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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abundância relativa e riqueza de espécies de aranhas (Arachnida, Araneae) em clareiras originadas da exploração de petróleo na bacia do rio Urucu (Coari, Amazonas, Brasil)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relative abundance and species richness of spiders (Arachnida, Araneae) in forest gaps originated from oil and gas explotation at Urucu River Basin (Coari, Amazonas, Brazil)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Differences in relative abundance and species richness of spiders in artificial forest gaps with different levels of regeneration at Porto Urucu, Amazonas, Brazil, were investigated. Three complementary collecting methodologies were employed, resulting in the capture of 3.786 adult individuals, belonging to 623 species of 39 spider families. The present study accumulates the highest species number among all other published papers on spider inventories in the Neotropical Region, despite that 55% of the entire collection was composed of rare organisms. The most accurate algorithm for the present dataset, ACE, estimated a richness of 924 species. Rarefaction curves for each one of the 33 forest gaps sampled highlighted a group of forest gaps which exhibited significantly lower levels of species richness (40 to 43) and another group that exhibited significantly higher levels of species richness (98 to 100). Despite the non-significant differences in abundance and species richness among forest gaps, suggesting that the recorded species number is a direct function of the sampling intensity realized in each site. This suggests that the effective use of data on abundance and species richness of spiders in the evaluation of the regeneration levels of tropical forests depends on a much higher sampling effort than those which have been realized in structured inventories of these animals in Brazilian Amazonia.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Diversidade ambiental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Abund&acirc;ncia relativa e riqueza de esp&eacute;cies de aranhas (Arachnida, Araneae) em clareiras originadas da explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo na bacia do rio Urucu (Coari, Amazonas, Brasil)</b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font size="3" face="Verdana"><b>Relative abundance and species richness of spiders (Arachnida, Araneae) in forest gaps originated from oil and gas explotation at Urucu River Basin (Coari, Amazonas, Brazil)</b> </font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sidclay Cala&ccedil;a Dias<sup>I</sup>; Alexandre Bragio Bonaldo<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Instituto  Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia. Manaus, Amazonas, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Museu  Paraense Em&iacute;lio Goeldi/MCTI. Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Autor para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o investigadas diferen&ccedil;as na abund&acirc;ncia relativa e na riqueza de  esp&eacute;cies de aranhas em clareiras artificiais com variados n&iacute;veis de regenera&ccedil;&atilde;o  em Porto Urucu,  Coari, Amazonas, Brasil. Foram empregadas tr&ecirc;s metodologias de coleta complementares, que resultaram na captura de 3.786 indiv&iacute;duos adultos,  identificados em 623 esp&eacute;cies, pertencentes a 39 fam&iacute;lias. O presente trabalho  foi o que mais acumulou esp&eacute;cies entre todos os artigos publicados com  invent&aacute;rios da fauna de aranhas na regi&atilde;o neotropical, apesar de 55% da amostragem terem sido compostos por organismos  raros. O algoritmo mais acurado para a presente base de dados, ACE, estimou uma  riqueza de 924 esp&eacute;cies. A rarefa&ccedil;&atilde;o feita para cada uma das 33 clareiras  amostradas destacou um grupo com poucas esp&eacute;cies acumuladas (40 a 43) e um grupo com  riqueza de esp&eacute;cies significativamente maior (98 a 100) do que as clareiras  restantes, apesar das diferen&ccedil;as de n&uacute;mero de exemplares e n&uacute;mero de esp&eacute;cies  entre clareiras n&atilde;o terem sido estatisticamente significativas, indicando que o  n&uacute;mero de esp&eacute;cies registrado &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o direta do n&uacute;mero de exemplares  obtido em cada ponto. Isto sugere que o uso efetivo de dados sobre n&uacute;mero de  esp&eacute;cies e exemplares de aranhas na avalia&ccedil;&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o de florestas  tropicais depende de um esfor&ccedil;o amostral muito maior do que o que foi at&eacute; agora  empregado em invent&aacute;rios estruturados destes animais na Amaz&ocirc;nia brasileira.</font></p>     <p>    <font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Diversidade ambiental. Invent&aacute;rio estruturado. Curvas de riqueza.  Rarefa&ccedil;&atilde;o. Amaz&ocirc;nia. </font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Differences in  relative abundance and species richness of spiders in artificial forest gaps  with different levels of regeneration at Porto Urucu, Amazonas, Brazil,  were investigated. Three complementary collecting methodologies were employed,  resulting in the capture of 3.786 adult individuals, belonging to 623 species  of 39 spider families. The present study accumulates the highest species number  among all other published papers on spider inventories in the Neotropical  Region, despite that 55% of the entire collection was composed of rare  organisms. The most accurate algorithm for the present dataset, ACE, estimated  a richness of 924 species. Rarefaction curves for each one of the 33 forest  gaps sampled highlighted a group of forest gaps which exhibited significantly  lower levels of species richness (40 to 43) and another group that exhibited  significantly higher levels of species richness (98 to 100). Despite the  non-significant differences in abundance and species richness among forest  gaps, suggesting that the recorded species number is a direct function of the  sampling intensity realized in each site. This suggests that the effective use  of data on abundance and species richness of spiders in the evaluation of the  regeneration levels of tropical forests depends on a much higher sampling  effort than those which have been realized in structured inventories of these  animals in Brazilian Amazonia.