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<institution><![CDATA[,Colaboradora da Rev Pan-Amaz Saude Licenciada em Letras (Português e Inglês) ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left"><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232012000300001</font></span></p>     <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>EDITORIAL | EDITORIAL | EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>A perpetua&#231;&#227;o do erro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>The perpetuation of mistakes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>La perpetuaci&#243;n del error</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>D&#243;ris Ang&#233;lica de Siqueira Corr&#234;a</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> <i>Colaboradora da Rev Pan-Amaz Saude, Licenciada em Letras (Portugu&#234;s e Ingl&#234;s)</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">No pensamento de Conf&#250;cio, &quot;n&#227;o corrigir nossas falhas &#233; o mesmo que cometer novos erros&quot;, t&#227;o frequentemente citado - incluindo-se as redes sociais, &#233; poss&#237;vel buscar uma das explica&#231;&#245;es para um fen&#244;meno que se observa no momento em que se redige algo, seja nas &#225;reas da sa&#250;de, das letras, da comunica&#231;&#227;o, enfim, a lista &#233; grande. E esse deslize, h&#225;bito, neglig&#234;ncia, comodismo, ou qualquer que seja a justificativa, &#233; a &quot;perpetua&#231;&#227;o do erro&quot;, sendo a mesma bem praticada pelas camadas da popula&#231;&#227;o com pouca ou nenhuma escolaridade (n&#250;meros, ali&#225;s, bem maiores do que a m&#237;dia pol&#237;tica tenta nos convencer do contr&#225;rio), o que &#233; compreens&#237;vel e, at&#233; certo ponto, aceit&#225;vel (n&#227;o deveria); mas e a parcela (pequena) erudita daqueles que tiveram &quot;a sorte&quot; - ou, quem sabe, &quot;guerra&quot; - de ter uma forma&#231;&#227;o de n&#237;vel superior, um mestrado, doutorado ou al&#233;m? O que nos levaria &#224; mesma pr&#225;tica?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com frequ&#234;ncia, lemos sites de not&#237;cias, revistas e jornais impressos, peri&#243;dicos destinados a publicar os resultados de investiga&#231;&#245;es cient&#237;ficas, <i>printed </i>e/ou <i>on line, </i>e nem s&#227;o precisos ''olhos de &#225;guia'' para detectarmos um amontoado de erros, n&#227;o s&#243; aqueles que continuam massacrando nossa pobre l&#237;ngua p&#225;tria, mas - pasmem, ou pelo menos fa&#231;am uma express&#227;o de - &quot;equ&#237;vocos'' em dados e informa&#231;&#245;es, tais como alterar a geografia (''Qual o problema em mudar uma cidadezinha de lugar?''), a hist&#243;ria (''Datas s&#227;o meros detalhes!''), a autoria (''Ah, n&#227;o interessa quem disse ou escreveu, o importante &#233; a informa&#231;&#227;o!''), a nomenclatura (''Por que tanta rigidez?''), ou ainda, a taxonomia (''Ora, n&#227;o &#233; s&#243; colocar 'tortinho' e terminar a palavra em 'um, ae, is, us'? &Eacute; latim, n&#227;o &#233;?''). Parece um exagero tentar adivinhar o que se passa na mente de nossos equivocados produtores, redatores cient&#237;ficos ou jornal&#237;sticos; entretanto &#233; a conclus&#227;o a que se chega quando tais publica&#231;&#245;es s&#227;o lidas, ou, indo mais fundo, ao se revisar ou traduzir um texto dessas origens.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A curiosidade &#233;, talvez, a maior aliada do conhecimento e, a&#237;, vem a pergunta: Cad&#234; a curiosidade? Ser&#225; que a morfologia est&#225; se alterando, a garganta se alargando e j&#225; se engole tudo que vem pela frente, sem crit&#233;rios, sem o menor ''paladar''? Ora, se &#233; ingerido, tamb&#233;m &#233; expelido! Mas, deixando-se os meandros escatol&#243;gicos de lado, melhor &#233; falar em eterniza&#231;&#227;o, infelizmente, do conjunto desse ''card&#225;pio''. O esp&#237;rito investigativo foi se diluindo ao longo do tempo, ou mesmo, sendo substitu&#237;do pelo comodismo, afinal &#233; mais f&#225;cil reproduzir do que repensar, elaborar, certificar-se. Conforme o cientista alem&#227;o, Rainer Froese, desenvolvedor do sistema <i>on line </i>de informa&#231;&#245;es sobre peixes, o FishBase, referindo-se &#224; suprema import&#226;ncia de n&#227;o se publicar nomes cient&#237;ficos incorretos: ''Bloch (1785) publicou uma descri&#231;&#227;o de <i>Lophius histrio, </i>combina&#231;&#227;o original de <i>Histrio histrio </i>(Linnaeus, 1758), ilustrada com uma composi&#231;&#227;o mostrando a cabe&#231;a e o corpo de <i>H. histrio </i>e o aparelho de atra&#231;&#227;o (illicium e esca) de <i>Antennarius striatus</i><sup>1</sup>; e alerta que ''a confus&#227;o gerada por esse erro durou quase 200 anos com 21 publica&#231;&#245;es subsequentes, usando esta descri&#231;&#227;o err&#244;nea, frequentemente usando a ilustra&#231;&#227;o de Bloch''<sup>1</sup>. Esse relato mostra que a pr&#225;tica n&#227;o &#233; recente, o que falar, ent&#227;o, de nossos tempos atuais de <i>''fast </i>conhecimento''? O cuidado se faz necess&#225;rio e cont&#237;nuo, ou amargaremos um futuro (presente tamb&#233;m) de ''conhecimento <i>delivery</i>''.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O que motiva esse comportamento pode estar contido em outro prov&#233;rbio chin&#234;s: ''A mais alta das torres come&#231;a no solo''. Simples? Simplicidade &#233; companheira da l&#243;gica, ou, por acaso, os picos das p&#243;s-gradua&#231;&#245;es n&#227;o come&#231;aram pelo ensino de base, principalmente escolar, mas tamb&#233;m familiar? Educa&#231;&#227;o - a velha, guerreira e sobrevivente, e t&#227;o relegada a segundo plano, pelo menos entre os ''emergentes''. &Eacute; por ela que se pode tentar um <i>upgrade </i>no esp&#237;rito investigativo de pesquisadores vindouros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fique claro que esta pequena reflex&#227;o n&#227;o est&#225; pleiteando gram&#225;ticos ou linguistas amalgamados, ou at&#233; priorit&#225;rios, a cientistas, jornalistas e outros produtores de conhecimento, mas sim uma preocupa&#231;&#227;o com a corre&#231;&#227;o, leia-se responsabilidade, ao transmitirem informa&#231;&#245;es, com ressalva &#224; &#225;rea de sa&#250;de, que, literalmente, podem ser vitais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>REFER&#202;NCIA</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">1 Froese R, Pauly D, editors. FishBase &#91;Internet&#93;. Estocolmo (Su&#233;cia): ICLARM; 2012. Nomenclatura; &#91;update 2012 Jul; cited 2012 Sep 22&#93;. Available from: <a href="http://www.fishbase.se/manual/Portuguese/Nomenclature.htm">http://www.fishbase.se/manual/Portuguese/Nomenclature.htm</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <script type="text/javascript"> var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www."); document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E")); </script> <script type="text/javascript"> try { var pageTracker = _gat._getTracker("UA-7885746-4"); pageTracker._setDomainName("none"); pageTracker._setAllowLinker(true); pageTracker._trackPageview(); } catch(err) {}</script>      ]]></body>
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