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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crescimento e sobrevivência de castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl.) em diferentes condições ambientais na região do rio Trombetas, Oriximiná, Pará]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Growth and survival of Brazil nuts (Bertholletia excelsa Bonpl.), in different environmental conditions in region River Trombetas, Oriximiná, Pará, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study examines the growth and survival of Brazil nut tree (Bertholletia excelsa, Lecythidaceae) in different environmental conditions within experimental plantations in the Trombetas River valley. One hundred and forty four saplings were planted in a random block design, with three natural light treatments: manioc field (100% canopy removal), young secondary forest (20-80% canopy cover) and the understory of a Brazil nut plantation (< 10% canopy opening). Every two months for a period of two years plant height and stem diameter were measured, and mortality and regrowth were noted. There were significant differences in the performance of Brazil nut saplings between treatments, with the most marked differences being at the highest level of luminosity (manioc field). The open field saplings grew in height 13 times more than those planted in secondary forest, and nearly 30 times more those in the understory of the plantation area. The open field saplings exhibited a growth in diameter 4.4 times greater than saplings planted in secondary forest and 7.7 times greater than saplings planted in the understory. Regardless of the light treatment, the Brazil nut saplings had high survival rate and exhibited strong regrowth following stem damage. Overall we report that Brazil nut saplings perform better in full daylight conditions such as abandoned crop fields and forest gap. In enrichment or reforestation plantings, vegetation around Brazil nut plants should be cleaned frequently to avoid over-shading the crown and to guarantee high growth rates.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Crescimento e sobreviv&ecirc;ncia de castanheira (<i>Bertholletia excelsa</i> Bonpl.) em diferentes condi&ccedil;&otilde;es ambientais na regi&atilde;o do rio  Trombetas, Oriximin&aacute;, Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Growth  and survival of Brazil nuts (<i>Bertholletia  excelsa</i> Bonpl.), in different environmental conditions in region River  Trombetas, Oriximin&aacute;, Par&aacute;,   Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ricardo Scoles<sup>I</sup>; Rog&eacute;rio Gribel<sup>II</sup>;  Gilmar Nicolau Klein<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Universidade  Federal do Oeste do Par&aacute;. Santar&eacute;m, Par&aacute;, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Instituto  de Pesquisa Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,  Brasil    <br>   <sup>III</sup>Instituto  Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade. Oriximin&aacute;, Par&aacute;, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Autor para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo analisa o crescimento  e a sobreviv&ecirc;ncia da castanheira (<i>Bertholletia excelsa</i>, Lecythidaceae) em diferentes  condi&ccedil;&otilde;es ambientais a partir de plantios experimentais na regi&atilde;o do rio  Trombetas. Foram plantadas 144  mudas num  delineamento experimental com quatro repeti&ccedil;&otilde;es e tr&ecirc;s tratamentos ambientais  de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz: ro&ccedil;ados de mandioca (100% de abertura de dossel), capoeiras jovens (20-80%) e sub-bosque de castanhais (&lt; 10%). Durante dois anos, a cada dois  meses, mediram-se a altura e o di&acirc;metro do colo de  todas as plantas e anotaram-se  as  incid&ecirc;ncias de mortalidade e rebrota. Diferen&ccedil;as significativas no desempenho  das mudas de castanheira foram observadas entre os tr&ecirc;s tratamentos,  especialmente favor&aacute;vel ao de maior luminosidade. As mudas de ro&ccedil;ado cresceram  em altura 13 vezes mais do que as de capoeira  e quase 30 vezes mais que as do castanhal. O  crescimento em di&acirc;metro das plantas no ro&ccedil;ado foi 4,4 vezes maior do que na capoeira e 7,7 vezes maior do que no castanhal. Independente das  condi&ccedil;&otilde;es luminosas, a castanheira mostrou alto &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia e  capacidade de rebrota. Conclui-se  que a  castanheira se desenvolve melhor em condi&ccedil;&otilde;es de plena luminosidade, como &aacute;reas  de ro&ccedil;ado ou grandes clareiras florestais. Nas experi&ecirc;ncias de enriquecimento  ou reflorestamento, deve-se limpar periodicamente ao redor  das mudas, evitando sombreamentos da parte a&eacute;rea, garantindo, assim, altas  taxas de crescimento para as mesmas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b><i>Bertholletia excelsa.</i> Castanheira. Sobreviv&ecirc;ncia. Crescimento de &aacute;rvores. Plantios de  enriquecimento. Abertura  de dossel.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">This  study examines the growth and survival of Brazil nut tree (<i>Bertholletia  excelsa</i>, Lecythidaceae) in different environmental conditions within  experimental plantations in the Trombetas   River valley. One hundred  and forty four saplings were planted in a random block design, with three  natural light treatments: manioc field (100% canopy removal), young secondary  forest (20-80% canopy cover) and the understory of a Brazil nut plantation  (&lt; 10% canopy opening). Every two months for a period of two years plant  height and stem diameter were measured, and mortality and regrowth were noted.  There were significant differences in the performance of Brazil nut saplings  between treatments, with the most marked differences being at the highest level  of luminosity (manioc field). The open field saplings grew in height 13 times  more than those planted in secondary forest, and nearly 30 times more those in  the understory of the plantation area. The open field saplings exhibited a  growth in diameter 4.4 times greater than saplings planted in secondary forest  and 7.7 times greater than saplings planted in the understory. Regardless of  the light treatment, the Brazil nut saplings had high survival rate and  exhibited strong regrowth following stem damage. Overall we report that Brazil  nut saplings perform better in full daylight conditions such as abandoned crop  fields and forest gap. In enrichment or reforestation plantings, vegetation  around Brazil nut plants should be cleaned frequently to avoid over-shading the  crown and to guarantee high growth rates.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords: </b><i>Bertholletia excelsa.</i> Brazil  nut. Survival. Crown tree. Enrichments plantings. Canopy gap.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira (<i>Bertholletia  excelsa</i> Bonpl.), da fam&iacute;lia Lecythidaceae, &eacute; uma &aacute;rvore nativa da Amaz&ocirc;nia, que se distribui por toda a regi&atilde;o de forma  desigual, sendo abundante em algumas &aacute;reas e ausente em outras. As sementes  comest&iacute;veis da castanheira s&atilde;o de grande import&acirc;ncia econ&ocirc;mica para as comunidades locais por serem uma das  principais fontes de renda, especialmente durante o per&iacute;odo chuvoso do ano  (Clay, 1997; Ortiz, 2002). A produ&ccedil;&atilde;o da castanha &eacute; obtida quase  exclusivamente de atividade extrativa florestal, sendo as  planta&ccedil;&otilde;es pouco significativas em termos quantitativos (Zuidema, 2003). De fato, trata-se da &uacute;nica semente comercializada internacionalmente cuja coleta &eacute; feita com exclusividade em &aacute;reas florestais  naturais (Clay, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanha &eacute; um dos produtos n&atilde;o madeireiros mais importantes da economia  florestal da Amaz&ocirc;nia. Em termos comerciais, a maior  parte das sementes &eacute; vendida para o mercado nacional e internacional, poucas  s&atilde;o comercializadas em n&iacute;vel local ou regional (Mori &amp; Prance, 1990; Clay, 1997; Clement, 1999, IBGE, 2010). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE, 2010), a castanha &eacute; o segundo produto florestal n&atilde;o  madeireiro em termos de import&acirc;ncia comercial na regi&atilde;o Norte do Brasil,  perdendo somente para o fruto de a&ccedil;a&iacute; (<i>Euterpe</i> spp.). Desde finais da  d&eacute;cada de 1990, a Bol&iacute;via superou o Brasil como o  maior produtor mundial de castanha (Bojanic, 2001; Stoian, 2004; FAO, 2011). Atualmente, em valor econ&ocirc;mico, esta semente &eacute; o principal produto florestal  exportado pela Bol&iacute;via (IBCE, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira ocorre em florestas de terra firme, onde pode formar  aglomera&ccedil;&otilde;es (castanhais) com densidades entre 15-20 indiv&iacute;duos por hectare (Mori &amp; Prance, 1990). A regi&atilde;o do rio Trombetas, na Amaz&ocirc;nia setentrional, &eacute; conhecida por abrigar importantes &aacute;reas de castanhais,  territ&oacute;rios frequentados desde tempos pret&eacute;ritos por comunidades tradicionais,  ribeirinhos, ind&iacute;genas e quilombolas, com a finalidade de coletar a castanha durante a esta&ccedil;&atilde;o chuvosa (Acevedo &amp; Castro, 1998; IBAMA, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Bertholletia excelsa</i> &eacute; uma esp&eacute;cie emergente de grande porte. Seu car&aacute;ter longevo e dominante n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com seu  comportamento heli&oacute;fito durante as primeiras etapas da vida (Salom&atilde;o, 1991), dependendo de clareiras para o crescimento vertical  das pl&aacute;ntulas germinadas (Mori &amp; Prance, 1990; Myers <i>et al</i>., 2000). A castanheira pode ser  considerada como uma esp&eacute;cie cl&iacute;max exigente de luz (Swaine &amp; Whitmore, 1988). Estudos experimentais de curta dura&ccedil;&atilde;o e em condi&ccedil;&otilde;es diversas de  intensidade de luz sugerem que as pl&aacute;ntulas de <i>B. excelsa</i> t&ecirc;m melhor  crescimento quando as condi&ccedil;&otilde;es luminosas s&atilde;o interm&eacute;dias, entre 25-50% de abertura de dossel, entretanto, os aumentos de  biomassa s&atilde;o proporcionais &agrave; disponibilidade de luz (Zuidema <i>et al</i>., 1999; Hayashida-Oliver <i>et al</i>., 2001). No norte da Bol&iacute;via, um estudo experimental com  dois anos de dura&ccedil;&atilde;o, em condi&ccedil;&otilde;es de abertura de dossel variando entre 16 e 55%,  comprovou  que o desempenho das pl&aacute;ntulas de castanheira melhorava com o aumento do  tamanho da clareira (Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A castanheira &eacute; uma &aacute;rvore com altas taxas de sobreviv&ecirc;ncia, exceto nas  etapas iniciais da vida, quando ainda tem endosperma, reserva da semente que  tamb&eacute;m &eacute; recurso alimentar para cutias (<i>Dasyprocta</i> spp.) e outros  mam&iacute;feros terrestres. A preda&ccedil;&atilde;o do endosperma, parte integrante do caule,  causa a morte da pl&aacute;ntula, especialmente quando a reserva n&atilde;o est&aacute; lignificada  (Oliveira, 2000; Ortiz, 2002; Zuidema, 2003). Segundo estudo de din&aacute;mica populacional na Bol&iacute;via, a  probabilidade de sobreviv&ecirc;ncia das pl&aacute;ntulas de <i>B. excelsa</i> &eacute;  relativamente alta, inclusive para os tamanhos menores (altura &lt; 35   cm), com pelo menos 50% de sobreviventes por ano. A  partir de 70 cm de altura, as  pl&aacute;ntulas passam a ter um &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia pr&oacute;ximo a 100% (Zuidema &amp; Boot, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o desigual de <i>B. excelsa</i> nas diferentes regi&otilde;es da Amaz&ocirc;nia, as limita&ccedil;&otilde;es produtivas decorrentes de produtos  extra&iacute;dos da floresta pouco ou nada manejados (Homma, 1993; Anderson, 1994; Clement, 2006) e as dificuldade de acesso a  alguns castanhais produtivo incentivam a necessidade de enriquecer &aacute;reas pr&oacute;ximas  &agrave;s comunidades  humanas com castanheiras. Nestas &aacute;reas predominam habitats antropizados,  derivados de pr&aacute;ticas  tradicionais de agricultura itinerante (<i>shifting  cultivation</i>), como ro&ccedil;ados  em pouso e capoeiras em diferentes est&aacute;gios de sucess&atilde;o secund&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Algumas capoeiras s&atilde;o novamente  derrubadas para abertura de ro&ccedil;ados, mas outras s&atilde;o definitivamente abandonadas  e podem ser usadas paras plantios de castanheiras. V&aacute;rios estudos  experimentais de enriquecimento j&aacute; foram desenvolvidos no oeste da Amaz&ocirc;nia  brasileira (estado do Acre) e norte da Bol&iacute;via (Departamento de Beni) em diferentes condi&ccedil;&otilde;es de  abertura de dossel, com resultados positivos quanto ao crescimento de <i>B.  excelsa</i> em grandes clareiras (Oliveira, 2000; Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002)  e em &aacute;reas humanizadas e abertas (Kainer <i>et</i> al.,1998).  De igual forma, v&aacute;rios estudos mostram que, em ambientes florestais manejados  ou transformados pela a&ccedil;&atilde;o humana, as taxas de regenera&ccedil;&atilde;o da castanheira s&atilde;o  maiores (Pereira, 1994; Cotta <i>et al</i>., 2008; Paiva <i>et al</i>., 2011; Scoles &amp; Gribel, 2011, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A prolifera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas  na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica por causas antr&oacute;picas recomenda medidas compensat&oacute;rias de  recupera&ccedil;&atilde;o da cobertura vegetal. O uso de &aacute;rvores nativas para plantios de  regenera&ccedil;&atilde;o florestal, onde <i>B. excelsa</i>, pela sua idiossincrasia  ecol&oacute;gica e import&aacute;ncia socioecon&ocirc;mica, pode ocupar papel protagonista (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2006; Tonini <i>et al</i>., 2008). Existem alguns exemplos  documentados de planta&ccedil;&otilde;es experimentais de castanheira bem sucedidas, seja em  cons&oacute;rcio com outras frut&iacute;feras (Vieira <i>et al</i>., 1998; Bentes-Gama <i>et al</i>., 2005), seja em monocultura (Fernandes &amp; Alencar, 1993; Tonini <i>et al</i>., 2008; Souza <i>et al</i>., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  finalidade deste trabalho &eacute; mostrar as diferen&ccedil;as de desempenho de mudas de  castanheira localizadas na Floresta Nacional (FLONA) de Sarac&aacute;-Taquera, na  bacia do rio Trombetas, com diferentes tratamentos naturais de luz, ap&oacute;s dois  anos de monitoramento. Esta pesquisa se diferencia de outros estudos de  acompanhamento do crescimento de castanheiras jovens pela representatividade dos tr&ecirc;s  tratamentos ambientais comparados: ro&ccedil;ado abandonado, capoeira jovem e castanhal, principais  locais onde ocorre regenera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. Al&eacute;m disso, as planta&ccedil;&otilde;es  experimentais de <i>B. excelsa</i> foram situadas em &aacute;reas n&atilde;o controladas  pela equipe de pesquisadores, o que permitiu observar o comportamento das mudas  numa situa&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima &agrave;quela que acontece naturalmente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL  E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;REA  DE ESTUDO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  planta&ccedil;&otilde;es experimentais de castanheira estudadas situam-se nas proximidades da  comunidade de Tapagem, na parte inferior da bacia do rio Trombetas, munic&iacute;pio de  Oriximin&aacute;, oeste do estado do Par&aacute;. O rio Trombetas &eacute; afluente  setentrional do rio Amazonas, com cerca de 760 km de extens&atilde;o (IBAMA, 2004). Em seu setor mais  setentrional, a bacia hidrol&oacute;gica  do rio Trombetas alberga grandes &aacute;reas de floresta  tropical &uacute;mida delimitadas por &aacute;reas ind&iacute;genas, &aacute;reas de titula&ccedil;&atilde;o coletiva  (quilombola) e unidades de conserva&ccedil;&atilde;o federal e estadual. A &aacute;rea de estudo  situa-se no interior de &aacute;reas ocupadas por quilombolas, regi&atilde;o de uso  comunit&aacute;rio da localidade de Tapagem, no interior da FLONA de Sarac&aacute;-Taquera (<a href="#f1">Figura 1</a>) e faz parte do entorno da Reserva Biol&oacute;gica do rio Trombetas, unidade de  conserva&ccedil;&atilde;o de uso indireto, na qual <i>B. excelsa</i> &eacute; uma das esp&eacute;cies  arb&oacute;reas mais abundantes (IBAMA, 2004).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O  clima da regi&atilde;o &eacute; equatorial e &uacute;mido, com temperatura m&eacute;dia de 26 <sup>o</sup>C e precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia  anual que varia entre 2.000 e 2.500   mm. A umidade relativa do ar normalmente &eacute; superior a  80%. Evidencia-se uma sazonalidade  pluviom&eacute;trica, com picos de chuva nos meses de mar&ccedil;o,  abril e maio, e per&iacute;odos de estiagem de agosto a novembro, quando a  precipita&ccedil;&atilde;o &eacute; menor que 100   mm por m&ecirc;s (SUDAM, 1984; IBAMA, 2004). Os solos da  regi&atilde;o s&atilde;o de natureza &aacute;cida e quimicamente pobres em nutrientes, classificados  predominantemente como Podz&oacute;lico Vermelho-Amarelo &Aacute;lico e Latossolo  Vermelho-Amarelo &Aacute;lico (Venturieri <i>et al</i>., 2001). O relevo &eacute; suave e a  altitude &eacute; baixa (&lt; 50 m).