</font></p>     <p>    <font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Environmental  diversity. Structured inventory. Richness curves. Rarefaction. Amazon.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> V&aacute;rios artigos reportam invent&aacute;rios de aranhas como  ferramentas usadas para formular e solucionar quest&otilde;es ecol&oacute;gicas relacionadas  &agrave; din&acirc;mica da fauna no tempo e no espa&ccedil;o, bem como para reconhecer rela&ccedil;&otilde;es diretas entre a fauna e o  meio onde elas est&atilde;o inseridas (Abbott <i>et al., </i>2003; Azevedo-Ramos <i>et  al., </i>2006; Lo-Man-Hung <i>et al., </i>2008; Coddington <i>et al., </i>2009).  Mesmo as coletas massivas de aranhas feitas por  taxonomistas apresentam informa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas de muita relev&acirc;ncia, visto que,  ap&oacute;s o artigo de Coddington <i>et al. </i>(1991), quase todas as amostragens  aracnol&oacute;gicas passaram a ser protocoladas em unidades amostrais. Segundo  Coddington <i>et al. </i>(1991)  e Gardner <i>et al. </i>(2008), a maximiza&ccedil;&atilde;o da  informa&ccedil;&atilde;o, obtida por meio do controle do esfor&ccedil;o de amostragem com a  aplica&ccedil;&atilde;o de protocolos padronizados, otimiza tempo e dinheiro em expedi&ccedil;&otilde;es ao  campo, uma vez que as amostras servem tamb&eacute;m a prop&oacute;sitos ecol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diferen&ccedil;as na abund&acirc;ncia relativa e na riqueza de  esp&eacute;cies de aranhas entre &aacute;reas com variadas condi&ccedil;&otilde;es de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental  foram bem discutidas na literatura (Coyle, 1981; Mciver <i>et al., </i>1992; Buddle <i>et al., </i>2000; Willett, 2001; Abbott <i>et al., </i>2003; Cattin <i>et al., </i>2003; Baldissera <i>et al., </i>2004; Larriv&eacute;e <i>et al., </i>2005; Azevedo-Ramos <i>et  al., </i>2006; Lo-Man-Hung <i>et al., </i>2008; Bonaldo  &#38; Dias, 2010). Para a Amaz&ocirc;nia, somente tr&ecirc;s estudos  foram conduzidos nesse sentido: Azevedo-Ramos <i>et al. </i>(2006), que compararam &aacute;reas  de floresta submetidas a diferentes situa&ccedil;&otilde;es de retirada de madeira no oeste  do Par&aacute;; Lo-Man-Hung <i>et al. </i>(2008), que compararam assembleias de  aranhas em floresta prim&aacute;rias, secund&aacute;rias e em &aacute;reas de planta&ccedil;&atilde;o de eucalipto  no norte do Par&aacute;; e Bonaldo &#38; Dias (2010), que compararam a fauna de aranhas entre clareiras  naturais e artificiais em   Porto Urucu, mesmo local onde foi realizado o presente  estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Porto Urucu est&aacute;  localizado na Amaz&ocirc;nia Central, em uma regi&atilde;o com florestas cont&iacute;nuas e bem  preservadas, e abriga um campo de explora&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo e g&aacute;s natural desde a  d&eacute;cada de 1980. Entre  os impactos ambientais</font> <font size="2" face="Verdana">causados na floresta pela atividade de prospec&ccedil;&atilde;o e  explora&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo e g&aacute;s est&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o de clareiras na matriz florestal.  Estas clareiras s&atilde;o abundantes na &aacute;rea de estudo e formam manchas isoladas de desflorestamento, com n&iacute;veis de  regenera&ccedil;&atilde;o distintos, em meio &agrave; matriz de floresta original. Esta situa&ccedil;&atilde;o  representa uma boa oportunidade para o estudo da din&acirc;mica das assembleias de  aranhas associadas &agrave;s clareiras. A compara&ccedil;&atilde;o da riqueza de esp&eacute;cies de aranhas  observada entre duas ou mais situa&ccedil;&otilde;es de regenera&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; assunto  relativamente comum na literatura (Willett, 2001; Abbott <i>et al., </i>2003; Azevedo-Ramos <i>et  al., </i>2006; Lo-Man-Hung <i>et al., </i>2008).  Abbott <i>et al. </i>(2003) encontraram mais indiv&iacute;duos  e esp&eacute;cies de aranhas em ambientes mais impactados do que em locais mais  pr&iacute;stinos, comentando que esse resultado pode ser um forte ind&iacute;cio da alta  resili&ecirc;ncia ambiental desses artr&oacute;podes. De acordo com esses autores, a  abund&acirc;ncia relativa e a riqueza de esp&eacute;cies devem cair numericamente ap&oacute;s o  imediato estabelecimento do impacto antr&oacute;pico, mas esses par&acirc;metros rapidamente  crescem em ordem quantitativa como resultado da disponibilidade de novos  microambientes e podem, eventualmente, suplantar n&uacute;meros observados em  ambientes n&atilde;o impactados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apresentam-se  os resultados de um invent&aacute;rio estruturado de aranhas  coligidas em Porto Urucu,  investigando as diferen&ccedil;as na estrutura das assembleias de aranhas,  representada pela abund&acirc;ncia relativa e riqueza de esp&eacute;cies, em clareiras  artificiais, com diferentes idades e tamanhos, e submetidas a interven&ccedil;&otilde;es  distintas. Buscou-se  responder se existem diferen&ccedil;as num&eacute;ricas consistentes na abund&acirc;ncia  relativa e na riqueza observada de esp&eacute;cies de aranhas em cada clareira  amostrada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>METODOLOGIA DE CAMPO