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<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga ,Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de implantação do Programa de Controle da Tuberculose no município de Niterói/RJ]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the Implementation of Tuberculosis Control Program in Niterói, state of Rio de Janeiro, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Ataulpho de Paiva (Projeto Fundo Global TB-Brasil) Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (SESDEC/RJ) Mestre em Saúde Pública, Instituto de Saúde da Comunidade (UFF)]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Doutora em Saúde Pública, Grupo de Estudos de Gestão e Avaliação em Saúde do Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira (GEAS/IMIP) Grupo de Pesquisas Avaliação de situação de processos endêmicos e de seus programas de controle (ENSP/Fiocruz) ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An evaluative research was conducted in the city of Niteroi, in the metropolitan area of Rio de Janeiro. The objective of this study was to assess the integration between the Basic Attention Program (BAP) and endemics control actions, and to estimate the level at which the latter have been established in the municipality. Among those actions, the tuberculosis control actions were selected as a tracer condition, due to persistence of tuberculosis as a major public health problem in Brazil, especially in inner cities, where incidence rates are highest. The Family Health Strategy (FHS) is strongly related with tuberculosis control actions because it is considered to be the unifying element of BAP. The logic model of Tuberculosis Control Program (TCP) integrated with FHS and the evaluation theoretical model were developed. A case study approach was used for making the assessment models operational. The analysis unit chosen was the Health Municipal Foundation of Niteroi. For collection of evidences, two policlinics and one module of the Family Doctor Program, where tuberculosis cases are diagnosed, treated and followed up, were chosen. The results show that the integration between the programs is unsystematic and that the implementation of the TCP is only partial in the units studied. The proportion of tuberculosis cases registered by ESF teams is slightly above 10% of the total tuberculosis cases in the municipal area. This proportion is 46,7% in the two policlinics chosen.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de implanta&ccedil;&atilde;o    do Programa de Controle da Tuberculose no munic&iacute;pio de Niter&oacute;i/RJ</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana"> Evaluation of the Implementation of Tuberculosis    Control Program in Niter&oacute;i, state of Rio de Janeiro, Brazil</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Luisa Gon&ccedil;alves Dutra de Oliveira<sup>I</sup>;    Sonia Natal<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre em Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Instituto de Sa&uacute;de da Comunidade (UFF), Instituto Estadual de Doen&ccedil;as    do T&oacute;rax Ary Parreiras (SESDEC/RJ), Funda&ccedil;&atilde;o Ataulpho de    Paiva (Projeto Fundo Global TB-Brasil)    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Doutora em Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Grupo de Estudos de Gest&atilde;o e Avalia&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    do Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira (GEAS/IMIP), Grupo de    Pesquisas Avalia&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&atilde;o de processos end&ecirc;micos    e de seus programas de controle (ENSP/Fiocruz), Consultora T&eacute;cnica em    Avalia&ccedil;&atilde;o da Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Desenvolvimento    da Epidemiologia em Servi&ccedil;o/SVS/MS, Funda&ccedil;&atilde;o Ataulpho de    Paiva (Projeto Fundo Global TB-Brasil). Este estudo foi selecionado pelo Edital    MCT-CNPq/MS-DAB/SAS n<sup>o</sup> 49/2005, obtendo apoio para disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma pesquisa avaliativa foi realizada no munic&iacute;pio    de Niter&oacute;i, regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro, com o objetivo    de conhecer a integra&ccedil;&atilde;o entre a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica    (AB) e as a&ccedil;&otilde;es de controle de endemias e o grau de implanta&ccedil;&atilde;o    dessas a&ccedil;&otilde;es no munic&iacute;pio. Entre elas, as a&ccedil;&otilde;es    de controle da tuberculose foram escolhidas como a condi&ccedil;&atilde;o tra&ccedil;adora,    devido &agrave; persist&ecirc;ncia da tuberculose como um importante problema    de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil, especialmente nos grandes centros    urbanos, onde ocorrem as maiores taxas de incid&ecirc;ncia. A Estrat&eacute;gia    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), por ser considerada o eixo integrador    das a&ccedil;&otilde;es da AB, est&aacute; fortemente relacionada &agrave;s    a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose. Foram desenvolvidos o modelo    l&oacute;gico do Programa de Controle da Tuberculose (PCT) integrado &agrave;    ESF e o modelo te&oacute;rico de avalia&ccedil;&atilde;o. Para operacionalizar    os modelos de avalia&ccedil;&atilde;o, utilizou-se o estudo de caso. A unidade    de an&aacute;lise escolhida foi a Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Sa&uacute;de    de Niter&oacute;i. Para a coleta das evid&ecirc;ncias, foram selecionadas duas    policl&iacute;nicas e um m&oacute;dulo do Programa M&eacute;dico de Fam&iacute;lia    que diagnosticam, acompanham e tratam pacientes acometidos de tuberculose. Os    resultados mostram que a integra&ccedil;&atilde;o entre os programas se d&aacute;    de maneira assistem&aacute;tica e que a implanta&ccedil;&atilde;o do PCT &eacute;    parcial nas unidades estudadas. A propor&ccedil;&atilde;o de casos de tuberculose    acompanhada pelas equipes da ESF foi de pouco mais que 10% do total de casos    do munic&iacute;pio, enquanto que nas duas policl&iacute;nicas estudadas essa    propor&ccedil;&atilde;o foi de 46,17%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o;    Estudo de caso; Integra&ccedil;&atilde;o de Programas de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica; Tuberculose; Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> An evaluative research was conducted in the    city of