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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise dos atendimentos ambulatoriais por doenças respiratórias no Município de Alta Floresta - Mato Grosso - Amazônia brasileira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to analyze the seasonality of the ambulatory care due to respiratory disease (RD) in the Municipality of Alta Floresta, State of Mato Grosso, Brazilian Amazon. METHODOLOGY: cross-sectional study of the ambulatory care for RD records including inhabitants of Alta Floresta-MT from July 2006 to June 2007. RESULTS: the ambulatory care facilities registered 11,818 patients due to RD, 9,174 (77.6%) due to upper airways diseases, and 2,644 (22.4%) for lower airways diseases; two seasonal peaks in the number ofconsultations were verified, in September - dry season - and March - rainy season end -; the consultations related to lower airways diseases in children underfive years of age were 53% more frequent during the dry season (&#967;²=21.87; p=0.000); for all age groups, the RD was 36% more frequent during the dry season (&#967;²=206.40; p=0.000). CONCLUSION: the visitsfor RD were more frequent during the dry season, in all age groups; children and elderly were the most vulnerable age groups to seasonal climate..]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>An&aacute;lise dos atendimentos  ambulatoriais por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias no Munic&iacute;pio de Alta Floresta - Mato  Grosso - Amaz&ocirc;nia brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Analysis of outpatient visits for respiratory diseases in the Municipality</b> <b>of Alta Floresta, State  of Mato Grosso</b> <b>- Brazilian  Amazon</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Viviane Solange Pereira<sup>I</sup>; </b><b>Antonia Maria Rosa<sup>II</sup>; </b></font><font size="2" face="verdana"><b>Sandra de Souza Hacon<sup>III</sup>; Hermano Albuquerque de Castro<sup>III</sup>; </b></font><font size="2" face="verdana"><b>Eliane Ignotti<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Acad&ecirc;mica do curso de Licenciatura  Plena em Ci&ecirc;ncias   Biol&oacute;gicas, Universidade do Estado de Mato Grosso, Alta  Floresta-MT, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Disciplina de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do  Adolescente, Universidade do Estado de Mato Grosso, C&aacute;ceres-MT, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Programa de Mestrado e Doutorado em Sa&uacute;de Ambiental,  Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Programa de  Mestrado em   Ci&ecirc;ncias Ambientais, Universidade do Estado de Mato Grosso,  C&aacute;ceres-MT, Brasil. Programa de Mestrado em Sa&uacute;de Coletiva,  Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiab&aacute;-MT, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO:</b> analisar a sazonalidade clim&aacute;tica  dos atendimentos por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias (DR) nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de  de Alta Floresta-MT, Amaz&ocirc;nia brasileira.    <br> <b>METODOLOGIA:</b> estudo transversal dos atendimentos ambulatoriais por DR em  residentes do Munic&iacute;pio de Alta Floresta no per&iacute;odo de julho de 2006 a junho de 2007.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTADOS:</b> foram registrados 11.818 atendimentos  por DR, dos quais 9.174 (77,6%) por doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas superiores e 2.644  (22,4%) por doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas inferiores; verificaram-se dois picos  sazonais de atendimentos, em setembro (seca) e mar&ccedil;o (final das chuvas); os  atendimentos por doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas inferiores em crian&ccedil;as menores de  cinco anos de idade foram 53,0% mais frequentes na seca (&#967;<sup>2</sup>= 21,87;  p=0,000); em todos os grupos, as DR foram, em m&eacute;dia, 36,0% mais frequentes na seca (&#967;<sup>2</sup>=206,40;  p=0,000).    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> os atendimentos por DR foram  mais frequentes na seca, para todas as faixas et&aacute;rias; crian&ccedil;as e idosos  configuram-se como grupos mais vulner&aacute;veis &agrave; sazonalidade clim&aacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: doen&ccedil;as respirat&oacute;rias; sazonalidade clim&aacute;tica;  Amaz&ocirc;nia brasileira; polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica; atendimento ambulatorial.