ada). Em seguida, gerou-se uma chave de interpreta&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s das caracter&iacute;sticas visuais da imagem (forma, textura    e tonalidade) para as florestas ombr&oacute;filas densas (terra firme e igap&oacute;),    florestas sucessionais (inicial, intermedi&aacute;ria e avan&ccedil;ada), pastagem,    cultura e solo exposto. O estudo da din&acirc;mica apresentou diminui&ccedil;&atilde;o    de 8.04% de &aacute;rea florestal e com rela&ccedil;&atilde;o ao uso da terra,    houve um aumento de 5.80% para pastagem e uma diminui&ccedil;&atilde;o de 2.81%    para as &aacute;reas agricult&aacute;veis, caracterizando uma regi&atilde;o    com tend&ecirc;ncia &agrave; pecuariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Sensoriamento remoto.    Cobertura vegetal. Uso da terra. Florestas remanescentes e sucessionais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This paper deals with integration of the remote    sensing technique to vegetal cover and land use information about the city of    San Francisco do Par&aacute; (Bragantina region, Par&aacute;, Brazil) which    has a long history (more than a century) of land usage. Landsat TM5 (1995) and    TM7 (1999) images were used, which were corrected and classified. The averages    of gray level values were selected and used as parameters for grouping forests    of three, six and ten years old (initial successional forest), 20 years old    (intermediate successional forest) and 40 and 70 years old (advanced successional    forest). After that, an interpretation key based on image visual characteristics    (shape, texture, tonality) was created to distinguish among dense umbrophylous    forest (terra firme and igap&oacute;), successional forests (initial, intermediate    and advanced), pasture, crop, and exposed soil. The study revealed a decrease    of 8.04% in forest areas. The land use study showed an increase of 5.80% for    pasture, and a decrease of 2.81% for agricultural areas, characterizing a region    that tends to show increased cattle breeding. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Remote Sensing. Vegetal cover.    Land Use. Remanent and successional forests.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A Amaz&ocirc;nia brasileira tem sido alvo de    atividades antr&oacute;picas que est&atilde;o transformando regi&otilde;es de    florestas em &aacute;reas destinadas &agrave; agropecu&aacute;ria, contribuindo    para a altera&ccedil;&atilde;o do ambiente (Oliveira, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A microrregi&atilde;o Bragantina, localizada    no leste do estado do Par&aacute;, possui uma hist&oacute;ria de uso da terra    com mais de um s&eacute;culo. A paisagem natural se encontra bastante modificada    pela intensa atividade antr&oacute;pica e enfrenta atualmente grandes problemas    causados pela ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada. Estas modifica&ccedil;&otilde;es    v&ecirc;m sendo motivo de discuss&otilde;es em v&aacute;rios segmentos da sociedade    e envolvem, em linhas gerais, a velocidade da ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o,    o aproveitamento dos recursos naturais dispon&iacute;veis e a degrada&ccedil;&atilde;o    desse espa&ccedil;o pela m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o desses recursos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O levantamento da cobertura vegetal e do uso    da terra &eacute; indispens&aacute;vel para o planejamento racional que ir&aacute;    superar problemas de desenvolvimento descontrolado e de deteriora&ccedil;&atilde;o    da qualidade ambiental, por&eacute;m, as t&eacute;cnicas convencionais caracterizam-se    pelo alto custo e pela dificuldade de obter dados em um curto per&iacute;odo    (Pereira <i>et al</i>., 1989).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de sensores orbitais tem demonstrado grande    utilidade na detec&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os recursos    naturais, principalmente quando relacionado &agrave; cobertura vegetal e ao    uso da terra. A obten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, a partir    de sensores remotos integrados aos dados fornecidos pelo trabalho de campo,    permite a adequa&ccedil;&atilde;o dos programas de planejamento e monitoramento    dos ecossistemas e do uso da terra. Este tipo de produto fornece informa&ccedil;&otilde;es    atualizadas a um custo relativamente baixo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, o trabalho tem como objetivo principal    avaliar quantitativamente e qualitativamente a din&acirc;mica da cobertura vegetal    e o uso da terra no munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco do Par&aacute;,    Par&aacute;, Brasil, no per&iacute;odo de 1995 a 1999, integrando a t&eacute;cnica    de sensoriamento remoto a informa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas da paisagem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&Aacute;rea de estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi desenvolvido no munic&iacute;pio    de S&atilde;o Francisco do Par&aacute;, pertencente &agrave; microrregi&atilde;o    Bragantina e mesorregi&atilde;o Nordeste Paraense, possui uma &aacute;rea de    47.699,72 ha. A sede do munic&iacute;pio est&aacute; localizada na coordenada    geogr&aacute;fica de 01<sup>o</sup> 10' 12"S e 47<sup>o</sup> 48' 00"W.    