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<journal-title><![CDATA[Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Similaridade de espécies arbóreas em função da distância em uma floresta ombrófila na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, Pará]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The distribution of species in tropical regions is very complex. Two principal models are commonly employed to explain species distributions: the Neutral Theory, and the Niche Theory. The former predicts that species coexistence is the result of a balance between immigration and extinction, while the Niche Theory predicts that natural resources are used differently among species. Studies carried out in tropical regions have demonstrated that species similarity decreases with geographical distance. However, few studies have been done comparing changes in species similarity with geographical distance on a local scale, where physical variables such as topography, altitude and soil type do not vary. The objective of this study is to test differences in species similarity with geographical distance from botanical plots on an Amazonian plateau in the Sacará-Taquera National Forest Reserve, in Pará, Brazil. 179 tree plots (10 x 250 m) were systematically distributed across the entire extent of the plateau, with a distance between plots varying between 200 meters and 9 km. A total of 631 species of tree were identified across all plots. The species area curve showed a clear tendency to asymptote. The estimated species richness (using first and second order Jackknife estimators) suggested 720 and 733 species respectively. The majority of species were present in low frequencies in the sampled plots, a pattern typical for the Amazon region. From the total of 631 species, 442 (70%) occurred in less than 10% of all parcels. There was a negative correlation between species similarity and plot distances. The lowest Sórensen similarity measures (ranging from 13% to 16%) were obtained from plots over 6 km apart, while the highest levels of similarity (ranging from 55% to 62%) were found comparing plots less than one kilometer apart. In conclusion, this study partially corroborates the Neutral Theory, where the similarity of species decreases with increasing geographical distances. However, the medium strength correlation between similarity and distance (r = -0.44) indicates that other factors are also important, and showing that the similarity of species in the tropical rain forests may be partly explained by other biotic and abiotic factors, as well as geographical distance.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Similaridade  de esp&eacute;cies arb&oacute;reas em fun&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia em uma floresta ombr&oacute;fila na  Floresta Nacional de Sarac&aacute;-Taquera, Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Similarity  of tree species in relation to distance in a rain forest in the National Forest  Sarac&aacute;-Taquera, Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Leandro Valle Ferreira<sup>I</sup>; Rafael de Paiva Salom&atilde;o<sup>II</sup>; Darley Calderaro Leal  Matos<sup>I</sup>; Jorge Luis Gavina Pereira<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncias da Terra e Ecologia. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil    <br>       <sup>II</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Bot&acirc;nica. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil    <br>       <sup>III</sup>Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Coordena&ccedil;&atilde;o de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Autor para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies &eacute; uma quest&atilde;o complexa. Atualmente,  existem dois principais modelos  usados para explicar essa distribui&ccedil;&atilde;o: a Teoria da Neutralidade e a Teoria de  Nicho. A primeira prediz que a coexist&ecirc;ncia de esp&eacute;cies &eacute; resultado de um  equil&iacute;brio entre imigra&ccedil;&atilde;o e extin&ccedil;&atilde;o, enquanto a segunda prediz que os  recursos naturais s&atilde;o utilizados diferencialmente entre as esp&eacute;cies. Estudos  realizados em regi&otilde;es tropicais t&ecirc;m demonstrado que a similaridade de esp&eacute;cies  diminui com a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica. Contudo, poucos estudos foram realizados  comparando a similaridade de esp&eacute;cies em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica, em  escala local, onde outras vari&aacute;veis, como topografia, altitude e tipo de solo  n&atilde;o variam. O objetivo deste  estudo &eacute; testar se existem diferen&ccedil;as na similaridade de esp&eacute;cies em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre parcelas, em um plat&ocirc; de 1.500 hectares recoberto por uma floresta ombr&oacute;fila densa, na  Floresta Nacional Sacar&aacute;-Taquera,  estado do Par&aacute;. Neste local,  foram distribu&iacute;das 179 parcelas de 10 x 250 metros, cobrindo a superf&iacute;cie total do plat&ocirc;. A dist&acirc;ncia  entre as parcelas variou de 200 metros a 9 quil&ocirc;metros.  