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE</b>:<b> </b>to analyze the seasonality of the ambulatory care due to respiratory  disease (RD) in the Municipality of Alta Floresta, State of Mato Grosso, Brazilian  Amazon.    <br> <b>METHODOLOGY: </b>cross-sectional study of the ambulatory care for RD  records including inhabitants of Alta Floresta-MT from July 2006 to June 2007.    <br>   <b>RESULTS: </b>the ambulatory care facilities registered 11,818 patients due to RD, 9,174  (77.6%) due to upper airways diseases, and 2,644 (22.4%) for lower airways  diseases; two seasonal peaks in the number ofconsultations were verified, in  September - dry season - and March - rainy season end -; the consultations  related to lower airways diseases in children underfive years of age were 53% more  frequent during the dry season (&#967;<sup>2</sup>=21.87; p=0.000); for all age  groups, the RD was 36% more frequent during the dry season (&#967;<sup>2</sup>=206.40;  p=0.000).    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the visitsfor RD were more frequent during the dry  season, in all age groups; children and elderly were the most vulnerable age  groups to seasonal climate..</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>respiratory  diseases; seasonal climate; BrazilianAmazon; atmospheric pollution; ambulatory  assistance.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Brasil, as doen&ccedil;as  respirat&oacute;rias (DR) na inf&acirc;ncia correspondem a 50,0% dos atendimentos ambulatoriais, sendo a pneumonia a principal causa, com 12,0% desse total. As  interna&ccedil;&otilde;es por essa causa s&oacute; perdem para aquelas relacionadas a gravidez,  parto e puerp&eacute;rio.<sup>1-4</sup></font></p> 	    <p><font size="2" face="verdana">Alguns dos fatores envolvidos no  desenvolvimento das DR incluem: poeira domiciliar;<sup>5</sup> bact&eacute;rias; tabagismo;  exposi&ccedil;&atilde;o a agentes biol&oacute;gicos, como o p&oacute;len das plantas; irritantes presentes  na fuma&ccedil;a e neblina;<sup>6-8</sup> e fatores demogr&aacute;ficos, socioecon&ocirc;micos, gen&eacute;ticos, gestacionais, nutricionais e  ambientais.<sup>7</sup> Entre os fatores citados, a polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica  resultante da queima de biomassa tem gerado importante impacto na sa&uacute;de  respirat&oacute;ria, especialmente dos grupos mais predispostos como crian&ccedil;as e  idosos.<sup>9-11</sup></font></p>         <p><font size="2" face="verdana">A fuma&ccedil;a emitida pela queima de biomassa cont&eacute;m part&iacute;culas muito pequenas  que, suspensas no ar, influenciam a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o exposta.<sup>12</sup> A  contamina&ccedil;&atilde;o do ar atmosf&eacute;rico aumenta a permeabilidade das vias a&eacute;reas, possibilitando o acesso e a progress&atilde;o  de microorganismos patog&ecirc;nicos.<sup>13</sup>  Ademais, o material particulado presente na polui&ccedil;&atilde;o do ar pode  interferir na depura&ccedil;&atilde;o e inativa&ccedil;&atilde;o de bact&eacute;rias que atingem o tecido  pulmonar, contribuindo para a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as infecciosas.<sup>14</sup> Em  consequ&ecirc;ncia, ocorre aumento da mortalidade, de admiss&otilde;es  hospitalares, de visitas &agrave; emerg&ecirc;ncia e de utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Munic&iacute;pio de Alta Floresta localiza-se no Estado de Mato Grosso, na Amaz&ocirc;nia subequatorial brasileira. Esta &aacute;rea  vem passando por um crescente processo de ocupa&ccedil;&atilde;o. O munic&iacute;pio situa-se no  extremo norte do Estado, regi&atilde;o inclu&iacute;da no territ&oacute;rio conhecido como 'arco de  desmatamento' em raz&atilde;o das elevadas taxas de desmatamentos e do n&uacute;mero de focos  de queimadas. Em 2008, o Minist&eacute;rio do Meio  Ambiente apontou Alta Floresta-MT como um dos 36 munic&iacute;pios com maior &iacute;ndice de desmatamentos e queimadas na Amaz&ocirc;nia  brasileira. Essas queimadas produzem elevada concentra&ccedil;&atilde;o de poluentes  atmosf&eacute;ricos na regi&atilde;o.<sup>15-16</sup> Soma-se a essa situa&ccedil;&atilde;o de risco &agrave; sa&uacute;de o fato de aquela regi&atilde;o apresentar  importante sazonalidade pluviom&eacute;trica, com consequ&ecirc;ncias na varia&ccedil;&atilde;o da  umidade relativa do ar, a qual se encontra em mais de 90,0% no per&iacute;odo chuvoso e  em menos de 15,0% no per&iacute;odo da seca.