Limita-se ao norte com Terra Alta e Marapanim, a leste com Igarap&eacute;-A&ccedil;u    e ao sul e oeste com Castanhal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sele&ccedil;&atilde;o de imagem e equipamento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Baseado na rela&ccedil;&atilde;o do posicionamento    geogr&aacute;fico da &aacute;rea, selecionou-se a imagem do sat&eacute;lite    Landsat/TM-5 e TM-7, &oacute;rbita/ponto 223/61, passagens 06/VII/1995 e 06/VIII/1999,    bandas 3, 4 e 5 e utilizou-se o programa SPRING, vers&atilde;o 3.1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A imagem de sat&eacute;lite de 1995 teve o mesmo    procedimento metodol&oacute;gico utilizado pela imagem de 1999. Os resultados    obtidos com a imagem 1995 fomentaram a an&aacute;lise da din&acirc;mica da paisagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>S&iacute;tios de amostragem e obten&ccedil;&atilde;o    de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com padr&otilde;es observados no campo,    foram selecionadas para o estudo cinco classes florestais, duas florestas ombr&oacute;filas    densas (terra firme e igap&oacute;) e tr&ecirc;s florestas sucessionais a partir    do agrupamento das idades de 3, 6, 10, 20, 40 e 70 anos. O hist&oacute;rico    das &aacute;reas foi obtido atrav&eacute;s de entrevista com 40 propriet&aacute;rios    rurais. Todas as florestas sucessionais (secund&aacute;rias) escolhidas pertencem    a pequenos produtores rurais que utilizaram as &aacute;reas exclusivamente com    m&eacute;todo de ro&ccedil;a e queima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>T&eacute;cnicas de processamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se a corre&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica    com o registro da imagem, onde se utilizou 20 pontos de controle obtidos com    o aux&iacute;lio do GPS, dos quais 12 pontos foram aceitos, com erros de 0,34,    resultado este obtido calculando o polin&ocirc;mio de 1<sup>o</sup> grau para o ajuste    da imagem. Para Zerbini (1992), o resultado &eacute; considerado satisfat&oacute;rio,    uma vez que foi encontrado erro menor do que um 'pixel'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As imagens foram submetidas ao processo de classifica&ccedil;&atilde;o    Maxver, considerando-se o limiar de aceita&ccedil;&atilde;o de 99,90%, para    garantir a qualidade dos resultados da classifica&ccedil;&atilde;o; foi utilizado    o &Iacute;ndice de Kappa, para medir a acur&aacute;cia dos dados espaciais.    O &Iacute;ndice de Kappa (IK) varia entre 0 e 100%, e os dados ser&atilde;o    mais acurados quanto mais o &iacute;ndice se aproximar de 100%. Segundo Congalton    &amp; Mead (1983), para que os dados sejam aceit&aacute;veis, a classifica&ccedil;&atilde;o    precisa de resultados superiores a 65% (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t1.gif"></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o da imagem    de 1999, aplicou-se o teste qui-quadrado e a equa&ccedil;&atilde;o polinomial    (Hoffmann, 1991) nos valores representados pelos n&iacute;veis de cinza da mesma,    onde ficaram definidas as classes de cobertura vegetal. As idades de 3, 6 e    10 anos foram agrupadas como floresta sucessional inicial, 20 anos como floresta    sucessional intermedi&aacute;ria e 40 e 70 anos como floresta sucessional avan&ccedil;ada.    Definidas as classes sucessionais, gerou-se uma chave de interpreta&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s das caracter&iacute;sticas visuais da imagem de 1999 (tonalidade,    textura e forma), para as florestas ombr&oacute;filas densas (terra firme e    igap&oacute;), florestas sucessionais (inicial, intermedi&aacute;ria e avan&ccedil;ada),    pastagem, solo exposto e cultura agr&iacute;cola. Esses n&iacute;veis de padroniza&ccedil;&otilde;es    foram alterados e basearam-se principalmente na organiza&ccedil;&atilde;o e    estrutura usadas nos trabalhos de Venturieri (1996) e Almeida (2000).