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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendência da mortalidade por câncer de pulmão em mesorregiões de Pernambuco entre 1996 e 2005]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: tthe aim of this study was to analyze the trends in lung cancer mortality by region in the State of Pernambuco, Brazil, between 1996 and 2005. METHODOLOGY: the study population was individuals above 50 years old living in Pernambuco who passed away in the study period; it was a time series study with data from the Brazilian Mortality Database (SIM), available at the Pernambuco Health Secretariat; raw and age standardized mortality rates were calculated; trends were analyzed by sex and age, using simple linear regression. RESULTS: the Metropolitan Region of Recife, capital of the State of Pernambuco, had the highest number of death (2,594), as well as the highest mortality rates, ranging from 52.2 per 100,000 population in 1996 to 59.4 per 100,000 population in 2005; the analysis by sex showed an upward trend for the State of Pernambuco (p=0,005) and thefollowing regions of Agreste Pernambucano (p<0.0001), Mata Pernambucana (p<0.001) and Sao Francisco Pernambucano (p<0.005). CONCLUSION: the study recommends that effective public health measures for tobacco control in Pernambuco should consider gender and regional differences.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[neoplasias pulmonares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a>Tend&ecirc;ncia da  mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em mesorregi&otilde;es de Pernambuco entre 1996 e 2005</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Regional differences in lung cancer mortality  trends in the State of Pernambuco,   Brazil, between  1996 and 2005</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Maria das Gra&ccedil;as Galv&atilde;o Maciel<sup>I</sup>; Luiz Oscar  Cardoso Ferreira<sup>II</sup>; </b></font><font size="2" face="verdana"><b>Cecile  Soriano Rodrigues<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Sa&uacute;de do Estado de Pernambuco,  Recife-PE, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade de  Pernambuco, Recife-PE, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>N&uacute;cleo Integrado de Sa&uacute;de Coletiva,  Universidade de Pernambuco,  Recife-PE, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>o objetivo deste estudo foi analisar a tend&ecirc;ncia temporal da mortalidade por c&acirc;ncer de  pulm&atilde;o por mesorregi&otilde;es do Estado de Pernambuco, entre 1996 e 2005.    <br>   <b>METODOLOGIA: </b>a popula&ccedil;&atilde;o de estudo foi constitu&iacute;da  por &oacute;bitos de adultos acima de 50 anos de idade, residentes em Pernambuco;  trata-se de um estudo de agregados de s&eacute;rie temporal cujos dados foram  coletados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados  pela Secretaria de Sa&uacute;de do Estado de Pernambuco; foram calculados coeficientes  de mortalidade brutos e padronizados por idade; as tend&ecirc;ncias foram analisadas  por sexo, utilizando-se o m&eacute;todo de regress&atilde;o linear simples.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>a Regi&atilde;o  Metropolitana do Recife, capital do Estado, apresentou as maiores taxas por 100 mil habitantes,  passando de 52,2 em 1996 para 59,4 em 2005; a an&aacute;lise estat&iacute;stica por sexo apresentou tend&ecirc;ncia crescente para o Estado  de Pernambuco (p=0,005) e para as mesorregi&otilde;es do Agreste Pernambucano  (p=0,0041), Mata Pernambucana (p=0,0014) e S&atilde;o Francisco Pernambucano  (p=0,0439).    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>este estudo recomenda que medidas efetivas de controle  do tabagismo no Estado de Pernambuco considerem diferen&ccedil;as regionais e de  g&ecirc;nero.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">    <b>Palavras-chave: </b>neoplasias  pulmonares; mortalidade; epidemiologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>tthe aim of this study was to analyze the trends in lung cancer  mortality by region in the State of Pernambuco,  Brazil,  between 1996 and 2005.    <br> <b>METHODOLOGY: </b>the study population was individuals  above 50 years old living in Pernambuco who passed away in the study period; it  was a time series study with data from the Brazilian Mortality Database (SIM),  available at the Pernambuco Health Secretariat; raw and age standardized  mortality rates were calculated; trends were analyzed by sex and age, using  simple linear regression.    <br>   <b>RESULTS: </b>the Metropolitan Region of Recife,  capital of the State of Pernambuco, had the highest number of death (2,594), as  well as the highest mortality rates, ranging from 52.2 per 100,000 population in  1996 to 59.4 per 100,000 population in 2005; the analysis by sex showed an  upward trend for the State of Pernambuco (p=0,005) and thefollowing regions of Agreste  Pernambucano (p&lt;0.0001), Mata Pernambucana (p&lt;0.001) and Sao Francisco Pernambucano  (p&lt;0.005).    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the study recommends that effective public  health measures for tobacco control in Pernambuco should consider gender and  regional differences.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Key  words: </b>lung neoplasm; mortality; epidemiology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Brasil, as  neoplasias representam a segunda maior causa de mortalidade, seguidas das  causas externas.<sup>1-3</sup> Entre as neoplasias, o c&acirc;ncer de pulm&atilde;o &eacute; um dos  tumores malignos mais frequentes, tanto em homens como em mulheres,  apresentando um incremento anual de 2% em sua incid&ecirc;ncia.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Estimativas nacionais  para o ano de 2009 apontam uma  ocorr&ecirc;ncia de 27.270 mil casos novos de  c&acirc;ncer de pulm&atilde;o, 17.810 em homens e 9.460 em mulheres. Esses valores correspondem  a um risco estimado de 19 casos novos a cada 100 mil homens e de 10 a cada 100 mil mulheres.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estimativas para o Estado Pernambuco, tamb&eacute;m para o ano de 2009, indicam  uma taxa de incid&ecirc;ncia bruta de 12,4 por 100 mil habitantes para o sexo masculino e de 7,0 por 100 mil hab. para o sexo  feminino.<sup>5</sup> Essas taxas fazem com que o c&acirc;ncer de pulm&atilde;o ocupe o  segundo e quarto lugares entre os tipos de c&acirc;ncer mais frequentes, entre homens  e mulheres, respectivamente.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A rela&ccedil;&atilde;o de causa e  efeito entre c&acirc;ncer de pulm&atilde;o e tabagismo tem sido demonstrada desde a d&eacute;cada  de 1950.<sup>6,7</sup> Hoje, evid&ecirc;ncias acumuladas apontam que o fumo &eacute; o fator  determinante do c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em 90% dos casos.3,8 O risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o est&aacute; especialmente  associado ao tempo de consumo do tabaco e ao n&uacute;mero de cigarros fumados por  dia.<sup>8,9</sup> Estudo revela que o risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o aumenta 22 vezes entre homens fumantes e 12 vezes entre mulheres fumantes, quando comparado com  pessoas do mesmo sexo n&atilde;o fumantes.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Um estudo realizado  no Brasil identificou que as taxas de c&acirc;ncer do pulm&atilde;o durante o in&iacute;cio da vida  adulta reduziram entre os homens entre 1980 e 2004, embora tenham aumentado entre  as mulheres no mesmo per&iacute;odo; seus autores argumentam que o fen&ocirc;meno pode estar associado  &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do tabagismo entre os homens e a seu aumento entre as mulheres.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Poucas pesquisas  sobre o tema foram desenvolvidas entre a popula&ccedil;&atilde;o do Estado de Pernambuco. O  presente trabalho teve como objetivo  descrever e  analisar a tend&ecirc;ncia da mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o nas mesorregi&otilde;es  pernambucanas, no per&iacute;odo entre 1996 e 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Poucos estudos sobre  o tema foram desenvolvidos na popula&ccedil;&atilde;o do Estado de Pernambuco. Assim o presente trabalho teve como  objetivo descrever e analisar a tend&ecirc;ncia da mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o  nas mesorregi&otilde;es pernambucanas, no per&iacute;odo entre 1996 e 2005.