E LABORAT&Oacute;RIO</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana">O presente estudo foi  conduzido no munic&iacute;pio de Coari,  estado do Amazonas, Brasil. Porto Urucu &eacute; uma &aacute;rea pertencente &agrave;  Petrobras S.A., que l&aacute; mant&eacute;m instalada uma</font> <font size="2" face="Verdana">estrutura para extra&ccedil;&atilde;o de  &oacute;leo e g&aacute;s natural. Localizada na margem direita do rio Urucu, afluente do rio  Solim&otilde;es, Porto Urucu est&aacute; a 650   km a oeste de Manaus (4<sup>o</sup> 30' S, 64<sup>o</sup> 30' W). &Eacute; uma regi&atilde;o  coberta principalmente por uma densa floresta ombr&oacute;fila de terra firme com  dossel uniforme, apresentando baixa diversidade de lianas e ep&iacute;fitas (Lima  Filho <i>et al., </i>2001). A fitofisionomia &eacute; caracterizada por uniformidade,  com poucas &aacute;reas inund&aacute;veis (igap&oacute;s e v&aacute;rzeas) ocorrendo nas margens do rio  Urucu e seus tribut&aacute;rios. As mudan&ccedil;as mais not&aacute;veis na estrutura da vegeta&ccedil;&atilde;o  ocorrem somente nas &aacute;reas com m&aacute; drenagem do solo ou em clareiras artificiais,  abertas com exposi&ccedil;&atilde;o do solo para explora&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo e g&aacute;s natural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As  amostras foram obtidas entre julho e novembro de 2006. Foram feitas coletas em  33 clareiras em est&aacute;gios de regenera&ccedil;&atilde;o distintos (<a href="#t1">Tabela 1</a>). As amostras foram  feitas em toda a extens&atilde;o da clareira, do centro da abertura at&eacute; 100 m de floresta adentro, a  partir da borda da clareira. Didham (1997), Baldissera <i>et al. </i>(2004) e  Rego <i>et al. </i>(2007), que trabalharam com efeito de borda em sistemas  florestais sobre fauna de artr&oacute;podes, estabeleceram  que, em at&eacute; 100 m  a partir da borda, o efeito &eacute; bem pronunciado e reflete melhor os padr&otilde;es de  abund&acirc;ncia e riqueza de invertebrados nas clareiras propriamente ditas. Os  m&eacute;todos de captura de aranhas utilizados nesse estudo foram guarda-chuva  entomol&oacute;gico, coleta manual noturna e extrator de Winkler (Davies, 1986; Coddington <i>et al., </i>1991; Brescovit <i>et al., </i>2004).  A coleta manual noturna representa uma fus&atilde;o dos m&eacute;todos <i>looking-up </i>e <i>looking-down</i>, propostos originalmente por Coddington <i>et al. </i>(1991).  Esta t&eacute;cnica &eacute; realizada em um transecto de 30 m, marcado com uma linha,  no qual todas as aranhas visualizadas s&atilde;o coletadas durante uma hora, sendo  essa unidade de tempo representada como unidade amostral. O guarda-chuva entomol&oacute;gico &eacute; uma estrutura de madeira, composta por dois cabos com 1 m, fixados em figuras de X,  que sustentam um quadrado de tecido branco de algod&atilde;o. Esta estrutura &eacute;  colocada sob pequenos arbustos ou ramos que s&atilde;o agitados com um bast&atilde;o, de  forma a provocar a queda das aranhas sobre o tecido (Davies, 1986). O resultado de uma hora de coleta cont&iacute;nua por coletor foi considerado uma amostra. O extrator de Winkler &eacute; usado para amostragem de animais ocorrentes na serapilheira. Definiram-se parcelas de 1 m<sup>2</sup> no solo da floresta e a serapilheira de cada uma dessas parcelas foi peneirada em um concentrador. O material particulado mais os organismos presentes nesse concentrado s&atilde;o segregados com a utiliza&ccedil;&atilde;o de extratores de Winkler. Cada amostra de extrator de Winkler correspondeu a 1 m<sup>2</sup> de serapilheira peneirada e extra&iacute;da por 48 horas (Brescovit <i>et al</i>., 2004).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As amostras foram triadas no laborat&oacute;rio de aracnologia do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi (MPEG) e todos os esp&eacute;cimes adultos foram depositados na cole&ccedil;&atilde;o aracnol&oacute;gica desta institui&ccedil;&atilde;o. Os adultos foram identificados at&eacute; o n&iacute;vel taxon&oacute;mico mais exato poss&iacute;vel e todos os jovens foram descartados das an&aacute;lises, por n&atilde;o poderem ser identificados com precis&atilde;o. Nem todos os adultos puderam ser determinados em n&iacute;vel de g&ecirc;nero ou de esp&eacute;cie, mas, por compara&ccedil;&atilde;o das suas genit&aacute;lias, pode-se morfotip&aacute;-los (separar diferentes esp&eacute;cies por compara&ccedil;&atilde;o sem que se saiba qual o nome gen&eacute;rico e/ou espec&iacute;fico destes indiv&iacute;duos), garantindo, com precis&atilde;o, o n&uacute;mero de esp&eacute;cies (morfoesp&eacute;cies) deste trabalho. Dezesseis fam&iacute;lias n&atilde;o tiveram nenhum indiv&iacute;duo identificado at&eacute; o n&iacute;vel espec&iacute;fico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AN&Aacute;LISES ESTAT&Iacute;STICAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para comparar eventuais diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas na abund&acirc;ncia relativa e na riqueza observada de esp&eacute;cies entre as clareiras, foi usada a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia de um crit&eacute;rio (<i>one-way</i> ANOVA), adotando os dados de abund&acirc;ncia e riqueza por amostra por clareira (Zar, 1999; Ayres <i>et al</i>., 2007). A transforma&ccedil;&atilde;o dos dados foi feita utilizando o logaritmo na base 10 de cada dado obtido, atrav&eacute;s do Bioestat 5.0 (Ayres <i>et al</i>., 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Heltshe &#38; Forrester (1983) desenvolveram um procedimento estat&iacute;stico para estimar a riqueza de esp&eacute;cies, baseado na presen&ccedil;a de esp&eacute;cies &uacute;nicas nas unidades amostrais.  