Niteroi, in the metropolitan area of Rio de Janeiro. The objective of    this study was to assess the integration between the Basic Attention Program    (BAP) and endemics control actions, and to estimate the level at which the latter    have been established in the municipality. Among those actions, the tuberculosis    control actions were selected as a tracer condition, due to persistence of tuberculosis    as a major public health problem in Brazil, especially in inner cities, where    incidence rates are highest. The Family Health Strategy (FHS) is strongly related    with tuberculosis control actions because it is considered to be the unifying    element of BAP. The logic model of Tuberculosis Control Program (TCP) integrated    with FHS and the evaluation theoretical model were developed. A case study approach    was used for making the assessment models operational. The analysis unit chosen    was the Health Municipal Foundation of Niteroi. For collection of evidences,    two policlinics and one module of the Family Doctor Program, where tuberculosis    cases are diagnosed, treated and followed up, were chosen. The results show    that the integration between the programs is unsystematic and that the implementation    of the TCP is only partial in the units studied. The proportion of tuberculosis    cases registered by ESF teams is slightly above 10% of the total tuberculosis    cases in the municipal area. This proportion is 46,7% in the two policlinics    chosen.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key-words:</b> Evaluation; Case study; Integration    of Basic Health Attention Program; Tuberculosis; Family Health Strategy</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><i>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose, doen&ccedil;a que acomete o homem    h&aacute; milhares de anos, persiste ainda hoje como um problema de sa&uacute;de    p&uacute;blica relevante, ainda que conte com eficaz tratamento medicamentoso    h&aacute; muitos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil encontra-se entre os 22 pa&iacute;ses    onde 80% dos casos mundiais da doen&ccedil;a ocorrem, e o Rio de Janeiro destaca-se    como o estado com maior incid&ecirc;ncia, 89,5/ 100.000 habitantes no ano de    2003. Sua regi&atilde;o metropolitana possui os piores &iacute;ndices, correspondendo    a 86% dos casos notificados.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os planos de controle da tuberculose e as estrat&eacute;gias    tra&ccedil;adas para combater a endemia t&ecirc;m buscado aumentar a taxa de    cura e diminuir o abandono de tratamento, interrompendo assim a transmiss&atilde;o    da doen&ccedil;a. Nos &uacute;ltimos anos merece destaque a estrat&eacute;gia    DOTS (Directly Observed Therapy, Short-course) que prop&otilde;e a melhoria    das condi&ccedil;&otilde;es para diagn&oacute;stico laboratorial, o tratamento    sob supervis&atilde;o com fornecimento cont&iacute;nuo dos f&aacute;rmacos e    um sistema de informa&ccedil;&atilde;o e registro capaz de monitorar a evolu&ccedil;&atilde;o    do programa.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Programa de Controle da Tuberculose (PCT)    tem sua normatiza&ccedil;&atilde;o bem definida no Brasil e &eacute; executado    em todas as esferas governamentais. A Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, prop&otilde;e a uni&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia, controle e preven&ccedil;&atilde;o da tuberculose e, para    isso, a integra&ccedil;&atilde;o entre os diversos programas.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A estrat&eacute;gia de estender o combate &agrave;    tuberculose a toda a rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de visa garantir o    acesso ao diagn&oacute;stico e tratamento. A integra&ccedil;&atilde;o do PCT    com outros programas, como o Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF),    &eacute; fundamental para o alcance das metas atuais, que s&atilde;o: localizar    no m&iacute;nimo 70% dos casos estimados anualmente e curar no m&iacute;nimo    85% destes.<sup>1</sup> Entretanto, essa estrat&eacute;gia &eacute; de dif&iacute;cil implanta&ccedil;&atilde;o    nas regi&otilde;es metropolitanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A avalia&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas    e programas de sa&uacute;de prev&ecirc; a avalia&ccedil;&atilde;o da estrutura,    do processo e dos resultados da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Para    avaliar as a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose no munic&iacute;pio    de Niter&oacute;i foram consideradas a estrutura e as atividades desenvolvidas    no diagn&oacute;stico e tratamento dos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Niter&oacute;i, munic&iacute;pio da regi&atilde;o    metropolitana do estado do Rio de Janeiro, conta com o Programa M&eacute;dico    de Fam&iacute;lia (PMF) desde 1991. O munic&iacute;pio &eacute; considerado    priorit&aacute;rio para o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es destinadas    a fortalecer o PCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 2003, a popula&ccedil;&atilde;o de Niter&oacute;i    era de 466.630 habitantes, a taxa de incid&ecirc;ncia de tuberculose de 83,4/    100.000 habitantes,<sup>4</sup> o coeficiente de mortalidade por tuberculose de 4,9/100.000    habitantes, e o percentual de &oacute;bitos de 6,6% dos casos novos (2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O PMF de Niter&oacute;i busca a reorienta&ccedil;&atilde;o    do modelo local de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, com a cobertura    de &aacute;reas n&atilde;o assistidas anteriormente e a hierarquiza&ccedil;&atilde;o    da rede de assist&ecirc;ncia. O processo de trabalho visa a humaniza&ccedil;&atilde;o    das rela&ccedil;&otilde;es entre profissionais e usu&aacute;rios, melhor acesso,    defini&ccedil;&atilde;o de cobertura e metas de controle de agravos &agrave;    sa&uacute;de. &quot;A &ecirc;nfase est&aacute; na preven&ccedil;&atilde;o de    doen&ccedil;as e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, al&eacute;m da articula&ccedil;&atilde;o    com os demais n&iacute;veis de assist&ecirc;ncia ou outros setores que interferem    com a sa&uacute;de&quot;. (p. 62)<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A gest&atilde;o do PMF &eacute; feita pelas    associa&ccedil;&otilde;es de moradores dos bairros onde os m&oacute;dulos s&atilde;o    implantados, inclusive a contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais, pagos com    o repasse de verbas do munic&iacute;pio. Cada equipe &eacute; composta por um    m&eacute;dico e um auxiliar de enfermagem, respons&aacute;veis por cerca de    250 fam&iacute;lias ou 1.000 pessoas. A equipe de supervis&atilde;o &eacute;    composta por ginecologista, cl&iacute;nico geral, pediatra, profissional de    sa&uacute;de mental, assistente social, enfermeiro e sanitarista.