Nas 179  parcelas amostradas foram  identificadas 631 esp&eacute;cies.  A curva cumulativa de esp&eacute;cies apresentou uma n&iacute;tida tend&ecirc;ncia ass&iacute;ntota. As  estimativas de riqueza de esp&eacute;cies, utilizando os estimadores de riqueza  Jackknife 1 e 2,  foram de 720  e 733 esp&eacute;cies, respectivamente. A maioria das esp&eacute;cies  apresentou baixa frequ&ecirc;ncia absoluta nas parcelas amostradas, um padr&atilde;o t&iacute;pico  para a floresta amaz&ocirc;nica; do total de 631 esp&eacute;cies, 442 (70% do total) ocorreram em menos de 10%  do total das parcelas. Houve uma  correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a similaridade de esp&eacute;cies e a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica  das parcelas no plat&ocirc;. Os menores &iacute;ndices de similaridade de S&oacute;rensen, variando  de 13% a 19%,  foram obtidos entre parcelas a  dist&acirc;ncias m&eacute;dias de nove quil&ocirc;metros entre si, enquanto os maiores &iacute;ndices de  similaridade, variando de 50% a 62%, foram obtidos a dist&acirc;ncias menores do que  um quil&ocirc;metro entre si. Este estudo corrobora parcialmente a Teoria da  Neutralidade, na qual a similaridade entre esp&eacute;cies diminui com a dist&acirc;ncia  geogr&aacute;fica. Contudo, o valor da correla&ccedil;&atilde;o obtida entre similaridade e  dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica (r = -0.44) indica que outros fatores influenciam esta diferencia&ccedil;&atilde;o, mostrando que a  similaridade de esp&eacute;cies em regi&otilde;es tropicais pode ser explicada por outros  fatores, bi&oacute;tica e abi&oacute;tica, al&eacute;m da dist&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>Amaz&ocirc;nia. Dist&acirc;ncia. Esp&eacute;cies  raras. Similaridade de esp&eacute;cies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The distribution of species in tropical  regions is very complex. Two principal models are commonly employed to explain  species distributions: the Neutral Theory, and the Niche Theory. The former  predicts that species coexistence is the result of a balance between  immigration and extinction, while the Niche Theory predicts that natural  resources are used differently among species. Studies carried out in tropical  regions have demonstrated that species similarity decreases with geographical  distance. However, few studies have been done comparing changes in species  similarity with geographical distance on a local scale, where physical  variables such as topography, altitude and soil type do not vary. The objective  of this study is to test differences in species similarity with geographical  distance from botanical plots on an Amazonian plateau in the Sacar&aacute;-Taquera National Forest Reserve, in Par&aacute;, Brazil. 179 tree plots (10 x 250 m) were systematically  distributed across the entire extent of the plateau, with a distance between  plots varying between 200   meters and 9   km. A total of 631 species of tree were identified  across all plots. The species area curve showed a clear tendency to asymptote.  The estimated species richness (using first and second order Jackknife  estimators) suggested 720 and 733 species respectively. The majority of species  were present in low frequencies in the sampled plots, a pattern typical for the  Amazon region. From the total of 631 species, 442 (70%) occurred in less than  10% of all parcels. There was a negative correlation between species similarity  and plot distances. The lowest S&oacute;rensen similarity  measures (ranging from 13% to 16%) were obtained from plots over 6 km apart, while the highest  levels of similarity (ranging from 55% to 62%) were found comparing plots less  than one kilometer apart. In conclusion, this study partially corroborates the  Neutral Theory, where the similarity of species decreases with increasing  geographical distances. However, the medium strength correlation between  similarity and distance (r = -0.44) indicates that other factors are also  important, and showing that the similarity of species in the tropical rain forests  may be partly explained by other biotic and abiotic factors, as well as  geographical distance.