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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O doutor Evandro Chagas na Amazônia: entre a epopeia e a tragédia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO HIST&Oacute;RICO    | HISTORICAL ARTICLE | ART&Iacute;CULO HIST&Oacute;RICO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">O doutor Evandro Chagas na Amaz&ocirc;nia: entre a epopeia e a trag&eacute;dia</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Dr. Evandro Chagas in the Amazon: between the epic and the tragedy</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">El doutor Evandro Chagas en la Amazon&iacute;a:   entre la epopeya e la tragedia </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Manoel do Carmo Pereira Soares</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br>   Correspondence    <br>   Direcci&oacute;n para correspondencia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><STRONG><span class="style1"><b><font size="3" face="Verdana">V&Iacute;DEO</font></b></span></STRONG></p>     <p align="center"><font size="3"><strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="http://revista.iec.pa.gov.br/v1n1"></a></font></strong></font><strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="http://revista.iec.pa.gov.br/v1n1"><img src="../img/revistas/rpas/v1n1/play.gif" border="0"></a>    </font></strong></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><i>&Eacute; preciso tempo, distanciamento,     algumas gera&ccedil;&otilde;es,     por   vezes, para que se identifique o que verdadeiramente   ocorreu em uma determinada  &eacute;poca.    <br>   Jean-Claude Guillebaud </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O s&eacute;culo XX ainda perfazia o seu in&iacute;cio.    Corria o ano de 1908, e Evandro Serafim Lobo Chagas beirava os 3 anos de idade    enquanto o pai, o cientista Carlos Ribeiro Justiniano Chagas, dava rumos aos    seus estudos ao longo da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB). Estudos    que o conduziriam &agrave; descoberta da tripanossom&iacute;ase americana, doen&ccedil;a    que em seguida ganharia o seu nome - doen&ccedil;a de Chagas. Diga-se que a    EFCB, no seu planejamento mais ousado, a partir do Rio de Janeiro, pretendia    chegar com os seus trilhos at&eacute; Bel&eacute;m do Par&aacute;, em plena    Amaz&ocirc;nia<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Daquele ano de 1908 h&aacute; um relato repassado     por   Carlos Chagas Filho, irm&atilde;o de Evandro, segundo o qual, o   pai se encontrava em Lassance, Minas Gerais, quando foi   avisado por Oswaldo Cruz que, no seu laborat&oacute;rio de   Manguinhos, Rio de Janeiro, um dos saguis (<i>Callithrix</i>   <i>penicillata</i>) inoculados com o poss&iacute;vel agente da ent&atilde;o   desconhecida doen&ccedil;a havia adoecido. Chagas, em meio &agrave; ansiedade, imediatamente apanhou o trem de volta, tendo, na esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria mineira de Juiz de Fora, recebido do sogro que l&aacute; o aguardava, a companhia da mulher - dona Iris - e do menino Evandro, ainda de colo, para ent&atilde;o prosseguir na viagem de retorno. Dona Iris e   Evandro ficavam hospedados na casa dos sogros de   Carlos Chagas, em Juiz de Fora, enquanto, no fulgor de   sua juventude, este assumia o desafio confiado por   Oswaldo Cruz: sanear os caminhos da EFCB<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dificuldades de v&aacute;rias ordens, compreens&iacute;veis     em   projetos dessa monta, impediram que aquela Estrada de   Ferro se alongasse al&eacute;m do Estado de Minas Gerais, mas   fica a men&ccedil;&atilde;o a um primeiro ensaio do destino para   encaminhar o trabalho dos Chagas at&eacute; a Amaz&ocirc;nia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apenas alguns anos depois, em 1912, quando o    pai de Evandro deixou o Rio de Janeiro e se lan&ccedil;ou em memor&aacute;vel    viagem pelos rios da Amaz&ocirc;nia com o prop&oacute;sito de investigar &quot;as    condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-sanit&aacute;rias do Vale do Amazonas&quot;<sup>2</sup>,    aquele menino beirava os 7 anos de idade. Durante a sua trajet&oacute;ria profissional,    Evandro Chagas frequentemente se reportaria emocionado a essa aventura e aos    relatos que dela o pai fazia<sup>4,5</sup>. Portanto, &eacute; razo&aacute;vel    admitir que, vez por outra, desde tenra idade, perpassando o seu curso de medicina    e o in&iacute;cio de seus of&iacute;cios de m&eacute;dico, Evandro tenha lido    e relido trechos dos relat&oacute;rios e notas do pai, que emanavam apelos eloquentes,    entremeados a