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Desenho  experimental</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em mar&ccedil;o de 2007 foram plantadas  144 mudas de castanheira provenientes do projeto Banco de Germoplasma de Castanheira, coordenado  pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (INPA) e com produ&ccedil;&atilde;o de mudas  no viveiro da Minera&ccedil;&atilde;o Rio Norte (MRN), Porto Trombetas, Oriximin&aacute;  (PA). A planta&ccedil;&atilde;o contou com a participa&ccedil;&atilde;o direta do Instituto Chico Mendes de  Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade (ICMBio) de Porto Trombetas e autoriza&ccedil;&atilde;o de  pesquisa emitida pelo Sistema de Autoriza&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade (SISBIO)  n<sup>o</sup>. 15.234, al&eacute;m da autoriza&ccedil;&atilde;o expressa da Coordena&ccedil;&atilde;o da Comunidade  Quilombola de Tapagem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudas de castanheira foram  dispostas num delineamento experimental  de ANOVA com tr&ecirc;s tratamentos e quatro repeti&ccedil;&otilde;es. Para cada parcela ou  repeti&ccedil;&atilde;o, desenhou-se uma grade de 20 x 30 m, onde foram plantadas 12 mudas de <i>B. excelsa</i> em  espa&ccedil;amentos de 10 x 10 m.  Ao todo, em cada tratamento, foram colocados 48 indiv&iacute;duos. As mudas foram  transplantadas em sacos de pl&aacute;sticos, com 25 a 30 cm de altura e 10 a 12 cm de di&acirc;metro. As covas  da planta&ccedil;&atilde;o tinham 35-40 cm  de profundidade e 20 cm  de di&acirc;metro. No momento da retirada do pl&aacute;stico durante a planta&ccedil;&atilde;o, as ra&iacute;zes  enroladas n&atilde;o foram podadas. O estresse provocado pelo transplante das mudas do  viveiro at&eacute; as &aacute;reas experimentais foi compensado com incorpora&ccedil;&atilde;o inicial de  adubo org&acirc;nico (100   gramas) na cova de planta&ccedil;&atilde;o. Ao longo dos dois anos de  monitoramento, essa foi a &uacute;nica altera&ccedil;&atilde;o artificial promovida, al&eacute;m do corte  de lianas enroladas no caule e galhos das mudas e elimina&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de ervas  invasoras da &aacute;rea basal das mudas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A proced&ecirc;ncia geogr&aacute;fica das  sementes para produ&ccedil;&atilde;o das mudas &eacute; diversificada, segundo mostra a <a href="#t1">Tabela  1</a>. As diferentes variedades foram distribu&iacute;das nos tr&ecirc;s tratamentos de  forma parit&aacute;ria. Selecionaram-se  mudas com alturas entre 80-120   cm. O in&iacute;cio da planta&ccedil;&atilde;o das mudas coincidiu com o  per&iacute;odo mais chuvoso do ano (mar&ccedil;o), quando o balan&ccedil;o h&iacute;drico &eacute; favor&aacute;vel para  as plantas.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A idade das mudas plantadas em mar&ccedil;o  de 2007, calculadas a partir da data de repicagem, variou de 11 a 40 meses de idade. A  propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos plantados por idade foi: 0-11 meses (n = 10, 7%), 12-23  meses (n = 43, 30,1%), 24-35 meses (n = 84, 58,7%) e 36-40 meses (n = 6, 4,2%).  A altura m&eacute;dia das mudas plantadas em mar&ccedil;o de 2007 era de mais de 1 metro (m&eacute;dia: 107,6 &#177; 15,8 cm) e o di&acirc;metro m&eacute;dio  da base do colo era de quase 8   mm (m&eacute;dia 7,9 &#177; 2,1 mm).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudas selecionadas foram  plantadas em tr&ecirc;s tratamentos ambientais, que tanto representam lugares onde a  regenera&ccedil;&atilde;o de castanheira pode ocorrer em condi&ccedil;&otilde;es naturais, como potenciais  situa&ccedil;&otilde;es de enriquecimento florestal com <i>B. excelsa</i> na &aacute;rea de estudo.  Os tr&ecirc;s tratamentos diferem entre si principalmente pelo grau de abertura de  dossel ou exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz das mudas: a) &aacute;reas de lavoura de mandioca (<i>Manihot  esculenta</i>), com praticamente 100% de entrada de luz, b) &aacute;reas de capoeira  baixa (entre 2-5 anos de pouso), com abertura do dossel vari&aacute;vel entre 20 e  80%, c) sub-bosque de &aacute;reas florestais dominadas por indiv&iacute;duos adultos de <i>B. excelsa</i> (&gt;  10 &aacute;rvores ha<sup>-1</sup>), com alto sombreamento (&lt; 10% de  entrada de luz).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A entrada de luz que alcan&ccedil;a as  mudas foi medida de forma indireta por meio de imagens fotogr&aacute;ficas do dossel  florestal (Engelbrecht &amp;  Herz, 2001)  e usando a metodologia de contagens de pixels n&atilde;o obscurecidos sobre o total  numa escala de grises de  0 a 256.  Para este m&eacute;todo, foi usada uma c&acirc;mera digital Ricoh GX100 com uma lente grande  angular (19 mm).  As fotos foram feitas a uma altura de 1,30 m da base da planta, com aux&iacute;lio do trip&eacute;,  &agrave; primeira hora do dia e com a c&acirc;mera focando verticalmente para o c&eacute;u ou  dossel florestal. As imagens digitais foram processadas com o programa Miram&oacute;n  6.0, calculando-se, para cada fotograma, a propor&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas n&atilde;o obscurecidas pela  vegeta&ccedil;&atilde;o, posteriormente transformadas em graus de arco-seno para an&aacute;lise  estat&iacute;stica (Zar, 1999).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os tr&ecirc;s tratamentos escolhidos diferenciam-se pela intensidade luminosa que  as mudas recebem. Nas parcelas de ro&ccedil;ado, elas foram plantadas em &aacute;rea limpa,  com percentagem de luz incidente de praticamente 100%. Para manter essa situa&ccedil;&atilde;o, foi preciso realizar  atividades peri&oacute;dicas de manuten&ccedil;&atilde;o e limpeza ao redor das mudas a cada dois  meses, com objetivo de evitar sombreamentos na parte  apical da planta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As &aacute;reas selecionadas  para as  quatro repeti&ccedil;&otilde;es dos tratamentos de ro&ccedil;ado e capoeira encontram-se muito  pr&oacute;ximas &agrave;s resid&ecirc;ncias da localidade de Tapagem. As quatro parcelas de alto  sombreamento localizam-se na margem direita do igarap&eacute; Saco das Armas, dentro  do castanhal que recebe o mesmo nome do curso de &aacute;gua, a cerca de 3 km de dist&acirc;ncia do centro  comunit&aacute;rio de Tapagem (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Depois do plantio, em mar&ccedil;o de 2007, realizaram-se doze visitas bimestrais nas &aacute;reas experimentais at&eacute; mar&ccedil;o de 2009, com objetivo de coletar dados m&eacute;tricos e informa&ccedil;&otilde;es  relacionadas com epis&oacute;dios de altera&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel da planta, tais como secagem,  cortes, rebrota ou morte. As medi&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas inclu&iacute;am mensura&ccedil;&atilde;o de altura em  cent&iacute;metros e di&acirc;metro do colo em mil&iacute;metros. O instrumental usado foi fita  m&eacute;trica, varas padronizadas e paqu&iacute;metro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>AN&Aacute;LISES  DE SOLO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Coletaram-se doze amostras compostas de solo provenientes da camada de 0-40 cm de profundidade, aproveitando o material  removido para a escava&ccedil;&atilde;o das covas para a planta&ccedil;&atilde;o das mudas. A distribui&ccedil;&atilde;o  das amostras seguiu o delineamento experimental dos plantios, quatro repeti&ccedil;&otilde;es  (parcelas) por tr&ecirc;s tratamentos. Realizaram-se an&aacute;lises f&iacute;sicas (textura do  solo) e qu&iacute;micas do solo (pH, carbono, nutrientes) no Laborat&oacute;rio Tem&aacute;tico de  Plantas e Solos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (INPA), sediado em Manaus (AM). Antes das an&aacute;lises,  as amostras foram secadas, destorroadas e passadas em peneira fina de 2 mm de di&acirc;metro. As part&iacute;culas  prim&aacute;rias foram divididas em tr&ecirc;s grupos, conforme a sua granulometria (areia &#091;2,00-0,05 mm&#093;, silte &#091;0,05-0,002 mm&#093; e argila &#091;&lt;  0,002 mm&#093;), para o posterior c&aacute;lculo das propor&ccedil;&otilde;es granulom&eacute;tricas, seguindo a  metodologia da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecu&aacute;rias (EMBRAPA, 1997). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As vari&aacute;veis qu&iacute;micas analisadas foram: pH em &aacute;gua, carbono, nutrientes (nitrog&ecirc;nio, c&aacute;lcio, pot&aacute;ssio, f&oacute;sforo,  magn&eacute;sio, ferro, mangan&ecirc;s, zinco) e alum&iacute;nio troc&aacute;vel. A metodologia usada  seguiu os princ&iacute;pios e determina&ccedil;&otilde;es recomendados pela EMBRAPA (1999). As concentra&ccedil;&otilde;es dos elementos qu&iacute;micos foram  expressas em mg kg<sup>-1</sup>, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do  alum&iacute;nio, calculado em centimol de carga por quilo (cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>). A partir dos  teores de c&aacute;tions, foram calculadas, com as devidas transforma&ccedil;&otilde;es, a  capacidade de troca de c&aacute;tions efetiva (CTC<sub>t</sub>), a porcentagem de satura&ccedil;&atilde;o por  alum&iacute;nio (m %) e a porcentagem de satura&ccedil;&atilde;o por bases (V %).  A mat&eacute;ria org&aacute;nica foi expressa em percentuais e calculada mediante o m&eacute;todo  de Walkley-Black, a partir da concentra&ccedil;&atilde;o de carbono no solo (EMBRAPA, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>AN&Aacute;LISES  DE DADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia das mudas foi calculado por meio do percentual  entre n&uacute;mero de sobreviventes em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de mudas plantadas. A  compara&ccedil;&atilde;o da sobreviv&ecirc;ncia por tratamentos foi testada com Qui-Quadrado (&#967;<sup>2</sup>). A capacidade de rebrota das mudas foi medida pela raz&atilde;o  entre frequ&ecirc;ncias de rebrota e somat&oacute;rio de n&uacute;mero de mortes e rebrota  detectados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para analisar e comparar o desempenho das mudas ao longo  dos dois anos de monitoramento, calculou-se tr&ecirc;s indicadores diferentes: 1) Incremento Corrente M&eacute;dio em  altura (ICM<sub>h</sub>) ou em di&aacute;metro do colo (ICM<sub>d</sub>),  ambos calculados a partir da diferen&ccedil;a m&eacute;dia entre a primeira (mar&ccedil;o de 2007) e  &uacute;ltima medi&ccedil;&atilde;o realizada (mar&ccedil;o de 2009), 2) Incremento M&eacute;dio Anual (IMA) e  Incremento Corrente Anual (ICA), ambos calculados a partir da diferen&ccedil;a entre  duas medi&ccedil;&otilde;es com intervalo de um ano entre elas, 3) Incremento Corrente  Bimestral (ICB), calculado a partir da diferen&ccedil;a entre duas medi&ccedil;&otilde;es com  intervalo de dois meses entre elas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por meio de an&aacute;lises de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias,  testou-se, de forma diferenciada nos tr&ecirc;s tratamentos, a influ&ecirc;ncia da  proced&ecirc;ncia das sementes das mudas, a idade inicial das mudas e a influ&ecirc;ncia do  tempo (diferen&ccedil;a entre as duas ICAs) no desempenho das mudas plantadas. A  correla&ccedil;&atilde;o entre luz incidente e incremento corrente em altura e/ou di&aacute;metro do colo foi analisada atrav&eacute;s de um modelo de  regress&atilde;o n&atilde;o linear (exponencial) para todas as mudas plantadas. O desempenho  das mudas plantadas (ICM<sub>h</sub> e ICM<sub>d</sub>) e as propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas do solo foram comparados entre os tr&ecirc;s tratamentos  ambientais tamb&eacute;m por meio de an&aacute;lise de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As an&aacute;lises estat&iacute;sticas de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias utilizadas  foram de dupla natureza: 1) param&eacute;tricas (ANOVA ou teste 't') para distribui&ccedil;&otilde;es  normais das vari&aacute;veis, 2) n&atilde;o param&eacute;tricas (teste de Kruskal-Wallis ou teste de  Mann-Whitney), quando as distribui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentavam normalidade amostral.  Dentro dos grupos, o uso de um ou outro teste dependeu do n&uacute;mero de vari&aacute;veis  comparadas (dois ou tr&ecirc;s). Para analisar a normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es, usou-se o teste de  Kolmogorov-Smirnov (Zar, 1999).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>FATORES AMBIENTAIS: AN&Aacute;LISE DA LUZ INCIDENTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir das an&aacute;lises das imagens digitalizadas do  dossel das mudas, evidenciou-se que as &aacute;reas de capoeira tiveram grande varia&ccedil;&atilde;o do  padr&atilde;o de luminosidade, tanto dentro como entre as parcelas (<a href="#t2">Tabela  2</a>). Analisando o total  das 48 mudas de capoeira de  forma conjunta, a percentagem m&eacute;dia de luz entrante foi de 52,46%, com m&iacute;nimo de 6,58% e m&aacute;ximo de 99,60%. Considerando as  varia&ccedil;&otilde;es das m&eacute;dias entre repeti&ccedil;&otilde;es, o gradiente da abertura de dossel variou  de 16,61% a 83,51%. As parcelas de castanhal  confirmaram-se como as &aacute;reas de alto  sombreamento, com uma percentagem m&eacute;dia de abertura de dossel para o total das  mudas de 7,01%, com valor m&iacute;nimo de 3,85% e m&aacute;ximo de 10,89%. Nesse caso, o  intervalo das varia&ccedil;&otilde;es das m&eacute;dias entre repeti&ccedil;&otilde;es foi pequeno, de 5,82% a 8,86%.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>FATORES AMBIENTAIS: SOLO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O tratamento de ro&ccedil;ado teve os valores proporcionais  mais altos de areia (&gt; 50%) e os mais baixos em silte e argila. Os solos dos  castanhais foram os mais argilosos (&gt; 40%). Entretanto, as  diferen&ccedil;as granulom&eacute;tricas entre tratamentos n&atilde;o foram significativas (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As an&aacute;lises qu&iacute;micas n&atilde;o mostraram diferen&ccedil;as  significativas entre os tratamentos para a maioria de vari&aacute;veis estudadas (pH,  mat&eacute;ria org&acirc;nica, CTC<sub>t</sub>, nutrientes). As &uacute;nicas exce&ccedil;&otilde;es foram o c&aacute;lcio e o  mangan&ecirc;s extra&iacute;dos, que apresentaram concentra&ccedil;&otilde;es muito baixas nas parcelas de  castanhal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de capoeira e ro&ccedil;ado. Ainda assim, as compara&ccedil;&otilde;es  m&uacute;ltiplas por pares somente confirmaram diferen&ccedil;as significativas entre os  tratamentos de capoeira e castanhal para o teor de mangan&ecirc;s (<a href="#t4">Tabela  4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em termos de toxicidade por alum&iacute;nio, a porcentagem  m&eacute;dia de satura&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio nos solos de castanhal foi de 77%, mais elevada do que a  dos solos de ro&ccedil;ado (47%) e capoeira (41%). Ainda assim, as diferen&ccedil;as n&atilde;o  foram significantes por pequena margem (p = 0,058). De igual forma, os solos de  capoeira tiveram a mais alta porcentagem de satura&ccedil;&atilde;o por bases (59%), seguidos pelos de  ro&ccedil;ado (53%) e de castanhal (23%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>DESEMPENHO  DAS MUDAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Das 144 mudas plantadas, onze (7,6%) morreram no  transcurso dos dois anos de monitoramento. Destas, sete morreram por causas naturais. Das 133 sobreviventes, 28 (21,1%) sofreram altera&ccedil;&otilde;es  fisiol&oacute;gicas (secagem) e/ou morfol&oacute;gicas (corte do caule) que desaceleraram os  processos de crescimento vertical e provocaram regenera&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria por  rebrote. Do total de mudas plantadas, 105 (72,9%) n&atilde;o tiveram  altera&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis significativas na estrutura a&eacute;rea da planta e foram usadas  para as an&aacute;lises comparativas de crescimento do presente estudo (<a href="#t5">Tabela  5</a>)</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Sobreviv&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando somente as mortes naturais, o &iacute;ndice de  sobreviv&ecirc;ncia das mudas variou de 89 a 100%, dependendo do  tratamento. Nas parcelas de ro&ccedil;ado n&atilde;o houveram mortes naturais, ocorrendo duas  mortes nas de capoeira e cinco nas de castanhal. Ainda assim, as diferen&ccedil;as  entre os tr&ecirc;s tratamentos n&atilde;o foram significativas (Teste &#967;<sup>2</sup> <sub>5,99</sub> = 5,70, p = 0,056).