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> 0s dados estudados  referem-se ao Estado de Pernambuco localizado na regi&atilde;o Nordeste do Brasil. O  Estado possui 184 munic&iacute;pios e um  distrito, Fernando de Noronha. Os munic&iacute;pios estudados foram agrupados por  mesorregi&otilde;es. Em Pernambuco existem cinco mesorregi&otilde;es definidas a partir de  uma l&oacute;gica geoecon&ocirc;mica, a saber: Agreste Pernambucano; Mata Pernambucana;  Regi&atilde;o Metropolitana do Recife; S&atilde;o Francisco Pernambucano; e Sert&atilde;o Pernambucano.  A popula&ccedil;&atilde;o total de cada mesorregi&atilde;o varia consideravelmente, sendo a maior  constitu&iacute;da por 3.339.616 habitantes  (Metropolitana do Recife) e a menor por 465.672 habitantes (S&atilde;o Francisco Pernambucano).<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A popula&ccedil;&atilde;o de estudo  foi composta pelo conjunto de &oacute;bitos por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o, traqueia e  br&ocirc;nquios, resumidamente considerados como c&acirc;ncer de pulm&atilde;o segundo o Cap&iacute;tulo  II - Neoplasias, da  Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave;  Sa&uacute;de - D&eacute;cima Revis&atilde;o da  (CID-10), representadas pelas categorias C33 (neoplasia maligna da traqueia) e  C34 (neoplasia maligna dos br&ocirc;nquios e dos pulm&otilde;es),<sup>13</sup> que tiveram  sua mesorregi&atilde;o de resid&ecirc;ncia declarada, no per&iacute;odo entre 1996 e 2005. Os dados foram  obtidos do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados  pela Secretaria Estadual de Sa&uacute;de de Pernambuco.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O desenho deste estudo foi ecol&oacute;gico, do tipo s&eacute;rie temporal. Foram  calculados os coeficientes brutos anuais de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o e espec&iacute;ficos por sexo e faixa  et&aacute;ria, para cada mesorregi&atilde;o. Com o prop&oacute;sito de evitar que diferen&ccedil;as no  perfil et&aacute;rio das mesorregi&otilde;es analisadas influenciassem na estimativa das tend&ecirc;ncias, realizou-se a padroniza&ccedil;&atilde;o das taxas de  mortalidade, empregando-se o m&eacute;todo direto, sendo considerado como padr&atilde;o a  popula&ccedil;&atilde;o brasileira de ano 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A tend&ecirc;ncia temporal do coeficiente de mortalidade por c&acirc;ncer de  pulm&atilde;o no Estado foi analisada segundo sexo e faixa et&aacute;ria. As idades foram  agrupadas nas seguintes faixas: 50   a 59 anos; 60   a 69 anos; 70   a 79 anos; e acima de 80 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para aferir o acr&eacute;scimo ou decr&eacute;scimo dos coeficientes ajustados por idade  segundo sexo em 2005, comparados ao ano de 1996, estimou-se a varia&ccedil;&atilde;o  percentual relativa, calculada a partir da diferen&ccedil;a entre os valores do ano  final do per&iacute;odo de tempo estudado e o valor observado no ano de in&iacute;cio,  dividida pelo valor do ano de in&iacute;cio, multiplicado por 100.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na tabula&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o do banco de dados, utilizou-se o software Tabwin  vers&atilde;o 32 para a descri&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e elabora&ccedil;&atilde;o dos modelos de regress&atilde;o  polinomial; para o desenho dos gr&aacute;ficos de dispers&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo,  foram utilizados o programa Excel e o programa SPSS for Windows vers&atilde;o 14.