condicionantes, como: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Se a grande Amaz&ocirc;nia, em    seus aspectos excepcionais de um mundo novo e resplendente de maravilhas sem    fim tem constitu&iacute;do o maior tesouro de s&aacute;bios naturalistas, fornecendo-lhes    farta messe de elementos valiosos para ilustrar a hist&oacute;ria natural do    Universo; se ao poeta e ao romancista os grandes dramas da vida humana, desenrolados    naquelas florestas, t&ecirc;m inspirado uma imensa literatura &eacute;pica,    cujas p&aacute;ginas mais belas glorificam o hero&iacute;smo do homem em luta    permanente com a inclem&ecirc;ncia das coisas; se o estudo descritivo de observadores    sagazes e sabidos em assuntos v&aacute;rios fotografa aos nossos olhos extasiados    toda a majestade daquele mundo que desconhecemos; se, afinal, sob esses e ainda    sob outros muitos e interessantes aspectos, a grande Amaz&ocirc;nia tem sido    estudada e proveitosamente esclarecida: certo &eacute; que, no ponto de vista    m&eacute;dico, ela permanece ignorada, se n&atilde;o objeto de fantasias aterradoras,    que malsinam o vale do nosso rio gigante<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois, mais adiante, Chagas escreveria esperan&ccedil;oso: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Veremos ent&atilde;o normalizada     a condi&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mica do norte, cuja anarquia atual &eacute; de   surpreender; veremos habitadas por brasileiros   fortes, aptos para o trabalho, todas aquelas   terras que constituem um dos maiores   patrim&ocirc;nios da nossa P&aacute;tria<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi um relato cient&iacute;fico feito por Henrique     Penna - ao examinar fragmentos de f&iacute;gado obtidos por   viscerotomia para pesquisa de febre amarela  -, em   1934, descrevendo inesperados casos de leishmaniose   visceral (ou calazar) procedentes de diversas    localidades do interior do Pa&iacute;s<sup>21</sup>, que suscitou a   preocupa&ccedil;&atilde;o de Carlos Chagas, na &eacute;poca diretor do   Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Para estudar a   epidemiologia e a sintomatologia da doen&ccedil;a descrita,   Chagas imediatamente designou Evandro, que j&aacute;  se   mostrava m&eacute;dico, pesquisador, professor de grande   nome e diretor do Hospital Oswaldo Cruz, daquele   Instituto. Carlos Chagas morreria subitamente naquele   mesmo ano, mas em 1936 foi criada, no IOC, a   Comiss&atilde;o Encarregada do Estudo da Leishmaniose   Visceral Americana. Para coordenar os trabalhos,   manteve-se a indica&ccedil;&atilde;o de Evandro Chagas, na   condi&ccedil;&atilde;o de chefe, o qual se p&ocirc;s em campo j&aacute;  no   in&iacute;cio   daquele ano, procurando apoio em diferentes estados   da Regi&atilde;o Nordeste visando montar um laborat&oacute;rio   regional que oferecesse retaguarda aos estudos. Depois   de ver fracassados os primeiros contatos, estendeu sua   viagem ao Estado do Par&aacute; e a&iacute;, num encontro com o   governador Jos&eacute; Carneiro da Gama Malcher, mereceu a   acolhida e a receptividade devidas<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com efeito, ainda no ano de 1936, a 10 de novembro,   foi sancionada a Lei Estadual n<sup>o</sup> 59, que criou o Instituto de   Patologia Experimental do Norte (Ipen), com sede em Bel&eacute;m   do Par&aacute;, tendo &quot;por finalidade o estudo dos problemas   medicos ruraes para orientar a prophylaxia e a assistencia   medica de acordo com os servi&ccedil;os sanitarios estaduaes e    federal&quot;<sup>20</sup>. Nesse &acirc;mbito, foram logo impulsionados estudos   sobre o calazar e outras endemias locais, como a mal&aacute;ria, a   leishmaniose tegumentar, a bouba, a filariose, acrescidos   dos estudos de algumas outras parasitoses de interesse para   a sa&uacute;de humana e animal. Menos de um ano depois, como   a atestar a seriedade do trabalho, sa&iacute;am, em 1937, os   primeiros resultados das pesquisas conduzidas no Par&aacute; por   Evandro Chagas e sua equipe jovem, plural e de    conforma&ccedil;&atilde;o multidisciplinar<sup>7</sup>. A <a href="#f1">figura 1</a> mostra    alguns membros dessa equipe.