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords: </b>Amazon. Distance. Rare species. Similarity of  species.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  varia&ccedil;&atilde;o da riqueza e composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies em regi&otilde;es tropicais t&ecirc;m sido  atribu&iacute;das a fatores f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos, sendo estes a base para os modelos  te&oacute;ricos em ecologia de comunidades (Wright <i>et al</i>., 1993), tais como a Teoria  da Neutralidade, de Hubbell (2001), e a Teoria do Nicho (Wright, 2002;  Kneitel &amp; Chase, 2004), que prop&otilde;em explicar os mecanismos condutores da  distribui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies em comunidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  Teoria da Neutralidade, de Hubbell (2001), assume que todos os indiv&iacute;duos de  uma comunidade s&atilde;o funcionalmente equivalentes e apresentam a mesma  probabilidade de migrar, reproduzir-se e morrer. Explica que a coexist&ecirc;ncia de  esp&eacute;cies, em diferentes escalas, &eacute; resultado do equil&iacute;brio entre imigra&ccedil;&atilde;o e  extin&ccedil;&atilde;o, em escala local, e entre as taxas de especia&ccedil;&atilde;o e extin&ccedil;&atilde;o, em escala  regional. Tamb&eacute;m prediz que a similaridade de esp&eacute;cies em uma comunidade  diminui com o aumento da dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre locais, independente das  diferen&ccedil;as ambientais, sendo esta redu&ccedil;&atilde;o o resultado da limita&ccedil;&atilde;o de dispers&atilde;o  no espa&ccedil;o. Assim, os mecanismos que geram diferen&ccedil;as nos padr&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o  das esp&eacute;cies est&atilde;o ligados &agrave; capacidade de dispers&atilde;o dos indiv&iacute;duos (Hubbell,  2006).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  Teoria do Nicho (Macarthur &amp; Levins, 1964) prediz que os recursos  s&atilde;o utilizados diferencialmente entre as esp&eacute;cies, onde a habilidade de uma  fun&ccedil;&atilde;o se faz &agrave; custa de outra, ou seja, a especializa&ccedil;&atilde;o na obten&ccedil;&atilde;o de um  recurso normalmente vem acompanhada de uma diminui&ccedil;&atilde;o na efici&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o  a outro (Condit <i>et al</i>., 2002; Tilman, 2004). Apenas esp&eacute;cies com  nichos suficientemente diferenciados podem coexistir na mesma comunidade  (Kneitel &amp; Chase, 2004). Dessa forma, o padr&atilde;o de composi&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies  deve ser determinado por caracter&iacute;sticas ambientais que relacionem as esp&eacute;cies  capazes de se estabelecer em certo local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversos  estudos mostram que a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica influencia na distribui&ccedil;&atilde;o de  plantas em regi&otilde;es tropicais (Scudeller <i>et al</i>., 2001; Condit <i>et al</i>., 2002;  Ruokolainen &amp; Tuomisto, 2002; Carneiro &amp; Valeriano, 2003), pois a  similaridade de esp&eacute;cies diminui com o aumento da dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre  parcelas, corroborando o que afirma a Teoria da Neutralidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  Teoria da Neutralidade tende a explicar adequadamente os padr&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o  de organismos residentes, como plantas, pois estas apresentam maiores  restri&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; dispers&atilde;o, o que a torna um fator importante na composi&ccedil;&atilde;o  das comunidades (Hubbell, 1999; Chave, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outros  estudos mostram que a varia&ccedil;&atilde;o na similaridade de esp&eacute;cies tamb&eacute;m &eacute; associada a  fatores ambientais, tais como clima, topografia, altitude e solos, sendo muito dif&iacute;cil  separar os efeitos destes fatores mutuamente. Nesse caso, as comunidades s&atilde;o  estruturadas pelo nicho (Tuomisto <i>et al</i>., 1995; Tuomisto &amp;  Poulsen, 1996; Ruokolainen &amp; Tuomisto, 2002; Duivenvoorden <i>et al</i>., 2002; Ter Steege <i>et al</i>., 2002;  Davidar <i>et al</i>., 2007), e a distribui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de plantas est&aacute;  ent&atilde;o relacionada &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o espacial heterog&ecirc;nea dos diversos fatores  ambientais mencionados (Pyke <i>et al</i>., 2001; Zuquim <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Duivenvoorden <i>et  al</i>. (2002) afirmam que a heterogeneidade