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir de 1998, o PMF integrou-se ao PCT do    munic&iacute;pio, participando de treinamento para realizar as a&ccedil;&otilde;es    de manejo de caso. Mascarenhas<sup>5</sup> refere-se ao Relat&oacute;rio do    PMF, de 1999, que apresenta como resultado: <i>&quot;observa-se a redu&ccedil;&atilde;o    de mortes por causas evit&aacute;veis, como as doen&ccedil;as infecciosas, em    algumas &aacute;reas com maior tempo de implanta&ccedil;&atilde;o, mas registra-se    aumento da incid&ecirc;ncia de hansen&iacute;ase e tuberculose, devido ao diagn&oacute;stico    precoce e novos casos identificados destas doen&ccedil;as&quot;</i>. (p. 67)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo de 2000 a 2003, o encerramento    dos casos de tuberculose residentes em Niter&oacute;i mostrou um aumento na    taxa de cura de 59,8 para 72,5% e uma diminui&ccedil;&atilde;o do percentual    de abandono de 18,3 para 15,8%, embora essa taxa, em 2002, tenha sido de 21,4%.    Os encerramentos por &oacute;bito variaram de 6,4% em 2000 a 3,5% em 2002, sendo    o &uacute;ltimo resultado registrado, o de 2003, de 4,9%.(SINAN / FMS Niter&oacute;i)    Destaca-se que, apesar do incremento nas taxas de cura, abandono e redu&ccedil;&atilde;o    da letalidade, elas permanecem abaixo das metas do PCT: cura em 85% dos casos    ou mais, abandono menor que 10% e letalidade abaixo de 5%.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante desse quadro, o objetivo deste estudo    foi o de avaliar o grau de implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Controle    da Tuberculose no munic&iacute;pio de Niter&oacute;i, considerando os diversos    componentes da interven&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o entre as    atividades do programa e o contexto em que s&atilde;o realizadas, a fim de compreender    os efeitos produzidos. Neste cen&aacute;rio, tornou-se fundamental conhecer    a integra&ccedil;&atilde;o entre as Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de    (UBS) e as Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (USF), pressupondo-se    que essa rela&ccedil;&atilde;o fosse complementar, e, assim, melhorasse o desenvolvimento    das atividades do programa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><i>M&Eacute;TODO</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A avalia&ccedil;&atilde;o de implanta&ccedil;&atilde;o,    realizada por meio de estudo de caso &uacute;nico com abordagens quantitativa    e qualitativa, utilizou o Modelo L&oacute;gico de Avalia&ccedil;&atilde;o. A    utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos l&oacute;gicos &eacute; uma das t&eacute;cnicas    empregadas no planejamento e na an&aacute;lise de informa&ccedil;&otilde;es    coletadas em um estudo de caso. Baseia-se na apresenta&ccedil;&atilde;o de eventos    de forma encadeada, com padr&atilde;o de causa-efeito, de acordo com a teoria    existente.<sup>7</sup> A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta o Modelo L&oacute;gico    do PCT integrado &agrave; ESF, adaptado do proposto pelo CDC<sup>8</sup>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Modelo L&oacute;gico do Programa (MLP), constru&iacute;do    com base na teoria dos programas, serve de par&acirc;metro para compara&ccedil;&atilde;o    dos eventos observados com os &quot;eventos teoricamente previstos&quot;, e    para a constru&ccedil;&atilde;o do Modelo Te&oacute;rico de Avalia&ccedil;&atilde;o    (MTA). O Modelo L&oacute;gico do PCT integrado &agrave; ESF tem como componentes    os insumos, as atividades, os produtos, os resultados e o impacto. Desta forma,    avalia-se se os recursos e servi&ccedil;os oferecidos s&atilde;o adequados e    empregados de forma a atingir os resultados esperados. Os resultados obtidos    s&atilde;o ent&atilde;o comparados aos resultados alcan&ccedil;ados.9 Para este    modelo (<a href="#fig1">Figura 1</a>), as atividades apontadas envolveram as    metas do programa, a Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, o apoio laboratorial    e a assist&ecirc;ncia propriamente dita no n&iacute;vel da Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica, considerando principalmente o diagn&oacute;stico e o tratamento,    a busca de casos, a notifica&ccedil;&atilde;o e os registros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo, realizado no munic&iacute;pio de Niter&oacute;i    no ano de 2006, teve como unidades de sa&uacute;de escolhidas para a coleta    de dados as duas policl&iacute;nicas com maior n&uacute;mero de usu&aacute;rios    acometidos de tuberculose em tratamento e um m&oacute;dulo do PMF que tinha    usu&aacute;rios em tratamento e fazia parte da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    de uma das policl&iacute;nicas selecionadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados prim&aacute;rios foram coletados por    meio de entrevistas, question&aacute;rios e observa&ccedil;&atilde;o participante,    com base em instrumentos estruturados. As entrevistas foram realizadas com usu&aacute;rios    das unidades de sa&uacute;de, profissionais de sa&uacute;de que trabalhavam    nos servi&ccedil;os selecionados e informantes chave, que foram definidos como    gerentes do PCT e da ESF do munic&iacute;pio, supervisores, diretores das unidades,    profissionais respons&aacute;veis pela Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    das unidades e coordenador da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As fontes de informa&ccedil;&atilde;o dos dados    secund&aacute;rios foram: SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o)    Municipal, livro de registro e acompanhamento de pacientes (&quot;livro preto&quot;),    fichas de notifica&ccedil;&atilde;o, prontu&aacute;rios e livros de registro    pr&oacute;prios de algumas unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de    &Eacute;tica da ENSP/Fiocruz. As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas com    consentimento pr&eacute;vio e autorizado, resguardados o anonimato e a privacidade    do informante. Os participantes foram informados sobre os objetivos da pesquisa    e sobre o uso exclusivo, para este estudo, das informa&ccedil;&otilde;es coletadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para garantir a confiabilidade, validade e interpreta&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es coletadas foi utilizado o m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida para sistematizar e aumentar o rendimento da coleta de dados.    