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Defini&ccedil;&atilde;o das classes de cobertura    vegetal e uso da terra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os valores representados em n&iacute;veis de    cinza proporcionaram c&aacute;lculos e gr&aacute;ficos para a defini&ccedil;&atilde;o    das classes sucessionais. Esse tipo de procedimento se torna necess&aacute;rio    quando os valores amostrais s&atilde;o por idade. O agrupamento das idades em    floresta inicial, intermedi&aacute;ria e avan&ccedil;ada torna o conjunto de    classes sucessionais ideal para a classifica&ccedil;&atilde;o da imagem (<a href="#t2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t2.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observando a <a href="#f1">Figura 1</a>, percebem-se    quatro grupos de florestas: classe inicial formada pelas idades de 3, 6 e 10    anos, classe intermedi&aacute;ria formada pela idade de 20 anos, classe avan&ccedil;ada    formada pelas idades de 40 e 70 anos e a classe das florestas ombr&oacute;filas    densas terra firme (FTF) e igap&oacute; (FI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05f1.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aplicou-se o teste qui-quadrado para todas as    idades estudadas, em que se observaram diferen&ccedil;as significativas, por    apresentar valores tabelados menores que os valores calculados, segundo as m&eacute;dias    de n&iacute;veis de cinza das bandas 3, 4 e 5 (<a href="#t3">Tabela 3</a>).    Obteve-se 95,92% de semelhan&ccedil;a entre as florestas sucessionais com idades    3, 6 e 10 anos, dessa forma, ficou definida que a floresta sucessional inicial    contemplaria as idades de 3 a 10 anos. Resultados como estes foram encontrados    para as florestas de 40 e 70 anos. Evidenciou-se semelhan&ccedil;as entre as    mesmas, tamb&eacute;m com 99,11% de certeza dessa afinidade. Definiu-se, dessa    maneira, a classe de floresta sucessional avan&ccedil;ada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t3.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#f1">Figura 1</a>, a floresta de    20 anos encontra-se na faixa intermedi&aacute;ria. Resultados como estes foram    encontrados em S&atilde;o Francisco do Par&aacute;, quando analisados os dados    flor&iacute;sticos e estruturais, onde a floresta de 20 anos apresenta caracter&iacute;sticas    tanto da floresta sucessional inicial quanto da floresta sucessional avan&ccedil;ada    (Almeida &amp; Vieira, 2001). Objetivando verificar o limite dessa classe, foi    calculada a tend&ecirc;ncia polinomial para as bandas 3, com R<sup>2</sup>=    96,20%; banda 4, com R<sup>2</sup>= 98% e banda 5, com R<sup>2</sup>= 96,30%.    De acordo com essa tend&ecirc;ncia, estimou-se os valores de n&iacute;veis de    cinza para as florestas sucessionais de 15, 25, 30 e 35 anos (<a href="#t4">Tabela    4</a>). A partir desses resultados, verificou-se poss&iacute;vel semelhan&ccedil;a    entre as idades (<a href="#t5">Tabela 5</a>). Com essa resolu&ccedil;&atilde;o,    definiu-se a classe da floresta sucessional intermedi&aacute;ria, compreendida    entre 15 e 35 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t4.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t5.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s defini&ccedil;&atilde;o das classes,    foi poss&iacute;vel compor uma chave de interpreta&ccedil;&atilde;o, a qual    embasou a classifica&ccedil;&atilde;o, que teve um desempenho geral de 89,05%,    e confus&atilde;o m&eacute;dia de 10,55%. Resultados aproximados foram encontrados    por Watrin (1994), no munic&iacute;pio de Igarap&eacute;-A&ccedil;u, e Venturieri    (1996), no munic&iacute;pio de Tucuru&iacute; (<a href="#t6">Tabela 6</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="t6"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t6.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gerou-se a matriz de erro que possibilitou o    c&aacute;lculo do &Iacute;ndice de Kappa, o qual teve um desempenho excelente    de 89,46% (<a href="#t7">Tabela 7</a>), segundo a avalia&ccedil;&atilde;o sugerida    por Landis &amp; Koch (1977), os quais consideram os valores entre 81 e 100%    na qualidade de 'excelente' quando comparada a classifica&ccedil;&atilde;o com    a verdade terrestre.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t7"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t7.