ambiental &eacute; um fator  determinante na composi&ccedil;&atilde;o do conjunto de esp&eacute;cies em escala local, mas &eacute;  necess&aacute;rio investigar-se at&eacute; que ponto esse fator contribui para a manuten&ccedil;&atilde;o  da diversidade de plantas na escala de paisagem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na  Amaz&ocirc;nia Central, Costa <i>et al</i>. (2005) encontraram uma alta varia&ccedil;&atilde;o na  composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de herb&aacute;ceas em escala de 5 a 10 km (mesoescala), sendo que  parte dessa varia&ccedil;&atilde;o foi relacionada &agrave; dist&acirc;ncia, consequ&ecirc;ncia  de  limita&ccedil;&otilde;es na dispers&atilde;o das esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar  da exist&ecirc;ncia de diversos estudos demonstrar a diminui&ccedil;&atilde;o da similaridade de  esp&eacute;cies com o aumento da dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica em grandes escalas (Ruokolainen  &amp; Tuomisto, 2002; Condit <i>et al</i>., 2002; Davidar <i>et al</i>., 2007),  um estudo deveria ser feito no intuito de examinar se a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica  influencia na varia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies arb&oacute;reas em uma escala local  (m&eacute;dia de 0,2 a  10 km),  pois diferentes padr&otilde;es podem emergir em diferentes escalas. O conhecimento  sobre a varia&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o das comunidades de esp&eacute;cies vegetais em  diferentes escalas, da local &agrave; regional, &eacute; fundamental para o planejamento da  conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em regi&otilde;es tropicais (Pearman  &amp; Weber, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Este estudo tem como  objetivo investigar se a Teoria da Neutralidade explica a varia&ccedil;&atilde;o  na composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de &aacute;rvores em uma floresta ombr&oacute;fila na Amaz&ocirc;nia  oriental, em uma escala local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;REA DE ESTUDO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este  estudo foi realizado em um dos plat&ocirc;s da Floresta Nacional (FLONA)  Sarac&aacute;-Taquera, no distrito de Porto Trombetas, munic&iacute;pio de Oriximin&aacute;, Par&aacute; (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesses  plat&ocirc;s ocorre a extra&ccedil;&atilde;o de bauxita pela Minera&ccedil;&atilde;o Rio do Norte. A lavra do  min&eacute;rio &eacute; feita a c&eacute;u aberto, que &eacute; encontrado de 4 a 10 metros de  profundidade, sob o solo da floresta ombr&oacute;fila (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para  a opera&ccedil;&atilde;o de desmatamento pr&eacute;vio, &eacute; necess&aacute;rio, por meio de um invent&aacute;rio  bot&acirc;nico, avaliar a vegeta&ccedil;&atilde;o existente a fim de possibilitar o aproveitamento  comercial da madeira e subsidiar as a&ccedil;&otilde;es de recupera&ccedil;&atilde;o florestal das &aacute;reas  impactadas (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O  plat&ocirc; analisado neste estudo, denominado plat&ocirc; Bela Cruz, tem cerca de 1.500 hectares,  sendo recoberto pela floresta ombr&oacute;fila densa montana (Veloso <i>et  al</i>., 1991), com topografia  homog&ecirc;nea e altitude variando de 150   a 200   metros em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do mar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Predomina  na &aacute;rea o latossolo amarelo distr&oacute;fico, textura muito argilosa, e o latossolo  amarelo distr&oacute;fico, textura argilosa, sob floresta densa de relevo plano com  bordos dissecados (Brasil, 1974).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual na &aacute;rea varia de 2.500 mm a 3.000 mm, com dois  per&iacute;odos clim&aacute;ticos distintos: inverno, de janeiro a maio, quando ocorrem as  maiores precipita&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas, e o ver&atilde;o, de junho a novembro, quando a  estiagem &eacute; mais acentuada (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  principais esp&eacute;cies de &aacute;rvores do estrato emergente s&atilde;o: <i>Dinizia excelsa</i> Ducke (Mimosaceae), <i>Bertholletia  excelsa</i> Bonpl.  (Lecythidaceae), <i>Tabebuia impetiginosa</i> (Mart. ex DC.)  Standl. (Bignoniaceae), <i>Newtonia suaveolens</i> (Miq.)  