O m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (Rapid Evaluation Methods    &#8211; REM), que proporciona resultados r&aacute;pidos e &uacute;teis para    tomada de decis&otilde;es, tem como principais caracter&iacute;sticas a &ecirc;nfase    na observa&ccedil;&atilde;o de campo com aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    de diferentes n&iacute;veis, o seguimento de um padr&atilde;o hier&aacute;rquico    que mostre a estrutura administrativa dos servi&ccedil;os, maior enfoque na    quantidade e qualidade dos servi&ccedil;os do que no estado de sa&uacute;de,    e resultados r&aacute;pidos e &uacute;teis para decis&otilde;es gerenciais.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As dimens&otilde;es utilizadas no Modelo Te&oacute;rico    de Avalia&ccedil;&atilde;o foram o contexto externo, o contexto organizacional,    a implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e os efeitos das mesmas    (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Cada dimens&atilde;o foi subdivida em categorias,    considerando os componentes do programa que est&atilde;o associados &agrave;    melhor resolutividade das a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose. Foram    criados indicadores para o julgamento do n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o    do PCT e sua integra&ccedil;&atilde;o com a ESF, atrav&eacute;s de uma Matriz    de Julgamento, apresentada na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. A qualidade dos    servi&ccedil;os de sa&uacute;de neste estudo foi considerada como a execu&ccedil;&atilde;o    das atividades de acordo com o estabelecido no programa nacional. A medida de    sucesso da integra&ccedil;&atilde;o entre o PCT e o PMF no controle da tuberculose    no munic&iacute;pio foi o desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;stico    e supervis&atilde;o do tratamento da doen&ccedil;a de maneira eficaz.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><i>RESULTADOS</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados analisados foram consolidados na Matriz    de Julgamento, apresentada nas <a href="#tab2">Tabelas 2</a>, <a href="#tab3">3</a>,    <a href="#tab4">4</a> e <a href="#tab5">5</a>, por cada dimens&atilde;o estudada.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05t4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/1a05t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><i>CONTEXTO EXTERNO</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Niter&oacute;i &eacute; um munic&iacute;pio    com alta densidade demogr&aacute;fica e com 11,06% de sua popula&ccedil;&atilde;o    vivendo em aglomerados subnormais.<sup>11</sup> A cobertura dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos    de sa&uacute;de compreende 40% das unidades de sa&uacute;de sem interna&ccedil;&atilde;o    e 21,62% dos hospitais. O PMF atende 28% da popula&ccedil;&atilde;o total do    munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os indicadores municipais de alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    popula&ccedil;&atilde;o com 8 ou mais anos de estudo e com renda superior a    cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos t&ecirc;m propor&ccedil;&otilde;es superiores    aos nacionais e aos do estado do Rio de Janeiro. Quanto aos recursos financeiros    aplicados em sa&uacute;de, Niter&oacute;i tem aumentado progressivamente a propor&ccedil;&atilde;o    de recursos pr&oacute;prios com esta finalidade, embora tenha sofrido redu&ccedil;&atilde;o    gradual da participa&ccedil;&atilde;o percentual de recursos transferidos pelo    SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b><i>CONTEXTO ORGANIZACIONAL</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O PCT do munic&iacute;pio &eacute; parte da    Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (COVIG), subordinada,    por sua vez, &agrave; Vice-Presid&ecirc;ncia de Aten&ccedil;&atilde;o Coletiva,    Ambulatorial e de Fam&iacute;lia (VIPACAF) da Funda&ccedil;&atilde;o Municipal    de Sa&uacute;de (FMS). O Programa M&eacute;dico de Fam&iacute;lia tem gest&atilde;o    compartilhada entre a FMS e a Federa&ccedil;&atilde;o de Associa&ccedil;&otilde;es    de Moradores de Niter&oacute;i, n&atilde;o fazendo parte da estrutura administrativa    oficial da FMS. Tem sido relatada a ocorr&ecirc;ncia de conflitos entre os profissionais    e as associa&ccedil;&otilde;es de moradores, que a&iacute; t&ecirc;m o duplo    papel de empregador e usu&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O munic&iacute;pio conta com 08 unidades onde    h&aacute; tratamento ambulatorial de tuberculose (Unidades B&aacute;sicas de    Sa&uacute;de ou Policl&iacute;nicas), o que corresponde a 44,4% das unidades    de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e de m&eacute;dia complexidade da rede    municipal. Todas as unidades contam com m&eacute;dicos, enfermeiros, auxiliares    de enfermagem, assistentes sociais e profissionais no setor de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica. Esses profissionais nem sempre s&atilde;o exclusivos    do programa, podendo atender outros setores nas unidades. Os m&oacute;dulos    do PMF s&atilde;o 31 e todos possuem profissionais capacitados (m&eacute;dicos    e auxiliares de enfermagem) para acompanhar os casos de tuberculose na sua &aacute;rea    adscrita, dentro dos crit&eacute;rios estabelecidos para o primeiro n&iacute;vel    de atendimento: casos pulmonares, bacil&iacute;feros confirmados, sem outros    agravos associados. O tratamento supervisionado foi apontado como a principal    estrat&eacute;gia para evitar o abandono de tratamento. Verificamos que essa    forma de administra&ccedil;&atilde;o do tratamento foi mais oferecida no PMF    e que houve descontinuidade do incentivo financeiro para os pacientes submetidos    a ela. O hospital de refer&ecirc;ncia para interna&ccedil;&atilde;o &eacute;    o Instituto Estadual de Doen&ccedil;as do T&oacute;rax