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Neste estudo, optou-se pela t&eacute;cnica estat&iacute;stica de regress&atilde;o  linear simples, escolha que resultou da an&aacute;lise do diagrama de dispers&atilde;o  (suposi&ccedil;&atilde;o de homocedasticidade verdadeira), do valor do coeficiente de  determina&ccedil;&atilde;o (R2: quanto mais pr&oacute;ximo de um, mais ajustado  encontra-se o modelo) e da an&aacute;lise de res&iacute;duos. Segundo Latorre e Cardoso (2001),<sup>15</sup>  quando dois modelos forem semelhantes do ponto de vista estat&iacute;stico, a  op&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser pelo modelo mais simples, ou seja, o linear de menor ordem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O modelo linear foi definido como:</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><img src="../img/revistas/ess/v20n2/2a06f01.gif" border="0"></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A tend&ecirc;ncia foi considerada significativa quando os modelos de regress&atilde;o estimados obtiveram um p &lt; 0,05 e intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto deste estudo foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa Cient&iacute;fica da Universidade de Pernambuco (UPE) e aprovado em 4 de setembro de 2008 sob o n<sup>o</sup> de registro 111/08.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Durante o per&iacute;odo de estudo (1996-2005), foram registrados no Estado de Pernambuco 3.880 &oacute;bitos por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em indiv&iacute;duos acima de 50 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nesse per&iacute;odo, a Regi&atilde;o Metropolitana do Recife apresentou os maiores coeficientes de mortalidade brutos por 100 mil habitantes, passando de 52,2 em 1996 para 59,4 por 100 mil hab. em 2005. A mesorregi&atilde;o do S&atilde;o Francisco Pernambucano, por sua vez, apresentou o menor coeficiente de mortalidade bruto, variando entre 8,0 em 1996 a 30,3 por 100 mil habitantes em 2005 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, os coeficientes brutos de mortalidade apresentaram grande varia&ccedil;&atilde;o entre as mesorregi&otilde;es do Estado. Na mesorregi&atilde;o do S&atilde;o Francisco, em todas as faixas et&aacute;rias, n&atilde;o foram registrados &oacute;bitos por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o na maioria dos anos estudados. Observou-se, sim, aumento dos coeficientes na faixa et&aacute;ria acima dos 60 anos, durante o per&iacute;odo estudado, em todas as mesorregi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os coeficientes brutos de mortalidade avaliados por sexo apresentaram, na mesma mesorregi&atilde;o, valores superiores para o sexo masculino. J&aacute; quando a compara&ccedil;&atilde;o foi realizada entre mesorregi&otilde;es, foram as mulheres da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife que apresentaram coeficientes de mortalidade maiores que os homens de todas as outras mesorregi&otilde;es, em quase todos os anos estudados (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Os coeficientes de mortalidade padronizados por faixa et&aacute;ria revelaram varia&ccedil;&atilde;o crescente em ambos os sexos, como mostra a <a href="#f1">Figura 1</a>. Para o sexo feminino, esses coeficientes tamb&eacute;m foram maiores na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, quando comparados com os do sexo masculino das outras mesorregi&otilde;es do Estado.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto &agrave; tend&ecirc;ncia temporal dos coeficientes de mortalidade padronizados na maioria das mesorregi&otilde;es, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife e do Sert&atilde;o Pernambucano, identificou-se tend&ecirc;ncia crescente e estatisticamente significante. Observa-se</font> <font size="2" face="verdana">entretanto, tend&ecirc;ncia  decrescente entre homens da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, embora n&atilde;o significante  do ponto de vista estat&iacute;stico (p&gt;0,96). No que diz respeito ao Estado de  Pernambuco, observou-se tend&ecirc;ncia linear de  aclive estatisticamente significante (p=0,005), com coeficiente m&eacute;dio, para o  per&iacute;odo estudado, de 5,1 por 100 mil habitantes e um acr&eacute;scimo de 1,2 ao ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na mesorregi&atilde;o do  Agreste Pernambucano, a m&eacute;dia do coeficiente de mortalidade por c&acirc;ncer de  pulm&atilde;o padronizado, para o per&iacute;odo estudado, foi de 2,2 por 100 mil habitantes, com  aclive anual de 0,17 (p=0,004l) e  acr&eacute;scimo de 83,8% entre os anos extremos  da s&eacute;rie hist&oacute;rica. Em 1996, o coeficiente de  mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o padronizado foi de 2,2 por 100 mil hab., e em 2005, de 3,9 por 100 mil habitantes. A  mesorregi&atilde;o da Mata Pernambucana apresentou um aumento de 119,7%, passando de 2,7 em 1996 para 5,9 por 100 mil habitantes em 2005. O coeficiente  ajustado para o ano 2000 foi de 2,2 por 100 mil habitantes, com  aclive anual de 0,34 (p=0,0014).