Este procedimento &eacute; utilizado para reduzir subestimativas dos valores reais de  uma dada esp&eacute;cie em uma assembleia, com base no n&uacute;mero de  organismos raros (Colwell &#38; Coddington, 1994). Os estimadores produzidos podem ser ajustados e visualizados em uma curva plotada  no mesmo tipo de gr&aacute;fico de esfor&ccedil;o amostral (riqueza de esp&eacute;cies na abscissa e  amostras na ordenada). Por meio do programa EstimateS 8.0.0 (Colwell, 2005),  foram calculados todos os estimadores n&atilde;o param&eacute;tricos dispon&iacute;veis para a  totalidade das esp&eacute;cies observadas no invent&aacute;rio. Gotelli &#38; Colwell (2001)  estabeleceram que os dados sobre a riqueza de esp&eacute;cies plotados contra o n&uacute;mero  de indiv&iacute;duos (densidade de esp&eacute;cies) &eacute; o meio mais acurado para se produzir  curvas de rarefa&ccedil;&atilde;o, usando-se intervalos de confian&ccedil;a dos dados da riqueza  observada. Utilizou-se o programa EcoSim 7.72 (Gotelli &#38; Entsminger, 2005)  para se calcular a rarefa&ccedil;&atilde;o para cada uma das 33 clareiras, adotando-se os dados  prim&aacute;rios de abund&acirc;ncia com base no n&uacute;mero de indiv&iacute;duos. O algoritmo de  randomiza&ccedil;&atilde;o usado foi a pr&oacute;pria curva de rarefa&ccedil;&atilde;o e a unidade de esfor&ccedil;o foi  o indiv&iacute;duo (Gotelli &#38; Colwell, 2001; Gotelli &#38; Entsminger, 2005). Segundo Gotelli &#38; Colwell (2001), nos resultados das  rarefa&ccedil;&otilde;es, os valores do n&uacute;mero de amostras s&atilde;o dilu&iacute;dos estatisticamente, o  que permite a compara&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas amostradas com esfor&ccedil;os diferentes. Outra  vantagem &oacute;bvia das curvas de rarefa&ccedil;&atilde;o &eacute; a possibilidade do c&aacute;lculo dos seus respectivos  intervalos de confian&ccedil;a de 95%. Estes intervalos foram plotados para dois  grupos de curvas que representam os menores e os maiores valores de riqueza  observada, o que permitiu discernir padr&otilde;es significativamente diferentes de  riqueza de esp&eacute;cies em algumas clareiras. A intensidade amostral (IA) foi  definida como a propor&ccedil;&atilde;o de adultos por esp&eacute;cies (Coddington <i>et al.</i>,  1996).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> De 626 amostras v&aacute;lidas para  as an&aacute;lises, um total de 3.786 adultos foi coletado em 33 clareiras com  diferentes est&aacute;gios de regenera&ccedil;&atilde;o, representando 623 esp&eacute;cies em 39 fam&iacute;lias.  Drymusidae e Hersiilidae  foram, cada uma, representadas somente por um &uacute;nico  indiv&iacute;duo adulto. Como em outros invent&aacute;rios Neotropicais (Borges &#38; Brescovit, 1996; Silva &#38; Coddington, 1996; Ricetti &#38; Bonaldo, 2008), as fam&iacute;lias mais abundantes e ricas nesse  estudo foram Theridiidae (880 indiv&iacute;duos; 117 morfoesp&eacute;cies), Araneidae (841 indiv&iacute;duos; 103 morfoesp&eacute;cies) e Salticidae (433 indiv&iacute;duos; 81 morfoesp&eacute;cies). Do total de esp&eacute;cies  coletadas, 248 foram <i>singletons </i>e 98 foram <i>doubletons. </i>A <a href="#t2">Tabela 2</a>  mostra os resultados da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia de um fator,  evidenciando os respectivos resultados para abund&acirc;ncia e riqueza de aranhas  amostradas em 33 clareiras. A <a href="#t3">Tabela 3</a> mostra o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos e esp&eacute;cies  por fam&iacute;lia coligida em Porto Urucu em todas as clareiras, com as abund&acirc;ncias por metodologia de  coleta e o <a href="pdf/bmpegcn/v7n2/apenv7n2a02.pdf" target="_blank">Ap&ecirc;ndice</a> traz a lista completa de esp&eacute;cies e morfoesp&eacute;cies  registradas nas amostras, com a abund&acirc;ncia total de cada uma.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O  presente trabalho foi o que mais acumulou esp&eacute;cies entre os artigos publicados  com invent&aacute;rios r&aacute;pidos da fauna de aranhas na regi&atilde;o neotropical (Borges &#38; Brescovit, 1996 - 102 esp&eacute;cies observadas; Silva  &#38; Coddington, 1996 - 498; Dias <i>et al., </i>2006 - 166; Bonaldo <i>et  al., </i>2007 - 212; Ricetti &#38; Bonaldo, 2008 - 427; Bonaldo &#38; Dias,  2010 - 393). As diferen&ccedil;as encontradas entre a riqueza observada de esp&eacute;cies em  invent&aacute;rios feitos em locais diferentes podem ser reflexo de diferen&ccedil;as na  complexidade ambiental entre os <i>habitat </i>amostrados  e/ou de diferen&ccedil;as de esfor&ccedil;o amostral em termos de quantidades de amostras  produzidas ou metodologias</font> <font size="2" face="Verdana">empregadas. Uma consequ&ecirc;ncia dessas diferen&ccedil;as pode  ser o acr&eacute;scimo de esp&eacute;cies ao elenco j&aacute; estabelecido de uma dada &aacute;rea de  estudo. Comparando-se a lista de esp&eacute;cies determinadas ao n&iacute;vel espec&iacute;fico,  fornecida por Bonaldo &#38; Dias (2010), com a produzida neste trabalho, ambas  advindas de Porto Urucu, observa-se um incremento de 31% de esp&eacute;cies  identificadas. Este acr&eacute;scimo &eacute; devido, em parte, ao maior refinamento  taxon&oacute;mico obtido no presente trabalho, mas tamb&eacute;m &eacute; principalmente um reflexo  da maior quantidade de amostras produzidas. A resolu&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica em t&aacute;xons  megadiversos &eacute; um fator  limitante nas an&aacute;lises faun&iacute;sticas em regi&otilde;es tropicais, pois a maioria dos  organismos coletados pertence a grupos carentes de revis&otilde;es taxon&ocirc;micas (Bonaldo <i>et al., </i>2009). Cerca de 23% das  esp&eacute;cies coletadas neste estudo foram determinadas at&eacute; o n&iacute;vel espec&iacute;fico (144 das 623 esp&eacute;cies coligidas).  As demais esp&eacute;cies foram determinadas em n&iacute;vel de morfoesp&eacute;cie (ou unidade taxon&ocirc;mica operacional - UTO, de acordo com Oliver &#38; Beattie, 1996). As fam&iacute;lias mais  abundantes neste estudo, Araneidae e Theridiidae, foram as que tiveram melhor  resolu&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica  (55 e 32 esp&eacute;cies identificadas, respectivamente).