Ary Parreiras (IETAP)    onde tamb&eacute;m se situa o ambulat&oacute;rio de pacientes com tuberculose    MDR (resistente a m&uacute;ltiplas drogas), subordinado ao Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de atrav&eacute;s do Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio    Fraga (CRPHF / Rio de Janeiro). O Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL) e o    Hospital Universit&aacute;rio Antonio Pedro (HUAP) tamb&eacute;m disp&otilde;em    de alguns leitos onde &eacute; poss&iacute;vel a interna&ccedil;&atilde;o de    pessoas com tuberculose. Os laborat&oacute;rios de an&aacute;lises cl&iacute;nicas    de refer&ecirc;ncia s&atilde;o o da UBS Jo&atilde;o da Silva Vizella e o Miguelote    Viana, ambos municipais, localizados nos bairros Barreto e Santa Rosa, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os coordenadores e gerentes dos programas, profissionais    qualificados e experientes, n&atilde;o t&ecirc;m participa&ccedil;&atilde;o    na gest&atilde;o dos recursos destinados &agrave; sa&uacute;de no munic&iacute;pio.    Suas participa&ccedil;&otilde;es limitam-se &agrave; decis&atilde;o sobre a    utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos dirigidos aos programas. A propor&ccedil;&atilde;o    de recursos federais, estaduais e municipais para o controle da tuberculose    n&atilde;o &eacute; do conhecimento das coordena&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nenhum dos profissionais gestores do PCT ou    do PMF toma parte do Conselho Municipal de Sa&uacute;de como membro. Participam    desta inst&acirc;ncia atrav&eacute;s do fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es,    como forma de instrumentaliza&ccedil;&atilde;o dos conselheiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As atividades de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    s&atilde;o realizadas no n&iacute;vel central pela COVIG, onde os dados s&atilde;o    computados no Sistema Nacional de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (SINAN).    As informa&ccedil;&otilde;es do PMF v&atilde;o tamb&eacute;m para o Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (SIAB). N&atilde;o    h&aacute; integra&ccedil;&atilde;o entre as informa&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel    das coordena&ccedil;&otilde;es dos programas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A articula&ccedil;&atilde;o com grupos ou segmentos    sociais organizados voltados para atuar no controle da tuberculose n&atilde;o    acontece de forma sistematizada no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O planejamento das a&ccedil;&otilde;es do PCT    n&atilde;o &eacute; realizado em conjunto com o PMF, embora isso possa ocorrer    pontualmente em alguns casos. As atividades de capacita&ccedil;&atilde;o e treinamento    fazem parte da rotina das equipes de PMF. Al&eacute;m disso, informa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o divulgadas em reuni&atilde;o trimestrais de grupos de m&oacute;dulos.    Para os profissionais das unidades de sa&uacute;de tradicionais, as atividades    de educa&ccedil;&atilde;o continuada s&atilde;o oferecidas esporadicamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A supervis&atilde;o do PCT era realizada por    um &uacute;nico profissional para toda a rede na &eacute;poca deste estudo.    Isso prejudicava o cumprimento do cronograma. Os m&oacute;dulos do PMF contam    com equipe de supervis&atilde;o que comparece semanalmente ao m&oacute;dulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A emiss&atilde;o de relat&oacute;rios n&atilde;o    &eacute; realizada de forma conjunta pelo PCT e PMF. Cada um deles pode, por&eacute;m,    fornecer dados para que o outro inclua em seu relat&oacute;rio. A avalia&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ocorre de forma separada    entre os programas. A utiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es    para tomada de decis&atilde;o em conjunto acontece atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o    direta e cont&iacute;nua dos coordenadores e gerentes, embora n&atilde;o seja    sistematizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"> <b><i>CONTEXTO DE IMPLANTA&Ccedil;&Atilde;O</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A estrutura f&iacute;sica, os recursos e a forma    de acomoda&ccedil;&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as entre as unidades.    Apenas uma das unidades estudadas tinha setor espec&iacute;fico para atendimento    de tuberculose. As salas de espera nas demais eram compartilhadas com outros    usu&aacute;rios. Alguns consult&oacute;rios eram pequenos e com ventila&ccedil;&atilde;o    prec&aacute;ria. A situa&ccedil;&atilde;o da estrutura f&iacute;sica e de recursos    materiais mostrou-se melhor nas policl&iacute;nicas. Os recursos humanos s&atilde;o    escassos em ambos os programas, se considerarmos as in&uacute;meras atividades    a serem desenvolvidas. Apenas em uma das unidades havia profissionais dedicados    exclusivamente ao PCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A acessibilidade est&aacute; garantida principalmente    no m&oacute;dulo do PMF que se encontra pr&oacute;ximo &agrave; clientela que    atende. Nas policl&iacute;nicas a dist&acirc;ncia percorrida pelos usu&aacute;rios    tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; longa, e elas se localizam em &aacute;reas    de circula&ccedil;&atilde;o de transporte coletivo. O tempo de espera n&atilde;o    foi considerado um fator problem&aacute;tico, os usu&aacute;rios eram atendidos    sempre pelo mesmo m&eacute;dico e os atendimentos n&atilde;o agendados que se    faziam necess&aacute;rios eram providenciados. Nenhuma das unidades tem hor&aacute;rio    de atendimento ampliado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A oferta de exame bacilosc&oacute;pico &eacute;    realizada em todas as unidades. H&aacute; varia&ccedil;&atilde;o quanto ao tempo    de espera para o resultado, podendo ser de 1 dia a 3 semanas, e, tamb&eacute;m,    quanto &agrave; decis&atilde;o do profissional em iniciar o tratamento sem o    resultado da baciloscopia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A busca de casos n&atilde;o &eacute; atividade    de rotina em nenhuma das unidades, sendo realizada a partir de alguns casos    diagnosticados ou solicita&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O PMF administra os medicamentos para tuberculose    de forma supervisionada em todos os casos que acompanha. J&aacute; nas policl&iacute;nicas,    esta forma de tratamento alcan&ccedil;ou menos de 10% dos casos acompanhados.    