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto &agrave; Regi&atilde;o  Metropolitana do Recife, o coeficiente de mortalidade padronizado apresentou  um acr&eacute;scimo de 15,7%, passando de 9,5 em 1996 para 11,0 por 100 mil habitantes em 2005. Na mesorregi&atilde;o do Sert&atilde;o Pernambucano o coeficiente de mortalidade  padronizado tamb&eacute;m apresentou incremento - de 199,3% -, variando de 2,7 em 1996 a 8,3 por 100 mil habitantes em  2005.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Estado de  Pernambuco e nas mesorregi&otilde;es do Agreste Pernambucano, Mata Pernambucana e S&atilde;o  Francisco Pernambucano, a tend&ecirc;ncia temporal do coeficiente de mortalidade por  c&acirc;ncer de pulm&atilde;o padronizado em indiv&iacute;duos acima de 50 anos de idade foi crescente - e estatisticamente significante -, com modelos de  regress&atilde;o polinomial ajustados, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife e do Sert&atilde;o Pernambucano (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A an&aacute;lise da  tend&ecirc;ncia de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o depende da qualidade dos dados do  Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade. Limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave;s estat&iacute;sticas  vitais, seja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobertura ou &agrave; qualidade do preenchimento da causa  b&aacute;sica do &oacute;bito, podem levar a distor&ccedil;&otilde;es nas interpreta&ccedil;&otilde;es dos indicadores do estudo. Em  Pernambuco, a qualidade das   informa&ccedil;&otilde;es sobre  mortalidade no per&iacute;odo analisado (1996-2005) foram alvo de estudo pela Secretaria Estadual de Sa&uacute;de.<sup>16</sup> A  cobertura do SIM variou de 80,2%  em 1996 a  82,4% em 2005, considerada satisfat&oacute;ria de acordo com classifica&ccedil;&atilde;o de Paes e  Albuquerque (1999).<sup>17</sup> Este autor estudou a cobertura dos registros  de &oacute;bitos para as unidades da Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira em 1990 e sugeriu uma  classifica&ccedil;&atilde;o da qualidade de dados do SIM: boa seria uma cobertura igual ou  superior a 90%; satisfat&oacute;ria, entre 80 e 89%; regular, entre 70 e 79%; e insatisfat&oacute;ria,  quando a cobertura fosse inferior a 70%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No mesmo estudo,  realizado pela Secretaria Estadual de Sa&uacute;de, identificou-se que a propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por causa mal definida  tamb&eacute;m variou no per&iacute;odo estudado, passando de 27,3% em 1996 para 10,1% em 2005.16  Este percentual &eacute; mais elevado que a meta de pelo menos 94,5% de &oacute;bitos com causa  b&aacute;sica bem definida at&eacute; 2008, meta pactuada com o  Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de e prevista na Programa&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Vigil&acirc;ncia em  Sa&uacute;de (PAVS).<sup>18</sup> Os neoplasmas, por&eacute;m, s&atilde;o as causas  de morte melhor notificadas nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito, devido &agrave; pr&oacute;pria natureza  da doen&ccedil;a que exige tratamento hospitalar e exames complementares.