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a matriz de erro, as florestas    ombr&oacute;filas densas e a floresta sucessional avan&ccedil;ada apontaram    ligeira confus&atilde;o, devido &agrave; cobertura das &aacute;rvores apresentar    sombreamento das folhas. Esse tipo de resultado foi exibido entre a floresta    sucessional inicial e o pasto sujo, por causa da grande quantidade de plantas    invasoras existentes na pastagem. Desse modo, apesar da complexidade da legenda,    foram discriminadas todas as classes definidas na chave de interpreta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das classes de    cobertura vegetal e uso da terra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da    imagem de 1999, obteve-se 51,97% para a cobertura vegetal e 48,03% para o uso    da terra (<a href="#f2">Figura 2</a>). Esta resolu&ccedil;&atilde;o mostrou    que um pouco mais da metade do munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco do Par&aacute;    encontrava-se coberta por florestas, as quais se distribu&iacute;am entre as    florestas sucessionais iniciais e intermedi&aacute;rias, que representam 35,38%,    e florestas sucessionais avan&ccedil;adas, que, juntamente com a floresta ombr&oacute;fila    densa de terra firme e de igap&oacute;, perfazem um total de 16,79%. Com rela&ccedil;&atilde;o    ao uso da terra, a cultura agr&iacute;cola predominou com 17,94%, enquanto que    solo exposto e pastagens somam 29,16% (<a href="#t8">Tabela 8</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f2" id="f2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05f2.gif" border="0"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#08"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t8.gif" border="0"></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Floresta sucessional inicial (3 a 10 anos)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa categoria ocupa uma &aacute;rea de 8.713,39    ha, apresenta uma ligeira confus&atilde;o com o pasto sujo, principalmente com    a floresta de 3 anos, que possui uma grande quantidade de plantas invasoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria    jovem geralmente   integra o sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, sendo derrubada   e queimada num per&iacute;odo de tr&ecirc;s a dez anos (Kanashiro   &amp; Denich, 1998). Essa din&acirc;mica a mant&eacute;m nos est&aacute;dios   iniciais de sucess&atilde;o, caracterizada pela alta densidade   de ervas, trepadeiras e arbustos que chegam a atingir a   maturidade reprodutiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Floresta sucessional intermedi&aacute;ria    (15 a 35 anos)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta classe compreende uma &aacute;rea de 8.168,20    ha. Segundo Finegan (1998), at&eacute; por volta de 15 anos, a vegeta&ccedil;&atilde;o    secund&aacute;ria cresce rapidamente, acumulando bioelementos &uacute;teis na    recomposi&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis nutricionais do solo. No entanto,    quando o desenvolvimento das esp&eacute;cies arb&oacute;reas se intensifica,    dificulta os trabalhos de convers&atilde;o da terra em ro&ccedil;ado. Essa vegeta&ccedil;&atilde;o    secund&aacute;ria, que j&aacute; &eacute; uma floresta, tende a se desvincular    do sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, avan&ccedil;ando na sucess&atilde;o,    tornando-se mais est&aacute;vel na paisagem rural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Hubbell &amp; Foster (1983), a degrada&ccedil;&atilde;o    promovida pelo intenso uso agr&iacute;cola retarda o n&uacute;mero de fases    de desenvolvimento da vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria. O isolamento    e a dist&acirc;ncia de uma floresta mais velha fornecedora de prop&aacute;gulos    e dispersores tamb&eacute;m prejudicam a recomposi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    na floresta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Floresta sucessional avan&ccedil;ada (40 a    70 anos)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A floresta sucessional avan&ccedil;ada compreende    uma &aacute;rea de 2.262,84 ha. Espectralmente, essa floresta pode ser confundida    com a floresta ombr&oacute;fila densa de terra firme, principalmente quando    espacialmente elas est&atilde;o pr&oacute;ximas uma das outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Obteve-se em estudos realizados por Watrin (1994),    no munic&iacute;pio de Igarap&eacute;-A&ccedil;u, 17,8% de floresta sucessional    avan&ccedil;ada. Comparando esse resultado com os encontrados neste trabalho    (4,72%), pode-se inferir que o uso desta floresta est&aacute; ocorrendo com    maior intensidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Floresta ombr&oacute;fila densa de terra firme    (Floresta prim&aacute;ria)</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esse tipo de remanescente natural encontra-se    em pouca quantidade no munic&iacute;pio em estudo devido &agrave; grande utiliza&ccedil;&atilde;o    da terra para o uso de culturas agr&iacute;colas e pastagem. A quase totalidade    dessa floresta est&aacute; localizada ao norte, dentro da granja Marathon, onde,    em 1940, foi implantado um grande projeto de cultivo de seringueira pela empresa    Good-Year, que deixou parte da granja como reserva florestal. Atualmente, essa    &aacute;rea compreende 683,45 ha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresenta-se com estrutura