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os munic&iacute;pios com mais de 25.000 habitantes do Estado de Mato Grosso, Alta Floresta apresentou os piores  indicadores de morbimortalidade por DR entre crian&ccedil;as menores de cinco anos de  idade, no per&iacute;odo de 2000 a 2004,<sup>17</sup> e  uma das maiores preval&ecirc;ncias de asma entre os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os efeitos s&atilde;o mais importantes em grupos mais vulner&aacute;veis, como crian&ccedil;as e  idosos,<sup>17</sup> constituindo uma variedade de condi&ccedil;&otilde;es, desde altera&ccedil;&otilde;es  subcl&iacute;nicas do sistema respirat&oacute;rio at&eacute; a hospitaliza&ccedil;&atilde;o por DR. Uma parcela desses  indiv&iacute;duos com DR poder&aacute; evoluir para &oacute;bito, em decorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a ou de  suas complica&ccedil;&otilde;es.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e  Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de - 10<sup>a</sup>  Revis&atilde;o (CID-10), s&atilde;o doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas superiores (DVAS): nasofaringite  aguda (resfriado comum) ; sinusite; rinite;  faringite; amigdalite; laringite; e traque&iacute;tes. Doen&ccedil;as que afetam as vias  a&eacute;reas inferiores (DVAI) s&atilde;o: atelectasia; bronquite; bronquiolite; enfisema;  asma; bronquectasia; broncopneumonia; doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica;  tuberculose pulmonar; e pneumonia. Se as DVAS s&atilde;o mais frequentes, as DVAI  costumam ser mais graves e determinam maior risco de interna&ccedil;&atilde;o e &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo &eacute; parte  das a&ccedil;&otilde;es do projeto 'Avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos da queima  de biomassa na Amaz&ocirc;nia legal &agrave; sa&uacute;de humana' e tem por objetivo analisar as  caracter&iacute;sticas e a sazonalidade clim&aacute;tica dos atendimentos em consultas m&eacute;dicas por DR realizadas nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de e no  servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia do Munic&iacute;pio de Alta Floresta-MT, no per&iacute;odo de um ano  (julho de 2006 a junho de 2007).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Trata-se de um estudo descritivo transversal de abordagem quantitativa dos  registros de atendimentos ambulatoriais por DR em indiv&iacute;duos  residentes em Alta   Floresta, no per&iacute;odo de julho de 2006 a junho de 2007.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Munic&iacute;pio de Alta Floresta, situado no extremo norte do  Estado de Mato Grosso e a cerca de 830km de sua capital, Cuiab&aacute;-MT, faz parte  do ecossistema Amaz&ocirc;nico. Possui uma &aacute;rea territorial de 9.310,27km<sup>2</sup> e  uma popula&ccedil;&atilde;o de 47.304 habitantes.<sup>19</sup> O clima &eacute; tropical &uacute;mido, com  per&iacute;odos sazonais caracter&iacute;sticos de inverno seco (maio a outubro) e ver&atilde;o  chuvoso (novembro a abril). A temperatura pode variar entre 24<sup>o</sup>C e 34<sup>o</sup>C; e a umidade relativa do  ar, entre 15,0 e 98,0%.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de estudo, a rede de Sa&uacute;de P&uacute;blica do munic&iacute;pio  era composta por 11 unidades da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), um centro de  sa&uacute;de e um hospital municipal com 72 leitos e um pronto-socorro para atender os  casos de emerg&ecirc;ncia local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Alta Floresta &eacute; sede de regional de sa&uacute;de, refer&ecirc;ncia para  os munic&iacute;pios de Nova Bandeirantes, Apiac&aacute;s, Nova Monte Verde, Parana&iacute;ta e Carlinda. Estes cinco  munic&iacute;pios, juntos com Alta Floresta, somam 101.589 habitantes.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o registro dos atendimentos por DR, foram elaboradas  planilhas, com as seguintes vari&aacute;veis: identifica&ccedil;&atilde;o da unidade de sa&uacute;de; data  do atendimento; n&uacute;mero do prontu&aacute;rio; nome do paciente; idade; g&ecirc;nero; sintomas  e/ou diagn&oacute;stico. A partir dessas vari&aacute;veis, foi poss&iacute;vel categorizar os  atendimentos segundo faixa et&aacute;ria (&lt;5 anos; 5 a 64 anos; e &#8805;65 anos) e  s&iacute;tio anat&ocirc;mico acometido. Foram consideradas como doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas  superiores - DVAS - aquelas localizadas acima da epiglote; e como doen&ccedil;as  das vias a&eacute;reas inferiores - DVAI -, as localizadas na epiglote e abaixo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram  obtidos dos registros di&aacute;rios da rede de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, que inclui unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia  e centro de sa&uacute;de, al&eacute;m do ambulat&oacute;rio e do pronto-socorro do Hospital  Municipal de Alta Floresta. As estimativas populacionais foram obtidas da  Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os atendimentos foram classificados por cap&iacute;tulos,  conforme recomenda a 2<sup>a</sup> vers&atilde;o da International Classification Primary Care (ICPC-2), n&atilde;o de acordo com a CID-10 - esta que conta com  limita&ccedil;&otilde;es para a classifica&ccedil;&atilde;o dos atendimentos no &acirc;mbito da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.<sup>22</sup>  Foi necess&aacute;rio, entretanto, adotar a mesma CID-10 e n&atilde;o a ICPC-2 para a  classifica&ccedil;&atilde;o das DR segundo o s&iacute;tio anat&ocirc;mico, em raz&atilde;o desta &uacute;ltima (apropriada  para atendimentos ambulatoriais) n&atilde;o apresentar esse tipo de distin&ccedil;&atilde;o em sua  classifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Analisou-se a propor&ccedil;&atilde;o mensal de atendimentos por DR e as  taxas de atendimentos segundo a faixa et&aacute;ria, bem como a localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Calculou-se, ainda, a raz&atilde;o proporcional dos atendimentos  realizados nos per&iacute;odos de seca e de chuvas, de acordo com a localiza&ccedil;&atilde;o  anat&ocirc;mica da DR, por grupos et&aacute;rios. Considerou-se como per&iacute;odo de seca os  meses de julho a outubro de 2006 e de maio a junho de 2007; e como per&iacute;odo  chuvoso, os meses de novembro e dezembro de 2006 e janeiro a abril de 2007.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As diferen&ccedil;as entre as propor&ccedil;&otilde;es dos atendimentos  realizados no per&iacute;odo de seca e no per&iacute;odo chuvoso, por localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e  grupos et&aacute;rios, foram verificadas mediante aplica&ccedil;&atilde;o do teste qui-quadrado (&#967;<sup>2</sup>),  considerando-se significativos os valores de p&#8804;0,05. Calculou-se intervalo  de confian&ccedil;a (IC<sub>95%</sub>) para a raz&atilde;o de taxas de atendimentos nos meses de seca e nos  meses chuvosos, por grupos et&aacute;rios. Utilizou-se o programa estat&iacute;stico SPSS  vers&atilde;o 16 para a an&aacute;lise dos dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da  Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz (CAAE:  0025031000-07 - parecer n<sup>o</sup> 25/07).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo do estudo, foram registrados 11.818  atendimentos por DR, dos quais 9.174 (77,6%) por doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas  superiores (DVAS) e 2.644 (2 2,4%) por doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas inferiores  (DVAI).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No grupo das DVAS, as principais condi&ccedil;&otilde;es foram: infec&ccedil;&otilde;es inespec&iacute;ficas das  vias a&eacute;reas superiores (n=2.445), que representaram 26,6% das DVAS; amigdalite,  com 23,4% dos casos (n=2.143); gripe, cujos registros somaram 17,8% (n=1.637);  e otite, com 13,3% dos casos (n=1.217).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as DVAI, a principal causa dos atendimentos foi bronquite, com 38,4%  dos atendimentos (n=1.015), seguida de asma (n=377), que representou 14,3% dos  casos, pneumonia (n=342), com 13,0%, bronquiolite (n=276) e broncopneumonia (n=265), respectivamente com 10,4% e 10,0% dos casos de  atendimentos. Ou seja: 63,1% dos casos atendidos s&atilde;o de doen&ccedil;as que cursam com sibil&acirc;ncia respirat&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao analisar a distribui&ccedil;&atilde;o dos atendimentos segundo faixa et&aacute;ria, verifica-se que as crian&ccedil;as  menores de cinco anos de idade foram objeto de 3.094 (26,2%) dos atendimentos por  DR, 5.607 atendimentos (47,4%) foram para o grupo  et&aacute;rio intermedi&aacute;rio, de cinco a 64 anos de idade, e 447 (3,8%) dos atendimentos contemplaram idosos,  com idade igual ou superior a 65 anos; 2.670 (22,6%) dos registros n&atilde;o  possu&iacute;am informa&ccedil;&otilde;es relativas a idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo seco (maio a outubro), houve 6.608 (56,0%) atendimentos por DR, enquanto no per&iacute;odo chuvoso (novembro a abril)  foram 5.210 (44,0%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A propor&ccedil;&atilde;o mensal de atendimentos por DR calculada para cada faixa et&aacute;ria mostrou maiores picos nos meses de setembro e mar&ccedil;o.  