<sup>19</sup> Ainda  assim, &eacute; poss&iacute;vel que parte das varia&ccedil;&otilde;es encontradas neste estudo ocorra em fun&ccedil;&atilde;o da melhoria das informa&ccedil;&otilde;es dos registros dos  prontu&aacute;rios m&eacute;dicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados aqui  apresentados mostraram haver diferentes tend&ecirc;ncias de mortalidade por c&acirc;ncer de  pulm&atilde;o nas mesorregi&otilde;es de Pernambuco. As mesorregi&otilde;es de maior incremento  foram S&atilde;o Francisco Pernambucano, Mata Pernambucana e Agreste Pernambucano. Entre as poss&iacute;veis  hip&oacute;teses explicativas para essas  diferen&ccedil;as, sugere-se a exist&ecirc;ncia de uma tend&ecirc;ncia vari&aacute;vel na preval&ecirc;ncia do  tabagismo - principal fator de risco para o  c&acirc;ncer de pulm&atilde;o -nas diferentes  regi&otilde;es do Estado. Estudos desse tipo, contudo, ainda n&atilde;o foram realizados em  Pernambuco. &Eacute; importante ressaltar, outrossim, que a preval&ecirc;ncia de tabagismo  parece variar em fun&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Um estudo brasileiro aponta que o tabagismo est&aacute; mais concentrado entre os  grupos populacionais com baixos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o formal, normalmente associados a maior pobreza. Os  autores constataram que a preval&ecirc;ncia do tabagismo &eacute; 1,5 a 2 vezes superior entre  os brasileiros que possuem pouca ou nenhuma educa&ccedil;&atilde;o, comparativamente &agrave;queles com mais anos de escolaridade.<sup>11</sup>  &Eacute; poss&iacute;vel, como hip&oacute;tese levantada a partir deste estudo, que diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas  entre as mesorregi&otilde;es pernambucanas expliquem a varia&ccedil;&atilde;o na mortalidade por  c&acirc;ncer de pulm&atilde;o entre elas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em todas as mesorregi&otilde;es do Estado, constatou-se uma  sobremortalidade entre homens. Ademais, &eacute; prov&aacute;vel que a preval&ecirc;ncia do  tabagismo varie em fun&ccedil;&atilde;o do g&ecirc;nero, embora estudos desse tipo tampouco foram  realizados em Pernambuco. Inqu&eacute;rito nacional com a popula&ccedil;&atilde;o de 18 e mais anos  de idade, que incluiu a capital do estado, Recife, concluiu que homens fumam  mais que mulheres. Em 2006, a preval&ecirc;ncia de tabagismo entre homens do Recife  era de 19,0%, contra 11,0% de mulheres recifenses.<sup>20</sup> Mais  recentemente, em 2008, identificou-se que 11,9% dos homens e 9,3% das mulheres  do Recife fumavam.<sup>21</sup> Embora o tabagismo venha declinando em ambos  os sexos, na cidade do Recife, observa-se um decl&iacute;nio mais acentuado entre os  homens e na popula&ccedil;&atilde;o mais jovem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Maiores coeficientes de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o entre  mulheres da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, comparados aos dos homens de outras  mesorregi&otilde;es, levantam duas hip&oacute;teses. A primeira indica que as mulheres dessa  mesorregi&atilde;o estejam mais expostas &agrave; fuma&ccedil;a do cigarro, e a segunda suscita a  possibilidade de varia&ccedil;&atilde;o na qualidade dos dados do SIM, coletados nas  diferentes mesorregi&otilde;es. Para elucidar essa quest&atilde;o, os autores deste trabalho  recomendam que novos estudos sejam realizados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do coeficiente de mortalidade padronizado  por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o entre homens da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife,  identificou-se tend&ecirc;ncia de decr&eacute;scimo anual m&eacute;dio de 0,01. Esta tend&ecirc;ncia de  redu&ccedil;&atilde;o, possivelmente, acompanharia o comportamento j&aacute; verificado entre homens  de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s. Malta e colaboradores<sup>22</sup> e Azevedo e Silva  e colaboradores<sup>23</sup> relatam que o decr&eacute;scimo na preval&ecirc;ncia do  tabagismo verificada entre os homens brasileiros pode indicar que esses homens  seriam mais suscept&iacute;veis ao apelo das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o do  tabagismo.<sup>21,22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Observou-se na maioria das mesorregi&otilde;es - exceto na Regi&atilde;o  Metropolitana do Recife -, no sexo masculino, um aumento no coeficiente ajustado  de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o padronizado nos &uacute;ltimos anos da s&eacute;rie  estudada. Essa constata&ccedil;&atilde;o reflete, possivelmente, melhoria na qualidade do  preenchimento das causas b&aacute;sicas de morte nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito, as DO.  