A falta de recursos humanos e a descontinuidade do incentivo financeiro aos    pacientes foram os fatores destacados como determinantes para esta baixa propor&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os medicamentos para tratamento de tuberculose    est&atilde;o dispon&iacute;veis nas policl&iacute;nicas, por&eacute;m o PMF    n&atilde;o disp&otilde;e de uma reserva, o que pode ocasionar atraso no in&iacute;cio    do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em todas as unidades estudadas a taxa de cura    foi menor que 85% e o abandono maior que 10%. A letalidade foi maior em uma    das policl&iacute;nicas e os casos sem informa&ccedil;&atilde;o dos resultados    de tratamento mostrou-se maior que os demais em outra policl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As visitas domiciliares realizadas pelos profissionais    das policl&iacute;nicas acontecem em situa&ccedil;&otilde;es especiais e pouco    freq&uuml;entes. No PMF esta atividade &eacute; rotineira, faz parte das atividades    de campo previstas no hor&aacute;rio de trabalho daqueles profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o de contatos registrado    e examinados em ambas as policl&iacute;nicas foi menor que quatro por paciente.    No PMF n&atilde;o encontramos esse registro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Todas as unidades fazem a notifica&ccedil;&atilde;o    dos casos, que pode ser feita pelo m&eacute;dico ou pelo profissional da vigil&acirc;ncia.    Apesar de recomendado, a notifica&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; feita    no in&iacute;cio do tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b><i>CONTEXTO DE EFEITOS</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O munic&iacute;pio apresentou resultados de    cura (82,8%) e abandono (7,0%) melhores que os das unidades estudadas. A letalidade,    por&eacute;m, mostrou-se menos favor&aacute;vel (7,7%). Ressalta-se que entre    os que tiveram tratamento supervisionado as taxas de cura foram bem superiores    (96%). Nas policl&iacute;nicas somente 2,8% dos pacientes foram tratados de    forma supervisionada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os usu&aacute;rios pronunciaram-se satisfeitos    com o atendimento e orienta&ccedil;&otilde;es recebidas dos profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As equipes do PMF foram respons&aacute;veis    pelo acompanhamento de 11,3% dos casos do munic&iacute;pio, enquanto que as    duas policl&iacute;nicas estudadas acumulavam pouco menos que 50% dos pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><i>DISCUSS&Atilde;O</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A pesquisa avaliativa considera os contextos    em que o programa a ser avaliado se insere. Com rela&ccedil;&atilde;o ao contexto    externo, que descreve a situa&ccedil;&atilde;o local, destacando os aspectos    que podem facilitar ou dificultar a perman&ecirc;ncia da endemia, vimos que    o munic&iacute;pio tem alta densidade demogr&aacute;fica e mais de 10% da popula&ccedil;&atilde;o    habitando aglomerados subnormais, locais com condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis    de saneamento e onde a aglomera&ccedil;&atilde;o favorece a dissemina&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as. Por outro lado, o munic&iacute;pio tem aumentado o investimento    de recursos financeiros aplicados na sa&uacute;de, embora conte ainda com propor&ccedil;&atilde;o    pequena de unidades de sa&uacute;de e leitos p&uacute;blicos para atendimento    de sua popula&ccedil;&atilde;o, quando comparados &agrave;s propor&ccedil;&otilde;es    do estado e do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Embora tenha sido pioneiro na implanta&ccedil;&atilde;o    da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, a cobertura atual do    programa ainda &eacute; baixa. Al&eacute;m disso, constata-se que o PMF, apesar    do longo tempo em que se mant&eacute;m no munic&iacute;pio, n&atilde;o demonstra    total sustentabilidade, devido ao seu car&aacute;ter complementar e &agrave;    sua aus&ecirc;ncia nos documentos de composi&ccedil;&atilde;o da FMS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade,    percebe-se em Niter&oacute;i uma propor&ccedil;&atilde;o maior tanto de pessoas    alfabetizadas como com mais anos de estudo, quando comparado ao estado e ao    pa&iacute;s. A popula&ccedil;&atilde;o com 10 anos ou mais de idade representa    83,9% da popula&ccedil;&atilde;o total. Destes, 49,2% est&atilde;o ocupados.    Embora o percentual da popula&ccedil;&atilde;o com rendimento no pa&iacute;s    seja maior que a do estado e do munic&iacute;pio, a propor&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o com renda superior a 5 sal&aacute;rios m&iacute;nimos    &eacute; maior em Niter&oacute;i.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto aos aspectos do saneamento, verifica-se    que o estado tem propor&ccedil;&otilde;es maiores que as do munic&iacute;pio    e o pa&iacute;s possui comparativamente as menores taxas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O desenvolvimento do contexto externo foi considerado    parcial, de acordo com os escores dados aos indicadores estabelecidos neste    estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o para o controle da tuberculose, encontramos uma integra&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o sistematizada entre PCT e ESF. Isso &eacute; confirmado pela falta    de planejamento conjunto entre os dois programas, bem como aus&ecirc;ncia de    avalia&ccedil;&atilde;o compartilhada. &Eacute; ineg&aacute;vel que essas a&ccedil;&otilde;es    podem acontecer de forma espor&aacute;dica e n&atilde;o sistematizada, por iniciativa    dos profissionais que atuam no n&iacute;vel central, todos eles com qualifica&ccedil;&atilde;o    e experi&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A participa&ccedil;&atilde;o das coordena&ccedil;&otilde;es    na decis&atilde;o sobre a propor&ccedil;&atilde;o de recursos aplicados na sa&uacute;de    em geral, e para o controle da tuberculose em particular, &eacute; nula. H&aacute;    participa&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos que s&atilde;o disponibilizados, uma vez que a ger&ecirc;ncia tem    melhor vis&atilde;o sobre as necessidades da rede.