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpas/v1n1/1a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os primeiros trabalhos amaz&ocirc;nicos a aferir     o grande   esmero m&eacute;dico-cient&iacute;fico do grupo de Evandro foram,   portanto, aqueles afeitos &agrave; Comiss&atilde;o Encarregada do   Estudo da Leishmaniose Visceral Americana. Entre aqueles   direta ou indiretamente vinculados &agrave; aludida Comiss&atilde;o   constavam os nomes de Aristides Marques da Cunha,   Magarinos Torres, Gustavo de Oliveira Castro, Leoberto   de Castro Ferreira, Cec&iacute;lio Roma&ntilde;a, Octavio Mangabeira   Filho, Madureira Par&aacute;, Geth Jansen e Wladimir Lobato   Paraense, pelo IOC; e Jayme Aben-Athar, Gladstone   Deane, Le&ocirc;nidas Deane, Felippe Nery Guimar&atilde;es, Maria   Jos&eacute; Von Paumgartten, Benedito de Abreu S&aacute; e Reinaldo   Damasceno, pelo Ipen. Evandro, na introdu&ccedil;&atilde;o de seu   Relat&oacute;rio referente ao ano de 1937, aju&iacute;za o momento   especial que se instalava e agradece &agrave;queles que o   proporcionaram diretamente: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Permittiram e facilitaram a realiza&ccedil;&atilde;o    das pesquisas, o apoio e prest&iacute;gio dados pelo Director Geral do Instituto    Oswaldo Cruz, o elevado interesse que pelo assumpto demonstrou o Governo do    Estado do Par&aacute;, e, acima de tudo, o alto esp&iacute;rito philantropico    do Dr. Guilherme Guinle, que custeou a maior parte das investiga&ccedil;&otilde;es    de laborat&oacute;rio e todo o trabalho de campo<sup>8</sup>.</font></p> <font size="2" face="Verdana">De outra parte, ainda nesse contexto     introdut&oacute;rio das   atividades, h&aacute; que valorizar-se a pondera&ccedil;&atilde;o de Le&ocirc;nidas   Deane: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Antes de contar como foram as     atividades iniciais do IPEN, quero ressaltar qu&atilde;o importante foi,   para o futuro do Instituto, o ter sido criado e no   princ&iacute;pio orientado por Evandro Chagas.   Evandro era uma pessoa invulgar. Intelig&ecirc;ncia   privilegiada e not&aacute;vel capacidade de exposi&ccedil;&atilde;o e   argumenta&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios idiomas, tinha tamb&eacute;m   grande resist&ecirc;ncia f&iacute;sica e um evidente dom de   lideran&ccedil;a. Comunicou ao grupo de jovens de sua   equipe a m&iacute;stica do pioneirismo e o desejo de   participar do trabalho detetivesco de elucidar a   transmiss&atilde;o das doen&ccedil;as de nossas popula&ccedil;&otilde;es   rurais<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Evandro Chagas refere que esses foram os primeiros   estudos efetivamente produzidos no Brasil sobre   leishmaniose visceral americana (LVA), e que   abrangeram: estudos cl&iacute;nico-terap&ecirc;uticos,   epidemiol&oacute;gicos, dos processos patog&ecirc;nicos, al&eacute;m    daqueles sobre o parasito<sup>7</sup>. Ao reconhecermos a grande   luz que esses estudos hist&oacute;ricos, circunstancialmente   restringidos a t&atilde;o pouco tempo, lan&ccedil;aram sobre a   tem&aacute;tica, declaramos tamb&eacute;m que n&atilde;o &eacute; aqui nosso   prop&oacute;sito, nem &eacute; de nossa compet&ecirc;ncia, dar   aprofundamentos em defesa da autoctonia da doen&ccedil;a ou   taxonomia do agente, aspectos que ainda hoje rendem   discuss&otilde;es. Discuss&otilde;es que s&oacute; o futuro da ci&ecirc;ncia   - ou de   suas conven&ccedil;&otilde;es - dar&aacute; acomoda&ccedil;&atilde;o.   Mas se essas   quest&otilde;es continuam a merecer pesquisas, &eacute;  porque tinha   cabimento a proposta original. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; verdade que muitas outras descobertas     da lavra dos   pesquisadores do Ipen, ocorridas entre 1937 e 1938, s&oacute;   foram divulgadas muito mais tarde. Entrementes, alguns   achados originais tiveram divulga&ccedil;&atilde;o mais imediata,   como, por exemplo, aqueles referentes aos novos   hospedeiros silvestres do <i>Trypanosoma </i>(<i>Schizotrypanum</i>)  <i>cruzi</i><sup>14,10</sup>.   Achados, estes, ali&aacute;s, que bem mereceriam a   terna rever&ecirc;ncia neste ano de 2009, quando se comemora   o centen&aacute;rio da descoberta da doen&ccedil;a de Chagas.   Tamb&eacute;m muito marcantes foram os estudos entomol&oacute;gicos   conduzidos por Deane, Mangabeira Filho, Ferreira,    Damasceno e outros, naquele in&iacute;cio<sup>12,13,15,24</sup>. No per&iacute;odo    de 1937 a 1940, foram publicados pelo menos 19 trabalhos   cient&iacute;ficos, tarefa admirada ainda hoje, considerando-se   as dificuldades impostas pela natureza ins&oacute;lita daquela   iniciativa<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Num certo pensar, pode-se inferir que desde 1934,   quando o destino levou Carlos Chagas a incumbir o seu   primog&ecirc;nito para investigar o calazar por todo o Brasil at&eacute;   chegar &agrave; Amaz&ocirc;nia, cumpria-se uma esp&eacute;cie de miss&atilde;o   que vinha sendo postergada. Evandro sempre repetiria que   esses seus estudos, bem como o pr&oacute;prio Plano de   Saneamento que viria a assumir para essa regi&atilde;o, seriam   como prolongamentos da saga iniciada por seu pai<sup>5</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; fato que, ap&oacute;s a morte do pai,     em 1934, e de   profundas desilus&otilde;es acad&ecirc;micas, em 1935, Evandro   Chagas deixa a sua boa situa&ccedil;&atilde;o e amplas perspectivas no   sul e no sudeste do Brasil para priorizar de uma vez por   todas o papel que escolhera: o de sanitarista e cientista   com a miss&atilde;o de planejar o saneamento da Regi&atilde;o Norte   do Brasil, mesmo jamais abdicando da ideia de uma rede   de Institutos de Patologia Experimental por todo o Pa&iacute;s.   