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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<institution><![CDATA[,Editor Associado de Zoologia Notas sobre os vertebrados do norte do Pará, Brasil: uma parte esquecida da Região das Guianas  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>CARTA DO  EDITOR</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Dr.  Alexandre Aleixo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Editor Associado de Zoologia <b>Notas sobre os vertebrados do norte do  Par&aacute;, Brasil: uma parte esquecida da Regi&atilde;o das Guianas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Como  podemos preencher, em apenas 12 meses, as lacunas de conhecimento da  biodiversidade Amaz&ocirc;nica? Essa &eacute; uma pergunta cuja resposta tem uma import&acirc;ncia  extraordin&aacute;ria, j&aacute; que toda a pol&iacute;tica de conserva&ccedil;&atilde;o para essa regi&atilde;o, not&aacute;vel  quanto &agrave; sua vasta gama de servi&ccedil;os ambientais ofertada para todo o planeta, se  baseia no conhecimento sobre quais, quantas e como est&atilde;o distribu&iacute;das as  esp&eacute;cies de organismos que nela ocorrem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  demarca&ccedil;&atilde;o de cinco unidades de conserva&ccedil;&atilde;o estaduais em &aacute;reas remotas do norte  Par&aacute; em 2006, numa regi&atilde;o batizada nos anos 70 de &quot;Calha Norte&quot;, foi  o ponto de partida para o preenchimento de uma importante lacuna sobre o  conhecimento da biodiversidade Amaz&ocirc;nica. As cinco unidades decretadas cobrem  juntas mais de 13 milh&otilde;es de hectares na por&ccedil;&atilde;o mais preservada de toda a  Amaz&ocirc;nia, que se manteve neste estado at&eacute; hoje por uma raz&atilde;o log&iacute;stica simples:  os rios, que em outras partes da bacia funcionam como vias principais de  transporte, na Calha Norte s&atilde;o encachoeirados em v&aacute;rios trechos, inviabilizando  a navega&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dio e grande porte. Por esse motivo, os poucos  a navegarem os rios da Calha Norte foram os ind&iacute;genas e quilombolas em suas  ca&ccedil;adas e expedi&ccedil;&otilde;es para a coleta de borracha a castanha. A mesma barreira  log&iacute;stica que vem impedindo o acesso da ind&uacute;stria do desmatamento &agrave; Calha Norte  tamb&eacute;m impediu que a sua biodiversidade fosse estudada por naturalistas e  bi&oacute;logos, gerando uma grande lacuna de conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2007, a Secretari</font><font size="2" face="verdana">a de  Estado de Meio Ambiente do Par&aacute; (SEMA) formou um  cons&oacute;rcio de institui&ccedil;&otilde;es para produzir planos de manejo para as cinco novas  unidades de conserva&ccedil;&atilde;o da Calha Norte rec&eacute;m-criadas, ficando os invent&aacute;rios  biol&oacute;gicos sob responsabilidade t&eacute;cnica do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. A meta  tra&ccedil;ada pelo cons&oacute;rcio foi bastante ambiciosa: finalizar todos os planos de  manejo at&eacute; 2010. Para isso, os invent&aacute;rios biol&oacute;gicos deveriam come&ccedil;ar o quanto  antes e depois prosseguir num regime de &quot;expedi&ccedil;&atilde;o permanente&quot; at&eacute; a  sua finaliza&ccedil;&atilde;o, per&iacute;odo esse estimado em 12 meses. Para resolver o grande  entrave log&iacute;stico que historicamente havia tornado a Calha Norte inacess&iacute;vel a  bi&oacute;logos, um acordo entre a SEMA e uma  empresa de minera&ccedil;&atilde;o assegurou o imprescind&iacute;vel apoio do transporte a&eacute;reo,  sempre que necess&aacute;rio, na execu&ccedil;&atilde;o dos invent&aacute;rios biol&oacute;gicos. Recursos da  organiza&ccedil;&atilde;o Conserva&ccedil;&atilde;o Internacional (Cl-Brasil) financiariam gastos com  alimenta&ccedil;&atilde;o, materiais de consumo e equipamentos, pessoal e despesas de  transporte complementares.