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#t4">Tabela 4</a> indica a intensidade  amostral por clareira, os valores observados de <i>singletons </i>e percentagem  de <i>singletons. </i>A intensidade amostral (IA) total observada neste  trabalho foi de 6,1. Esse  valor &eacute; baixo se comparado aos invent&aacute;rios estruturados realizados na Am&eacute;rica  do Norte (e.g. Coddington <i>et al., </i>1996, Appalachian Mountains, iA = 18,3) e na Europa (e.g.  Scharff <i>et al., </i>2003, Dinamarca,  IA =</font><font size="2" face="Verdana">132).  Entretanto,  valores baixos de intensidade amostral s&atilde;o comuns em invent&aacute;rios conduzidos em  &aacute;reas tropicais, como observado em Coddington <i>et al. </i>(1991) (tr&ecirc;s localidades na Bol&iacute;via, IA &lt;  5), Bonaldo <i>et  al. </i>(2007) (Rio Grande do Sul, Brasil; IA = 8,8), Ricetti &#38; Bonaldo (2008)  (Serra do  Cachimbo, Par&aacute;; IA = 6,44) e Bonaldo &#38;  Dias (2010) (Porto Urucu, Amazonas; IA = 4,1). A baixa intensidade amostral &eacute;  indicativa de que o invent&aacute;rio n&atilde;o est&aacute; completo e de que h&aacute; necessidade de  mais esfor&ccedil;o para que se diminua a quantidade de <i>singletons </i>(Coddington <i>et  al., </i>2009). A intensidade amostral por clareira &eacute; ainda  mais baixa, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o foram produzidas curvas de ac&uacute;mulo e de  estimativas de riqueza de esp&eacute;cies para cada uma das 33 clareiras amostradas. A  <a href="#f1">Figura 1</a> mostra que, apesar de as diferen&ccedil;as de  abund&acirc;ncia e riqueza entre clareiras n&atilde;o terem sido estatisticamente  significativas, existe uma rela&ccedil;&atilde;o detect&aacute;vel entre abund&acirc;ncia e riqueza em  cada clareira, ou seja, quanto maior o esfor&ccedil;o e, em menor medida, a  intensidade amostral obtida em uma dada clareira, maior ser&aacute; o n&uacute;mero  registrado de esp&eacute;cies. Para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o, foram retiradas da <a href="#f2">Figura 2</a> as curvas  que estavam sobrepostas umas &agrave;s outras, uma vez que os respectivos valores s&atilde;o  muito semelhantes (<i>uniques </i>est&aacute; sobreposta com a curva de <i>singletons,  duplicates </i>est&aacute; sobreposta com a curva de <i>doubletons, </i>e as curvas de  'Chao 1', 'Chao 2' e 'ICE' est&atilde;o sobrepostas com  a curva de ACE').  A  amplitude da varia&ccedil;&atilde;o da intensidade amostral entre as 33 clareiras foi pequena  e esta varia&ccedil;&atilde;o explica apenas parcialmente as varia&ccedil;&otilde;es de riqueza e  abund&acirc;ncia observadas. isto se</font> <font size="2" face="Verdana">deve, provavelmente, &agrave; efici&ecirc;ncia diferencial dos  m&eacute;todos de coleta empregados, cujo n&uacute;mero de amostras v&aacute;lidas diferiu de  clareira para clareira.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> </font><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises de  estimativas de esp&eacute;cies feitas para toda a fauna coletada nas clareiras  artificiais em Porto Urucu  mostraram que, apesar do n&uacute;mero de esp&eacute;cies observadas (Sobs = 623) n&atilde;o ter atingido sua  ass&iacute;ntota, o estimador n&atilde;o param&eacute;trico que tendeu mais fortemente &agrave;  estabiliza&ccedil;&atilde;o foi ACE, com 924 esp&eacute;cies acumuladas (<a href="#f2">Figura 2</a>). Este estimador  indica que, para completar o invent&aacute;rio de aranhas em Porto Urucu, necessita-se acrescentar &agrave; <a href="#t3">Tabela 3</a> no m&iacute;nimo mais 301  esp&eacute;cies de aranhas que n&atilde;o sejam raras. As estimativas de riqueza permitem acessar a completitude de um  invent&aacute;rio (Coddington <i>et al., </i>1996). Contudo, em ecossistemas  tropicais, onde ocorre grande n&uacute;mero de <i>singletons </i>e as intensidades  amostrais s&atilde;o baixas, as estimativas de riqueza total, obtidas por meio de  curvas de acumula&ccedil;&atilde;o baseadas na incid&ecirc;ncia e abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies raras,  devem ser avaliadas com cuidado, pois a confid&ecirc;ncia dos resultados &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o  do sucesso na obten&ccedil;&atilde;o de taxas altas de representatividade amostral  (Coddington <i>et al.</i>,  2009). Ainda assim, o uso de curvas de ac&uacute;mulo de esp&eacute;cies  baseadas em organismos raros ou pouco incidentes &eacute; uma ferramenta v&aacute;lida para  auxiliar a execu&ccedil;&atilde;o de invent&aacute;rios de t&aacute;xons megadiversos nos tr&oacute;picos, uma vez  que fornecem estimativas quantitativas cuja precis&atilde;o pode ser aprimorada com o  aumento de esfor&ccedil;o e a consequente diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de <i>singletons, </i>em  situa&ccedil;&otilde;es de invent&aacute;rios de longo prazo. Neste estudo, a quantidade de <i>singletons </i>supera a expectativa de Coddington <i>et al. </i>(2009), que &eacute; de cerca de 32%  do n&uacute;mero de esp&eacute;cies representadas por um &uacute;nico indiv&iacute;duo adulto em  invent&aacute;rios de comunidades tropicais. Segundo estes autores, a prov&aacute;vel causa  para a grande percentagem de esp&eacute;cies raras em ecossistemas tropicais &eacute; a  subamostragem, que determina uma tend&ecirc;ncia positiva nas estimativas de riqueza  real de esp&eacute;cies. Coddington <i>et al. </i>(2009) prop&otilde;em reduzir o efeito da  subamostragem pela simples amplia&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o, de forma a acrescentar mais  indiv&iacute;duos por esp&eacute;cies no invent&aacute;rio. Assim, o uso de</font> <font size="2" face="Verdana">dados de invent&aacute;rios