Brenan (Mimosaceae)  e <i>Cedrelinga cateniformis</i> (Ducke) Ducke (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  principais esp&eacute;cies do dossel s&atilde;o <i>Oenocarpus bacaba</i> Mart. (Arecaceae), <i>Geissospermum sericeum</i> Benth. and Hook.  f. ex Miers  (Apocynaceae), <i>Tetragastris panamensis</i> (Engl.) Kuntze, <i>Protium tenuifolium</i> (Engl.) Engl. (Burseraceae) e <i>Rinorea racemosa</i> Kuntze  (Violaceae) (Salom&atilde;o <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No  plat&ocirc; analisado foram distribu&iacute;das sistematicamente 179 parcelas de 250 m x 10 m, cobrindo a totalidade de  sua superf&iacute;cie. Todas as parcelas foram georreferenciadas (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Dentro  de cada parcela, todas as formas de vida vegetal (&aacute;rvores, palmeiras e cip&oacute;s)  com Di&acirc;metro &agrave; Altura do Peito (DAP a 1,30 m do solo) &#8805; 10 cm foram medidas, marcadas  e identificadas em n&iacute;vel taxon&ocirc;mico o mais espec&iacute;fico poss&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As  curvas cumulativas de esp&eacute;cies e de estimadores de riqueza foram elaboradas  atrav&eacute;s do programa Estimates 8 (Statiscal Estimation  of species Richness and Shared Species form Samples) (Colwell &amp; Coddington, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A  matriz de similaridade de esp&eacute;cies entre as 179 parcelas foi gerada por meio do  &Iacute;ndice de S&otilde;rensen, cujo valor &eacute; baseado em termos da presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia de  esp&eacute;cies em pares de parcelas (Krebs, 1999), por meio do Programa Mata Nativa  (Cientec, 2006). A matriz de dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre as 179 parcelas foi  calculada atrav&eacute;s do  programa Arcview 3.3, usando a extens&atilde;o &quot;Distance Matrix of Point  Features&quot; (ESRI, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A correla&ccedil;&atilde;o entre a  similaridade de esp&eacute;cies e a dist&acirc;ncia linear entre as parcelas foi obtida pelo  teste de Mantel, usando o &iacute;ndice de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson ao n&iacute;vel de  signific&acirc;ncia de 5%, atrav&eacute;s do programa PC-ORD 4 (Zar, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O teste de Mantel &eacute;  um procedimento estat&iacute;stico de correla&ccedil;&atilde;o entre duas matrizes (Mantel, 1967),  frequentemente usado para  correlacionar a vari&aacute;vel 'dist&acirc;ncia' com outra vari&aacute;vel qualquer (Manly, 1986).  O m&eacute;todo de Monte Carlo, com 1.000  permuta&ccedil;&otilde;es aleat&oacute;rias, foi  aplicado para avaliar a signific&acirc;ncia do teste de Mantel (Zar, 2010).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>AMOSTRAGEM E RIQUEZA  DE ESP&Eacute;CIES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas 179 parcelas  amostradas no plat&ocirc;, foram identificadas 631 esp&eacute;cies. As estimativas de riqueza de esp&eacute;cies,  utilizando os estimadores de riqueza Jackknife 1 e 2, foram de 720 e 733 esp&eacute;cies, respectivamente,  representado 88% e 86%  da riqueza total observada,  respectivamente, demonstrando que a amostragem realizada no plat&ocirc; foi  satisfat&oacute;ria (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A maioria das esp&eacute;cies apresentou baixa frequ&ecirc;ncia  absoluta nas parcelas, pois entre as 631 esp&eacute;cies, 90 (14% do total) ocorreram  em somente uma parcela, 77 (12% do total) ocorreram em duas parcelas e 442  esp&eacute;cies (70%  do total) ocorreram em menos de 10% do  total das parcelas (<a href="#f4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SIMILARIDADE DE ESP&Eacute;CIES E DIST&Acirc;NCIA GEOGR&Aacute;FICA DAS PARCELAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Houve uma correla&ccedil;&atilde;o  negativa significativa entre a similaridade de esp&eacute;cies e a dist&acirc;ncia  geogr&aacute;fica entre as parcelas no plat&ocirc; (r = -0.44, t = 11,02; p = 0.0001, <a href="#f5">Figura 5</a>).</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A dist&acirc;ncia entre as  parcelas no plat&ocirc; variou de 200 metros a mais de 9 quil&ocirc;metros.  A menor similaridade de esp&eacute;cies (13%)  ocorreu entre as parcelas 2  e 151, distantes 7,3 quil&ocirc;metros  entre si, enquanto a maior similaridade de esp&eacute;cies (62%)  foi registrada entre as parcelas 79  e 85, distantes 477 metros entre si (<a href="#f6">Figura 6</a>).