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Conforme a <a href="#f2">Figura 2</a>, os epis&oacute;dios de mortes naturais  se concentraram quase todos no segundo ano da planta&ccedil;&atilde;o (85%), principalmente  durante o segundo semestre do ano de 2008. As parcelas de castanhal foram  respons&aacute;veis por 71% das mortes totais das mudas, 60% das quais aconteceram  entre setembro e novembro de 2008. Tendo em conta a proced&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, as mudas  origin&aacute;rias do castanhal de P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car, munic&iacute;pio de Costa Marques, Rond&ocirc;nia, foram as &uacute;nicas que tiveram um  &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia (72,7%) significativamente menor do esperado (Teste &#967;<sup>2</sup> <sub>3,84</sub> = 2,33, p  = 0,0005). Ressalta-se que as variedades procedentes da regi&atilde;o do  rio Trombetas tiveram sobreviv&ecirc;ncia de 100%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Rebrota</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao longo de dois anos, foram identificados 28 casos de rebrota (19,4%) em todos os plantios. As frequ&ecirc;ncias de rebrota variaram com o tratamento, sendo menores no ro&ccedil;ado (10,4% das mudas) e maiores  na capoeira (22,91%) e no castanhal (25%). Apesar disso, as diferen&ccedil;as n&atilde;o  foram significativas entre as situa&ccedil;&otilde;es ambientais (Teste Kruskal-Wallis, p = 0,24). As causas das  altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e morfol&oacute;gicas que desencadearam as rebrotas foram  majoritariamente naturais (n = 20, 71,4%). N&atilde;o obstante, nos tratamentos de ro&ccedil;ado e capoeira,  houve epis&oacute;dios onde a a&ccedil;&atilde;o humana prejudicou as mudas, principalmente por  corte ou queima da planta de forma involunt&aacute;ria durante as atividades de lavoura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Trombetas, a capacidade de rebrota chegou a 71,79%, dos casos, ou seja,  das 39 mudas que sofreram  altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas ou fisiol&oacute;gicas, 28 sobreviveram e conseguiram  revigorar-se em termos de crescimento vertical (<a href="#t5">Tabela 5</a>). Por tratamento, a  capoeira foi a que teve a maior capacidade de rebrote (84,6%), superior a do  castanhal (70,6%) e do ro&ccedil;ado (55,5%). No entanto, as  diferen&ccedil;as entre eles n&atilde;o foram significativas (Teste Kruskal-Wallis: p = 0,73).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As plantas que sofreram epis&oacute;dios de rebrote ap&oacute;s  altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas e/ou fisiol&oacute;gicas (19,4% sobre o total) tiveram um  desempenho diferente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudas normais. Em primeiro lugar, as mudas  rebrotadas cresceram, em termos relativos, mais rapidamente que seus vizinhos  do mesmo tratamento ap&oacute;s o fen&ocirc;meno de rebrote, apresentando os seguintes incrementos  correntes bimestrais (ICB<sub>h</sub>) m&eacute;dios: ro&ccedil;ado (n = 5, ICB<sub>h</sub> = 14,0 &#177; 12,0 cm m&ecirc;s<sup>-1</sup>),  capoeira (n = 11, ICB<sub>h</sub> = 4,1 &#177; 4,0 cm m&ecirc;s<sup>-1</sup>) e  castanhal (n = 12, ICB<sub>h</sub> = 8,9 &#177; 10,6 cm m&ecirc;s<sup>-1</sup>). Observou-se, neste grupo  espec&iacute;fico de mudas, que o crescimento bimestral foi mais alto no castanhal que  na capoeira. Ainda assim, as diferen&ccedil;as entre tratamentos n&atilde;o foram  significativas (ANOVA, F<sub>3,38</sub> = 2,24, p = 0,1266). Em contraste,  conforme mostra a <a href="#f3">Figura 3</a>, comparando a ICB<sub>h</sub> ap&oacute;s rebrote com as mudas  normais por tratamentos, as m&eacute;dias s&atilde;o significativamente d&iacute;spares na capoeira  (test 't', p = 0,0168) e castanhal (teste 't', p = 0,0170), mas n&atilde;o no ro&ccedil;ado  (teste 't', p = 0,37).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em  termos absolutos, as &uacute;nicas mudas com rebrota que alcan&ccedil;aram ICM<sub>h</sub> positivos em  dois anos de plantio foram as de ro&ccedil;ado (n = 5, ICM<sub>h</sub> = 58,2 &#177; 57,2 cm, m&aacute;ximo = 131 cm e m&iacute;nimo = -25 cm). As outras rebrotas  sofreram diminui&ccedil;&atilde;o na altura como consequ&ecirc;ncia dos traumas acontecidos:  capoeira (n = 11, ICM<sub>h</sub> = -24,1 &#177; 57,0 cm, m&aacute;ximo = 45 cm, m&iacute;nimo = -96 cm) e castanhal (n = 12,  ICM<sub>h</sub> = -37,4 &#177; 36,3 cm,  m&aacute;ximo = 11 cm,  m&iacute;nimo = -85 cm).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Crescimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As an&aacute;lises  comparativas do crescimento em altura e di&acirc;metro das mudas de <i>B. excelsa</i> realizaram-se com as plantas que  n&atilde;o morreram nem sofreram rebrota ao longo dos dois anos de monitoramento (n = 105, 72,9%). As diferen&ccedil;as em  altura e di&acirc;metro das mudas no come&ccedil;o e no final do per&iacute;odo do estudo foram  calculadas e posteriormente verificada sua distribui&ccedil;&atilde;o normal com o teste  Kolmogorov-Smirnov para crescimento em altura (D = 0,089, p = 0,902, &#945; = 0,05) e crescimento em  di&acirc;metro (D = 0,091, p = 0,888, &#945; = 0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados do  crescimento em altura s&atilde;o d&iacute;spares e dependentes da situa&ccedil;&atilde;o ambiental onde as  mudas foram plantadas (<a href="#f4">Figura 4A</a>). No tratamento de ro&ccedil;ado, o  aumento m&eacute;dio em altura (ICM<sub>h</sub>) foi de 204,4 &#177; 115,4 cm em dois anos, m&aacute;ximo  de 463 cm e m&iacute;nimo de 7 cm. Nos outros dois  tratamentos, o ICM<sub>h</sub> foi consistentemente menor: capoeira (ICM<sub>h</sub> =  15,5 &#177; 18,2 cm,  m&aacute;ximo = 89 cm,  m&iacute;nimo = 0 cm)  e castanhal (ICM<sub>h</sub> = 6,8 &#177; 5,5 cm, m&aacute;ximo = 21 cm, m&iacute;nimo = 0 cm). As diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s tratamentos  foram altamente significativas (ANOVA, F<sub>3,08</sub> = 89,92, p &lt; 0,0001). Nas compara&ccedil;&otilde;es das m&eacute;dias por duplas,  mediante o teste Tukey, as diferen&ccedil;as entre as tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es ambientais foram  confirmadas para as mudas plantadas em &aacute;reas de ro&ccedil;ado, n&atilde;o confirmando  diferen&ccedil;as significativas de crescimento das plantas entre as parcelas de  capoeira e castanhal.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ressalta-se que 41,7% das mudas de ro&ccedil;ado (n = 20) tiveram um alto desempenho em altura, com IMA<sub>h</sub>&gt; 1 m, chegando a alcan&ccedil;ar valores superiores  aos 2 m em tr&ecirc;s plantas. Comparando este grupo de alto  rendimento ('top 20'), com o conjunto de mudas normais em ro&ccedil;ado, as diferen&ccedil;as  de lCM<sub>h</sub> s&atilde;o altamente significativas (teste 't', p = 0,0002).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De igual forma, o  incremento ocorrente em di&acirc;metro do colo variou com o tratamento (<a href="#f4">Figura  4B</a>). Novamente, as parcelas de ro&ccedil;ado apresentaram o maior crescimento (ICM<sub>d</sub>  = 40,8 &#177; 14,4 mm, m&aacute;ximo = 73 mm, m&iacute;nimo = 8 mm), bem acima do aumento observado nas  parcelas de capoeira (ICM<sub>d</sub> = 9,1 &#177; 2,7 mm, m&aacute;ximo = 15 mm, m&iacute;nimo = 3,5 mm) e castanhal (ICM<sub>d</sub> =  4,9 &#177; 1,8 mm, m&aacute;ximo = 8 mm, m&iacute;nimo = 0 mm). As diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s tratamentos  foram altamente significativas (ANOVA, F<sub>3,06</sub> = 120,43, p &lt; 0,0001). Comparando as m&eacute;dias  por duplas, com o teste de Tukey, as diferen&ccedil;as unicamente deixaram de ser  significativas entre as &aacute;reas de capoeira e castanhal (&#945; = 0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Efeito da Luz</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de  regress&atilde;o n&atilde;o linear mostrou que o crescimento vertical das mudas est&aacute;  correlacionado positivamente com a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz incidente (<a href="#f5">Figura  5</a>), ainda que a  correla&ccedil;&atilde;o seja fraca devido ao baixo coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (r = 0,739, R<sup>2</sup> = 0,35, p &lt; 0,0001). Por outro lado, a  regress&atilde;o n&atilde;o linear entre entrada de luz e crescimento em di&acirc;metro (<a href="#f6">Figura 6</a>) mostrou uma  correla&ccedil;&atilde;o significativa mais forte e positiva (r = 0,872, R<sup>2</sup> = 0,60, p &lt; 0,0001).