faun&iacute;sticos de grupos  megadiversos na caracteriza&ccedil;&atilde;o de processos ecol&oacute;gicos em ecossistemas  tropicais, onde estes invent&aacute;rios nunca s&atilde;o exaustivos, depende de um esfor&ccedil;o  amostral muito maior do que o que foi at&eacute; agora empregado em invent&aacute;rios  estruturados na Amaz&ocirc;nia brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados da rarefa&ccedil;&atilde;o mostraram que 27 das  clareiras amostradas n&atilde;o formam grupos claros, significativamente diferentes  entre si, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; riqueza de esp&eacute;cies (<a href="#f3">Figura 3</a>). Estas clareiras  apresentaram riquezas de esp&eacute;cies intermedi&aacute;rias e os intervalos de confian&ccedil;a  de suas curvas de rarefa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o sobrepostos sequencialmente. Entretanto, as  clareiras restantes formam dois grupos, com riqueza de esp&eacute;cies extremas,  significativamente diferentes: um grupo de quatro clareiras (CL21, J60, J61 e  J70) com riquezas de esp&eacute;cies estatisticamente iguais entre si, mas  significativamente menores do que a apresentada por todas as outras clareiras;  e um grupo formado por duas clareiras (CL3 e J2), com riquezas de esp&eacute;cies  estatisticamente iguais entre si, mas significativamente maiores do que a  apresentada por todas as outras clareiras. A clareira CL16 apresentou valores  de riqueza de esp&eacute;cies apenas um pouco menor do que os apresentados pela  clareira CL3, que pertence ao grupo com maior riqueza. Entretanto, o intervalo  de confian&ccedil;a da curva de rarefa&ccedil;&atilde;o daquela clareira (n&atilde;o mostrado no gr&aacute;fico da  <a href="#f2">Figura 2</a>) n&atilde;o se sobrep&otilde;e ao intervalo da curva da clareira CL3 ao final da  adi&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos. O esfor&ccedil;o amostral despendido em algumas clareiras n&atilde;o  foi suficiente para refletir  diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas entre a abund&acirc;ncia e a riqueza  das aranhas. Os dois grupos de clareiras com riquezas de esp&eacute;cies extremas n&atilde;o  s&atilde;o artefatos, pois  foram definidos estatisticamente por meio de intervalos de confian&ccedil;a de curvas  de rarefa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> </font><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rios estudos, em  diferentes regi&otilde;es, apontam que a tend&ecirc;ncia geral para a fauna de aranhas &eacute; que  a abund&acirc;ncia relativa e a riqueza de esp&eacute;cies sejam diferentes em &aacute;reas com  diferentes n&iacute;veis ou graus de regenera&ccedil;&atilde;o (Coyle, 1981; McIver <i>et al., </i>1992; Buddle <i>et al., </i>2000; Willett, 2001; Larriv&eacute;e <i>et al., </i>2005; Azevedo-Ramos <i>et  al.,</i></font><font size="2" face="Verdana">006; Lo-Man-Hung <i>et al., </i>2008). Azevedo-Ramos <i>et al. </i>(2006)  e Lo-Man-Hung <i>et al. </i>(2008)  apontaram diferen&ccedil;as nas abundancias relativas das aranhas coletadas em variadas  situa&ccedil;&otilde;es de reflorestamento, indicando que a abund&acirc;ncia relativa de exemplares  em &aacute;reas impactadas &eacute; maior que em lugares que n&atilde;o sofreram impactos. Abbott <i>et  al. </i>(2003) citam alguns motivos de n&atilde;o terem sido registradas diferen&ccedil;as entre  a abund&acirc;ncia de exemplares e a riqueza de esp&eacute;cies, observadas entre &aacute;reas com  distintas condi&ccedil;&otilde;es de regenera&ccedil;&atilde;o. Segundo esses autores, a principal raz&atilde;o para  a aus&ecirc;ncia dessa diferen&ccedil;a seria a alta resili&ecirc;ncia das aranhas, que faz com que  a fauna seja similar, independente do estado do ambiente onde se realize a  coleta. &Eacute; poss&iacute;vel que, dada a sua alta plasticidade ambiental, a fauna de  aranhas possa se recompor rapidamente em clareiras que sofreram interven&ccedil;&otilde;es  recentes, tornando-se equipar&aacute;vel &agrave;s clareiras mais antigas em termos de  abund&acirc;ncia relativa</font> <font size="2" face="Verdana">e  riqueza de esp&eacute;cies. A falta de distin&ccedil;&atilde;o da abund&acirc;ncia e riqueza de aranhas  entre os locais de amostragem pode ser decorrente da falta de caracter&iacute;sticas  que diferenciem as clareiras amostradas para refletir uma diferen&ccedil;a real na  abund&acirc;ncia e na riqueza das aranhas na &aacute;rea de estudo. Recomenda-se que medidas  fitossociol&oacute;gicas, por exemplo, di&acirc;metro na altura do peito, altura das  &aacute;rvores, abertura do dossel e complexidade estrutural da vegeta&ccedil;&atilde;o (Brokaw,  1985; Schnitzer  &#38; Carson, 2001), sejam tomadas em futuros  estudos como forma de se estabelecer n&iacute;veis precisos de regenera&ccedil;&atilde;o que possam  vir a explicar eventuais mudan&ccedil;as na comunidade de aranhas. O uso de  grupamentos ecol&oacute;gicos especializados de aranhas (guildas) e/ou t&aacute;xons  ecologicamente mais distintos que outros pode tamb&eacute;m ser uma alternativa para  estudos futuros, no sentido de estabelecer gradientes de regenera&ccedil;&atilde;o das  clareiras originadas pela explora&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao CNPq pela bolsa de estudos concedida a SCD e de  produtividade em pesquisa (#303591/2006-3  - ABB); &agrave; Rede CTPetro Amaz&ocirc;nia - Fundo Setorial do Petr&oacute;leo  (Financiadora de Estudos e Projetos/Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico/PETROBRAS),  pelo financiamento das expedi&ccedil;&otilde;es ao campo e pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o de  equipamentos e material de consumo necess&aacute;rios &agrave; execu&ccedil;&atilde;o deste trabalho. Parte  do equipamento de laborat&oacute;rio utilizado foi proporcionada pelo Programa de  Pesquisa em Biodiversidade - Amaz&ocirc;nia Oriental (PPBio).