Para os idosos, o pico mais acentuado na propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos ocorreu no m&ecirc;s de setembro,  extremo do per&iacute;odo seco na regi&atilde;o. Para as crian&ccedil;as e grupo et&aacute;rio  intermedi&aacute;rio, o pico de setembro assemelha-se ao de mar&ccedil;o, final da esta&ccedil;&atilde;o chuvosa (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a14f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O n&uacute;mero de consultas e/ou atendimentos por DR segundo o m&ecirc;s de ocorr&ecirc;ncia  e a localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica - independentemente do  s&iacute;tio anat&ocirc;mico acometido -foi maior no m&ecirc;s de mar&ccedil;o (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2" id="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a14f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"></font><font size="2" face="verdana">As taxas de atendimentos por DR foram muito superiores na faixa et&aacute;ria de  menores de cinco anos, quando comparadas aos outros grupos de idade. Em cada  grupo de 100 crian&ccedil;as, 67 foram atendidas por DR no per&iacute;odo. Chama a aten&ccedil;&atilde;o o  fato de que entre idosos, a diferen&ccedil;a das taxas entre DVAS e DVAI &eacute; pequena em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diferen&ccedil;a verificada nos demais grupos de idade (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a14t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os atendimentos por DR foram, em m&eacute;dia, 50% mais frequentes no per&iacute;odo da seca e no grupo et&aacute;rio de menores de cinco  anos. Essa diferen&ccedil;a, embora menor para os outros grupos estudados, mant&eacute;m-se significativa.  Quando comparadas a localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica  e a  sazonalidade clim&aacute;tica, verifica-se que somente para as  DVAI no grupo de idosos, n&atilde;o foram verificadas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e per&iacute;odo seco ou chuvoso, ainda que  haja diferen&ccedil;as no conjunto das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias entre esse grupo et&aacute;rio  (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a14t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As diferen&ccedil;as no volume de atendimentos realizados na seca e no per&iacute;odo chuvoso variaram de 46,0 a 56,0% em crian&ccedil;as, 13,0 a 52,0% no grupo et&aacute;rio  intermedi&aacute;rio e 24,0 a  27,0% entre os idosos, de acordo com os intervalos de confian&ccedil;a das raz&otilde;es  seca/chuva (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os atendimentos ambulatoriais e de emerg&ecirc;ncia por DR realizados no  Munic&iacute;pio de Alta Floresta durante o per&iacute;odo estudado mostraram que a maior frequ&ecirc;ncia refere-se  ao grupo de crian&ccedil;as menores de cinco anos de idade. Ainda que as faixas  et&aacute;rias mais atendidas tenham sido as de crian&ccedil;as e idosos, para cada atendimento  de idoso, cerca de dez crian&ccedil;as receberam alguma assist&ecirc;ncia. Achado semelhante  foi observado em outros estudos.<sup>11,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que crian&ccedil;as e idosos configuram os grupos mais  vulner&aacute;veis aos efeitos da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica.<sup>24-27</sup> As crian&ccedil;as  apresentam imaturidade imunol&oacute;gica  e calibre das vias a&eacute;reas reduzido. Elas s&atilde;o mais ativas e  apresentam metabolismo mais acelerado, raz&otilde;es pelas quais acabam por inalar doses  mais elevadas de poluentes. Os idosos, diferentemente das crian&ccedil;as, costumam  apresentar outras complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas,  al&eacute;m da  capacidade reduzida de resist&ecirc;ncia do organismo. Muitos podem ter sido expostos  a outros fatores associados &agrave;s doen&ccedil;as  respirat&oacute;rias, como os fumantes ou ex-fumantes e os portadores de doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica com agravamento em  caso de exposi&ccedil;&atilde;o a poluentes atmosf&eacute;ricos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para todas as faixas et&aacute;rias analisadas, os atendimentos foram mais  frequentes no per&iacute;odo da seca, independentemente do s&iacute;tio anat&ocirc;mico acometido. Na esta&ccedil;&atilde;o  seca, a m&aacute; qualidade do ar - aliada &agrave; dificuldade  de dispers&atilde;o de poluentes - facilita o agravamento  dos casos respirat&oacute;rios.