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O PMF de Niter&oacute;i tem sua gest&atilde;o    compartilhada entre a FMS e a Associa&ccedil;&atilde;o de moradores, o que possibilita    a participa&ccedil;&atilde;o popular e o controle social sobre, entre outras    coisas, a qualidade e hor&aacute;rio do trabalho dos profissionais contratados.    Por outro lado, conflitos t&ecirc;m sido relatados entre os profissionais e    componentes das associa&ccedil;&otilde;es de moradores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A supervis&atilde;o do PCT &eacute; exercida    por um &uacute;nico profissional para todo o munic&iacute;pio, o que dificulta    o cumprimento do organograma proposto. Na ESF h&aacute; uma equipe de supervis&atilde;o    para um grupo de m&oacute;dulos, com a&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o    e treinamento programadas semanalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> H&aacute; programa de capacita&ccedil;&atilde;o    para as equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia que acontece de forma cont&iacute;nua,    com maior volume de treinamentos do que os oferecidos aos profissionais da rede    tradicional. Apesar disso, pudemos verificar que alguns profissionais referem    falta de experi&ecirc;ncia e inseguran&ccedil;a ao lidar com pacientes com tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O tratamento supervisionado como estrat&eacute;gia    para evitar o abandono, apesar de valorizado pelos profissionais, &eacute; oferecido    a pequena parcela dos usu&aacute;rios em tratamento e sofre processo de descontinuidade    no fornecimento de incentivos financeiros, al&eacute;m de car&ecirc;ncia de    recursos humanos e estrutura f&iacute;sica na rede. A equipe da ESF tenta manter    a supervis&atilde;o do tratamento para todos os moradores de sua &aacute;rea    acometidos pela doen&ccedil;a. Por&eacute;m, observamos que a falta de recursos    humanos dificulta o procedimento, limitado na maior parte das vezes ao comparecimento    do usu&aacute;rio &agrave; unidade. O mesmo acontece com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; busca de casos. Apesar de terem consci&ecirc;ncia da necessidade de    busca em &aacute;reas onde h&aacute; pessoas em situa&ccedil;&atilde;o mais    vulner&aacute;vel, essa a&ccedil;&atilde;o &eacute; freq&uuml;entemente adiada    devido &agrave; car&ecirc;ncia de recursos humanos. Em todas as unidades as    buscas de casos foram realizadas somente a partir de casos suspeitos comunicados,    de maneira pontual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Desta forma, a partir dos escores atribu&iacute;dos    aos indicadores do contexto pol&iacute;tico-organizacional, consideramos que    sua implanta&ccedil;&atilde;o &eacute; parcial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O acesso aos servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico    e tratamento de tuberculose n&atilde;o representam dificuldade no munic&iacute;pio,    apesar de haver uma pequena varia&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; recep&ccedil;&atilde;o    nos servi&ccedil;os. A exist&ecirc;ncia de setor espec&iacute;fico para este    tipo de atendimento na policl&iacute;nica, bem como componentes da equipe exclusivos    do setor, parece favorecer a comunica&ccedil;&atilde;o entre os profissionais    e a concentra&ccedil;&atilde;o de material, documentos e atividades em um s&oacute;    local da unidade. O setor torna-se assim a refer&ecirc;ncia onde se encontram    as informa&ccedil;&otilde;es e onde profissionais e usu&aacute;rios buscam a    resolu&ccedil;&atilde;o de problemas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O m&oacute;dulo do PMF &eacute; certamente a    unidade com melhor acesso aos usu&aacute;rios cadastrados, por&eacute;m a gama    de atividades que os profissionais t&ecirc;m que realizar pode gerar uma sobrecarga    de trabalho, o que resulta no descarte de algumas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No que diz respeito &agrave; estrutura f&iacute;sica,    a exist&ecirc;ncia de setor espec&iacute;fico para atendimento de tuberculose    tamb&eacute;m mostrou uma situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel para a biosseguran&ccedil;a.    O m&oacute;dulo do PMF &eacute; o que apresenta piores condi&ccedil;&otilde;es    nesse sentido. O mesmo acontece com rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de espera    para resultado da baciloscopia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o de doentes com tuberculose    acompanhados nas duas policl&iacute;nicas estudadas foi de 46,17% dos casos    do munic&iacute;pio. Isso mostra a distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos casos    entre as unidades, predominando em geral o atendimento por especialistas, o    que corrobora os achados de Natal et al.<sup>12</sup> quanto &agrave; cobertura insatisfat&oacute;ria    dos servi&ccedil;os quando se verifica a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos    por unidade. Essa concentra&ccedil;&atilde;o da demanda tamb&eacute;m dificulta    a realiza&ccedil;&atilde;o de outras atividades, como tratamento supervisionado,    exame dos contatos e busca de casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados dos tratamentos das unidades estudadas    tiveram propor&ccedil;&otilde;es inferiores &agrave;s metas estabelecidas pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As visitas domiciliares s&atilde;o rotineiras    no PMF, programadas de acordo com necessidades que surgem, mas espera-se que    cada domic&iacute;lio cadastrado seja visitado ao menos uma vez ao ano. Vimos,    por&eacute;m, que algumas vezes a ida &agrave; comunidade &eacute; prejudicada    pela necessidade de perman&ecirc;ncia dos profissionais no m&oacute;dulo. Nas    policl&iacute;nicas, as visitas domiciliares acontecem somente em situa&ccedil;&otilde;es    muito especiais. H&aacute; car&ecirc;ncia de recursos humanos e materiais para    esta atividade. O n&uacute;mero de contatos examinados ficou abaixo do recomendado    nas duas policl&iacute;nicas. No PMF n&atilde;o encontramos registro, embora    os profissionais relatassem que todos os contatos s&atilde;o examinados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As notifica&ccedil;&otilde;es e repasse de informa&ccedil;&otilde;es    para o n&iacute;vel central, bem como o preenchimento do livro de registro de    dados, apresentaram varia&ccedil;&otilde;es entre as unidades estudadas. A implanta&ccedil;&atilde;o    