Para um melhor esclarecimento sobre o significado desse aumento, estes autores  recomendam que novos estudos sejam realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados desta an&aacute;lise evidenciam diferentes tend&ecirc;ncias de  mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o nas mesorregi&otilde;es do Estado de Pernambuco. Em  tr&ecirc;s das cinco mesorregi&otilde;es existentes, o c&acirc;ncer de pulm&atilde;o apresenta tend&ecirc;ncia  de aumento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> &Eacute; importante que medidas eficazes de controle do tabagismo sejam  adotadas em todas as mesorregi&otilde;es do Estado, para que um decl&iacute;nio do c&acirc;ncer de  pulm&atilde;o seja poss&iacute;vel nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nosso agradecimento a Marta Vaz, Anita Lima e  Romildo Assun&ccedil;&atilde;o, do Setor de Informa&ccedil;&otilde;es Epidemiol&oacute;gicas da Secretaria Estadual de Sa&uacute;de de Pernambuco, por suas valiosas  contribui&ccedil;&otilde;es durante a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. 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Barros JA, Valladares G, Faria AR,  Fugita EM, Ruiz AP, Viana AGD, et al. Diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer de pulm&atilde;o: o grande  desafio. Vari&aacute;veis epidemiol&oacute;gicas  e cl&iacute;nicas, estadiamento e tratamento. Jornal Brasileiro  de Pneumologia 2006; 32(3):221-227.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria Nacional de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de.  Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Coordena&ccedil;&atilde;o de Preven&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia. Estimativa  2008: incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do  C&acirc;ncer; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Doll R, Hill AB. Smoking and carcinoma of the lung. British Medical Journal 1950; 2(4682):739-758.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Doll R, Peto R, Boreham J, Setherland I. 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Portaria n<sup>o</sup> 399/GM de 22 de fevereiro de 2006. Divulga  o Pacto pela Sa&uacute;de - consolida&ccedil;&atilde;o do SUS e aprova as diretrizes operacionais  do referido pacto. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.43, 23 de fevereiro 2006. Se&ccedil;&atilde;o1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Boschi C, Coleman MP, Castilho EA.  Diferenciais regionais de mortalidade por c&acirc;ncer no Estado do Rio de Janeiro,  Brasil, 1979-1981. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1991; 25(4):267-275.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de.   Vigitel Brasil 2006: vigil&acirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por  inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Vigitel Brasil  2008: vigil&acirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por  inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Malta DC, Moura L, Souza MFM, Curado MP, Alencar AP, Alencar GP. Tend&ecirc;ncia  de mortalidade do c&acirc;ncer de pulm&atilde;o, traqu&eacute;ia e br&ocirc;nquios no Brasil, 1980-2003. Jornal Brasileiro de  Pneumologia 2007; 33(5):536-543.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Silva GA, Noronha CP, Santos MO, Oliveira JFP.   Diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero  na tend&ecirc;ncia de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o nas macrorregi&otilde;es brasileiras.  Revista Brasileira de Epidemiologia 2008; 11(3):411-419.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Desembargador  Jo&atilde;o Paes, 87, Apto.  601,    <br>   Boa Viagem,  Recife-PE, Brasil.    <br>   CEP:51021-360    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:mgalvaomaciel@yahoo.com.br">mgalvaomaciel@yahoo.com.br</a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Recebido em 10/02/2010    <br> Aprovado em 21/07/2010</font></p>      ]]></body><back>
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