<sup>4,28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O incremento desse evento na seca, com pico acentuado nos meses de agosto e  setembro, pode ser explicado pela influ&ecirc;ncia da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, devida,  em grande parte, &agrave; queima de biomassa somada a baixa umidade relativa dor ar.<sup>10,11,29</sup>  J&aacute; o pico observado em mar&ccedil;o (per&iacute;odo chuvoso) pode estar relacionado a outros  fatores de risco, como maior aglomera&ccedil;&atilde;o, alta umidade relativa do ar e  prolifera&ccedil;&atilde;o de fungos.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No caso dos idosos, a maior ocorr&ecirc;ncia de atendimentos por DR tamb&eacute;m se deu no per&iacute;odo da seca. Por&eacute;m, ao se analisar o s&iacute;tio  anat&ocirc;mico, n&atilde;o se observou diferen&ccedil;a significativa entre DVAS e DVAI. Esse fato  pode estar relacionado &agrave; maior facilidade de progress&atilde;o de agentes patog&ecirc;nicos  em raz&atilde;o da perda de mecanismos protetores e ressecamento das mucosas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em oposi&ccedil;&atilde;o ao que foi observado neste estudo, em que a maior propor&ccedil;&atilde;o de  atendimentos ambulatoriais em Alta Floresta ocorreu no per&iacute;odo  da seca, Botelho e colaboradores<sup>28</sup> e Rosa e colaboradores<sup>30</sup> identificaram  maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos por DR, respectivamente, nos munic&iacute;pios de  Cuiab&aacute;-MT e Tangar&aacute; da Serra-MT, durante o per&iacute;odo chuvoso. Estes dois  munic&iacute;pios, ainda que localizados na Amaz&ocirc;nia Brasileira est&atilde;o inseridos em  bioma de cerrado e n&atilde;o de floresta como o munic&iacute;pio ora estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de seca, s&atilde;o intensas as queimadas florestais. Esse processo  ocorre em grandes &aacute;reas das proximidades do Munic&iacute;pio de Alta Floresta, como  tamb&eacute;m no sul do Estado do Par&aacute;. Os focos de queimadas resultam em emiss&otilde;es de materiais nocivos ao sistema respirat&oacute;rio,<sup>11</sup>  o que pode justificar a maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos no per&iacute;odo da seca. Mascarenhas  e colaboradores<sup>10</sup> tamb&eacute;m identificaram aumento nos atendimentos de  emerg&ecirc;ncia por DR no Munic&iacute;pio de Rio Branco, capital do Estado do Acre, em 2005, data de grandes  inc&ecirc;ndios florestais naquele Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es deste estudo relacionadas &agrave; possibilidade de  duplicidade de registros do mesmo indiv&iacute;duo, em virtude da procura de atendimento  na mesma e em outra unidade de sa&uacute;de por um &uacute;nico evento,<sup>31</sup> as taxas  de atendimentos observadas demandam importante press&atilde;o sobre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de.  O presente trabalho tem como m&eacute;rito haver coletado dados no servi&ccedil;o com regularidade di&aacute;ria, em formul&aacute;rio impresso pr&oacute;prio, o  que confere maior confiabilidade  ao n&uacute;mero de  atendimentos realizados pela rede ambulatorial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os atendimentos ambulatoriais por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias no Munic&iacute;pio de Alta Floresta foram mais frequentes no  per&iacute;odo de seca, para todas as faixas et&aacute;rias. Crian&ccedil;as e idosos, grupos mais  vulner&aacute;veis &agrave; sazonalidade clim&aacute;tica, demandam a&ccedil;&otilde;es mais intensas e  espec&iacute;ficas, pois determinam um impacto nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de que merece ser  mais bem dimensionado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Prop&otilde;e-se o controle de emiss&otilde;es de poluentes atmosf&eacute;ricos e a amplia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave;  sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o residente em &aacute;reas caracterizadas pelas queimadas anuais,  especialmente no que se refere aos agravos que cursam com sibil&acirc;ncia, tais como  bronquite, asma e bronquiolite. Sugere-se, tamb&eacute;m, a utiliza&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo completo da  CID-10 sobre 'Doen&ccedil;as respirat&oacute;rias', conforme fizeram Ignotti e colaboradores,<sup>32</sup>  e n&atilde;o da causa denominada 'Infec&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria aguda' como indicador de  efeitos das queimadas sobre a sa&uacute;de humana, em raz&atilde;o do primeiro abarcar, entre  as doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, a asma, esta que &eacute; influenciada pela polui&ccedil;&atilde;o  ambiental mas n&atilde;o se encontra inclu&iacute;da no grupo das infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias  agudas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Departamento de  Inform&aacute;tica do SUS. Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de: Cadernos de Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de:  Mato Grosso do Sul. Distribui&ccedil;&atilde;o Percentual das Interna&ccedil;&otilde;es por Grupos de  Causas, CID - 10. 2007 &#091;acessado em 8 out. 2007&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/cadernos/ms.htm" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/cadernos/ms.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Paiva MAS, Reis FJC, Fisher GB,  Rozov T. Pneumonia na inf&acirc;ncia. Jornal Brasileiro de Pneumologia.  1998;24(2):101-108.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Toyoshima MTK, Ito GM, Gouveia N. Morbidade  por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias em pacientes hospitalizados em S&atilde;o Paulo/SP. Revista da  Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira. 2005;51(4):209-213.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Gouveia N, Freitas CU, Martins LU, Marcilio  IO. Hospitaliza&ccedil;&otilde;es por causas respirat&oacute;rias e cardiovasculares associadas &agrave;  contamina&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2006;22(12): 2669-2677.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Lebowitz MD, Knudson RJ, Burrows B.  Tucson study of obstructive lung disease. I- Methodology and prevalence of  disease. American Journal of Epidemiology. 1975;102(2):137-152.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Guyton AC, Hall JE. Tratado de fisiologia m&eacute;dica. 11<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Elsevier;  2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Prietsch SOM, Fischer GB, Cesar JA, Fabris  AR, Mehanna H, Ferreira THP, et al. Doen&ccedil;a aguda das vias a&eacute;reas em menores de  cinco anos: influ&ecirc;ncia do ambiente dom&eacute;stico e do tabagismo materno. Jornal de  Pediatria. 2002;78(5):415-422.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Arbex AA, Can&ccedil;ado JED, Pereira LAM, Braga  ALF, Saldiva PHN. Queima de biomassa e efeitos sobre a sa&uacute;de. Jornal Brasileiro  de Pneumologia. 2004;30(2):158-175.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Martins LC, Latorre MR, Saldiva PP, Braga AL.  Rela&ccedil;&atilde;o entre polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e atendimentos por infec&ccedil;&atilde;o de vias a&eacute;reas  superiores no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo: avalia&ccedil;&atilde;o do rod&iacute;zio de ve&iacute;culos. Revista  Brasileira Epidemiologia. 2001;4(3):220-229.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Mascarenhas MDM, Vieira LC, Lanzieri TM, Leal  APPR, Duarte AF, Hatch DL. Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica devida &agrave; queima de biomassa  florestal e atendimentos de emerg&ecirc;ncia por doen&ccedil;a respirat&oacute;ria em Rio Branco, Brasil - Setembro, 2005. Jornal Brasileiro de Pneumologia. 2008;34(1):42-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Ignotti E, Hacon S, Longo K,  Freitas S, Mour&atilde;o D, Junger WL, et al. Air Pollution and Hospital Admissions  for Respiratory Diseases in the Subequatorial Amazon: A Time Series  Approach. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. No prelo 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. World Health Organization. Health guidelines  for vegetation fire events. Geneva: World Health  Organization; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Correia-Deur JEM. Contaminaci&oacute;n del aire exterior y enfermedades al&eacute;rgicas de la via a&eacute;rea. Ci&ecirc;ncia &amp;  Trabalho.  2007;9(23):23-29.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Nel A. Air Pollution-related  illness: effects of particles. Science.  2005;308(5723):804-806.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Ferreira LV, Venticinque  E, Almeida SO. O desmatamento na Amaz&ocirc;nia e a import&acirc;ncia das &aacute;reas protegidas. Estudos  Avan&ccedil;ados. 2005;19(53):157-166.