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> ABBOTT, I., T. BURBIDGE, K. STREHLOW, A. MELLICAN &#38; A.  WILLS, 2003. Logging and burning impacts on cockroaches, crickets, and spiders  in Jarrah forest Western Australia. <b>Forest Ecology and Management </b>174(1-3):  383-399.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> AYRES, M., M. AYRES JR., D. L. AYRES &#38; A. S. SANTOS, 2007. <b>BioEstat 5.0</b>: aplica&ccedil;&otilde;es  estat&iacute;sticas nas &aacute;reas  das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e m&eacute;dicas: 1-364. Sociedade Civil Mamirau&aacute;, Bel&eacute;m.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> AZEVEDO-RAMOS,  C., O. CARVALHO JR. &#38; B. D.  AMARAL, 2006. Short-term effects of reduced-impact logging on eastern Amazon  fauna. <b>Forest Ecology and Management </b>232(1-3): 26-35.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BALDISSERA, R., G. GANADE &#38; S. B. FONTOURA, 2004.  Web spider community response along an edge between pasture and Araucaria forest. <b>Biological Conservation </b>118(3): 403-409.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BONALDO,  A. B., M. A. L. MARQUES, R. PINTO-DA-ROCHA &#38; T. A. GARDNER, 2007. Species  richness and community structure of arboreal spider assemblages in fragments of  three forest types at Banhado Grande wet plain, Gravata&iacute;  River, Rio Grande  do Sul, Brazil. <b>Iheringia, S&eacute;rie Zoologia </b>97(2): 143-151.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> BONALDO,  A. B., A. D. BRESCOVIT, H. H&Ouml;FER, T. R. GASNIER &#38; A. A. LISE, 2009. A araneofauna  (Arachnida, Araneae) da Reserva Florestal  Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil. In: C. R. V. FONSECA, C. MAGALH&Atilde;ES, J. A. RAFAEL &#38; E. N. FRANKLIN  (Eds.): <b>A Fauna de artr&oacute;podes da Reserva Florestal Ducke: </b>estado atual do conhecimento taxon&oacute;mico e  biol&oacute;gico: 201-222. Editora INPA, Manaus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BONALDO, A. B. &#38; S. C. DIAS, 2010. A structured  inventory of spiders (Arachnida, Araneae) in natural and artificial forest gaps  at Porto Urucu, Western Brazilian Amazonia. <b>Acta Amazonica </b>40(2):357-372.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BORGES,  S. H. &#38; A. D. BRESCOVIT, 1996. Invent&aacute;rio preliminar da aracnofauna (Araneae) de duas localidades na Amaz&ocirc;nia  Ocidental. <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, S&eacute;rie  Zoologia </b>12(1):  9-21.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">BRESCOVIT, A. D., R. BERTANI, R. PINTO-DA-ROCHA &#38; C. A. RHEIMS, 2004. Aracn&iacute;deos da Esta&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica Jur&eacute;ia-Itatins: invent&aacute;rio preliminar e hist&oacute;ria natural. In: O. A. V MARQUES &#38; W. DULEBA (Eds.): <b>Esta&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica Jur&eacute;ia-Itatins</b>: ambiente f&iacute;sico, flora e fauna: 198-221. Holos, Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BROKAW, N. V. L., 1985. Gap-phase regeneration in a tropical forest. <b>Ecology</b> 66(3): 682-687.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> BUDDLE, C. M., J. R. SPENCE &#38; D. W. LANGNOR, 2000. Succession of boreal forest spider assemblages following wildfire and harvesting. <b>Ecography</b> 23(4): 424-436.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> CATTIN, M.-F, G. BLANDENIER, C. BANA<img src="/img/revistas/bmpegcn/v7n2/2a02cod4.gif" border="0" align="absmiddle">EK-RICHTER &#38; L.-F. BERSIER, 2003. The impact of mowing as a management strategy for wet meadows on spider (Araneae) communities. <b>Biological Conservation</b> 113(2): 179-188.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> CODDINGTON, J. A., C. E. GRISWOLD, D. SILVA, D. PE&Ntilde;ARANDA &#38; S. LARCHER, 1991. Designing and testing sampling protocols to estimate biodiversity in tropical ecosystems. In: E. C. DUDLEY (Ed.): The unity of evolutionary biology. <b>Proceedings of The International Congress of Systematic and Evolutionary Biology</b> 4: 44-60.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> CODDINGTON, J. A., L. H. YOUNG &#38; F. A. COYLE, 1996. Estimating spider species richness in a southern Appalachian cove hardwood forest. <b>Journal of Arachnology</b> 24: 111-128.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> CODDINGTON, J. A., I. AGNARSSON, J. A. MILLER, M. KUNTNER &#38; G. HORMIGA, 2009. Undersampling bias: the null hypothesis for singleton species in tropical arthropod surveys. <b>Journal of Animal Ecology </b>78(3): 573-584.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> COLWELL, R. K., 2005. <b>EstimateS</b>: estimation ofspecies richness and shared species from samples. Version 8.0. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://viceroy.eeb.uconn.edu/EstimateS" target="_blank">http://viceroy.eeb.uconn.edu/EstimateS</a>&gt;. Acesso em: 20 dezembro 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> COLWELL, R .K. &#38; J. A. CODDINGTON, 1994. Estimating terrestrial biodiversity through extrapolation. <b>Philosophical Transactions of the Royal Society of London</b>, Series B 345: 101-118.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> COYLE, F. A., 1981. Effects of clearcutting on the spider community of a Southern Appalachian forest. <b>Journal of Arachnology</b> 9: 285-298.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> DAVIES, V. T., 1986. <b>Australian spiders (Araneae)</b>: collection, preservation and identification: 1-60. Queensland Museum (Queensland Museum Booklet, 14), Brisbane.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> DIAS, S. C., A. D. BRESCOVIT, E. C. COUTO &#38; C. F. MARTINS, 2006. Species richness and seasonality of spiders (Arachnida, Araneae) in an urban Atlantic forest fragment in Northeastern Brazil. <b>Urban Ecosystems</b> 9(4): 323-335.