</font></p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v6n3/3a05f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a similaridade de  esp&eacute;cies e a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre as parcelas no plat&ocirc; Bela Cruz  ajusta-se ao estimado pela Teoria da Neutralidade (Hubbell, 2001),  que prediz que a similaridade de  esp&eacute;cies em uma comunidade diminui com o aumento da dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre  locais, independente de diferen&ccedil;as ambientais. Ou seja, como resultado de  limita&ccedil;&otilde;es na dispers&atilde;o das esp&eacute;cies (Hubbel, 2006), quanto mais distantes as  parcelas estiverem entre si, mais distintas elas ser&atilde;o em termos de sua  composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Hubbell (2001)  assume que a distribui&ccedil;&atilde;o das  esp&eacute;cies de plantas em uma comunidade &eacute; resultante de processos de imigra&ccedil;&atilde;o e  extin&ccedil;&atilde;o locais, onde estas esp&eacute;cies aparecem e desaparecem aleatoriamente. Com isso,  espera-se que a varia&ccedil;&atilde;o na abund&acirc;ncia de uma determinada esp&eacute;cie apresente  forte correla&ccedil;&atilde;o espacial devido &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es de sua dispers&atilde;o, ou seja, em  comunidades tropicais h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o da similaridade de esp&eacute;cies vegetais em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre as &aacute;reas amostradas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como  resultado desse padr&atilde;o, as comunidades de plantas na Amaz&ocirc;nia s&atilde;o  caracterizadas pelo grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies (Oliveira &amp; Mori, 1999)  e elevada propor&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies raras (Alves &amp; Miranda, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os  mecanismos associados &agrave; limita&ccedil;&atilde;o de dispers&atilde;o indicam que altas concentra&ccedil;&otilde;es  de esp&eacute;cies raras em florestas tropicais est&atilde;o associadas &agrave; propens&atilde;o que estas  esp&eacute;cies t&ecirc;m &agrave; extin&ccedil;&atilde;o local, sendo substitu&iacute;das mais lentamente na comunidade  do que as esp&eacute;cies mais comuns (Hubbell, 2001; Maurer &amp; Mcgill, 2005; Volkov <i>et  al,</i>,  2005).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A densidade de algumas  esp&eacute;cies tende a ser semelhante em locais pr&oacute;ximos aos seus centros de  dispers&atilde;o, e sua densidade vai diminuindo &agrave; medida que a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica  das &aacute;reas fonte aumenta. &Eacute; evidente, no entanto, que quanto menor a taxa de  dispers&atilde;o das esp&eacute;cies, maior ser&aacute; a influ&ecirc;ncia da dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica em  varia&ccedil;&otilde;es locais e regionais (Hubbell, 1999), porque h&aacute; um decr&eacute;scimo nas  trocas de indiv&iacute;duos entre locais geograficamente mais distantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste  estudo, apesar da similaridade flor&iacute;stica estar correlacionada negativamente  com a dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica (r = -0,44), demonstrando a sua influ&ecirc;ncia na  distribui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies no plat&ocirc;, dentro de uma forma&ccedil;&atilde;o florestal  aparentemente homog&ecirc;nea (como o plat&ocirc; Bela Cruz) pode existir microvaria&ccedil;&otilde;es  das condi&ccedil;&otilde;es abi&oacute;ticas, que caracterizam habitats pontuais, por exemplo,  relevo, e que n&atilde;o foram aqui testados. Por outro lado, v&aacute;rios estudos (Clark <i>et al</i>., 1999; Campbell &amp; Peart, 2000; Richard <i>et al</i>., 2000; Svenning, 2001; Harms <i>et al</i>., 2004;  Costa <i>et al</i>., 2005; Jones <i>et al</i>., 2006) demonstram que  muitas esp&eacute;cies de plantas tropicais s&atilde;o distribu&iacute;das de acordo com varia&ccedil;&otilde;es  de m&eacute;dia escala das condi&ccedil;&otilde;es ambientais .</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Chust <i>et  al</i>. (2006) estudaram esp&eacute;cies de &aacute;rvores em uma floresta  tropical no Panam&aacute; e observaram que 22% da varia&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica da &aacute;rea foi  explicada pela dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre os os locais de amostragem, 12%  exclusivamente por vari&aacute;veis ambientais e 16% pela correla&ccedil;&atilde;o entre a dist&acirc;ncia  geogr&aacute;fica dos locais de amostragem e as vari&aacute;veis ambientais. Contudo, a maior parte da  varia&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica (49%) n&atilde;o foi explicada por nenhum destes fatores. Isto  demonstra que h&aacute; necessidade de mais estudos antes que compreendamos  precisamente quais os eventos que determinam a varia&ccedil;&atilde;o da diversidade  flor&iacute;stica nestas florestas. Determinar a influ&ecirc;ncia