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Instituto Nacional de  Pesquisas Espaciais. Centro de Previs&atilde;o de Tempo e Estudos Clim&aacute;ticos.  Qualidade do ar. 2008 &#091;acessado em 14 abr. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://">http:// </a><a href="http://meioambiente.cptec.inpe.br/" target="_blank">meioambiente.cptec.inpe.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Ignotti E, Hacon SS, Silva AMC, Junger WL, Castro H. Efeitos das  queimadas na Amaz&ocirc;nia: m&eacute;todos de sele&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios segundo indicadores de  sa&uacute;de. Revista Brasileira Epidemiologia.   2007;10(4):453-464.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Farias MDC, Rosa AM, Hacon S, Castro HA, Ignotti E. Preval&ecirc;ncia de  asma em escolares de Alta Floresta - munic&iacute;pio ao sudoeste da Amaz&ocirc;nia  brasileira. Revista Brasileira Epidemiologia. 2010;13(1):49-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de. &Aacute;rea de Desarrollo Sostenible  y Salud Ambiental. Evaluaci&oacute;n  de los Efectos de la Contaminaci&oacute;n del Aire em la Salud de Am&eacute;rica Latina y el Caribe.Washington: Organiza&ccedil;&atilde;o  Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Instituto Nacional de  Pesquisas Espaciais. Centro de Previs&atilde;o de Tempo e Estudos Clim&aacute;ticos.  Monitoramento de emiss&otilde;es de poluentes atmosf&eacute;ricos e previs&atilde;o da qualidade do  ar. 2007 &#091;acessado em 8 out. 2007&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cptec.inpe.br/" target="_blank">http://www.cptec.inpe.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Cidades.  Bras&iacute;lia; 2007. &#091;acessado em 18 abr. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/cidadesat/ topwindow.htm?1" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/cidadesat/ topwindow.htm?1</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Comiss&atilde;o de Classifica&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o de Ordens Nacionais.  Academias e Associa&ccedil;&otilde;es Acad&ecirc;micas de Cl&iacute;nicos Gerais / M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia.  Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional dos Cuidados Prim&aacute;rios. 2<sup>a</sup> ed. Oxford: Oxford University  Press; 1999. &#091;acessado em 26 fev 2007&#093; &#091;Monografia na internet&#093; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.grunenthal.com/cw/pt" target="_blank">http://www.grunenthal.com/cw/pt</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Fa&ccedil;anha MC, Pinheiro AC. Doen&ccedil;as respirat&oacute;rias agudas em servi&ccedil;o  de sa&uacute;de entre 1996 e 2001, Fortaleza, CE. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2004;38(3):346-350.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. Lin AC, Martins MA, Farhat SL, Pope AC,  Concei&ccedil;&atilde;o GMS, Anastacio MV, et al. Air pollution and respiratory illness of children in S&atilde;o Paulo, Brazil.  Pediatric and Perinatal Epidemiology. 1999;13(4):475-488.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Martins LC, Latorre MRDO, Cardoso MRA, Gon&ccedil;alves FLTG, Saldiva PHNS, Braga ALF. Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e atendimentos por  pneumonia e gripe em S&atilde;o   Paulo, Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002;36(1):88-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26. Bakonyi SMC, Oliveira MD, Martins LC, Braga ALF. Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e doen&ccedil;as  respirat&oacute;rias em crian&ccedil;as na cidade de Curitiba, PR. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2004;38(5):695-700.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">27. World Health Organization. WHO Air Quality Guidelines Global Update 2005:  Report on a Working Group Meeting, Bonn,   Germany,  October 18-20, 2005. Copenhagen: World Health  Organization; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">28. Botelho C, Correia AL, Silva AMC, Macedo AG, Silva COS. 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<body><![CDATA[<br>   Programa de Mestrado em Sa&uacute;de Coletiva,    <br>   Av. S&atilde;o Jo&atilde;o, S/N, Cavalhada,    <br>   C&aacute;ceres-MT,   Brasil.    <br>   CEP:78200-000    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:eliane.ignotti@pq.cnpq.br">eliane.ignotti@pq.cnpq.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 02/06/2010    <br>   Aprovado em 30/06/2011</font></p>      ]]></body><back>
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