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> DIDHAM, R. K., 1997. The influence of edge effects and forest fragmentation on leaf litter invertebrates in Central Amazonia. In: W. F. LAURENCE &#38; R. O. BIERREGAARD JR. (Eds.): <b>Tropical forest remnants</b>: ecology, management, and conservation of fragmented communities: 55-70. University of Chicago Press, Chicago.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">GARDNER, T. A., J. BARLOW, I. S. ARA&Uacute;JO, T. C. &Aacute;VILA-PIRES, A. B. BONALDO,  J. E. COSTA, M. C. ESP&Oacute;SITO,  L. V. FERREIRA, J. HAWES, M. I.  M. HERNANDEZ, M. S. HOOGMOED, R. N. LEITE, N. F. LO-MAN-HUNG, J. R. MALCOLM, M.  B. MARTINS, L. A. M. MESTRE, R.  MIRANDA-SANTOS, W. L. OVERAL, L. PARRY, S. L. PETERS, M. A. RIBEIRO-JUNIOR, M.  N. F. DA SILVA,  C. S. MOTTA &#38; C. A. PERES, 2008. the  cost-effectiveness of biodiversity surveys in tropical forests. <b>Ecology  Letters </b>11(2): 139-150.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> GOTELLI, N. J. &#38; G. L. ENTSMINGER, 2005. <b>EcoSim: </b>null models software for ecology. Version 7.0. Acquired Intelligence Inc. &#38;  Kesey-Bear. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://homepages.together.net/~gentsmin/ecosim.htm" target="_blank">http://homepages.together.net/~gentsmin/ecosim.htm</a>&gt;. Acesso em: 20 dezembro 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> GOTELLI, N. J. &#38; R. K. COLWELL, 2001. Quantifying  biodiversity: procedures and pitfalls in the measurement and comparison of  species richness. <b>Ecology Letters </b>4(4): 379-391.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> HELTSHE, J. F. &#38; N. E. FORRESTER, 1983. Estimating  species richness using the jackknife procedure. <b>Biometrics </b>39(1): 1-11.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> LARRIV&Eacute;E,  M., L. FAHRIG &#38; P. DRAPEAU, 2005. Effects of a recent wildfire and clearcuts  on ground-dwelling boreal forest spider assemblages. <b>Canadian Journal of Forest Research </b>35(11): 2575-2588.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> LIMA FILHO, D. A., F. D. A. MATOS, I. L. AMARAL, J.  REVILLA, L. S. CO&Ecirc;LHO, J. F. RAMOS &#38; J. L. SANTOS, 2001. Invent&aacute;rio flor&iacute;stico de floresta  ombr&oacute;fila densa de terra firme, na regi&atilde;o do Rio Urucu - Amazonas, Brasil. <b>Acta  Amazonica </b>31(4): 565-579.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> LO-MAN-HUNG,  N. F., T. A. GARDNER, M. A. RIBEIRO-J&Uacute;NIOR, J. BARLOW &#38; A. B. BONALDO, 2008. the  value of primary, secondary, and plantation forests for Neotropical epigeic  arachnids.</font> <font size="2" face="Verdana"><b>Journal of Arachnology </b>36(2):  394-401.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> MCIVER, J. D., G. L. PARSONS &#38; A. R.  MOLDENKE, 1992. Litter spider succession after clear-cutting in a western  coniferous forest. <b>Canadian Journal of Forest  Research </b>22: 984-992.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">OLIVER, I. &#38; A. J. BEATTIE, 1996. Invertebrate morphospecies as surrogate for species: a case study. <b>Conservation Biology</b> 10(1): 99-109.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> REGO, F. N. A. A., E. M. VENTINCIQUE &#38; A. D. BRESCOVIT, 2007. Effects of forest fragmentation on four Ctenus spider populations (Araneae: Ctenidae) in central Amazonia, Brazil. <b>Studies on Neotropical Fauna and Environment</b> 42(2): 137-144.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> RICETTI, J. &#38; A. B. BONALDO, 2008. Diversidade e estimativas de riqueza de aranhas em quatro fitofisionomias na Serra do Cachimbo, Par&aacute;, Brasil. <b>Iheringia, S&eacute;rie Zoologia</b> 98(1): 88-99.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> SCHARFF, N., J. A. CODDINGTON, C. E. GRISWOLD, G. HORMIGA &#38; PER DE PLACE BJ&Oslash;RN, 2003. When to quit? Estimating spider species richness in a northern European deciduos forest. <b>Journal of Arachnology</b> 31(2): 246-273.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> SCHNITZER, S. A. &#38; W. P. CARSON, 2001. Treefall gaps and the maintenance of species diversity in a tropical forest. <b>Ecology</b> 82(4): 913-919.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> SILVA, D. &#38; J. A. CODDINGTON, 1996. Spiders of Pakitza (Madre de Dios, Peru): species richness and notes on community structure. In: D. E. WILSON &#38; A. SANDOVAL (Eds.):<b> The biodiversity of Pakitza and its environs</b>: 241-299. Smithsonian Institution, Washington.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> WILLETT, T. R., 2001. Spiders and other arthropods as indicators in old-growth versus logged redwood stands. <b>Restoration Ecology</b> 9(4): 410-420.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> ZAR, J. H., 1999. <b>Biostatistical analysis</b>: 1-662 + app. Prentice Hall, Englewood Cliffs, New Jersey City.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/bmpegcn/v5n3/seta.gif" border="0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia:    <br> </b>Sidclay Cala&ccedil;a Dias.    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Instituto  Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia.</font><font size="2" face="verdana">    <br> Coordena&ccedil;&atilde;o de Biodiversidade.     <br> Av. Andr&eacute; Ara&uacute;jo, 2936, Aleixo.    <br> Manaus, AM, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font size="2" face="Verdana">CEP 69011-970</font><font size="2" face="verdana">    <br> </font><font size="2" face="verdana">  <a href="mailto:sidclaydias@gmail.com" target="_blank">sidclaydias@gmail.com</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Recebido em 26/10/2011    <br> Aprovado em 27/07/2012</font></p>     <p><font size="2"><font face="verdana">responsabilidade editorial: Marinus Hoogmoed</font></font></p>      ]]></body>
</article>