de diferentes processos na  composi&ccedil;&atilde;o das comunidades de plantas tem importante aplica&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o de  planos de conserva&ccedil;&atilde;o mais eficientes em cada regi&atilde;o (Pearman  &amp; Weber, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Infelizmente,  as estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em regi&otilde;es tropicais s&atilde;o  limitadas pelo ainda reduzido n&iacute;vel de conhecimento existente sobre a  distribui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies. Desta forma, h&aacute; uma grande dificuldade em escolher  as esp&eacute;cies para a defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas priorit&aacute;rias para a conserva&ccedil;&atilde;o da  biodiversidade, pois o conhecimento atual sobre a riqueza, diversidade e  endemismo de diversos grupos taxon&ocirc;micos na Amaz&ocirc;nia ainda &eacute; limitado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No caso da Amaz&ocirc;nia,  propomos que as esp&eacute;cies consideradas raras devam ser tamb&eacute;m consideradas como  esp&eacute;cies priorit&aacute;rias para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, pois a floresta  amaz&ocirc;nica n&atilde;o &eacute; homog&ecirc;nea, mesmo em pequenas escalas (Tuomisto <i>et al</i>., 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A diminui&ccedil;&atilde;o da  similaridade de esp&eacute;cies em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica entre as parcelas  inventariadas neste estudo &eacute; resultado da grande quantidade de esp&eacute;cies raras  encontradas no plat&ocirc; Bela Cruz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar de diversos  estudos terem demonstrado que a Amaz&ocirc;nia &eacute; caracterizada pela alta riqueza e  diversidade de esp&eacute;cies de plantas, poucos estudos t&ecirc;m levado em considera&ccedil;&atilde;o a  import&acirc;ncia das esp&eacute;cies raras na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade na Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O planejamento de  estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o na FLONA Sarac&aacute;-Taquera deve considerar n&atilde;o somente  a riqueza e diversidade locais de esp&eacute;cies, mas principalmente a conserva&ccedil;&atilde;o  das esp&eacute;cies raras, pois, sem isto, corre-se o risco da elimina&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o  de esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O padr&atilde;o da similaridade  de esp&eacute;cies no plat&ocirc; Bela Cruz mostra que a conserva&ccedil;&atilde;o da riqueza e diversidade  de esp&eacute;cies da biota deve ser garantida pela conserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas no plat&ocirc;. Por  exemplo, na FLONA Sarac&aacute;-Taquera, no plat&ocirc; Aviso, as por&ccedil;&otilde;es leste e oeste  foram deixados intactos. Esta estrat&eacute;gia pode ser repetida em outros plat&ocirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O planejamento de  estrat&eacute;gias para conserva&ccedil;&atilde;o na FLONA Sarac&aacute;-Taquera deve considerar a riqueza  e diversidade locais de esp&eacute;cies, associada &agrave; varia&ccedil;&atilde;o desses par&acirc;metros em uma  escala regional, pois estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o limitadas a escalas locais  podem causar a elimina&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies em escalas regionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Minera&ccedil;&atilde;o Rio do Norte  (MRN), financiadora deste estudo; ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade</font> <font size="2" face="verdana">(ICMBio), gestor da  Floresta Nacional de Sarac&aacute;-Taquera; &agrave;s Dras. Veridiana V Scudeller,  da  Universidade Estadual do Amazonas (UEA), e Ana L. K. M. Albernaz, do Museu  Paraense Em&iacute;lio Goeldi (MPEG), pela ajuda na aplica&ccedil;&atilde;o do uso de matrizes no  Programa PC-ORD 4; e ao pesquisador Hanna  Maoh, do  Applied Research Institute-Jerusalem (ARIJ), pelo desenvolvimento e disponibiliza&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o &quot;Distance Matrix of Point features&quot;, utilizada  na gera&ccedil;&atilde;o da matriz de dist&acirc;ncias entre as parcelas deste estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">ALVES,  J. C. Z. O. &amp; I. S. MIRANDA, 2008. An&aacute;lise da estrutura de comunidades  arb&oacute;reas de uma floresta amaz&ocirc;nica de Terra Firme aplicada ao manejo florestal. <b>Acta Amazonica</b> 38(4): 657-666.