uniforme, composta    de &aacute;rvores de grande di&acirc;metro (maiores que 80 cm di&acirc;metro    altura do peito-DAP), grande altura (acima de 40 m), dossel emergente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vieira (1996) encontrou, no munic&iacute;pio    de Peixe-Boi, 15% da &aacute;rea coberta por remanescentes florestais de terra    firme e igap&oacute;. Esses fragmentos s&atilde;o ref&uacute;gios de mais de    200 esp&eacute;cies arb&oacute;reas e t&ecirc;m papel fundamental para a regenera&ccedil;&atilde;o    de capoeiras e sobreviv&ecirc;ncia de popula&ccedil;&otilde;es de diferentes    grupos de animais (Adams, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Floresta ombr&oacute;fila densa de igap&oacute;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Encontra-se restrita &agrave;s margens dos rios,    compreende uma &aacute;rea de 5.058,26 ha, concentrando-se, a maior parte, ao    longo das margens dos rios Marapanim e Jambu-A&ccedil;u. Observou-se que os    afluentes desses rios, localizados no munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco    do Par&aacute;, encontram-se sem prote&ccedil;&atilde;o, podendo levar ao desaparecimento    de alguns igarap&eacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De uma forma geral, essas &aacute;reas s&atilde;o    impr&oacute;prias para a agricultura e acompanham os cursos naturais de rios    e igarap&eacute;s. Ducke &amp; Black (1953) classificam estes ambientes florestais    do estado do Par&aacute; de 'Igap&oacute; paraense', que diferem    de outros igap&oacute;s da Amaz&ocirc;nia Ocidental, cuja inunda&ccedil;&atilde;o    permanente chega a atingir 12 m acima do n&iacute;vel normal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Culturas agr&iacute;colas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Rosa (1990), fazem parte desta classe    as &aacute;reas ocupadas com culturas de ciclo curto (mandioca, milho, arroz    etc.), de ciclo longo (coco, laranja, seringueira etc.) e tamb&eacute;m os terrenos    em pousio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o foi poss&iacute;vel separar culturas    de ciclo longo das de ciclo curto, por sofrerem restri&ccedil;&otilde;es oriundas    de pequenas &aacute;reas cultivadas isoladamente e tamb&eacute;m da pr&aacute;tica    de cons&oacute;rcio (integrar tipos de culturas), que os agricultores habitualmente    desenvolvem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta classe apresenta uma &aacute;rea de 8.557,27    ha, representa uma das maiores &aacute;reas em uso no munic&iacute;pio. Embora    n&atilde;o tenha sido poss&iacute;vel separar as culturas anuais das culturas    perenes por meio do trabalho de campo, constatou-se que a maior parte &eacute;    ocupada por culturas perenes. Est&atilde;o inclu&iacute;das nesta classe, principalmente,    as culturas de mandioca para a produ&ccedil;&atilde;o da farinha e, em seguida,    seringueira, maracuj&aacute;, mam&atilde;o, milho, pupunha, pimenta, coco, dend&ecirc;,    hortali&ccedil;as e outras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Pastagem</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa classe comp&otilde;e uma &aacute;rea de    10.670,92 ha. Para Finegan (1998), nem sempre a regenera&ccedil;&atilde;o de    vegeta&ccedil;&atilde;o evolui para uma floresta. Em alguns casos, a vegeta&ccedil;&atilde;o    pode se estabilizar na forma herb&aacute;ceo-arbustiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora na <a href="#t8">Tabela 8</a><a name="08"></a>    esteja especificado somente o resultado geral para pastagem, foi poss&iacute;vel    classificar o pasto limpo e o pasto sujo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisado separadamente, o pasto limpo apresentou    8.123,48 ha da &aacute;rea de pastagem, esses tipos de classe geralmente s&atilde;o    rec&eacute;m-plantadas ou com um baixo grau de invasoras (<a href="#t9">Tabela    9</a>). Para Venturieri (1996), essa categoria mostra-se com grande extens&atilde;o    de terra, em formato sim&eacute;trico de elevada influ&ecirc;ncia do solo na    resposta espectral que o sensor capta. Sano <i>et al.</i> (1989) indicaram incid&ecirc;ncia    de plantas invasoras, que se situa entre 0 a 20% de infesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t9"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t9.