Quando finalmente, em 1940, ele viria receber essa   un&ccedil;&atilde;o de modo oficial, agora com a proposta primordial   de iniciar um programa para o controle da mal&aacute;ria, exibia   uma prepara&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar, a saber: uma juventude que lhe   permitia enfrentar os desafios da Grande Floresta e um   s&oacute;lido curr&iacute;culo constru&iacute;do sobre os alicerces da forma&ccedil;&atilde;o   adquirida como gestor, professor e pesquisador dos mais   atuantes nos trabalhos de laborat&oacute;rio e de campo, no   IOC, Manguinhos. Trabalhos cient&iacute;ficos como  &quot;Visceral   Leishmaniasis in Brazil&quot;, este publicado em 1936, na   revista <i>Science</i>, contribu&iacute;ram para consolidar a sua    notoriedade nacional e internacional<sup>6</sup>. Havia exercido   com modelar dedica&ccedil;&atilde;o a livre doc&ecirc;ncia e o cargo de   assistente efetivo do professor Carlos Chagas, na Cadeira   de Cl&iacute;nica de Doen&ccedil;as Tropicaes e Infectuosas da   Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de   Janeiro, al&eacute;m da livre doc&ecirc;ncia de Cl&iacute;nica de Doen&ccedil;as   Tropicaes e Infectuosas da Escola de Medicina e Cirurgia   do Instituto Hahnemanniano do Rio de Janeiro. Havia   percorrido um caminho que lhe autorizava o sonho de   seguir adiante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ali&aacute;s, em 1935, fazendo um corol&aacute;rio    para o seu dedicado labor de professor, Evandro organizou um antol&oacute;gico    &quot;Manual de Doen&ccedil;as Tropicaes e Infectuosas&quot;, ao recolher o    material das aulas do saudoso pai, acrescido de sua contribui&ccedil;&atilde;o    pessoal. Cumpre-nos aqui enfatizar que o cap&iacute;tulo 4 da Parte Geral desse    manual versava sobre &quot;Influencias Climatologicas em Pathologia Humana e    Conceitos sobre a Nosologia Brasileira&quot;<sup>3</sup>. Fazemos tal alus&atilde;o    para reafirmar o elevado n&iacute;vel proped&ecirc;utico desse profissional    a esse tempo, para atuar em t&atilde;o diverso e complexo ambiente tropical:    a Amaz&ocirc;nia. Ademais, como expressivo atestado &agrave; sua compet&ecirc;ncia    de gestor, desde 1936, acumulava com grande desenvoltura a dire&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica do Ipen e a superintend&ecirc;ncia do Servi&ccedil;o de Estudo    das Grandes Endemias (Sege). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi ambientado nesses tempo, espa&ccedil;o e circunst&acirc;ncias,   que Evandro Chagas liderou a feitura dos primeiros   trabalhos do Ipen, amoldando-os ao peculiar idealismo   que carregava: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o permittiu o Destino     que Chagas visse iniciada a obra grandiosa que fora o sonho de   toda a vida, mas quiz a Providencia que sua   palavra fosse ouvida pelos homens a quem est&atilde;o   entregues os destinos do nosso povo e, hoje,   podemos assistir ao inicio de uma &eacute;poca   estupenda em que, para esta terra grandiosa se   vae criar o homem s&atilde;o e o homem forte<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Voltando-nos mais uma vez para os contornos     m&eacute;dico-cient&iacute;ficos   assumidos por Evandro Chagas na sua chegada &agrave; lida amaz&ocirc;nica, foi o seu mestre de cl&iacute;nica em   Manguinhos, Eurico Villela, quem reiterou que: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">A miss&atilde;o de estudos no norte do Pa&iacute;s     em 1936 &#091;...