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s os  devidos arranjos institucionais e financeiros, entre janeiro de 2008 e janeiro  de 2009, sete invent&aacute;rios biol&oacute;gicos com a dura&ccedil;&atilde;o aproximada de duas semanas  cada, foram realizados nas cinco unidades de conserva&ccedil;&atilde;o alvo do cons&oacute;rcio. Em  conjunto, as sete expedi&ccedil;&otilde;es cobriram os principais setores da Calha Norte no  estado do Par&aacute;, um feito in&eacute;dito e que gerou um grande ac&uacute;mulo de conhecimento  para todos os grupos biol&oacute;gicos trabalhados durante os invent&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Logo ap&oacute;s o final das expedi&ccedil;&otilde;es, ficou claro que toda a informa&ccedil;&atilde;o  acumulada para essa regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia antes nunca amostrada sistematicamente,  deveria ser analisada e publicada o quanto antes, com o objetivo maior de n&atilde;o  apenas subsidiar os planos de manejo das unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m  preencher lacunas sobre o conhecimento cient&iacute;fico b&aacute;sico da biodiversidade  amaz&ocirc;nica. Neste esp&iacute;rito, o <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio</b></font> <font size="2" face="verdana"><b>Goeldi.  Ci&ecirc;ncias Naturais </b>ofereceu espa&ccedil;o para a publica&ccedil;&atilde;o de um conjunto de artigos  cient&iacute;ficos sobre os resultados obtidos para os diferentes grupos biol&oacute;gicos  amostrados durante as sete expedi&ccedil;&otilde;es &agrave; Calha Norte. Esses artigos ter&atilde;o como  t&iacute;tulo geral <b>Notas sobre os vertebrados do norte do Par&aacute;, Brasil: uma parte  esquecida da Regi&atilde;o das Guianas. </b>T&ecirc;m como  objetivo principal sistematizar e sintetizar o conhecimento da fauna de  vertebrados do norte do Par&aacute; a partir dos novos resultados obtidos,  contextualizando-os em rela&ccedil;&atilde;o a outros setores mais bem conhecidos da mesma  unidade biogeogr&aacute;fica: a regi&atilde;o das Guianas ou centro  de endemismo Guiana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O  primeiro artigo a vir a lume &eacute; o referente &agrave; herpetofauna. Juntos, os tr&ecirc;s  autores deste artigo talvez possuam o maior n&uacute;mero de horas de campo na regi&atilde;o  amaz&ocirc;nica do que qualquer outro herpet&oacute;logo, al&eacute;m de um hist&oacute;rico de trabalhos  na regi&atilde;o das Guianas. A contribui&ccedil;&atilde;o deles &eacute; chave  para o conhecimento da herpetofauna do centro de endemismo das Guianas,  at&eacute; ent&atilde;o incompleto pela lacuna de conhecimento que o norte do  Par&aacute; representava, situa&ccedil;&atilde;o que deve ser replicada para futuros artigos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mais do  que efetivamente colocar o conhecimento sobre a fauna de vertebrados do centro  de endemismo das Guianas num outro patamar, os artigos do conjunto <b>Notas  sobre os vertebrados do norte do Par&aacute;, Brasil: uma parte esquecida da Regi&atilde;o  das Guianas </b>mostram como &eacute; poss&iacute;vel,  num prazo relativamente curto de 12 meses, preencher uma importante lacuna  sobre o conhecimento da biodiversidade Amaz&ocirc;nica, servindo assim como um modelo  para outras iniciativas com os mesmos objetivos. Quando h&aacute; vontade nas esferas  governamentais e da sociedade civil, al&eacute;m de uma equipe de bi&oacute;logos de campo dedicados  e dispostos a encarar condi&ccedil;&otilde;es adversas em prol de um projeto de interesse  p&uacute;blico, o resultado, ilustrado nas p&aacute;ginas desta revista, n&atilde;o pode ser outro  al&eacute;m do sucesso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITOR'S NOTE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Dr. Alexandre Aleixo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Associate  Editor of Zoology <b>Notes on the Vertebrates of northern Para, Brazil: a forgotten part of the Guianan Region</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">How can the knowledge gaps  on Amazonian biodiversity be filled in just 12 months? The importance of  answering this question is extraordinary, given that conservation policies for  this region offering a wide array of environmental services to the world are  established ultimately based on the knowledge of its species composition,  richness, and distribution.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The creation of five  state-owned conservation units in 2006 in the pristine north of the Para, Brazil,  an area known as &quot;Calha Norte&quot;, was the starting point for filling in  one of the major knowledge gaps on Amazonian diversity. Together, those five  conservation units cover <i>ca. </i>13 million  hectares in the best preserved sector of Amazonia,  which has remained as such for a simple reason: unlike other parts of the  region where rivers are the main venues for transportation, ubiquitous rapids  prevent vessels from reaching most of Calha Norte. Only indigenous populations  and &quot;quilombolas&quot; (Afro-descendents originally fleeing slavery) have  coped with Calha Norte