</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Efeito da  proced&ecirc;ncia das mudas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A escolha de mudas de  oito proced&ecirc;ncias distintas n&atilde;o afetou os resultados gerais obtidos. Assim,  comparando os crescimentos em altura dos tr&ecirc;s tratamentos segundo a  proveni&ecirc;ncia das variedades de <i>B. excelsa</i> utilizadas, mantiveram-se as diferen&ccedil;as  significativas entre o ro&ccedil;ado e os outros dois tratamentos para a maioria das  plantas (84%): A&ccedil;aizal (n = 11, F<sub>4,25</sub> = 7,18, p = 0163), Fartura (n = 18, F<sub>3,73</sub>  = 11,65, p = 0,0010), Moura (n = 14, F<sub>3,98</sub>  = 27,53, p &lt; 0,0001), Pur&atilde;o (n = 12, F<sub>4,25</sub>  = 14,84, p = 0,0014), Tauar&iacute; (n = 17, F<sub>3,74</sub> = 14,42, p = 0,0004) e Veado (n = 16, F<sub>3,80</sub> = 116,63, p &lt; 0,0001). No restante das mudas  (16%), origin&aacute;rias de Ademar Gomes, Mutuca e P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car, os testes  estat&iacute;sticos n&atilde;o foram aplicados por falta de amostragem suficiente em alguns  dos tr&ecirc;s tratamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Analisadas as  diferen&ccedil;as entre as variedades por tratamentos, constata-se que estas nunca  foram significativas (ANOVA, F<sub>2,44</sub> = 0,99, p = 0,45). No ro&ccedil;ado, as  variedades que tiveram melhor desempenho em altura, com IMA<sub>h</sub> &gt; 1 m, procediam de castanhais da regi&atilde;o do pr&oacute;prio rio Trombetas: Veado  (n = 5, ICM<sub>h</sub> = 311,2 &#177; 56,7 cm), Fartura (n = 6, ICM<sub>h</sub> =  247,7 &#177; 160,4 cm)  e Tauar&iacute; (n = 6, ICM<sub>h</sub> = 213,7 &#177; 116,8 cm). Ainda assim, as  diferen&ccedil;as entre as variedades n&atilde;o foram significantes. Igualmente, no crescimento em  di&acirc;metro, evidenciam-se diferen&ccedil;as altamente significativas entre o ro&ccedil;ado e os  outros dois tratamentos para as seguintes proced&ecirc;ncias: A&ccedil;aizal (n = 11, F<sub>4,46</sub> = 6,70, p = 0195), Fartura (n = 18, F<sub>3,68</sub>  = 22,52, p &lt; 0,0001), Moura (n = 14, F<sub>3,98</sub> = 49,40, p &lt;  0,0001), Pur&atilde;o (n = 16, F<sub>34,26</sub> = 13,21, p = 0,0021), Tauar&iacute; (n =  17, F<sub>3,74</sub> = 28,51, p &lt; 0,0001), Veado (n = 16, F<sub>3,80</sub> =  83,35, p &lt; 0,0001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Efeito da idade das mudas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O desenvolvimento em altura dos plantios n&atilde;o foi influenciado pela  idade inicial das mudas. Fazendo regress&otilde;es entre o crescimento em altura e  idade para cada um dos tratamentos, os resultados n&atilde;o foram significativos nas  tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais estudadas (ro&ccedil;ado, p = 0,27; capoeira, p = 0,76; castanhal, p = 0,88). Da mesma forma, o crescimento em di&acirc;metro do colo tampouco  foi afetado pela idade inicial da muda (ro&ccedil;ado, p = 0,25; capoeira, p = 0,43; castanhal, p = 0,38).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Influ&ecirc;ncia do tempo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O desempenho das mudas teve um comportamento diferenciado entre o  primeiro ano (mar&ccedil;o de 2007 - mar&ccedil;o de 2008) e o  segundo ano (mar&ccedil;o de 2008 - mar&ccedil;o de 2009) da  planta&ccedil;&atilde;o, e sua relev&acirc;ncia e magnitude variou com o tratamento (<a href="#f7">Figura  7A</a>). Usando o teste 't' para amostras dependentes e pareadas, observou-se  diferen&ccedil;a significativa entre os dois per&iacute;odos no tratamento de ro&ccedil;ado (p &lt;  0,0001) e capoeira (p = 0,015). Em contraste, no castanhal, as diferen&ccedil;as n&atilde;o foram estatisticamente confirmadas (p = 0,178).  Para os tr&ecirc;s tratamentos, o IMA<sub>h</sub> foi maior no segundo ano. Na  capoeira, o aumento foi superior a 500%, com IMA<sub>h</sub> aumentando de 1,9 cm para 11,4 cm; no ro&ccedil;ado, foi de  184%, com IMA<sub>h</sub> aumentando de 53,2 para 151,3 cm, e, no castanhal, foi de 50% (2,8 para 4,3 cm).</font></p>     <p><a name="f7"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O crescimento em di&acirc;metro tamb&eacute;m variou de um ano para outro,  aumentando ou diminuindo segundo o tratamento (<a href="#f7">Figura 7B</a>).  Nas &aacute;reas de ro&ccedil;ado se manteve a tend&ecirc;ncia observada no IMA<sub>h</sub>, o IMA<sub>d</sub> foi maior  no segundo ano (35% a mais). Em contraste, nos outros dois tratamentos, o IMA<sub>d</sub>  concentrou-se praticamente todo no primeiro ano da planta&ccedil;&atilde;o. Analisando os  dados com o teste 't' de amostras dependentes e pareadas, as diferen&ccedil;as de  crescimentos entre os dois anos de planta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o altamente significativas (p  &lt; 0,0001) nas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Incrementos  correntes bimestrais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim como ocorreu  com o ICM<sub>h</sub>, a ICB<sub>h</sub> variou com o tratamento. As parcelas de ro&ccedil;ado tiveram uma  m&eacute;dia de 17,6 &#177; 10,3 cm,  com m&aacute;ximo de 37,5 cm  e m&iacute;nimo de 4,5 cm  de ICB<sub>h</sub>. Em contraposi&ccedil;&atilde;o, as mudas plantadas na capoeira e castanhal tiveram  ICB<sub>h</sub> menor, com uma m&eacute;dia de 1,5 &#177; 1,2 cm e 0,8 &#177; 0,7 cm respectivamente (<a href="#f8">Figura 8A</a>).</font></p>     <p><a name="f8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a04f8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O comportamento do  ICB<sub>d</sub> foi muito similar ao ICB<sub>h</sub>. O tratamento de ro&ccedil;ado  teve uma m&eacute;dia de 3,4 &#177; 1,8   mm, com m&aacute;ximo de 7 mm e m&iacute;nimo de 1 mm de ICB<sub>h</sub>. Em  contraposi&ccedil;&atilde;o, as mudas plantadas na capoeira e castanhal tiveram ICB<sub>h</sub> inferior,  com uma m&eacute;dia de 0,8 &#177; 1,5 cm  e 0,4 &#177; 1,0 cm  respectivamente (<a href="#f8">Figura 8A</a>). No ro&ccedil;ado, observou-se uma tend&ecirc;ncia ao  aumento m&eacute;dio do ICB<sub>d</sub>, especialmente a partir do segundo ano da  planta&ccedil;&atilde;o, com uma &uacute;nica queda no intervalo entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. O comportamento da  ICB<sub>d</sub> nos tratamentos de capoeira e castanhal &eacute; mais constante, sem  grandes ascens&otilde;es e com uma pronunciada queda no terceiro m&ecirc;s da planta&ccedil;&atilde;o (<a href="#f8">Figura 8B</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &eacute;poca chuvosa foi  mais favor&aacute;vel ao crescimento em altura das mudas no tratamento com maior  (ro&ccedil;ado) e pior desempenho (castanhal), n&atilde;o se cumprindo este fen&ocirc;meno nas &aacute;reas de  capoeira, onde os incrementos de crescimento foram um pouco maiores nos meses  de julho e novembro de 2008 (estiagem). Em rela&ccedil;&atilde;o ao di&acirc;metro, o desempenho das  mudas foi melhor durante o segundo semestre de 2008, correspondente ao  per&iacute;odo menos chuvoso do ano, para os tratamentos de ro&ccedil;ado e capoeira, n&atilde;o se  observando tend&ecirc;ncias relevantes nas parcelas de castanhal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SOBREVIV&Ecirc;NCIA E CAPACIDADE DE REBROTA</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A taxa de  sobreviv&ecirc;ncia das mudas de castanheira nos plantios de Trombetas em dois anos  de monitoramento foi muito alta, entre  89 e 100%, dependendo do  tratamento. As diferen&ccedil;as entre as tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es ambientais n&atilde;o foram  significativas, ainda que tenha sido observada uma tend&ecirc;ncia a maiores taxas de  mortalidade em &aacute;reas florestais e durante o per&iacute;odo menos chuvoso do ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Comparado com outros  experimentos similares, as mudas plantadas de <i>B. excelsa</i> neste estudo  tiveram as taxas de mortalidade mais baixas. Por exemplo, no estado do Acre, em  plantios agr&iacute;colas experimentais, o &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia ficou em torno de 40% ap&oacute;s dois anos (Kainer <i>et al</i>., 1998). Entretanto, nas &aacute;reas de enriquecimento em florestas  com explora&ccedil;&atilde;o madeireira, a mortalidade concentrou-se no primeiro ano, com  uma taxa de 82,7% (Oliveira, 2000). Na Bol&iacute;via, ap&oacute;s quatro anos, a  taxa de sobreviv&ecirc;ncia de mudas variou entre 59 e 94%, dependendo do  tratamento (Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002). Os menores  &iacute;ndices de sobreviv&ecirc;ncia desses experimentos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s planta&ccedil;&otilde;es de  Trombetas, devem-se, muito provavelmente,  ao tipo de muda usada no delineamento amostral. No presente estudo foram  plantados indiv&iacute;duos juvenis (<i>saplings</i>), com altura &gt; 1 m e endosperma j&aacute; totalmente absorvido. Em  contraste, nos outros tr&ecirc;s experimentos citados, os indiv&iacute;duos plantados eram  tipo <i>seedling</i>, com alturas entre 7 e 23 cm, dependendo da  experi&ecirc;ncia, e com presen&ccedil;a de endosperma ainda na sua estrutura basal e,  portanto, altamente vulner&aacute;veis &agrave; preda&ccedil;&atilde;o por cutias e outros mam&iacute;feros  terrestres (Zuidema, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O elevado &iacute;ndice de  sobreviv&ecirc;ncia da castanheira nos tr&ecirc;s tratamentos, mais alta que a observada em  outras &aacute;rvores tropicais em situa&ccedil;&otilde;es experimentais similares (Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002; Souza <i>et al</i>., 2008), inclusive em  situa&ccedil;&otilde;es de baixo desempenho em altura e di&acirc;metro, reafirma <i>B. excelsa</i> como  uma esp&eacute;cie cl&iacute;max exigente de luz, capaz  de sobreviver como pl&acirc;ntula em ambientes florestais durante tempo prolongado,  at&eacute; aproveitar o surgimento de alguma grande clareira para se desenvolver.