do programa foi considerada parcial em todas elas, com resultados ligeiramente    melhores na policl&iacute;nica B e no m&oacute;dulo do PMF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto aos resultados de tratamento, a ESF teve    o desempenho alcan&ccedil;ado, enquanto que as unidades de sa&uacute;de tradicionais    tiveram um alcance parcial. H&aacute; que se considerar que o n&uacute;mero    de casos tratados no PMF foi pequeno e que todos foram submetidos ao tratamento    supervisionado, o que aumenta consideravelmente a taxa de cura e, consequentemente,    diminui a de abandono e &oacute;bito. Outro fator interveniente foi o fato de    n&atilde;o ter sido realizada entrevista com usu&aacute;rio no PMF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Podemos concluir que a integra&ccedil;&atilde;o    entre os diversos programas que fazem parte da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica    em Sa&uacute;de, representada neste estudo pelas a&ccedil;&otilde;es de controle    de tuberculose e pela ESF, mostrou-se incipiente. Os principais pontos observados    que impedem essa integra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a implanta&ccedil;&atilde;o    e a consolida&ccedil;&atilde;o do PMF em Niter&oacute;i como um programa de    car&aacute;ter complementar, a car&ecirc;ncia de recursos humanos e a sobrecarga    de trabalho, al&eacute;m do fato de a subordina&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    e administrativa dos programas estarem localizadas em diferentes locais da estrutura    organizacional. Natal<sup>12</sup> considera que as prioridades e metas definidas pelos    programas seriam, assim, diferentes, o que ocorreria tamb&eacute;m com o planejamento,    a capacita&ccedil;&atilde;o e o perfil de seus recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A integra&ccedil;&atilde;o inexpressiva no n&iacute;vel    organizacional se reflete na rela&ccedil;&atilde;o entre as unidades de sa&uacute;de    tradicionais e as USF, n&atilde;o existindo entre seus profissionais um interc&acirc;mbio    formal. As a&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel local, na maior parte das vezes,    s&atilde;o realizadas de forma isolada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O grau de implanta&ccedil;&atilde;o do PCT nas    policl&iacute;nicas e na USF foi parcial e semelhante. Entretanto, a estrutura    f&iacute;sica e os recursos humanos diferiram entre as unidades, assim como    a forma de recep&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As a&ccedil;&otilde;es de busca de casos, busca    de pacientes que abandonaram o tratamento e exame de contatos mostraram-se insuficientes    e n&atilde;o integradas entre as unidades. O tratamento supervisionado, embora    tenha sido citado como estrat&eacute;gia para prevenir o abandono do tratamento,    foi realizado em n&uacute;mero reduzido de pacientes. Ressalte-se que, nesta    forma de administra&ccedil;&atilde;o do tratamento, os resultados foram muito    mais favor&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O modelo l&oacute;gico de avalia&ccedil;&atilde;o    foi elaborado e mostrou ser suficiente para atingir os objetivos, e pode servir    de suporte para a formula&ccedil;&atilde;o de um modelo de auto-avalia&ccedil;&atilde;o    a ser utilizado pelos profissionais da rede.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b><i>REFER&Ecirc;NCIAS</i></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. <i>Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    &#8211; Tuberculose</i>. <a href="http://www.saude.gov.br/svs">http://www.saude.gov.br/svs</a>    (acessado em 2005).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. World Health Organization. <i>What is DOTS?    A guide to understanding the WHO recommended TB Control Strategy known as DOTS</i>.    WHO/ CDS/CPC/TB/99.270, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. <i>Programa Nacional de Controle da Tuberculose</i>.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. SES / RJ. <i>Boletim informativo 2005</i>.    Programa de Controle da Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro:    SES, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Mascarenhas MTM. <i>Implementa&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica em Sa&uacute;de no Munic&iacute;pio de    Niter&oacute;i, RJ: Estudo de caso em Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de    Tradicional e M&oacute;dulo do Programa M&eacute;dico de Fam&iacute;lia</i>    [tese de doutorado]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. <i>Plano    Nacional de Controle da Tuberculose</i>/Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Yin RK. <i>Estudo de caso: planejamento e    m&eacute;todos</i>. 3<sup>a</sup> ed. Porto Alegre: Bookman; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Center for Disease Control. Framework for    Program Evaluation in Public Health. Atlanta (US): MMWR; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Hartz ZMA,org. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de: dos modelos conceituais &agrave; pr&aacute;tica na an&aacute;lise    de implanta&ccedil;&atilde;o de programas</i>. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Lee T, Price M. Indicators and Research    Methods for Rapid Assessment of a Tuberculosis Control Programme: case study    of a rural area in South Africa. <i>Tubercle and Lung Disease</i> (1995) 76,    : 441-449.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. IBGE, Resultados da Amostra do Censo demogr&aacute;fico    2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2004. In <a href="http://www.ibge.gov.br">www.ibge.gov.br</a>    acessado em 20/03/2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12.Natal S et al. Avalia&ccedil;&atilde;o do    Programa de Controle da Tuberculose: estudo de casos na Amaz&ocirc;nia Lega.    Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria, v.12, 2004. :91-109</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rbps/v15n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Luisa Gon&ccedil;alves Dutra de Oliveira.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Rua Lopes Trov&atilde;o, 134/1801 Bl 2    <br>   Icara&iacute; - Niter&oacute;i &#8211; RJ.    <br>   CEP: 24220-071.    <br>   Tel: 2705.2305.    <br>   e-mail:<a href="mailto:luisa.dutra@gmail.com">luisa.dutra@gmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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