&#093;   marca nitidamente a segunda fase de suas   atividades. As investiga&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias passam   agora para o primeiro plano, sem que sejam   abandonados os estudos cl&iacute;nicos e experimentais,   ali&aacute;s, parte integrante delas<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das experi&ecirc;ncias pr&oacute;prias e paternas,     aprendeu que   n&atilde;o se faz sanitarismo sem alguma  &quot;governabilidade&quot;,   ainda que defendesse, de modo inegoci&aacute;vel, a autonomia   dos Estados nesse processo. Destarte, ao conquistar junto   ao Governo Federal o direito de coordenar o Plano de   Saneamento da Amaz&ocirc;nia, a essa tarefa Evandro se   lan&ccedil;aria - para citar novamente Villela -  &quot;com as   qualidades j&aacute; referidas de investigador, animador,   organizador, servidas por uma vontade en&eacute;rgica e por uma    atividade incans&aacute;vel&quot;<sup>3</sup>. Sobre a atua&ccedil;&atilde;o decidida   de   Evandro na tentativa de convencer o Governo Federal   (<a href="#f2">Figura 2</a>), em 1940, Andrade e Hochman citam que:</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpas/v1n1/1a03f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Durante sua viagem &agrave; Amaz&ocirc;nia,     de 6 a 14 de   outubro, Get&uacute;lio Vargas visitou o Ipen e declarou   apoio ao projeto de saneamento da Amaz&ocirc;nia, a   ser realizado pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e   Sa&uacute;de em conjunto com os profissionais do IOC.   Vargas anunciou que estava em curso um plano   de saneamento para a regi&atilde;o durante uma   cerim&ocirc;nia no 8<sup>o</sup> destacamento militar de Bel&eacute;m.   Segundo relatos da &eacute;poca, o presidente se   interessou muito pelo projeto chefiado pelo   superintendente do Sege<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cec&iacute;lio Roma&ntilde;a, que, ao lado de    Evandro Chagas, na &eacute;poca conduzia estudos sobre a forma silvestre da    tripanossom&iacute;ase americana na Amaz&ocirc;nia, fazia-se presente nas depend&ecirc;ncias    do Ipen por ocasi&atilde;o da recep&ccedil;&atilde;o a Get&uacute;lio Vargas.    Roma&ntilde;a registra o preparo e a motiva&ccedil;&atilde;o do colega diante    do desafio assumido e contribui sobremaneira para a mem&oacute;ria daquele grande    momento: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Es suficiente mirar el mapa de     Am&eacute;rica     para   comprender la grandiosidad de este proyecto. Al   hacerlo, el primer movimiento del esp&iacute;ritu es de   incredulidad ante la obra. Mas, despu&eacute;s de haber   escuchado a &#091;Evandro&#093; Chagas explicar sobre los   planos con palabra clara y convincente el   programa a ser desarrollado, y de conocer en   detalle los trabajos ya emprendidos, el   pensamiento cambia, passando el proyecto a   adquirir una realidad viviente. Yo vi c&oacute;mo el   presidente Vargas era arrastado por la palabra de   Chagas hacia la realizaci&oacute;n de ese programa y   hace pocos d&iacute;as sab&iacute;amos con alegria que el   primer fruto del viaje presidencial al Amazonas   era el nombramiento de la Comisi&oacute;n para el   saneamiento de esa extraordinaria regi&oacute;n, con   Chagas a la cabeza<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fica deveras claro que aquele obstinado mo&ccedil;o,     pois,   n&atilde;o chegava at&eacute; a Amaz&ocirc;nia na busca de uma  &quot;produ&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica&quot;, simplesmente; exigia-se muito mais. O filho,   disc&iacute;pulo e colaborador de Carlos Chagas visava   contribuir para o diagn&oacute;stico, tratamento e controle das   doen&ccedil;as end&ecirc;micas na regi&atilde;o - encarnava o esp&iacute;rito   alargado e profundo dos grandes sanitaristas. Formulava e   defendia um Plano de Saneamento escudado pela Ci&ecirc;ncia   M&eacute;dica Experimental, com cujo percurso t&atilde;o   altruisticamente havia convivido. De sua parte, al&eacute;m de   jogar-se &agrave;s florestas e aos sert&otilde;es, procurou patroc&iacute;nios   e   visitou os servi&ccedil;os de sa&uacute;de de outros pa&iacute;ses para   amealhar sugest&otilde;es adapt&aacute;veis ao seu plano amaz&ocirc;nico.   A pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o do Ipen j&aacute; traduz mostra da   materializa&ccedil;&atilde;o desse esp&iacute;rito. E quando, num acidente   a&eacute;reo, a morte o alcan&ccedil;ou, aos 35 anos de idade, no final   de 1940, tudo isso foi interrompido, &eacute;  verdade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tivesse Evandro sobrevivido, o continuar dessa   miss&atilde;o naturalmente seria devidamente revertido na   forma de publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas de grande originalidade   para o mundo e voltadas tanto para as bioci&ecirc;ncias como   para o sanitarismo na Amaz&ocirc;nia. Quanto aos resultados   efetivos para a sa&uacute;de regional, s&oacute; o futuro nos diria -   embora nos pare&ccedil;a tentador ingressar no terreno dessa   discuss&atilde;o. N&atilde;o obstante o plano de sa&uacute;de desenhado e   arduamente defendido por Evandro Chagas para a   Amaz&ocirc;nia brasileira tenha sido descaracterizado ap&oacute;s a   sua morte - e seria desativado por falta de recursos ou   lideran&ccedil;a, em 1942 -, dele foram herdados alguns bons   legados para os programas que historicamente se   seguiriam como o do Departamento Nacional de Sa&uacute;de   (DNS) e o do Servi&ccedil;o Especial de Sa&uacute;de P&uacute;blica (Sesp),   tudo isso somado ao Instituto amaz&ocirc;nico - o antigo Ipen -   que desde dezembro de 1940 passou a chamar-se   Instituto Evandro Chagas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Baseados em farta documenta&ccedil;&atilde;o daquele per&iacute;odo,   Andrade e Hochman reiteram e complementam de forma   reflexiva a desconstru&ccedil;&atilde;o que se seguiria: </font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana">Acasos tr&aacute;gicos como a     morte de Evandro Chagas, os abalos na legitimidade do regime e o   envolvimento do Brasil no esfor&ccedil;o de guerra ao   lado dos Aliados modificaram dramaticamente o   lugar da Amaz&ocirc;nia no cen&aacute;rio nacional e   internacional entre 1942 e 1945, e com isso   inviabilizaram o Plano de Saneamento que vinha   sendo gestado desde 1940. Essa hist&oacute;ria &eacute; um   exemplo da combina&ccedil;&atilde;o entre contextos pol&iacute;ticos   nacionais e internacionais em r&aacute;pida   transforma&ccedil;&atilde;o, associados a problemas   sanit&aacute;rios graves e persistentes como as   condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es   da   Amaz&ocirc;nia<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A par disso tudo e de muito mais, no nosso   entendimento, a trag&eacute;dia que se abateu sobre Evandro   Chagas n&atilde;o foi, necessariamente, a morte precoce,   violenta e tr&aacute;gica de que foi v&iacute;tima. Mas foi, sim, uma   grande trag&eacute;dia, o destino negar a esse - no dizer de Pedro   Nava - Ariel da Medicina, o justo embate que o aguardava   para, como sanitarista, avan&ccedil;ar em seus estudos e chefiar   a, talvez, ut&oacute;pica miss&atilde;o de sanear a Amaz&ocirc;nia. Os   homens que muito sonham e ousam s&atilde;o potencialmente   propensos aos erros, n&atilde;o seria Evandro a exce&ccedil;&atilde;o. Mas,   no que diz respeito aos seus trabalhos na Amaz&ocirc;nia,   embora a mod&eacute;stia que envolve as pessoas de sua estirpe   o tenha levado a dizer publicamente que &quot;mais pela   conting&ecirc;ncia do cargo do que por qualidades que nos   faltam &#091;...&#093; coube a honra de executar as determina&ccedil;&otilde;es   officiaes e orientar o trabalho das duas primeiras    organiza&ccedil;&otilde;es scientificas do norte&quot;<sup>5</sup>, a Hist&oacute;ria    - a nossa, e   n&atilde;o uma &quot;outra&quot; - existe e lhe faz justi&ccedil;a.   Visitar essa   Hist&oacute;ria pode poupar-nos de trope&ccedil;os tautol&oacute;gicos   infelizes, mesmo aqueles de alta ret&oacute;rica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sem acanhamentos, pensamos ser l&iacute;cito     recomendar a   quem mais desejar criar uma institui&ccedil;&atilde;o amaz&ocirc;nica de   pesquisa em sa&uacute;de p&uacute;blica: que leia o desenho original de   Evandro para o Ipen; quem quiser compor um bom   relat&oacute;rio de pesquisa em sa&uacute;de p&uacute;blica, que leia os relat&oacute;rios   sobre leishmaniose que Evandro e seu grupo   fizeram; disso, da mesma forma, advir&aacute;  decerto uma   forma&ccedil;&atilde;o de pessoal e uma produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica   dignas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao vasto e ecl&eacute;tico curr&iacute;culo    de Evandro Chagas, ele pode ser visitado pela descri&ccedil;&atilde;o de seus    bi&oacute;grafos de primeira hora<sup>24,23,19</sup>. Da sua fase &quot;pr&eacute;-amaz&ocirc;nica&quot;,    uma boa fonte &eacute; o seu &quot;Memorial apresentado &agrave; Comiss&atilde;o    Julgadora do concurso para a Cadeira de Doen&ccedil;as tropicaes e Infectuosas    da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1935&quot;<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Reconhecemos, entretanto, que a produ&ccedil;&atilde;o    da fase &quot;amaz&ocirc;nica&quot; de Evandro necessita ser mais bem resgatada.    A t&iacute;tulo de bom exemplo, recentemente tomamos conhecimento de dois document&aacute;rios    cient&iacute;ficos que Evandro co-dirigiu com o cineasta Humberto Mauro, na    &eacute;poca do Instituto Nacional do Cinema Educativo. Dessas obras conseguimos    c&oacute;pias cedidas pelo Centro T&eacute;cnico Audiovisual/Secretaria do Audiovisual/Minist&eacute;rio    da Cultura. S&atilde;o primorosos document&aacute;rios (Estudo das Grandes Endemias    - aspectos regionais brasileiros; Leishmaniose visceral americana) que Evandro,    na condi&ccedil;&atilde;o de representante brasileiro, apresentou na famosa    Feira Mundial de Nova York, em 1939<sup>17</sup>. Trechos dessas obras, que    mostram imagens das atividades do prel&uacute;dio do Ipen na Amaz&ocirc;nia,    podem ser visitados na edi&ccedil;&atilde;o digital deste n&uacute;mero da Revista    (<a href="http://revista.iec.pa.gov.br/v1n1" target="_blank">http://revista.iec.pa.gov.br/v1n1/</a>).    