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os plantios experimentais de Trombetas mostraram alta capacidade  de rebrote (71%) da castanheira ap&oacute;s epis&oacute;dios  traum&aacute;ticos (secagem, corte) nos tr&ecirc;s tratamentos segundo a disponibilidade de  luz: maior em &aacute;reas de capoeira (80%) e castanhal (70%) do que em ro&ccedil;ado (55%).  Na maioria dos casos, o aparecimento do rebrote gerou uma situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao  crescimento em altura da planta, notando-se significativos incrementos das  taxas m&eacute;dias de crescimento bimestral nos meses seguintes ao rebrote. Apesar de  ser not&oacute;ria, a capacidade de rebrotar da castanheira n&atilde;o tem sido estudada em termos quantitativos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>CRESCIMENTO DAS MUDAS DE <i>B. EXCELSA</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O crescimento em altura e di&acirc;metro das mudas plantadas na regi&atilde;o  do rio Trombetas, ao longo de dois anos, dependeu fundamentalmente do tipo de  tratamento natural de luz a que foram submetidos os indiv&iacute;duos de <i>B.  excelsa.</i> As &aacute;reas de ro&ccedil;ado se destacaram como as parcelas onde as mudas se  desenvolveram melhor, com diferen&ccedil;as significativas quando comparadas com os  outros dois tratamentos. Assim, em dois anos, em m&eacute;dia, as mudas de ro&ccedil;ado  cresceram em altura 13 vezes mais (ICM<sub>h</sub> = 202,2 cm) do que as de  capoeira (ICM<sub>h</sub> = 15,6   cm) e quase 30 vezes mais do que as de castanhal (ICM<sub>h</sub>  = 6,8 cm).  As mudas de ro&ccedil;ado cresceram em di&acirc;metro 4,4 vezes mais (ICM<sub>d</sub> = 38,6 mm) do que as de  capoeira (ICM<sub>d</sub> = 8,8   mm) e 7,7 vezes mais do que as de castanhal (ICM<sub>d</sub>  = 5,0 mm).  As diferen&ccedil;as de desempenho entre as &aacute;reas de castanhal e  capoeira n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significantes, havendo,  no entanto, uma clara tend&ecirc;ncia favor&aacute;vel ao tratamento de capoeira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em geral, os solos das planta&ccedil;&otilde;es de Trombetas s&atilde;o &aacute;cidos (pH &lt;  4,5), com baixa capacidade de troca de c&aacute;tions (CTC<sub>t</sub> &lt; 2,0 cmolc  kg<sup>-1</sup>), baixa percentagem de  mat&eacute;ria org&acirc;nica (entre 1,8 e 2,4%), ricos em ferro e alum&iacute;nio, e pobres na  maioria de nutrientes analisados (Lopes &amp; Guilherme, 1992). Esses resultados  n&atilde;o diferem muito dos de outros estudos de solos em &aacute;reas de terra firme da  regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, caracterizados pela alta acidez, intemperismo  intenso, d&eacute;ficit de fertilidade, baixa capacidade de troca cati&ocirc;nica e alta  satura&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio (Cochrane &amp; S&aacute;nchez, 1982; Schubart <i>et al</i>., 1984; Vieira &amp;  Santos, 1987). Os solos de ro&ccedil;ado apresentaram textura mais arenosa e menos  argilosa que os de castanhal. Os solos de capoeira est&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o  interm&eacute;dia. Isto se deve, provavelmente, &agrave; maior remo&ccedil;&atilde;o da argila da camada  superficial dos ro&ccedil;ados e capoeiras em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente florestal, uma vez  que os solos nas &aacute;reas antropizadas ficam expostos diretamente &agrave;s chuvas e &agrave;  eros&atilde;o superficial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As provas estat&iacute;sticas de compara&ccedil;&atilde;o entre amostras de solo  somente mostraram diferen&ccedil;as significativas entre os tratamentos de castanhal e  capoeira em rela&ccedil;&atilde;o ao mangan&ecirc;s extra&iacute;do. O tratamento do castanhal apresentou  teores baixos (&lt; 2,0 mg kg<sup>-1</sup>) de mangan&ecirc;s em rela&ccedil;&atilde;o aos outros  dois tratamentos, que apresentaram concentra&ccedil;&otilde;es adequadas (&gt; 5,0 mg kg<sup>1</sup>)  para desenvolvimento agron&ocirc;mico. N&atilde;o obstante as diferen&ccedil;as de toxicidade por  alum&iacute;nio entre tratamentos (77% em castanhal, 49%  ro&ccedil;ado, 43% capoeira), todos eles superaram o valor m&aacute;ximo de toler&acirc;ncia de  satura&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio para solos agricultur&aacute;veis, estimado em 40% (Lopes &amp;  Guilherme, 1992).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que a satura&ccedil;&atilde;o por bases (%V) &eacute; o resumo da  fertilidade do solo, o tratamento do castanhal pode  ser considerado como solo distr&oacute;fico (V% = 23%),  contrariamente ao de capoeira (V% = 59%) e ro&ccedil;ado (V% = 53%), ambos eutr&oacute;ficos. Ainda que estas diferen&ccedil;as de fertilidade possam explicar o pior  desempenho do castanhal em rela&ccedil;&atilde;o aos outros dois tratamentos, estas n&atilde;o  conseguem responder por que o desempenho m&eacute;dio das mudas da capoeira e do  ro&ccedil;ado s&atilde;o t&atilde;o d&iacute;spares, apesar da grande similaridade nas propriedades  qu&iacute;micas dos seus solos. De fato, as diferen&ccedil;as de crescimento em altura e  di&acirc;metro entre ro&ccedil;ado e os outros dois tratamentos, localizados na mesma &aacute;rea  clim&aacute;tica e descartadas influ&ecirc;ncias determinantes das propriedades do solo,  idade e proced&ecirc;ncia das mudas, somente podem ser explicadas pela exposi&ccedil;&atilde;o  direta das mudas ao sol, que favorece o melhor desempenho das mudas de <i>B.  excelsa.</i> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados obtidos nas planta&ccedil;&otilde;es experimentais de Trombetas  seguem a tend&ecirc;ncia observada em algumas experi&ecirc;ncias de enriquecimento com  mudas de castanheira,  onde o grau de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz foi  determinante para o melhor desempenho da planta, aumentando o crescimento com o  tamanho da abertura de dossel (Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002). O car&aacute;ter promissor de <i>B. excelsa</i>, como esp&eacute;cie ideal de regenera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas florestais pela elevada  taxa de crescimento em condi&ccedil;&otilde;es de alta luminosidade e aus&ecirc;ncia de problemas fitossanit&aacute;rios (Yared <i>et al</i>., 1993),  &eacute; confirmado tamb&eacute;m neste trabalho. De igual forma, estes resultados  corroboram o fato de que a castanheira &eacute; uma &aacute;rvore com melhores condi&ccedil;&otilde;es de  regenera&ccedil;&atilde;o e desempenho juvenil em &aacute;reas humanizadas ou manejadas em  detrimento das &aacute;reas de floresta densa com dossel fechado (Cotta <i>et al</i>., 2008; Paiva <i>et al</i>., 2011; Scoles &amp; Gribel, 2011, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Comparando o  crescimento em altura das mudas de <i>B. excelsa</i> nas &aacute;reas de ro&ccedil;ado de  Trombetas (IMA<sub>h</sub>=1,0 m &#177; 0,6 m) com planta&ccedil;&otilde;es de  castanheiras em &aacute;reas limpas, o desempenho em Trombetas foi um pouco inferior,  j&aacute; que nesses plantios experimentais os valores variaram entre 1,2 m ano<sup>-1</sup>, em  Machadinho d'Oeste, Rond&ocirc;nia (Yared <i>et al</i>., 1993), e 1,6 m ano<sup>-1</sup> em  Cant&aacute;, Roraima (Tonini <i>et al</i>., 2008). No entanto, analisando o  desempenho em altura das castanheiras com maior rendimento em Trombetas (IMA<sub>h</sub>  = 1,5 m ano<sup>-1</sup>) ou de todas no seu  conjunto durante o segundo ano da planta&ccedil;&atilde;o (ICA<sub>h</sub> = 1,5 m), o crescimento vertical se iguala, ou  supera, o da maioria das experi&ecirc;ncias de plantios de <i>B. excelsa</i> consultadas  na literatura cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto ao crescimento  em di&acirc;metro, o resultado obtido no tratamento de alta luminosidade de Trombetas  (IMA<sub>d</sub> = 20,4 mm ano<sup>-1</sup>) &eacute; compar&aacute;vel aos plantios  experimentais de Rond&ocirc;nia (IMA<sub>d</sub> = 20,7 mm ano<sup>-1</sup>, Yared <i>et al</i>. ,  1993) e superior aos localizados no estado de Roraima (IMA<sub>d</sub>  = 16,7 mm ano<sup>-1</sup>, Tonini <i>et al</i>., 2008)  e Amazonas (IMA<sub>d</sub> = 12,0   mm ano<sup>-1</sup>, segundo Souza <i>et al</i>., 2008, e IMA<sub>d</sub> = 13,9 mm ano<sup>-1</sup>, conforme Fernandes &amp;  Alencar, 1993). Tendo em considera&ccedil;&atilde;o somente o segundo ano, as  parcelas de ro&ccedil;ado do Trombetas ocupariam o primeiro lugar em rela&ccedil;&atilde;o ao  crescimento em di&acirc;metro (ICA<sub>d</sub> = 22,2 mm).