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">BRASIL,  1974. Departamento Nacional da Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Projeto RADAM. <b>Folha SA 22 Bel&eacute;m</b>. DNPM (Levantamento  de Recursos Naturais, 5), Rio de Janeiro.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CAMPBELL, O. W. &amp; D. R. PEART, 2000.  Habitat association of trees and seedlings in a Bornean rain forest. <b>Journal of Tropical Ecology</b> 88: 464-478.</font><p><font size="2" face="verdana">CARNEIRO,  J. S. &amp; D. M. VALERIANO, 2003. Padr&atilde;o espacial da diversidade beta da Mata  Atl&acirc;ntica &ndash; uma an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em um banco de dados  geogr&aacute;ficos. <b>Anais do Simp&oacute;sio  Brasileiro de Sensoriamento Remoto</b> 11: 629-636.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CHAVE,  J., 2004. Neutral theory and community ecology. <b>Ecology Letters</b> 7: 241-253.</font><p><font size="2" face="verdana">CHUST, G., J. CHAVE, R. CONDIT, S.  AGUILAR, S. LAO &amp; R. P&Eacute;REZ, 2006. Determinants and spatial modeling of tree  beta &ndash; diversity in a tropical forest landscape in Panama. <b>Journal of Vegetable Science</b> 17: 83-92.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CLARK, D., M. W. PALMER &amp; D. A. CLARK, 1999. Edaphic factors and the landscape-scale  distributions of tropical rain forest trees. <b>Ecology</b> 80(8): 2662-2675.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">COLWELL, R. K. &amp; J. A. CODDINGTON,  1996. Estimating terrestrial biodiversity through extrapolation. In: D. L.  HAWKSWORTH (Ed.): <b>Biodiversity</b>.  Measurement and evaluation: 101-118. Chapman &amp; Hall, London.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CONDIT, R., N. PITMAN, E. G. LEIGHT JR.,  J. CHAVE, J. TERBORGH, R. B. FOSTER, P. N&Uacute;&Ntilde;EZ, S. AGUILAR, R. VALENCIA, G.  VILLA, H. C. MULLER-LANDAU, E. LOSOS &amp; S. P. HUBBELL, 2002. Beta-diversity in  Tropical Forest Trees. <b>Science</b> 295(5555): 666-669. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">CONSULTORIA  E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS (CIENTEC), 2006. <b>Mata nativa 2</b>: Manual do usu&aacute;rio: 1-295. Cientec, Vi&ccedil;osa.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">COSTA,  F. R. C., W. E. MAGNUSSON &amp; R. C. LUIZAO, 2005. Mesoscale  distribution patterns of Amazonian understorey herbs in relation to topography,  soil and watersheds. <b>Journal of Ecology</b> 93(5): 863-878.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DAVIDAR,  P., B. RAJAGOPAL, D. MOHANDASS, J-P. PUYRAVAUD, R.  CONDIT, S. J. WRIGHT &amp; E. G. LEIGH JR., 2007. The effect of climatic  gradients, topographic variation and species traits on the beta diversity of  rain forests trees. <b>Global Ecology and  Biogeography</b> 16(4): 510-518.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">DUIVENVOORDEN, J. F., J. C. SVENNING &amp;  S. J. WRIGHT, 2002. Beta Diversity in Tropical Forests. <b>Science</b> 295(5555): 636-637.</font><p><font size="2" face="verdana">ENVIRONMENTAL SYSTEMS RESEARCH INSITUTE  (ESRI), 2002. <b>Arc View User&rsquo;s Guide</b>.  Redlands, California.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">HARMS, K. E., J. S. POWERS &amp; R. A.  MONTGOMERY, 2004. Variation in small sapling density, understory cover, and  resource avaibility in four neotropical forests. <b>Biotropica</b> 36(1): 40-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">HUBBELL, S. P., 1999. Light-Gap  disturbances, recruitment limitation, and tree diversity in a neotropical  forest. <b>Science</b> 283(5401): 554-557.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">HUBBELL, S. P., 2001. <b>The united neutral theory of biodiversity and biogeography</b>. Princeton University  Press, Princeton.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">HUBBELL, S. P., 2006. Neutral theory and  the evolution of ecological equivalence. <b>Ecology</b> 87: 1387-1398.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">JONES,  M. M., H. TUOMISTO, D. B. CLARK &amp; P. OLIVAS, 2006. 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<body><![CDATA[<br>   Leandro  Valle Ferreira.    <br>   Museu  Paraense Em&iacute;lio Goeldi.    <br>   Coordena&ccedil;&atilde;o  de Bot&acirc;nica.    <br>   Avenida  Perimetral, 1901.    <br>   Terra  Firme. Bel&eacute;m, PA, Brasil.    <br>   CEP 66077-530    <br> (<a href="mailto:lvferreira@museu-goeldi.br">lvferreira@museu-goeldi.br</a>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido  em 10/05/2010    <br>   Aprovado  em 28/11/2011</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Responsabilidade  editorial: Toby Gardner</font></p>     ]]></body>
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