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O pasto sujo compreende 2.547,44 ha da &aacute;rea    de pastagem (<a href="#t9">Tabela 9</a>), &eacute; formado por est&aacute;dios    mais intensos de degrada&ccedil;&atilde;o, com predomin&acirc;ncia de plantas    invasoras e presen&ccedil;a de palmeiras e arbustos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Serr&atilde;o (1986), a infesta&ccedil;&atilde;o    de plantas invasoras ocorre principalmente pelo fato de que as gram&iacute;neas,    utilizadas para a forma&ccedil;&atilde;o das pastagens, exigem maior qualidade    de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas e f&iacute;sicas do solo. O que n&atilde;o    ocorre na maioria dos solos amaz&ocirc;nicos. O autor acrescenta que, quando    a implanta&ccedil;&atilde;o do pasto ocorre entre sete e dez anos, h&aacute;    uma baixa produtividade devido &agrave; presen&ccedil;a das invasoras. Sano    <i>et al</i>. (1989) constataram, em seus trabalhos, que nessa classe a infesta&ccedil;&atilde;o    de invasoras &eacute; em uma propor&ccedil;&atilde;o de 20 a 50%, caracterizada    como uma m&eacute;dia degrada&ccedil;&atilde;o. Essas plantas invasoras s&atilde;o    predominantemente de esp&eacute;cies herb&aacute;ceas, podendo ainda aparecer    subarbustos e palmeiras de 'inaj&aacute;' (<i>Maximiliana marip&aacute;</i>),    'jurubeb&atilde;o' (<i>Solanum crimitum</i>) e outros arbustos lenhosos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Solo exposto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A classe de solo exposto inclui &aacute;reas    urbanizadas e de exposi&ccedil;&atilde;o total ou parcial da terra (in&iacute;cio    de um novo ciclo de cultura, pastagem ou &aacute;reas muito degradadas), compreendendo    uma &aacute;rea de 3.237,37 ha. Encontra-se bem distribu&iacute;da em todo o    munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Anderson <i>et al.</i> (1979), essa categoria    apresenta alta reflet&acirc;ncia, suas formas geom&eacute;tricas s&atilde;o    bem definidas e a tonalidade varia de acordo com a ocupa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise das mudan&ccedil;as na paisagem    entre 1995 a 1999</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o per&iacute;odo de 1995 a 1999, a cobertura    vegetal sofreu uma perda de 8,04%, apresentando maiores mudan&ccedil;as nas    florestas sucessionais iniciais e intermedi&aacute;rias (<a href="#t10">Tabela    10</a>). Vieira (1996) relata que grande parte das &aacute;reas ocupadas pela    vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de pouca idade constitui &aacute;reas    inst&aacute;veis que podem ser mais facilmente incorporadas &agrave; agricultura    tradicional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t10"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t10.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As florestas ombr&oacute;fila densa e sucessional    avan&ccedil;ada tiveram uma perda de 1,24% da &aacute;rea total no per&iacute;odo,    o que faz crer que ainda ocorre desmatamento em florestas remanescentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Analisando a din&acirc;mica da cobertura vegetal,    verificou-se diminui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas florestais em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s &aacute;reas em processo de produ&ccedil;&atilde;o. As maiores perdas    ocorreram para as florestas sucessionais iniciais e intermedi&aacute;rias. Esse    fato pode estar relacionado &agrave; participa&ccedil;&atilde;o ativa que as    mesmas exercem enquanto &aacute;reas de pousio para as atividades agr&iacute;colas,    ou atuam como uma &aacute;rea de reserva durante o processo de renova&ccedil;&atilde;o    das &aacute;reas de pastagens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando o uso da terra, a pastagem teve    um aumento de 5,80%, enquanto que as &aacute;reas de cultura agr&iacute;cola    diminu&iacute;ram 2,81% (<a href="#t10">Tabela 10</a>). O aumento da pastagem    est&aacute; distribu&iacute;do entre o pasto limpo e o pasto sujo. O pasto sujo,    em 1995, ocupava uma &aacute;rea maior, entretanto, em 1999, o pasto limpo atingiu    76,13% da &aacute;rea referente &agrave; pastagem, ou seja, obteve um acr&eacute;scimo    de 34,21% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1995 (<a href="#t11">Tabela 11</a>).    De acordo com os resultados, as altera&ccedil;&otilde;es permaneceram as mesmas    tanto para o pasto limpo quanto para o pasto sujo, ou seja, provavelmente, houve    a retirada das plantas invasoras na &aacute;rea de pasto sujo, colocando-o como    uma &aacute;rea de pasto limpo em 1999. De uma forma geral, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia    ao cultivo da pecu&aacute;ria no munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco do    Par&aacute;, como ocorre em v&aacute;rios munic&iacute;pios da microrregi&atilde;o    Bragantina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t11"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/1a05t11.gif"></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que concerne &agrave;s &aacute;reas de culturas    agr&iacute;colas houve uma diminui&ccedil;&atilde;o de 2,81% nos 4 anos em estudo.    