Iniciativa inovadora de tal n&iacute;vel - apresenta&ccedil;&atilde;o em evento    cient&iacute;fico utilizando-se da &uacute;nica tecnologia ent&atilde;o dispon&iacute;vel    para documenta&ccedil;&atilde;o em movimento (o cinema) -, bem denota o compromisso    desse pesquisador com a Ci&ecirc;ncia M&eacute;dica e sua divulga&ccedil;&atilde;o    de vanguarda.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">AGRADECIMENTOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O autor agradece a imprescind&iacute;vel ajuda     da   pesquisadora Ros&acirc;ngela Sodr&eacute;, do CTAv/SAV/Minist&eacute;rio   da Cultura, pelas orienta&ccedil;&otilde;es e nos encaminhamentos que   permitiram a apresenta&ccedil;&atilde;o de trechos dos document&aacute;rios que complementam este artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFER&Ecirc;NCIAS </font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1 Andrade RP, Hochman G. O plano de saneamento da   Amaz&ocirc;nia (1940-1942). Hist Cienc Sa&uacute;de   Manguinhos. 2007;14 Suppl:S257-77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2 Chagas C. Notas sobre a epidemiologia do   Amazonas. In: Chagas C, Cruz O, Peixoto A. Sobre o   saneamento da Amaz&ocirc;nia. Manaus: Philippe Daou;   1972. p. 159-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3 Chagas C, Chagas E. Manual de doen&ccedil;as     tropicaes e   infectuosas. Rio de Janeiro: Freitas Bastos; 1935.   189p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4 Chagas E. Commentarios sobre la vida e a obra de   Carlos Chagas. In: Novena Reuni&oacute;n de la Sociedad   Argentina de Patolog&iacute;a Regional; 1935 out 1-4;   Buenos Aires: Sociedad de la Mis&iacute;on de Est&uacute;dios de   Patolog&iacute;a Regional Argentina; 1935. p. 103-135. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5 Chagas E. Pesquizas scient&iacute;ficas no     Norte do Brasil:   novas perspectivas para a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas   m&eacute;dicos do valle Amaz&ocirc;nico: descoberta de uma   nova doen&ccedil;a humana na America do Sul. Acad Med.   1937:5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6 Chagas E. Visceral Leishmaniasis in Brazil. Science.   1936;84(2183):397-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7 Chagas E, Cunha AM, Castro GO, Ferreira LC,   Roma&ntilde;a C. Leishmaniose visceral americana. (Nova   entidade m&oacute;rbida do homem na Am&eacute;rica do Sul):   relat&oacute;rios dos trabalhos realizados pela Comiss&atilde;o   encarregada do estudo da Leishmaniose Visceral   Americana em 1936. Mem Inst Oswaldo Cruz. 1937   set;32(3):321-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8 Chagas E, Cunha AM, Ferreira LC, Deane L,     Deane  G, Nery-Guimar&atilde;es F, et al. Leishmaniose visceral americana:     relat&oacute;rio    dos trabalhos realizados pela Comiss&atilde;o encarregada do Estudo da Leishmaniose    Visceral Americana em 1937. Mem Inst Oswaldo Cruz. 1938;33(1):89-229.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/memo_iec/v1p53-61.pdf" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><font size="2" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana"></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9 Chagas Filho C. Meu pai. Rio de Janeiro: FIOCRUZ,    1993. 316 p.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=192726&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10 Deane L, Jansen G. Encontro de <i>Shizotripanum    cruzi</i> (Chagas, 1909) em marsupiaes da esp&eacute;cie &quot;<i>Marmosa</i>    <i>cinerea</i>&quot; Desmarest. Bras Med. 1939;53(7):265-6.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=721&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11 Deane LM. Hist&oacute;rico do Instituto Evandro    Chagas: per&iacute;odo 1936-1949. In: Funda&ccedil;&atilde;o Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Instituto Evandro Chagas: 50 anos de contribui&ccedil;&atilde;o    &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e &agrave; medicina tropical. Bel&eacute;m;    1986. p. 53-66.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=766&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12 Ferreira LC, Deane L, Mangabeira Filho O.    Infec&ccedil;&atilde;o de <i>Flebotomus longipalpis </i>pela <i>Leishmania chagasi</i>.    Hospital (Rio J). 1938;14(5):1078-9.