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste trabalho  experimental, o crescimento m&eacute;dio em altura do tratamento florestal em dois  anos de monitoramento foi  muito baixo (ICM<sub>h</sub> = 6,8   cm), inferior aos 68 cm obtidos em quatro  anos no norte da Bol&iacute;via, em condi&ccedil;&otilde;es de luminosidade similares (Pe&ntilde;a-Claros <i>et al</i>., 2002). No Trombetas, as diferen&ccedil;as de  desempenho em altura e di&acirc;metro entre as mudas de ro&ccedil;ado e castanhal s&atilde;o  grandes, o que sugere uma grande disparidade de comportamento das mudas em  situa&ccedil;&otilde;es opostas de exposi&ccedil;&atilde;o de luz, muito mais vantajosa no extremo  luminoso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados de  Trombetas diferem de maneira expressiva daqueles mostrados por Kainer <i>et al</i>. (1998) na Reserva Chico  Mendes (Acre), onde o tratamento de capoeira (<i>shifting cultivation</i>, 64% de luz incidente)  obteve melhores desempenhos do que o tratamento com maior luminosidade  ambiental (pastagens, 71% de luz incidente) e o de menor abertura de dossel (<i>forest gap</i>, 21,5% de luz incidente). A  poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o residiria nas caracter&iacute;sticas ed&aacute;ficas das &aacute;reas florestais  convertidas em pastagens, geralmente com solos mais adensados, compactos e  erodidos (Reiners <i>et al</i>., 1994), o que os diferencia de outros  habitats alterados, como os ro&ccedil;ados abandonados, apesar de ter similares  condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O crescimento em  altura das plantas foi mais elevado durante o segundo ano da planta&ccedil;&atilde;o,  especialmente nas &aacute;reas de ro&ccedil;ado. Nesse tratamento, pode-se observar uma clara  tend&ecirc;ncia ascendente na taxa de crescimento durante os dois anos, n&atilde;o  confirmada nas outras duas situa&ccedil;&otilde;es ambientais. Em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento em  di&acirc;metro, o desenvolvimento das mudas foi mais alto no segundo ano nas &aacute;reas de  ro&ccedil;ado. Nas parcelas de capoeira e castanhal, o crescimento observado se  concentrou no primeiro ano, nos primeiros quatro meses. A explica&ccedil;&atilde;o dessa alta  taxa de crescimento inicial seria o est&iacute;mulo promovido pela aduba&ccedil;&atilde;o inicial da  cova, antes do plantio das mudas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ainda que a  diversidade de proced&ecirc;ncias de mudas escolhidas n&atilde;o tenha interferido nos  resultados comparativos entre os tr&ecirc;s tratamentos, cabe destacar que as plantas  aut&oacute;ctones da regi&atilde;o de estudo foram as que tiveram maior desempenho em altura  e di&acirc;metro, al&eacute;m de m&aacute;ximos &iacute;ndices de sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O trabalho de  monitoramento dos plantios experimentais na regi&atilde;o do rio Trombetas mostrou o  melhor desempenho das mudas plantadas em &aacute;reas abertas (ro&ccedil;ados de lavoura de  mandioca) em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s plantadas em &aacute;reas florestais ou capoeiras jovens. Com isso, o estudo confirma a castanheira como  uma &aacute;rvore nativa com excelente resposta de crescimento em condi&ccedil;&otilde;es de alta  luminosidade. O trabalho n&atilde;o evidenciou estatisticamente diferen&ccedil;as  significativas de crescimento das mudas entre os tratamentos de alto  sombreamento (&lt; 10% de luz incidente) e de luz interm&eacute;dia (28-77%  de abertura de dossel), apesar de haver tend&ecirc;ncia de melhor desempenho no  segundo tratamento. De fato, o ensaio contradiz outros trabalhos quanto ao  desempenho da castanhei ra em capoeiras jove ns, j&aacute; que, aqui, o crescimento,  ao longo de dois anos de observa&ccedil;&atilde;o, foi significativamente menor do que o  esperado, muito inferior aos dos ro&ccedil;ados, apesar da proximidade espacial e  similaridade do solo. Dessa forma, o estudo alerta sobre poss&iacute;veis medidas de  enriquecimento em &aacute;reas semiabertas com <i>B. excelsa</i>, recomendando-se a  limpeza peri&oacute;dica da &aacute;rea pr&oacute;xima da muda, com objetivo de manter alta  disponibilidade de luz e evitar sombreamento da parte a&eacute;rea da planta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De igual forma, este  trabalho evidenciou o alto &iacute;ndice de sobreviv&ecirc;ncia da castanheira,  independentemente do tratamento diferencial de luz, ainda que a taxa de  mortalidade tenha sido um pouco elevada nas &aacute;reas florestais. O estudo reafirma  a necessidade de usar-se mudas com alturas acima de 1 metro e sem endosperma em  todas as experi&ecirc;ncias de reflorestamento com <i>B. excelsa</i>, como garantia da  efici&ecirc;ncia na sobreviv&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos. Por &uacute;ltimo, revela-se a castanheira como  uma esp&eacute;cie com alta capacidade de rebrote e de recupera&ccedil;&atilde;o de desempenho ap&oacute;s  epis&oacute;dios traum&aacute;ticos de natureza fisiol&oacute;gica (secagem da planta) ou estrutural  (corte de caule). Trata-se, portanto, de uma esp&eacute;cie de grande potencial para  reflorestamentos, recupera&ccedil;&atilde;o de ambientes degradados e enriquecimento de  capoeiras, desde que, neste caso, sejam tomados os devidos cuidados para manter  a parte a&eacute;rea das mudas exposta &agrave; luz solar direta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Agradecemos o apoio  financeiro e log&iacute;stico do Programa de &Aacute;reas Protegidas da Amaz&ocirc;nia (ARPA), Instituto  Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade do Porto   Trombetas, Conselho  Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e Programa Beca do Instituto Internacional de  Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil. Agradecemos tamb&eacute;m ao Projeto &quot;Banco do Germoplasma da  Castanheira&quot;, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (INPA), Minera&ccedil;&atilde;o Rio  Norte (MRN) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais  (IBAMA), pelo gentil fornecimento de mudas de <i>Bertholletia excelsa</i>, produzidas  no viveiro da MRN de Porto Trombetas. Somos gratos tamb&eacute;m ao Laborat&oacute;rio  Tem&aacute;tico de Plantas e Solos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia,  pela execu&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises f&iacute;sico-qu&iacute;micas das amostras de solo coletadas. Os mais sinceros  agradecimentos a todas as fam&iacute;lias quilombolas da comunidade de Tapagem, &agrave;  equipe humana do ICMBio de Porto Trombetas e aos funcion&aacute;rios do Viveiro da MRN  em Porto Trombetas,  pela ajuda desinteressada neste trabalho. Com especial &ecirc;nfase, agradecemos a  Dometilo Xavier, Manoel Dileno, Josenildo, Junior, Raimundo, Cleunildo,  Edelson, Vivaldo, Jo&atilde;o Raimundo e Josimar, moradores da Tapagem e outras  comunidades vizinhas, pela participa&ccedil;&atilde;o direta na planta&ccedil;&atilde;o e coleta de dados de campo ao  longo dos dois anos de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ACEVEDO, R. E. &amp;  E. CASTRO, 1998. <b>Negros do Trombetas</b>:  guardi&atilde;s de matas e rios: 2<sup>a</sup>. ed.: 1-262. CEPUJ, Bel&eacute;m.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ANDERSON, A. B.,  1994. Extrativismo vegetal e reservas extrativistas. In: A. B. ANDERSON, M. H.  ALEGRETTI, S. SCHWARTZMAN, M. MENEZES, R. MATTOSOS, V. FLEISCHFRESSER, D.  FELIPPE, V. WAWZYNIAK &amp; R. ARNT (Orgs.): <b>O destino da floresta</b>: reservas extrativistas e desenvolvimento  sustent&aacute;vel na Amaz&ocirc;nia: 227-245. Relume-Dumar&aacute;, Rio de Janeiro.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BENTES-GAMA, M. M.,  M. L. SILVA, L. J. M. VILCAHUAM&Aacute;N &amp; M. LOCATELLI, 2005. An&aacute;lise econ&ocirc;mica  de sistemas agroflorestias na Amaz&ocirc;nia Ocidental, Machadinho d'Oeste-RO. <b>Revista &Aacute;rvore</b> 29(3): 401-411.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BOJANIC, A. J. 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<body><![CDATA[<br>   Ricardo Scoles.    <br>   Universidade Federal do Oeste do Par&aacute;.    <br>   Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Interdisciplinar.    <br>   Rua Marechal Rondon, s/n. Caranazal.    <br>   Santar&eacute;m, PA, Brasil. CEP 68040-070    <br>   (<a href="mailto:ricardscoles@yahoo.es">ricardscoles@yahoo.es</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 11/03/2010    <br>   Aprovado em 29/11/2011</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Responsabilidade editorial: Toby Gardner</font></p>      ]]></body><back>
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