waterfalls during hunting expeditions and searches for  rubber and Brazil nuts. The same logistical hurdle preventing the so called  &quot;deforestation industry&quot; from reaching deep into Calha Norte has also  adversely affected naturalists and biologists, leading ultimately to one of the  major gaps concerning biological information in Amazonia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">In 2007, the Secretariat of  Environment of the State of Para (SEMA) created a consortium of  several institutions to consolidate management plans for the five recently  established conservation units, bestowing upon the Goeldi Museum  the technical responsibility for conducting the necessary Rapid Assessment  Surveys of biodiversity (RAPs). The goal established was bold: finish all five  management plans by 2010. To this end, RAPs had to start as soon as possible  and continue with a nearly full-time dedicated field team until their  completion in an estimated time frame of 12 months. To solve the long standing  transportation hurdle that rendered Calha Norte historically inaccessible to  biologists, an agreement was reached between SEMA and a mining company to  provide critical aerial support for RAPs whenever needed. Conservation  International was to cover costs related to food, personnel, research supplies,  and supplementary transportation.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">With all institutional and  financial details settled, between January 2008 and January 2009, seven RAPs  lasting roughly two weeks each were conducted in all five conservation units  worked by the consortium. Together, those seven expeditions covered all main  Calha Norte sectors in northern Para, an  unprecedented feat resulting in the accumulation of a large amount of novel  information for all biological groups sampled.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Shortly after  the end of the RAPs, it became clear that all biological information amassed  for this part of Amazonia that had never been systematically sampled before,  was going to be useful not only for the management plans themselves, but also  to fill in knowledge gaps concerning Amazonian biodiversity at a much broader  scale. With this idea in mind, the Editorial Board of the <b>Boletim do Museu  Paraense Emilio Goeldi. Ciencias Naturais </b>offered space to publish a  set of scientific papers focusing on the results obtained for the different  biological groups sampled during all seven RAPs in northern Para. This special  set of papers, entitled <b>Notes on the Vertebrates of northern Para, Brazil:  a forgotten part of the Guianan Region, </b>aims to provide a synthesis and  systematize the knowledge on the vertebrates of northern</font> <font size="2" face="verdana">Para in a broader context  that also includes other better known parts of the same biogeographical unit:  the Guianan Region or Guiana center of endemism in northeastern South America.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The first paper to  inaugurate this series, presented herein, pertains to the herpetofauna. Summed  up among themselves, Avila-Pires, Hoogmoed, and Rocha have probably accumulated  the greatest number of field hours in Amazonia  than any other single herpetologist, in addition to having a long-term  experience with the herpetofauna of the Guianan Region. Their contribution is  essential to the understanding of the entire herpetofauna associated with the  Guiana center of endemism, which until now was incomplete due to the knowledge  gap in northern Para, a pattern that should  repeat itself in future papers published in the same series.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">More than merely raising the  knowledge on the vertebrates from the Guiana center of endemism to a new level,  papers published in <b>Notes on the Vertebrates of northern Para, Brazil: a  forgotten part of the Guianan Region </b>also show how it is possible to fill  in a major knowledge gap concerning Amazonian biodiversity in the relatively  short period of time of 12 months, thus serving as template for similar  enterprises. When both government and the organized society as a whole share  the same &quot;can do&quot; attitude, added to a team of dedicated field  biologists willing to overcome several hardships towards a major goal of  general public interest, the outcome can be no other than sheer success, as  illustrated in the pages of this special set of papers.</font></p>     ]]></body>
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