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=716&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13 Ferreira LC, Deane L, Mangabeira Filho O.    Sobre a biologia dos <i>Flebotomus </i>das zonas de leishmaniose visceral ora    em estudo no Estado do Par&aacute;. Hospital (Rio J). 1938 nov;14(5):1079-82.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=717&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14 Ferreira LC, Deane L. Novo deposit&aacute;rio    sylvestre do <i>Schizotripanum cruzi </i>(Chagas, 1909) a irara: <i>Tayra</i>    <i>Barbara </i>(L). Bras Med. 1938;52(52):1159-61.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=714&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15 Ferreira LC, Deane L. Transmiss&atilde;o experimental    do <i>Schizotripanum cruzi </i>(Chagas, 1909) pelo <i>Clerada</i> <i>apicicornis    </i>Signoret, 1863. Bras Med. 1939;53(6):249.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=722&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16 Funda&ccedil;&atilde;o Servi&ccedil;os de    Sa&uacute;de P&uacute;blica. Instituto Evandro Chagas: 50 anos de contribui&ccedil;&atilde;o    &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e &agrave; medicina tropical. Bel&eacute;m;    1986. Vol. 2.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/pc/monografias/iec/iec50anos/vol2/cap15(787-791).pdf" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17 Galv&atilde;o E. A Ci&ecirc;ncia vai ao cinema: uma an&aacute;lise     de   filmes educativos e de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Instituto   Nacional do Cinema Educativo (INCE) &#091;disserta&ccedil;&atilde;o&#093;.   Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de   Janeiro, Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18 Mangabeira Filho O. Sobre duas novas esp&eacute;cies    de <i>Flebotomus </i>(Diptera: Psychodidae). Mem Inst Oswaldo Cruz. 1938;33(3):349-56.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;    &nbsp;&#91; <a href="http://iah2lab.iec.pa.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&lang=P&base=iecbvs&nextAction=lnk&exprSearch=720&indexSearch=ID" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19 Meira JA. Necrol&oacute;gio: Dr. Evandro     Serafim Lobo   Chagas. Rev Assoc Paul Med. 1941 mar;18(3):123-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20 Par&aacute;. Lei n<sup>o</sup> 59, de 10 de novembro     de 1936. Cria o   Instituto de Pathologia Experimental do Norte e define   suas atribui&ccedil;&otilde;es. Bel&eacute;m; 1936.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21 Penna HA. Leishmaniose visceral no Brasil. Bras Med.   1934;48:949-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22 Roma&ntilde;a C. En memoria del douctor Evandro    Chagas. Catedra Clin. 1940 nov:520-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23 Silva-Junior M. Evandro Chagas: esbo&ccedil;o biogr&aacute;fico.   Ceara Med. 1940:4-11.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24 Villela EA. Evandro Serafim Lobo Chagas: 1905-    1940. Mem Inst Oswaldo Cruz. 1941;36(1)xxxiii-xliii.</font><font size="2" face="verdana"><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><font size="2" face="verdana"> DOI: 10.1590/S0074-02761941000100003&nbsp;    &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&#91; <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0074-02761941000100003&lng=en&nrm=iso" target="_blank">Links</a>    &#93;</font></span></font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/rpas/v1n1/seta.gif" border="0"></a></font></b></font><font face="verdana"><b><font size="2">Correspond&ecirc;ncia/Correspondence/Correspondencia:</font></b><font size="2">    <br>   Manoel do Carmo Pereira Soares    <br>   Instituto Evandro Chagas    <br>   Se&ccedil;&atilde;o de Hepatologia    <br>   Av. Almirante Barroso, 492    <br>   CEP: 66090-000    <br>   Bel&eacute;m-Par&aacute;-Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail:<a href="mailto:manoelsoares@iec.pa.gov.br">manoelsoares@iec.pa.gov.br</a></font></font><font face="verdana"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em/Received/Recibido en: 29/07/2009    <br>   Aceito em/Accepted/Aceito en: 28/09/2009</font></p> <script type="text/javascript"> var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www."); document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E")); </script> <script type="text/javascript"> try { var pageTracker = _gat._getTracker("UA-7885746-4"); pageTracker._setDomainName("none"); pageTracker._setAllowLinker(true); pageTracker._trackPageview(); } catch(err) {}</script>       ]]></body><back>
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