Uma parte dessa perda pode estar relacionada com as &aacute;reas do cultivo    de seringueira da fazenda Marathon, a qual possui uma das maiores &aacute;reas    de cultivo no munic&iacute;pio, e que vem sofrendo ultimamente uma redu&ccedil;&atilde;o    por causa de pragas ou pela pr&oacute;pria morte das seringueiras. Outro motivo    da perda de &aacute;rea seria a colheita das culturas ou abandono das &aacute;reas    ap&oacute;s a colheita.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao solo exposto, houve um aumento de 4,31%    no per&iacute;odo. Esse acr&eacute;scimo pode estar relacionado com a derrubada    das capoeiras para prepara&ccedil;&atilde;o da terra, ou ent&atilde;o, as &aacute;reas    de culturas agr&iacute;colas estarem sendo colhidas. Um outro motivo desse acr&eacute;scimo    pode ser o surgimento das &aacute;reas urbanas ao longo das estradas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">CONCLUS&Otilde;ES</font></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> &#8226; A classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada    Maxver, acompanhada com a experi&ecirc;ncia do pesquisador, na valida&ccedil;&atilde;o    de campo, apresentou bom desempenho a partir da imagem real&ccedil;ada, possibilitando    condi&ccedil;&otilde;es de classifica&ccedil;&atilde;o, com uma precis&atilde;o    de 89,05%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; Foi poss&iacute;vel aplicar m&eacute;todos    estat&iacute;sticos para definir as classes de cobertura vegetal, que possibilitaram    delimitar, com precis&atilde;o, as classes sucessionais inicial, intermedi&aacute;ria    e avan&ccedil;ada, e tamb&eacute;m definir a idade m&iacute;nima e m&aacute;xima    da classe intermedi&aacute;ria (15 a 35 anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; A An&aacute;lise da din&acirc;mica da    paisagem mostrou que as florestas sucessionais est&atilde;o sendo transformadas    em pastos, confirmando o que alguns pesquisadores est&atilde;o mencionando como    uma &aacute;rea com tend&ecirc;ncia &agrave; pecuariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; As florestas sucessionais inicial e intermedi&aacute;ria    fizeram parte das &aacute;reas que o pequeno agricultor utiliza para o uso agr&iacute;cola,    por isso, evidencia-se neste trabalho maior uso para estas florestas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">REFER&Ecirc;NCIAS</font></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ADAMS, M., 1997. <b>O Papel de Morcegos na Regenera&ccedil;&atilde;o    de Floresta em uma Paisagem Agr&iacute;cola da Amaz&ocirc;nia Oriental</b>:    1-128. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Universidade Federal do Par&aacute;,    Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALMEIDA, A. S. 2000. <b>Din&acirc;mica da paisagem    e Ecologia de Florestas remanescentes e Sucessionais do munic&iacute;pio de    S&atilde;o Francisco do Par&aacute;, Regi&atilde;o Bragantina, Par&aacute;</b>:    1-100. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Bot&acirc;nica) - Faculdade de    Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias do Par&aacute;, Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALMEIDA, A. S. &amp; I. C. G. VIEIRA, 2001. Padr&otilde;es    flor&iacute;sticos e estruturais de uma cronossequ&ecirc;ncia de floresta no    munic&iacute;pio de S&atilde;o Francisco do Par&aacute;, Regi&atilde;o Bragantina,    Par&aacute;. <b>Boletim Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, s&eacute;rie Bot&acirc;nica</b>    17(1): 209-240.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANDERSON, J. R, E. E. HARDY, J. T. ROACH &amp;    R. E. WITMER, 1979. <b>Sistema de Classifica&ccedil;&atilde;o do uso da terra    e do revestimento do solo para utiliza&ccedil;&atilde;o com dados e sensores    remotos</b>: 1-78. Suprem-IBGE, Rio de Janeiro (s&eacute;rie Paulo Assis Ribeiro).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CONGALTON, R. G. &amp; R. A. A MEAD, 1983. Quantitative    method to test for consistency and correctness in photointerpretation. <b>Photogrammetric    Engineering and Remote Sensing</b> 49(1): 69-74.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUCKE, A. &amp; G. A. BLACK, 1953. Phytogeographical    Notes on the Brazilian Amazon. <b>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</b>    25: 1-46</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FINEGAN, B., 1998. Bases ecol&oacute;gicas para    el manejo de bosques secund&aacute;rios de las zonas h&uacute;medas del tr&oacute;pico    americano, recuperaci&oacute;n de la biodiversidade y producti&oacute;n sostenible    de madera. Sum&aacute;rio apresentado em: <b>Taller internacional sobre el estado    actual y potencial de manejo y desarrolo del bosque secund&aacute;rio tropical    en Am&eacute;rica Latina</b>: 106-119. Pucallpa, Peru.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HOFFMANN, R., 1991. <b>Estat&iacute;stica para    Economistas</b>. Livraria Pioneira, S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HUBBELL, S. P. &amp; R. B. FOSTER, 1983. Diversity    of canopy trees is a neotropical forest and implications for conservation. In:    S. L. SUTTON, T. C. WHITMORE &amp; A. C. CHADWICK (Eds.): <b>Tropical rain forest:    ecology and management</b>: 25-41. Blackwell Scientific, Oxford.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KANASHIRO, M. &amp; M. A. DENICH, 1998. A vegeta&ccedil;&atilde;o    secund&aacute;ria como vegeta&ccedil;&atilde;o de pousio na paisagem agr&iacute;cola    da Amaz&ocirc;nia oriental: fun&ccedil;&atilde;o e possibilidades de manipula&ccedil;&atilde;o    Em: Possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o e manejo adequado de &aacute;reas    alteradas e abandonadas na Amaz&ocirc;nia brasileira. <b>Sub-programa "Studies    on Human Impact on Forests and Floodplain in the Tropics-SHIFT</b>: 1-117. Conv&ecirc;nio    CNPq/IBAMA/DLR.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LANDIS, J. &amp; G. G. K OCH, 1977. The measurements    of observer agreement for categorical data. <b>Biometrics</b> 33(3): 159-174.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OLIVEIRA, J. D., 1993. <b>Estratifica&ccedil;&atilde;o    de &Aacute;reas Desflorestadas por Tipos de Vegeta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia,    utilizando Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas: Estudo    de caso na folha SB-20 PURUS</b>: 1-105. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado    em Bot&acirc;nica) - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE, S&atilde;o    Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PEREIRA, M. N., M. L. N. O. KURKDJIAN &amp; C.    FORESTI, 1989. <b>Cobertura e uso da Terra atrav&eacute;s de Sensoriamento Remoto</b>:    1-118. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Instituto Nacional de Pesquisas    Espaciais-INPE, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROSA, R., 1990. A utiliza&ccedil;&atilde;o de    Imagens TM/ Landsat em levantamento de Uso Atual do Solo. In: <b>Simp&oacute;sio    Brasileiro de Sensoriamento Remoto</b>, Manaus: 140.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SANO, E. E., O. S. WATRIM, R. S. FUNAKI, J. S.    MEDEIROS &amp; R. W. O. DIAS, 1989. <b>Levantamento do uso atual da terra atrav&eacute;s    de imagens do Landsat 5-TM na microrregi&atilde;o de Tom&eacute;-A&ccedil;u    e alguns munic&iacute;pios das microrregi&otilde;es do Baixo Tocantins e Guajarina</b>:    1-67. Sudam-CHSRA/OEA, Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SERR&Atilde;O, E. A. S., 1986. Pastagem em &aacute;rea    de floresta no tr&oacute;pico &uacute;mido brasileiro: conhecimentos atuais.    In: Simp&oacute;sio do Tr&oacute;pico &Uacute;mido, <b>EMBRAPA/CPATU</b>: 1(5):    13-32</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VENTURIERI, A., 1996. <b>Segmenta&ccedil;&atilde;o    de Imagens e L&oacute;gica Nebulosa para Treinamento de uma Rede Neural Artificial    na Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Uso da Terra na Regi&atilde;o de Tucuru&iacute;    (Pa)</b>: 47-49. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Instituto Nacional de    Pesquisas Espaciais-INPE, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VIEIRA, I. C. G., 1996. <b>Forest sucession after    shifting cultivation in eastern Amazonia</b>: 1-205. Tesis (Ph.D.) - Univ. of    Stirling, Scotland.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WATRIN, O. R., 1994. <b>Estudos da Din&acirc;mica    na Paisagem da Amaz&ocirc;nia Oriental atrav&eacute;s de T&eacute;cnicas de    Geoprocessamento</b>: 1-153. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Instituto    Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o    Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ZERBINI, N. J., 1992. <b>Estimativa de Fitomassa    A&eacute;rea em Regi&atilde;o de Floresta Tropical com Uso de Dados TM, Landsat    5 e HRV-SPOT 1</b>: 1-75. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Instituto Nacional    de Pesquisas Espaciais-INPE, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v3n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Editor do Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais    <br>   Av. Magalh&atilde;es Barata, 376    <br>   S&atilde;o Braz &#8211; CEP 66040-170    <br>   Caixa Postal 399    <br>   Telefone/fax: 55-91- 3249 -1141    <br>   E-mail:<a href="mailto:boletim@museu-goeldi.br">boletim@museu-goeldi.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido 09/01/2008    <br>   Aprovado 03/04/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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